Archive for the ‘Ciência Acadêmica Oficial’ Category

Neurocientista Acredita que a Consciencia e’ Apenas uma Ilusao

terça-feira, abril 11th, 2017

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A grande maioria do povo brasileiro ainda não sabe o que se passa nos modernos apóstolos das nações ricas que proliferam nas universidades modelando as mentes da juventude. Um destes famosos e muito ativo na imprensa, e’ o cientista Daniel Dennet. Traduzo aqui uma entrevista que ele deu para a BBC ( BBC Radio 4’s The Life Scientific ) onde ele expõe completamente essa visão de mundo que caminha ao lado do poder mundial hoje. Porem, a seguir, escrevo a interpretação disso tudo sob a perspectiva de outra diferente visão do mundo que pode dar uma ideia de quanto podem estarem errados e como isso esta’ se tornando demasiado perigoso para a sobrevivência da humanidade que já vive na corda bamba. Boa leitura e perdão por alguns errinhos feitos `as pressas, com equipamento inadequado para português, etc.:

Brain

Image copyright Science Photo Library

O cientista cognitivo Daniel Dennet acredita que nossos cerebros sao maquinas, feitas de bilhoes de pequenos robots – nossos neuronios, ou celulas cerebrais.

Num infeliz memorandum escrito em 1965, o filosofo Hubert Dreyfus afirmou que humanos sempre iriam bater computadores no jogo de xadrez porque falta intuicao `as maquinas. Dennet discordou.

Poucos anos depois, Dreyfus se encontrou muito embaracado perdendo no check-mate para um computador.

E em maio de 1997, o computador da IBM, Azul Profundo, derrotou o campeao mundial de xadrez, Garry Kasparov.

Foram muitos os que ficaram infelizes com estes resultados e argumentaram que o jogo de xadrez seria um jogo com uma logica enfadonha. Que computadores não precisam de intuicao para ganhar. O alvo da competicao mudou em busca de outro jogo.

Daniel Dennet sempre acreditou que nossas mentes sao maquinas. Para a questao nao e’ se computadores pordem se tornarem humanos. E sim se humanos podem ser tao bons e sabios quanto computadores.

Numa entrevista para a BBC ( BBC Radio 4’s The Life Scientific ), Dennet disse que nao ha’ nada de especial sobre intuicao. ” Intuicao e’ simplesmente conhecer uma coisa sem conhecer como voce chegou nela”.

Daniel Dennett

Daniel Dennett acredita que nossas celulas cerebrais sao robots respondendo a sinais quimicos – Image copyright Maria Simons

Dennet lamenta que o filosofo Rene Descartes foi o responsavel por permanentemente poluir nosso pensamento sobre como pensar a respeito da mente humana.

Descartes nao poderia imaginar que uma maquina seria capaz de pensar, sentir, e imaginar. Tais talentos so podiam terem sido dados por Deus. Ele esteve escrevendo no seculo XVII, quando maquinas eram feitas de correias e ferro, nao CPUs e RAM, por isso nos devemos perdoa-lo.

Robots feitos de robots

Nossos cérebros sao feitos de uma centena de bilhoes de neuronios. Se você fosse contar todos os neuronios do seu cerebro na razao de um por segundo, você gastaria 3.000 anos!

Nossas mentes sao feitas de maquinas moleculares, mais conhecidas como celulas cerebrais. E se voce achar isto depressante entao a voce falta imaginacao, diz Dennet.

Kasparov v Deep Blue, 1997

Image copyright Getty Images O povo ficou chocado quando um computador derrotou o campeão mundial de xadrez Garry Kasparov in 1997

“Voce conhece o poder de uma maquina feita com um trilhao de pessas em movimento?”, ele pergunta.

” Nao nao somos apenas robots”, ele diz. ” Nos somos robots, feito de robots que sao feitos de outros robots”.

Our brain cells are robots that respond to chemical signals. The motor proteins they create are robots. And so it goes on.

Nossas celulas cerebrais sao robots que respondem a sinais quimicos, apenas isso. As proteinas como motores que elas criam sao robots. E assim por diante.

Como a tela de um telefone

Auto-consciencia e’ real. Claro que e’. Nos experimentam os ela a cada dia. Mas para Daniel Dennet, consciencia nao e’ mais real que a tela de seu laptop ou seu telefone.

Os programadores que fazem estes aparelhos de telefones espertos chamam eles de ” ilusao de usuario”. E’ um pouco depreciativo, talvez, mas eles acertaram em cheio.

Pressionando os icones em nossos telefones nos faz sentir no controle. Nos sentimos que controlamos o heardware interno ao aparelho. mas o que nos fazemos com nossos dedos em nossos telefones e’ antes uma patetica contribuicao `a soma total das atividades do telefone. E, e’ claro, ele nunca diz a nos nada de como ele funciona.

A auto-consciencia humana e’ a mesma coisa, diz Dennet. ” Ela e’, para o cerebro, a ” ilusao do usuario”, dele mesmo.”

Ela parece real e importante para nos mas ela nao e’ de grande importancia. ”

O cerebro nao tem que entender como o cerebro funciona.

Não somos tao inteligentes como pensamos

Nos sabemos que nos evoluimos dos macacos. Nos sabemos que compartilhamos 99% do nosso DNA com chimpanzes.

Nos sabemos que alguns dos nossos comportamentos sao de natureza animal, ( geralmente os instintos dos quais nos nao nos orgulhamos). Nossas maiores qualidades especiais, nossa inteligencia, nossas intuições e criatividade, nos gostamos de pensar que vem de causas muito especiais.

Chimp digging with a tool

Nos humanos temos tradicionalmente enfatizado nossas diferencas do reino animal, mas nos somos nada mais que o resultado das experiencias evolucionarias – Image copyright ADAM JONES/SCIENCE PHOTO LIBRARY

Nossos cerebros, como nossos corpos, tem evoluido durante centenas de milhoes de anos. Eles sao o resultado de milhoes e milhoes de anos de perigosos “jogos de erro e julgamento” que totalizam nossas experiencias evolucionarias.

Desde uma perspectiva evolucionaria, nossa habilidade de pensar nao e’ diferente da nossa habilidade de fazer a digestao, diz Dennet.

Ambas estas atividades biologicas – fazer digestao e pensar – podem ser explicadas pela Selecao Natural da Teoria de Darwin, ffrequentemente descrita como a sobrevivencia do mais adaptado.

 

Julgamento e Erro

Nos evoluimos de uma incompreendida bacteria. Nossas mentes, com todos seus remarcaveis talentos, sao o resultado de uma infinidade de experiencias biologicas.

Nosso genio nao nos foi dado por Deus. Ele e’ o resultado de milhoes de anos de erros e julgamentos – para na proxima vez nao cometer o mesmo erro ou errar menos. Assim vamos acertando, evoluindo.

When a bacteria moves towards a food source, scientists don’t praise the bacteria for being clever. That would be highly unscientific. But when scientists describe thinking as a biological activity, they risk ridicule or outrage (depending on the company they keep).

” Quando uma bacteria se move na direcao de uma fonte de alimentos, nossos cientistas nao elogiam a bacteria por ser inteligente. Eles seriam demasiados anti-cientificos. Mas quando os cientistas descrevem o pensamento como uma atividade biologica, eles se arriscam a serem ridicularizados e blasfemados. Mas essa e’ a verdade”, diz Dennet.

Such fierce reductionism offends. How naïve to suggest that there is nothing more to the human mind than a bunch of neurons!

Esse afiado reducionismo ofende o orgulho dos humanos. Quao absurdo e’ sugerir que nao existe nada mais na mente humana do que um monte de neuronios!

Descartes grosseiramente subestimou as maquinas. Alan Turing colocou as coisas nos eixos. Ele previu que no final do seculo XX: ” O uso de palavras e da opiniao educada tera alterado tanto que uma pessoa sera capaz de falar de maquinas pensantes sem ser contraditorio”.

Computadores em 1960 nao eram tao bons no xadrez. Agora eles tocam saxofone como John Coltrane.

Nesta era digital dos supercomputadores e telefones espertos, certamente nao sera dificil imaginar como uma maquina feita de trilhoes de pessas auto-moventes pode ser exatemente um humano.

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Analise pela perspectiva da cosmovisão da Matrix/DNA

A Humanidade ja construiu varias civilizações poderosas – como a dos egípcios, dos babilônicos, dos romanos, etc – e todas caíram. Porque? Porque foram construídas tendo por base uma interpretação errada da realidade do mundo, o qual os pegou de surpresa. Agora temos mais um modelo de civilização, moderna, se assentando em cima de uma cosmovisão que se afirma a passos largos através das escolas e do poder. Tera’ a humanidade descoberto a verdadeira interpretação do mundo e com isso esta civilização não vai desaparecer, ou vai se transcender naturalmente?

Claro que não. Basta a dizer, primeiro, que nos ainda somos quase cegos, vemos e percebemos nos objetos e no mundo apenas uma faixa das sete faixas de organização da matéria mostrada pela luz visível. Segundo que esse nosso minusculo cérebro jamais seria capaz de processar as informações da verdade ultima de um mundo que não pode ter surgido por um “começo” mas também não pode estar existindo infinitamente sem ter tido um “começo”. Tem que existir uma terceira alternativa mas talvez nenhum tipo de cérebro sera capaz de entende-la. Nos não podemos ser fanáticos em nenhuma visão de mundo como estão sendo os camaradas de Daniel Bennet, se quisermos uma civilização que se transforme sem perecer antes.

