A resignação na velhice de todo buscador do conhecimento existencial

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Inspirado no artigo:

https://www.space.com/theory-of-everything-definition.html

What Is the Theory of Everything?

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Existem pessoas que nascem com uma mutação ou configuração neuronial tendente a ser inveterado buscador de uma explicação total para existência do mundo, e nele, da sua própria existência. Uma frase que lhes cai bem é: “meu supremo objetivo na vida é a busca do conhecimento”.

Pela sua já extremada atividade intelectual na juventude, nessa idade ele começa a realizar descobertas importantes que “nunca ninguém pensou”, ou ” jamais pensaram que tal coisa pudesse existir”. Então ele se vê, e são os fatos reais que lhe indicam isso, na ponta de lança das descobertas, ele esta sendo o primeiro mais avançado numa época a frente dos outros. Sua auto-confiança aumenta, ele acha que tem condições de encontrar a tal explicação, a tal “theory of everything”, e por isso se afunda ainda mais nos estudos. Ele quer conhecer todas as áreas, todas as disciplinas cientificas, todas as religiões e escolas do pensamento, e o mais completo possível, pois as vezes num pequeno detalhe esta uma grande pista.

Mas… chega a uma idade na vida que ele começa a perceber que o sonho é impossível. A coisa se torna demasiada complicada, são muitas portas abertas a serem experimentadas, desenvolvidas, e ele começa a perceber que a grande solução não pertence a dimensão humana de percepção. Então certos refrões ficam bombeando repetidamente em sua cabeça: nosso cérebro é pequenino demais frente a imensidade deste universo, nossos sensores cerebrais são poucos e demasiado limitados, realmente não tem esperança. E agora, o que vou fazer na vida?

Eu só tinha um sonho, o sonho acabou, e agora?

O que vou fazer do resto da minha vida sem saber o que sou, quem sou, o que estou fazendo aqui, como esse mundo veio a ser, o que existe alem do que não posso ver?

Mas apesar de racionalmente, conscientemente, ele ter entendido e aceitado definitivamente seu fracasso, tem algo, que parece ser inconsciente, ou talvez uma força de um habito adquirido: o fato é que ele não para. Vai continuar ate o ultimo suspiro com uma longa lista de livros a ler, centenas ou milhares de tópicos a desenvolver, continua a buscar, sua vida se torna bem barata pois estas atividades pouco exigem em dinheiro, e com esse clima mental dará seu ultimo suspiro. Eu ainda acho que ele morre mais feliz, ou quer dizer, ele tem uma velhice melhor que a maioria que viveu apenas se ocupando de tarefas físicas. Depois dos 60 ou 70 o corpo falha e nega a estes a energia e mobilidade para tarefas físicas e então cai no ostracismo, envelhecem como zumbis, por mais que gastem dinheiro tentando entreter sua atenção nos lazeres que depois se revelam como sendo fúteis.

No artigo com link acima, vemos este exemplo através da vida e pensamento de Einstein, um destes eternos buscadores que queriam decifrar por completo o mundo. Vamos a ver algumas de suas falas:

Einstein began to search for a unifying theory in the 1920s, according to the American Physical Society (APS) (After having become famous for several brilliant breakthroughs in physics, including Brownian motion, the photoelectric effect, and the special and general theories of relativity, Albert Einstein spent the last thirty years of his life on a fruitless quest for a way to combine gravity and electromagnetism into a single elegant theory.). He had never fully accepted the strange paradoxes of quantum mechanics, and he believed that the mathematics describing electromagnetism and gravity, the only two forces known at the time, could be combined into a single framework.

“I want to know how God created this world,” Einstein told a young physics student named Esther Salaman in 1925. “I’m not interested in this or that phenomenon, in the spectrum of this or that element. I want to know His thoughts; the rest are just details.”

But Einstein’s quest proved quixotic during his lifetime. “Most of my intellectual offspring end up very young in the graveyard of disappointed hopes,” he wrote in a letter in 1938. Yet he didn’t give up, and while on his deathbed, he asked to have his latest notes on the theory of everything brought to him, according to the APS.

E veja mais isso, como exemplo de como os sonhos dos buscadores sempre acabam sem fim:

String theory posits that particles are actually one-dimensional, string-like entities vibrating in an 11-dimensional reality. The vibrations determine the different particles’ properties, such as their mass and charge.

But other scientists consider the idea of string theory an intellectual dead end. Peter Woit, a theoretical physicist at Columbia University, has repeatedly scolded his colleagues for chasing what he considers an imaginary dream.

E outro que quebrou a cara na parede: Stephen Hawking:

In his bestselling book “A Brief History of Time” (Bantam Books, 1988), physicist Stephen Hawking discussed his desire to help create a theory of everything (which was also the title of his 2014 biopic). But the famous scholar changed his mind later in life; he thought such a theory would be out of reach forever because human descriptions of reality are always incomplete, according to a 2002 lecture available on a website dedicated to the late physicist.

This fact did not sadden him but rather gave him hope. “I’m now glad that our search for understanding will never come to an end and that we will always have the challenge of new discovery,” Hawking said. “Without it, we would stagnate.”

Eu penso que Hawking não foi honesto consigo mesmo, nenhum buscador se resigna com a ideia fulminante de que vai morrer sem chegar la.

