Archive for the ‘Método Cíentifico’ Category

Movimento Holistico Orion: Para uma nova Consciencia

quarta-feira, agosto 2nd, 2017

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http://www.orion.med.br/

Historia da formacao e estado atual do movimento

Nos idos de 1970 foi fundada, em Paris, a primeira Universidade Holística, por iniciativa de Monique Thoenig. Essa Universidade teve um importante papel na introdução da Psicologia Transpessoal e da Visão Holística na França e mesmo na Europa. Monique Thoenig introduziu no cenário europeu grandes pioneiros como Rupert Sheldrake, Beverly Silverman, N. Bammate, Stanislav Grof, Stanley Krippner, estabelecendo contatos e pontes entre estes e grandes pensadores franceses como Jean-Emile Charon, Michel Random, Basarab Nicolescu, Stephan Lupasco e muitos outros ainda.

Em 1985, cansada por esse esforço gigantesco, Monique nos escreveu, exausta, querendo acabar essa importante tarefa e pedindo-nos ajuda. Travando conhecimento com ela, aceitei e sugeri também a colaboração de Jean-Yves Leloup, que naquela época estava dirigindo o Centre International de Ia Sainte-Baume, hoje extinto.

Jean-Yves Leloup sugeriu criarmos a Universidade Holística Internacional no lugar da Universidade de Paris. Criamos os estatutos e começamos a trabalhar na redação de uma Carta Magna, anexada à presente publicação. A segunda tarefa foi desenhar as linhas gerais de uma Formação Holística de Base.

Embora a Universidade Holística Internacional tivesse realizado um simpósio sobre o tema da “Aliança”, ela não se desenvolveu em Paris, mas tomou corpo em Brasília, quando o então Governador José Aparecido de Oliveira, em 1987, nos convidou para integrar uma comissão do Governo do Distrito Federal e, posteriormente, para assumir a responsabilidade de presidir e estruturar a Fundação Cidade da Paz, como mantenedora da Universidade Holística Internacional de Brasília.

Foi em Belo Horizonte, num curso de formação em Cosmodrama, realizado no Salão de Encontro de Noemy Gontijo, que passei ao planejamento da Formação Holística como tarefa prática, que consistia em adaptar o referido planejamento à realidade brasileira e à estrutura do Cosmodrama. Desse curso faziam parte, entre outros, Roberto Crema, Lydia Nunes Rebouças, Luiz Montezuma, Flávio e Sandra Rodrigues da Silva, Crestes Diniz Neto e Betty Clark.

Logo depois da inauguração da Universidade Holística Internacional de Brasília, na Granja do Ipê, em 14 de abril de 1989, definiu-se, sob o impulso de Roberto Crema, com base numa forma aperfeiçoada daquele trabalho prático, a estrutura da Formação Holística de Base, e iniciou-se a primeira turma com mais de oitenta candidatos, em 1989.

Criou-se o colegiado da Formação Holística, que continua se reunindo periodicamente, aperfeiçoando o processo de maneira constante, fazendo revisões para adequar o curso à estrutura geral do programa “A Arte de Viver em Paz”, reconhecido pela 26a assembléia geral da UNESCO como sendo um novo método holístico de Educação para a Paz.

A Formação Holística de Base está se mostrando, através da experiência de todos esses anos, um poderoso método de transformação, no sentido de despertar uma nova consciência para o terceiro milênio. Para cada um dos Aprendizes há a pessoa antes e depois da Formação: maior compreensão de si mesmo, dos outros, e sobretudo do significado desta nossa existência; maior tolerância, paciência e amor. Tais são, sem dúvida, os frutos colhidos por muitos participantes. A Formação Holística é um processo de perpétuo aperfeiçoamento.

A UNIPAZ é um movimento sem fins lucrativos, cujo objetivo maior é a introdução de uma nova consciência. Esta meta atende ao acordo na Declaração de Veneza da Unesco (1986) e na Carta de Brasília – este último documento-síntese publicado Diário Oficial da União em 17 de abril de 1997.

