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Aos Jovens, com Carinho!

segunda-feira, maio 3rd, 2010

Muitos adultos ainda na meia-idade vivem tristes, depressivos, mas existe um segrêdo para uma velhice dinâmica e cheia de vida. Claro, os dois primeiros fatores determinantes da qualidade de vida dos velhos é saúde e dinheiro. Mas eu acho que existe um fator, que nunca vi ninguem comentar, parece ser coisa só da minha cabeça, mas o artigo cientifico abaixo veio como que confirmar minha teoria ou ao menos sugerir uma base sólida para pesquisa-la. Esta a teoria: para homens, o intelectual, mesmo sendo mais pobre,  tem uma velhice muito mais feliz que o não-intelectual. 

O artigo abaixo – o qual ainda não lí – diz que neuronios e células nervosas degeneram à medida que a idade vai avançando, e desde o momento do nascimento. Minha teoria sôbre o intelectual surgiu quando, já passando da meia-idade, retornei à cidade onde passei minha adolescência, fiz o ginásio, e portanto tinha amizade com muitos jovens. Eu era o mais infeliz, porque sem familia, e isto signifca sem afeto, proteção, etc.. E muito pobre: apesar de eu ter obtido a maior nota e tirado o primeiro lugar entre 3 mil estudantes, e o diretor (que vivia a se referir a mim como exemplo para os maus estudantes) preparou um discurso para falar sobre meu caso quando fôsse anunciar o primeiro lugar, na cerimonia da entrega do diploma, ficou decepcionado porque não comparecí à cerimonia – porque não tinha roupa ( tinha que ir de terno e gravata) e nem uma mulher para me acompanhar como a madrinha ao palco e receber o diploma. Era uma cidade de muitos ricos, a maioria da população tinha fazendas, jovens esnobavam opulência com roupas, motos, carrões, etc. Pois quando lá retornei sentí um choque. Sentado na praça com um amigo eu ia perguntando quem eram os adultos que passavam e relembrando de suas imagens quando eram jovens. Um contraste chocante entre as duas épocas! Os velhos agora caminhavam cabisbaixos ou parados olhando para o nada, pareciam inutilisados, pobres, sem nada o que fazer na vida. A economia da cidade caiu com a queda do café e outras agriculturas, a maioria vivia agora de mera aposentadoria. Mas o pior: quando fui falar com eles, nada, mas nada mesmo tinham a dizer. Estavam totalmente desinformados sôbre o mundo, a modernidade, as tendências, as ciências, as tecnologias, etc. Nenhum tinha um projeto a fazer, nada! Estavam – e estão – apenas esperando a morte chegar. Enquanto isso eu não tenho um segundo livre e com mil projetos fervilhando na cabeça, vários livros começados pelo meio, todo dia a checagem em dezenas de websites cientificos e noticiarios, trabalhando duro e investindo no desenvolvimento desta obra, viajando e ainda desbravando lugares isolados na Amazônia para completar pesquisas, etc. É muita diferença. Continuo pobre e talvez mais que eles, mas acho que muito mais saudavel, com muita energia e dinamismo. Viajei mundo apenas com a ajuda do meu trabalho… e eles com tudo que tinham, nunca saíram de lá. Não quero me vangloriar de nada, na verdade não sei quem foi o mais certo ou errado, pois eu sofri muito mais angustias que eles. Eles formaram familia, eu não. Mas parece que suas familias hoje, ao invés de consolo, são motivos de tristezas. Se eu estou aqui relatando isto é porque este tema é muitissimo importante do qual a juventude tem que ser alertada, nosso sistema educacional familiar e escolar tem que atuar aqui. Não creio que a iniciativa de gostar de aprender tudo o que seja construtivo seja herdada genéticamente. Porque eu era assim, mas ninguem mais da minha familia o fôra. Acho que fui dirigido por este caminho, talvez por dois motivos principais: 1) a vida solitária sem proteção externa tendo que aprender a sobreviver sózinho; 2) quem nasce com deficiências, que por nascimento é o pior, tem que procurar ser o melhor em alguma coisa. Ora, estas duas situações podem ser imitadas e incluídas na educação familiar e escolar. Trata-se de assunto prioritário para quem ama seus filhos. Trata-se de conservar neuronios e células nervosas, e mante-los ativos.  