Arquivo para a ‘A Matriz e as RELIGIOES’ Categoria
quinta-feira, novembro | 12 | 2009
“Olho por olho, dente por dente”, primeira lei do Código de Hammurabi, foi a produção de uma mente ainda primitiva e limitada à visão da biosfera caótica terrestre onde feras devoram cordeiros. Dezessete séculos depois, surgiu Jesus Cristo sugerindo que a lei fosse mudada por algo como ”Se te bateres numa face, oferecei a outra “. Esta foi uma produção de uma mentalidade incomensurávelmente maior, capacitada a perceber a outra face oculta da Natureza, com a ampla visão do estado de ordem e harmonia do Cosmos. A primeira seguiu à risca um visível mecanismo natural que foi traduzido na terceira Lei de Newton assim: ”a cada ação corresponde uma reação de igual intensidade, porem, de sentido contrário”. Olho por olho, dente por dente. Mas a segunda foi baseada no fato de que no espaço sideral qualquer ação deflagradora de violência - tal como a explosão de uma supernova ou o choque de um cometa com um planeta – não produz uma reação violenta em cadeia, mas sim, a força emanada da violência é absorvida e dissipada pela gravitação universal. Ao ofereceres a outra face estás absorvendo, dissipando e eliminando uma iniciativa violenta. Fantástico e lindo de morrer, o entendimento de como a evolução da mente humana entre Hammurabi e Jesus Cristo seguiu a mesma trajetória que a Natureza exibe quando vai da superficie da Terra ao Cosmos, contem inestimáveis fontes de material para reflexão e torna-se ao mesmo tempo um estimulo de esperança pois indica que a evolução está direcionando nossa mente para um destino de grandeza inimaginável. Hammurabi está para a Natureza da Terra assim como Jesus Cristo está para a Natureza cósmica que contem a Terra.
Hammurabi foi rei do Império Babilônico a 3.700 anos atrás, portanto a 17 séculos antes de Jesus Cristo vir ao mundo. Ele ficou conhecido pelo conjunto de leis chamado “O Código de Hammurabi”, um dos primeiros conjuntos de leis registrado na História. Estas leis foram escritas num tablete de pedra medindo 2,4 metros e foi achado em 1901.
Código de Hammurabi na pedra original (clique e amplie a imagem para ver as inscrições)
Este conjunto de leis para gerir uma sociedade foi o precursor do que hoje denominamos “Constituição Federal”. Interessante é discernir como estas leis revelam o caráter ou visão de mundo de nossos ancestrais em tempos remotos, leis que hoje parecem-nos absurdas mas que na época retratava o entendimento humano da Natureza, pois elas parecem mais as leis naturais que regulam a existência de animais na selva. Por exemplo, como naquela época se acreditava que o céu era imutável, ou seja, que os astros celestes existem eternamente na mesma forma e não se movem, e por isso era a morada dos deuses, Hammurabi (que contou ao povo uma história igual a que contou Moisés: teria sido o escolhido para receber dos deuses as leis escritas em pedra), projetou essa visão do espaço sideral no método em que gravou as leis, escolhendo a palavra escrita e em pedra pois assim aquelas leis permaneceriam também imutáveis.
Existem 282 leis no Código de Hammurabi e torna-se um passeio do humor lendo-as, coisas aparentemente absurdas porem que tornam-se compreensíveis quando entendemos que um povo planeja um sistema social segundo o que ele pensa ser o mundo ou como o mundo funciona. Por exemplo, o sistema social do capitalismo selvagem ganhou força com a descoberta da Evolução e seus conceitos como o da competição pela sobrevivência e propagação dos mais fortes e espertos.
Vejamos alguns exemplos das leis de Hammurabi:
- Se um homem ataca uma mulher grávida, causando a que ela venha a morrer, a filha do assaltante dever ser morta;
- Se alguém acusa um homem, e o acusado pular nas águas do rio e afundar, o acusador ganha a posse da casa do acusado. Mas se o acusado não afundar o rio prova que o acusado não é o culpado, então o acusador deve ser morto e o acusado fica com sua casa;
Ora, observe como a realidade da Natureza bruta transparece nestas leis: o homem que ataca uma mulher retrata a fera macho que ataca a fêmea, ou a fera maior que ataca o cordeiro, esta fera tem um poder reconhecido e aceito porque lhe foi doado pela Natureza, e o macho não pode por isso ser castigado. Ao invés, vai sua filha que socialmente representa o cordeiro indefeso e manso… e saco de pancadas para todo mundo. Quando penso nisto e recordo como certos povos ainda tratam com opressão e depreciação suas mulheres, chego a concluir que o melhor método para educar os modernos representantes de Hammurabi, como os Saddam Hussein, os Bin Laden e os Talebãs da vida, seria tentar levar a eles de qualquer modo os modernos conhecimentos da astronomia e enfatizar que o firmamento é tão “natureza” como esta que aqui nos envolve.
Porque o rio seria o juiz que julga quem é culpado ou inocente? Penso que devido a Mesopotamia se situar nas regiões áridas e já alcançando os longos desertos, um rio ali devia ser considerado uma dádiva divina, como era acreditado ser o Nilo pelos egipcios. Para daí concluir que o rio seja um veículo utilizado pelos deuses para aplicarem sua justiça não falta muito.
Mas, 1700 anos depois chegou na Terra um homem que não mirava-se no exemplo da realidade imediata natural. Os seres humanos são produtos do caos, a nossa biosfera é governada pelo caos, quem disso duvida que faça como eu, vá viver isolado no inferno da selva amazônica. Aquela é a verdadeira face da Natureza aqui nas dimensões humanas e não o ambiente asfaltado das cidades modernas onde vivemos. Portanto não poderia ser de outra maneira que a mente humana, na sua infancia, se mirasse no exemplo da realidade que viceja à sua volta. Se atacado, seja um animal ou um homem, que procure reagir e empregar nesta reação uma força ao menos equivalente à do agressor, senão, adeus. Mais tarde com a evolução das Ciências e o aprofundamento da Física no conhecimento dos pormenores que regulam os processos entre os corpos, traduziu-se aquela regra natural no famoso dogma da ação e reação, mais exatamente nos palavras de Newton: “Para cada ação há sempre uma reação, oposta e de mesma intensidade.”. Mas quando a Física anunciou ao mundo aquele postulado ela não possuia os modernos instrumentos que revelaram verdades mais profundas da Natureza, a qual não termina na biosfera terrestre, porem se expande pelo espaço sideral. E basta olhar-mos para o céu estrelado para ter-mos a sensação de que lá reina a harmonia, a paz e o estado de ordem. Enquanto os primeiros cientistas ainda eram dominados por aquela visão primitiva da Natureza, foram construindo modelos astronomicos e uma cosmologia repleta de projeções das crenças humanas. Assim o céu foi povoado de eventos violentos, explosivos. E assim as estrelas foram definidas como horrendas fornalhas nucleares, enquanto em nossos modelos vemos uma outra face das estrelas mais ampla no tempo e no espaço, e nossa definição torna-se: “estrelas são como mães atarefadas em amamentarem seus rebentos (os planetas) com seu nectar energético e mantê-los aquecidos e protegidos sob suas asas gravitacionais” ( assim como uma galinha mantem seus rebentos). Eles percebem pontos no espaço que encerram corpos invisiveis mas manifestam sua presença pelos efeitos visiveis à sua volta e os definiram como fantasmagóricos buracos negros piratas e canibais a devorarem mundos inteiros. Nada disso! Os mesmos efeitos visiveis nos levaram a outra definição, à da existência dos buracos brancos rersultantes do turbilhonar de detritos de estrêlas mortas que se reciclam e geram novos astros. Alguém, olhando a olho nu o céu estrelado e exercitando suas naturais faculdades mentais para o Cosmos, sem prévios julgamentos, conseguiria mesmo imaginar algum evento violento por lá? Acontece que, sobre o asfalto ou dentro de salas com ar condicionado, substituindo o olho natural pelo olho da maquina fria do computador e substituindo a razão natural pelas acrobacias exageradas da matemática levadas ao seu ponto ultimo de saturação, fantasmas que não existem, eventos que jamais seriam imaginados, são imaginados e tornam-se tão críveis que vão parar nos textos dos livros escolares para infortunio de nossas crianças.
