Nova Teoria das Mutações Genéticas? Retroalimentação Entre Forma e Conteudo?

setembro | 5 | 2010

Pelo que sei ou me lembro agora, a teoria da evolução sugere que a evolução se dá, inicialmente por um erro genético na duplicação do DNA. Mas pode acontecer que justamente este erro fornece uma nova capacidade ao novo organismo num meio ambiente desfavoravel, o que o faz ter mais sorte na procriação. Acho que tal idéia nunca foi comprovada. Como provar que o fenômeno “erro” foi a força que atuou numa duplicação? Pode-se demonstrar que houve variação numa duplicação. Mas acho que deveria haver apenas uma maneira de provar que foi um erro.

Suponhamos que cientistas estivessem fazendo no laboratório duplicações de DNA. E que tais duplicatas realmente constituissem seres viventes. De repente certo ser vivente surgia mutado e  sua progenie proliferasse mais que os seres iguais normais, o que indicaria ter havido evolução. Estou certo até aqui? Senão, por favor me corrijam. Todos os cientistas ficariam admirados: criamos uma nova espécie e mais aprimorada que a natural! O Craig Venter já deve estar fazendo isto. Só que ele não comete erros, faz bactéria para despoluir o ambiente mas com intenção, propósito direcionado. Mas como não sabiam o método foram perguntar ao cientista criador como ele fez isto. Este, que havia adoecido por longo tempo e estava ausente dos trabalhos e das noticias, surpreendeu-se. Sua primeira resposta foi: “Como o fiz? Não sei.” Então vamos pesquisar. “Ôpa, quando você preparou a garrafa com as substancias voce pos  10,5  por cento de amonia quando o certo é 5,10. Porque fêz isso?” . “Oh… neste dia eu comecei a sentir as primeiras tonturas da doença. Não estava raciocinando direito, a memória falhava…”. Certo foi um êrro acidental. Comprovado que o erro pode produzir evolução. O DNA tambem pode ter seus dias de tonturas e falhas de memória.

Mas que eu saiba nunca foi apresentado uma bactéria mutada com maior progenie que tenha sido fabricado no laboratório cuja operação apresentou um erro dos operadores. Então qual a base em que está alicerçado este postulado cientifico eleito pela academia? Deve ter um - apenas o desconheço. Não acredito que os responsaveis pelo “peer review” seriam tão levianos.

A idéia do erro como o propulsor da evolução, suponho que venha do fato que, segundo lí em algum lugar, pesquisadores já tentaram de todas as formas acrescentar uma informação no DNA que produzisse uma mudança para melhor e nunca conseguiram. O DNA não admite acréscimo, se o fizer, o ser se deforma. (acho que lí isso ainda criança num livro antigo, do escritor e cientista Paolo Pasolini: As Grandes Idéias…). E acho que desta constatação que nasceu o famoso conceito do ” trial and error” ( tentativa e erro).

Na Teoria da Matriz, ainda lá no meio da selva e a 30 anos atras, fui obrigado a pensar como se daria a evolução de uma nebulosa de atomos para uma nebulosa de sistemas estelares, vulgo “galaxias”. A semelhança visual entre o modelo de atomo daquela época com o modelo do sistema solar e algumas coisas mais que não me lembro agora me fêz pensar no seguinte processo: quando a evolução a partir das particulas chegou à nebulosa dos atomos extinguiu-se as possibilidades de evolução por aquele caminho. Ou seja o atomo chegou nos limites de suas possibilidades evolutivas, assim como hoje o corpo do homem apresenta uma limite à sua evolução cósmica porque não suporta viagens através de anos-luz. Mas houve um passo evolutivo, a nebulosa de atomos transformou-se em nebulosa de sistemas estelares. Como? (lembre-se que na selva não havia como saber o conhecimento cientifico que eu não havia aprendido antes de ir para a selva. Não tinha como saber como os astronomos explicam isso). Então imaginei o colapso da periferia rumo ao centro e o reerguimento no centro da microforma predominante na nebulosa agora como uma macroforma. Este mecanismo vinha da minha tambem criada idéia de como se daria a entropia num sistema termodinamico fechado em si mesmo. Sabia que nos livros ensina-se que a entropia faz com que o sistema perda energia para o exterior, e/ou faz piorar a qualidade da energia no interior. Mas para mim a humanidade nunca tinha visto e imaginado um sistema real natural fechado em si mesmo, estavam confundindo as coisas e tratando sistemas fechados  como se fossem abertos. Nos sistemas fechados era preciso pensar num novo mecanismo. Se o DNA não admite a intromissão de informações vindas de fora, é um sistema fechado em si mesmo. Como é que uma célula da ponta de um dedo de um homem muda para se adaptar àquele homem que foi o primeiro no mundo a passar a vida teclando numa maquina de escrever e como ela passa essa informação para o DNA do filho do homem? Como uma mutação numa celula diferenciada se insere no DNA resultante de uma reprodução?

A pergunta ficaria no ar da selva para sempre, se eu não tivesse um método para este caso. Quando não consigo ver o interior de uma micro-estrutura, procuro ver o interior de uma macro-estrutura que tenha sido ancestral ou descendente, baste que esteja na mesma linhagem evolutiva.  Se não é possivel ver a intimidade no nucleo de uma célula, é possivel ver a intimidade no interior de uma galaxia, sua ancestral. Basta ver, comparar, fazer os calculos. O inverso tambem é correto: se não consigo ver a periferia da galaxia, porque nao posso me situar fora da galaxia, mas quero saber como ela é, volto-me para observar o exterior da celula, o qual posso ver, e entao é só transplantar o visto daqui para o não-visto de lá. Mas para assim proceder é preciso acreditar que as Leis e mecanismos naturais da Evolução Cosmológica são as mesmas transplantadas para a Evolução Biológica, com minimas diferenças porque tambem a evolução evolui. E até hoje não encontrei ninguem que acredite nisso alem de mim, ou ao menos ninguem se manifestou, que eu saiba.

A reprodução acontece necessariamente após um orgasmo.  O orgasmo é um fenomeno energético que ocorre a partir da puberdade. O astro que representa a função da puberdade e o primeiro orgasmo é o pulsar. Mas no pulsar justamente começa a entropia do sistema. Então o orgasmo é decorrente ou formado pela extravazação da energia entrópica. Mas é uma extravazação rumo ao centro do corpo e não para fora do corpo: o que se extravaza através do orgasmo é o semen e este veio de dentro do corpo. É nesta fase que a natureza engana o DNA e introduz um acréscimo sem ele perceber e por isso não pode evitar. Quando ele se desmancha pela entropia no caos e se refaz pelo reerguimento do estado da ordem. Existe um caolapso da periferia na direção do centro e um reerguer da Phenix desde suas próprias cinzas. Mutada. Para se refazer dos erros anteriores e experimentar novos caminhos.

Transmutei esse mecanismo idealizado para a nebulosa de atomos. De maneira que a partir do centro da nebulosa a forma do atomo começou a renascer. Porem o que era particula, micro, no atomo, foi recomposto numa forma macro, com quatrilhões de atomos e o resultado foram os planetas. O que era proton se levantou como estrela, e assim por diante. As orbitas irregulares das particulas se tornaram regulares no sistema estelar porque permaneceu o estado de ordem. Atomo é diferente de sistema solar. Na aparencia e no nivel evolutivo. O significado fractal, a matriz, é a mesma.          

Hoje, quando por acaso me deparei com um texto na wikipedia, repentinamente aquele mecanismo se desenhou na minha memória como se fôsse real. Vejamos o texto: 

Galactic recyclers

Planetary nebulae play a very important role in galactic evolution. The early universe consisted almost entirely of hydrogen and helium, but stars create heavier elements via nuclear fusion. The gases of planetary nebulae thus contain a large proportion of elements such as carbon, nitrogen and oxygen, and as they expand and merge into the interstellar medium, they enrich it with these heavy elements, collectively known as metals by astronomers.

Subsequent generations of stars which form will then have a higher initial content of heavier elements. Even though the heavy elements will still be a very small component of the star, they have a marked effect on its evolution. Stars which formed very early in the universe and contain small quantities of heavy elements are known as Population II stars, while younger stars with higher heavy element content are known as Population I stars (see stellar population).

 Ora, planetry nebulae é uma coroa em volta de uma estrela. Poderia ser visto como a pele, ou periferia do sistema. O texto sugere que se expandem e se introduzem na poeira estelar que existe no espaço interestelar. Daqui se levantam estrelas mais evoluidas. Apenas está dizendo que o produto do colapso de uma estrela se infiltra no material onde será formada nova estrela. Este mecanismo não lhe soa familiar? Não é o mesmo que descrevi acima? 

Mas e no principio, quando ainda não havia uma estrela no meio da nebula de atomos? Ela poderia se expandir mas sempre encontraria o espaço vazio. E se um centro gravitacional a fizesse decair e se concentrar numa espécie de nucleo? Formaria, ou se transformaria num astro, nao seria mais uma nuvem. E se dentro do atomo existisse a propriedade do ciclo vital? O astro não surgiria com uma forma fixa por toda sua existencia e sim passaria por varias formas diferentes. E se varias nebulosas fizessem o mesmo? Teríamos muitos astros proximos e astros mudando de formas. E se novamente atuasse a força gravitacional? As setes principais formas se alinhariam por simbiose numa sequencia ditada pela sequencia das particulas dentro do atomo. Surge o sistema estelar. Muito forçado? Preciso achar os papéis da época, há muitos detalhes que não transcrevo apressadamente aqui.

Bem, vamos agora ao tema principal do titulo. O texto da wikipedia fala da constitução fisica, quimica, do conteudo, da nebulosa e da estrela. Não fala o que aconteceu com a forma. Porque a forma estelar – uma esfera, achatada aqui ou acolá, talvez – não propicia muitas possibilidades de derivações de formas, e os detalhes destas variações não devem ser visiveis ou captadas ainda por nós. Mas deve haver alguma mudança de forma entre popiulação I e II. Já nos sistemas biologicos as possibilidades são imensas, pois o meio-ambiente é muito mais complexo que o meio ambiente do universo nos seus principios.

Creio que a evolução das primeiras moléculas orgânicas ou formas biológicas deu-se pela retroalimentação crescente entre forma e conteúdo. Uma forma de vida simples produzia 5 tipos de proteinas simples de cuja interação surgiram mais 3 tipos de proteinas. Estes 8 tipos forçaram a mudança da forma, a qual por sua vez possibilitou que das 8 proteinas surgissem mais cinco… e assim por diante. Ora, teríamos aí iniciado a evolução e a diferenciação das espécies. Esta retroalimentação entre forma e conteudo foi a responsavel pela existência de asnos, jumentos, cavalos, girafas, etc.

Não consigo mesmo digerir essa idéia de que erro causaria evolução, para mim erro só pode causar involução.

Mas está aí um belo mecanismo! Retroalimentação entre forma e conteudo! Que pode produzir evolução e diferenciação das espécies. É quase como o mecanismo da evolução dos computadores. Imagine que a forma é o hardware e o conteudo é o software. Um hardware melhor fomenta a imaginação do homem e apresenta novas possibilidades, as quais o homem acrescenta ao software antigo, mas este para rodar na maquina precisa de um hardware ainda mais sofisticado…

Poderiamos substituir a frase “os gazes da nebula contem os elementos mais complexos emitidos pela estrela e quando formam nova estrela inserem estes elementos mais complexos nela”  pela frase  ”o meio-ambiente humano contem a tecnologia feita pela geração humana anterior a qual induz a novos comportamentos e manuseios mudando a aplicação e sensação das celulas perifericas do corpo humano, mutações estas que se inserem quando os corpos dos homens se reproduzem em novos corpos…”? Não está certo dizer apenas como dizem, que o homem produz o meio. Pois o meio tambem é produzido pelo homem. Basta pensar na diferença entre a Ilha de Mahattan quando chegaram os pioneiros do Mayflower e a Mahattan de hoje. Mas haverá alguma diferença nas caracteristicas genéticas entre os pioneiros e os futuros habitantes de Mahattan, se já não houverem.  Retroalimentação.

Então, onde está a tentativa e erro?!

Talvez o DNA admita acréscimos sim, para melhor. Talvez com o DNA aconteça o que sabemos que acontece com tudo o mais: erro só leva a tragédia, deformação. Talves esteja faltando a nós saber aplicar o mecanismo correto, o qual se baseia na entropia em sistemas termodinamicos.

Esperando a critica, por favor.

O Astro Criador do ADN (DNA)

setembro | 5 | 2010

(Escrevendo outro artigo sobre assunto que não é o ADN (DNA), por acaso escreví o seguinte texto que achei bem elaborado e precisa ir para o Capitulo … de “O Que é a Matriz”) 

Os modêlos da Matriz sugerem que dos 7 tipos de astros conhecidos, 6 são derivações de formas de um unico astro. Destas 6 formas , duas (pulsar e buraco negro) são procriadoras sexuais cujas funções correspondem aos dois complexos nas hastes laterais do ADN (DNA). São relacionadas ao fenótipo. As outras 4 (astro-baby, planeta, estrela e cadáver estelar) são variaveis cujas funções correspondem às quatro bases nitrogenadas do ADN (DNA). São relacionadas ao genótipo. O sétimo astro, cometas, é o elemento replicador ou reciclador, cuja função corresponde à base nitrogenada do RNA, uracila.

Evolução e Diferenciação Darwiniana dos Astros? Pelos Recicladores Galácticos?

setembro | 5 | 2010

O seguinte texto da Wikipedia:

Galactic recyclers

Planetary nebulae play a very important role in galactic evolution. The early universe consisted almost entirely of hydrogen and helium, but stars create heavier elements via nuclear fusion. The gases of planetary nebulae thus contain a large proportion of elements such as carbon, nitrogen and oxygen, and as they expand and merge into the interstellar medium, they enrich it with these heavy elements, collectively known as metals by astronomers.