Eu concordo com a comparação entre nos – todos os tipos de sistemas biológicos, de bactérias a humanos atuais – e maquinas. Porque os sistemas biológicos foram criados por uma maquina e vivem numa biosfera em estado de caos que aos poucos vai sendo modelada pela maquina envolvente para se tornar uma maquina biológica. Nos fomos criados por um sistema astronomico, estelar, que foi descrito quase corretamente pela mecânica Newtoniana, e este sistema foi produzido por outra maquina que ( aqui inicio a entrar com a cosmovisão da Matrix/DNA) alcançou o ultimo nível de mecanicismo possível na Natureza – esta Via Láctea. Não em termos de complexidade e parafernália de acessórios mas em termos de inteligencia para a melhor sobrevivência, a simples mas complicada maquina galáctica da’ de dez a zero em qualquer outra supermáquina que venha a ser criada. Basta ver o modelo dessa maquina neste website que você concordara comigo.

Mas nos, na forma de nosso ancestral longínquo – esta galaxia – cometemos ja naquela época, o mesmo erro de construir castelos de areia devido conhecimentos arrogantes que não são os conhecimentos da Natureza. A galaxia pensou que conhecia o mundo certo, pensou que sabia de todos os recursos do Universo, criou o Paraíso Eterno para si mesma e se encarnou neste paraíso. Mas ela desconhecia um recurso escondido nas mangas da Natureza, a força da entropia, que chega sorrateira, sutil, produz a degeneração e a morte final de qualquer pretendente a motor perpetuo.

Os sistemas biológicos, encabeçados pelo corpo humano e seu magnifico cérebro, estão ainda muito longe de conseguir o poder e a qualidade de existência da maquina perfeita que nos criou. Isso significa que ela vai nos fazer evoluir muito mais ainda e com isso Dennet ainda não contou: evoluem os supercomputadores, mas evoluem e surgem novos sensores cerebrais, o cérebro humano estará sempre na frente, mesmo que não esteja em termos de poder, digamos, militar.

Até o chimpanzé, concordo plenamente que fomos como robots. Somos 99% iguais, em termos de sistemas biológicos. Porem, a minha cosmovisão esta afirmando que na transição de chimpanzés para humanos houve mais uma surpresa da Natureza, mais uma força ou lei natural com a qual nossa ciadora não contava. Existia algo dentro dela mesmo que ela desconhecia. Ela já continha o potencial para ser sistema biológico, ela chegava a expressar as propriedades biológicas mascaradas de mecânica, na verdade ela não era como um supercomputador, ela era uma maquina-viva, e os nossos computadores, por não terem este elemento natural encriptado em seu ser, nunca poderao ser uma maquina-viva, por mais que sonhe o Dennet. Computadores nao foram feitos pelo DNA. As galaxias sim, pela formula universal que tomou a forma biológica de DNA.

Para explicar essa diferença infinita entre nos e os robots, devo tentar rebuscar uma analogia.

Na embriologia,  o corpo que sera humano, se torna consciente entre os 6 e 8 meses. Mas foi a base fisiológica daquele corpo, com seu cérebro, que criou a consciência por si mesmo, pela primeira vez na historia do universo? Não porque a consciência já existe fora de seu pequeno universo, sua bolsa embrionaria, e existe a muito tempo. Mas como então, se ela também não foi imposta de fora para dentro? Ora, a consciência já estava encriptada, em estado potencial, desde o momento inicial da fecundação, e ficou ali apenas em estado latente durante todos aqueles meses.

Sei que os Dennet da vida iriam me interromper aqui, irados. ” Mostre-nos, de a prova, de que ela esta nos genes. Quais genes? O fato e’ que qualquer cérebro ao chegar a um certo estagio evolutivo, produz auto-consciência, não que ele a tenha recebido por transmissão genética.”

E’ um caso a discutir penso eu. Isso quer dizer que todo corpo masculino ao chegar aos 18 anos produz bigodes, estes não são caracteres transmitidos? Mas porque então nunca vi nenhum filho de moreno produzir bigodes louros ou ruivos?

O fato é que genes são depositários de informações, porem para eles se moverem e executarem suas missões existe um comando de instruções, igual a um computador em que o hardware precisa de um software. A todo ano nasce uma nova geração de hardwares, mas não são os hardwares que produzem os softwares que os operam. Estes vem de fora, de uma mente que esta fora do hardware.

O fato é que a cosmovisão da Matrix/DNA pode explicar tudo o que existe no mundo que o Sr. Dennet conhece e sabe explicar, porem, organizando, conectando as coisas de uma maneira diferente, também logica e racional, e com isso a historia do mundo muda, o mundo adquire um significado diferente da cosmovisão do Sr. Dennet. Eu apliquei os mesmos mecanismos darwinianos que o Sr. Dennet aplicou para aprender a evolução a partir das bactérias e vir subindo ate chegar aos humanos, porem o fiz de forma reversa, do futuro para o passado, cheguei `as bactérias do mesmo jeito, mas não parei ai numa sopa sem vida qualquer. Das primeiras moléculas orgânicas Darwin me conduziu ao sistema solar, `a galaxia, a nebulosa primordial de átomos, cheguei também no Big Bang, e pude inclusive dar uma olhada na nevoa escura alem dele para ai suspeitar que Darwin continua funcionando.

Eu vi os astronômicos como uma maquina, vi os átomos como robots, mas todos eles tinham vida como os biológicos. A maquina que Dennet fez e esta aprimorando esta errada em relacao a maquina natural e por isso sua interpretação do cérebro também esta’. Se for falar de consciência então…

Os processos vitais que existem aqui no meio biológico não foram inventados pela Terra, e seus sistemas astronômicos. Eles traziam estes processos dentro de si sem se aperceberem dele como o embrião não percebeu que trazia em si a consciência desde o primeiro dia ate os 8 meses. Neste Universo esta ocorrendo um processo de reprodução genético-computacional da coisa desconhecida que gerou este universo. Não existe problema nenhum que para universos, o embrião que esta sendo gerado demore 13,8 bilhões de anos para manifestar a consciência que já existia la fora, dentro da cabeça de seus criadores. Pois o Universo para nos parece ter uma dimensão quase infinita, seu tamanho e’ inimaginável, mas também é seu tempo. O que são 13,8 bilhões de anos para nos, para o universo são seus 8 meses. E dai? Qual o problema?

A Matrix/DNA apresenta uma outra visão das bases da consciência quando ela detecta na totalidade das irradiações no espectro eletromagnético uma substancia que pode ser uma onda de luz que contem encriptada a formula para sistemas, inclusive para a consciência como sistema natural, mas isso é um assunto mais complexo.

A auto-consciência dormia nos átomos, sonhou com paraísos eternos  nas galaxias, começou a acordar nos sistemas biológicos como as plantas e animais primitivos, começou a despertar nos chimpanzés e veio a se levantar no homem. E dai? Qual o problema?

” O problema é que você não tem provas disso”.

Porem eu tenho muito mais fatos arrolados como evidencias do que você tem para sua interpretação do mundo. E você não me mostrou em cima da mesa nenhum neurônio atuando como robot, como seu supercomputador, por si só. Muito menos me mostrou emergindo deste robozinho algo parecido com auto-consciência.

Nossa civilização tem que ter um destino melhor que as anteriores. Vai ser tudo desmanchado, – a evolução não espera e não perdoa – mas podemos fazer disso uma transição muito menos dolorosa, e podemos nos mesmos, não outros reis e imperadores e servos, transcender para a nova civilização mais sincronizada com a que esta determinada a ser, não pela maquina galáctica, não pelo universo, mas por aquilo ou aquele que esta sendo reproduzido através de nos.

Pesquisa da Teoria de que a Auto-Consciência tenha por base, os Neuronios

segunda-feira, abril 10th, 2017

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http://authors.library.caltech.edu/40352/1/148.pdf

Towards a neurobiological theory of consciousness

Francis Crick and Christof Koch

seminars in Ttl JIUROSCIENCES, Vol2, 1990: pp 263-275

Li o PDF inteiro e tive a final impressão de que ele faz com o atual conhecimento da neurobiologia o que Francis Bacon fez no levantamento do que era conhecido cientificamente para coordenar as pesquisas futuras. Ao invés de ir direto no objeto da consciência – como sugere o titulo – ele deixa a consciência de lado na maior parte do paper e se focaliza no atual conhecimento da atenção visual, a qual ‘e uma das características da auto-consciência. Desta ele deduz vários mecanismos e propriedades para entao projeta-los ao tema da consciência, sugerindo que esta funcione da mesma forma.

Observar que o paper foi escrito em 1990 e devido ao massivo ataque cientifico neste assunto nos últimos anos, muita coisa aqui deve estar ultrapassada.

Um trecho do texto ( pag.274), resume o escopo do paper:

Why, then, is consciousness so mysterious? A striking feature of our visual awareness (and of consciousness in general) is that it is very rich in information, even if much of it is retained for only a rather brief time. Not only can the system switch rapidly from one object to another, but in addition it can handle a very large amount of information in a coherent way at a single moment. We believe it is mainly these two abilities, combined with the very transient memory systems involved, that has made it appear so strange. We have no experience (apart from the very limited view provided by our own introspection) of machines having complex, rapidly changing and highly parallel activity of this type. When we can both construct such machines and understand their detailed behavior, much of the mystery of consciousness may disappear.

