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Teoria da Recapitulação Cosmológica

sábado, outubro 3rd, 2009

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Embriões de Haeckel 

 Dentro da nossa perspectiva de que o Universo é uma produção genética, emerge a idéia de um “Universo Vivo”. Porem, para nós, Universo não é apenas aquela infinidade de estrelas que se vê no céu lá fora, ou seja, não é o superaglomerado de aglomerados contendo bilhões de galáxias. Aquilo tudo são fosseis dos ancestrais, ou espécies ancestrais que ficaram no passado e não mais evoluem e que se tornaram os mundos ambientais que suportariam as gerações futuras. Estrelas pairam no firmamento depois de terem terminado sua missão na longa senda da evolução e de lá nos espreitam esperançosas, torcendo por nós, pois somos a sua esperança de que sua existência continuará registrada no código universal e conosco conduzidas à eternidade, assim como aqui na Terra as espécies de animais que ficaram para traz na evolução mas ainda existem e nos espreitam, pois somos o dardo que projetaram de si rumo ao futuro infinito carregando na forma de um código a essencia de suas existências.  

O Universo que nasceu no Big Bang era o principio de um sistema assim como a primeira célula viva que nasceu aqui era o principio da biosfera terrestre. Esse sistema gera uma infinidade de subprodutos que ou vão sendo incorporados ao tronco da arvore da evolução e ali permanecem por muito tempo ou vão se tornando os galhos que secam e se extinguem, mas assim como naquela primeira célula o que importa é o codigo da memória na forma de RNA/DNA, o verdadeiro Universo do Big Bang é o sistema “Universo” que vem evoluindo de sistema em sistema, ora macroscópico ora microscópico, e se resume todo numa memória que denominamos de “A Matriz Universal”.     

       O Universo de hoje está fragmentado em inimaginavel numero de genes ativos em niveis adiantados, que são as formas de vida mais evoluidas espalhadas por muitos mundos, sendo que aqui nestas regiões estes genes tem a forma de seres humanos, ou talvez, da mente destes seres humanos. Portanto, o ser humano é o Universo que criou pernas e caminha.

Dentro desta linha de raciocinio e sendo atraídos pela teoria de Haeckel de que durante a gestação o ser humano vai mudando de formas e estas formas recapitulam os estagios da evolução biológica, nós somos obrigados a supor que esta teoria deveria ser ampliada. Pois ela apenas considera nossa ancestralidade biológica, mas, e nossa ancestralidade cosmológica? Observe no quadro acima que ele parte da forma do peixe, quando o feto já estava estruturado como corpo. Mas antes disso houveram as formas da morula, da blastula, e outras. Estas formas não recapitulam nada? Ora, olhando-se para elas parecem com nebulas de atomos, conglomerados de galaxias… Então surgiu esta idéia de que tambem a evolução cosmológica está presente nesta recapitulação. E não poderia ser de outra forma, literalmente:  a Matriz guarda na memória toda a História do Universo, que é sua própria história, e como aqui a Matriz toma a forma do DNA, essa memória referente ao período da evolução cosmológica está ali, naquelas regiões dos genes inativos , denominada junk-DNA. Vamos ver a teoria do Big Bang na nossa interpretação como sendo um evento à imagem e semelhança de um evento de fecundação de um óvulo por um espermatozóide. Portanto, até o ato inicial tem sua forma ou imagem recapitulada antes do nascimento de uma criança.

Bem… sabemos que a Teoria da Recapitulação é aceita por uns e contestada por outros, existem duvidas se os desenhos acima são realmente de Haeckel, etc. Mas por ora vamos ficar do lado do time que aceita a teoria, porque os modelos da Matriz sugerem que ela está certa.

A Teoria pode ser vista suscintamente na Wikipedia.