Archive for the ‘Ciência’ Category

Vídeo: Sinfonia da Ciência “Nós Estamos Todos Conectados”

quinta-feira, dezembro 29th, 2011

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inesquecível, para quem gosta de conhecer a Natureza:

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Método Cientifico: Sôbre a Integridade Ética da Pesquisa – FAPESP

sexta-feira, setembro 30th, 2011

Boas práticas científicas

FAPESP lança código para garantir a integridade ética da pesquisa
http://revistapesquisa.fapesp.br/?art=71731&bd=2&pg=1&lg=

Observar que no artigo há um link para:
“Sobre a integridade ética da pesquisa”, de Luiz Henrique Lopes dos Santos

Deus Cria a Nível Quântico? Veja Quem Não Provou Que Não. (atualização 2)

domingo, setembro 4th, 2011

A FORBES publica artigo sob o título:

Why Anti-Science Ideology is Bad for America

( http://www.forbes.com/sites/petergleick/2011/08/31/why-anti-science-ideology-is-bad-for-america/ )

8/31/2011 @ 5:33PM

Peter Gleick, Contributor

Antes de ler o artigo, todo fílósofo já se pergunta: ” E o que fêz a Ciência de ofensivo às pessoas que se tornaram anti-cientificas?”

Creio em pelo menos duas respostas:
1) Conservadores que estavam bem acomodados materialmente e desejavam manter o status quo eternamente tiveram suas comodidades mudadas por produtos da Ciência;
2) A Cíência foi indevidamente utilizada por ideologistas, religiosos, politicos, ou economicos predadores, para ofender crenças, ideologias, religiões e/ou economias – fazendo com que as vítimas, ao invés de entenderem a mentira, se tornaram anti-científicas.

As Teorias da Evolução, do Big Bang, da Abiogênese, pela forma como foram textualizadas e introduzidas nos curriculuns escolares e na mídia em geral é um exemplo do segundo caso. Profossopnais da educação e da mídia sempre se esquecem quando estão informando sôbre uma teoria, que se trata de “teoria” e não evitam impregnar o texto com sua crença ou descrença particular. Concordo que se acumula o conhecimento de fatos que se tornam evidências sugerindo que muitos dogmas religiosos estariam errados, mas isto não sustenta uma afirmação cientifica de que, por exemplo, não existiria um Designer por trás da criação do mundo e da Vida. Nós não podemos provar que não existam dimensões ou ordens de fenômenos ainda desconhecidas para nós. Veja-se por exemplo a revolução causada em nosso conhecimento e nos modêlos teóricos cientificos (como o modêlo do átomo), que foram mudados com a descoberta da ordem de fenômenos na dimensão quântica. E o que haverá nas “dark matter” e “dark energy”? E o que mais de inimaginável hoje, virá no futuro? É possível que Deus tenha criado o mundo e a vida através de programações no nivel quantico. Ninguem provou que não, ninguem chegou ao vácuo absoluto e retornou de lá vindo até aqui e explicando detalhadamente como êste mundo surgiu dali e se desenvolveu. Atualmente se suspeita que tudo tem inicio através de flutuações de ondas que surgem do vácuo, mas se isto for real, estas ondas podem ser a forma de informações vindas de universos, mundos, ou inteligências, totalmente inimagináveis ainda.

Mas os textos escolares transmitem, transpiram, uma cultura sugestiva anti-criacionista e isto gera muitos descontentes equivocados contra a Ciência. Equivocados porque a Ciência pura não pode ser confundida com as teorias dela geradas, e não ofende crenças espiritualistas; quem o faz são humanos imbuídos de ideologias que traduzem os fatos científicos para textos destinados aos leigos na profissão científica. E agora, no artigo da Forbes, não é a Ciência que está reclamando e sim, novamente, humanos e suas inevitáveis ideologias. O autor denuncia, com razão, as posturas negativas de muitos em relação aos fatos cientificos relacionados á mudança climática e à atual constância das catástrofes naturais, mas nota-se que êle não sugere novas estratégias cientificas para testar os atuais dados e obter mais dados cientificos. Sua ideologia construída pela moderna academia dominante no empreendimento científico dirige seus pensamentos e métodos.