Subsequent generations of stars which form will then have a higher initial content of heavier elements. Even though the heavy elements will still be a very small component of the star, they have a marked effect on its evolution. Stars which formed very early in the universe and contain small quantities of heavy elements are known as Population II stars, while younger stars with higher heavy element content are known as Population I stars (see stellar population).

Complica as coisas para provar ou desaprovar a Teoria da Matriz, e traz uma nova idéia nunca pensada antes.

Os modêlos da Matriz sugerem que dos 7 tipos de astros conhecidos, 6 são derivações de formas de um unico astro. Destas 6 formas , duas (pulsar e buraco negro) são procriadoras sexuais cujas funções correspondem aos dois complexos nas hastes laterais do DNA. São relacionadas ao fenótipo. As outras 4 (astro-baby, planeta, estrela e cadáver estelar) são variaveis cujas funções correspondem às quatro bases nitrogenadas do DNA. São relacionadas ao genótipo. O sétimo astro, cometas, é o elemento replicador ou reciclador, cuja função corresponde à base nitrogenada do RNA, uracila.

Para a Astronomia Academicam os sete tipos de astros seria a representação da diversidade das espécies na Evolução Cosmológica, penso eu. Nunca ouví ninguem dizer isso, mas penso que é devido a eles não mfazerem ligação entre Evolução Cosmológica e Evolução Biológica. Por isso não precisam falar em diversidade das espécies astronomicas, nem talvez isto lhes passe pela cabeça.

Observando os modêlos da Matriz eu até hoje havia pensado que a Evolução Cosmológica, como sempre, tambem apresentasse uma pré-diversidade das espécies, um protótipo da diversidade das espécies, digno de um proto-sistema, a qual seria constituída por aquelas seis formas do ciclo vital.

Mas o conhecimento do texto acima sugeriu uma novidade, mudando aquela conclusão. Creio que a evolução das primeiras moléculas org6anicas ou formas biológicas deu-se pela retroalimentação crescente entre forma e conteúdo. Uma forma simples produzia 5 tipos de proteinas simples de cuja interação surgiram mais 3 tipos de proteinas. Estes 8 tipos forçaram a mudança da forma, a qual por sua vez possibilitou que das 8 proteinas surgissem mais cinco… e assim por diante. Ora, teríamos aí iniciado a diferenciação das espécies. Esta retroalimentação entre forma e conteudo foi a responsavel pela existência de asnos, jumentos, cavalos, girafas, etc.

Mas o que estou dizendo?!

Segundo a evolução darwiniana a diferenciação se dá por erro que causa mutação e adaptação, não é? Raios, tem abacaxi aqui a ser descascado. Mas não era esse o tema deste artigo, portanto vamos voltar a ele. (Tenho que voltar, isto é muito importante. Não consigo mesmo digerir essa idéia de que erro causaria evolução, para mum erro só pode causar involução. Alem disso, se munha idéia de retroalimentação entre conteudo e forma estiver correta, veja-se como se desenvolveu a maior parte da teoria da Matriz: a comparação entre o macro e o micro cosmos, aplicando o que é visto no interior do macro sobre o que não é visto no interior do micro, e aplicando o que é visto no exterior do micro sobre o que não é visto do exterior do macro. Claro, jamais vimos o exterior da Via Láctea. Mas para assim proceder é preciso acreditar que as Leis e mecanismos naturais da Evolução Cosmológica são as mesmas transplantadas para a Evolução Biológica, com minimas diferenças porque tambem a evolução evolui. E até hoje não encontri ninguem que acredite nisso alem de mim, ou ao menos ninguem se manifestou, que eu saiba. Terei que voltar a esta idéia: retroalimentação entre conteudo e forma como causa das mutações!)

Voltando ao artigo, as primeiras estrelas foram formadas com matéria simples, gazes de atomos leves. Mas numa posterior geração o acréscimo de novos atomos mais pesados criados dentro daquelas formas primitivas fizeram as formas mudar, deflagrando a diferenciação das espécies de estrelas. A coisa aqui fica i,pouco dificil para o leigo na Teoria da Matriz porque, neste caso, quando digo estrela, estou pensando em “astro”, sob ciclo vital. Isto quer dizer que deve haver não apenas difernciação de esp;écies dentre as estrelas, mas de todos os tipos de astros. Então talbvez um pulsar de uma certa galáxia seja quase irreconhecivel como pulsar tomado como base em outra galaxia.

Agora complicou a coisa, para quem tenciona derrubar a Teoria da Matriz. Qualquer variação que não bata com o previsto nos meus modelos posso alegar que é devido à diferenciação das espécies cosmológicas, pedir tempo para pesquisar o processo que causou a diferenciação, etc. Mas não é necessario a existência de alguem tencionado a derrubar a Teoria da Matriz: se ela não corresponder à verdade e eu souber disto eu mesmo a derrubarei. 

Grande dia proveitoso! Mais dois materiais para burilar, mais duas idéias enriquecendo meu bornalzinho de idéias!  

   

A Lua e Mercurio estão encolhendo! E ameaçam a Teoria da Matriz.

setembro | 4 | 2010

Artigo publicado em SPACE.COM

(http://www.space.com/scienceastronomy/shrinking-moon-new-lunar-photos-100819.html)

Sob o titulo:

Incredible, Shrinking Moon Revealed in Photos

(Incrível: Encolhimento da Lua revelado em fotos)

Só faltava essa agora. A Terra está esquentando, a Lua encolhendo…

Fiquei super-preocupado com esta notícia. Não porque tenha mêdo que a lua vá desaparecer, ou que a diminuição comece a mudar e afetar as marés, as estações, as colheitas, os ciclos menstruais, etc. Segundo os calculos “teóricos”a lua encolhe 100 metros a cada um bilhão de anos, portanto, nada a se preocupar nos próximos bilhões de anos. Preocupado porque se de fato existe encolhimento da lua isto pode liquidar com a Teoria da Matriz.

Na verdade os modêlos da Matriz nada dizem sôbre os satélites planetários. Mas eles existem então devemos estudar os mapas e encontrar explicações para suas existências. A principio pensei que poderiam ser astros recem-nascidos, vindos de fora do sistema solar e agarrados nas órbitas de planetas. Mas quando um vem à luz, quando é abortado da fornalha nuclear, ele deve sair como uma pequena estrela brilhante. Depois é coberto pelos detritos, revestido de gêlo e quando cai na órbita de uma estrêla, torna-se planeta. Claro, ele pode antes cair na órbita de um planeta se a estrela pertence a um sistema.

Mas pelo que se sabe da lua, os reais fatos comprovados, não consigo encaixa-la como astro. Ela deveria ou estar coberta de gelo ou de oceanos, água. A não ser que… sua crostra ficou deformada, contenha muitas brechas que alcancem o nucleo, e o gelo derretido tenha deslizado para o nucleo, talvez até matando-o mcomo germe estelar.

Enfim, é óbvio que em meio a tamanha imensidão no espaço, à enorme quantidade de matéria envolvida, e a enorme sucessão de possíveis ocorrencias no enorme tempo astronomico, muita coisa de menor importancia que os astros deve haver no céu que os modelos não indicam à primeira vista.

Não tenho tido tempo para estudar o atual conhecimento da lua, portanto quando os artigos dizem coisas não sei distinguir se sào mfatos comprovados ou interpretações teóricas – baseadas na concorrente Teoria Nebular. O artigo diz que o nucleo da lua está esfriando. Fato ou teoria? O artigo esclarece que é teoria, quando diz “If the moon’s interior is still cooling, it would provide evidence…”

Se estiver esfriando, a Teoria da Matriz está realmente ameaçada pois seja como for ela sugere que o nucleo deveria estar se aquecendo. A não ser pela hipótese do germe morto ou então… e isto parece ridicula idéia, que a lua seja um gigantesco cometa morto que se acomodou na órbita de um planeta. Mas tambem pode ser que na reciclagem de uma estrela sobre material, o qual forma luas. Por que não? A outra hipótese, assustadora, é que a lua na verdade seja um astro em tenra idade, que caiu numa órbita antes do tempo, não chegou às regiões interestelares congeladas e por isso morreu no estado de embrião ainda. Ou que é um astro e está seguindo o caminho de desenvolvimento normal, mas aí, teríamos que explicar muitas coisas.

Mas a maior ameaça, esta sim, necessita urgente ser por nós pesquisada, vem da seguinte frase:

“Mercury is an example of a much greater radial-contracting body,” Watters said. “This is due to the same process of interior cooling as on the moon.”

Mercurio tem que ser astro, na definição da Matriz. E na forma de planeta. Se Mercurio é menor que a Terra, a tendencia seria aumentar de tamanho. Mas aqui deparamos com um grave problema prejudicando a Teoria da Matriz: a idade dos planetas. A Teoria Nebular “deve” indicar que todos os planetas tenham mais ou menos a mesma idade, pois segundo mseus modelos, foram formados no mesmo evento do nascimento do sistema solar. Mas qual a base factual? Possuem material de cada planeta e foram devidamente datados?

Restaria para a Teoria da Matriz uma ultima oportunidade. Sabe-se que o Sol tem algo incomum em relação às suas milhões ou bulhoões de irmãs-estrelas da Via Lactea: ele é o mais solitario, não no sentido de ser o ultimo no braço da galaxia, mas no sentido de que é o que mais se afastou de tôdas as vizinhas. Pode ser que com isso não apenas a lua seja um feto morto, que os planetas sejam adolescentes mortos, mas que todo o sistema esteja morto. Talvez isto explicaria porque apenas aqui teria surgido a vida, nesta região da galaxia. Elavez para a vuda surgir é necessario que um sistema estelar morra. Bem, o que me toquei agora é que devo retornar ao estudo de cada corpo do sistema solar e me atualizar em tudo. Com medo que isso decrete a morte da Teoria da Matriz. Mas se ela estiver assim tão errada, é melhor que morra cêdo, antes de tomar mais nosso tempo.

A Origem da Vida Como Prova de Que Somos Meros Animais

setembro | 2 | 2010

O artigo abaixo foi o melhor que já encontrei em português sôbre a teoria oficial acadêmica da origem da vida e do nosso planeta. Por isso o reproduzo aqui, para sempre retornar a consultas quando meu estudo precisar. Foi escrito pelo Prof. Waldemiro Romanha, Biólogo, MD/Ph.D. em biologia celular e molecular e postado no seu blog ADAPTAÇÕES , no site:

http://microsintonias.blogspot.com/

Mas antes de ler o artigo permita-me fazer umas observações:

Ao ler o artigo e relembrar que existe a Teoria do Big Bang dentro da Teoria Astronomica Nebular que explica tudo antes da origem da Terra, ficamos com a conclusão inevitável que já se sabe tudo dêste Universo e do minusculo átomo que o gerou. E os efeitos são automaticos:

a) Esqueça-se de tudo o que a imaginação humana imaginou de mistico, tudo o que foi publicado e o que está sendo publicado. Não existe Deus, não existe espirito, almas, imortalidade, era de aquario, os meninos azuis, anjos no meio da humanidade preparando para um novo mundo, etc. e etc. Não sei que tratamento será dado à avalancha de material místico todo dia sendo publicado na Internet, o qual só deve ser lido pela grande massa que não passou pelos bancos escolares de nível médio, mas como tal massa tende a ser reduzida, êsse material todo tende a desaparecer sorrateiramente.

b) Nossa geração é um marco na História porque ela descobriu a sentença final: somos meros macacos melhorados e o Universo não contava com a nossa presença. Nossa vida nada vale pois nosso planeta e nossa galáxia nada tem de seguro e eterno, a violência é evidente no Cosmos que nos contem e assim como nosso chão surgiu por acaso pode a qualquer momento ruir sob nossos pés levando a nós e todos nossos edificios. Ou a mais leve alteração na combustão solar pode incendiar-nos a tudo aqui. A 5 bilhões de anos atrás esta região do espaço era um imenso vazio e como tudo se desfaz, voltará a ser um imenso espaço vazio.

c) Nossa ultima esperança foi a de que, sentindo que possuímos uma mente que parece ser algo de outra substância que não meramente material, alguma coisa existiria, alguma corda a que se agarrar quando morressemos de maneira que continuaríamos a existir. Essa morreu também com a neurologia propagando aos quatro ventos que a mente nada mais é que tempestades elétricas e fiações de sinapses produzidas pelo cérebro.

E agora , José?

E AGORA,… JOSÉ ? E AGORA, MARIA?

O QUE VÃO FAZER DE SUAS VIDAS?

Na minha opinião todos os macacos melhorados munidos do novo conhecimento vão querer aproveitar o maximo dos prazeres na vida evitando a todo custo os desprazeres, como o trabalho. Os homens  não-ricos (90% do total?) vão cada vez mais se afastarem dos compromissos familiares e do cuidado de filhos, pois isto significa escravidão ao trabalho rotineiro forçado, o que significará o fim do casamento, da instituição familiar. Os ricos terão dificuldades em manterem seus patrimonios, hoje mantidos pelas armas empunhadas por homens disciplinados pela cosmovisão que acabou de ser derrubada, portanto as armas devem voltarem-se contra êles, pois a policia, os soldados e a grande massa cada vez vão querer maior parte dêsse patrimonio. Só se mantem disciplinado como animal social após conhecer esse novo comhecimento quem está ainda sendo privilegiado economicamente de alguma forma, como o ateu  Richard Dawkins e os professores que  não tem que pegar no pesado. É complicado tentar prever o que vai acontecer, quais estragos vai produzir a nova onda de fôrça dessa cosmovisão atuando por trás das mentes humanas que dirigem os corpos humanos à ação. Adiciona-se a isso a possibilidade da escassez de petróleo, de água potável, do aquecimento global, etc., e desiste-se de previsões.

