Archive for agosto, 2010

Ecossistemas de Menger, Visto pela Matriz

domingo, agosto 29th, 2010

Veja artigo completo e meu comentário postado a seguir no site:

Adaptações

http://microsintonias.blogspot.com/2010/07/biologia-no-limite-da-ficcao.html#comment-form

“Ecossistemas de Menger”

O conceito sobre complexidade biológica tal qual exposto nos artigos “embriologia fractal do mesozoico” e “interface fractal”, e reconstruído aqui, introduz o “ressignificado” de ecossistema e dimensão fractal. Interessa-nos neste e nos próximos artigos reforçar a idéia de seres vivos ou ecossistemas como sistemas complexos biológicos com dinâmica fractal.

Os sistemas naturais são formados por componentes que estabelecem entre si relações intra e interespecíficas. Essas relações não são lineares e por isso mesmo desprovidas de sentido vetorial ou direção claramente previsível. Isto é mais evidente em micro escalas (tema para outro texto). Assim, os sistemas naturais são imprevisíveis e mutáveis mas não obrigatoriamente instáveis. A melhor imagem para representar a complexidade dos ecossistemas é a de uma rede cujos os nós representam os componentes do sistema e, as linhas que comunicam os nós, representam os sentidos ou as direções das informações que circulam pela rede. Entretanto, trata-se de uma rede quadridimensional (ou n-dimensional) que configura uma  intrincada malha de conexões com design biológico próprio, mutável e, mais do que provavelmente, fractal. Ou seja, cada componente ou nó do sistema representaria uma rede em menor escala e assim sucessivamente, de forma auto-similar, tendendo ao infinito. Assim, cada nó da rede, de forma aparentemente sólida,  seria semelhante a uma esponja com área de superfície infinita e volume nulo (vide Esponja de Menger acima).

Este conceito sugere uma estrutura organizada no qual os sistemas observados em macro escala suportam subsistemas em escalas progressivamente menores. A observação detalhada dos subsistemas revela instâncias ainda menores e de complexidade semelhante. Alterações em qualquer nível refletem alterações a nível global.

Vamos imaginar o bioma Mata Atlântica presente na maior parte no território brasileiro. Este grande sistema é composto por vários ecossistemas diferentes, entre eles as florestas atlânticas. Na Mata Atlântica distinguem-se no mínimo quatro tipos de florestas além de mangues, restingas, campos e brejos de altitude. Esta configuração corresonde a ecossistemas dentro de ecossistemas em escalas progressivamente menores. Nestas florestas ou ecossistemas, comuns no Rio de Janeiro, predominam Jequitibás (ao lado), Ipês, Jacarandás, Palmeiras, Leguminosas, Astroniuns, Sapucaias entre centenas de outras espécies lenhosas, arbustivas, trepadeiras e epífitas como as orquídeas e bromélias. Além de toda a diversidade vegetal, circulam nestes ecossistemas uma grande diversidade de animais que realizam os seus ciclos de vida por entre territórios delimitados e/ ou  superpostos dentro do grande ecossistema complexo chamado Mata Atlântica. Entre eles podemos destacar primatas, felinos, aves, tamanduás, insetos, cobras, jacarés, sapos entre outros.

Dentro de um conceito ampliado do que seja ecossistema, podemos distinguir microecossistemas presentes nas copas das árvores, nas cascas das árvores ou nos cálices das bromélias, entre outros. Os cálices das bromélias são importantes na natureza e são vistos pela maioria dos ecólogos como ecossistemas completos. Então, vamos aprofundar o entendimento sobre estes microecossistemas de bromélias como exemplos de componentes vitais para o funcionamento e entendimento dos nossos ecossistemas interligados em rede complexa com dinâmica fractal.

Existem mais de duas mil espécies de bromélias no mundo. Para alguns autores este número pode chegar a três mil conforme relatado no ótimo livro “Bromélias da Mata Atlântica” de Elton M. C. Leme. Segundo Leme, pelo menos 40% desse universo podem ser encontrados no Brasil, o que faz do país o mais importante em termos de diversidade.