Teorias são resultantes de exercicios filosóficos (seja pelo método da lógica formal ou pelo método abstracionista da matemática) de conexão dos fatos conhecidos e comprovados. Mas os atuais fatos realmente comprovados podem ser embaralhados e re-organizados de várias maneiras, cada qual resultando numa figura final que sugere um tipo de interpretação e visão do mundo, e sua inevitável consequente ideologia. Por exemplo, quando cheguei à conclusão que nenhuma das teorias existentes, cientificas e religiosas, me satisfaziam como explicações para as existências, pensei que se fizesse êste exercicio de organização dos fatos num ambiente de natureza virgem, bruta e selvagem como a selva amazonica, ao invés de fazê-lo como sempre foi feito, no conforto das áreas urbanas mas artificiais, poder-se-ia obter um resultado final mais próximo da verdade natural. O resultado foi a Teoria da Matrix/DNA, a qual se baseia estritamente nos fatos comprovados porem o quadro final não apenas deixa uma porta válida aberta para as cosmovisões religiosas, mas sugere que tudo nêste Universo material possa ser produto de um prévio desenho genético ou computacional que opera a nível quantico. Mas – e isto é o mais importante – apesar de ser impossivel evitar uma nova ideologia que esta nova visão produz – e tendo em conta na lembrança a desastrosa utilização das teorias cientificas para desacreditar e atrair inimigos contra elas próprias – nunca deixamos de mencionar que se trata de uma teoria e portanto inevitavel que seja transformada. Os fatos comprovados devem ser sempre re-afirmados, mas a partir dêles, quando começa o reino das interpretações e da impregnação dos valores humanos sôbre os fatos, nada mais se afirma.

Dilma,China e a Denuncia de um Pacto Macabro

terça-feira, abril 12th, 2011

http://br.noticias.yahoo.com/dilma-quer-diversificar-com%C3%A9rcio-china-20110412-045901-027.html

Mais uma vez…tudo errado! A cegueira cientifico-intelectual da diplomacia brasileira revela o caráter retrógrado do consciente coletivo brasileiro. Querem “chinalizar” o Brazil? Bilhões de seres humanos arrolados como robots para dentro de fábricas com trabalho escravo a míseros cents por hora, formando uma massa sem destino, sem sentido existencial, manietada por uma ditadura desumana. Muito diferente da agenda do “Tea Party”que cresce e se manifesta nos USA defendendo a liberdade individual e portas abertas à sua íntima evolução. Os investimentos chineses estão centrados nas áreas de petróleo, tecnologia agrícola e produção de soja. Matéria-prima. Energia para mover a mecãnica perpétua da máquina chinesa e alimento para manter as massas. E assim o povo brasileiro, ao invés de ser lançado à sua evolução na Ciência e tecnologia de ponta, é carreado como rebanho para as minas subterrãneas e a roça!

 Temos que fazer e vender aviões, computadores, fibras óticas, raio lasers! E não sangrar nosso solo vampirizando seus recursos naturais para sustentar aberrações externas que são um prejuízo para a evolução da Humanidade.
O Brazil ficou muito tempo sem emprêgo porque todo o trabalho do mundo está sendo feito na China em fábricas montadas por capitalistas internacionais para explorar a mão-de obra gratuíta.

Fui trabalhar no descarregamento de containers nos Estados Unidos e o que ví? Tudo vem da China. Do Brazil apenas algumas malhas de Santa Catarina e ossos para cachorros do Rio Grande. Desta forma a China é um cancer na classe trabalhadora mundial. Agora temos emprêgo na construção porque estamos vendendo os nossos recursos naturais em troca de moradia. Bolsa familia, alimento barato e casa própria será a explosão da população brasileira, enquanto o total descaso com a educação científica e intelectual vão completar a constituição de uma massa amôrfa, quase-eterna.