Todo novo ciclo da macro-evolução universal ( aqueles que fazem o primeiro sistema natural surgido com o Big Bang e denominado “universo” vir rolando e rolando e mudando de forma da super simples do inicio para arquitetura cada vez mais complexa) obedece a um mesmo roteiro: existe uma espécie (seja o sistema atômico, o astronomico ou o biológico) que em determinado momento ocupa o tôpo da Evolução; neste estado ela atingiu seu limite possivel de absorver novas informações e melhorar de qualidade aumentando sua complexidade; neste ponto esta espécie ( que reina absoluta onde se encontra, como os dinossauros reinaram na Terra, como o leão reinou na selva, a baleia no mar, a galáxia no espaço sideral), se acomoda num estado de equilibrio termodinâmico, se super-especializa num modo de existência, fecha as suas portas à evolução e torna-se um beco sem saída, um ramo lateral da àrvore da evolução que seca e se extingue; então a espécie em declinio degenerativo é fragmentada em seus bits-informação, misturada a uma nova paisagem onde altera a ordem do ambiente e promove o caos; mas é o caos necessário para que haja a mistura, a mutação, e a partir daí o reinicio de um novo fluxo do estado de ordem. Caos torna-se ordem, ordem torna-se caos quando almeja eternizar-se como perfeição absoluta, o que significa não-existência. Pois o Universo às nossas vistas parte do imediato caos visto e sentido na pele aqui para elevar-se ao estado de ordem alem dos céus. Ali, com o sistema galáctico ocupando o topo da evolução da matéria, o sistema universal se assentou, se acomodou num aparente equilibrio termodinâmico, por isso o “building block” das galáxias foi atacado pela entropia degenerativa, se fragmentou em seus bits-informação, os quais se tornaram os genes semivivos que vieram a constituir nas superficies dos planetas os primeiros sistemas biológicos. A evolução na sua marcha inexorável!
Projetando o estado do espirito humano que ainda conserva resquicios de violência, sobre o desconhecido Cosmos na tentativa de adivinhar seus segrêdos o homem moderno ainda fala em ”a grande explosão, ou o Big Bang”, para definir um ato de fecundação idêntico ao que vemos aqui na Terra quando o invólucro de um espermatozóide se rompe no centro de um óvulo e dá inicio a uma nova criação. Ou calcula que houve uma ”explosão de supernova” quando na verdade o evento nada mais foi que a passagem de um pulsar que é a semente de uma estrela para o estado de estrela definida, passagem cujo mecanismo é o mesmo que faz na Terra uma semente desabrochar e revelar a portentosa criatura que ela contem ( se não entendes o que digo, dê uma olhada nos modelos cosmológicos da Teoria da Matriz/DNA Universal).
O que me intriga – e aqui digo “raios… e raios!!!”, foi o fato de há dois mil anos atrás um filósofo de origem humilde ter dado esse incomensurável salto evolutivo no estilo do ” Equilíbrio Pontuado” a teoria evolutiva de Stephen Jay Gould em 1972. Pois Jesus Cristo fêz sim - satisfazendo todos os requerimentos cientificos para tal – uma transposição da interpretação do mundo pelas criaturas limitadas à biosfera terrestre para a interpretação do mundo por elevados seres pensantes que já adivinham os segrêdos da mecânica sideral. Não era possível naquela época conhecer os dois lados da face da Natureza que se divide entre caos e ordem. A harmonia celeste era acreditada ser tal devido ser o reino dos deuses, portanto cheirava mais a um distante reino supernatural. Não havia na Terra nenhum fenômeno revelando a existência do estado de ordem natural. Então, raios, de onde aquele intrometido carpinteiro que vem bagunçar nossa filosofia no estudo da evolução do pensamento, extraiu essa idéia tão cientifica e certeira? Estoure um canhão de mil megatons mandando um torpedo com toneladas de explosivos explodir a abóbada celeste e o verás acontecer será um simples “pum” se perdendo espaço afora. Nenhuma reação. O Universo volta a face direita para quem lhe atinja a esquerda. Se aqui dizemos que grande é o coração de mãe e de inigualavel amor, no Cosmos dizemos que grande é a capacidade de tolerancia e perdão da gravitação universal. Ela jamais reage á violência com a violência.
Pois bem: vamos nos mirar nos exemplos do animais e continuar assim a construir sociedades com sistemas animalizados para todo o sempre ou vamos dar o salto evolutivo iniciando a mirar-nos nos exemplos dos elementos siderais e conseguir finalmente uma sociedade ordeira? Hammurabi ou Jesus Cristo? Bem… mesmo eu que conheço já os modelos da Matriz e percebí qual o destino desta história – portanto se eu como humano quisesse ser selecionado e não descartado pela evolução procuraria mudar o mais rápido possivel – não consigo oferecer a cara para quem me deu uma porrada… e parto para cima como um cavalo, imagino então o quanto será dificel e quanto tempo ainda vai demorar para a Humanidade se desligar da influência da realidade do ambiente que a rodeia. Mas não está em nosso poder fazer essa escolha: a Natureza evolui assim, partindo de Hammurabi e indo na direção de Cristo, nossa mente é um produto dessa Natureza, portanto dirigida não por nós mas pelas forças universais naturais e por isso está determinado que a mente humana em sua trajetória evolucionista deixará Hammurabi para trás e alcançará o patamar de Jeus Cristo.
Tags: Evolucao, Jesus Cristo, O Código de Hammurabi Postedo na A Matriz e as RELIGIOES, Evolucao, Filosofia, religiao | Sem Comentários »
terça-feira, novembro | 10 | 2009
Recente artigo no magazine “Scientific American” nos conduz a uma inquietante conjectura. O artigo trata da solidão do Sol, o qual é diferente da maioria das estrêlas da Via Láctea porque, enquanto elas estão próximas entre si em grandes aglomerados, o Sol é a mais distante e solitária. Baseado nos modelos da Teoria da Matriz/DNA, sou levado a supor que existe para os astros celestes uma opção de escolha, entre tornarem-se sistemas abertos ou sistemas fechados em si mesmos. Se escolhem a primeira opção cercam-se de vizinhos e as formas de vida neles originadas não terão o “gene egoísta”. Mas se optarem pela segunda, como os modelos sugerem que é o caso do Sol, são separadas, isoladas do convivio com vizinhos e suas descendências serão “amaldiçoadas”, pois expressarão o gene egoísta e terão que pagarem o sacrificio de extirpa-lo.
