Herbert Spencer: Pioneiro no séc. XVIII a intuir a Evolução Universal Continua

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Na origem de um corpo humano, um princípio muito simples, na forma de um ovulo, uma célula unica… Então as células começam a se multiplicarem, Mas para cada direção em torno da célula inicial vai uma célula diferenciada de todas as outras. Isto espalha a diferenciação, ou diversificação, por todo lado em volta da célula inicial. Nos meses seguintes o corpo ainda não tem vida, as células diferenciadas cada uma constrói um coisa diferente das demais, com uma função especifica. Quando todas terminam suas construções, o corpo adquire vida, como se o corpo fosse ligado numa tomada, mas o que liga, o que da a partida inicial ao corpo é uma especie de gatilho formado por todas as conexões entre as partes, que poe o todo em funcionamento. Diversificação e final integração.

Pensei neste aspecto da embriogênese porque quando obtive a formula da Matrix/DNA, observei que a figura se tratava de varias partes diferenciadas conectadas formando um sistema dinâmico, funcional. Mas na verdade tal sistema nunca existiu, pois o que o forma parte de um único corpo inicial ao qual é aplicado o processo do ciclo vital, e este faz o corpo inicial se mexer desenvolvendo-se, mudando de forma. Se houvesse apenas um corpo-astro inicial fazendo isso não haveria um sistema, pois para cada forma nova é preciso desaparecer a forma anterior, já que que esta se transforma naquela. Então vai estar sempre existindo apenas um forma, uma peça do sistema. O truque da natureza foi aplicar este processo sobre muitos corpos iguais ( creio que a original estrela gasosa), de maneira que no local apareceram todas as formas ao mesmo tempo em grande quantidade. Por motivos de sincronicidade cronológica cada parte se uniu com sua antecessora a esquerda e sua e sua sucessora a direita, perfazendo um sistema. Porem aqui, se o sistema se completasse e entrasse em funcionamento, seria um sistema fechado em si mesmo, um moto continuo. Seria eterno, infinitamente, se não houvesse a entropia. mas apesar de esta configuração celeste reproduzir exatamente o sistema que é uma onda de luz original ( que permaneceu sempre aberta), e apesar de depois se revelar como o building block do DNA, as galaxias não se constituíram desta maneira, sendo que nela, as peças continuam espalhadas sem a eventual convergência para integração.  Talvez, e provavelmente a evolução astronômica se deu como no caso das células biológicas, em duas fases diferentes, a primeira formada por simbiose e as demais seguintes por auto-reprodução.   existe ainda a possibilidade de que todas as galaxias sejam diferenciadas entre si, que se constituam peças de um grande sistema, e o Universo seja uma especie de organismo, um corpo funcional. Isto seria, digamos, um choque fantasmagórico me nossa visão do mundo, mas não acredito nisso porque me parece que a evolução, depois das galaxias seguiu não mais pelo nível astronômico, e sim pelas vias microscópicas biológicas.

Este processo parece estar em todo lugar onde se forma um sistema natural. Inclusive operando a nível psicológico humano, fazendo parte da evolução do conhecimento. A primeira vez que um índio nativo do Amazonas viu um carro chegando, apesar da novidade e curiosidade, parecia algo simples, algo como um jacaré de ferro. Devido seu interesse e curiosidade deixamos o índio entrar no carro e então seus olhos se abriram mais, ao ver a enorme parafernália de instrumentos ele começou a ver que a coisa não era tao simples. E quando abrimos o capo do carro deixando o motor a descoberto então sua mente quase estonteou com a formidável complexidade que ele viu. Mas curioso e dedicado, quando o levamos para o garimpo, ele quis ficar no local da oficina mecânica acompanhando o mecânico e foi aprendendo ate tornar-se ele mesmo um bom mecânico. O processo pelo qual passou seu cérebro naquele acréscimo de conhecimento foi o mesmo na embriogênese do corpo humano: inicial simplicidade, grande complexidade, conhecimento conectando cada parte entre si, integrando o todo, final de um ciclo evolutivo.

Em outro nível mais amplo, esse processo parece se aplicar ao Cosmos também. Um inicio muito simples, homogêneo, se abre para um grande leque de galaxias. Sabemos que no sistemas solar cada astro, cada parte esta perfeitamente encaixada numa grande conexão que faz o sistema todo operar em sincronicidade mecânica. Talvez isto tenha acontecido a nível de Universo, todas as galaxias se interconectaram e o todo funciona mecanicamente. Isto implicaria que todas as galaxias fossem diferenciadas entre si, o que não sabemos, mas sabemos que todos os planetas do sistema solar são diferenciados entre si.