Mas…

Vamos retornar ao começo. Tudo, todo esse desenrolar, está baseado no conhecimento cientifico academico. Eu cheguei à conclusão, depois de esmiuça-lo inteirinho, revirar aqui e revirar ali, sacudir, examinar detalhes, que não há como, em sã consciência não aceita-lo como definitivo. Está todo muito bem embasado, emaranhado, experimentado, revisado, não tem falhas, não há brechas. Vinte tipos de átomos fazem um planeta, oito tipos de elementos fazem moléculas que fazem corpos vivos. Por baixo de tudo, os fenômenos quanticos revelam que todo o mundo material está sôbre uma base irracional e incoerente. Então não existe mais a esperança de que ainda haveria algo para nos salvar escondido por tras de tudo. 

A não ser que…

Sim…!

Talvez exista uma possibilidade ainda!

Raios… a esperança parace incorrigível, ela está mesmo decidida a só morrer depois que todos perecer-mos.

O conhecimento cientifico tem os dados. E agora passa a ter contrôle sôbre os dados. Não poderá ele reorganizar os dados e criar a imortalidade? Construir na Terra um paraiso ajardinado e depois sair para dominar o Universo? E finalmente sentar-se no trono, criando Deus?

É uma possibilidade que pode vir a acontecer, porque não? Mas ela só será a ressurreição e salvação do homem do futuro. Essa possibilidade de nada vale para nós, os viventes de hoje.

Mas… talvez ainda exista uma possibilidade para os viventes de hoje serem imortais. Não a imortalidade mística, mas uma nova idéia de imortalidade, a natural. Já temos algo aqui real sob nossas vidas que é vivo e existe por quase uma eternidade: o nosso DNA. Desde quando ele surgiu, talvez a bilhões de anos atras, ele foi um unico, sendo passado de geração a geração e chegando até nós. Se f’ôsse verdade a fábula de Adão e Eva, chegariamos a estarrecedora conclusão que Adão e Eva nunca morreram. Bastaria olhar para o DNA que está aí: veio do corpo deles. Mas… ai… a fábula é mentira, o DNA que aí está veio do corpo da  primeira bactéria que existiu a bilhões de anos. Ainda assim: acabamos de provar que aquela bacteria ainda não morreu de todo, pois parte de seu corpo continua viva.

É o DNA que dá forma aos corpos vivos. Ora ele faz para si um corpo de bactéria, ora um corpo de ser humano, assim como a costureira ora faz uma saia para se vestir, ora faz um vestido. Portanto, DNA é igual a costureira. Dentre uma costureira e o vestido que ela usa, qual é que tem consciência de existência? A costureira. Se costureira é igual a DNA, onde é que está a consciência: no DNA ou corpo que ele faz para se vestir? 

Sentimos que nossa mente está no cérebro, mas o cérebro é constituido das  milhões de cópias de um DNA que está no nucleo dos neuronios. E agora, José? Se o seu DNA tem três bilhões de anos e sua consciência está nêle ela tambem tem três bilhões de anos. Então porque é que voçê não se lembra da primeira bactéria que você namorou atras de uma rocha?

Bem… eu fugí um pouco do assunto. Estava dizendo que existe uma possibilidade de existir a imortalidade natural para nós , mesmo apesar da teoria da origem das coisas, academica.

Existe uma maneira de abortar e fazer crescer um outro e novo  conhecimento cientifico. E este provar que nossa mente é imortal. ”Estás louco?! Não pode existir dois conhecimentos cientificos!” Pode sim. O que não pode é alterar os dados. Não se pode arrolar dados que não sejam cientificamente verificaveis e não se pode esconder dados que existem. Mas pode se arranjar os dados de uma maneira diferente, formando um novo quadro final, que aponte na direção da nossa imortalidade. Assim a Ciência oficial se bifurcaria em dois ramos sob duas diferentes cosmovisões, cada qual realizando diferentes experiências, focalizando diferentes fenômenos como prioritários.

O conhecimento cientifico acadêmico pode ter todos os dados, pode mostra-los e prova-los, mas não pode mostrar o quadro final composto pelos dados. Para isso teria que mostrar o Universo inteiro. E, raios, descobrimos que não vemos, nunca vimos as conexões entre as maiorias dos dados, que os dados foram supostamente conectados  em teoria pelos homens que assim construiram as teorias das origens e evoluções.

Então resolví fazer um exercício, brincadeira de criança: botar todos os dados conhecidos numa caçarola, sacudir a caçarola, despeja-los sôbre a mesa e tentar montar o quebra-cabeças. Mas com uma condição, a qual não foi aplicada pelos teóricos acadêmicos:  começar de tras para a frente, da peça mais evoluida primeiro - do corpo e mente humanas - considerando-me como se eu fosse o DNA. Imaginando porque ele fez o corpo e a mente humana. Porque fez o macaco. Porque a galinha. Qual era o contexto ambiental na época? Como estava a cadeia de alimentos? O ecossistema?

Quando cheguei no dia em que ele se fez a si mesmo ou foi feito por algo novo na história,  foi que o bicho pegou feio. Fiquei patinando naquele dia por semanas, meses.  Faltava muitas peças, dados.

Foi uma batalha incrivel pela conquista da imortalidade, mas como este artigo se estendeu demais e tenho que abrevia-lo, só vou contar o resultado final: ao unv;es do minusculo átomo fazedor de universos do conhecimento academico me deparei com um ser vivo, natural, fazendo universos na moda do papai e mamãe.

E que o conhecimento academico venha me apontar algum erro, se houver! Os dados que temos são os mesmos. A maneira como estão arranjados é a mesma. Então porque a gritante diferença final? Pois o meu quadro final está claramente apontando que somos mentalmente imortais! Como?!

A diferença está na diferença entre dois angulos de visão onde estão situados dois espectadores diferentes. Ambos estamos dentro do mesmo Universo mas supondo dois tipos diferentes de universos. O homem normal na infância do conhecimento olhava o mundo externo, não sabia as causas de tanta complexidade e naturalmente acreditou num universo mágico. Mais tarde, na infância da Ciência acreditou no Universo como reino da Física. Até hoje a Física domina nossa visão de mundo. Nos primeiros anos de escola isso me incomodava pois eu pensava ver em todos os fenômenos naturais uma hierarquia de modos de organização da matéria, de maneira que a ordem física estava na base da piramide, acima vinha a quimica, depois a biologia e acima de tudo a mentalização. Como nunca acreditei que no universo exista magía, que este universo não pode criar nada para o qual ele não tenha informações recebidas na sua origem ( como meu corpo não poderia ter criado asas ou algo novo que não tivesse informações na genética recebida de meus pais), pois isto seria o mesmo que criar algo do nada, então o fenômeno ou ordem de organização mental da matéria que vejo perante meus olhos indica que nas origens havia informação para produzi-la. Mas o nivel mental nasceu ou se expressou ainda a alguns segundos apenas na idade cosmológica, o que indica que no presente momento o universo esteja sob o reino das leis biológicas. Esta imagem do universo me conduz a ve-lo como um ovo cosmico fecundado. Quando saio à noite da barraca de lona na selva amazonica para admirar o céu mais limpido e estrelado que já ví na vida, a imensidão de estrelas a perder de vista não é o universo. Aquilo são os fósseis de meus ancestrais, ou ancestrais ainda vivos e gigantescos como a galaxia cujo corpo eu habito como una espécie de bactéria ou vírus. Porem um virus que contem a maior quantidade de particulas informação do universo reunidas num mesmo sistema, então eu sou o universo hoje, o universo que adquiriu pernas e caminha, um universo que, tal como um embrião, está tendo os primeiros lampejos da consciencia de sua existencia. E quando minha mente acredita estar dentro de uma especie de ovo fecundado, o mundo que vejo mudar, inclusive o corpo humano, na verdade estou assistindo um processo de reprodução dirigida. O qual avança evolutivamente. Mas a visão do Universo sob a perspectiva da Física conduz os acadêmicos a verem como processo unico e ultimo a evolução, apenas. Então foi essa coisa, essa fôrça que denominaram evolução, seja a Cosmológica ou a Biológica, e que é definida com a formula VSI – Variação, Seleção Natural e Hereditariedade – que criou do nada tudo o que surgiu depois das primeiras particulas, as quais teriam criado do nada a fôrça da evolução. Para mim isto “no make sense”. Aposto na idéia de que não houve origens do universo nem da vida mas sim tudo é um continuum. Pois eu nunca vi com meus olhos a origem de nada e não conheço quem o tenha visto. Quer tenha sido partículas já materiais ou vórtices semi- materiais as primeiras coisas que ocuparam o espaco onde hoje se situa este universo eram na realidade bits-informação, como genes, vindas de um sistema anterior. Não acredito na origem da vida a partir de uma sopa primordial contendo os elementos tal como descrito na teoria academica. Naquela sopa havia variaveis escondidas vindas de um sistema ou pré-sistema decaído, que levantou-se mutado na forma de sistema biológico. Por isso fui para a selva virgem, testemunha ainda daqueles eventos quando o sistema se levantou, procurar um sistema ou pré-sistema que preenchesse os requisitos necessários como ancestral do primeiro sistema biológico celular. Quis o destino me pregar uma peça e levou o espirito selvagem a me fazer levantar a cabeça para o céu e ver o planeta Terra  como sendo um pré-sistema, justamente preenchendo os requisitos do procurado. As informções do planeta sob um ciclo vital é que estavam como variaveis ocultas na sôpa primordial. Como os academicos nunca pensaram em planeta sob ciclo vital, porque a Física não permite essa idéia, óbviamente jamais iriam procurar tais informações na sopa. Mas é justamente a ausência delas na sôpa de Miller-Urey que está faltando para os aninoacidos darem os passos evolutivos seguintes. Mas pode ser que minha cabeça seja toda torta de maneira que minhas idéias sejam todas tortas e acabei fazemdo tudo torto. Só existe uma maneira de verificar isso: buscar mais dados na Natureza.  

Mas êste negócio de visão de mundo é muito sério. Sérissimo! Os acasemicos que me desculpem, mas estão jogando com a sorte da Humanidade conduzindo-a para um destino, através da publicação do seu conhecimento. Vocês talvez não percam seus privilégios atuais em vida, os quais sustentam um ateu existindo em controle de suas faculdades mentais. Vocês não estarão aqui quando os efeitos da semente que lançaram produzirem seus efeitos. Se bem conheço os seres humanos, ninguem conseguirá movê-los a revisarem as conclusões que extraíram dos dados e que compõe o seu conhecimento, a sua crença.

E não seria eu que o tentaria. Mesmo porque são tantos vendo evolução por acaso que fico desconfiado se não existe algo errado comigo, o que me impede de acreditar na reprodução dirigida que meus olhos estão vendo.

A reprodução dirigida, faria com que contenhamos alguma substancia consciente invisivel, não perceptivel aos nossos cinco sentidos, e que seria imortal? Parece que não: meus pais morreram e levaram com eles suas consciências. Eu nasci com outra, nova, não é continuidade da deles, eu sei que não sou eles. 

Mas tem algo muito profundo que acho que não consigo comunicar em palavras. A reflexão sôbre a origem de tudo depois da teoria quantica e da fisica das particulas indica que toda a matéria é mero produto de vórtices abstratos. Por isso comecei a prestar atenção em remoinhos que nascem na selva e tornados. Acontece que penso ter visto nestes vórtices, a sombra primordial, imagine de quem?! Do DNA. E mais: que todo o Universo se resume a um conceito, uma idéia, a qual só pode ser expressada pelo conjunto de todos os vórtices organizados num sistema.  Se tem conceito, idéia, o DNA primordial daquela época, mesmo em seu nascedouro aqui, já possuia os principios da mente. O que indica que o ser natural que está do lado de lá a possua tambem.

Então, nasceu a Teoria da Matriz/DNA Universal. É um DNA com 14 bilhões de anos e não apenas os 3 bilhões terrestres. Mas tal DNA vem evoluindo e com ele a sua mente. A dele, não a minha. A minha morre quando eu morrer. A não ser que…

A não ser que o DNA e os corpos que ele constrói para se vestir não seja ainda a coisa certa a ser comparavel à costureira e aos vestidos que ela faz para se vestir. Pois é a costureira que faz o vestido, mas quem dirige suas mãos é a sua mente. Sem a mente por traz de tudo macacos não fazem vestidos. Donde se deduz que existe uma possibilidade para a qual não existe homem na face da terra capaz de aniquila-la. A de que é a mente que fêz o DNA. Como um vestido, um corpo, para se vestir.

O DNA que está no seu corpo vem desde as bactérias a tres bilhões de anos atras. Não há como escapar dessa, isso é ciencia pura, comprovado. É melhor ires te acostumando com essa descoberta. Os modelos da Teoria da Matriz dizem que não é apenas isto: ele vem desde antes do Big Bang.

Essa coisa que sentes como abstrata e dás o nome de consciencia parece se situar dentro da cabeça. Mas o cerebro, em ultima analise, é em essencia DNA. Pois ele está no centro dos neuronios. Então é possivel que sua consciencia seja um conjunto final da soma de um grande numero de pequenas consciencias, cada qual de um DNA.