Incrível. A idéia é insólita, mas tem uma lógica imaculada. Para entender isto é preciso conhecer o tópico nesta teoria que encontra um formidável paralelo entre a anatomia de LUCA – o ultimo celestial ancestral dos seres vivos na Terra, o qual é ou contem a própria Terra – o que aconteceu com LUCA, e a fábula da Gênese na Bíblia. O corpo de LUCA é um verdadeiro paraíso, visto de lado tem a forma de uma serpente, mas de cima tem a forma de uma maçã, porem é espirado com ramais na forma de uma árvore, é hermafrodita e portanto possui os ancestrais do homem e da mulher, reciclando a própria massa e energia degradada ele recebe o alimento gratuitamente, mas por se tratar de sistema fechado que é a extrema expressão do egoísmo foi atacado pela entropia que siginifica a morte, houve a queda na direção da superficie deste planeta e aqui se levanta como ser vivo mas condenado a obter o alimento pelo próprio suor. Enfim, só mesmo lendo o tópico e vendo os modelos se entende o que encontramos. Mas o fato surpreendente é que em nossa cosmologia, nosso ancestral não-vivo é um sistema termodinâmico que poderia ser muito bem descrito pela analogia que consta em Genêse.
E agora mais essa! O astronomo autor do artigo chega a insinuar que nossa estrêla foi afastada, banida, sem que se conheça a causa. Ora, segundo os modelos da Matriz, isso explicaria muita coisa. Sabemos que a nossa Natureza imediata – aqui na superficie deste planeta – é um ambiente em estado de caos, e que produziu uma biosfera caótica. Quem tiver alguma duvida sobre isso, que vá à selva virgem e observe a verdadeira biosfera natural, como os elementos ali se conflitam, se chocam e como são torturados pela existência. Sempre pensei que isto vai contra totalmente a crença de que a Vida seria produto de um Intelligent Designer. Mas… e se realmente existe a opção para os astros escolherem entre sistemas abertos e fechados? Ora isto quer dizer que é respeitado o livre arbitrio – já que existe a possibilidade de escolha – que quem escolhe aquele caminho que deixa aberta a porta da Evolução gera em seu ambiente uma biosfera em estado ordeira onde seus herdeiros possuem uma existência feliz – e quem escolhe fechar aquela porta gera uma biosfera caótica e esse caos será o fator reparador do caráter equivocado. Então… retorna ao rol dos possiveis a possibilidade do Intelligent Designer?!
Questão profundíssima, tanto que nosso cérebro não será capaz de abarca-la e soluciona-la. Ora, sabemos que esse negócio de LUCA como sistema fechado em si mesmo é uma meia-abstração, pois na realidade o que existe é qualquer astro sujeito a um ciclo vital o qual possivelmente pode ressuscitar ou reciclar-se, ou ainda, replicar-se. Se ele estiver isolado, a massa e energia degradada proveniente dele como cadáver vai gerar um buraco branco ou negro como queiram e essa mesma massa e energia será a composição de novo astro, o que na realidade significa que é o mesmo astro anterior. LUCA não é um sistema concretizado materialmente no espaço, portanto não pode ser denominado de sistema fechado. Mas seu estilo de existência, quando isolado, é o próprio de um sistema fechado. Porém, como seria o mesmo LUCA se tivesse optado por ser um sistema aberto? Aqui a coisa se complica para mim. Se ele se abrisse para uma relação de troca com o exterior, digamos, na fase de jovem planeta, iria ele se transformar para a forma de pulsar? Ou do pulsar, aberto, iria para a supernova? Ou formaria outros tipos de astros meio parecidos com pulsar e supernovas? Neste caso quais seriam, onde estariam?
Ou então, a abertura que a evolução ( ou o Intelligent Designer?) espera de um astro, deve acontecer apenas na hora da sua morte? A massa e energia degradada, de um cadaver estelar que convive com vizinhos numa comunidade, Nào é canalizada diretamente para a reprodução do mesmo astro, mas sim vai para uma região onde chegam a mesma matéria de muitas outros cadaveres estelares, ali são misturados, e só então reinicia a reprodução… a qual neste caso nunca iria reproduzir um dos mortos.
Material para pensar, e muito. Será mesmo que um dia, quando houver contacto entre nós e outras formas de vida extra-terrestres, vamos descobrir que eles apenas conhecem a felicidade e nada conhecem das mazelas que nos torturam? Porque não descendem de ancestrais planetários ou estelares amaldiçoados?
Lembro-me de uma analogia. Quando Portugal quis colonizar o Brazil e sabia das agruras da selva tropical, encheu seus navios de bandidos das prisões. Muitos bons cidadãos brasileiros descendem daqueles pioneiros. Será que conosco – falemos da vida tôda na Terra, de todas as espécies – aconteceu o mesmo? Nosso ancestral teria sido banido por uma falta e nós, seus herdeiros, fomos considerados bandidos e por isso isolados e enviados para um inóspito novo mundo?
Seja como for, note-se que se isto realmente ocorreu, não existiu nada de livre-arbitrio, de excomungação de estrelas, de maldição de descendencias. Tôdas estas palavras, estes nomes, são meras alegorias, pois o que aconteceu na realidade foi o livre fluir das forças naturais, da correnteza inabalavel de causas e efeitos. É possivel que a conjuntura em que se encontrava a nossa galáxia em seus primórdios produziu forças que dispersaram aglomerados de estrelas e aconteceu até mesmo destas forças terem incidindo com maior intensidade em algumas poucas estrelas, etc. Isolada uma estrêla, é possivel que ela se desfaça como as outras , mas diferentemente das outras ela seja refeita fielmente com a mesma matéria, como não poderia deixar de acontecer estando isolada. E que dentro da evolução cosmológica umna estrêla solitária, em suas diversas exist6encias, vá-se distanciando do formato das outras que evoluem em conjunto. Ora, evoluir em conjunto significa maior aquisição de complexidade e portanto maior riqueza de recursos. Se vida surgirem nestas, estas vidas serão mais bem providas. Tudo mecanicamente, natural, causas e efeitos. Mas que, surpreendentemente podem ser descritas por seres humanos na forma de alegorias imaginarias de romances, pecados, maldições, etc., como pode ser o caso da Genêse na Bíblia.
Raios, isto é fantástico. Precisamos destrinchar esta questão.
Postedo na A Matriz e as RELIGIOES, Filosofia, Intelligent Designer | Sem Comentários »
terça-feira, junho | 2 | 2009
Esta cena e’ muito importante:
Policarpo e’ o nome de um pequeno lagarto, que na Amazonia chamamos de “calandro”. Policarpo procurou uma rocha alta no meio da selva, subiu na mais alta pedra e esta’ emitindo silvos, como se chamasse alguem. Policarpo e’ um calandro muito novo, quase um recem-nascido. Ele corre mil riscos fazendo aquilo pois ha’ milhares de especies de predadores que podem ouvi-lo e subir a pedra para come-lo, desde cobras, urubus, e ate’ mesmo lagartos de sua propria especie podem devora-lo. Mas ele continua chamando, atento a todos os ruidos `a volta, o farfalhar de galhos sendo afastados por animais se aproximando, outros rastejando la’ embaixo, passaros passando rente… E ele continua ali, como se desesperado, chamando… chamando nao se sabe o que, nem ele mesmo sabe o que ou quem ele chama.