A única coisa que presta nêstes acôrdos é a sociedade na tecnologia espacial. O Partido dos Trabalhadores precisa mudar suas raízes intelectuais de sonho de uma elite nababa e carnavalesca mantendo um povo feliz com novelas e futebol enquanto não veêm a luz do sol dentro das fábricas. Isso não tem futuro porque está contra as leis naturais: a Natureza sempre tem evoluído do mais simples para o mais complexo e quem não entra no seu ritmo é destruído pela avalancha das transformações.

Menos política e mais educação cientifica, pois a Ciência é que tem proporcionado poder e riqueza aos povos de certas nações. Claro que devemos manter boas e construtivas relações com o povo chinês buscando a convivência solidária e evolução dos dois povos, mas devemos sempre manter um pé atrás e criticar o regime que se impõem como uma ditadura contra as liberdades democráticas. E a classe trabalhadora brasileira tem que entender quem no mundo avilta o valor de seu trabalho devido estar psicológicamente anestesiado e anulado para a vida e o progresso. Trocar nossa energia e os nutrientes de nosso solo pelos computadores e bugigangas da China é burrice pela qual nossas futuras gerações irão pagar muito caro.

Kevin Dunbar: O cientista que estuda cientistas

sexta-feira, setembro 10th, 2010

Na defesa da Teoria da Matriz  precisamos aumentar nossa munição e o artigo abaixo vem a calhar.

Publicado em: http://criacionista.blogspot.com/ 

[Meus comentários seguem entre colchetes – MB]
O professor de psicologia  queria entender como pesquisadores chegam a conclusões científicas. Passou um ano nos laboratórios da Universidade Stanford, nos EUA. O que ele descobriu? Que cientistas adoram formular teses – mas odeiam quando elas fracassam. E que a ciência ignora descobertas acidentais capazes de revolucionar nosso conhecimento.

Cientistas iniciam pesquisas com uma tese e depois fazem testes para comprová-la. Qual o problema disso?

O problema é que os cientistas definem um objetivo, e esse objetivo bloqueia a consideração de outras hipóteses [tenho visto exatamente esse tipo de coisa, ao longo dos anos, no que diz respeito à discussão sobre as origens; darwinistas naturalistas se recusam considerar premissas de outra cosmovisão, simplesmente por não ser naturalista ou ter sabor “religioso”]. Pelo menos 50% dos dados encontrados em pesquisas são inconsistentes com a tese inicial. Uma proteína que “não deveria” estar lá, por exemplo [ou a evidência de design inteligente que não pode ser considerada, para acrescentar outro exemplo]. Quando isso acontece, os cientistas refazem o experimento mudando detalhes, como a temperatura, esperando que o dado estranho desapareça. Só uma minoria investiga os resultados inesperados [outro exemplo: em lugar de admitir que o clássico experimento de Urey-Miller não explica a origem abiótica da vida, darwinistas preferem sustentar a teoria e buscar outras explicações para o improvável; preferem, assim, salvar a teoria dos fatos].

Por quê?

Se você está comprometido com uma teoria, a tendência é ignorar fatos inconsistentes com ela [perfeito! O comprometimento com o naturalismo impede que muitos cientistas vejam as coisas de outra maneira – claro que isso também acomete cientistas teístas]. Pode ser que você nem repare em um dado inesperado. A explicação para isso está no cérebro. Há informações demais à nossa volta, e o cérebro precisa filtrá-las [e como o cérebro filtra essas informações? Aí entra o elemento subjetivo da cosmovisão que faz com que cientistas naturalistas e teístas interpretem o mesmo objeto de estudo de maneiras totalmente diferentes]. Dados “estranhos” nem serão memorizados [dados estranhos como o fato de o crânio do neandertal ser maior que o do homem moderno; como o fato de não existirem os milhares (milhões?) de elos transicionais esperados na coluna geológica; como a constatação de que informação complexa e específica necessária para a evolução darwiniana simplesmente não surge; e assim por diante]. Essa é uma das funções de uma região cerebral chamada córtex pré-frontal dorsolateral: suprimir informações indesejadas [leia também “Dissonância cognitiva”].