Ninguém na verdade demonstrou como é essa coisa que nós temos que faz ter-mos consciência da existência do mundo além dos nossos horizontes visuais e alem do tempo presente. Sei que talvez animais tão simples como os passáros tambem pode ser que a tenham: como explicar que emigram de um polo na direção de outro mais conveniente a eles? Mas isto indica que a mente humana seja o corolário atual de uma evolução paralela à matéria que vem desde os principios. Assim como no reino dos computadores, o ultimo software da ultima geração de hardwares se desenvolveu na mente de homens, evolutivamente, desde as maquinas de calcular. Sei que talvez esta nossa capacidade se resuma a mera memória: a imagem de uma rua no Japão vista numa viagem, de um planeta vista num telescópio, ou de trogloditas nas cavernas que veio a nós na forma da voz do professor. Que  a verdade pode ser como a neurologia está acreditando. Mas ainda resta uma possibilidade de que talvez seja tudo isto e mais esta outra coisa:

Imagine as bilhões de cópias de um unico DNA que estão no centro dos bilhões de neuronios que constituem um cérebro humano. Imagine que cada DNA seja à imagem e semelhança do planeta Terra: um novêlo redondo envolto por uma camada de nuvens. Afinal, até palavra em contrario foi este planeta quem fêz o DNA, e nada de absurdo seja imaginar que ele o fez como ele nos ensinou a fazer: nossas criaturas são à nossa imagem e semelhança. 

Pois bem. Na maior parte do tempo as nuvens são meras nuvens. Mas existem momentos que as nuvens de um DNA são excitadas por um estimulo externo fazendo-as carregadas a produzirem relampagos. Isto porque um pensamento qualquer de uma pessoa requereu certos dados, que estão registrados apenas naquela cópia do DNA. Estaria aí a mente como mera ocorrência elétrica dos neurologistas? Então, a mente na verdade seria uma grande bolha constituida de uma porção de bolhinhas contendo nuvens de DNA e o pensamento seria o resultado de tempestades elétricas ocorrendo continuamente na totalidade, porem em diferentes regiões a diferentes momentos. Mantenha essa imagem na sua cabeça para passar-mos ao raciocinio seguinte. Afinal de contas talvez você esteja pela primeira vez vendo sua mente como se refletida num espelho.

Os modelos da Teoria da Matriz/DNA Universal ainda não foram derrubados por nenhum cientista acenando com dados reais como provas irrefutáveis. Mas essa teoria consiste numa voz contraria à voz dos academicos que dizem que quem produziu o DNA tenha sido o planeta Terra, por acaso. A unica coisa mais importante que ela fez diferente do que os academicos fizeram foi mudar a teoria da origem dos astros e a interpretação final do Universo. Ela diz que os astros não nascem ao acaso por mera geração espontanea e que não nascem com a mesma forma que apresentam ao longo de suas existências. E os academicos nada podem fazer aqui por enquanto porque não podem ver ocorrencias que demoram bilhões de anos, como nacimentos e existencias totais de astros. Então é teoria contra teoria: não existem dados, ainda.

Acontece que quando ela arranjou os poucos dados existentes de uma maneira diferente dos academicos, ela viu os astros sob um ciclo vital e tal ciclo manifestado na forma de um par de bases do DNA, os nucleotideos! O que a autoriza a dizer que o DNA não pode ter sido criado pela Terra, pois seu ancestral na forma vista no céu já existia antes mesmo da galáxia. Excitada e movida por esta descoberta ela pegou um alpão daqueles que a gente usa para caçar borboletas, desceu aos subterraneos do mundo quantico para caçar os tais vórtices fantasmagóricos que estão por tras da existência da matéria, portanto nas origens do Universo. E descobriu que a primeira coisa viva que surgiu na Terra não foram células ou moleculas auto-replicadoras: foram rodamoinhos abstratos como aqueles que surgem no quintal da sua casa, varrem o terreno para você e como surgiram, desaparecem. Pois neles estão todas as propriedades dos seres vivos: nascem, crescem, comem, defecam, morrem, se multiplicam dividindo-se. Mas são produzidos numa atmosfera que nunca desaparece com eles, ela está sempre aí, eles são como bolhas contendo tempestades temporarias. Descobrimos que é possivel que os vortices quanticos possuam as sete forças da natureza na sua forma bruta que depois evoluiu para as sete propriedades vitais que fazem nossos corpos existirem. E mais: baseado na Fisica do premio Nobel, o grande mestre Hydeki Yukawa, justamente um academico, calculamos o que acontece quando um vortice spin right se encontra com um spin left para chegar à conclusão que as sete forças são na verdade: duas forças representando o fenótipo, quatro forças  representando o genotipo e uma força responsavel pela reproducão e perpetuação do conjunto, a chamada “uracila”.  Em outras palavras… o DNA novamente… na sua forma mais simples, abstrata, e antes da origem ou manifestação da matéria, lá nas origens junto com o Big Bang!

Raios! Então esse Universo todo é uma espécie de óvulo, onde internamente esta sendo gestado um embrião. Isso aqui é pura reprodução genética!

Entende agora porque estou vendo reprodução dirigida?

Toda reprodução genetica implica na existencia de pais e filhos, sendo os filhos à imagem e semelhança dos pais. Filho de peixe peixinho será,  não será jacaré, com certeza. Então para imaginar a forma dos pais quando não se pode vê-los, mas tendo os filhos, basta calcular. Como a ultima forma mais evoluida desse embriao universal é a auto-consciencia humana, dá para pegar essa forma e calcular qual a forma do ser ou coisa que gerou este universo.

Para encurtar este artigo que não para de crescer, chegamos à  conclusão que a imagem do mundo poderia ser a de uma especie de grande nuvem invisivel que preenche todo o espaço infinito, alem das fronteiras do universo, de cuja superficie pipocam bolhas. Dentro das bolhas, vortices, rodamoinhos, com tempestades. Igualzinho a cena das nuvens cobrindo a Terra em cuja superficie pipocam cabeças humanas. Ou igual a imagem ddentro da nossa cabeça. Fractais dentro de fractais.

Na verdade os modelos indicam que são bolhas pequenas dentro de bolhas maiores que por sua vez estão dentro de bolhas maiores ainda… De forma que o planeta Terra cujo ciclo vital manifesta-se como ancestral do DNA consiste numa bolha material condensada que alem da bolha maior da atmosfera apresenta um bolha rasante a qual é constituida da soma das seis bilhões de bolhinhas que estão dentro de cada cabeça humana. Teilhard de Chardin quase acertou com sua intuição da camada do consciente coletivo, Garl Gustav Jung tambem com sua teoria do insconciente coletivo e até misticos como Pietro Ubaldi chegaram bem perto com sua idéia das correntes em movimento constituidas pelo que ele chamou de nourées. E agora essa teoria das cordas, como uma network de fundo e existencia de multiplas dimensões, vem reforçar nossa imagem. 

Mas ainda falta explicar onde vejo a possibilidade de salvação para o homem vivente hoje, onde está a carta final que poderia garantir que somos imortais. Está justamente numa frasenzinha dita acima que lhe passou despercebido: multiplas dimensões.

Veja este trecho que tirei do website de uma turma que está fazendo barulho nos Estados Unidos e Europa com uma idéia de que fornecem terapias através de uma energia que conseguem numa “matriz universal:

” This great-matrix is in the fifth Dimension.  Thus the original matrix can be shown in reality, the vibrations have condensed, slowed and coarser will be transformed so down.  also called astral world and morphogenetic field.

 In the fourth Dimension are all thoughts, emotions, feelings, words, belief systems, beliefs, etc. that were ever thought of a man, felt or expressed.  Since a matrix is an interactive energy field, go the vibrations of a matrix with the same vibrations in resonance (same same picks), or are created by agents from the personal environment in the form of education or social programs than ideas, convictions or beliefs.

Sounds True: One last question. Why do people fall down on stage during your seminars when you use the two-point method on them?

Richard Bartlett: The falling down thing is just one aspect of a larger phenomenon we see a lot when people first experience Matrix Energetics. I think it happens because of the sudden understanding that we’re just composed of light, just photons and patterns of information. When we interact with each other on that basis, I think we change the actual spin or velocity of the photons. At that moment the left brain can no longer track reality as being real, the right brain takes over. You expand out. The conscious mind cannot keep up, and people tend to react by falling down. Or they go into bliss, or unconsciousness, or silliness, or laughter, or see colors, or hallucinate a frog on the floor next to them, or any number of things. They can experience joy. They can cry. They can literally experience transcendence.”

Claro, não conheço isso portanto não tenho opinião. Mas esta idéia resolveria tudo: a nuvem em volta de cada DNA seria a substância da quinta dimensão.

Enfim, é possivel que em sua realidade ultima, o mundo seja constituida de um infinito numero de universos, mas preenchendo todo o espaço esteja a substancia da maior bolha de todas, da qual pipocam bolhinhas quando se condensa um ponto, e tais bolhilhas se desfazem retornando sua substancia a ser a bolha mental infinita.

Você neste momento é uma das bolhinhas pipocadas? Que na verdade é apenas um estado fisico temporario e breve, pois na verdade voce retorna a ser a bolha infinita?

Voce decide!

Ou os academicos ou a sua forma de organizar os dados e montar seu proprio quebra-cabeças.

Ou eu me apego à real e irrefutavel condição material de ser mero macaco melhorado ou aceito esta e mais a condição que resulta da minha maneira de conectar os dados a qual indica que tambem, alem de macaco, sou a grande bolha infinita de auto-consciencia… e imortal. 

Não vou repetir aqui os argumentos, mas tudo indica que a realidade se resume a conceitos mentais, tais como os vórtices quanticos por tras de tôda a matéria. Então tambem nisso pode se resimir a realidade do DNA. Vai daí que ao invés da mente ser produto da evolução do DNA, talvez seja justo o inverso: o atual DNA é produto da evolucão da mente. Quem dirige as mãos da costureira, a matéria, a fazer vestidos é a mente dela. Então não é apenas o caso de que o DNA elabora corpos com que se vestir, mas a mente elabora o DNA como um corpo para se vestir. Então pode ser que quem dirigiu a matéria a fazer o seu DNA seja a sua mente, que já existia antes do Big Bang.

Ao inferno a certeza de que eu seja apenas mero macaco melhorado! Ainda tenho uma esperança e vou pesquisar isto tudo até o ultimo suspiro!

A minha grande empreitada agora é buscar uma maneira de fazer com que a bolhinha que sou consiga estabelecer um canal de comunicação com a grande bolha, a qual tambem penso que sou. Talvez não o consiga porque minha bolha esteja muito condensada e muito excitada pelas novidades da matéria em constante tempestade eletrica. Será preciso acalmar isso tudo e buscar um estado menos condensado. Vou tentando. Como disse antes, até o ultimo suspiro da minha bolhinha.

Aliás, este é o motivo inconfessável ao publico que confesso apenas a voce… através da Internet! Porque estou aqui com este blog, com este artigo, dizendo estas coisas? Porque saí da selva e vim para cá ao invés de ir para a delícia de uma fazenda rural? Porque gastei o ouro de Serra Pelada numa pesquisa ao invés de comprar minha fazendinha?

Porque minha inteligencia está um pouco crescidinha demais para se conformar com a condição de viver como mero macaco melhorado. Eu preferiria o suicidio. Que racionalismo existe em arrastar uma vida de macaco? Se não optei pela decisão aparentemente mais racional é porque precisava tentar uma ultima coisa antes de aceitar aquela condição: a de verificar se sou uma bolhinha dentro de uma bolha infinita. A maneira de arranjar os dados reforçou essa possibilidade. Resta ainda agora verificar se é possivel materializar um canal de comunicação, a qual seria o desfêcho final. Mas cheguei à conclusão que devo morrer antes de consegui-lo sózinho. Cheguei à conclusão que seria muito dificel que uma bolhinha temporaria pipocada e largada como os repteis põem seus ovos ao relento e deixam a prole abandonada à propria sorte, seria ouvida pela bolha infinita, ou seja, o meu verdadeiro eu. A não ser que eu fosse uma bolha maior, do tamanho do planeta. E existe uma maneira de eu me tornar essa bolha planetaria antes de morrer: se as outras bolhas que constituem a bolha planetaria, em numero suficiente, se conectarem à minha bolhinha e juntos fazer-mos o esforço. Isto poderia aumentar ou diminuir a condensação da bolha planetaria a ponto de chamar a atencão da bolha infinita e assim abrir-se o canal de comunicação.

Em outras palavras, a razão de tudo isso aqui, de eu estar aqui é esta: procurar sócios malucos como eu para esta grande empreitada. Se um ou muitos se manifestarem que querem ser sócios, a êsses direi meu plano, pois penso ter desenvolvido uma técnica a qual pode ser praticada por cada um isoladamente no silencio de seu leito. Se não concordarem com a técnica, reunimos muitas cabeças pensantes que por assembéia final elejam a técnica melhor.

 Vamos agora ao artigo, lembrando que, existem maneiras diferentes de conectar os dados revelados no artigo, o que pode mudar toda a conclusão final. Os academicos não revelam nunca a conclusão final. Eles dizem que nunca fazem a pergunta “porque?”, apenas se limitam a conhecer “como?” é. Eles não atiram na minha cara diretamente que eles acreditam que sou mero macaco melhorado. Mas todos sabemos que eles tem uma conclusão final. E que os estudantes nos bancos escolares tambem.       

A origem da vida no planeta azul

Pelo Prof. Waldemiro Romanha

A vida é quase tão antiga quanto o próprio planeta Terra. A Terra surgiu há pouco mais de quatro bilhões de anos a partir de um condensado de poeira estelar rico em gases do tipo hidrogênio, hélio, carbono, nitrogênio, oxigênio, ferro, alumínio, ouro, urânio, enxofre, fósforo, silício e, provavelmente, alguns fragmentos de rocha. A essa altura o nosso sol ainda era uma proto-estrela localizada em um dos braços da via láctea prestes a emitir radiações que impulsionariam novos processos na evolução da Terra primitiva. Isto se deu a partir do início da fusão nuclear do hidrogênio no sol, levando-o ao status de estrela jovem. O advento da radiação solar sobre a Terra primitiva alterou a atmosfera fazendo com que o hidrogênio se combinasse com o carbono, com o oxigênio, com o nitrogênio e com o enxofre para formar, respectivamente metano (CH4), água (H2O), amônia (H3N) e gás sulfídrico (H2S), ou seja, as primeiras moléculas que muito mais tarde permitiriam o surgimento da vida ou, como declararam as cientistas Lynn Margulis e Dorian Sagan no livro “Microcosmos”, os ingredientes da receita da vida. Por outro lado, os elementos químicos mais pesados e instáveis como o urânio, tório, potássio, ente outros, se concentraram no núcleo do planeta e, devido suas capacidades de emissão de radiação muito forte, mantiveram a Terra aquecida por milhões de anos como um planeta incandescente. Há quatro bilhões de anos atrás o núcleo da Terra era o grande gerador de energia do planeta em desenvolvimento, produzindo calor muito acima dos 5.000 graus atuais do centro para a periferia a partir da sua atividade radioativa.
À medida que os elementos radioativos eram consumidos no núcleo do planeta, a Terra se resfriava progressivamente a um ponto em que, há aproximadamente três bilhões e novecentos milhões de anos atrás, formou-se uma crosta porosa na superfície por entre as quais eram lançados jatos violentos de lava incandescente e vapor de água que desenhavam novas topografias a cada momento e formavam densas nuvens na atmosfera.