Atualmente a Unipaz mantém 9 campi: UNIPAZ-PT (Portugal), UNIPAZ-DF, UNIPAZ-BA, UNIPAZ-CE, UNIPAZ-SC, UNIPAZ-MG, UNIPAZ-RJ, UNIPAZ-SP (Campinas) e UNIPAZ-Sul. Além de 18 Núcleos espalhados pelo país: Belém-PA, Curitiba-PR, Goiânia-GO, Londrina-PR, Presidente Prudente-SP, Recife-PE, Triângulo Mineiro-MG, Vitória-ES, Aracaju-SE, Natal-RN, Araxá-MG, São Paulo-SP, Altinópolis-SP, São José dos Campos-SP, Chapecó-SC, Criciúma-SC, Pelotas-RS e Santa Maria-RS.

Na estrutura internacional, há 7 núcleos nos países como a Argentina, Bélgica, Equador, França, Israel, Honduras e Portugal, totalizando 33 unidades. A essência do trabalho da Unipaz é trazer o global para o local. Desenvolve, assim, várias atividades de cunho nacional e internacional para a ampliação de conhecimentos e troca de experiências, construíndo deste modo, uma nova visão de mundo. O atual Reitor da Unipaz é o professor Dr. Pierre Weil e o Vice-reitor o Psicólogo Roberto Crema

Como os 9.000 anos de trabalho humano e a manipulação genética transformaram as plantas

sábado, maio 9th, 2015

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Fá 7.000 anos atrás havia apenas o milho selvagem, que parecia uma pequenina espiga com apenas 19 milímetros e hoje alcança 190 milímetros ( 100 vezes maior volume!). Que tinha o mal sabor de batata sêca e hoje é suculento, doce e refrescante. Tinha uma pele externa tão dura que era preciso quebra-la com pancadas e hoje sua capa sai facilmente. Só existia na América Central e hoje está espalhado por 69 países. E tudo isso mantendo praticamente os mesmos teores químicos nutritivos.  Toda essa transformação foi obtida por 7.000 anos de árduo e inteligente trabalho humano. Observe o quadro abaixo:

Mas isto é só parte da história do homem como o agente ativo e oculto da seleção natural. Veja outros quadros sobre o melão, a pêra, no link abaixo:

Here’s what 9,000 years of breeding has done to corn, peaches, and other crops

http://www.vox.com/2014/10/15/6982053/selective-breeding-farming-evolution-corn-watermelon-peaches

Impressionante,… não?

Minhas objeções às manipulações genéticas são quando produzem mudanças que tornam uma plantação mais toxica ( isto é, resistente a pestes) ou capaz de acumular massivas quantias de venenos químicos. A primeira forma de manipulação é irresponsável e gananciosa, porque é zero os testes feitos para verificar seus efeitos na cadeia da alimentação humana, passando pelos animais, etc.; a segunda forma de manipulação é perigosa, enquanto os químicos tem um forte importante impacto na qualidade da propriedade agrícola e na biodiversidade do meio-ambiente nas suas redondezas ( por exemplo a aniquilação de abelhas e pássaros polinizadores).

O nosso problema está dentro da raça humana, nos maus caráters aspirantes a grandes predadores dos próprios humanos, e  que tudo fazem para se enriquecerem, e não na nobre atividade humana de influir na diversidade do DNA dentro da biosfera terrestre, a qual surgiu e cresceu num estado caótico e selvagem da Natureza e está sendo apressada a alcançar o harmônico estado de ordem pela atividade cientifica humana.

Agir como muitos vem fazendo, atacando e criticando os transgênicos e todas as modificações causadas pelo homem? Eu falho em ver como o arroz dourado e o trigo com elevados níveis de proteínas são malignos, ou como desenvolvendo grãos hábeis a sobreviver nos solos inóspitos e marginais são uma ameaça à existência humana. O outro grande problema nosso é que a maioria dos homens e mulheres são egoístas sem consideração pelo social e pelos próprios filhos que não controlam seus aparelhos reprodutivos e causam esta superpopulação, apenas salva pela incrível e laboriosa capacidade cientifica humana.