Mas como saber qual dado estranho merece atenção e qual não merece?

O bom cientista sabe que tipo de dados seguir. Ele dirá: “Hum, isso é interessante, vamos por aqui.” Outros cientistas não mudarão de rumo. Experimentos custam tempo e dinheiro, e eles não vão se arriscar em nome de algo que não conhecem [mas, se ciência é a busca da verdade e a verdade é ampla, os esforços para encontrá-la também deveriam sem amplos e considerar todas as hipóteses razoáveis]. Em geral, cientistas precisam decidir entre fazer os experimentos de baixo risco, que garantem emprego e publicações, e os de alto risco, que provavelmente não vão funcionar, mas podem render descobertas relevantes [além disso, ir contra o status quo atual da ciência é arriscar a carreira e a verba para pesquisas; por isso mesmo muitos cientistas preferem continuar pesquisando apenas dentro de certo paradigma].

Então o processo científico é parte do problema?

Sim, ele faz os cientistas se preocupar só em publicar. Assim, 90% dos cientistas apenas mudam uma variável de um velho experimento e o publicam de novo. Alteram detalhes, sem fazer descobertas que realmente contribuam para o conhecimento.

Como fomentar descobertas acidentais?

Com diálogo [como, se cientistas que só pensam em publicar (como Richard Dawkins) se recusam a dialogar com teóricos e pesquisadores criacionistas e do design inteligente? Como, se jornalistas como Marcelo Leite, da Folha, dizem que para os criacionistas não dão espaço?]. Na ciência, o raciocínio é feito em conjunto. É nas conversas que o raciocínio espontâneo ocorre. E isso pode ajudar o cientista a mudar de ideia sobre um resultado. Por isso a diversidade do grupo de cientistas é crucial [como, se cientistas criacionistas, se manifestam sua posição, nem sempre conseguem emprego?]. É importante ter gente na equipe que tenha vindo de faculdades diferentes, por exemplo [e que tenham cosmovisão diferente, também]. Também é bom ter homens e mulheres no grupo.

Que descoberta o mundo teria perdido não fosse o fracasso de uma tese?

O Viagra. Ele foi inicialmente desenvolvido para problemas do coração. No fim dos testes, a condição cardíaca dos voluntários não melhorou, mas eles não quiseram devolver a droga. Por quê? Os cientistas prestaram atenção no resultado inesperado – e hoje o Viagra é usado globalmente para combater a impotência sexual. Os cientistas, que achavam que o experimento havia falhado, fizeram uma importante descoberta acidental.

(Superinteressante)

Nota 1: O autor do artigo tem um blog e escreveu alguns comentários adicionais muito interessantes sob o título “A ciência é (quase) cega – e nós também”. Ele diz, por exemplo: “Desde que falei com Dunbar, fico com o pé atrás quando alguém me fala de algo ‘cientificamente provado’.” Uma leitora, que aparentemente é médica, comentou: “É… mudarmos a linha de raciocínio já tão bem costurada não é fácil messssmo! (Des)construir é para poucos… Sabe, Dudu, ando vivendo na pele a dificuldade que é ‘conversar’ com colegas (médicos principalmente) sobre o que anda acontecendo e mudando na ‘ciência’… rejeitam de cara e torcem o nariz!!! Mesmo o que já foi ‘cientificamente comprovado’, rsrs.” (Colaboração: Matheus Cardoso)

Qual deve vir primeiro: uma visão do mundo ou a ciência?

segunda-feira, fevereiro 8th, 2010

Na controvérsia entre crentes e ateus – ou mais exatamente, entre evolucionistas ateus e evolucionistas criacionistas do Intelligent Designer – os ateus estão afirmando que primeiro se deve fazer Ciência e só depois então, baseando-se nos fatos estabelecidos cientificamente, se pode extrair uma correta ou mais efetiva visão do mundo. Acho que as religiões fazem justamente o contrário, ou seja, primeiro um livro contendo a “sagrada escritura” expõe a visão do mundo e depois interpreta os fatos segundo essa visão. Se estou certo no tocante à atitude dos religiosos, pergunto: “E você? O que pensa? O que deve vir primeiro?