Qual a repercussão do paper na Teoria da Matrix/DNA sobre a auto-consciência?

Teremos que analisar cada informação, cada resultado experimental, a luz da formula. mas uma pergunta nos formula a visão da Matrix/DNA: o que faz a energia ser ativada e abrir ou fechar portas numa operação de computador: o hardware ou o software? Na minha ignorância sobre computação, arrisco que seja o software. Pois a formula e teoria total da Matrix/DNA tem sugerido que auto-consciência é uma especie mais complexa do nosso software computacional, e a base cerebral, neurológica, é o hardware. Tambem sugere a teoria que sempre existiu na evolução universal um processo de feed-back entre software e hardware nos sistemas naturais, sendo que o software obriga a renovação e complexificação do hardware enquanto as experiencias e novas informações colhidas por este vai despertando ou fazendo expressar maiores porcões do software, que por sua vez retorna remodelando o hardware.

Neste sentido, o hardware – ou a base biológica cerebral – também aciona as sinapses produzindo mais auto-consciência. Mas pode ser que isto ocorra como na evolução genética, na qual uma mutação genética causada por um individuo não deve alterar seu fenótipo em vida, senão longo tempo depois nos seus herdeiros. Enfim são muitos os senões a serem considerados aqui, mas a teoria da Matrix/DNA poe em duvida a crença fundamental final da neurologia moderna: a de que o cérebro produziu, criou, a auto-consciência.

O fato dos 40 hertz como amperagem constante oscilatória das sinapses nos faz pensar na divisão de vibrações entre os diferentes estados das diferentes funções da formula, principalmente no grafico da luz. 40 hertz um estagio mediano das vibrações, o que coincide com o estado mediano da luz visível e da posição da orbita planetária. Um planeta com vida em uma diferente orbita planetária, digamos de vibração 50, exigiria uma forma de evolução baseada nos 50 hertz, e assim por diante. (?)

Se tiver tempo, devo anotar cada nome de cada elemento ou região do cérebro e buscar a sua figura e posição no cérebro, visando descobrir suas funções sistêmicas e como a formula esta montada.

 

Porque Físicos e Biólogos não alcançaram as alturas da Matrix/DNA

domingo, abril 9th, 2017

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Segundo a minha Teoria da Formula Matrix/Dna esta’ sugerindo, os fenômenos do nível quântico são relacionados `a linha de fronteira entre a Física e a Biologia. Para entender melhor vamos fazer uma analogia com o corpo humano: a Física lida e se limita ao mecanismo do esqueleto ósseo; a Biologia lida e se limita aos campos das carnes moles e substancias liquidas; a partir das carnes entra o cérebro com a Neurologia, a Psicologia. Ora todos estes campos dos ossos, das carnes, da massa cerebral, são compostos de átomos e partículas, os reinos microscópicos da física quântica. Então nas fronteiras de transição entre estes campos, os átomos ali alojados devem apresentar processos do campo anterior misturados com processos do campo posterior. Por isso os Físicos encontram estranhezas não explicadas no nível quântico, pois eles entendem de Física e ali estão sendo confrontados com efeitos intermediários com Biologia. Ou na fronteira posterior – entre a carne e a massa cerebral, com efeitos intermediários entre a massa cerebral e os pensamentos, a mente, etc. O método que aplico com a Matrix/DNA é multidisciplinar com foque centralizado nos processos de transformações, gerando modelos teóricos dos links ou elos evolucionários entre formas diferentes,  portanto tenho mais chances de entender os processos intermediários – se eu acertar na interpretação das minhas formulas e modelos. Por ser fases de transições com processos muito delicados principalmente na hora que o DNA faz suas traduções e replicações de proteínas, aqui moram muitas das doenças serias que afligem a humanidade e continuam por milênios sem que tenha sido encontrado os meios para suas definitiva eliminação.

A seguir cito uma frase (cujo autor e link vai abaixo), de alguém da Física que esta’ começando a entender isto:

” Os biólogos tem até recentemente sido desfalcados do contra-intuitivo aspectos da teoria quântica e sentem ser isso desnecessário, preferindo seus tradicionais modelos de “ball-and-stick” das estruturas moleculares da vida. Da mesma forma, os físicos tem sido relutantes em se aventurarem no complicado e complexo mundo da célula viva – e porque deveriam eles se podem testar suas teorias de maneira mais clara no controlado ambiente dos laboratórios de Física?”

Em ingles:

“… biologists have until recently been dismissive of counter-intuitive aspects of the quantum theory and feel it to be unnecessary, preferring their traditional ball-and-stick models of the molecular structures of life. Likewise, physicists have been reluctant to venture into the messy and complex world of the living cell – why should they when they can test their theories far more cleanly in the controlled environment of the physics lab?…”

O autor menciona esta frase quando faz a palestra no vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=wwgQVZju1ZM

Jim Al-Khalili – Quantum Life: How Physics Can Revolutionise Biology

Neurologistas numa afronta a Deus, numa heresia contra a Ciencia, e produzindo doenca mental nos estudantes e publico geral

domingo, abril 9th, 2017

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Qualquer pessoa percebe – apos tomar conhecimento do que as Ciencias do Cerebro sabem de real hoje – que quase nada se sabe sobre a consciencia humana. Nesta aula-palestra em video, um dos mais renomados cientistas da area de neurologia, deixa claro que ele quase nada entende de consciencia. Mas assim como esta claro que quase nada sabemos sobre universos e mesmo assim tem gente vivendo no meio cientifico que acredita piamente que universos sao criados por Big Bangs e tal como interpretaram estes bigbangs – o orador tenta obnubilar nossa ignorancia sobre consciencia com a impressao que ele sabe muitas coisas arrolando suas pessoais interpretacoes de testes e experimentos sobre pequenos detalhes e propriedades expressadas pela consciencia. De maneira que teorias interpretativas sobre consciencia sao vendidas ao publico como se fossem fatos cientificos. Porem nao e’ a Ciencia que esta divulgando o que sabe – quase nada – e sim a ideologia imaginativa tendenciosa da pessoa usando o nome da Ciencia. O metodo frio, calculista e reducionista que a Ciencia tem aplicado na investigacao sobre a materia natural e’ conduzido a ser aplicado ao fenomeno ainda invisivel e intocavel da consciencia. A mentalidade mecanicista que resulta da doutrinacao academica derivada deste metodo e’ empregada na tentativa de descrever a mente impregnando-a com este pretenso mecanicsmo universal.

Qualquer humano que nao foi doutrinado pela academia nas universidades percebe sua consciencia e percebe que ela nao e’ uma maquina. percebe e se revolta quando ve o orador colocar como base criadora de sua consciencia, a “beast machine”, bem delineada no video. Entao temos que nos mover-mos, atuarmos com urgencia, gritando alto contra esta doutrina, pois ela esta destruindo e aprisionando a mente livre de nossos jovens e futuras geracoes. Por isso eu fiz questao de gritar colocando meus comentarios logo abaixo do video no YouTube ( copiados abaixo). Convido algum possivel perdido leitor que venha a este quase oculto e muito rustico website a fazer o que penso ser seu dever como humano que considera-se em compromisso com a grande causa de dar `as nossas futuras geracoes uma vida melhor do que a absurda vida que tivemos, lutando contra estas pessimas acoes que criaram e ainda alimentam esta nefasta cultura que tem produzido estas absurdas civilizacoes desumanas.

The Neuroscience of Consciousness – with Anil Seth

https://www.youtube.com/watch?v=xRel1JKOEbI

Meus comentarios postados no YouTube ( prometo que volto aqui para traduzi-los)

The Beast Machine?!! Mr. Anil: You can’t use Science – which is owned by the entire Humanity – for propagating yours bias tendency and evil ideology among young non prepared minds! You can’t be a professor of my kids.
Show here and now, over the table, Nature building “beast machines”. Show here and now Nature building any kind of machine. The unique real fact that I know from the purely, real, non-biased Science, when Nature builds complex architectures, and which I can show to you over the table and now, is a video 9 months long about embryology. Can you show another, as when Nature builds atoms, galaxies, etc.? Of course, not.
Is it yours interpretation from the final results of a process of embryology, a beast machine? What is a machine, Mr. Anil? If not an artificial human construction? But you are not talking about humans constructions in this video, you are pretensely talking about Nature’s constructions.
My biased and non-scientific interpretation is that Nature does not build machines, it builds “natural working systems”. Among these systems, one, the stellar systems, were once interpreted by Newtonian mechanics as a machine. Today we know it not works well, there are something else. It was almost corrected by general theory of relativity which grasped something of this some thing else. General relativity is being re-enforced by quantum theory towards to grasping more something that is not mechanic inside natural systems. But it does not works well because quantum level is being biased interpreted by people like you, ideological, that are pushing nature towards the aspect of mechanics at quantum level.
My biased and non-scientific interpretation ( Science does not interprets anything, theories does), is that natural systems are composed by 30% of mechanics – the beast side of systems – 30 % of biology – the angel side of systems – and 40% the results of mixing these two opposites, which I call ” in the process of transformation for transcendence of systems”.
And I require that my kids’ teacher teaching first of all, a class about pure, real, with non-biased interpretations, Science. After this first class, I will permit a class about theories, interpretations, where the teacher will teach the three sides of natural systems. This is for keeping my kids’ opened minds, for them to be motivating to look by themselves what we don’t know yet.
And every time I see someone trying to doctrine people with biased  ideologies using Science ( which I am yours partner and owner too as a citizen) I will refute loud, reporting it. I think you are doing a bad disservice to human species, that you will not succeed towards understanding real brains and consciousness wasting your time and taxpayers money, and you are leading humanity to the horrible destiny as a social machine – the Brave New World under the Big Queen as insect societies did. Shame on you, Mr. Anil. But you are younger, you still have time for correcting and re-hardwiring yours indoctrinated brain and producing something good for human kind: see at my website a non-biased and not scientific interpretation about natural systems – something you never knew or thought about.