Portanto, antes de se ficar revoltado, indignado, ao ler esta avalancha de noticias das patrulhas ideológicas retrógradas contra os alimentos cientificamente modificados, devemos apontar a eles os dados presentes neste artigo, pois certamente só conhecem uma meia-face do problema. Mesmo os fazendeiros que hoje se esforçam em produzir sem o uso de químicos, estão plantando o milho de hoje – genéticamente alterado pelo homem – e não aquela frutinha dura e sem sabor que emergiu na natureza selvagem, pois aquilo ninguem iria querer plantar.

Método Cientifico? Teria surgido pela fé na existência de um Deus racional?

segunda-feira, agosto 13th, 2012
Tema inspirado no post abaixo:
https://news.ycombinator.com/item?id=4375646
jorangreef 6 hours ago | link

Regarding: “As Galileo was prosecuted for supporting Copernicus’ heliocentric theory (more specifically for championing reason over faith)”

Nothing could be further from the truth. The first proponents of the scientific method saw the process of describing the known universe as possible only because of their faith in a rational Creator, their definition of the word “faith” meaning “conviction backed by reason” (Hebrews 11). Their hypothesis was that the creation of such a rational Creator would necessarily be ordered, not chaotic as the pagans of the day believed, and that it would be possible to seek to describe the creation in terms of scientific laws and principles. By faith they understood that what is seen was not made out of what was visible. This was the basis for the birth of the scientific method.

In the days of Galileo, the Church as you refer to, was nothing more than a political militant state, opposed to the theology of the early Christians of the 1st century, and opposed to the Scriptures which exposed its hegemony. Indeed the Church would have mothers and fathers burnt at the stake for teaching children the ten commandments and the Lord’s prayer. People like William Tyndale, and many other brilliant Oxford and Cambridge scholars were hounded and martyred by the Church for translating the Bible into English and circulating and discussing it in the 1500s.

While the Church may have opposed heliocentrism, Galileo defended heliocentrism, and understood correctly that it was not contrary to the Scriptures.

For people like Galileo and Kepler, faith and reason were the same thing. By definition, it’s impossible to have faith that is not based on reason, nor is it possible to hold reason without faith. To do so is historical revisionism. If you have a bone to pick with faith, then the best place to start is with the life and death and resurrection of Christ in history. Did it happen? How soon after the events were the eye witness accounts recorded? At what cost? Independent? Do we read them as they were written? This is a matter of historicity: did it happen? Not of philosophical possibility (naturalism), or statistical possibility (frequentism).

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Meu comentário:

Isto serve de alerta para nós que nos acreditamos “racionais”. Talvez nossa crença de que nossa inteligencia é um puro e legitimo produto evolucionario da longa cadeia de causas e efeitos da História natural Universal, portanto a mais genuina base para nos agarrar e ter vida melhor sintonizada com a natureza – esteja errada, porque não existiria uma longa cadeia de causas e efeitos sem interferencia do acaso mudando o destino do que vem rolando nessa cadeia. É um tema dificeil de esquematizar e tirar alguma conclusão inteligivel, mas acho que na matrix theorua existe uma boa solução. A história seria dividida entre fases de caos ( influencia dos acasos)  e fases de ordem ( controle de um elemento racional), porem todo caos é produzido pela entropia e fragmentação de um anteiror estado de ordem. Mas os bits-informação do estado de ordem existem no meio do caos e são eles que levantam a ordem, porem reproduzindo a forma ordenada anterior, o que imploca que houve design, e não acaso. Mas enquanto se desenvolve o design, o caos pode muta-lo. E então? talvez a mutação seja selecionada ou descartada por um sistema invisivel hierarquicamente superior, dcentro do qual o caos esteja ocorrendo.   Acho que nosso cérebro ainda não tem a estrutura necessaria para resolver esta questão, portanto, devemos manter nossa racionalidade sob suspeita. E o que tem isso a ver com o método cientifico? Deve ficar tambem sob suspeita: Não será ele igualmente um selecionador de dados? Nos condizindo a uma cosmovisão errada com uma ilusória temporaria onda de sucessos?