Nao muito longe dali, Ceci, um indio selvagem dos Jamanxins, esta’ sentado numa pedra alta, tambem imovel assistindo tudo ao redor. Como eu muitas vezes fiz o mesmo que Ceci esta’ fazendo, e o conheco, posso mentalmente adentrar seus pensamentos e mais ou menos sentir o que lhe vai pela cabeca. Na verdade, o verdadeiro Ceci nao e’ apenas aquele corpo fisico observavel e percebido pelos nossos sentidos. Ceci e’ algo mais e esse algo mais tambem esta’ ali na rocha fazendo o mesmo que Policarpo: chamando alguem ou algo, ele nem sabe quem ou o que, e esta’ muito perturbado. Dentro da cabeca de Ceci existe um cerebro, denso em materia, que, obedecendo `a evolucao, fez o papel de um ovo e pariu, num parto inedito em que ocorreu importante mutacao, dando a luz a uma nova especie, um novo tipo de sistema natural, ao qual por enquanto vamos chamando de “auto-consciencia”. Quem emite sinais apelativos chamando e’ esse novo sistema, enquanto seu corpo observavel nao emite som ou sinal algum.
Policarpo, assim como todos os repteis e todos os seres vivos ancestrais dele, nasceu de um ovo atirado ao leu e abandonado a` propria sorte. Seu pai nao sabe que o fez, sua mae pariu enquanto caminhava e nem voltou-se para observar o ovo que deixou no caminho. Policarpo nao tem espelho, nao tem menor ideia de como e’ seu corpo, por isso nao pode ter certeza em identificar-se em outros calandros que sao de sua propria especie. Ele chama porque algo no seu instinto supoe que ele nao existe sozinho, e ele precisa muito de algo em que apoiar sua existencia, totalmente sem sentido.
Ceci, enquanto auto-consciencia, e muito mais evoluido que Policarpo, sabe que todo efeito tem ao menos uma causa, que todos os seres existem porque foram feitos de outros seres, `a sua imagem e semelhanca, descontando algumas pequenas mudancas possiveis devido `as mutacoes, principalmente quando um parto se da’ num novo e inedito terreno. E Ceci tambem necessita mortalmente de algo em que apoiar sua existencia, vislumbrar um sentido para sua existencia. Mas tambem Ceci, enquanto “auto-consciencia”, nao tem espelhos adequados para ver seu corpo, nao pode ver e nunca viu algum semelhante, enfim, ela nao tem a menor ideia nem de que substancia e’ constituido seu corpo. Por isso ela chama, porque ela acredita, e com logica, que tem de existir aquele, aquela, ou aquilo que a pariu, usando o cerebro humano como ninho e terreno.
Ceci tem vasculhado todo seu “universo” `a procura de seus pais, e como nao os encontrou na limitada selva ao redor, esta’ fortemente suspeitando que eles se encontram em algum lugar no imenso espaco chamado “ceu” que se extende ao infinito acima de sua cabeca. E eu, sentado tambem naquela pedra, mas diferentemente de Ceci, conhecedor da civilizacao alem-selva, das fotos do Hubble, dos modelos astronomicos, e das teorias cosmologicas, extendi minha procura por todo o Universo, e nao encontrei meus pais nos ceus que Ceci supoe eles estejam. A logica do conhecimento civilizado me conduz a pensar que tambem este Universo e’ uma especie de ovo, cosmico, que aqui esteja ocorrendo um processo embrionario, e que, assim como um ser humano, desde o momento inicial do Big-Bang em sua fecundacao, vem repetindo todas as formas anteriores, desde a morula imitando a nebulosa primordial de atomos, a blastula imitando a divisao em galaxias, o feto imitando peixes e amfibios, o embriao imitando os mamiferos quadrupedes, tambem o sistema natural que foi parido no Big Bang e vem evoluindo a 13,7 bilhoes de anos, esteja imitando as formas pelas quais passou aquele ou aquilo que fecundou este ovo universal. Se realmente e’ assim – e esta e’ a hipotese mais provavel que minha mente pode assimilar, por enquanto – aquele ser, ou aquele sistema natural, que gerou este Universo, tem que ter, como uma de suas formas, senao a ultima, a forma de auto-consciencia. E inteligente. Eis meus pais, e os pais que aquele algo mais dentro de Ceci esta’ procurando e chamando enquanto ele se encontra quase imovel sentado naquela rocha.
Mas nem nosso pai, nem nossa mae, e mesmo nem um irmao, atende nosso chamado, nao aparecem, nao se mostram. Sabemos que em todo ciclo macro-evolucionario, existe uma primeira fase em que o novo ser e’ parido como ovo fora, abandonado `a propria sorte, mas por uma curiosa particularidade dos macros sistemas, esse ovo nao sai do corpo, e numa segunda fase, ele e’ mantido dentro, cultivado, cuidado, protegido, alimentado, nao apenas ate’ que nasca, mas alem, por toda sua vida. Basta olhar esse macro ciclo no corpo de LUCA para perceber isto. Tambem a biosfera, ou a especie “sistema biologico” neste planeta esta’ repetindo este processo, enquanto as suas primeiras formas pareciam ter parido de ovos fora, mas na realidade, nunca deixaram este sistema biologico denominado biosfera, estavam dentro.
Entao, como auto-consciencia, somos recem nascidos, recem paridos, estamos apenas agora abrindo os olhos conscientes e descobrindo o mundo, talvez ainda descobrindo apenas o interior do utero alem do ovo, dentro de algum ser maior que o Univerao, mas sentimos, como consciencia que estamos sozinhos, como abandonados, pois nossos pais nao dao as caras, nao temos como ver nossa imagem, nao temos com quem falar cara a cara, olhos nos olhos. Muito menos temos carinho, afeto, que satisfaria aquela necessidade de apoiar nossa existencia em algo firme e solido, para, nem que seja ter a esperanca de que a morte do corpo nao sera’ o nosso fim para sempre.
Algumas consciencias dentro de seres humanos resolveram forcar o raciocinio para idealizar como sao seus corpos e de seus pais, tentam ate’ adivinhar os desejos e pensamentos destes pais, e mais, lhes dao um nome: Deus. Eu ainda nao consigo fazer isso. Pois, apesar de saber e entender o processo de duas fases dos ovos fora e ovos dentro da macro-evolucao, ou melhor, da macro-reproducao, de saber que isso ocorreu com todos os nossos antepassados e continua a ocorrer na biosfera, eu nao consigo aceitar que estou abandonado na fase dos ovos fora. Nao consigo porque - eu ate’ posso aceitar e sou obrigado a aceitar que isto occorreu com todos os sistemas produzidos ate’ agora, mas eles todos nao tinham “inteligencia”. Sua mente ainda sempre esteve como a do feto ou embriao humano, adormecida, na fase larvaria, por isso damos-lhe um desconto. Mas… que o criador do Universo, aquele sistema que esteja la fora, o qual possui esta forma que agora esta surgindo aqui, a da auto-consciencia, que inevitalmente tem de ser inteligente… abandone seus filhos `a propria sorte, que nao volte no seu caminhar nem mesmo para vir bater um papo conosco e nos ensinar algumas coisas para ter-mos uma melhor existencia… Isso nao consigo engolir, isso indica que tem algo errado em toda essa cosmologia, isso ameaca derrubar tudo em que acredito como se tudo nao passe de um castelo de cartas. Os humanos tem inteligencia, por isso cuidam dos filhos a todo momento e acima de qualquer sacrificio, jamais os abandona. No entanto fomos paridos por uma inteligencia que nos abandonou e nao aparece…
Aqui me perco totalmente nesta horrivel incerteza. Porem, jamais vou deixar de voltar e sentar ao lado de Ceci e juntos chorar-mos nosso infortunio de orfaos, e continuar chamando… chamando… Vamos morrer chamando, mas esta esperanca vai continuar nas proximas geracoes, ao infinito.
