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LUCA: A Face do “Ser” que nao existe.

quinta-feira, março 19th, 2009

Com o LUCA ( Last Universal Common Ancestral), a Natureza parece querer brincar com nossa inteligencia, num intrincado jogo de esconde e esconde onde ela recorre a artificios dignos de uma Inteligencia Suprema, e assim, matreira, deixa nosso pequenino cerebro perdido neste labirinto de misterios, mas assim ela lida com ele como se ela quisesse faze-lo evoluir `a forca. Sao muitos mecanismos e processos que se constituem em circuitos de interacoes cujo conhecimento e entendimento sobrepoe-nos sobre os atuais e ainda precarios circuitos dos neuronios e seus pensamentos no cerebro, transformando-o rumo a maior complexidade. Por exemplo, para entender o funcionamento do corpo de LUCA e todos os novos significados da existencia por ele revelados, somos cada vez mais forcados a realizar operacoes mentais ciberneticas e retro-alimentadoras, inclusive sendo obrigados a engolir o processo da entropia revertendo o tempo ao contrario sem que o processo seja revelado por efeitos visiveis na materia, ou contraindo o espaco incomensuravelmente, de maneira que nao seja perceptivel aos nossos sentidos fisicos captar os elos entre macro e micro estruturas naturais.

A 4 bilhoes de anos atras, a Natureza ja idosa contando com quases 10 bilhoes de anos, pouco tinha conseguido na manipulacao da plasticidade da materia, e apesar de alguns belos feitos como as estrelas luminosas no ceu, o mundo era resumido  a nebulosas sem forma, constituido de estruturas agregadas em aglomerados mas sem conexoes estaveis entre si como sao os pequeninos atomos e os gigantescos “tijolos” estelares. Quem visse o mundo naquela epoca ficaria decepcionado, pois a quietude eterna de estruturas belas porem estupidas, inertes, insipidas, inodoras, nao transmitiam nenhum significado de qualquer grandeza que excitassem emocoes. Pois estaria erroneamente enganado. Sutilmente e oculto no meio da materia palpitava e tomava forma um grande plano. A Natureza tinha um projeto incrivel, um sonho secreto grandioso: organizar a materia em sistemas funcionais e acessiveis `a complexidade sem limites, que seriam seres autonomos, vivos e pasmem… auto-conscientes!

Seja quem for ou o que for que esteja por tras e acima dessa Natureza, tem surpreendido tanto minha inteligencia que cheguei ao ponto de me perguntar se essa coisa debil e pequenina que denomino “inteligencia” realmente tem alguma coisa de inteligencia, tal como essa que vejo sendo manifestada atraves da Natureza. Ela queria chegar a um sistema, assim como nos humanos hoje queriamos chegar ao computador quantico como cerebro de robos que resolvesse todos os problemas, fizesse todas as tarefas desagradaveis e provesse todas nossas necessidades. Mas tal computador requereria a existencia, o conhecimento e a capacidade de manipulacao de campos tao etereos como os holograficos para operar informacoes a ponto de fixar complexos codigos de instrucoes que tivessem forcas para manipular a materia bruta. Portanto, o sonho da Natureza naquela epoca pareceria tao utopico e irrealizavel quanto nosso sonho do tal computador quantico . Mas nao era impossivel para a capacidade inteligente oculta da Natureza, tanto que ela logrou realiza-lo.

Tal como nos “criamos” nossas artes tecnologicas, a Natureza tambem tem que passar pelas fases da ideacao da imagem do que se quer na imaginacao, do esboco dos modelos teoricos que consomem uma infinidade de papeis que sao descartados toda vez que sentimos faltar algo a ser acrescentado, das experimentacoes e tentativas de construcao dos modelos no mundo real com os recursos materiais disponiveis, onde vao surgindo prototipos atras de prototipos descartados, e assim ela criou esta infinidade de especies que ficaram por ai ou foram ja descartados, os nossos ancestrais no espaco cosmico. Projetos, prototipos ,tentativas, erros, novas tentativas, nao e’ facil obter-se um sistema funcional.  