Lembrando que sou agnóstico deísta naturalista (se quiser pergunte que explico), antes de expor minha opinião gostaria de lembrar uma história que escrevo no meu livro a qual servirá aqui como uma boa analogia.

Os homens fizeram uma màquina tentando imitar o cérebro e chamaram-na de “computador”. Dotaram esta máquina de sensores próprios, como os visores telescópicos imitando os olhos, sensores termoelétricos para tatearem e sentirem temperaturas, densidades, imitando os dedos, auditores imitando a audição, etc.. Em seguida puseram êsse robot dotado de cérebro e tentáculos numa nave e inseriram instruções na máquina para navegar no espaço e coletar informações. Ou então enfiaram estes sensores no micro mundo dos átomos e proteínas e células para as informações saírem como gráficos ou imagens nas telas dos computadores. Pois bem. O cérebro elétro-mecânico invadiu assim o macro e o microcosmos, obedecendo as instruções do cérebro humano. Captou informações e as trouxe entregando-as de bandeja ao cérebro humano que as absorveu, analizou e em cima destas informações reprogramou a máquina e a enviou de volta. Tal procedimento foi feito um sem fim de vezes e continua sendo feito. Hoje em dia, eu penso que grande parte da nossa incrivel evolução cientifica nos ultimos 50 anos está baseada nestas informações invisiveis a olho nu, impossiveis de serem detetadas pelo complex sensorial humano. O que nos informa o mecanismo do ciclo de Krebs ou da fotossintese dentro de uma mitocondria, senão aparelhos que servem como extensões do nosso complexo sensorial? Como sabemos que tem um planeta opaco orbitando uma estrela em outra galáxia?

Foi uma espetacular vitória humana desde que Galileu desenvolveu a lente da luneta e viu coisas no céu a séculos atrás que ainda hoje, qualquer ser humano, a olho nu, olhando para o céu, jamais iria saber que tais coisas existem. Mas… (e sempre existe um mas…) talvez este recurso de pesquisa tenha um catastrófico efeito colateral. Pois pense no seguinte…

Na primeira operação o cérebro humano era o informado, enquanto o cérebro eletro-mecânico, totalmente estúpido, ignorante. Portanto o cérebro humano dominava a situação e prova disso é que ele forneceu informações suas, genuinamente humanas, captadas com os cinco sentidos do complexo sensorial humano. Como um escravo dócil o cérebro eletro-mecânico partiu para a colheita empregando seus tentáculos. Trouxe umas tantas novas informações jamais imaginadas pelo cérebro humano, o qual as absorveu admirado. E assim, admirado, instruído por essas novas informações,  ele direcionou o cérebro eletro-mecânico a novos lugares especificos visando melhor entender aquelas informações e captar mais informações relacionadas às primeiras. Lá se foi de novo o cérebro-eletromecânico para regiões longinquas, às quais o homem não pode ir, estendeu seus tentáculos com sensores, e retornou para passar informação ao cérebro-humano. Como quem diz:  eis aí a base para que me reprogrames,… enquanto, sem você notar, eu já o reprogramei. Como?!

Imagine que mum planeta gigantesco maior que Jupiter exista vida, e seres quase iguais aos humanos, e a nave minuscula, menor que uma môsca para os jupiterianos, se aproxime perto de um casal se namorando deitados na relva. O barulho dos beijos, o borbulhar e troca de salivas vai ser captado pelos sensores do computador como ruídos de ondas de maremotos, erupções vulcânicas, etc. E assim por diante, tudo o que for gravado e micro-observado ao nível de um micro-organismo será errôneamente interpretado aqui na Terra. Um planeta romantico, florido, passa a ser para nós um mundo de ambiente caótico, inóspito para a vida.