Existe sim, uma situacao em que pais auto-conscientes e inteligentes parecem ter abandonado o filho, parecem nao dar a minima atencao ao filho, parecem nao se mostrarem e nao se comicarem com o filho. E esta situacao esta’ bem `as nossa vistas, vemo-la todos os dias. E’ quando uma mulher esta’ gravida. Claro que ela ama o ser que traz no ventre, mas qual a relacao entre ela e ele? Mesmo que ele esteja super-necessitado, que as coisas vao lhe correndo mal, ela nada pode fazer, ela nem sequer pode sabe-lo. E ela e’ um ser inteligente. O que ela pode fazer e faz, e’ tomar os cuidados sobre o que ela sabe para que ele se desenvolva da melhor maneira possivel. Asim esta’ ok: posso entender porque meus pais nao aprecem na rocha nem nas noites escuras quando os chamo.
Isto significaria que nos ainda nao nascemos. Significaria que nem mesmo nosso corpo carnal, nem essa nossa cabeca oval, e’ o ovo em que estamos. O ovo seria todo o Universo material observavel. mas significaria muito mais. Olhamos a nossa volta e sabemos que existem nossos irmaos dentro de outras cabecas ovais. Isso significaria que nosso corpo carnal sao uma especie de bolsa ou bolha, que estamos sendo gerados numa ninhada, de seis bilhoes de gemeos. Porem significaria muito mais ainda. Provavelmente existam trilhoes de outras consciencias dentro de corpos vivos espalhados por milhoes de planetas em milhares de galaxias… todos nossos irmaos gemeos! Raios… entao que tamanho sera’ essa “Mae-Deusa extra-universal”, que gera ninhadas de trilhoes…!?
Por enquanto, percebo que dentro de todos os outros seres humanos, mas ainda encerrados numa especie de jaula, sem que possamos nos tocar afetivamente, sem que possamos conversar sinceramente, de especie para especie, de irmaos para irmaos, pelos ruidos e desvios das imagens `a volta, pelas espessas paredes de nossas jaulas que sao estas caixas osseas cranianas, percebo ainda que ali esta’ a unica coisa que pode me dar um sentido para a existencia: meus semelhantes. Eu fui menor abandonado, restou-me uma irma, e na falta dos pais, tivemos que crescer cuidando-nos mutuamente. Agora projeto esta situacao a nivel de toda humanidade: ela e’ minha irma, o sentido da existencia e’ crescermos e nos cuidar mutuamente. Como nao posso ter certeza de que a minha cosmologia esta’ certa, que o que penso ser macro-evolucao esteja realmente correto, que nao posso ter certeza que sou ovo botado fora, que nao posso ter certeza da existencia de pais auto-conscientes, e como nao posso entender pais inteligentes abandonando os filhos… nao posso amar “Deus” acima do que tenho em maos, com certeza: meus semelhantes em especie dentro de cada cabeca de cada ser humano. E nao posso entender tambem aqueles que dizem amar tais pais ausentes acima de tais irmaos presentes. Por isso nao sou religioso. E sinto muito que meus irmaos religiosos nao me considerem como os considero. Mas sao livres para acreditarem no que quiserem acreditar, talvez eles estejam certos e eu o errado… Eles nunca passaram pela experiencia que passei na selva. Desviado do grupo numa expedicao, fiquei sozinho e perdido, quando a malaria me pegou e depois de oito ou nove dias, ja insconciente, voltou o indio nativo que era guia do grupo, me encontrou e retirou-me da selva, salvando-me a vida. Um ser humano. O mais simples e pobre e inculto entre todos os seres humanos, mas com um valor maior que todos os deuses juntos. Nao foi Deus que ali foi me socorrer. Por isso fiz minha escolha.
Mas, imaginemos que uma mae humana tivesse vontade de aparecer na frente do feto que ela traz no ventre, comunicar-se com ele, acaricia-lo, mostrar-se a ele em toda forma de seu corpo. Impossivel nao e’? Um ser humano na fase intra-uterino muda de forma talvez umas quinze vezes, repetindo todas as formas de seus ancestrais, de atomos a especie humana final. Agora imagine se isto esta’ ocorrendo a nivel universal. Quantas formas seriam necessarias para alcancar a ultima forma de um ser extra-universal? Vinte, trinta? Em que posicao estaria a forma da auto-consciencia? Se nossos pais extra-universais tem uma forma superior a da auto-consciencia, como poderia-mos identifica-los como nossos pais? Poderiam passear na nossa frente, como passeiam cobras e lagartos, mas como fetos ainda, nao saberiamos quem sao nossos pais finais. E quanto `a comunicacao? Com formas superiores, nossos pais deveriam se comunicarem com outras especies de sinais, nao falariam nosso idioma, e nao conseguiriamos entende-los. Pensando bem, a cosmologia macro-evolutiva dos ovos fora e ovos dentro comporta perfeitamente a possibilidade de que tenhamos deuses ou pais inteligentes que “parecem” nos ter abandonado. Talvez, eu nao esteja tao perdido cosmologicamente falando.
Mesmo assim minha escolha nao e’ definitiva. Nao sou como todo bebe que sempre chora chamando porque quer pedir alguma e nunca pensa em saber se os pais estao precisando de alguma coisa. Eu nao chamo apenas para pedir, antes, eu chamo para oferecer. Em que situacao estara’ meus pais ausentes? Estarao precisando de mim? Talvez deus precise mais de mim que eu dele? Uma mae humana, que estivesse sob a mais atroz tortura, diria a alguem que aparecesse para ajudar: ” Ajude antes a meus filhos, apenas depois, se restar algo, venha me ajudar!” Portanto, se existem meus pais de consciencia, se existe o que chamam “Deus”, deve dizer a mim quando me ofereco para ajudar: ” Ajude antes a meus filhos. Podes ama-los mais que a mim. Apenas depois que estiverem salvos e bem cuidados, se restar algo de seu tempo e de seu amor, dedique-o a mim.”
Por isso fiz minha escolha.
