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Diversidade das Especies e Geracao Espontanea: o Homem errando na Vida e no Ceu

quarta-feira, março 4th, 2009

Registrei neste site dias atras um longo artigo sobre a crenca da Teoria Astronomica Academica na Geracao Espontanea dos astros celestes, fazendo uma comparacao com o equivoco dos filosofos medievais que acreditaram na geracao espontanea da Vida. Porem, hoje por acaso ( lendo um interessante forum em  Cloudy Nights – Official Forums of the 2009 International Year of Astronomy, http://www.cloudynights.com/ubbthreads/showflat.php/ ) sobre a questao ” Galactic Chicken or Egg Problem”, do grande pensador astronomo Mike Casey), descobri que existe mais um indicio de que diferentes civilizacoes, nas suas abordagens a novas dimensoes  desconhecidas da Natureza, cometem exatamente o mesmo equivoco. Pois nao foi apenas a visao de microbios surgindo em cadaveres putrefatos e a pronta conclusao na geracao espontanea da Vida, numa civilizacao medieval, igual a visao de astros que nunca haviam sido vistos antes e a pronta conclusao naa geracao expontanea dos astros da civilizacao moderna. Tambem outro colossal equivoco relacionado com o intrigante quadro na face da Terra da enorme diversidade de especies vivas  apresentado aos olhos do homem medieval que nao teve outra alternativa imediata senao supor que um Deus Magico esteve aqui criando as especies uma a uma, foi repetido pela civilizacao moderna quando descobriu novos tipos de astros e que o ceu nao e’ apenas composto de estrelas e planetas com suas luas e sim por mais especies de astros, e nao teve outra alternativa senao acreditar que cada especie de astro surgiu ja diferenciada das outras. Como nao estava mais na moda, ao menos no mundo cientifico academico, recorrer a um Deus magico e criador, sairam-se pela tangente com a teoria do acaso como o responsavel por essa diferenciacao das especies no ceu.

Realmente, antes do homem desenvolver o transporte maritimo e poder viajar para varios continentes e ter a nocao de que as diferencas geograficas do planeta sao curiosamente paralelas a diferencas notaveis entre as populacoes, nao havia sinais na Natureza que despertassem no homem a ideia da existencia da evolucao biologica. Nascendo e morrendo num mesmo lugar, geracoes apos geracoes, vendo as especies diferenciadas entre si porem nunca tendo o tempo astronomico necessario para se notar algum estabelecimento definitivo de uma mutacao, jamais iria passar-lhe pela cabeca alguma intuicao de que a Natureza traz no meio de sua materia as forcas invisiveis de um processo que ligam estas especies numa inquebrantavel cadeia hereditaria. Mas com o advento das longas viagens e a possibilidade de filosofos naturalistas – argutos observadores da natureza e incorrigiveis inquiridores – poderem  fazer parte nestas viagens, as diferencas dos bicos de passaros semelhantes mas vivendo em diferentes continentes que ou facilitavam ou dificultavam o acesso aos saborosos vermes entranhados entre as rochas, despertou-os intuitivamente para o fenomeno da mutacao, da transformacao dos seres, e dai a ligar umas especies `as outras pelos mesmos mecanismos foi um passo logico e inevitavel. A Humanidade com 15 mil anos de transmissao cultural nao poderia jamais observar o roteiro completo tomado por uma mutacao diferenciadora que pode demandar milhoes de anos, mas a inteligencia humana pode saltar este obstaculo e ver mentalmente alem de seu tempo de existencia. Nao, os seres vivos podem ser muito diferentes entre si, uma estrela do mar e’ muito diferente de um carangueijo, uma lagartixa parece nada ter a ver com uma vaca, mas isto nao e’ prova de que lagartixas e vacas cairam do ceu num mesmo dia. Estas enormes diferencas sao visivelmente relacionadas as aparencias externas, mas o homem e’ invasor de intimidades, e ao faze-lo percebeu que as anatomias intimas dentre os diferentes tinham muitos pontos em comum, sendo que mais tarde descobriu-se o ultimo e solido denominador comum que derrubaria todas as resistencias racionalistas `a ideia da Evolucao: o DNA.

Este mesmo roteiro, esta mesma experiencia vivida pelo pensamento humano na sua historia evolutiva, esta’ ocorrendo quando o homem adentra uma nova e incomensuravel dimensao da Natureza, pelo desenvolvimento dos transportes siderais, tripulados ou nao. Prisioneira e se arrastando no solo de um pequeno planeta perdido na imensidao cosmica, e tendo um tempo de vida que pode contar-se em segundos astronomicos, a Humanidade observa de longe os astros celestes que pousam de quase-eternos, pois que contam com tempos de existencia acima de cinco bilhoes de anos terrestres. Ate agora descobrimos sete diferentes tipos de astros celestes, mas alguns tao diferenciados entre si que jamais nos poderia passar pela cabeca haver algum elo historico evolutivo, hereditario entre eles. Planetas sao tao diferentes de estrelas como a forma destas parece nada ter a ver com a forma esterna de quasares e buracos negros. Louco seria chamado alguem que mesmo por brincadeira sugerisse a possibilidade de ter ocorrido alguma mutacao num astro celeste, tal como uma mutacao ter transformado um planeta numa estrela e fixando-a por selecao natural. Nao pode existirem outros tipos de astros ainda desconhecidos que seriam elos evolucionarios entre estas duas figuras tao diferenciadas entre si, essa intuicao nao e’ deflagrada por nenhum sinal estimulador vindo do Cosmos, podemos afirmar com toda certeza que a diversidade de especies dentre os habitantes do espaco foi produzida pelo acaso que gerou, num mesmo dia astronomico, cada nastro separado do outro.