Os sensores de um cérebro eletro-mecânico faz com que ele esteja sob os mesmos efeitos que qualquer observador relativista. Cada tipo de observadores,  diferentes em termos de espaço-tempo, vai captar apenas dados relativos à sua dimensão espaço-temporal, seus sensores selecionam alguns dados e descriminam outros, ignorando-os. Uma formiga passeando na minha mesa agora olha para a frente e vê a letra “l” na tela do meu monitor, enquanto eu olhando para a frente, para o mesmo lugar que ela, estou vendo um monitor, um longo texto, centenas ou milhares de letras outras que o “l”.

Retorno à pergunta acima: “Estariam corretos os cientificistas fundamentalistas  quando afirmam que primeiro aplique-se a Ciência e só depois então formule sua visão de  mundo?”

Sou ferrenho defensor do método cientifico, adoro a Ciência, mas recuso-me a aceitar essa crença dos materialistas. Por exemplo, reunindo todos os poucos dados reais que temos hoje que fundamentam a Teoria do Big Bang, e rearrajando-os, conectando-os de outra maneira, se nos delineia um quadro totalmente diferente dêsse que a teoria elaborou e está sendo ensinada nos bancos escolares como processo pelo qual se deu as origens e primeiras expansões do Universo. Se eu pudesse por uma nave minuscula dentro de um óvulo não-fecundado, fazê-la estacionar no centro do óvulo, e ficar filmando a chegada do espermatozóide, o momento que rompe seu imvólucro espermático e libera os genes masculinos, e como eles se alinham com seus respectivos parceiros femininos, acho que a nave ia informar: “Atenção, uma coisa estranha está adentrando o espaço, parece uma nave extra-terrestre, quero dizer, extra-ovular, a nave está pousando, a nave parece que vai abrir uma port… buuummmm… ei, a nave explodiu, e que big bang!, e estão descendo os passageiros ( mas que raios de engenheiros burros são estes que para desembarcarem, ao invés de fazerem portas é preciso explodir a nave?!) e, ei, os passageiros são da mesma espécie dos bichinhos que estavam aqui antes nadando, e agora estão todos se reunindo em pares e ao som do movimento de tudo estão começando uma espécie de ritual de dança e acasalamento cósmico coletivo…

Os mesmos dados… o mesmo mundo…, podem produzir em uns uma visão do ponto de vista da Física, de um mundo ao acaso mas mecânicamente auto-selecionado , frio, sem propósito, e noutros, um mundo biologico, poético, sugerindo que o Universo é uma produção genética. Eu acho que aqueles que aceitam piamente um livro que pintaram de sagrado e inspirado pelo divino como base para sua visão de mundo, essa coisa tão fundamental que determina nosso jeito de ser e comportar-se e nos guia a um destino contrário ao que nos guiaria nossa razão livre, são loucos; mas não menos loucos são aqueles que acham que já temos dados suficientes e os dados certos para construir-mos nossa visão do mundo. Eu continuarei sem ter uma visão do mundo para ter minha mente mais livre para observar os seres vivos daqui, calcular qual e como deve ser o mundo ideal para eles, pois certamente não é êste como está, e fazer, obrigar, o mundo a se tornar igual à visão que quero que êle me pareça. Ter visões antecipadas, brigar por elas, tem causado divisão e até guerras entre os seres humanos e isto nos prejudica a todos.

Abraços e até outro dia… mas lembre-se: não deixe o cérebro eletro-mecânico mecanizar o seu cérebro biologico ( quem conhece a Teoria da Matriz/DNA sabe que o mecanicismo está encriptado em nossa genética  como herança de LUCA e a reprodução de LUCA tenta nos robotizar) , mas sim, permaneça atento no sentido de manter o cérebro eletro-mecânico dominado pelo seu cérebro.