Trata-se de chegar à morte sem ter percebido a velhice. Se não forem ativados os neuronios desde cêdo, se atrofiam, degeneram e aí nunca mais serão recuperados nem nascerão outros no lugar. O homem precisa de dois tipos de alimentos: organico para o corpo material e informaçào abstrata para a mente abstrata. Os circuitos elétricos da atividade mental é que mantem os neuronios vivos, penso eu. Quando um jovem come alimento organico demais, ensina o estomago a viciar-se no exercicio e a crescer, estará sempre pedindo mais comida e a gordura vem como efeito. Quando um jovem muito cêdo  estuda muito, lê os jornais todo dia ( mas não adianta ler futebol, entertenimento, vida das celebridades televisivas, modismos, sexo, etc.) e lê livros instrutivos dificeis ( eu usei uma boa técnica: comecei lendo filosofia do pensamento, das religiões da evolução cientifica e tecnológica com um método: o do “próximo filósofo, por favor”, porque eu queria que a evolução do meu pensamento recapitulasse a evolução do pensamento da humanidade, equando aprendesse tudo o que ela aprendeu, eu continuaria em frente no meio da escuridão, tateando para descobrir algo novo) – e esta técnica li num artigo de jornal!), este jovem impõe atividade e exercício aos neuronios, às células nervosas, as quais viciam no exercício e sua gula por informações e reflexões continua a crescer até a morte. Para os jovens, um apêlo para que reflitam nisso: a velhice mesmo com dinheiro e saúde, mas sem um cérebro sempre jovem, sem um grande projeto na vida, é uma existência sem sentido, sem significado, coisa de morto-vivo. Se vais ser médico, psicólogo, matematico ou mero pedreiro de obras, ponha um lema em sua mente repita-o sempre e persiga-o. O lema é sôbre um projeto, um sonho que nunca será realizado em sua vida. Por exemplo: serei o melhor médico do mundo, o mais bem informado e para ser bom numa área da Ciência, tenho tambem que me informar o maximo possivel sôbre os desenvolvimentos em todas as outras areas do conhecimento. Com certeza este projeto jamais será alcançado, mas você estará tão ocupado e semprre tentando chegar mais perto da sua realização que quando perceberes, estarás indo para o céu sem ter ficado velho. Eu nasci predestinado a ser a criança mais infeliz e por tabela o velho mais infeliz da cidade. Eu cavei minas e carreguei sacos cheios de lama e pedra na Amazônia, carreguei pedra nas contruções nos Estados Unidos depois da meia-idade, enfrentei lutas e revoluções na Amazônia, fui parar quatro vezes no leito da morte inclusive com duas malarias, passei fome, frio e dormi em bancos de praça, enquanto sei que o trabalho deles era muito tranquilo e chegaram á velhice sem uma cicatriz no corpo. Mas as minhas noites sempre foram muito felizes, creio que não existe orgasmo melhor que o mental quando fazemos nossas grandes descobertas. Agora quando eu e meus antigos amigos estamos na noite da existência, eu não suportaria a vida se estivesse na situação dêles.  Adotei esta receita e hoje ergo um brinde a mim mesmo por esta decisão.

