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Ciência e Tecnologia no Brasil: projetos do novo Ministro

Thursday, October 10th, 2019

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https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2019/10/09/interna_politica,795858/marcos-pontes-prefiro-trabalhar-a-ficar-cacarejando.shtml

Em entrevista, o ministro de Ciência e Tecnologia detalha a reformulação de toda a pasta a fim de colocar o país na rota da inteligência artificial, e aponta outros detalhes para os próximos anos de governo

- Metas:

 - colocar o país na rota da inteligência artificial,

 - promover o uso da Base de Alcântara, para funcionar em 2021,

 - expandir a cobertura de internet a todas as regiões do Brasil,

- incrementar os centros de inovação,

 - concluir o acelerador de partículas, (Projeto Sirius)

 - criar um instituto de pesquisas oceanográficas, algo que o Brasil ainda não tem.

 - fazer este ano, o Congresso aprovar o acordo de salvaguardas tecnológicas,

 -  definir um modelo de negócios com o empresariado nacional e internacional e comunidades locais,

 Assim que sair a política de materiais avançados, vamos lançar o primeiro laboratório de grafeno, nióbio e terras raras.

 - incentivar os jovens para as carreiras de ciência e tecnologia, que é uma coisa de que eu gosto muito

 -  Fizemos algumas mudanças no ministério este ano, de forma que ele não fique só nas políticas públicas e nas regulações, mas que também apoie a chegar a um produto final. Há uma grande quantidade de conhecimento acumulado nas teses de mestrado, doutorado e pós-doutorado, mas que, no final, termina num protótipo que fica num canto do laboratório cheio de poeira. A gente precisa pegar esse conhecimento e transformar em novos produtos, novas empresas e novos empregos. 

Ainda não somos um país inovador. Existe um índice de inovação que é calculado sob a análise de 78 indicadores, ou mais, e o Brasil está em 66º lugar. Em termos de produção de conhecimento, nós estamos entre 12º e 14º. Ou seja, a gente está muito bem em publicações e muito mal, no meu ponto de vista, em inovações. O ideal para um país como o nosso era estar entre os 20 primeiros.

Ideologia da Ciencia Academica Oficial e Predador/Presa: como surgem e se consolidam

Friday, July 19th, 2019

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A pessoa se forma em algo ( uma visão do mundo antropomórfica, como o leão acredita que o seu território com suas presas foi criado para ele, é extensão dele), se especializa nesse algo, faz mestrado, doutorado sobre esse algo, e assim por diante, colocando um bloco sobre outro, formando a imagem.

Quando nos desobedecemos as disciplinas clássicas, criamos novas disciplinas e formatos. Isso é descolonização do conhecimento.

Narciso (o predador ou o teórico cientificista da elite) é um jovem caçador, amaldiçoado a amar a própria imagem. Quando olha seu rosto refletido no espelho d’água, ele se encanta, e passa o tempo todo se olhando, falando, e querendo beijar-se. Eco ( a presa, ou o aluno) é apaixonada por Narciso, o segue, mas ela é uma ninfa amaldiçoada a apenas repetir as últimas palavras proferidas por Narciso ( as presas repetindo os salmos religiosos inventados pelos predadores ou os alunos repetindo as frases de impacto dos professores). Na lenda, tanto um como outro são metáforas interessantes, para pensar o que tem sido o grupo social no poder e o conservadorismo da paixão pelos valores coloniais ( dos predadores e presas).

Assim acontece a maldição do país colonizado, que continua medíocre enquanto celebra o pacto com Narciso e ignora a própria historia para idolatrar a historia falsa cantada por Narciso ( o povão brasileiro idolatrando a história da bíblia dos judeus).

(Texto extraído do livro “Plantation Memories”, traduzido para o português como “Memorias da Plantação – Episódios do Racismo Cotidiano” , Edit Cobogó, de Grada Kilomba, pensadora e artista de descendência angolana radicada em Berlim). Mas ai tem minha opiniao critica abaixo:

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Meu comentario postado no Instagram da Grada Kilomba:

https://www.instagram.com/p/B0GwzLSIA63/

Aprovo a atividade de falar alto tentando desmascarar os predadores. Mas as presas são a outra metade da culpa. Os países dirigidos por negros e as comunidades rurais negras da Africa continuam imitando a selvageria das nossas origens vindas da selva. Porque Kilomba não vai la gritar alto para tentar fazer aquele povo dar um salto evolutivo intelectual rumo a boa convivência, a busca de atuar na ciência e tecnologia que constrói o poder de seus predadores? Esse eterno choro como auto-comiseração dos fracos nunca produziu nada para os fracos, pois ninguém convence leões a aposentarem seus caninos e tornarem-se vegetarianos. A estrategia correta seria fazer as presas crescerem seus chifres e defenderem-se e avançarem tecnologicamente em bloco coeso.