Tags: , Deus, Evolucao, religiao Postedo na A Matriz e as RELIGIOES, Filosofia | Sem Comentários »
domingo, maio | 17 | 2009
Interessante artigo em
http://www.windmillministries.org/theory-of-evolution
Sob o titulo: “Theory of Evolution: True or False”
O artigo foi levado para discussao no forum do website do Richard Dawkins - 0 think-tanker dos ateistas – e quero ver o desenrolar do debate ( ver em http://www.richarddawkins.net/forum/viewtopic.php siga Board index ‹ Reason ‹ Faith & Religion ‹ Debunking Creationism e procure o topico Need a funny or good response. )
. Quanto `a Teoria da Matriz e nossa posicao como agnosticos, passamos incolumes pelo teste: todas as questoes levantadas no artigo ja foram plenamente respondidas em nossos modelos. O principal conceito a ser lembrado nesta controversia “evolucao/criacionismo” e’ que, ate’ prova em contrario, este nosso mundo material conhecido, vulgo “Universo”, e’ uma producao genetica, portanto toda a historia do Universo e’ meramente uma historia embriogenetica, ou seja, um caso de reproducao, e reproducao do que existia antes do Big Bang, e todo processo de reproducao e’ um enredo evolucionario. Portanto, para nos, evolucao dentro do universo e’ fato, porem, acima do universo esta evolucao torna-se um caso de reproducao. E’ preciso entender que a reproducao e’ o inicio e o fim de um roteiro que avanca atraves da evolucao de uma forma inicial simples e torna-se cada vez mais complexa, ate’ o limite onde o universo adquire a mesma forma daquilo ou daquele que o produziu. No entanto ainda nao estamos tao certos a respeito desta reproducao universal: ela e’ a hipotese onde se encaixa todos os fenomenos e eventos naturais que conheco e satisfaz as exigencias da minha (debil e humana) racionalidade. Mas que exista um Deus poderoso, magico, amoroso, assistindo esta carnificina na Terra, sem fazer nada, nao posso acreditar jamais. Eu jamais deixaria um leao comer uma ovelha na minha frente se eu pudesse evita-lo, mesmo tendo que matar o leao. O Deus da Biblia esta’ totalmente fora de cogitacao.
Postedo na A Matriz e as RELIGIOES, Evolucao | Sem Comentários »
domingo, maio | 17 | 2009
Apenas para deixar anotado e retornar sempre… O fenomeno da respiracao, que apareceu nos seres vivos, nunca foi procurado em LUCA. Como sempre, todo fenomeno relacionado com sistemas biologicos (e quaisquer outros) tem que ter suas raizes nos tempos passados, ate’ no instante do Big Bang, em formas cada vez mais primitivas e simples. Portanto, LUCA tem que ter tido algum mecanismo relacionado `a respiracao, e devemos procura-lo. Lembrando: a respiracao nao pode ter surgido com o primeiro ser vivo, pois a respiracao e’ baseada em oxigenio e na epoca que eles apareceram aqui a atmosfera nao tinha ou continha pouco (?) oxigenio. Sao as plantas que produzem o elemento para respiracao, entao… (ver depois hipotese heterotropica).
Tags: , oxigenio, reapiracao Postedo na A Matriz e as RELIGIOES, Sem Categoria, pPesquisas da Matriz | Sem Comentários »
quarta-feira, maio | 13 | 2009

Richard Dawkins, Willian Paley, e este autor explicando “Evolucao segundo a Matriz” numa escola rural da Amazonia
A controversia entre Willian Paley (The Watchmaker Analogy) e Richard Dawkins (The Blind Watchmaker) ganha, com a nova cosmovisao da Matriz, um terceiro combatente (The Natural Watchmaker). Esta historia comecou em 1802 quando Paley publicou o livro “Natural Theology”, argumentando que a complexidade de organismos vivos era evidencia da existencia de um “Divino Criador” por meio de uma analogia com o modo pelo qual a existencia de um relogio de bolso conduz `a fe’ na existencia de um inventor inteligente de relogios. Se um relogio desses for achado no meio da grama, sera’ mais razoavel assumir que alguem deixou-o cair e que ele foi feito por um fabricante de relogios e nao pelas forcas naturais. O texto abaixo sintetiza o pensamento de Paley: ………………………………………………………………………………………………………………………………………………….. “In crossing a heath, suppose I pitched my foot against a stone, and were asked how the stone came to be (Traducao: Caminhando por um campo, suponha que eu tenha tropecado numa pedra, e perguntado como a pedra foi parar ali;eu possivelmente responderia que, pelo que sei, ela tinha estado ali desde sempre; nao seria muito facil talvez demonstrar o absurdo desta ideia. Mas suponha que eu tivesse achado um relogio sobre o solo, e fosse perguntado como o relogio foi parar naquele lugar; eu dificilmente pensaria na mesma resposta que eu dei antes, de que, pelo que eu sei, o relogio estaria la desde sempre. Continuar…) there; I might possibly answer, that, for anything I knew to the contrary, it had lain there forever: nor would it perhaps be very easy to show the absurdity of this answer. But suppose I had found a watch upon the ground, and it should be inquired how the watch happened to be in that place; I should hardly think of the answer I had before given, that for anything I knew, the watch might have always been there. (…) There must have existed, at some time, and at some place or other, an artificer or artificers, who formed [the watch] for the purpose which we find it actually to answer; who comprehended its construction, and designed its use. (…) Every indication of contrivance, every manifestation of design, which existed in the watch, exists in the works of nature; with the difference, on the side of nature, of being greater or more, and that in a degree which exceeds all computation.” – William Paley, Natural Theology (1802) ……………………………………………………………………………………………………………………………………………………… . Por outro lado, o notavel autor de muitos best-seelers (The Selfish Gene, The God Delusion, etc.), Richard Dawkins escreveu “The Blind Watchmaker”, no qual ele apresenta um argumento em favor da Teoria da Evolucao segundo sua crenca ateista, atraves da selecao natural. Na escolha do titulo de seu livro, Dawkins faz referencias `a “analogia do fabricante de relogios”, expondo os contrastes das diferencas entre design humano e seu potencial de planejamento com os produtos sem quaisquer propositos e planejamentos da selecao natural, portanto comparando os processos evolucionarios com um fabricante cego de relogios.Enquanto e’ clara e compreendida a “crenca criacionista” de Paley, a “crenca ateista” de Dawkins e’ menos compreendida. Para Dawkins, o assunto “origins” esta’ encerrado, nao existe, deve ser cortado fora de qualquer tipo de pesquisa cientifica. Se voce perguntar a ele, “Porque o Universo, ou tudo o mais, incluindo a Vida, existe?”, ele rspondera’ simplesmente que “ As coisas justamente existem, e isto e’ tudo!” Para ele, o Universo, a existencia, simplesmente “e’”, e ele e’ o que e’, e que este e’ o modo dele ser, por causas que nao podem serem conhecidas ou inteligivel razao. Ele justamente, simplesmente aconteceu, isto e’ tudo. Universos “pop up”, brotam, para a existencia”.