Abaixo vai o artigo ao qual necessito voltar e ler quando tiver tempo…    

New Nerve cells – Even in Old Age

 Max Planck researchers find different types of stem cells in the brains of mature and old mice.

After birth the brain looses many nerve cells and this continues throughout life – most neurons are formed before birth, after which many excess neurons degenerate. However, there are some cells that are still capable of division in old age – in the brains of mice, at least. According to scientists from the Max Planck Institute of Immunobiology in Freiburg, different types of neuronal stem cells exist that can create new neurons. While they divide continuously and create new neurons in young animals, a large proportion of the cells in older animals persist in a state of dormancy. However, the production of new cells can be reactivated, for example, through physical activity or epileptic seizures. What happens in mice could also be applicable to humans as neurons that are capable of dividing also occur in the human brain into adulthood. (Cell Stem Cell, May 7th 2010)

You can’t teach an old dog new tricks. The corresponding view that the brain loses learning and memory capacity with advancing age prevailed for a long time. However, neuronal stem cells exist in the hippocampus – a region of the brain that plays a central role in learning and memory functions – that can produce new nerve cells throughout life. It is known from tests on mice that the newly formed cells are integrated into the existing networks and play an important role in the learning capacity of animals. Nonetheless, the formation of new cells declines with age and the reasons for this were unknown up to now.Together with colleagues from Dresden and Munich, the Freiburg researchers have now succeeded in explaining for the first time why fewer new neurons are formed in the adult mouse brain. They managed to identify different populations of neuronal stem cells, thereby demonstrating that the hippocampus has active and dormant or inactive neuronal stem cells. “In young mice, the stem cells divide four times more frequently than in older animals. However, the number of cells in older animals is only slightly lower. Therefore, neuronal stem cells do not disappear with age but are kept in reserve,” explains Verdon Taylor from the Max Planck Institute of Immunobiology.The precise factors that influence the reactivation of dormant stem cells are not yet clear. The cells can, however, be stimulated to divide again. The scientists observed more newborn hippocampal neurons in physically active mice than in their inactive counterparts. “Consequently, running promotes the formation of new neurons,” says Verdon Taylor. Pathological brain activity, for example that which occurs during epileptic seizures, also triggers the division of the neuronal stem cells.

Horizontal and radial stem cells

The different stem cell populations are easy to distinguish under the microscope. The first group comprises cells which lie perpendicular to the surface of the hippocampus. Most of these radial stem cells are dormant. As opposed to this, over 80% of the cells in the group of horizontal stem cells – cells whose orientation runs parallel to the hippocampus surface – continuously form new cells; the remaining 20% are dormant but sporadically become activated. The activity of genes such as Notch, RBP-J and Sox2 is common to all of the cells.

Radial and horizontal stem cells differ not only in their arrangement, apparently they also react to different stimuli. When the animals are physically active, some radial stem cells abandon their dormant state and begin to divide, while this has little influence on the horizontal stem cells. The result is that more radial stem cells divide in active mice. The horizontal stem cells, in contrast, are also influenced by epileptic seizures.

It would appear that neuronal stem cells are not only found in the brains of mice. The presence of neurons that are formed over the course of life has also been demonstrated in the human hippocamus. Therefore, scientists suspect that different types of active and inactive stem cells also arise in the human brain. It is possible that inactive stem cells in humans can also be activated in a similar way to inactive stem cells in mice. “There are indicators that the excessive formation of new neurons plays a role in epilepsy. The use of neuronal brain stem cells in the treatment of brain injuries or degenerative diseases like Alzheimers may also be possible one day,” hopes Verdon Taylor.

http://www.mpg.de/bilderBerichteDokumente/multimedial/bilderWissenschaft/2010/05/Taylor1001_engl/presselogin/Web_Zoom.jpeg
Different types of stem cells in the brain of mature mice.
Image: Verdon Taylor (from: Lugert et al., Cell Stem Cell, May 7th, 2010)

Original work:
Sebastian Lugert, Onur Basak, Philip Knuckles, Ute Haussler, Klaus Fabel, Magdalena Götz, Carola A. Haas, Gerd Kempermann, Verdon Taylor, Claudio Giachino
Quiescent and active hippocampal neural stem cells with distinct morphologies respond selectively to physiological and pathological stimuli and ageing
Cell Stem Cell, May 7th 2010

Contact: Max Planck Society for the Advancement of Science, Press and Public Relations Department, Tel: +49-89-2108-1276, E-mail: presse@gv.mpg.de

Source: Max-Planck-Gesellschaft  (Max Planck Society)

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Adendo: Trecho visto no programa educacional brasileiro:

Muito importante é a investigação sobre a velhice, fase da vida geralmente apresentada como sinônimo de aposentadoria: sem trabalho, sem sonhos, sem necessidades pessoais, só doenças. É preciso reverter esse quadro de valores, incentivando as crianças desde cedo a valorizarem a experiência dos idosos, cuja importância para a família e a comunidade cresce à medida que se reconhece no idoso uma pessoa que pode
produzir, que tem projetos a realizar e necessidades que não podem ser esquecidas.

B823p Brasil. Secretaria de Educação Fundamental.

Parâmetros curriculares nacionais : ciências naturais / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília : MEC/SEF, 1997. 136p.  Ensino de primeira à quarta série. I. Título. CDU: 371.214

Comentário: Não é culpa dos jovens verem os idosos desta maneira. Os idosos fazem por merecê-lo. Observando o que vejo na minha antiga cidade, não preciso ser jovem para ver a realidade. Êles simplesmente não tem motivação alguma para evoluir em nenhum sentido. Porque os jovens de lá não alimentam a vontade de realizar grandes projetos.

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