Este processo poderia ser chamado de micro-ciclo das evoluções, e poderíamos vê-lo como ondas concêntricas iguais a que vemos surgindo e crescendo a partir do ponto na água parada de um lago onde caiu uma pedra. Então ele se expande por ondas, e ao enfraquecer e se desfazer uma onda logo inicia outra. As duas fazes nas formações de células e galaxias poderiam ser outra forma de ondas, com uma nova onda mais complexa sucedendo uma primeira onda mais simples. Então a evolução universal seria constituída de micros-ciclos evolucionários, os quais seriam estas ondas. Também podemos vê-lo como parte comum na formação de todo novo sistema natural.

Muito tenho refletido neste processo que surgiu enquanto calculava meus modelos teóricos e agora sou surpreendido ao ver num texto que um famoso filosofo do seculo XVIII, Herbert Spencer, intuiu isso também.

https://en.wikipedia.org/wiki/Herbert_Spencer

Spencer first articulated his evolutionary perspective in his essay, ‘Progress: Its Law and Cause’, published in Chapman’s Westminster Review in 1857, and which later formed the basis of the First Principles of a New System of Philosophy (1862). In it he expounded a theory of evolution which combined insights from Samuel Taylor Coleridge’s essay ‘The Theory of Life’ – itself derivative from Friedrich von Schelling’s Naturphilosophie – with a generalisation of von Baer’s law of embryological development.  Spencer posited that all structures in the universe develop from a simple, undifferentiated, homogeneity to a complex, differentiated, heterogeneity, while being accompanied by a process of greater integration of the differentiated parts. This evolutionary process could be found at work, Spencer believed, throughout the cosmos. It was a universal law, that was applying to the stars and the galaxies as much as to biological organisms, and to human social organisation as much as to the human mind. It differed from other scientific laws only by its greater generality, and the laws of the special sciences could be shown to be illustrations of this principle.

Baseando-se na sua nova teoria mescalda de evolucao cosmologica com eviolucao darwinista Spencer aplicou-a tambem para explicar a evolucao da sociedade humana. Interessante fe esta sua conclusao:

Spencer believed in two kinds of knowledge: knowledge gained by the individual and knowledge gained by the race. Intuition, or knowledge learned unconsciously, was the inherited experience of the race.

Queria ele sugerir que convergência, integração, de todas as mentes de uma generação se reduziriam colapsando-se num unco genoma que seria transmitido nas gerações seguintes? E o efeito disso seriam as espontâneas intuições?

Na questao de analise sociologica e etica moral, Spencer pensou quase tudo igual eu:

For example, aggression was a survival instinct which had been necessary in the primitive conditions of life, but was maladaptive in advanced societies. Because human instincts had a specific location in strands of brain tissue, they were subject to the Lamarckian mechanism of use-inheritance so that gradual modifications could be transmitted to future generations. Over the course of many generations the evolutionary process would ensure that human beings would become less aggressive and increasingly altruistic, leading eventually to a perfect society in which no one would cause another person pain.

Uma das nossas diferenças é que ele acreditou na evolução da sociedade baseada no darwinismo social da época com conceitos como… ” a evolução se dará pelo survival-of-the-fittest”. Ele não notou que entrou em contradição pois se ele acreditou na diminuição da agressividade humana como imperativo para a evolução social, este conceito darwinista implica na sobrevivência do predador, e não existe seleção de predador que não se personaliza como agressor. Na minha teoria, o mais fittest se torna descartado naturalmente como todos os grandes predadores foram descartados. Então acho que eu vejo essa fitness em relação ao coletivo, adaptado ao sistema social, e ele via isso em relação ao individual.

Ainda bem para mim, pois…

Spencer’s last years were characterized by a collapse of his initial optimism, replaced instead by a pessimism regarding the future of mankind.

Eu continuo com o otimismo de que a humanidade vai deixar de existir porque vai se transcender e com isso adquirir nova forma inclusive física ( mais energia e mental que massa). Acho que o pessimismo dele foi causado pelas corriqueiras noticias de barbaridades cometidas por humanos e pelas crescente ondas ou da extrema direita ou da esquerda. Para mim isto são os micro-ciclos que fazem parte de um processo maior na passagem do estado de caos que iniciamos para o estado de ordem para onde nos dirigimos.

 

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