A Serpente do Éden Capturou o Método Cientifico Moderno?

terça-feira, abril 20th, 2010

(post publicado hoje no “Forum Ceticismo Aberto”, em

http://forum.ceticismoaberto.com/index.php/topic,194.15.html

     O cérebro biológico humano projetou-se através das hábeis mãos humanas tentando reproduzir-se com plasticos e circuitos integrados, erigindo esta fantástica máquina chamada “computador”. Assim como tínhamos imitado um cavalo puxando uma carroça na forma de automóvel. Então descobriu-se que o computador poderia tornar-se um robot, para tanto bastou dotar o cérebro eletro-mecânico de complexo sensorial próprio, sensores que captam o mundo exteriror, óbviamente feitos como máquinas. E êste nosso clone mecanizado pode fazer algo que não podemos: inserido em sondas espaciais pode invadir o macro-cosmos e obter informações, assim como ligando-o a micro-sondas pode penetrar no micro-cosmos. Além disso êle pode fazer algo impossível a nosso cérebro: processar êstes dados em simulações rápidas envolvendo milhões de calculos e fornecer um quadro geral destas dimensões a nós invisiveis. Mas… Da mesma forma que eu não confio em outros cérebros de pessoas que dizem ter falado com Deus ou escritos livros inspirados por deuses para virem me dizer o que é o mundo, também não confio em nenhuma outra espécie dotada de cérebro que venha interpretar o mundo para mim, e baseado nisso, planejar o meu comportamento e destino. É muita responsabilidade, é muito perigoso, se o alienígena estiver errado estarei perdido. Prefiro correr o risco de errar apenas confiando na minha mente criança que nasceu apenas ontem no tempo astronomico, no meu cérebrozinho tão pequenino nesta imensidão cósmica que quase nada pode entender, nos meus sentidos corpóreos bastante pobres e limitados, mas que tenho certeza, foram feitos pela Natureza… e confio nela, sou filho da Natureza, confio em minha mãe sagrada. Mesmo sabendo que Ela é tão passível de erros como qualquer ser humano, que seus sonhos maiores são pecados como tornar-se um paraíso de sistema fechado em si mesmo, porque vejo que ela contem em si, alem da besta fera, o anjo do amor que tende a ser sistema aberto num abraço a acalentar tôdas suas criaturas. E no meio da selva ela está me sussurrando que o mundo não é nem de perto o que o cérebro mecânico está pintando. Mas porque os mais sábios da cidade não estão tendo a mesma intuição? Procurei causas e explicações e retornei com esta hipótese.     Numa primeira operação o cérebro biologico inseriu suas informações adquiridas empíricamente no cérebro eletro-mecânico, dotou êste de complexo sensorial mecânico próprio ( sensores e captadores de todos os tipos como microscópios, telescópios em sondas espaciais, etc.) e programou-o para ir buscar as informações como um agente espião em território inimigo. Retornando, de fato o cérebro eletro-mecânico trouxe valiosas informações que deixaram o cérebro biológico deslumbrado ( o red shift de Orion significa, pelos calculos simuladores desta máquina, presença de metano; o íon de calcio, pelos calculos simuladores desta máquina, significa permeabilidade ionica da membrana celular, etc.) . Baseado nestas informações, o cérebro biológico refez alguns ajustes nos hardwares e softwares das màquinas e sensores, acrescentou as interpretações dos fatos recebidas da primeira pesquisa e dos calculos do computador e enviou-o de volta ao micro e macrocosmos. É a mesma história da evolução real do computador, onde o cérebro humano entrou atuando como software que criou um hardware o qual aumentou a capacidade de atuação do cérebro biologico, o qual desenvolve-se como o software que por sua vez desenvolve novo hardware, ad infinitum. Novamente a sonda retornou repleta de novos dados, e as operações similares continuam, conquistando todas as possibilidades de pesquisas financiadas, aniquilando praticamente a figura do velho cientista que empregava emoções, objetivos humanos e biológicos nas suas pesquisas, mais parecendo um alquimista. Como eu fiz na selva amazônica, com paixão, garra, energia, pois enfrentava uma batalha entre minha espécie humana e a matéria que nos torturava a existência porque explorava nossa ignorancia sobre seus poderes, mecanismos e processos, ora ás vêzes ajoelhando à beira do