Cada bromélia tem uma capacidade especial de armazenar água em suas folhas e é aí que está o segredo. Esta água é, geralmente, límpida e transparente, e fica armazenada entre as folhas bem no centro da planta chamada de cálice. A água das bromélias é rica em sais minerais, ácidos orgânicos e outros nutrientes que fazem das bromélias microecossistemas fundamentais dos quais dependem centenas de organismos. Além das famosas larvas de mosquitos, dentro ou em torno das bromélias vivem libélulas, aranhas (como a caranguejeira Pachistopelma rufonigrun endêmica de bromélia retratada na imagem abaixo), sapos, pererecas, aves, morcegos, cobras e crustáceos. São 400 a 500 espécies de animais, de alguma forma relacionadas às bromélias. Muitas fazem das plantas sua moradia. Outras as freqüentam para caçar, beber ou apenas molhar a pele. Outras ainda as polinizam ou buscam seu néctar e frutos. No calor das restingas ou no auge da seca do sertão nordestino, dos cerrados e das matas do Centro-Sul brasileiro, as bromélias também são fonte de água para anfíbios e répteis, aves e até mesmo mamíferos, como sagüis, micos, macacos, cachorros-do-mato e quatis.


A melhor imagem que tenho das bromélias interagindo em ecossistemas foi impressa na minha mente a partir de um trabalho que realizei, durante a faculdade de Biologia, na restinga de Massambaba. Era um marimbondo caçador buscando atividade em torno de uma Edmundoa lindenii em flor (a baixo sem o marimbondo). Recentemente tive um grande problema com larvas de Aedes aegypti (mosquito vetor do virus da dengue) nas bromélias do jardim da Universidade Veiga de Almeida em Cabo Frio. O problema foi resolvido com treinamento dos funcionários na eliminação das larvas e dos ovos dos mosquitos bem como de outros criadouros realmente importantes.


Imagine uma floresta ou restinga sem bromélias. Em ambientes de restinga, às vezes as bromélias são os únicos suprimentos de água doce disponível para pequenos animais, capazes de armazenar o equivalente a um copo ou um balde cheio de água a depender do tamanho da bromélia. Certamente toda a diversidade taxonômica ficaria comprometida, gerando um colapso em todo o grande ecossistema, pois até o microclima seria alterado, uma vez que as bromélias contribuem para a manutenção do microclima local. Então podemos enxergar as bromélias como importantes bioindicadores da saúde de ecossistemas tropicais.

Como pudemos ver, as bromélias são bons exemplos de componentes pertencentes a grandes redes de ecossistemas que ajudam na manutenção de todo o sistema. Redes fractais como modelos de sistemas naturais são idéias matemáticas úteis que ajudam a explicar fenômenos biológicos observáveis. Mas como desenhar esta rede? Que geometria fractal poderia representar tamanha interação de modo que na sua arquitetura tivéssemos um tipo de Esponja de Menger diferenciada para cada subsistema interligado em rede? Nesse ponto a interação entre biólogos, físicos e matemáticos poderia ser útil na construção desta representação gráfica para este hipotético “Ecossistema de Menger”. O ecossistema artificial de Menger seria suportado por algoritmos que, por sua vez, estariam baseados em proposições matemáticas. Então estamos falando de modelos matemáticos formados por parâmetros e variáveis. Tais parâmetros e variáveis seriam representações numéricas dos componentes dos ecossistemas reais. Alterações nos parâmetros do modelo matemático gerariam modificações na arquitetura gráfica do ecossistema artificial de Menguer. Isto significaria uma ferramenta poderosa para o estudo in sílica de ecossistemas alterados ou impactados.

Quem aceita o desafio de modelar os “Ecossistemas de Menger”?

Grande abraço e até a próxima.

Postado por Waldemiro Romanha (wromanha@gmail.com) às 10:38

Meu Comentario

Obrigado pelas valiosas informações no post. Mas a mim dá a impressão de que a Ciência ainda está muito atrasada no conhecimento de sistemas, complexidade e fractais, e isto porque está sendo desviada do caminho traçado pela evolução natural. Na selva amazônica também temos a vontade de entender a Natureza, e devido a separação com a civilização e seu método científico, aplicamos outros métodos e chegamos a resultados que às vêzes se cruzam com os seus resultados, mas às vêzes muito se distanciam.

Vocês entenderam como eu que a matéria se organiza na forma de sistemas e temos a mesma definição: a soma das informações das partes interagentes mais um pacote de novas informações geradas pelas interações que excedem tôdas as informações de tôdas partes. Porém minha definição apenas com isso sente-se incompleta e ineficaz, por isso acrescento:  “… pacote êste que se torna a “mente” do sistema, a qual se desperta para novas necessidades, por isso aplica fôrças sôbre as partes tentando mudar ou ampliar suas funções, o qual resulta numa nova configuração física mais complexa adicionando assim os graus da evolução.”