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Louis Charles MorelliLouis Charles Morelli – 4/9/2017

The draw about “The Great Chain of Being” is wrong. It begins with a piece of rock and makes a non-real, non-rational spectacular jump towards a plant, which is a very complex system. Following we see a mouse – another system – coming from the system “plant”. And following we see a human – another system – coming from a system “mouse”. How could it be that a system like plant came from a slice of a system – a piece of rock from a planetary system which is piece of a stellar system ?! Of course, it is an infant mistake. But, what the bad results of this mistake? It prejudices our search for the truth, for knowledge. Instead a piece of rock, there must be a planetary system and before it a stellar system and before it an atom system. Always systems down, that’s reality. I did the right thing and that’s why I am discovering biological properties expressed by atoms and galactic systems, as explained at my website. Hiding the priors systems that produced biological systems (aka, life), creates mythology, like the one that biological systems arose by chance – a magical accident. It is same mythology that created magical gods. Creates the mythology called biogenesis. It avoid new minds to see these priors systems looking for the natural forces and elements that contributed and evolved towards biological systems. it is wrong! You can not making comparisons between systems and pieces, slices, of another system. System must be aligned, compared, with systems! Please, correct it or advice people that you are showing the draws of a personal theory. Do not talk in the name of our Sacred Science in this way. it is very bad for our students

Duas diferentes cosmovisões debatem: Quais as diferenças entre o computador hardware/software e o humano corpo/mente?

quinta-feira, abril 6th, 2017

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Minha questao postada no Quora e acompanhamento do debate:

https://www.quora.com/Whats-the-difference-between-computer-software-hardware-and-human-body-mind

What’s the difference between computer software/hardware and human body/mind?

Jonathan DayJonathan Day, 4/6/2017
Ultimately, none.

Alan Turing created an imaginary computer, the Turing Machine, that could perform a few basic functions, moving around a tape or set of tapes. He proved that all systems based on logic MUST be equivalent or inferior to a Turing Machine. No exceptions.

We now know that there are no quantum effects in the brain and that the sorts of quantum effects that you could get in regular cells can all be reduced to systems based on logic.

A human being, therefore, is a highly complex machine (the brain has 85 billion neurons and a neuron can have up to 3,000 synapses, so you’re dealing with 255 trillion connections that can amplify/suppress signals – we’re getting into serious numbers here). A machine so complex that attempting to reproduce it with modern technology would result in a computer around ten blocks square and two or three storeys high.

So, human brains are smaller for now. That’s kinda cheating because it’s not an intrinsic difference, merely a technological one.

Louis Charles MorelliLouis Charles Morelli – 4/6/2017

Very helpful, Jonathan. Thanks. But… I think that with yours world view we will not make progress towards quantum computation and knowledge of human mind and consciousness. Yours perspective is totally mechanistic, based on Physics and Math, as the modern scholar mindset. Maybe you are right, but is is not what my personal research and world view is suggesting.

First of all, Turing did not know what a natural system is. So he did not know the logic running in these systems. If you are interested go to my website to see the formula for all natural systems.

Second there is no quantum effects in the human mind as software because quantum effects are related to an inferior level of organization of matter: it fills the boundary between Newtonian mechanics and biological organization, the frontier between the hard and bone skeleton _ studied by the fields of Physics and Math – and the beginning of the soft meat ( where begins biological organization. The human psyche organization is a superior level).

Third, we can not build a computer reproducing the human brain with this actual technology, neither hundred blocks square: complexity has a limit at any evolutionary lineage. When reaching that limit, occurs an evolutionary jump, a transformation. As happened to human brain, the jump to consciousness. It means that we need to proceed a transformation of our actual technology. Not based on binary digits and so, based on seven variables, like the DNA code. By the way, I think it is good talking between different world views. Thanks.

 

Boa Fonte de Informações Cientificas: Frontiers

sexta-feira, março 31st, 2017

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http://home.frontiersin.org/

A community-rooted open-access publisher

Com livre acesso aos papers e muitos journals em varias areas

O Mistério e as Nossas Conquistas da Dimensão Quântica: Informativo Video

sexta-feira, março 10th, 2017

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Quantum Fields: The Real Building Blocks of the Universe – with David Tong

 

https://www.youtube.com/watch?v=zNVQfWC_evg

Louis Charles Morelli Louis Charles Morelli Mar-03/10/2017

Matrix/DNA Theory suggests the patterns that are missing to Physics and Math in this equation, but, the patterns are biological. The fundamental unit of life – DNA – is merely an evolved shape of a kind of DNA building galaxies and atoms,and at universal scale we call it “the Matrix/DNA” and we have it as a intelligible formula. What’s this fluctuations in the vacuum? Think about your body composed by hard bone skeleton surrounded by soft meat and liquid substances. The method and approach by Physics and Math can grasp the bone skeleton, but the meat and liquid substances appears as these quantum fluctuations, where a whole very complex world exists. So, this is what Physics and Math are describing very well when seeing particles, forces, energy, etc.: the skeleton of the Universe, the fossils of our ancestrals systems that became the frame for life. We can not understand the deep meanings of the skeleton without seeing the biological cover. It is the meat and substances that creates and produces the skeleton. Matrix/DNA has found that a single light wave like those emitted at the Big Bang has the code for life, it appears to be a living thing. So, this talk from Physics and Math perspective of the Universe should be followed by a talk from the Matrix/DNA world view. It would be very interesting. This equation will be more significant seeing how it fluctuates moved by the force of vital cycles composing a operating complete natural system.
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https://www.youtube.com/watch?v=zNVQfWC_evg

Fenomenos Parapsicologicos _ Lista dos Scientific Papers

segunda-feira, março 6th, 2017

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Selected Psi Research Publications

http://www.deanradin.com/evidence/evidence.htm

Desde cura a distancia, telepatia, sobrevivência da mente apos morte, etc.

Origens da Vida: Teoria Academica Atualizada e Bem Detalhada

quinta-feira, fevereiro 9th, 2017

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fonte: http://simbiotica.org/origemvida.htm

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Matrix/DNA – Acompanhamos com atenção esta síntese de varias teorias e torcendo para que mais dados sejam obtidos. A principal diferença entre esta Teoria Oficial Academica (TOA), e a Teoria da Matrix/DNA (TMD), sobre as origens da Vida acontece no tocante `a interpretação do significado da origem da vida. No caso da TOA, cada passo evolutivo ocorreu ao acaso pela sorte de encontrar-se em exatos momentos certas forças naturais, certos elementos materiais, e tanto estas forças como estes elementos estariam no exato estado físico, produzindo uma novidade pela primeira vez na historia do planeta e talvez do universo, e esta novidade teria sido arrolada no processo geral evolucionário por algo denominado seleção natural. Portanto o agente catalizador, diretor, deste evento teria sido simples o acaso. Creio que isto seja possível, não tenho como refutar esta hipótese, porem, vejo outra alternativa como mais logica ( infelizmente apenas eu conheço e aposto nesta alternativa). Na Teoria da Matrix/DNA existe um modelo anatômico do que teria sido o elo entre a evolução cosmológica desde a origem do Universo ate momentos antes da origem da vida e a evolução biológica, que começou com os primeiros compostos orgânicos. Este elo pode ser transcrito como uma formula que esta justamente no estagio evolucionário entre as mesma formulas dos sistemas astronômicos e dos sistemas celulares. Portanto, para mim, o agente catalizador, diretor deste processo que culminou com o advento do primeiro sistema celular, dito “vivo”, não foi a seleção natural entendida como o meio-ambiente e sim esta seleção natural foi executada por uma formula que esta detectada em ondas de luz natural como emitidas no Big bang e que e’ a formula estrutural de todos os sistemas naturais conhecidos. Mas também nem eu nem qualquer conhecimento humano de qualquer fenômeno natural pode refutar esta teoria, nem comprova-la por enquanto.

Na TOA, o principio que deflagrou todas as transformações entre especies foram mutações genéticas ao acaso, e por erro de transcrição. Na TMD a maioria das mutações foram provocadas pela evolução e assentamento da formula, e uma menor quantidade delas foram mutações ao acaso que foram selecionadas e mantidas por que antecipavam as informações que viriam da formula.

A TOA apresenta brechas inegáveis e claras. Por exemplo, podemos ver nos quadros da TOA e segundo seus métodos, que a forma de pre’-vida, ou pre-célula, chamada procarionte, permaneceu por 2 bilhões de anos inalterada como a forma ápice dessa evolução. E’ tempo demasiado, pensar que uma forma de pre-vida dominou a evolução por 2 bilhões de anos, inalterada, principalmente considerando que durante este período a Geologia enforma que o ambiente terrestre teve dezenas de mudanças drásticas. Mas tido dependera’ de mais dados, que vença aquela interpretação ou visão do mundo que nos leve `a verdade.