……………………………………………………………………………………………………………………………………………………. . A cosmovisao da Matriz nao se simpatiza nem com a crenca de Paley, nem com a de Dawkins, muito pelo contrario. E o que sugerem os modelos da Matriz sobre as origens da Vida, do Universo, e sobre as causas que produziram ou criaram essas “origens”? Desde o Big Bang, a cerca de 13,7 bilhoes de anos atras, neste ponto do espaco e neste lapso de tempo ate’ hoje, tem havido aqui um processo de embriogeneses, semelhante ao processo de embriogenese pelo qual e’ gerado um corpo humano. O proprio Big Bang nada mais foi que a explosao de um envolucro contendo informacoes sobre um “sistema” existente antes do Big Bang, no meio de um substancia que pode ser chamada “dark matter” que fez a funcao do liquido amniotico contido num ovulo… `a imagem e semelhanca de como ‘e a primeira origem de um corpo humano no momento em que se da’ uma fecundacao. A seguir, o caos do principio e’ a faze em que genes se chocam e tentam identificar seus pares para suas missoes especificas, a fase das nebulosas de atomos leves e galaxias correspondem as fases de morula e blastula, e assim o feto humano vai repetindo as formas de repteis, peixe, mamifero quadrupede, etc, ou seja, todas as formas de seus sistemas ancestrais. A ultima forma neste momento e’ a do novo sistema denominado “auto-consciencia”, alojado sobre um sistema biologico, e talvez – se nao existe nenhuma outra forma ainda mais evoluida por vir – esta sera’ a forma final de toda esta historia de embriogeneses. O embriao humano so nasce quando alcanca a ultima forma no estado daquela especie que o gerou, e assim deve ser com o “filho” que esta’ sendo gerado neste ponto do espaco universal.…………………………………………………………………………………………………………………………………………………….. Portanto, o “Watchmaker” deve ser um “ser natural”, tao natural quanto e’ o Universo todo (assim como quer Dawkins). Mas o Universo e a Vida nao brotaram do nada, e sim, foram previamente desenhados (como queria Paley), mas desenhados sem que o desenhista interfira ou crie o desenho, tal como nossos pais nao tiveram controle sobre os genes transmitidos, portanto naom puderam planejar o tipo e qualidade do organismo vivo que geraram. Mas sabiam o que ia ser gerado. O Universo e a Vida sao producoes geneticas, tem como causa inicial um ser inteligente ( considrrando-se a forma da auto-consciencia), mas este nao foi o desenhista inteligente da nossa vida, assim como a mamae galinha nao foi uma desenhista inteligente da sua franguinha. Um frango parece sim, ser obra nao de forcas naturais ao acaso, mas de uma causa ordenada, organizada, complexa. E de fato, a mamae galinha e’ uma causa criadora organizada, ordenada, complexa, mas a galinha nao ‘e magica nem e’ Deus.…………………………………………………………………………………………………………………………………………………….. . Entao, acho que a primeira e fundamental questao que rompe na cabeca de qualquer um que ouca a cosmovisao da Matriz deve ser: “ Qual a relacao que temos com esse “gerador” tao distante?” Ora, qual a relacao que existe entre uma mae gravida, os genes, e o feto que esta’ sendo gerado dentro de sua barriga?………………………………………………………………………………………………………………………………………………………… E’ certo que os modelos da Matriz complicam esse quadro embriogenetico quando acrescenta as leis da macro-evolucao sobre as leis da micro-evolucao, para explicar as diferencas dimensionais entre a embriogenese do Universo e a embriogenese humana. E’ certo que nos modelos da Matriz o processo embriogenetico e’ composto de duas fases – a dos ovos fora e a dos ovos dentro – para explicar porque a auto-consciencia, ainda na primeira fase dos ovos-fora, esta’ passando por estas terriveis dificuldades como a solidao aprisionada numa cela ovular, etc., enquanto a embriogenese humana, so’ apresenta a segunda fase, dos ovos dentro.……………………………………………………………………………………………………………………………………………………….. . Se Paley quer chamar esse gerador de Deus, tudo bem, porem, nos estamos carecas de saber e ver no mundo que, o tipo de relacionamento que ele acredita existir entre nos e “Deus”, nao existe. Se Dawkins quer chamar esse gerador de “causa inexistente” tudo bem, porem, nos estamos carecas de saber e ver no mundo que nao existe efeito sem causa, e que o tipo de relacionamento que ele acredita existir entre nossa existencia e causas inexistentes, nao existem. Agora, esta’ com a palavra aqueles que nao se simpatizarem com o “gerador” segundo nossa cosmovisao, e devem mostrar porque o tipo de relacionamento entre nos e o nosso “Deus Natural” - tao natural que gera seus ovos e os poe fora deixando a prole ao sabor da propria sorte, porem, que tambem a seguir mantem e nutre esta prole assim como LUCA faz - e’ diferente do tipo de relacionamento entre uma borboleta recem nascida ainda na fase de larva e as borboletas que sao sua mae e pai. Certo?…………………………………………………………………………………………………………………………………………………….Se alguem me provar que tem um relacionamento ativo com um Deus Magico e Onipotente, ou se alguem me levar a ceu aberto e mostrar algo que brota do nada para a existencia e ainda consegue ter um relacionamento ativo com essa coisa, e ainda se alguem provar que nossa relacao com seja la’ o que for que existia antes deste Universo e existe alem dele e’ diferente do relacionamente entre a sardinha-filha e a sardinha-mae no meio do oceano, eu juro que arranco a roupa, injeto os virus da malaria no meu corpo para sofrer a febre da falata de memoria sobre toda a cultura civilizada que aprendi, e volto na Amazonia comendo apenas bananas e grunhindo com as narinas abertas e todos os sentidos alertas para reaprender os sinais da natureza e refazer minha cosmovisao. Prometo que nao vou nem voltar `a escolinha que fiz em Serra Pelada e ensinei a teoria da Evolucao…
Tags: , Paley, Richard Dawkins, Watchmaker Postedo na A Matriz e as RELIGIOES, Sem Categoria | Sem Comentários »
quarta-feira, abril | 15 | 2009

No livro “The God Delusion”, Richard Dawkins nos brinda com um valioso esclarecimento que normalmente nos causa confusoes. Trata-se do testo abaixo:
Let’s remind ourselves of the terminology. A theist believes in a supernatural intelligence who, in addition to his main work of creating the universe in the first place, is still around to oversee and influence the subsequent fate of his initial creation. In many theistic belief systems, the deity is intimately involved in human affairs. He answers prayers; forgives or punishes sins; intervenes in the world by performing miracles; frets about good and bad deeds, and knows when we do them (or even think of doing them). A deist, too, believes in a supernatural intelligence, but one whose activities were confined to setting up the laws that govern the universe in the first place. The deist God never intervenes thereafter, and certainly has no specific interest in human affairs. Pantheists don’t believe in a supernatural God at all, but use the word God as a nonsupernatural synonym for Nature, or for the Universe, or for the lawfulness that governs its workings. Deists differ from theists in that their God does not answer prayers, is not interested in sins or confessions, does not read our thoughts and does not intervene with capricious miracles. Deists differ from pantheists in that the deist God is some kind of cosmic intelligence, rather than the pantheist’s metaphoric or poetic synonym for the laws of the universe. Pantheism is sexed-up atheism. Deism is watered-down theism.
There is every reason to think that famous Einsteinisms like ‘God is subtle but he is not malicious’ or ‘He does not play dice’ or ‘Did God have a choice in creating the Universe?’ are pantheistic, not deistic, and certainly not theistic. ‘God does not play dice’ should be translated as ‘Randomness does not lie at the heart of all things.’ ‘Did God have a choice in creating the Universe?’ means ‘Could the universe have begun in any other way?’ Einstein was using ‘God’ in a purely metaphorical, poetic sense. So is Stephen Hawking, and so are most of those physicists who occasionally slip into the language of religious metaphor. Paul Davies’s The Mind of God seems to hover somewhere between Einsteinian pantheism and an obscure form of deism – for which he was rewarded with the Templeton Prize (a very large sum of money given annually by the Templeton Foundation, usually to a scientist who is prepared to say something nice about religion). . . .