Vocês entenderam como eu que os sistemas naturais se apresentam como uma hierarquia derivada dos diferentes graus de complexidade de uma mesma forma comum a tôdas elas. Mas a partir daqui começa nossas diferenças. Por exemplo, quando vocês apelam para o conceito de fractal matemático para definir e entender a forma comum, eu apelo para o conceito de matriz genética. E isto muda todos os resultados posteriores.

O estudo e conhecimento de sistemas naturais, entre vocês está parado a muito tempo, não avança, engatinhando e patinando em tôrno de um obstáculo que precisa ser removido. Os ilusórios avanços acenados através de algumas realizações tecnológicas são meros resultados do desvio do conceito de significado da Natureza, a prova disso é que essa tecnologia é desumana e contra o ritmo e rumo das fôrças naturais emanadas pelo contexto cosmológico, resultando na incompatibilidade entre homem e natureza que se percebe apenas a níveis planetários. Houveram sadias iniciativas no estudo de sistemas, como Fritjof Capra (O Tao da Física), ou Margullis ( A Teoria Simbiôntica), e principalmente a grande iniciativa de Bertalanfy fundando a Teoria Geral dos Sistemas. Mas a obra de Bertalanfy estagnou porque em certo momento o dominio da razão natural que operava com Margullis, Capra, foi substituído pelo dominio de uma razão involuída vegetando ainda no reino dos fenômenos puramente físicos, cuja linguagem de expressão é a Matemática, a qual não traduz a maioria das características de um sistema natural.

Na selva também somos obrigamos a usar o pouco que dispomos – a intuição que emana do espirito primitivo selvagem e caótico da biosfera – num tipo de racionalismo mais natural porem perturbado pelos valôres humanos de sobrevivência. Mas, claro, não podemos entender esta invasão da mentalidade resumida á ordem organizatória da matéria a nível estritamente físico, não podemos aceitar a Matemática como idioma dominante enquanto tôdas as outras linguagens que sentimos captar nos fenômenos são ignoradas. Seu conceito geral da unidade básica da Natureza como fractal matemático e geométrico não comporta a enorme profusão de váriaveis que a matriz genética sugere existir na mesma unidade.

Talvez a Ciência entrando no íntimo primeiro da ordem física e elegendo o fractal geométrico matematico como unidade basilar e ignorando os outros idiomas da Natureza ( o genético, o biológico, o software mental,etc.) seja uma tragédia temporária inevitável motivada pelo mesmo motivo que vocês não captam a nossa ação paralela de busca pelo mesmo tesouro no meio da selva: a comunicação entre eu e vocês não existe, pois ela se realiza apenas numa via, num sentido: eu tento captar e acompanhar os sinais emitidos pela vossa Ciência, mas vocês não captam e não se interessam pelos sinais que emito daqui. Ok, talvez meus sinais nada transmitam de real valor se meus resultados teóricos estiverem errados, mas elucidam como pode haver sinais e idiomas nos sistemas que seriam imprescindiveis no entendimento dêstes, que vocês não estão captando.

Se tempo e interêsse houver, até mesmo por simples curiosidade complacente, sugiro uma rápida visão no meu website onde exponho a figura teórica da matriz genética e a visão de mundo dela derivada, alertando que pelas precariedades daqui o website contem falhas, êrros e está em construção. Apesar de tudo, mais uma vêz obrigado pelas informações cientificas valiosas que capto em seu blog e que muito tem me ajudado a avançar na minha busca. Abraços… Louis Morelli. (website: http://theuniversalmatrix.com )