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Abiogênese

A Vida na Terra terá surgido há cerca de 3400 M.a., como o parecem demonstrar os fósseis de procariontes encontrados na África do Sul. As células eucarióticas terăo surgido há cerca de 2000 a 1400 M.a., seguidas dos organismos multicelulares há cerca de 700 M.a. Neste espaço de tempo os fósseis săo abundantes, indicando um processo evolutivo rápido.

Todas as evidęncias parecem apontar para que os seres eucariontes terăo tido origem em seres procariontes. A principal teoria actual considera  que alguns dos  organitos característicos das células eucarióticas tiveram origem em procariontes que se adaptaram ŕ vida intracelular por endossimbiose.

Até ao século XIX considerava-se que todos os seres vivos existentes se apresentavam como sempre tinham sido. Toda a Vida era obra de uma entidade toda poderosa, facto que apenas revelava năo existirem conhecimentos suficientes para se criar uma explicaçăo racional.

Esta explicaçăo, o Criacionismo, no entanto, já no tempo da Grécia antiga năo era satisfatória. De modo a contornar a necessidade de intervençăo divina na criaçăo das espécies, surgem várias teorias alternativas, baseadas na observaçăo de fenómenos naturais, tanto quanto os conhecimentos da época o permitiam.

Aristóteles elaborou uma dessas teorias, cuja aceitaçăo se manteve durante séculos, com a ajuda da Igreja Católica, que a adoptou. Esta teoria considerava que a Vida era o resultado da acçăo de um princípio activo sobre a matéria inanimada, a qual se tornava, entăo, animada. Deste modo, năo haveria intervençăo sobrenatural no surgimento dos organismos vivos, apenas um fenómeno natural, a geraçăo espontânea.

Estas ideias perduraram até ŕ era moderna, pois Van Helmont (1577 – 1644) ainda considerava que os “cheiros dos pântanos geravam răs e que a roupa suja gerava ratos, adultos e completamente formados”. Também era considerado acertado pelos naturalistas que os intestinos produzissem espontaneamente vermes e que a carne putrefacta gerasse moscas.

Todas estas teorias consideravam possível o surgimento de Vida a partir de matéria inanimada, fosse qual fosse o agente catalisador dessa transformaçăo, daí o estarem englobadas na designaçăo geral de Abiogénese.

Biogênese

No século XVII Francisco Redi, naturalista e poeta, pôs em causa as ideias de Aristóteles, negando a existęncia do princípio activo e defendendo que todos os organismos vivos surgiam a partir de inseminaçăo por ovos e nunca por geraçăo espontânea.

Para demonstrar a veracidade da sua teoria, Redi realizou uma experięncia que se tornou célebre pelo facto de ser a primeira, registada, a utilizar um controlo. Colocou carne em 8 frascos. Selou 4 deles e deixou os restantes 4 abertos, em contacto com o ar.

Em poucos dias verificou que os frascos abertos estavam cheios de moscas e de outros vermes, enquanto que os frascos selados se encontravam livres de contaminaçăo.

Esta experięncia parecia negar, inequivocamente a abiogénese de organismos macroscópicos, tendo sido aceite pelos naturalistas da época.

No entanto, a descoberta do microscópio veio levantar a questăo novamente. A teoria da abiogénese foi parcialmente reabilitada pois parecia a única capaz de explicar o desenvolvimento de microrganismos visíveis apenas ao microscópio.

Esta situaçăo manteve-se até ao final do século XVIII, quando o assunto foi novamente debatido por dois famosos cientistas da época, Needham e Spallanzani.

Needham utilizou várias infusőes, que colocou em frascos. Esses frascos foram aquecidos e deixados ao ar durante alguns dias. Observou que as infusőes rapidamente eram invadidas por uma multitude de microrganismos. Interpretou estes resultados pela geraçăo espontânea de microrganismos, por acçăo do princípio activo de Aristóteles.

Spallanzani usou nas suas experięncias 16 frascos. Ferveu durante uma hora diversas infusőes e colocou-as em frascos. Dos 16 frascos, 4 foram selados, 4 fortemente rolhados, 4 tapados com algodăo e 4 deixados abertos ao ar. Verificou que a proliferaçăo de microrganismos era proporcional ao contacto com o ar. Interpretou estes resultados com o facto de o ar conter ovos desses organismos, logo toda a Vida proviria de outra, preexistente.

No entanto, Needham năo aceitou estes resultados, alegando que a excessiva fervura teria destruído o principio activo presente nas infusőes.

A polémica manteve-se até 1862, quando o francęs Louis Pasteur, pôs definitivamente termo ŕ ideia de geraçăo espontânea com uma série de experięncias conservadas para a posteridade pelos museus franceses.

Pasteur colocou diversas infusőes em balőes de vidro, em contacto com o ar. Alongou os pescoços dos balőes á chama, de modo a que fizessem várias curvas. Ferveu os líquidos até que o vapor saísse livremente das extremidades estreitas dos balőes. Verificou que, após o arrefecimento dos líquidos, estes permaneciam inalterados , tanto em odor como em sabor. No entanto, năo se apresentavam contaminados por microrganismos.

Para eliminar o argumento de Needham, quebrou alguns pescoços de balőes, verificando que imediatamente os líquidos ficavam infestados de organismos. Concluiu, assim, que todos os microrganismos se formavam a partir de um qualquer tipo de partícula sólida, transportada pelo ar. Nos balőes intactos, a entrada lenta do ar pelos pescoços estreitos e encurvados provocava a deposiçăo dessas partículas, impedindo a contaminaçăo das infusőes.

Ficou definitivamente provado que, nas condiçőes actuais, a Vida surge sempre de outra Vida, preexistente.

Mas, como surgiu a Vida pela primeira vez ?

Panspermia ou Teoria Cosmozóica

No final do século XIX vários cientistas alemăes, nomeadamente Liebig, Richter e Helmholtz, tentaram explicar o aparecimento da Vida na Terra com a hipótese de que esta tivesse sido trazida doutro ponto do Universo sob a forma de esporos resistentes, nos meteoritos – teoria Cosmozóica.

A presença de matéria orgânica em meteoritos encontrados na Terra tem sido usada como argumento a favor desta teoria, o que năo invalida a possibilidade de contaminaçăo terrestre, após a queda do meteorito.

Actualmente já foi comprovada a existęncia de moléculas orgânicas no espaço, como o formaldeído, álcool etílico e alguns aminoácidos. No entanto, estas moléculas parecem formar-se espontaneamente, sem intervençăo biológica.

O físico sueco Arrhenius propôs uma teoria semelhante, segundo a qual a Vida se teria originado em esporos impelidos por energia luminosa, vindos numa “onda” do espaço exterior. Chamou a esta teoria Panspermia (sementes por todo o lado).

Actualmente estas ideias caíram em descrédito pois é difícil aceitar que qualquer esporo resista á radiaçăo do espaço, ao aquecimento da entrada na atmosfera, etc.

Apesar disso, na década de 80 deste século, Crick (um dos descobridores da estrutura do DNA) e Orgel sugeriram uma teoria de Panspermia dirigida, em que o agente inicial da Vida na Terra passaria a ser colónias de microrganismos, transportadas numa nave espacial năo tripulada, lançada por uma qualquer civilizaçăo muito avançada. A Vida na Terra teria surgido a partir da multiplicaçăo desses organismos no oceano primitivo.

Apesar de toda a boa vontade envolvida, nenhuma destas teorias avança verdadeiramente no esclarecimento do problema pois apenas desloca a questăo para outro local, năo respondendo ŕ questăo fundamental:

Como surgiu a Vida ?

Teoria de Oparin

No entanto, um ponto de viragem fundamental ocorreu com o as teorias de Pasteur e de Darwin, permitindo abordar o problema sob uma perspectiva diferente.

Dados obtidos a partir de diversos campos da cięncia permitiram ao russo Alexander Oparin formular uma teoria revolucionária, que tentava explicar a origem da Vida na Terra, sem recorrer a fenómenos sobrenaturais ou extraterrestres:

  • o Sol e os planetas do Sistema Solar formaram-se simultaneamente, a partir da mesma nuvem de gás e poeiras cósmicas, há cerca de 4700 M.a.;
  • a análise espectral de estrelas permitiu a conclusăo de que as leis químicas săo universais. As estrelas tęm vários estádios de desenvolvimento, encontrando-se o Sol numa fase intermédia da sua “vida”. Estes factos permitem deduzir que os constituintes dos outros planetas e do Sol, dada a sua origem comum, devem ser os mesmos que a Terra primitiva conteve. A atmosfera primitiva da Terra deve ter contido H2 , CH4 e NH3, como Júpiter ou Saturno, cuja gravidade impediu a dissipaçăo desses gases para o espaço;
  • a Terra apresenta diversas superfícies de descontinuidade, separando zonas bem definidas provavelmente devidas a, na formaçăo do planeta, os elementos mais pesados (Fe, Ni) se terem acumulado no centro, os intermédios (Al, Si) na crusta e os mais leves (H, N, C) na camada gasosa externa;
  • os vulcőes lançam gases para a atmosfera;
  • as rochas sedimentares com mais de 2300 M.a. em África e na América do Norte săo menos oxidadas que as mais recentes, revelando uma atmosfera pobre em oxigénio molecular. Este facto observa-se pela presença de grande quantidade pechblenda, um mineral de urânio facilmente oxidável. Por outro lado, o óxido de ferro apenas surge em depósitos com menos de 2000 M.a., altura em que se considera que a quantidade de oxigénio na atmosfera rondaria 1% da actual;
  • o mundo biológico reflecte uma unidade de origem e constituiçăo;
  • os elementos fundamentais dos seres vivos săo C, H, O, N, P e S, vulgarmente abreviado para CHNOPS;
  • os compostos orgânicos básicos săo os aminoácidos, bases púricas e pirimídicas, oses e ácidos gordos;
  • as provas da evoluçăo săo irrefutáveis, demonstrando que as condiçőes e os organismos nem sempre foram o que săo actualmente;
  • muitos compostos orgânicos já foram sintetizados em laboratório, como a insulina e a ureia;
  • pode-se criar em laboratório agregados de moléculas sob a forma de coacervados;
    • existem fósseis de organismos com 3000 M.A., os estromatólitos, estruturas resultantes da deposiçăo de CaCO3 , retido e segregado por comunidades de cianobactérias, presentes em água doce e salgada;
    • os raios U.V. podem promover reacçőes entre compostos e degradar moléculas orgânicas;
    • a Vida na Terra, como a conhecemos, só é possível devido ŕ filtragem dos U.V. pela camada de ozono (O3) da atmosfera superior.