A invasao do espaco sideral pelo homem e seus tentaculos sensoriais robotizados, ao menos ainda nas redondezas de seu pequeno mundo, possiblitou o saque de muitas e valiosas informacoes que dormiam eternamente em berco esplendido. Com estas informacoes veio a visao de que astros de mesma especie estao produzindo alguns efeitos em algumas galaxias que nao sao produzidos nesta Via Lactea e noutras sob observacao. Seria de esperar-se que estas estranhas ocorrencias ja iniciassem a alimentar a intuicao para a possibilidade de que as diferencas geograficas no Cosmos podem modelar diferententemente seus habitantes, produzindo mutacoes. Porem, dai’ a esperar que a humanidade na sua ainda pequines  espaco-temporal observasse algum indicio sugerindo por exemplo que estrelas existem porque teriam vindo de uma longa linhagem evolucionaria que teria tido luas e planetas e pulsares como seus ancestrais afixados no tronco da Arvore da Vida Cosmica… seria esperar demasiado.

Mas existem ainda, raramente e’ verdade, os filosofos naturalistas. Estes nao tiveram ainda a tao sonhada possibilidade de acompanhar astronautas nas viagens espaciais, e nem mesmo tiveram permissao para embarcar numa destas naves-sondas que nunca retornarao `a Terra. Porem a falta de um alvo sobrenatural e magico em quem fixar a paixao que e’ intrinseca a alma humana, leva-os a dirigir a forca daquela paixao para a Natureza, e na tentatva de conquista-la e’ preciso segui-la passo a passo, minuciosamente, procurando saber como ela pensa, age, do que ela gosta ou nao gosta, e assim resulta que o objeto da paixao reverta sobre o apaixonado modelando-o segundo sua imagem e semelhanca. Em outras palavras, o filosofo naturalista mantem firme e fielmente a sua razao natural, e quanto mais ele se envolve com a Natureza, mais ela transforma sua mente mistica  magica em mente que opera sob a mesma logica natural. Vai dai’, como consequencia, que o filosofo naturalista – voraz devorador de informacoes que chegam do Cosmos – nota e se concentra nestes fenomenos de manifestacoes diferenciadas crente que as diferencas decorrem devido a processos da adaptacao, a qual e’ um dos baluartes na compreensao da evolucao biologica. E alem disso, fundamentalmente, a mente naturalista acredita que todos os complexos processos e mecanismos existentes nas especies que ocupam o topo da evolucao, como a especie humana, nao cairam do ceu nem foram inventados pelas porcoes de materias burras da Terra, como o minerio de ferro, o dioxido de enxofre, o acido sulfurico, mesmo misturados a gazes e regados a agua e torpedeados por descargas eletricas no estilo de Oparin. Portanto ele acredita que de uma forma ou outra, estas forcas ja existiam em estados menos evoluidos em todas as arquiteturas naturais que precederam os seres vivos. Em outras palavras, os astros celestes devem e tem que estarem sim, sujeitos `a variacoes, adaptacoes, selecao natural, transmissao hereditaria dos caracteres adquiridos, e por fim `a mesma evolucao visivel atuando sobre os seres vivos. Por isso surgiu este modelo onde a diversificacao das especies no ceu nao se daria pelo metodo acreditado pelo homem medieval – uma entidade magica, sobrenatural, seja ela inteligente ou tao estupida como seria o acaso absoluto, criando os astros um por um num so dia astronomico – mas sim devido a transformacoes compreensiveis dentro de um todo universal que se transforma e se expande. 

Ha’ 3,5 bilyhoes de anos atraz, o mundo se encontrava num estado tal que lhe possibilitou trazer a Vida `a Terra e dar-nos graciosamente a existencia que hoje desfrutamos. Mas o estado do mundo era determinado pela sua composicao, seus ingredientes eram os astros celestes, nada mais misterioso ou sobrenatural existia nestas regioes cosmicas. Ninguem pode dar o que nao tem. Se os astros compondo um mundo nos deram a Vida e’ porque eles, de qualqher forma, a possuiam. Os homens medievais e depois os modernos extorquiram a vidas dos astros celestes, mataram-nos, reduziram-nos a meros objetos esfericos sem maiores significados. Cabe ao homem pos-moderno retribuir com gratidao e devolver a vida aos seus ancestrais. Por exemplo, a estrela que fora reduzida sob os olhos daqueles homens a mera e horrivel fornalha nuclear, os planetas intrusos que se formaram espontaneamente do po ao seu redor para sugar sua energia, quando readiquirem a Vida que lhes e’ devida por merito, torna-se aos olhos do homem que celebra seus antepassados no altar da gratidao, na imagem terna de uma atarefada mae em amamentar seus rebentos e mante-los aquecidos e protegidos sob os longos mantos de suas asas gravitacionais. E ganha com isso o filho da Terra pois assim ele encontra seus elos com o Cosmos e inicia a entender o sublime significado de sua existencia.