Waldemiro Romanha (wromanha@gmail.com) disse…

Caro Louis Morelli,
Interessantes os seus argumentos e oportunos. Certamente ainda irão contribuir para o amadurecimento das teorias e, principalmente, hipóteses que hora proponho aqui. Entretanto, seria grande o “simplismo” querer reduzir a diversidade biológica a uma mera unidade matemática. Não foi essa a intensão do artigo. Mas tenho dúvidas se, do ponto de vista genético, não estamos sob um gene fractal proposto por mim com base na teoria dos Geólogos Olivera, CL e Andre Calixto sobre “embriões fractais” . Veja o comentário de Oliveira no meu artigo: Um pouco de tudo e mais fractais (http://microsintonias.blogspot.com/#uds-search-results). Isto não me parece absurdo visto que na natureza as projeções arbóreas estão em todos as partes. Considero importante que a idéia de fractais seja observada em biologia do ponto de vista dinâmico e não estático. Um tipo de movimento fractal. Isto é consistente com o conceito de átomo no qual, quando organizados em moléculas, acumulam mais espaços vazios do que cheios. Então, quanto mais condensada a matéria estruturada em moléculas, mais espaço haverá entre elas. Transpondo para fractais em biologia, acredito que quanto maior a comunicação ou interação entre os componentes de um sistema, menos saturado o sistema ficará.
Sobre a Teoria Geral dos Sistemas de Bertalanfy, entendo que Maturana e Varela trouxeram uma grande contribuição para o conceito do que seja “estar vivo” e resolveram conceitualmente o problema da organização da vida, conforme discutido em artigo anterior (http://microsintonias.blogspot.com/2009/04/voltando-ao-tema-o-que-e-vida.html).
Grande abraço,
Grato pela oportunidade. 30 de agosto de 2010 14:15

Reencarnação?… Um Segrêdo Importante Sobre Nossa Existência que Nunca Tínhamos Percebido

sexta-feira, agosto 27th, 2010

( Êste artigo foi postado como uma questão no Fórum Ceticismo Aberto, categoria Ceticismo no endereço http://forum.ceticismoaberto.com/index.php/topic,315.0.html e a seguir vou aqui registrando o desenvolvimento da discussão)

A maioria das pessoas antes de morrerem passam por um período de dores devido ao envelhecimento do corpo ou de alguma doença por disfunção dêste. No leito da morte a consciência parece esquecer tudo o resto para se concentrar no problema do corpo, no incômodo de senti-lo débil e ineficaz, na vontade de fazê-lo funcionar direito. Portanto o corpo vai para o tumulo e se desfaz, talvez a mente tambem se desfaz, mas é certo que a ultima coisa que morreu foi uma vontade: a vontade da consciência de penetrar a carne do corpo, de descer ao nível de órgãos, celulas, e com as mãos ou chaves de fenda, refazê-lo melhor. Se alguma coisa sobrevive à morte, com certeza estará impregnada com essa vontade.

Isto me faz lembrar a história da evolução do computador. Começamos com o ábaco que deu a idéia para a máquina de tear a qual deu a idéia para a máquina de calcular, a partir da qual conseguimos fundir a idéia na forma de software conectada ao corpo da máquina na forma de hardware. Desde então a primeira geração de hardware multiplicou nossa capacidade mental cuja mente imaginou novas possibilidades para as quais necessitava melhor hardware, tendo pôsto a velha geração no lixo e ressurgido com uma máquina melhor. Um corpo melhor.

As duas histórias são idênticas: hardwares, sejam de aço e plástico dos computadores ou de carne dos humanos sucumbem, mas dêles o ultimo a perecer é a idéia, a intenção de um hardware melhor. Se os dois roteiros são idênticos, então porque não existiria para nós humanos a situação em que na deposição de um corpo, nossa mente na forma de idéia, ressurge em outro corpo sendo formado, com mãos ou chaves de fenda fazendo-o um grau melhor? Para nêle a idéia habitar? Re-encarnação. Nós assistimos e vemos este fenômeno como real através dos nossos computadores. Nós sentimos e vimos êste processo real através da evolução das espécies. Não seria ele real em relação a nós mesmos? Por que não?!

 Eu acho que existe racionalismo suficiente para de alguma maneira procurar-mos investigar essa possibilidade cientificamente. O que deu a uma simples enzima a capacidade de identificar o ponto exato no ADN, numa longa cadeia de bilhões de átomos, e corta-lo justo ali, quando se precisa da confecção de uma proteina?! O que deu ao Windows a capacidade de identificar na memória de um computador o ponto exato onde ativar para se escrever um texto do word? Senão um software desenvolvido sobre os ombros de um computador da geração anterior? Também é por esse motivo, dentre centenas de outros, que a  Teoria da Matriz Universal/ADN está pesquisando a possibilidade de todo o Universo ser uma composição entre hardware e software. Re-encarnação é uma idéia que não me agrada – ao mais extremado materialista em que me tornei para desenvolver o raciocinio que levou aos modêlos da Matriz. Também não me agradava na infância quando vivia ouvindo as crenças entre familias católicas. Mas não estou aqui para fazer o que me agrada. Se estivesse, jamais teria me dirigido ao inferno da selva amazônica. Estou aqui em busca da Verdade, doa-me o quanto doer!