Quando a comunidade científica aceitou, finalmente, a ideia da lenta evoluçăo das espécies, estava o terreno propício para o surgimento da primeira explicaçăo racional para a origem da Vida e esta surgiu em 1924.

Oparin considerou que as condiçőes para a origem da Vida surgiram como uma etapa natural, incluída no constante movimento da matéria.

Tendo por base dados fornecidos por várias cięncias, como anteriormente referido, Oparin desenvolveu a sua teoria baseada no princípio: as condiçőes existentes na Terra primitiva eram diferentes das de hoje.

Particularmente, a atmosfera seria redutora, ou seja, sem oxigénio mas rica em hidrogénio. Este facto teria como consequęncia directa a falta de ozono nas camadas superiores da atmosfera e o bombardeamento constante da superfície da Terra com raios U.V. Nessa atmosfera, o H2, seu principal constituinte, tenderia a reduzir as outras moléculas. Seria, também, uma atmosfera sem azoto e sem dióxido de carbono.

A sua constituiçăo segundo Oparin, resultante da reacçăo dos gases provenientes da actividade vulcânica, seria: hidrogénio (H2), metano (CH4), amoníaco (NH3) e vapor de água. Estudos posteriores indicam que a atmosfera primitiva conteria ainda dióxido de carbono (CO2), azoto (N2), monóxido de carbono (CO) e sulfureto de hidrogénio (H2S).

A temperatura ŕ superfície seria superior ao ponto de fusăo do gelo mas inferior ao seu ponto de ebuliçăo (0 – 100şC). Parte da água terá sido decomposta, a quente, em hidrogénio, que se escapou para o espaço, e oxigénio, que se incorporou nas rochas. O restante vapor de água ter-se-á condensado, originando os oceanos, enquanto as chuvas intensas, correndo sobre os continentes, lhes extraíam o cálcio. Este ter-se-á acumulado em espessas camadas de sedimentos, que foram reincorporadas pelo manto. Este facto libertou a atmosfera de dióxido de carbono, evitando o desenvolvimento do efeito de estufa que existe em Vénus.

Esta mistura de gases, sujeita ŕ acçăo de U.V., do calor da crusta em fase de arrefecimento, da radioactividade natural dos compostos recém-formados e da actividade vulcânica, teria dado origem a compostos  orgânicos simples em soluçăo – sopa primitiva.

Esta explicaçăo permitia ultrapassar a dificuldade da formaçăo das primeiras biomoléculas (aminoácidos, oses, bases azotadas e ácidos gordos) pois estas teriam tido uma origem em moléculas inorgânicas.

A existęncia de certas rochas contendo minerais assimétricos, como as argilas, teriam facilitado a estruturaçăo desses monómeros em polímeros, funcionando como catalisadores inorgânicos.

Segundo Oparin, os conjuntos moleculares ter-se-iam agregado numa estrutura rodeada por uma espécie de “membrana” de cadeias simples hidrocarbonadas, que a isolava do meio – coacervado.

Os coacervados derivam de um processo natural nas soluçőes de polímeros fortemente hidratados. Há uma separaçăo espontânea de uma soluçăo aquosa, inicialmente homogénea, em duas fases, uma rica em polímeros e outra quase exclusivamente água. Esta situaçăo deve-se ŕ atracçăo entre moléculas polares e repulsăo entre moléculas polares e apolares.

O coacervado é uma gotícula coloidal (formada por partículas muito pequenas mas maiores que as moléculas com polaridade) rica em polímeros em suspensăo num meio aquoso. A membrana do coacervado é formada por moléculas de água dispostas em redor dos polímeros. O coacervado pode interagir com o meio, incorporando moléculas na sua estrutura, crescer e dividir-se. Ŕ medida que novas moléculas se iam agregando, se a nova combinaçăo molecular năo fosse estável, o coacervado destruía-se. Se fosse estável o coacervado aumentava de tamanho, até que se dividia em dois.

No interior do coacervado, algumas moléculas catalisavam novas combinaçőes, enquanto outras, autoreplicáveis, começavam a controlar as reacçőes metabólicas. Deste modo, este conjunto de moléculas funcionaria como uma pré-célula, constituindo uma primeira manifestaçăo de Vida.

Estudos recentes apontam para a importância dos ácidos nucleicos no processo inicial do desenvolvimento da Vida.

O RNA terá sido a primeira molécula a surgir, já que este ácido nucleico forma curtas cadeias espontaneamente em ambientes semelhantes aos propostos nesta teoria. Além disso, o RNA liga-se temporariamente a locais específicos de outras moléculas, catalisando reacçőes na célula viva na ausęncia de enzimas, funcionando simultaneamente como DNA e proteína durante a evoluçăo celular.

Obter-se-iam assim, os pilares moleculares da Vida, os ácidos nucleicos e as proteínas: sem ácidos nucleicos năo há proteínas, ou seja, năo há estrutura e controlo das reacçőes (enzimas) e sem proteínas (estruturais como as histonas e enzimáticas) năo há replicaçăo de DNA. Esta pré-célula, provavelmente semelhante a uma bactéria, seria heterotrófica, alimentando-se do “caldo orgânico” abiótico do meio.

Nos milhőes de anos seguintes, a selecçăo natural terá conduzido esta evoluçăo química, favorecendo conjuntos moleculares bem adaptados e eliminando outros, devido ŕ rarefacçăo dos nutrientes nos oceanos.

Assim, para sobreviverem, estas células poderăo ter evoluído para uma situaçăo de autotrofia, necessitando de grande quantidade de electrőes, como por exemplo o hidrogénio, dióxido de carbono ou moléculas sulfurosas. Năo parece coincidęncia que a grande maioria de bactérias autotróficas actuais pertencerem ao grupo das bactérias sulfurosas.

Com o surgimento das cianobactérias fotossintéticas a acumulaçăo de oxigénio molecular criou a necessidade do surgimento de estruturas protectoras contra esse gás altamente agressivo.

O oxigénio molecular é um verdadeiro veneno para os organismos que năo disponham de mecanismos enzimáticos protectores (catalase ou peroxidase, por exemplo) capazes de reduzir os subprodutos altamente nocivos do metabolismo oxidativo (peróxido e superóxido de hidrogénio).

Os dados geofísicos indicam que o oxigénio molecular surgiu gradualmente na atmosfera há cerca de 2000 M.a.

O oxigénio teve um papel fundamental no desenvolvimento e complexificaçăo das estruturas biológicas, como se pode constatar pelos exemplos seguintes:

  • capacidade de divisăo celular depende da formaçăo do complexo actina-miosina, impossível sem oxigénio;
  • síntese de esteróis, ácidos gordos e colagénio é impossível sem oxigénio;
  • metabolismo aeróbio fornece mais de 15 vezes mais energia que o anaeróbio;
  • camada de ozono permitiu a vida em terra.

Experięncias de outros investigadores

Esta teoria explicativa do aparecimento do primeiro ser vivo necessitava, no entanto, de provas factuais que a apoiasse.

Para isso, diversos cientistas simularam em laboratório as condiçőes que o seu autor considerava terem existido na Terra primitiva, entre eles Stanley Miller, cuja experięncia se tornou célebre.

Esta experięncia foi concebida para testar a possibilidade da formaçăo de monómeros abioticamente, nas condiçőes da teoria de Oparin.

Em 1953, Miller introduziu num balăo uma mistura de metano, amoníaco, hidrogénio e água.

Essa mistura era constantemente bombardeada por descargas eléctricas de 60000 V e mantida a circular no aparelho pelo vapor de água criado pela ebuliçăo da água.

Este procedimento foi mantido durante uma semana, após a qual se recolhem amostras que săo analisadas por cromatografia.

As análises mostraram que o líquido amarelado que se tinha formado continha vários tipos de aminoácidos (alanina, ácido aspártico e glutamato) e ácidos orgânicos simples (fórmico, acético, propiónico, láctico e succínico) usuais nos seres vivos.

Juan Oro, outro investigador, demonstrou que era possível obter abioticamente as bases púricas e pirimídicas que compőem os ácidos nucleicos, aquecendo ácido cianídrico e amoníaco, por sua vez obtidos abioticamente de hidrogénio, monóxido de carbono e azoto molecular.

Saliente-se que uma das bases, a adenina, năo só faz parte dos ácidos nucleicos mas também é fundamental para a formaçăo de coenzimas como o NAD+ e o NADP+ e do ATP.