Eram os vulcões ativos que funcionavam como válvulas de escape para o magma incandescente (rocha derretida) mantido a altíssimas pressões no manto, a mais ou menos 150 km de profundidade abaixo da crosta terrestre em formação. Algumas atividades vulcânicas de grande magnitude provocadas pela movimentação e choque de placas tectônicas (imensas placas ou fragmentos gigantescos da crosta correspondentes aos continentes primitivos que flutuavam sobre o magma e eventualmente se chocavam) liberavam gases retidos no interior do planeta formando uma nova atmosfera composta por vapor de água, nitrogênio, argônio e dióxido de carbono.

Com o resfriamento progressivo da Terra, diferentes elementos químicos tais como ferro, ouro, cobre, chumbo, urânio, zinco, e muitos outros metais pesados foram alcançando os seus pontos de solidificação na crosta, formando assim imensas jazidas minerais que são exploradas pelo homem até hoje. A coisa funciona mais ou menos assim. Tudo que existe pode existir em diferentes estados a depender da temperatura e pressão que estão submetidos. O Ferro, por exemplo, pode ser encontrado em estado líquido, sólido ou gasoso. Entretanto, cada elemento possui um ponto de solidificação que é igual ao ponto de fusão (passagem do estado líquido para sólido e vice versa). Considerando o ponto de fusão dos diferentes elementos (Chumbo = 327°C; Ferro = 1500°C; Ouro = 1064,1800ºC; Alumínio 961,7800ºC; Zinco = 660,3230ºC, Cobre = 1084,6200ºC), cada um se solidificou a seu tempo à medida do resfriamento do planeta. Assim, por entre a crosta semi sólida do planeta em desenvolvimento, o que não estava solidificado fluía como rios de metais líquidos que se juntavam cada qual de acordo como a sua especificidade até se solidificarem em algum momento do resfriamento natural do planeta. Dessa maneira, ao longo de milhões de anos, a Terra foi adquirindo o seu formato atual.
O cenário da Terra no início do Arqueano (inicia-se a três bilhões e novecentos milhões de anos e termina a dois bilhões e quinhentos milhões de anos atrás), também chamado de Era Pré-cambriana, era o de um planeta repleto de vulcões profundamente ativos e mares rasos e quentes formados pela condensação na atmosfera do vapor de água que fora anteriormente expelido pelos vulcões.

Durante todo o período em que se deu a violenta evolução geológica do planeta, átomos se misturaram e formaram gases que se recombinaram e formaram cadeias de macromoléculas com as mais diversas texturas e formas. Não se sabe muito bem onde e como a vida surgiu mas, apesar das divergências entre os biólogos, acredita-se que tenha sido em um ambiente quente, úmido e lamacento do Pré-cambriano, onde diferentes tipos de gases e moléculas deram continuidade a processos impulsionados por forças eletromagnéticas a partir de inúmeras tentativas e erros.

O que se sabe é que ao se reproduzir experimentalmente a atmosfera primitiva (mistura de metano, vapor de água, hidrogênio, amônia e vários outros gases) submetendo-a a diferentes fontes de energia tais como descargas elétricas, radiação ultravioleta e calor, uma condição semelhante a realidade da atmosfera do Arqueano, são formadas moléculas que antes acreditava-se serem produzidas apenas por células vivas. Inúmeros experimentos semelhantes a este (imagem ao lado), que originalmente foi feito por Stanley L Miller (Nobel de química em 1953), foram realizados por outros pesquisadores. Os resultados mostraram que as simulações geraram os quatro aminoácidos mais abundantes das proteínas existentes em todos os seres vivos. Também foram encontradas moléculas de ATP (molécula que armazena energia no interior das células) e todas as cinco bases nucleotídicas que compõem o DNA e RNA (adenina, citosina, guanina, timina e uracila), entre outros compostos fundamentais para a organização da vida tal qual a conhecemos. Por fim, é fato geológico conhecido que no Arqueano foram encontrados os primeiros vestígios de vida na Terra. Entre eles, se destacam os microfósseis de bactérias filamentosas no oeste da Austrália e os estromatólitos (estruturas formadas por colônias de algas,) no sul da África e oeste da Austrália.
Os estromatólitos (fósseis comuns na Terra) são as poucas
evidências geológicas da existência de vida no período entre 3,5 bilhões e 600 milhões de anos atrás.

As bactérias e algas primitivas do Arqueano assimilavam o dioxido de carbono ricamente presente na atmosfera e liberavam oxigênio livre. Este comportamento foi fundamental para o surgimento de outras formas de vida em função da substituição do dioxido de carbono pelo oxigênio livre na atmosfera terreste.

Bom, não sei quanto a vocês, mas eu acho tudo isso fantástico!

Grande abraço e até a próxima.

Postado por Waldemiro Romanha (wromanha@gmail.com)

Big Bang Teoria: Esta Notícia Sugere Que Aos Poucos Ela Vai Se Aproximando da Teoria da Matriz?

setembro | 2 | 2010

Artigo abaixo pega de surpresa a comunidade intelectual. Alguém está desperto, com as antenas ainda não desligadas pela “closed mind”,  tentando “to think out of the box”, sem medo de desafiar seus colegas ao lado e com suficiente embasamento acadêmico para ser ouvido e poder publicar “papers”.

O que não é o caso de um fedorento reles quase macaco solitário na Amazônia que de vez em quando se torna um comum e asseado pedestre em New York.

Os modelos cosmológicos que me vieram à mente na selva não discordam muito dos raciocinios que levaram à construção da Teoria do Big Bang, os modêlos também sugerem um início que prossegue sob expansão e evolução, assim como houve um início dos nossos corpos que prosseguiu intra-uterinamente em expansão e evolução. Nossas diferenças partem apenas da maneira de interpretar o evento deflagrador porque eles pensam em termos de Física e Matematica e  eu penso em termos de Genética e Biologia. Vai daí que eles tem como parâmetro para o evento do Big Bang a imagem de uma explosão, como vêem a explosão de uma dinamite, e eu tenho como parâmetro a imagem igualmente explosiva porem mais suave do brusco rompimento do invólucro espermático no momento da fecundação de um óvulo. 

Pois agora a face direita  da comunidade cientifica dominada pela Física está produzindo sua face esquerda e com ela terá que confrontar-se brigando pelo espaço até arrumarem um jeito de ambas se acomodarem. Como sempre acontece, o conhecimento parte de um novo dado que cria relativisticamente um conhecimento de extrema direita o qual vai evoluindo até novos dados não mais baterem com os modelos iniciais , começando sua entropia, da qual se levanta o conhecimento de mesma espécie porem oposto, os dois se embatem, se lapidam mutuamente, geram o caos ambiente do qual parte novas fôrças que infiltram-se na batalha e acaba produzindo uma mutação, e disso surge o final real conhecimento correto. Wun-Yi Shu representa o emergente conhecimento oposto e algo como a Teoria da Matriz produzida pela Natureza selvagem e crua pode vir a ser a força mutante do meio-ambiente.

A minha visão de mundo sugere que Wun-Yi Sum começa bem mas imediatamente se desvirtua para conceitos como “o tempo não tem fim nem começo” ( é claro, o que não existe de per se, o que foi apenas uma criação imaginaria temporaria da mente humana para explicar causas desconhecidas, como a idéia de tempo-entidade, não pode ter começo nem fim). Ou conceitos como “o universo se expande aceleradamente e se contrai desacelerando-se” ( do qual discordo porque pelos meus parâmetros, um óvulo e seu bebê interno não se contrai em tamanho depois de nascido a não ser uma pequena redução da placenta quando é descartada, como penso que tôda essa matéria será descartada, ou quando se torna um velhinho cujo corpo pode minguar um pouquinho).

Os desvios de Wun-Yi Sum - se a Teoria da Matriz estiver quase certa - deve-se a que ele tambem fica vegetando nos reinos da Física e apenas falando o idioma da Matematica sem ser capaz de dar os passos seguintes e ver as camadas mais complexas da genética, da biologia e da substância mental que revestem os eventos físicos e sem perceber que qualquer fenômeno natural para ser explicado completamente necessita ser comunicado e traduzido nos vários idiomas das diferentes fôrças da Natureza. Enfim, registro aqui o artigo para quando tiver tempo retornar a êle e refletir sériamente sôbre suas implicações.   

http://arxiv.org/abs/1007.1750

Cosmological Models with No Big Bang

Authors: Wun-Yi Shu
(Submitted on 11 Jul 2010)

Abstract: In the late 1990s, observations of Type Ia supernovae led to the astounding discovery that the universe is expanding at an accelerating rate. The explanation of this anomalous acceleration has been one of the great problems in physics since that discovery. In this article we propose cosmological models that can explain the cosmic acceleration without introducing a cosmological constant into the standard Einstein field equation, negating the necessity for the existence of dark energy. There are four distinguishing features of these models: 1) the speed of light and the gravitational “constant” are not constant, but vary with the evolution of the universe, 2) time has no beginning and no end, 3) the spatial section of the universe is a 3-sphere, and 4) the universe experiences phases of both acceleration and deceleration. One of these models is selected and tested against current cosmological observations of Type Ia supernovae, and is found to fit the redshift-luminosity distance data quite well.

Comments: 33 pages, 3 figures
Subjects: General Physics (physics.gen-ph)
Cite as: arXiv:1007.1750v1 [physics.gen-ph]

Esponjas Seriam o LUCA Terrestre Animalizado?

setembro | 1 | 2010

Artigo publicado no ScienceNews sugere que as esponjas são a base da evolução animal. Porem elas surgiram já com 18.000/30.000 genes! Genes são armazenadores e processadores de informações, portanto não deve existir gene sem informação estocada nêle. Então pergunto: eram informações sôbre o que?

Bem…,  pode ser informações sôbre si  próprios, ou seja desde que surgiu o primeiro gene até a molécula somar os 18.ooo, o qual seria praticamente o registro da história de milhões ou bilhões de anos da biogênesis mais a história da evolução dos seres unicelulares. E ainda podemos supor que as esponjas descendem de algum tipo de vegetal primitivo, o qual seria a fonte de mais informações. 

Mas a Teoria da Matriz está sugerindo outra coisa: são tôdas as informações acima, mais as informações do planeta Terra no papel de LUCA, mais tôdas as informações da Evolução Cosmológica desde o Big Bang.

O artigo tem pontos importantes a serem reestudados quando tiver-mos tempo:

1) O cancer só existe nos seres multicelulares. Não existem naqueles que permaneceram unicelular. Então é preciso focalizar LUCA como “unicelular” e cuja multiplicação era mera auto-reciclagem, para lembrar que o multicelularismo foi uma invenção na Terra. Porem a diferenciação celular indica que a invenção visava apenas ampliar as partes de LUCA para assim permitir a livre produção da complexidade. Talvez as células cancerosas seriam aquelas que resistem à diferenciação? Qual o fator inibidor da diferenciação?

2) Uma intuição inquetante me ocorreu quando lia dois artigos cruzados – êste artigo e o outro sôbre fractais ( vide aqui Ecossistemas de Menger, Visto pela Matriz) . Teremos que pesquisar isto, parece-me muito importante. Pois aqui os pesquisadores dizem:  

” Srivastava and her colleagues also note that sponges have 705 genes — more than any other animal — encoding kinases, proteins that attach a phosphate molecule onto other proteins. The researchers don’t know why sponges would need so many of the proteins.”

E numa resposta a um comentário meu no artigo de fractais o autor explica:

” Considero importante que a idéia de fractais seja observada em biologia do ponto de vista dinâmico e não estático. Um tipo de movimento fractal. Isto é consistente com o conceito de átomo no qual, quando organizados em moléculas, acumulam mais espaços vazios do que cheios. Então, quanto mais condensada a matéria estruturada em moléculas, mais espaço haverá entre elas. Transpondo para fractais em biologia, acredito que quanto maior a comunicação ou interação entre os componentes de um sistema, menos saturado o sistema ficará.”

Não seria o caso da causa da esponja enfatizar a produção da kinase para unir proteínas entre si e assim resolver o problema da tendência dos átomos em criar espaços vazios entre si?! Pois basta ver uma esponja para “sentir” como a Evolução deve ter-se sentido ao ver e apalpar aquêle corpo que era na época o tôpo da evolução, a sua obra mais aprimorada. Era muito mole, quase informe e sem a consistência necessária para desempenhar as funções que o sistema biológico teria que assumir. Para tanto ela rebuscou nos ancestrais astronomicos todos os elementos e mecanismos que serviram para preencher espa;cos vazios e unir matéria, e trouxe-os todos para a pilha de nucleotídeos que era o DNA da esponja. Foi uma operação de emergência. Necessitando concentração de fôrças e recursos. Por isso a quantia exagerada de 705 genes para produzir o elemento colante, denominado kinase. Depois que estes genes trabalharam e transformaram a esponja na espécie seguinte, menos “esponjosa”, mais consistente, o aparato exagerado reunido na forma de 705 genes deixou de ser necessário, o que os fêz atrofiarem nas espécies seguintes… Então qual o problema dos pesquisadores? O que eles não estão vendo aqui? Seja como for, “ufa!”, esta novidade trouxe farto material novo para expandir nosso entendimento da coisa tôda.