pantano como faziam os velhos quimicos positivistas com um microscópio rudimentar revirando a lama e procurando o ancesral primitivo comum sonhado por Darwin, deitando no solo e ouvindo o murmurio sismico que vinha das entranhas do planeta inquirindo sobre sua misteriosa nuclear composição, ou colocando-me entre dois elementos proximos quaisquer, fossem plantas e animais, com equipamentos rudimentares tentando sentir o fluir do canal de comunicações entre eles para captar o fluxo de informações que animam os sistemas, sempre tendo em mente que o meu cérebro biológico é um sistema e como tal uma projeção elevada e derivada do sistema-biosfera. A criatura teria que ter condições de entender seu criador. Esta paixão não propicia lucro financeiro, ao contrário, nos agride com as febres das malarias, enquanto a natureza se debate e experimentando o invasor sob os mais duros testes,  antes de entregar-se e a seus segredos.           As mesmas operações entre cérebro humano dotado de complexo sensorial biologico e cérebro eletro-mecânico dotado de complexo sensorial mecânico continuaram, porem sutilmente estava ocorrendo um fenômeno que nós não percebíamos: a inversão de papéis. Se os primeiros dados que iniciaram a empreitada foram captados empiricamente pelo cérebro humano, a partir da segunda ou terceira operação passaram a serem baseados nos dados mais volumosos coletados pelo frio complexo sensorial mecânico, e calculados matematicamente. Ora, em outra instância concluo com a ajuda do grafico cartesiano como a matematica linear não pode traduzir mais que 30% da realidade natural cuja evolução perfaz curvas no tempo e espaço, as quais não são captadas pelo raciocinio matematico que sempre avança em linha reta. Onde há vida e biologia e sentimentos e emoções, a matematica que é filha da Fisica insensível despreza estas propriedades e seleciona discriminatóriamente os dados que entende ser relevantes, expondo a conclusão final de um mundo mecanizado. Mas estas propriedades vitais que emergiram e se expressaram nos sistemas mais evoluidos possuem suas raizes e principios em forcas brutas na matéria desde particulas, átomos e astros celestes. Por isso um Hawkings da vida levando a matematica ao extremo porque assentado no gabinete e numa cadeira de rodas, enxerga fantasmas canibais do espaço num ecossistema sideral em que nossos olhos nus vêem apenas ordem e harmonia.           Portanto o cérebro eletro-mecanico invade com seus tentaculos equipados com frios sensores mecanicos as entranhas do cosmos e dos nossos corpos, apenas captando o que lhe é próprio captar, uma face limitada e mecanicista dos fenomenos. E ao informar o cérebro biologico cujo complexo sensorial foi manietado e algemado como o fizeram deliberadamente os filosofos gregos que após terem descobertos as bases geniais de quase todas as Ciências, se recusaram a sujarem as mãos na atividade experimental enveredando-se pelo caminho das elocubrações intelectuais, com idéias absurdas como a geração espontanea da vida. Assim a teoria cosmologica atual totalmente elaborada pelo cérebro eletro-mecânico e elocubrações matematicas surge com a ideia absurda da geração espontanea dos astros celestes, numa dimensão astronomica onde qualquer evento, qualquer deslocar de corpo, se desenvolve sob o longo arrastar-se do tempo astronomico.     Todas nossas emoções, comportamentos humanos, mesmo as disfunções sistêmicas do organismo, tornaram-se derivadas da ação mecanica de genes, cujo fundamental significado de existencia é se reproduzir para firmar seu egoísmo, a ponto de Dawkins declarar guerra a estes genes. As origens e significado existencial do Universo foi interpretado como sendo as mesmas origens e significado existencial das máquinas calculadoras e motores primevos que antecederam a existência do cérebro eletro-mecânico. Nossa cosmologia e biologia molecular contam a história da máquina e não do corpo humano. Assim como o ancestral primeiro dos atuais engenhos mecânicos foi o motor ã explosão, o próprio Universo teria surgido de uma explosão. Mas quando algum cérebro biológico ainda não contaminado pelo mecanicismo analisa os mesmos dados de Lamaitre mais os dados recentes como a radiação cósmica, projeta sua essência vital no resultado e vê o Big Bang no romper do invólucro de um espermatozóide no centro de uma dark matter amniótica dando inicio a uma nova existência vital.     