Sidney Fox testou a etapa seguinte, a formaçăo abiótica de polímeros a partir dos monómeros.

Dado que a concentraçăo de monómeros nos oceanos primitivos deveria ser baixa e que as reacçőes de polimerizaçăo săo reacçőes de desidrataçăo, estas năo seriam fáceis de obter em condiçőes naturais.

Assim, foi proposto que as polimerizaçőes teriam ocorrido apenas em condiçőes especiais, que aumentavam artificialmente a concentraçăo de monómeros e catalisavam as reacçőes.

É sabido que as argilas săo rochas formadas por camadas aluminossilicatos hidratados com grande quantidade de cargas positivas e negativas. Por este motivo estas rochas captam moléculas carregadas com grande facilidade pelo processo de adsorçăo. Este poderia ser um meio de facilitar a polimerizaçăo, tal como a congelaçăo, evaporaçăo, calor, etc.

Fox testou esta possibilidade aquecendo a 200şC misturas de aminoácidos obtidos abioticamente sobre pedaços de rocha. Obteve cadeias polipeptídicas, que designou proteinóides, e que podiam ser usadas como alimento por bactérias e podiam apresentar capacidade catalítica (uma pré-enzima).

Com estes proteinóides, Fox obteve ainda o passo seguinte da teoria de Oparin, a formaçăo de coacervados, estruturas que Fox designou microsferas, por aquecimento ŕ ebuliçăo seguido de arrefecimento.

As microsferas aparentavam ter propriedades osmóticas através da sua membrana de moléculas de água, comportando-se como uma pré-célula.

Condiçőes da Terra primitiva (ver quadro no link acima)

Críticas `a  Teoria de Oparin

  • o hidrogénio é muito leve e escapa-se ŕ gravidade da Terra com muita facilidade (quanto mais elevada a temperatura da atmosfera superior, mais facilmente se escapa) logo talvez năo tenha predominado na atmosfera primitiva;
  • o oxigénio poderia existir em maior quantidade pois as enormes quantidades de vapor de água produzidas podiam ser decompostas em hidrogénio e oxigénio pelos U.V., tendo-se o hidrogénio escapado e o oxigénio acumulado na atmosfera. Se este processo fosse em grande escala, a atmosfera ter-se-ia tornado rica em oxigénio;
  •  a atmosfera interage permanentemente com as rochas logo a análise destas poderia dar uma ideia aproximada da constituiçăo daquela. Algumas rochas sedimentares foram formadas em condiçőes redutoras, factor tido como argumento a favor da teoria de Oparin. No entanto, actualmente ainda é possível a formaçăo dessas rochas, apesar da atmosfera rica em oxigénio, nomeadamente em pântanos. Essas rochas formam-se em condiçőes de decomposiçăo anaeróbia de matéria orgânica no lodo.

Por este motivo considera-se que, se tomadas no seu conjunto, as rochas de um dado período evidenciam que a atmosfera primitiva seria muito semelhante ŕ de hoje. A dificuldade deste argumento é o facto de apenas existirem rochas com 3200 M.a., logo a atmosfera dessa época năo ser redutora năo invalida os pressupostos de Oparin pois considera-se que os primeiros organismos fotossintéticos teriam surgido há cerca de 3600 M.a. Outro aspecto a considerar é que, mesmo com atmosfera oxidante, tal como na actualidade, era possível a presença de locais com condiçőes redutoras (sob rochas ou no fundo de lagos ou oceanos) com elevadas concentraçőes moleculares, permitindo a evoluçăo química proposta por Oparin;

  •  como terăo surgido as moléculas reguladoras e autoreplicáveis ?

Năo foi possível esclarecer devidamente se foi a proteína ou o ácido nucleico a primeira molécula a surgir na evoluçăo química, ou se ambos surgiram simultaneamente. As proteínas e os ácidos nucleicos săo as moléculas básicas de todos os organismos vivos. As proteínas tęm uma funçăo estrutural e enzimática e os ácidos nucleicos contęm a informaçăo hereditária e os “programas” que controlam, pelas enzimas, todas as reacçőes dos seres vivos. Sem ácidos nucleicos năo existe um plano de formaçăo das proteínas, e sem enzimas năo se realiza a cópia dos ácidos nucleicos.

Actualmente considera-se que o RNA terá sido a primeira molécula a surgir, seguido de uma forma simplificada de síntese proteica. Os fosfatos e a ribose seriam moléculas comuns e a adenina pode ter sido formada espontaneamente, tal como demonstrado por diversas experięncias. Obter-se-ia, assim, uma molécula capaz de replicaçăo devido ŕ facilidade de emparelhamento de bases. No entanto, apesar de o RNA ser uma molécula mais reactiva que o DNA, tal năo seria suficiente para catalisar reacçőes mais complexas, daí a necessidade do surgimento de uma outra molécula para realizar essas funçőes, as proteínas enzimáticas. As enzimas primitivas devem ter sido pequenos péptidos năo específicos. Fox demonstrou nas suas experięncias que alguns proteinóides tinham actividade catalítica mas verdadeiras enzimas apenas podem surgir após haver maneira de se conseguir reproduzir a sua sequęncia polipeptídica. Sabe-se que em condiçőes pré-bióticas alguns polinucleótidos podem servir de matriz para a síntese de năo enzimática de polinucleótidos complementares.

Apesar destes factos, facilmente se deduz que a grande maioria destas sequęncias năo teria qualquer significado.

Estará a árvore da Vida de cabeça para baixo?

Ora aqui está uma pergunta com intrigantes respostas, segundo as mais recentes investigaçőes (1998).

Temos sempre referido que a chamada árvore da Vida tem na sua base os seres procariontes (bactérias e arqueobactérias), organismos simples com uma única cópia de cromossomas circulares, tendo os restantes grupos (eucariontes) surgido quando conjuntos dessas bactérias se agruparam para formar células complexas, ditas eucarióticas.

Actualmente considera-se que o inverso tenha sido muito mais provável!! Os primeiros organismos năo teriam sido do tipo bactéria, năo vivendo em fontes termais ou aberturas vulcânicas no fundo do mar. Deverăo, pelo contrário, ter sido muito mais semelhantes a protozoários, com genomas fragmentados (em vários pequenos cromossomas lineares) e poliplóides (com várias cópias do mesmo gene para impedir que “erros” na transcriçăo impedissem a sua sobrevivęncia). Teriam, também, preferido os locais mais frios.

Tal como Patrick Forterre, entre outros cientistas, tem referido, as bactérias terăo aparecido mais tarde, năo sendo primitivas mas altamente especializadas. Esta alteraçăo tăo radical no tipo celular teria sido o resultado da adaptaçăo a locais quentes, onde as temperaturas até 170şC tendem a causar mutaçőes nos processos hereditários.

Assim “simplificadas”, as bactérias tornaram-se altamente competitivas em nichos onde a rapidez de reproduçăo é uma vantagem (parasitismo e necrofagia, por exemplo).

Os restantes organismos, pelos habitats ocupados, nunca sofreram uma tamanha pressăo selectiva para se tornarem simples e rápidos, pelo que retiveram o maior número de genes possível, em vez da simplicidade de utilizaçăo.

Origens da Água na Terra: Novas Descobertas Sao mais Evidencias para a Teoria da Matrix/DNA

domingo, janeiro 29th, 2017

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Os caras estão mais perdidos que cego em tiroteio, e como nos, da Matrix/DNA, continuamos acertando todas nossas previsões, estaríamos rindo de segurar a barriga, porém, estamos furiosos por estarem prejudicando a evolução mental da humanidade.

Para entender-mos a nossa existência neste planeta precisamos entender a existência do planeta, seu lugar no contexto do Cosmos. Mas para este entendimento precisamos de informações, e informações sobre coisas tao distantes dos nossos limitados cinco sensores cerebrais, são difíceis, exigem muita investigação, cientifica.Enquanto não acha soluções para fenômenos e eventos naturais distantes da nossa percepção, os humanos inventam misticas, fantasias, pois a humanidade esta’ na sua infância coletiva a qual imita a infância imaginativa e magica individual, de toda criança. Assim surgem as invenções de deuses… e de gerações espontâneas, ao acaso, de fenômenos sólidos concretos, como é o nosso planeta.

Infelizmente esta infância mental inventa suas fantasias e elas dominam a educação escolar até nossas universidades modernas. Ali é ensinado que nosso planeta se formou quando uma nebulosa de gás e poeira formou o Sol e da sobra desse material surgiu a Terra… tudo muitíssimo simples, espontâneo, ao acaso. Por outro lado, nos, da Matrix/DNA tivemos que trabalhar dia e noite arduamente por 30 anos investigando as origens e formação deste planeta, e chegamos a uma teoria totalmente diferente e muito, muitíssimo complexa. Ora, o principal motivo nesta brutal diferença dos resultados finais, é que eles começaram seus cálculos a partir de outra teoria nas origens do Universo – o Big Bang – e continuando a calcular os passos evolucionários seguintes desta ” grande explosão”, chegaram a tal nebulosa de gaz e poeira e com ela tiveram que calcular como nela surgiria um planeta. Enquanto por nosso lado, primeiro observamos o planeta aqui e agora, tudo o que ele produziu, inclusive e principalmente a vida biológica, e juntando todas as forças e elementos da vida mais o que se sabe de fato concreto do Cosmos, descemos do futuro em relacao ao passado para chegar ao estado do mundo que produziu este planeta. Nos começamos do presente e não do passado remoto porque apenas sabemos com alguma certeza o que existe no presente. A incrível complexidade dos produtos deste planeta não poderia deixar ninguém, em sã consciência e racionalidade, acreditar que o mundo que o fez e o método com que o fez tenham sido de tanta simplicidade.