Vamos ao artigo em ScienceNews ?

http://www.sciencenews.org/view/generic/id/61805/title/Sponge_genes_surprise

Sponge genes surprise

Primitive animals have untapped genetic potential

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Scientists have deciphered the genetic makeup of a sponge, shown here living inside a coral, and have found that these primitive animals are surprisingly complex. The common ancestor of all animals may have resembled a certain absorbent, yellow, porous someone who lives in a pineapple under the sea.

The evidence lies in the genes, not the pants.

A complete genetic catalog of the sponge Amphimedon queenslandica suggests that the first animals already had a complex kit of genetic tools at their disposal. Sponges harbor between 18,000 and 30,000 genes — roughly the same number as humans, fruit flies, roundworms and other animals, an international team of researchers reports in the Aug. 5 Nature.

Comparison of the sponge’s genetic blueprints with those of other animals reveals that sponge genes are lined up in the same way as those of other animals. Analyses in the new study also support the idea that sponges form the base of the animal branch of the evolutionary tree, says April Hill, an evolutionary developmental biologist at the University of Richmond in Virginia who was not involved in the work.

“That makes them a pretty important group,” Hill says.

Recently, some scientists had suggested that comb jellies, not sponges, were the first multicellular animals (SN: 4/5/08, p. 214).

Sponges don’t make certain types of organs, such as muscles, nerves and epithelial tissues like skin or gut linings, which help form a barrier to the outside world in more complex animals. Yet proteins that nerve cells use to communicate and connect with each other are among those encoded in sponges’ genes, the researchers say. So are proteins needed for epithelial tissues. Sponges also have some genes that are important in other animals for helping the immune system tell an animal’s own cells apart from foreign cells.

“The thing that really captivates me the most is that so many gene families evolved between the unicellular organisms and the animals,” says Hill. “You see a lot of innovation.”

One thing that really struck researchers, says lead author Mansi Srivastava of the Whitehead Institute in Cambridge, Mass., was that genes shared between humans, sponges and other animals are some of the very genes involved in cancer. “So cancer is really a disease of multicellularity,” she says. “Cancer arises when multicellularity is interfered with.”

Srivastava and her colleagues also note that sponges have 705 genes — more than any other animal — encoding kinases, proteins that attach a phosphate molecule onto other proteins. The researchers don’t know why sponges would need so many of the proteins.

Ecossistemas de Menger, Visto pela Matriz

agosto | 29 | 2010

Veja artigo completo e meu comentário postado a seguir no site:

Adaptações

http://microsintonias.blogspot.com/2010/07/biologia-no-limite-da-ficcao.html#comment-form

“Ecossistemas de Menger”

O conceito sobre complexidade biológica tal qual exposto nos artigos “embriologia fractal do mesozoico” e “interface fractal”, e reconstruído aqui, introduz o “ressignificado” de ecossistema e dimensão fractal. Interessa-nos neste e nos próximos artigos reforçar a idéia de seres vivos ou ecossistemas como sistemas complexos biológicos com dinâmica fractal.

Os sistemas naturais são formados por componentes que estabelecem entre si relações intra e interespecíficas. Essas relações não são lineares e por isso mesmo desprovidas de sentido vetorial ou direção claramente previsível. Isto é mais evidente em micro escalas (tema para outro texto). Assim, os sistemas naturais são imprevisíveis e mutáveis mas não obrigatoriamente instáveis. A melhor imagem para representar a complexidade dos ecossistemas é a de uma rede cujos os nós representam os componentes do sistema e, as linhas que comunicam os nós, representam os sentidos ou as direções das informações que circulam pela rede. Entretanto, trata-se de uma rede quadridimensional (ou n-dimensional) que configura uma  intrincada malha de conexões com design biológico próprio, mutável e, mais do que provavelmente, fractal. Ou seja, cada componente ou nó do sistema representaria uma rede em menor escala e assim sucessivamente, de forma auto-similar, tendendo ao infinito. Assim, cada nó da rede, de forma aparentemente sólida,  seria semelhante a uma esponja com área de superfície infinita e volume nulo (vide Esponja de Menger acima).

Este conceito sugere uma estrutura organizada no qual os sistemas observados em macro escala suportam subsistemas em escalas progressivamente menores. A observação detalhada dos subsistemas revela instâncias ainda menores e de complexidade semelhante. Alterações em qualquer nível refletem alterações a nível global.

Vamos imaginar o bioma Mata Atlântica presente na maior parte no território brasileiro. Este grande sistema é composto por vários ecossistemas diferentes, entre eles as florestas atlânticas. Na Mata Atlântica distinguem-se no mínimo quatro tipos de florestas além de mangues, restingas, campos e brejos de altitude. Esta configuração corresonde a ecossistemas dentro de ecossistemas em escalas progressivamente menores. Nestas florestas ou ecossistemas, comuns no Rio de Janeiro, predominam Jequitibás (ao lado), Ipês, Jacarandás, Palmeiras, Leguminosas, Astroniuns, Sapucaias entre centenas de outras espécies lenhosas, arbustivas, trepadeiras e epífitas como as orquídeas e bromélias. Além de toda a diversidade vegetal, circulam nestes ecossistemas uma grande diversidade de animais que realizam os seus ciclos de vida por entre territórios delimitados e/ ou  superpostos dentro do grande ecossistema complexo chamado Mata Atlântica. Entre eles podemos destacar primatas, felinos, aves, tamanduás, insetos, cobras, jacarés, sapos entre outros.

Dentro de um conceito ampliado do que seja ecossistema, podemos distinguir microecossistemas presentes nas copas das árvores, nas cascas das árvores ou nos cálices das bromélias, entre outros. Os cálices das bromélias são importantes na natureza e são vistos pela maioria dos ecólogos como ecossistemas completos. Então, vamos aprofundar o entendimento sobre estes microecossistemas de bromélias como exemplos de componentes vitais para o funcionamento e entendimento dos nossos ecossistemas interligados em rede complexa com dinâmica fractal.

Existem mais de duas mil espécies de bromélias no mundo. Para alguns autores este número pode chegar a três mil conforme relatado no ótimo livro “Bromélias da Mata Atlântica” de Elton M. C. Leme. Segundo Leme, pelo menos 40% desse universo podem ser encontrados no Brasil, o que faz do país o mais importante em termos de diversidade.

Cada bromélia tem uma capacidade especial de armazenar água em suas folhas e é aí que está o segredo. Esta água é, geralmente, límpida e transparente, e fica armazenada entre as folhas bem no centro da planta chamada de cálice. A água das bromélias é rica em sais minerais, ácidos orgânicos e outros nutrientes que fazem das bromélias microecossistemas fundamentais dos quais dependem centenas de organismos. Além das famosas larvas de mosquitos, dentro ou em torno das bromélias vivem libélulas, aranhas (como a caranguejeira Pachistopelma rufonigrun endêmica de bromélia retratada na imagem abaixo), sapos, pererecas, aves, morcegos, cobras e crustáceos. São 400 a 500 espécies de animais, de alguma forma relacionadas às bromélias. Muitas fazem das plantas sua moradia. Outras as freqüentam para caçar, beber ou apenas molhar a pele. Outras ainda as polinizam ou buscam seu néctar e frutos. No calor das restingas ou no auge da seca do sertão nordestino, dos cerrados e das matas do Centro-Sul brasileiro, as bromélias também são fonte de água para anfíbios e répteis, aves e até mesmo mamíferos, como sagüis, micos, macacos, cachorros-do-mato e quatis.


A melhor imagem que tenho das bromélias interagindo em ecossistemas foi impressa na minha mente a partir de um trabalho que realizei, durante a faculdade de Biologia, na restinga de Massambaba. Era um marimbondo caçador buscando atividade em torno de uma Edmundoa lindenii em flor (a baixo sem o marimbondo). Recentemente tive um grande problema com larvas de Aedes aegypti (mosquito vetor do virus da dengue) nas bromélias do jardim da Universidade Veiga de Almeida em Cabo Frio. O problema foi resolvido com treinamento dos funcionários na eliminação das larvas e dos ovos dos mosquitos bem como de outros criadouros realmente importantes.


Imagine uma floresta ou restinga sem bromélias. Em ambientes de restinga, às vezes as bromélias são os únicos suprimentos de água doce disponível para pequenos animais, capazes de armazenar o equivalente a um copo ou um balde cheio de água a depender do tamanho da bromélia. Certamente toda a diversidade taxonômica ficaria comprometida, gerando um colapso em todo o grande ecossistema, pois até o microclima seria alterado, uma vez que as bromélias contribuem para a manutenção do microclima local. Então podemos enxergar as bromélias como importantes bioindicadores da saúde de ecossistemas tropicais.

Como pudemos ver, as bromélias são bons exemplos de componentes pertencentes a grandes redes de ecossistemas que ajudam na manutenção de todo o sistema. Redes fractais como modelos de sistemas naturais são idéias matemáticas úteis que ajudam a explicar fenômenos biológicos observáveis. Mas como desenhar esta rede? Que geometria fractal poderia representar tamanha interação de modo que na sua arquitetura tivéssemos um tipo de Esponja de Menger diferenciada para cada subsistema interligado em rede? Nesse ponto a interação entre biólogos, físicos e matemáticos poderia ser útil na construção desta representação gráfica para este hipotético “Ecossistema de Menger”. O ecossistema artificial de Menger seria suportado por algoritmos que, por sua vez, estariam baseados em proposições matemáticas. Então estamos falando de modelos matemáticos formados por parâmetros e variáveis. Tais parâmetros e variáveis seriam representações numéricas dos componentes dos ecossistemas reais. Alterações nos parâmetros do modelo matemático gerariam modificações na arquitetura gráfica do ecossistema artificial de Menguer. Isto significaria uma ferramenta poderosa para o estudo in sílica de ecossistemas alterados ou impactados.

Quem aceita o desafio de modelar os “Ecossistemas de Menger”?

Grande abraço e até a próxima.

Postado por Waldemiro Romanha (wromanha@gmail.com) às 10:38

Meu Comentario

Obrigado pelas valiosas informações no post. Mas a mim dá a impressão de que a Ciência ainda está muito atrasada no conhecimento de sistemas, complexidade e fractais, e isto porque está sendo desviada do caminho traçado pela evolução natural. Na selva amazônica também temos a vontade de entender a Natureza, e devido a separação com a civilização e seu método científico, aplicamos outros métodos e chegamos a resultados que às vêzes se cruzam com os seus resultados, mas às vêzes muito se distanciam.

Vocês entenderam como eu que a matéria se organiza na forma de sistemas e temos a mesma definição: a soma das informações das partes interagentes mais um pacote de novas informações geradas pelas interações que excedem tôdas as informações de tôdas partes. Porém minha definição apenas com isso sente-se incompleta e ineficaz, por isso acrescento:  “… pacote êste que se torna a “mente” do sistema, a qual se desperta para novas necessidades, por isso aplica fôrças sôbre as partes tentando mudar ou ampliar suas funções, o qual resulta numa nova configuração física mais complexa adicionando assim os graus da evolução.”

Vocês entenderam como eu que os sistemas naturais se apresentam como uma hierarquia derivada dos diferentes graus de complexidade de uma mesma forma comum a tôdas elas. Mas a partir daqui começa nossas diferenças. Por exemplo, quando vocês apelam para o conceito de fractal matemático para definir e entender a forma comum, eu apelo para o conceito de matriz genética. E isto muda todos os resultados posteriores.

O estudo e conhecimento de sistemas naturais, entre vocês está parado a muito tempo, não avança, engatinhando e patinando em tôrno de um obstáculo que precisa ser removido. Os ilusórios avanços acenados através de algumas realizações tecnológicas são meros resultados do desvio do conceito de significado da Natureza, a prova disso é que essa tecnologia é desumana e contra o ritmo e rumo das fôrças naturais emanadas pelo contexto cosmológico, resultando na incompatibilidade entre homem e natureza que se percebe apenas a níveis planetários. Houveram sadias iniciativas no estudo de sistemas, como Fritjof Capra (O Tao da Física), ou Margullis ( A Teoria Simbiôntica), e principalmente a grande iniciativa de Bertalanfy fundando a Teoria Geral dos Sistemas. Mas a obra de Bertalanfy estagnou porque em certo momento o dominio da razão natural que operava com Margullis, Capra, foi substituído pelo dominio de uma razão involuída vegetando ainda no reino dos fenômenos puramente físicos, cuja linguagem de expressão é a Matemática, a qual não traduz a maioria das características de um sistema natural.

Na selva também somos obrigamos a usar o pouco que dispomos – a intuição que emana do espirito primitivo selvagem e caótico da biosfera – num tipo de racionalismo mais natural porem perturbado pelos valôres humanos de sobrevivência. Mas, claro, não podemos entender esta invasão da mentalidade resumida á ordem organizatória da matéria a nível estritamente físico, não podemos aceitar a Matemática como idioma dominante enquanto tôdas as outras linguagens que sentimos captar nos fenômenos são ignoradas. Seu conceito geral da unidade básica da Natureza como fractal matemático e geométrico não comporta a enorme profusão de váriaveis que a matriz genética sugere existir na mesma unidade.