                                                                 FIM

Discussão no Fórum:

“There must be some way out of here…

« Responder #1 : 28 de Agosto de 2010, 11:34 »
 

Pelo mesmo motivo que vc compra um novo software, e não ‘reencarna’ o velho em outro hardware, embora eles compartilhem linhas de codigo em comum, ambos não tem consciencia, sistemas mecanicos não tem consciencia, e ainda estão longe de ter.
A grande maioria dos sistemas biologicos também não tem consciencia, conhecemos apenas uma meia duzia de criaturas que aparentam possuir fragmentos dela. Não faz sentido falar em reencarnação para nenhuma dessas entidades, reencarnação pressupõe transferencia de experiencias unicas vindas de um organismo anterior. Sem duvida sera facil ‘reencarnar’ uma IA c/ consciencia pq seram impulsos eletricos que podem ser tranformados em codigo binario (ou qualquer outro).
Agora isso não funciona c/ seres biologicos, quando morremos nossos impulsos quimicos e eletricos, se apagam, o hardware se desmancha, não existe nenhuma tranferencia magica de dados, pq não existe nenhum receptor, e mesmo que existisse o cerebro não funciona como um transmissor de dados, nossos transmissores de dados se chamam ovulos e espermatozoides. E tem funcionado mto bem.
Portanto, ignorar a hipotese da reencarnação é sem duvida a atitude cetica mais sensata c/ o conhecimento que possuimos hoje.
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« Responder #2 : 28 de Agosto de 2010, 21:52 »
 

Oi, Anderson

Os casos investigados por Ian Stevenson e diversos outros mostram que há sim receptores, e que a transferência ‘mágica’ de dados ocorre, embora ainda não se saiba como!

http://journals.lww.com/jonmd/Citation/1988/12000/Three_New_Cases_of_the_Reincarnation_Type_in_Sri.8.aspx

Compare a evidência para a deriva continental. Weneger não sabia como os continentes se moviam, mas ele forneceu excelentes evidências que se moviam! No entanto, a falta de explicação para um mecanismo levou os cientistas da época a ignorarem sua hipótese, e mesmo ridicularizá-la. Ignorar a hipótese para a reencarnação apenas porque não conseguimos pensar num mecanismo para ela é cometer o mesmo erro do passado.

Um abraço.

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Membro Jr.
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« Responder #3 : Hoje às 22:22 »
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Anderson, obrigado pela crítica construtiva. Esta relação entre software e hardware tem-me perturbado muito porque nada entendo de engenharia computacional e não estou tendo tempo de estudar a fundo o tema. Parece-me que vemos a coisa por angulos muito diferentes, que não se cruzam.
 
Quando você diz “vc compra um novo software e não reencarna o velho em outro hardware” você saiu totalmente fora da linha de pensamento que tentei expressar no texto. Não estou me referindo a software pronto e registrado num disco, mas sim ao comando de instruções que nasceu e vem sendo desenvolvido dentro do consciente coletivo da humanidade, o qual não se materializa no hardware mas emite uma força que atua no hardware organizando os fluxos da energia. Não sei como isto é feito técnicamente apenas tenho vaga idéia das portas “in” e “out”, do código binário formado através de 8 portas… e algumas cositas más. Algo me sugere que a fonte do comando de instruções que se materializa como diagrama de software é uma entidade diferente e separada do reino mecânico do hardware. Você consegue entender esta confusão e esclarece-la?
 
Quanto a alguns sistemas biológicos não terem consciência, nossas teorias também discordam. Meus modêlos sugerem que a atual auto-consciência humana é mero produto da evolução do pensamento continuo dos primatas, o qual vem dos instintos animalescos, os quais vem das propriedades dos sistemas não-biológicos termo-dinâmicos, os quais vem de uma propriedade fundamental que define sistema natural: aquela porção de informação que emerge da interação entre as partes consistindo da “fuzzy logic” e que excede a soma das informações contidas nas partes. Se estiver correta esta teoria, está comprovada a intuição do filósofo que disse: “a alma dorme na pedra, sonha no vegetal, acorda no animal e desperta no homem”… apenas considerando que a pedra significa os primórdios do Universo. Mas em termos de evolução universal cosmológica isto pode ser visto como um mero processo de reprodução, da mesma maneira que quando eu era mera mórula depois uma blastula, depois um feto, e ainda como um embrião a minha consciência ainda não havia se manifestado mas ela já estava pré-determinada pelos meus criadores.