Pelo dito acima parece-me que ele se esqueceu apenas do agnosticismo, o qual e’ justamente meu caso. Talvez Dawkins entende agnosticismo como panteismo, sera’? Em todo caso, a visao de mundo da Matriz nao tem hard-wired meu cerebro como um panteista na definicao de Dawkins: eu desconfio que o mundo todo e’ um ser dividido em hardware e software, que o software pode ser um campo holografico banhando o corpo inteiro, tem que ser inteligente e consciente de sua existencia, como tambem pode ate’ ter consciencia sobre os microbios(como nos, humanos) existentes em seu corpo (cujos microbios sao tambem seu corpo e em alguns casos, tambem sua mente), que pode ate’ ter tomado providencias para que todos os microbios de seu corpo tenham um final feliz ou um nao-final sempre voltado para a sua melhoria, mas… esse ser nao pode ser chamado Deus, porque existe a forte possibilidade de que este ser e este mundo nao ser tudo o que ha’, existindo ainda a possibilidade dos dois mundos auto-excludentes, auto-retroalimentadores, anbos finitos mas formando o infinito, que a Matriz esta’ sugerindo. Portanto, este ser que pode existir e ser este mundo, sera’ apenas a metade do mundo, apesar de que a outra metade nunca exista quando este existe e vice-versa, mas que na outra metade exista outro ser que tambem e’ o outro mundo, e em tudo excludente em relacao a este… e’meio confuso mas eu entendo isto perfeitamente… e a chave para entender e aceitar a possibilidade dos dois mundos esta’ naquela analogia que faco da agua que vai para o Polo Norte e o gelo que vai para o Sul, que escrevo aqui em outro artigo nao me lembro onde…
Postedo na A Matriz e as RELIGIOES | Sem Comentários »
quarta-feira, abril | 15 | 2009
Richard Dawkins, no primeiro capitulo de ” The God Delusion”, escreve:
“Human thoughts and emotions emerge from exceedingly complex interconnections of physical entities within the brain. An atheist in this sense of philosophical naturalist is somebody who believes there is nothing beyond the natural, physical world, no supernatural creative intelligence lurking behind the observable universe, no soul that outlasts the body and no miracles – except in the sense of natural phenomena that we don’t yet understand. If there is something that appears to lie beyond the natural world as it is now imperfectly understood, we hope eventually to understand it and embrace it within the natural. As ever when we unweave a rainbow, it will not become less wonderful.”
Entao a visao de mundo construida pela Matriz nao fez de mim um ateu. Existem dois problemas com o ateismo, se de fato Dawkins fala em nome do ateismo. Primeiro, quando diz ” ateu acredita que nao existe supernatural inteligencia alem do Universo observavel”. Segundo, quando acredita que nao existe alma ligada ao corpo”; terceiro, quando alimentam a esperanca de que vao entender qualquer coisa que jaz alem do mundo natural. A Matriz esta’ sugerindo outras diferentes conclusoes.
A Historia de 13,7 bilhoes de anos e os elementos materiais existentes nesta Historia indicam que existem duas possiveis realidades alem deste Universo e antes do Big Bang: um ser na forma de sistema natural gerando Universos pelo processo genetico e/ou uma inteligencia ex-machine elaborando softwares vivos que evoluem criando hardwares e se retro-alimentando deles; porem como as duas coisas – genetica e programas computacionais – podem no fundo serem resumidos a um so processo, e sabendo-se que um rato qualquer tem o poder de gerar sistemas por este processo, apenas saber que este Universo e’ uma producao genetica e sempre houve uma formula organizando a materia em sistemas que se parece com o diagrama de um software, nao e’ evidencia suficiente para se acreditar que o tal ser natural ex-machine continha ( ou contem), inteligencia. Mas o fato incontestavel de que nesta Historia, dentre as varias formas adquiridas pela cria que esta’ sendo geneticamente reproduzida, surgiu o que denominamos auto-consciencia, inteligente, e nao acreditando que isto seja produto de acidental mutacao, a nossa suspeita obvia e’ de que o tal ser ex-machine era, ou e’, dotado de inteligencia. Porem, esta inteligencia deve ser natural, o que indica que ela nao tem o poder de fazer milagres, no sentido de fazer coisas aparecerem do nada.
Podemos, como os ateus, acreditar – quer dizer, afirmar – que nao existe alma ligada ao nosso corpo? A sugestao dos modelos da Matriz quando descreve o processo pelo qual LUCA se tornou um sistema biologico, indica que o circuito sistemico constituido do fluxo de informacoes de LUCA como sistema natural, foi fragmentado em fotons e depois recompos-se aqui na superficie da Terra criando novo hardware que foi o primeiro sistema biologico. Portanto teria acontecido que a contraparte energetica da parte de massa do corpo de LUCA se constituiu numa especie de diagrama de software que se decompos para ser transmitido `a distancia tal como a voz ou imagem de televisao se transforma em sinal e depois se recompoe num hardware receptor. Neste longo processo de 13,7 bilhoes de anos de retro-alimentacao entre software e hardware e a existencia de especies que continuam existindo mesmo apos terem saido do tronco da arvore da Evolucao, indica que corpos sobrevivem `a fragmentacao da “alma” enquanto a “alma” sobrevive `a morte do corpo. Esta “alma”, na teoria da Matriz adquire uma forma, uma face, a mesma de uma seccao do DNA, cuja forma e’ a mesma apontada intuicao oriental antiga da “aura” cpmposta de duas hastes chamadas de serpentes kundaline e sete sois centrais, a qual e’ a mesma forma do DNA, e do diagrama que sustentava o Cosmos antes da origem da Vida. Claro que a nossa incapacidade de encontrar parametros que embasem aquele possivel evento e/ou de encontrar evidencias que desmintam aquele possivel evento nos conduz nao `a crenca na alma, mas a uma suspeita de que ela exista porque ela parece algo perfeitamente natural, logica e natural, tendo em vista que um so’ DNA que apareceu neste mundo terrestre a 3,5 bilhoes de anos atras continua vivo ate’ hoje. E nao vemos como explicar isto sem a ideia da retroalimentacao. Por isso, ao contrario do ateismo, eu nao tenho certeza da nao existencia da alma.
Terceiro, eu nao tenho a esperanca de que possamos vir a entender tudo, inclusive o que exista no mais distante espaco/tempo alem do mundo natural. Acho que isso e’ arrogancia e uma certa falta de nocao de grandezas, do verdadeiro tamanho do que pode existir alem deste mundo natural. Obviamente Dawkins pensa no Universo observavel quando usa as palavras “o mundo natural”, e desde que o nosso cerebro e’ feito por este mundo natural, deve ser limitado a ele, ou seja, as informacoes que ele pode captar, armazenar e operar estao limitadas a ele. Por exemplo, nem a ideia de eternidade/infinitude e/ou ”causa primeira e finitude” podem ser entendidas por este cerebro, jamais. Os modelos da Matriz sugerem que em ultima instancia exista a realidade de dois mundos contrarios entre si que se retro-alimentam, tornando cada mundo finito e infinito ao mesmo tempo, enquanto que as substancias de um mundo – como a consciencia humana – podem atravessar a barreira entre os dois, porem sao transformadas nesta passagem de maneira que tudo o que pertence ao mundo deixado la fica, inclusive a memoria de sua existencia. E com isso, jamais entenderiamos mais que a metade do verdadeiro mundo.
Porem, como agnostico, e’ possivel que algum futuro dado factual destrua essa cosmovisao e me transforme num ateu… quem sabe?
Tags: ateismo, religiao, Richard Dawkins, The God Delusion Postedo na A Matriz e as RELIGIOES | Sem Comentários »
|