Talvez a Ciência entrando no íntimo primeiro da ordem física e elegendo o fractal geométrico matematico como unidade basilar e ignorando os outros idiomas da Natureza ( o genético, o biológico, o software mental,etc.) seja uma tragédia temporária inevitável motivada pelo mesmo motivo que vocês não captam a nossa ação paralela de busca pelo mesmo tesouro no meio da selva: a comunicação entre eu e vocês não existe, pois ela se realiza apenas numa via, num sentido: eu tento captar e acompanhar os sinais emitidos pela vossa Ciência, mas vocês não captam e não se interessam pelos sinais que emito daqui. Ok, talvez meus sinais nada transmitam de real valor se meus resultados teóricos estiverem errados, mas elucidam como pode haver sinais e idiomas nos sistemas que seriam imprescindiveis no entendimento dêstes, que vocês não estão captando.

Se tempo e interêsse houver, até mesmo por simples curiosidade complacente, sugiro uma rápida visão no meu website onde exponho a figura teórica da matriz genética e a visão de mundo dela derivada, alertando que pelas precariedades daqui o website contem falhas, êrros e está em construção. Apesar de tudo, mais uma vêz obrigado pelas informações cientificas valiosas que capto em seu blog e que muito tem me ajudado a avançar na minha busca. Abraços… Louis Morelli. (website: http://theuniversalmatrix.com )

Waldemiro Romanha (wromanha@gmail.com) disse…

Caro Louis Morelli,
Interessantes os seus argumentos e oportunos. Certamente ainda irão contribuir para o amadurecimento das teorias e, principalmente, hipóteses que hora proponho aqui. Entretanto, seria grande o “simplismo” querer reduzir a diversidade biológica a uma mera unidade matemática. Não foi essa a intensão do artigo. Mas tenho dúvidas se, do ponto de vista genético, não estamos sob um gene fractal proposto por mim com base na teoria dos Geólogos Olivera, CL e Andre Calixto sobre “embriões fractais” . Veja o comentário de Oliveira no meu artigo: Um pouco de tudo e mais fractais (http://microsintonias.blogspot.com/#uds-search-results). Isto não me parece absurdo visto que na natureza as projeções arbóreas estão em todos as partes. Considero importante que a idéia de fractais seja observada em biologia do ponto de vista dinâmico e não estático. Um tipo de movimento fractal. Isto é consistente com o conceito de átomo no qual, quando organizados em moléculas, acumulam mais espaços vazios do que cheios. Então, quanto mais condensada a matéria estruturada em moléculas, mais espaço haverá entre elas. Transpondo para fractais em biologia, acredito que quanto maior a comunicação ou interação entre os componentes de um sistema, menos saturado o sistema ficará.
Sobre a Teoria Geral dos Sistemas de Bertalanfy, entendo que Maturana e Varela trouxeram uma grande contribuição para o conceito do que seja “estar vivo” e resolveram conceitualmente o problema da organização da vida, conforme discutido em artigo anterior (http://microsintonias.blogspot.com/2009/04/voltando-ao-tema-o-que-e-vida.html).
Grande abraço,
Grato pela oportunidade. 30 de agosto de 2010 14:15

Reencarnação?… Um Segrêdo Importante Sobre Nossa Existência que Nunca Tínhamos Percebido

agosto | 27 | 2010

( Êste artigo foi postado como uma questão no Fórum Ceticismo Aberto, categoria Ceticismo no endereço http://forum.ceticismoaberto.com/index.php/topic,315.0.html e a seguir vou aqui registrando o desenvolvimento da discussão)

A maioria das pessoas antes de morrerem passam por um período de dores devido ao envelhecimento do corpo ou de alguma doença por disfunção dêste. No leito da morte a consciência parece esquecer tudo o resto para se concentrar no problema do corpo, no incômodo de senti-lo débil e ineficaz, na vontade de fazê-lo funcionar direito. Portanto o corpo vai para o tumulo e se desfaz, talvez a mente tambem se desfaz, mas é certo que a ultima coisa que morreu foi uma vontade: a vontade da consciência de penetrar a carne do corpo, de descer ao nível de órgãos, celulas, e com as mãos ou chaves de fenda, refazê-lo melhor. Se alguma coisa sobrevive à morte, com certeza estará impregnada com essa vontade.

Isto me faz lembrar a história da evolução do computador. Começamos com o ábaco que deu a idéia para a máquina de tear a qual deu a idéia para a máquina de calcular, a partir da qual conseguimos fundir a idéia na forma de software conectada ao corpo da máquina na forma de hardware. Desde então a primeira geração de hardware multiplicou nossa capacidade mental cuja mente imaginou novas possibilidades para as quais necessitava melhor hardware, tendo pôsto a velha geração no lixo e ressurgido com uma máquina melhor. Um corpo melhor.

As duas histórias são idênticas: hardwares, sejam de aço e plástico dos computadores ou de carne dos humanos sucumbem, mas dêles o ultimo a perecer é a idéia, a intenção de um hardware melhor. Se os dois roteiros são idênticos, então porque não existiria para nós humanos a situação em que na deposição de um corpo, nossa mente na forma de idéia, ressurge em outro corpo sendo formado, com mãos ou chaves de fenda fazendo-o um grau melhor? Para nêle a idéia habitar? Re-encarnação. Nós assistimos e vemos este fenômeno como real através dos nossos computadores. Nós sentimos e vimos êste processo real através da evolução das espécies. Não seria ele real em relação a nós mesmos? Por que não?!

 Eu acho que existe racionalismo suficiente para de alguma maneira procurar-mos investigar essa possibilidade cientificamente. O que deu a uma simples enzima a capacidade de identificar o ponto exato no ADN, numa longa cadeia de bilhões de átomos, e corta-lo justo ali, quando se precisa da confecção de uma proteina?! O que deu ao Windows a capacidade de identificar na memória de um computador o ponto exato onde ativar para se escrever um texto do word? Senão um software desenvolvido sobre os ombros de um computador da geração anterior? Também é por esse motivo, dentre centenas de outros, que a  Teoria da Matriz Universal/ADN está pesquisando a possibilidade de todo o Universo ser uma composição entre hardware e software. Re-encarnação é uma idéia que não me agrada – ao mais extremado materialista em que me tornei para desenvolver o raciocinio que levou aos modêlos da Matriz. Também não me agradava na infância quando vivia ouvindo as crenças entre familias católicas. Mas não estou aqui para fazer o que me agrada. Se estivesse, jamais teria me dirigido ao inferno da selva amazônica. Estou aqui em busca da Verdade, doa-me o quanto doer!

                                                                 FIM

Discussão no Fórum:

“There must be some way out of here…

« Responder #1 : 28 de Agosto de 2010, 11:34 »
 

Pelo mesmo motivo que vc compra um novo software, e não ‘reencarna’ o velho em outro hardware, embora eles compartilhem linhas de codigo em comum, ambos não tem consciencia, sistemas mecanicos não tem consciencia, e ainda estão longe de ter.
A grande maioria dos sistemas biologicos também não tem consciencia, conhecemos apenas uma meia duzia de criaturas que aparentam possuir fragmentos dela. Não faz sentido falar em reencarnação para nenhuma dessas entidades, reencarnação pressupõe transferencia de experiencias unicas vindas de um organismo anterior. Sem duvida sera facil ‘reencarnar’ uma IA c/ consciencia pq seram impulsos eletricos que podem ser tranformados em codigo binario (ou qualquer outro).
Agora isso não funciona c/ seres biologicos, quando morremos nossos impulsos quimicos e eletricos, se apagam, o hardware se desmancha, não existe nenhuma tranferencia magica de dados, pq não existe nenhum receptor, e mesmo que existisse o cerebro não funciona como um transmissor de dados, nossos transmissores de dados se chamam ovulos e espermatozoides. E tem funcionado mto bem.
Portanto, ignorar a hipotese da reencarnação é sem duvida a atitude cetica mais sensata c/ o conhecimento que possuimos hoje.
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« Responder #2 : 28 de Agosto de 2010, 21:52 »
 

Oi, Anderson

Os casos investigados por Ian Stevenson e diversos outros mostram que há sim receptores, e que a transferência ‘mágica’ de dados ocorre, embora ainda não se saiba como!

http://journals.lww.com/jonmd/Citation/1988/12000/Three_New_Cases_of_the_Reincarnation_Type_in_Sri.8.aspx

Compare a evidência para a deriva continental. Weneger não sabia como os continentes se moviam, mas ele forneceu excelentes evidências que se moviam! No entanto, a falta de explicação para um mecanismo levou os cientistas da época a ignorarem sua hipótese, e mesmo ridicularizá-la. Ignorar a hipótese para a reencarnação apenas porque não conseguimos pensar num mecanismo para ela é cometer o mesmo erro do passado.

Um abraço.

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Membro Jr.
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« Responder #3 : Hoje às 22:22 »
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Anderson, obrigado pela crítica construtiva. Esta relação entre software e hardware tem-me perturbado muito porque nada entendo de engenharia computacional e não estou tendo tempo de estudar a fundo o tema. Parece-me que vemos a coisa por angulos muito diferentes, que não se cruzam.
 
Quando você diz “vc compra um novo software e não reencarna o velho em outro hardware” você saiu totalmente fora da linha de pensamento que tentei expressar no texto. Não estou me referindo a software pronto e registrado num disco, mas sim ao comando de instruções que nasceu e vem sendo desenvolvido dentro do consciente coletivo da humanidade, o qual não se materializa no hardware mas emite uma força que atua no hardware organizando os fluxos da energia. Não sei como isto é feito técnicamente apenas tenho vaga idéia das portas “in” e “out”, do código binário formado através de 8 portas… e algumas cositas más. Algo me sugere que a fonte do comando de instruções que se materializa como diagrama de software é uma entidade diferente e separada do reino mecânico do hardware. Você consegue entender esta confusão e esclarece-la?
 
Quanto a alguns sistemas biológicos não terem consciência, nossas teorias também discordam. Meus modêlos sugerem que a atual auto-consciência humana é mero produto da evolução do pensamento continuo dos primatas, o qual vem dos instintos animalescos, os quais vem das propriedades dos sistemas não-biológicos termo-dinâmicos, os quais vem de uma propriedade fundamental que define sistema natural: aquela porção de informação que emerge da interação entre as partes consistindo da “fuzzy logic” e que excede a soma das informações contidas nas partes. Se estiver correta esta teoria, está comprovada a intuição do filósofo que disse: “a alma dorme na pedra, sonha no vegetal, acorda no animal e desperta no homem”… apenas considerando que a pedra significa os primórdios do Universo. Mas em termos de evolução universal cosmológica isto pode ser visto como um mero processo de reprodução, da mesma maneira que quando eu era mera mórula depois uma blastula, depois um feto, e ainda como um embrião a minha consciência ainda não havia se manifestado mas ela já estava pré-determinada pelos meus criadores.

Quando você diz que reencarnação pressupõe a transferência de experiências vindas de um organismo anterior tambem não é o que penso e não é o que a doutrina da reencarnação ( não sou adepto pois acho que não explicam pontos fundamentais, apesar de que dizem que os espiritos ainda tambem continuam a buscar e aprender), escreve em seus livros: as experiências compõem uma entidade separada que se desenvolve em paralelo aos organismos. A mente de Bill Gates desenvolveu o Windows baseando-se nas experiências da mente de seus antecessores e não nas experiências do corpo de seus antecessores jogando futebol. Mas ninguëm sabe ainda quem está certo.

Você diz que quando o cérebro-hardware se desmancha não existe transferência mágica de dados. Eu também nunca vi nada mágico acontecer. Mas quando o hardware de computadores de uma geração são descartados e um novo é fabricado existiu sim, transferência de dados. A roda não é reinventada a partir do zero. E não são óvulos e espermatozóides que transmitem os dados de uma geração para a próxima: isto é feito pelo ADN, o qual apresenta uma parte concreta ou hardware composto de moléculas arranjadas numa forma de código por um invisivel “comando de instruções”. Sabemos que o comando de instruções que arranjou as peças e chips na nova geração de computadores veio de uma fonte ( a mente de Bill Gates e outros) que é de uma substância existente fora e alem do reino mecanico do hardware. E louco será você se acreditar que já conhece tôdas as substâncias existentes no mundo. De maneira que pudesse provar que não existe nenhuma substancia depositária das experiencias acumuladas das porções de informações que não existem nas partes dos sistemas mas que configuram a existência de sistemas, e que ao mesmo tempo pode utilizar o estoque de experiências como um comando de instruções. Como tambem louco seria eu se afirmasse que conheço tal substância.

Enfim, precisamos lembrar que nossas teorias e visões de mundo são construídas pelas nossas experiências com o mundo externo mais aquelas que relatam nossos ancestrais e que acreditamos nelas. Eu presenciei experiências diferentes das suas, o importante é trocar-mos experiencias com honestidade. Por exemplo presenciei uma pessoa totalmente analfabeta revelando comportamentos e relatando coisas curiosas anormais. Quando tentei hipnotiza-la e fazer a regressão mental ao estágio intra-uterino de repente ela mudou a fala e começou a relatar cenas que dizia ver dentro do meu corpo porem descrevendo estrêlas, buracos negros, etc. Curioso desenhei tudo isso para depois na pesquisa perceber que o quadro descrito por ela era da mesma substância dos quadros descritos e registrados nas escrituras dos orientais a 5.000 anos atras que falam da existência dos chakras, kundaline, etc. – matéria na qual tudo li, mas nunca tive opinião própria a respeito. Mais curioso é que o quadro final do analfabeto completando o quadro dos orientais com seus  novos acréscimos se revelou como sendo simplesmente a figura de uma secção do ADN! É como se nosso ser se resumisse a bilhões de minusculos ADNs biológicos em volta e prestando culto a um enorme ADN não-biológico que vai dos nossos quadris ao topo da cabeça. As duas serpentes de kundaline nada mais seriam que as duas hastes do ADN e os sóis no meio das duas hastes nada mais seriam que os grupos de bases nitrogenadas.