Quando você diz que reencarnação pressupõe a transferência de experiências vindas de um organismo anterior tambem não é o que penso e não é o que a doutrina da reencarnação ( não sou adepto pois acho que não explicam pontos fundamentais, apesar de que dizem que os espiritos ainda tambem continuam a buscar e aprender), escreve em seus livros: as experiências compõem uma entidade separada que se desenvolve em paralelo aos organismos. A mente de Bill Gates desenvolveu o Windows baseando-se nas experiências da mente de seus antecessores e não nas experiências do corpo de seus antecessores jogando futebol. Mas ninguëm sabe ainda quem está certo.

Você diz que quando o cérebro-hardware se desmancha não existe transferência mágica de dados. Eu também nunca vi nada mágico acontecer. Mas quando o hardware de computadores de uma geração são descartados e um novo é fabricado existiu sim, transferência de dados. A roda não é reinventada a partir do zero. E não são óvulos e espermatozóides que transmitem os dados de uma geração para a próxima: isto é feito pelo ADN, o qual apresenta uma parte concreta ou hardware composto de moléculas arranjadas numa forma de código por um invisivel “comando de instruções”. Sabemos que o comando de instruções que arranjou as peças e chips na nova geração de computadores veio de uma fonte ( a mente de Bill Gates e outros) que é de uma substância existente fora e alem do reino mecanico do hardware. E louco será você se acreditar que já conhece tôdas as substâncias existentes no mundo. De maneira que pudesse provar que não existe nenhuma substancia depositária das experiencias acumuladas das porções de informações que não existem nas partes dos sistemas mas que configuram a existência de sistemas, e que ao mesmo tempo pode utilizar o estoque de experiências como um comando de instruções. Como tambem louco seria eu se afirmasse que conheço tal substância.

Enfim, precisamos lembrar que nossas teorias e visões de mundo são construídas pelas nossas experiências com o mundo externo mais aquelas que relatam nossos ancestrais e que acreditamos nelas. Eu presenciei experiências diferentes das suas, o importante é trocar-mos experiencias com honestidade. Por exemplo presenciei uma pessoa totalmente analfabeta revelando comportamentos e relatando coisas curiosas anormais. Quando tentei hipnotiza-la e fazer a regressão mental ao estágio intra-uterino de repente ela mudou a fala e começou a relatar cenas que dizia ver dentro do meu corpo porem descrevendo estrêlas, buracos negros, etc. Curioso desenhei tudo isso para depois na pesquisa perceber que o quadro descrito por ela era da mesma substância dos quadros descritos e registrados nas escrituras dos orientais a 5.000 anos atras que falam da existência dos chakras, kundaline, etc. – matéria na qual tudo li, mas nunca tive opinião própria a respeito. Mais curioso é que o quadro final do analfabeto completando o quadro dos orientais com seus  novos acréscimos se revelou como sendo simplesmente a figura de uma secção do ADN! É como se nosso ser se resumisse a bilhões de minusculos ADNs biológicos em volta e prestando culto a um enorme ADN não-biológico que vai dos nossos quadris ao topo da cabeça. As duas serpentes de kundaline nada mais seriam que as duas hastes do ADN e os sóis no meio das duas hastes nada mais seriam que os grupos de bases nitrogenadas.

Mas como um individuo a cinco mil anos atras e na Ásia relata a mesma visão absurda que um nativo da Amazônia e cinco mil anos depois?! Não acredito em auras e perispiritos,  não quero acreditar nisso porque não vejo racionalidade entre o mundo caótico e nojento que presencio sob o comando de tal entidade poderosa que não seria racional como eu, quero acreditar que a experiencia não passou de um dos delirios que tive na selva produzidos pela malária, mas tenho certeza que foi real e tambem não consigo tirar essa peste dessa imagem da minha cabeça. Pois se isto existisse de fato, estaria aí o seu enigmático depositário de softwares-almas responsavel pelos invisiveis comandos de instruções que existem no ADN, no corpo humano, e por extensão através da mente humana, nos computadores. Como disse, tudo é relativo e nossas visões dependem de experiencias privadas que nem sempre podem ser repetidas e demonstradas mas a pesquisa em bases científicas tem que continuar. Abraços… 

 

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Membro Jr.
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« Responder #4 : Hoje às 23:18 »
 

Vitor Moura,

Ótimo link e a notícia de que tal tipo de matéria seja publicado num respeitável jornal de ciências.