Quem diria, quem poderia imaginar tal plano de fazer uma estrutura simples expressar gradualmente informacoes que nelas ja haviam sido inoculadas na forma de fantasmas espiralizados de maneira que, a cada novo nivel de complexidade, a estrutura-prototipo tambem tivesse sua forma mudada por complexificacao? Seria como o homem elaborar softwares que, uma vez introduzidos numa maquina de, digamos, quinta geracao, levasse a maquina a se modificar fisicamente numa nova forma que seria vista como sexta geracao. Mas a Natureza fe-lo e desse modo levou as estruturas a perfazerem ciclos vitais. Porque e para que os ciclos vitais?! Calma, a Natureza trabalha em silencio, o grande plano estava acontecendo.

Os ciclos vitais, por si so’, nao teriam dado a lugar algum, pois eram apenas um repeteco do processo mecanizado e retro-alimentador que mantem particulas ativas dentro do nucleo de um atomo. O eterno vai e vem do pion, transformando a forma do proton em neutron e vice-versa, sem dai’ passar, assim seria o simples ciclo vital, transformando materia bruta num corpo e vice-versa, nascimento produzindo morte produzindo nascimento, sem fim, sem meta, sem significado.

Mas havia um novo truque escondido nos cofres da Natureza, como os tantos outros que ela nao para de nos revelar. Um corpo sob ciclo vital nao tem utilidade evolutiva, intelectiva, nenhuma. Mas se voce fizer muitos corpos iguais, de mesma especie, diferenciando um pouquinho os periodos de seus ciclos vitais, obteras um quadro com uma miscelanea dos diabos, pois nao mais apenas teras em dado momento todos os seres humanos na forma, digamos, de criancas, mas sim, num mesmo dado instante, estarao misturados apresentando todas as formas possiveis do ciclo vital.

Suponhamos que existisse a especie humana mas nao existisse o sistema familiar ainda. Nao vamos descrever todas as caracteristicas inusitadas do quadro que nos vem `a mente, apenas lembrar que seria cada um por si, a prole sendo abandonada pelos reprodutores e deixada por sua propria conta e risco. Cada individuo seria desligado de todos os outros, nenhum vinculo, portanto nao seriam partes constituintes de sistema algum, e penso que isso nunca permitiria o fluir da Evolucao para novas formas transcendentes. Mas quando existem certas forcas invisiveis que servem como estimulos dominadores, dirigentes, conduzindo-os a se organizarem como sistema, individuos de formas e faixas etarias diferentes entre si vao se aproximando, fortalecendo vinculos, canais de comunicacao e interacao que terminam por erigir um sistema e se por sorte consegue-se reunir as sete formas principais dentro de uma caverna, obtem-se um sistema perfeito denominado “familiar”. Cada qual tem uma funcao nescessaria e imprescindivel: o adulto como provedor das partes que nao podem faze-lo por si mesmas, a adulta como reprodutora e nutridora, o baby como promessa de perpetuacao do sistema, o idoso como valvula aberta `a evolucao do sistema, o adolescente como assimilador das novas informacoes colhidas e armazenadas pelo idoso que morreu, o que garante que o sistema mude evolutivamente.  Portanto, de unidades dispersas e sem maior significado criou-se uma situacao concreta com sentido, sinificado, proposito que ultrapassa os limites espaco/temporais de tais unidades. Coisas sutis da inteligencia natural.

Pois no ceu a 10 bilhoes de anos atras era a mesma situacao de uma especie de individuos misgenados em diferentes formas e faixas etarias. Por si so, planetas, estrelas, quasares, buracos negros, nada mais constituem de interessante com significado inteligivel, que existirem como tais. E nunca passarao disto. Nas nebulosas do ceu, durante dez bilhoes de anos e para toda a eternidade por vir, nunca existe sistemas, sejam micro-estruturas como atomos ou grnades estruturas como as estrelas, nunca perfazem uma arquitetura, especies que se mantem por teimosia e por que sao uteis como plataformas solidas, mas condenadas ao desaparecimento. Entao por que aplicar o ciclo vital sobre elas? Por que criar diversas formas, quando, por exemplo, existiam so estrelas de per se pavimentando o fundo etereo do espaco? Se a Evolucao jamais vai caminhar por tais trilhas?