Bem,… a bom tempo, desde que se começou a fabricar instrumentos que funcionam como extensões dos nossos sentidos para perceber os invisíveis micro e macrocosmos, eles vem levando cacetadas atras de cacetadas, a cada dia que um Hubble da vida passeando nas fronteiras do nosso sistema manda uma imagem do Cosmos. As imagens não batem com seu modelo teórico, mas apesar de tantas cacetadas, ao invés de recalcularem o modelo e procurar outro, ficam remendando-o fazendo da teoria uma colcha de retalhos já impossível de sustentar-se. Enquanto isso, a nossa voz miúda que não alcança as universidades, continua anunciando como cada imagem esta batendo com nosso modelo. Ate quando imagens começarem a negar nosso modelo, mas ai não teremos problema nenhum em abandona-lo ou reforma-lo a luz das novas informações.

Um dos maiores problemas que se apresentou a teoria acadêmica trata da existência da água neste planeta. Se ele foi formada como sobra do Sol, no meio de uma nuvem de gaz e poeira, como surgiu esta imensa quantidade de água que é maior que o volume de todos os continentes juntos?! Apenas isso seria fato suficiente para desacreditar-mos de nosso modelo e partir para buscar onde erramos. Mas não. O ego, o presente status social, as privilegiadas condições sociais em que acomodaram suas vidas, jamais os permitira sequer pensar que teriam de chegar aos estudantes e mandarem esquecer tudo o que ensinaram, jogar os textos do curriculum escolar no lixo, e terem que reaprender tudo de novo, depois de terem atingido a meia-idade… Imagine se Platão chegasse um dia a seus discípulos e dissesse que descobriu que seus ensinamentos sobre geração espontânea da vida estava toda errada… Ele cairia no descredito imediatamente, estaria morto e hoje ninguém ouviria seu nome.

E quando nos debates pergunto a um especialista… ” E a água?” ele fica irritado e responde algo que poderia ser traduzido assim: ” Eu gosto, só como farofa, não suporto comer mingau. Então não venha botar água na minha farofa transformando-a em mingau que eu prefiro morrer do que comer mingau.” E se agarra a sua farofa protegendo-a com unhas e dentes. Mas… e a água?

O nosso modelo de formação da Terra não tem nenhum problema com a água, alias, obrigatoriamente ela tem que existir, segundo o modelo. Por que os nossos planetas não foram formados como sobra de estrelas – ao contrario, eles carregam o germe de uma estrela em seus núcleos. Não foi formada numa nebulosa de gaz e poeira apenas, havia muitos outros elementos e forças. E ele veio de longe, tao longe que atravessou nebulosas de poeira congelada, a qual se agregou a sua superficie, e quando caiu na orbita de uma estrela quente, o gelo simplesmente derreteu, formando os oceanos que quase cobrem toda a superficie. A água esta do nosso lado, como mais uma evidencia arrolada a favor do nosso modelo.

Mas,… se qualquer extraterrestre racional iria ficar horrorizado ao ouvir falar que gás e poeira ao redor de uma estrela quente gera água, os nossos acadêmicos, e gerações mais gerações de estudantes, engole a absurda proposta sem qualquer raciocínio. Não é de se surpreender, se estes mesmos acadêmicos e estudantes elegeram a pouco como best-seller um livro que chama-se ” O Tudo Veio do Nada”. Esta na moda, é a onda do momento, o que faz os que o pronunciam nas rodas de botequim como um intelectual respeitado. Porem, existem as exceções que ainda de alguma maneira conseguem manter um pouco de controle sobre suas propriedades mentais, e estes não engoliram tao fácil o absurdo. Sentiram-se incomodados, suspeitaram da “verdade cientifica”. Porem, como também estes estão com os seus neurônios compactamente configurados pela visão de mundo explosivo com seu Big Bang ao acaso, não puderam atinar com algo mais racional e remendaram a teoria com outro absurdo: a água no planeta veio de colisões com cometas que eram ricos em água… Meu Deus, tenha a santa paciência! E’ a onda do momento, quem repete isso é expert, a nata da intelectualidade mais moderna!

Acontece que,… se o cérebro humano é produto natural de matéria mole e de uma  biosfera que teve origens caóticas, portanto ainda apresentando muitos defeitos, este mesmo cérebro tentou se reproduzir tecnologicamente com matéria mais dura, na forma de computadores. Estes cérebros eletromecânicos – apesar de também serem milhões de anos-luz fora da realidade natural – não conseguem fazer tanta besteira como faz a matéria mole. E então nesta semana alguns tecnólogos produziram uma simulação computacional de como seria as origens do planeta, e, a água apareceu! La’ nos primeiros momentos da formação do planeta! Raios… mas então não existiu bombardeio pesado de cometas aguados!

Aconteceu o seguinte. Em 2014, pesquisadores japoneses testaram algumas reações químicas baseadas em hidrogênio liquido e quartzo, que é o mais comum e estável forma de sílica nesta parte do planeta, sob altas pressões e temperatura. Depois, uma equipe da University of Saskatchewan no Canada raciocinou que se estas reações ocorrem com sílica e ela esta no interior do planeta, no manto, então porque não fazer uma simulação computacional desta reação acontecendo justamente naquele lugar? Fizeram isso e descobriram surpresos que no manto a reação produz… água! Claro, é apenas simulação computacional, o mapa nunca é real como o território, mas as vezes a simulação pode se aproximar bastante do evento real.

Este material nestas temperaturas e pressão existe entre 40 a 400 quilômetros de profundidade. Então imediatamente perceberam que o nosso planeta não é apenas azul quando visto do espaço, mas é azul também de dentro para fora…

O resultado da simulação ganha mais força quando lembramos que estudos realizados nos últimos anos encontraram evidencias da existência de vários oceanos plenos de água comprimidos em rochas tao profundas quanto os 1000 quilômetros. E então o responsável pela equipe diz que “esta pesquisa sugere que a água do planeta veio de dentro,… apesar de que ninguém de nos sabe ainda exatamente como isso aconteceu”.

Bem, segundo sugere o nosso modelo de formação da Terra, o seu núcleo esférico era pequeno quando começou a crescer devido ser agregado por detritos e poeira congelada a mediada que atravessava a zona de eventos logo apos o vórtice nuclear e portanto, este gelo pode ter milhares de quilômetros de profundidade. Mas o gelo também estava na superfície quando o planeta se aproximou do Sol e seu calor começou a descongela-lo na forma de rochas e água, portanto, a água veio de dentro e de fora também.

Fica registrado o artigo ( link para o paper que originou este artigo, abaixo), como mais uma evidência a favor da Matrix/DNA Theory. E lembrando mais uma vez que não vamos entender nossa existência aqui senão entender-mos o planeta e a galaxia que nos fez dentro dela. Mas para isso a Humanidade precisa amadurecer para deixar de ter sua mente povoada de fantasias como as mentes de nossas crianças. Por isso gasto meu tempo com estes assuntos astronômicos, que não era meu proposito no inicio da minha investigação.

Apenas mais um adendo:

O artigo diz que: “Water formed in the mantle can reach the surface via multiple ways, for example, carried by magma in the form of volcanic activities.”

Sim, e chego até mesmo a suspeitar de algo estarrecedor. Essa água no interior do manto e tao próximo do núcleo efervescente, recebendo aquele imenso calor, pode estar se evaporando no inteiro do planeta e chegando na superfície, e dai para a atmosfera no estado de vapor e… não estaria ai a principal causa do famigerado efeito estufa?!

NEWScientist

27 January 2017

Planet Earth makes its own water from scratch deep in the mantle

https://www.newscientist.com/article/2119475-planet-earth-makes-its-own-water-from-scratch-deep-in-the-mantle

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paper:

http://Journal reference: Earth and Planetary Science Letters, DOI: 10.1016/j.epsl.2016.12.031

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paper dos pesquisadores japoneses:

Restricted access

Formation of SiH4 and H2O by the dissolution of quartz in H2 fluid under high pressure and temperature

http://ammin.geoscienceworld.org/content/99/7/1265

These results indicate that the chemical reaction between dissolved SiO2components and H2 fluid caused the formation of H2O and SiH4, which was contrastive to that observed in SiO2–H2O fluid. Results imply that a part of H2 is oxidized to form H2O when SiO2 components of mantle minerals dissolve in H2 fluid, even in an iron-free system.

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meus comentarios publicados na midia:

https://www.reddit.com/r/science/comments/5qjvyv/planet_earth_makes_its_own_water_from_scratch/

Planet Earth makes its own water from scratch deep in the mantle from science

TheMatrixDNA  – 1/29/2017

Ok. The existence of water in this planet has been a puzzle only because the theory of planet formation is wrong. My astronomic model – The Matrix/DNA Theory – suggests a different process for planet’s formation and in this process, water was present at the formation as in the whole interstellar space, and still can come from within. And it does not need these elevated pressures and atmosphere

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Louis C. Morelli, New York, United States, 1/29/2017

Read more: http://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-4165242/Earth-makes-water-deep-mantle.html#ixzz4X8sjUojw