O Universo foi reduzido a uma maquina ciclica baseada no eterno vai-e vem de suas engranagens, explodindo e renascendo em Big Bangs. Os novos fenomenos que não são inteiramente perceptivieis se tornam galaxias canibais do espaço, ou monstruosos buracos negros devoradores de galaxias, porque a atividade da máquina é apenas esta: a trituração de matéria-prima combustivel e canalização para fim nenhum em si mesma, a qual lhe mantem a existencia, e ela projeta-se em seu instinto como se fôsse o instinto da Natureza. Se na primeira operação o cerebro biológico era o dominante e o eletro-mecanico era o recessivo, e esta continuidade iria levar o cérebro biologico a cada vez mais “biologizar” o cerebro mecanico, os papéis se inverteram; agora o cerebro eletro-mecanico tem o poder de selecionar e fornecer os dados que lhe aprazem, tornou-se o senhor guia do conhecimento, está a “mecanizar” o cérebro biologico.     Cruzando papoulas seguimos à moda de Mendel, dissecando sistemas seguimos com a velha anatomia comparada de Hipócrates, ajoelhado à beira dos pantanos seguimos à moda de Darwin, mas não sem perceber que o calor que nos fustiga o sombrero vem da luz de uma estrêla. Então olhamos para a estrêla tentando entendê-la com o nosso cérebro e visão naturais e sentimos que ela não é a horrível fornalha nuclear como a definiu o computador, mas ela se parece como uma nossa ancestral que nos mira do céu esperançosa de que levemos a sua alma, a qual ela depositou em nossas mãos, para futuros mais sublimes dos que ela alcançou, e vemo-la como uma mãe atarefada em amamentar seus rebentos planetas com o nectar de sua luz e mantê-los protegidos sob suas imensas asas gravitacionais. Enviamos a ela um sentimento de ternura e em resposta ela nos manda mais luz dos trópicos como se sussurando, relembrando-nos que a vida da qual tentamos desvendar suas origens e mistérios dela depende para cada movimento, cada reação. Vendo-nos procurando o cêpo oginal no barro ela parece perguntar: “Porque me procuram embaixo sob seus pés se eu estou aqui em cima? Eu sou aquilo que procuram”      O ancestral comum  no espaço sideral?! E porque não? Ela tanto insistiu, tanto “cozinhou” nosso cérebro que sua voz tornou-se irresístivel e resolvemos investigar sua sugestão. O computador não houve nem capta estes sinais entre as criaturas da Natureza. Assim encontramos aquêle que por ora nos fornece todas as explicações racionais: LUCA, the Last Universal Common Ancestor, o gerador de todos os seres vivos, uma maquina astronomica quase perfeita, regida pela mecânica newtoniana porque na sua infancia a Natureza deixou-se atrair pela forma da serpente auto-reciclavel quando se alimenta de sua própria matéria degradada sugando o que sai de sua prória cauda, mas já possuindo os principios do fenômeno vital.  E sentimos que LUCA está encriptado em nossos genes, agora se manifesta em nossa mente tentando dirigi-la para reproduzi-lo, e assim entendemos porque o cérebro biológico se deixou dominar voluntariamente pelo mecanicismo. É LUCA, um ancestral que pecou o maior dos pecados por ter optado pela forma de sistema fechado em si mesmo, a maxima expressão do egoísmo no Universo, tentando se reproduzir através de nós… um quasi-moto-contínuo, totalmente mecanizado. Parece-me que a fábula da serpente no Éden se realiza como professia mas Eva agora tornou-se a Ciência Humana.

      Não, meu amigo, aqui na selva nós continuamos à moda antiga. O cérebro biológico aqui continua no comando, apesar de estar cada vez mais acuado pelas queimadas e a poluição que vem da civilização moderna, mas resiste a todo custo esperando que um dia uma nova geração da cidade desperte por algum milagre do encantamento da serpente e o cérebro autêntico feito pela mãe Natureza seja ressuscitado para empregar o velho mas legitimo método cientifico tal como sonhado pelos seus fundadores iluministas. É óbvio que aplaudimos a genialidade humana na construção de cérebro eletro-mecânico e as imensas possibilidades tecnológicas que êle pode nos oferecer, mas no tocante à busca do sinificado do mundo e da nossa existência, não admitimos intermediários.