Existe um outro fator influente neste assunto. Hermann Hesse foi outro inveterado buscador mas no fim da vida ele escreveu um livro ( O jogo das contas de vidro) em que imagina um monastério onde vivem os intelectuais, todos exclusivamente envolvidos com suas pesquisas mentais. Ao imaginar-se vivendo neste monastério ele acaba por suicidar-se. Descobriu que aquilo era inútil, aquilo era um vicio que não deixava viver a vida real. E num livro dos espiritas existe outro texto atinente ao assunto. Diz o médium que no mundo dos espíritos tem uma área reservada para os que foram intelectuais na Terra e que ” la eles vivem entretidos com seus gostos… “. Quer dizer, ele praticamente debocha dos buscadores, pois para ele a verdade nunca seria possível de ser encontrada através do racional, apenas através do estado mistico, e se deixar, os buscadores vão viver daquele jeito buscando por toda a eternidade.

Pensando nestes senões eu acho que fui sensato e fiz uma escolha feliz. Eu dividi todos os meus dias vividos, em 8 horas no estudo intelectual e 8 horas no trabalho braçal, ou envolvido fisicamente em algo da vida mundana. ” Tenho que viver meio a meio, ou seja, com um pé na realidade bruta e outro na dimensão mental”. Sempre me policiei para seguir esta disciplina. Ela ajuda muito ao buscador a sempre observar se sua mente não esta sendo como um balão prestes a voar para longe. A lide na realidade é como um barbante com a qual ele mantem o balão preso no solo, a mente dentro da cabeça, a imaginação não se extrapola demais caindo a vagar no virtual. Muitos perdem a estribeira e no fim, sem perceberem (mas os outros percebem), que estão elaborando teorias sem o menor nexo com a realidade. Os inveterados matemáticos também tem esse problema, muitas vezes suas formulações matemáticas de longe deixaram de traduzir o mundo real.

Se Deus quisesse ajudar os buscadores, Ele facilitaria a busca ate encontrar a solução para o mundo perceptível ao buscador, e essa solução iria transcender o buscador. Ele iria entrar numa outra dimensão, ao menos e apenas, mentalmente. E então na outra ele começaria tudo de novo, buscando a solução maior para um mundo ainda maior e mais complicado. Condenar um ser a morrer na ignorância, principalmente na ignorância de saber quem ou o que e, não é justo. Mas felizmente todos os buscadores tem aquele empurrão do inconsciente que nunca os deixa estagnarem.

Publicado no Facebook com a seguinte introdução ( 9/2/19):

A maioria das pessoas passam a vida entretendo-se com as coisas que seus olhos veem e suas mãos podem pegar, ou sonhando com objetos que veem nas posses de outros, como são as crianças em geral. nada se interessam em saber das coisas que não estão a vista ou no alcance das mãos, aquelas coisas que existem mas que só podem ser vistas com microscópios, telescópios, e nem raciocinam que tudo o que existe aqui no mundo imediato, que `e a “dimensão do meio”, veio daquelas duas dimensões invisíveis, as dimensões do extremamente pequeno ou extremamente grande. Assim vivem alienadamente, como pisando em cascas de ovos, sem quase nada saber do DNA que as fizeram e administram seus corpos por dentro, e nada saber da galaxia que administra o mundo externo que influencia sobre seus corpos. Como as coisas aqui nunca explicam a procedência, a origem, a causa primeira dos objetos deste mundo, e a movimentação diária destas pessoas no meio dos objetos, fazem vir a tona as suas mentes, as quais querem e precisam saber destas informações, eles enganam suas mentes inventando as lendas de deuses mágicos que criaram tudo por magia e assim poem fim a conversa, sem esforçar a evolução da mente.
O maior problema é que este estilo de vida apenas movendo-se fisicamente tem um fim precoce, pois aos 50 anos começa a faltar energia e músculos para aguentar isso. Então se tornam zumbis, pois sem físico, o que mais vão fazer da vida? As ilusões de passear, comer, brincar com os netos, são isso, ilusões que logo cansam. Adoecem mais rápido alem de se tornarem como cadáver ambulantes antes de morrerem. Seria hora da mente assumir o corpo, com as preferencias das atividades mentais. mas estas são mais pertinentes as perguntas sobre as causas das coisas, da vida, e a subita focalização no que os outros tem visto nos microscopios, nos telescopios, etc. mas ai é tarde demais pois para isso a mente teria que ser exercitada antes e criado neurônios para registrar estas informações e agora processa-las. Existe outro tipo de pessoas que são os inatos buscadores das causas e origens, que se focam mais nas duas ocultas dimensões, e claro, isso só pode ser feito com a mente. Quando se aposentam das lides físicas fe que a mente entra com vigor em todo seu trabalho e predileções. Então fica a escolha: viva melhor na juventude e na idade media lidando com objetos, buscando se apoderar do máximo deles, e tenha um final infeliz, ou viva menos feliz, mais pobre, na juventude e na idade media, e depois dos 50 seja feliz de maneira que nem sente a morte chegar. Eu não sei qual o melhor, esta é uma escolha que depende exclusivamente das pessoas. Eu escolhi a posição do meio: todo dia dedico 8 horas a coisas físicas visíveis e 8 horas ao estudo dos físicos invisíveis. Agora acho que acertei.

Mas o buscador tambem tem outros problemas, tal como o relato neste meu artigo com link abaixo:

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