Mas como um individuo a cinco mil anos atras e na Ásia relata a mesma visão absurda que um nativo da Amazônia e cinco mil anos depois?! Não acredito em auras e perispiritos,  não quero acreditar nisso porque não vejo racionalidade entre o mundo caótico e nojento que presencio sob o comando de tal entidade poderosa que não seria racional como eu, quero acreditar que a experiencia não passou de um dos delirios que tive na selva produzidos pela malária, mas tenho certeza que foi real e tambem não consigo tirar essa peste dessa imagem da minha cabeça. Pois se isto existisse de fato, estaria aí o seu enigmático depositário de softwares-almas responsavel pelos invisiveis comandos de instruções que existem no ADN, no corpo humano, e por extensão através da mente humana, nos computadores. Como disse, tudo é relativo e nossas visões dependem de experiencias privadas que nem sempre podem ser repetidas e demonstradas mas a pesquisa em bases científicas tem que continuar. Abraços… 

 

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« Responder #4 : Hoje às 23:18 »
 

Vitor Moura,

Ótimo link e a notícia de que tal tipo de matéria seja publicado num respeitável jornal de ciências.

Mas como disse, a pesquisa deve continuar sem que façamos julgamentos sôbre os fenômenos. Que o relato das crianças sôbre vidas de outras pessoas no passado seja indício de reencarnação tal como entende a doutrina espirita ou o autor Ian Stevenson pode ser uma precipitação nos conduzindo ao êrro. Podem haver processos ou reinos desconhecidos na Natureza que seriam responsáveis por tais relatos, sem ser um processo de reencarnação.

Por exemplo, tive uma namorada que vivia apresentando comportamentos anormais que espiritas diziam ser próprios de uma médium. Certa noite estávamos jantando num restaurante quando de repente ela se sentiu sufocada, perdendo a respiração, segurando a garganta, olhos lacrimejando. E nada dizia, apenas grunhidos. Apavorado corrí a bater nas costas dela e pedindo para ájudarem a leva-la ao carro, porque pensei que ela tivesse se engasgado com o caroço de uma azeitona. Mas como tudo começou, tudo terminou de repente, ela voltou ao normal e pediu-me para sentar tranquilo. Seu relato: “alguém, uma mulher estava sendo afogada em alguma praia aqui perto, eu captei tôdo seu desespero, isso acontece sempre, às vêzes vejo no noticiário que a coisa realmente aconteceu…” Na época eu era cético ao extremo e ignorei o que ela disse, se fôsse hoje teria investigado melhor.
 
Para sua informação, esta mulher foi alvo de pesquisas e experiências numa universidade gaucha devido ocorrências registradas incomuns. Mas o caso suscita uma dúvida. Ela estaria captando a experiência de vida de outra pessoa, sem no entanto haver reencarnação. Não seria o mesmo caso das crianças de Sri Lanka? Se sim, haveria algum tipo de consciência planetária constituída de pequenas porções de consciência em cada cabeça humana, algo como o inconsciente coletivo de Jung ou a camada de consciente coletivo de Teilhard di Chardin? Ou ainda que tal a Teoria das Correntes das Noures, de Pietro Ubaldi? De maneira que uma porção de consciência dentro de uma cabeça poderia se projetar para dentro de outra cabeça à distância? Isso não nos remete a lembrar que existe algo similar, o chamado entanglement quântico? Devagar com o andor. Abraços… 

 

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Da Força Invisível dos Sistemas Naturais Surge a Complexidade

agosto | 24 | 2010

Há 10 bilhões de anos atrás, tôda a natureza universal se resumia a uma nebulosa informe de átomos, leves, simples. Passado êstes dez bilhões de anos, a nebulosa se transformou em cavalos, macacos e homens, dos mesmos átomos. Não pense nisso, pois este tem sido o maior pesadelo para os pensadores em todos os tempos. A não ser que… o pesadelo tenha terminado porque a trama tôda foi descoberta. E o responsável, desmascarado.

Será que – se reproduzir-mos aquela nebulosa no espaço sideral – e misturar-mo-la de tôdas as maneiras possíveis, e depois misturar-mos as misturas resultantes, fazendo isso por outros dez bilhões de anos, vamos obter cavalos, macacos e homens? E auto-consciência? Ou iríamos obter outras coisas inimáginaveis, muito complexas?

O fato é real. Aconteceu. Temos aí os macacos para todo mundo ver e comprovar por si próprio. Naquela nebulosa só existiam quatro ou seis tipos de átomos, os chamados leves, porque só formam gazes, como o hidrogênio, o hélio. Os átomos mais evoluídos, pesados, com mais de seis prótons e elétrons só foram formados depois, quando da nebulosa surgiram as estrêlas. Naquêles gazes estavam os macacos, os cavalos, os homens de hoje, fragmentados em seus rudimentos materiais. Mas como?!

Estavam lá, todos os ingredientes, os princípios, os mecanismos, os processos, que hoje existem no corpo humano. Porque a Natureza não é mágica. Ela não pode criar algo do nada.

Os modêlos da Teoria da Matriz Universal/DNA nos levaram a descobrir como uma arquitetura natural ganhou um grau a mais de complexidade. Era tudo o que precisávamos saber. Sabendo como foi um passo, sabemos como foram todos os outros, porque são todos iguais.

A solução do supremo mistério estava num conceito: sistemas. Um novo sistema natural se forma quando vários diferentes sistemas formados anteriormente se juntam por atração simbiótica e tornam-se partes de um único novo sistema. Ora haviam seis tipos de sistemas anteriores naquela nebulosa, seis tipos de átomos, era tudo o que precisava para da nebulosa surgir não um novo átomo, um sétimo átomo, mas sim um novo tipo de sistema nunca surgido antes. Assim a nebulosa tornou-se uma massa composta de fragmentos, todos idênticos. O novo sistema chamava-se “astro”.

 Mas teria piorado a situação para cavalos e homens? Pois para êles aparecerem no mundo 10 bilhões de anos depois, seria muito mais conveniente uma sôpa primordial rica com variedade de ingredientes que uma massa homogênea que nem sôpa conseguia ser. Ledo engano. O novo sistema continha um segrêdo poderoso: Ciclo Vital! E isto criou da simplicidade singular daquêle princípio, da nebulosa de um unico ingrediente, uma nova nebulosa portadora de grande diversidade de novos sistemas. A História que iria no futuro produzir cavalos, estava salva e continuava sua marcha.

O flagrante em que descobrimos a Natureza trabalhando na surdina e na escuridão da noite aconteceu justamente quando pegamos um astro imóvel, parado no espaço, sideral. Mas movendo-se em relação ao tempo. Como isso é possível? E em que isso cria do nada um novo grau de  complexidade?

Sistema é um conjunto de partes diferentes conectadas num circuíto simbiótico. As partes não ficam imóveis num sistema. Quando menos moventes, elas vibram. E assim emitem radiações pelas quais perdem fragmentos de si mesmas. Os fragmentos podem ter dois destinos. Primeiro: partes que não são vizinhas num circuíto se misturam e formam novas menores arquiteturas, as quais são diferentes de tôdas as partes. Um exemplo disso é como surgem os tumores no corpo humano. São novas arquiteturas diferentes de tudo que existia antes no corpo e de todas as partes que constituem o corpo. Segundo: os fragmentos se misturam mas não se conectam, arquitetura não é constituída, perfazem uma substância radioativa etérea, abstrata, como um campo magnético.

Acontece que estas novas arquiteturas e/ou substâncias se constituem em novas informações que não existem em nenhuma das partes. Por isso dizemos que um sistema é formado pela soma de tôdas as informações de tôdas as partes, mais uma pequena quantidade de informações que excede a soma de tôdas as partes.

Existem tumores malignos, tumores neutros, mas também existem os benignos. E justamente um novo sistema possuidor de um tumor benigno pode salvar o sistema de um ambiente em colapso em que contra-informações eliminam tôdas as suas simétricas informações, menos aquelas que não existem no ambiente. Um exemplo? Quando um meteórito imenso caiu na Terra e levou a biosfera ao seu colapso, dinossauros desapareceram porque dinossauros possuíam em seu corpo as mesmas informações que constituem a biosfera. Mas havia um réptil menor, denominado cynodonte, cujo corpo, por uma anomalia, havia desenvolvido uma espécie de tumor: os ovos que todos os seres vivos antes dêle e até os maiores que ele, como os dinossauros, botavam fora, ficaram entalados em seu corpo e fêz crescer uma nova protuberância, que mais tarde se tornaria o sistema reprodutor mamífero. O cynodonte salvou-se.

Restam ainda três proposições feitas aqui anteriormente, a serem esclarecidas. Como o astro primordial apresentava um ciclo vital? Como pode um corpo parado num ponto do espaço estar se movendo em relação ao tempo? Como uma unica espécie de sistema natural, um unico cêpo primitivo comum, pode reproduzir-se numa imensa variedade de novas espécies?

Vamos ver um exempo conhecido por todos de como um unico sistema forma um novo diferente sistema. O sistema unico que vamos usar como exemplo é… você. Isso mesmo: “vósmicê”, em pessoa! Você é um corpo formado de partes conectadas entre si cada qual executando uma função diferenciada e todas ligadas a um nucleo central, denominado “cérebro”. Logo você é um genuino sistema. Mas seu corpo apresenta uma particularidade interessante: êle muda de forma a cada segundo, pois a cada segundo morre ao menos uma célula a qual é reposta, porém, óbviamente a repositora será diferente em algum minimo detalhe da ancestral, já que não existem duas células exatamente iguais. Quando ao invés de observar-mos seu corpo em termos de segundos, expandir-mos o tempo dos intervalos das observações para anos, veremos como as pequeninas mudanças invisiveis acumuladas produzem grandes mudanças visíveis. Assim seu corpo é, numa observação, uma massa informe chamada “mórula”, noutra observação uma blastula, depois um feto, um embrião, um bebê recem-nascido, uma criança, um adolescente, um adulto, um idoso, e… desculpe-me… um cadáver. Que enorme diferença existe entre um bebê chorão e um adulto campeão da maratona olimpica… claro, daquela realizada em casa, apenas entre a familia. A diferença entre as fotos de um bebê e de um adulto humano é tanta que um hipotético extra-terrestre feito de ferro e aço e uma unica forma fixa, jamais acreditaria que as duas fotos são de um mesmo unico individuo. 

Mas os seres humanos criaram um novo sistema, natural, ao qual denominamos, sistema familiar. Um sistema familiar exemplar, perfeitamente funcional como sistema, completo, teria que ter no minimo sete formas de corpos humanos: a mulher gravida (garantindo a re-criação), o bebê ( garantindo a perpetuação), a criança ( garantindo o crescimento), o adolescente (garantindo a maturação) o homem adulto (garantindo a manutenção), o idoso (garantindo o armazenamento das informações), e o cadáver (garantindo a mutação). Isto é um sistema-matriz, elo entre sistemas, elemento chave da evolucão.

Porem, um unico individuo não poderia ser transformado e tornado-se o novo sistema, familiar, porque estas sete formas não podem ser fixadas no espaço, separadamente. Então para resolver êste problema são criadas várias cópias da mesma espécie, porem em tempos diferentes, de maneira que inevitavelmente estarão combinadas num mesmo ponto do espaço, sob um mesmo teto, as sete diferentes formas. Assim aconteceu que aquela unica espécie de criatura existente numa nebulosa a 8 bilhões de anos atras, que poderia estar imóvel no espaço vazio sideral, estava movendo-se em relação ao tempo. Mudando de forma. Mas falamos em espécie. Uma espécie compreende um sem numero de iguais individuos. Iguais entre aspas, porque eles contem um segrêdo: mudam de forma. De maneira que num dado momento, num dado ponto do espaço, existam sete diferentes formas. Fixadas.

Em relação àquêle astro, a natureza aplicou mais um truque magistral. É claro que um unico individuo humano não poderia ter gerado as sete partes do sistema familiar, unicamente porque êle ou ela apresenta as sete formas de um unico genêro sexual, e vimos que o sistema familiar completo é composto dos dois sexos. Como a Natureza resolveu êsse problema? Os modêlos da Matriz encontraram a resposta: o “danado” era hermafrodita!  

Ora, existe uma força de conexão natural entre as diferentes formas de um mesmo individuo. Na criança está programado o adolescente. No  adolescente jaz a criança. Existe uma ponte invisivel entre a criança e o adolescente que ela será no futuro. Uma ponte invisivel porque constituida de tempo, o qual ninguem vê. Mas quando uma criança que veio do bebê X é colocada perto de um adolescente que veio do bebê Y, da mesma espécie, a ponte invisivel pode tornar-se num fenômeno sistêmico: simbiose. Aquêle velho fenômeno que Margullis suspeitou ser responsável por ter juntado diferentes micro-organismos, denominados organelas, num unico sistema, o celular.

Foram esclarecidas as proposições referentes ao ciclo vital, ao aumento de um grau de complexidade, ao corpo movente parado no espaço? Se sim, está explicado como a Natureza tirou da simples nebulosa de atomos gazozos do principio as figuras de cavalos, macacos e homens. Tal como o mágico tira coelhos da cartola. Que de magico, bem o sabemos, não tem nada: tudo não passou de um engenhoso truque. A Natureza foi pêga em flagrante executando seu maior truque universal, o pseudo mágico foi desmascarado, graças aos modêlos da Teoria da Matriz Universal/DNA.

Mas a mesma Matriz está apontando para alem daquela nebulosa de átomos do principio, para um ponto antes mesmo de acontecer o Big Bang. E sugerindo que todo êste Universo é uma genética reprodução de um sistema que existia antes, ou existe ainda, e talvez exista aos milhões. Se for verdade, cavalos, macacos, homens, auto-consciência, tôdas estas maravilhosas arquiteturas complexas que vemos hoje, estavam programadas muito tempo antes, naquêle sistema. Sinal de que vai começar um novo tipo de pesadelo para os pobres pensadores.


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