Sutilidade, perspicacia, esperteza, incomensuraveis! Pois de que adiantaria reunir as formas astronomicas em sistemas, se nunca teriam meio-ambiente para se expandirem, colherem informacoes e se complexificarem? Alem daqueles individuos no ceu nao existe mais nada, apenas espaco. Eles nao tem um mundo com solidez de rochas e movimento de ventos, com fauna, flora, e chuvas, como os antigos trogloditas tiveram aqui na superficie terrestre. Eles realmente nao podiam fazer nada, nada tinham a fazer flutuando no nada e cercado pelo nada por todos os lados. Eles tinham sim,  pontos no espaco que poderiam ser utilizados como mundos para novas esturutras crecerem e evoluirem, mas estes pontos no espaco eram eles mesmos, eram seus proprios corpos… Entao,… que fazer?!

– “Ora… ora… – respondeu a inteligencia matreira oculta na Natureza – aplique a nanotecnologia! Ponha-os dentro de si mesmos, facam-nos colapsarem sobre si mesmos, depurando-os da quantidade e mantendo a qualidade apenas, assim terao seus corpos como seus mundos a serem explorados!”

Miniaturizados e inoculados como microbios em seus proprios corpos (assim como certos trechos do nosso DNA tem todas as informacoes geneticas de certo tipos de microorgnismos ou virus e pode expressa-los gerando virus do nada dentro de nossos corpos!), em todas suas formas diferenciadas e diferentes faixas etarias… acabou por se converter nesta fantastica obra de extraordinaria engenharia que ‘e o conhecido sistema celular… pelo mesmo processo que de um bando de macacos a natureza fe-los engolir goela adentro a formacao do sistema familiar!

Sensacional! Que show de astucia a Natureza deu nos nossos generais estrategistas! Mas a Natureza tambem e’ maliciosa e muito vaidosa. Porem como exercer sua vaidade se no Universo so’ existe ela, e mais ninguem para admira-la, inveja-la? Ela resolveu isto tambem: criou o nosso cerebro, dotou-o de alguns artificios de maneira que fomos capazes de uma facanha quase impossivel, ou seja, de descobrir a existencia do que existe e nao existe ao mesmo tempo … muito alem dos limites do nosso espaco/tempo. E assim agora ela tem quem fica babando ao ve-la passar com tantos atributos desejados e aprontando suas tramas que nos deixam malucos e perdidos…     

LUCA nao poderia ter gerado o primeiro ser vivo  em nenhum momento particular de sua vida. Como nos humanos podemos gerar um filho em qualquer momento durante o peiodo ativo sexual, seja com 15 ou 40 anos de idade, Luca nao poderia ter esse “filho” mutado espetacularmente que foi o primeiro nucleotideo. Isto porque, em qualquer momento de sua vida, mesmo durante sua ativa fase sexual, ele expressa dominantemente apenas a metade do genoma. Como ser hemafrodita que e’ e nao e’, e dentro da micro-evolucao, e’ necessario ter duas formas diferentes de LUCA para se obter um genoma completo que possa reproduzi-lo sem mutacao e por inteiro; a forma macho do pulsar e a forma femea do quasar. Mas no tocante `a macro-evolucao, como prototipo de sistema ‘e necessario ligar  sua forma de planeta `a sua forma de estrela para se obter o genoma completo relativo a sistemas.

Essa capacidade de gerar ou se reproduzir em tres frentes da’ muito o que pensar, alem de vislumbrar-mos ai’ a descoberta de importantes sutilidades da Natureza se estudar-mos bem isso tudo (nao se esqueca do aspecto trino fundamental da Natureza). Num caso ele se apresenta como individuo de uma unica parte, nao forma nenhum sistema, apesar de apresentar um ciclo vital e ter sua forma mudada sensivelmente varias vezes. Parece-me que neste caso ele se reproduz por inteiro, como individuo. Num segundo caso, quando esse ciclo vital torna-se um sistema latente, o mesmo corpo reproduzido como individuo torna-se uma parte. E no terceiro caso, se nao existisse ciclo vital, e se o ciclo vital nao produzisse as sete diferentes formas, e se estas formas nao fossem fixadas `a parte para ser montado um prototipo de sistema, nao teria havido a reproducao mutante para sistema nucleotideo e por fim no biologico sistema celular.

Bem… por hora o dever me chama para o trabalho, tenho que interromper por aqui, mas vou deixar o tema em aberto, ‘e muito importante desenvolve-lo…