Mas como disse, a pesquisa deve continuar sem que façamos julgamentos sôbre os fenômenos. Que o relato das crianças sôbre vidas de outras pessoas no passado seja indício de reencarnação tal como entende a doutrina espirita ou o autor Ian Stevenson pode ser uma precipitação nos conduzindo ao êrro. Podem haver processos ou reinos desconhecidos na Natureza que seriam responsáveis por tais relatos, sem ser um processo de reencarnação.

Por exemplo, tive uma namorada que vivia apresentando comportamentos anormais que espiritas diziam ser próprios de uma médium. Certa noite estávamos jantando num restaurante quando de repente ela se sentiu sufocada, perdendo a respiração, segurando a garganta, olhos lacrimejando. E nada dizia, apenas grunhidos. Apavorado corrí a bater nas costas dela e pedindo para ájudarem a leva-la ao carro, porque pensei que ela tivesse se engasgado com o caroço de uma azeitona. Mas como tudo começou, tudo terminou de repente, ela voltou ao normal e pediu-me para sentar tranquilo. Seu relato: “alguém, uma mulher estava sendo afogada em alguma praia aqui perto, eu captei tôdo seu desespero, isso acontece sempre, às vêzes vejo no noticiário que a coisa realmente aconteceu…” Na época eu era cético ao extremo e ignorei o que ela disse, se fôsse hoje teria investigado melhor.
 
Para sua informação, esta mulher foi alvo de pesquisas e experiências numa universidade gaucha devido ocorrências registradas incomuns. Mas o caso suscita uma dúvida. Ela estaria captando a experiência de vida de outra pessoa, sem no entanto haver reencarnação. Não seria o mesmo caso das crianças de Sri Lanka? Se sim, haveria algum tipo de consciência planetária constituída de pequenas porções de consciência em cada cabeça humana, algo como o inconsciente coletivo de Jung ou a camada de consciente coletivo de Teilhard di Chardin? Ou ainda que tal a Teoria das Correntes das Noures, de Pietro Ubaldi? De maneira que uma porção de consciência dentro de uma cabeça poderia se projetar para dentro de outra cabeça à distância? Isso não nos remete a lembrar que existe algo similar, o chamado entanglement quântico? Devagar com o andor. Abraços… 

 

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Da Força Invisível dos Sistemas Naturais Surge a Complexidade

terça-feira, agosto 24th, 2010

Há 10 bilhões de anos atrás, tôda a natureza universal se resumia a uma nebulosa informe de átomos, leves, simples. Passado êstes dez bilhões de anos, a nebulosa se transformou em cavalos, macacos e homens, dos mesmos átomos. Não pense nisso, pois este tem sido o maior pesadelo para os pensadores em todos os tempos. A não ser que… o pesadelo tenha terminado porque a trama tôda foi descoberta. E o responsável, desmascarado.

Será que – se reproduzir-mos aquela nebulosa no espaço sideral – e misturar-mo-la de tôdas as maneiras possíveis, e depois misturar-mos as misturas resultantes, fazendo isso por outros dez bilhões de anos, vamos obter cavalos, macacos e homens? E auto-consciência? Ou iríamos obter outras coisas inimáginaveis, muito complexas?

O fato é real. Aconteceu. Temos aí os macacos para todo mundo ver e comprovar por si próprio. Naquela nebulosa só existiam quatro ou seis tipos de átomos, os chamados leves, porque só formam gazes, como o hidrogênio, o hélio. Os átomos mais evoluídos, pesados, com mais de seis prótons e elétrons só foram formados depois, quando da nebulosa surgiram as estrêlas. Naquêles gazes estavam os macacos, os cavalos, os homens de hoje, fragmentados em seus rudimentos materiais. Mas como?!

Estavam lá, todos os ingredientes, os princípios, os mecanismos, os processos, que hoje existem no corpo humano. Porque a Natureza não é mágica. Ela não pode criar algo do nada.

Os modêlos da Teoria da Matriz Universal/DNA nos levaram a descobrir como uma arquitetura natural ganhou um grau a mais de complexidade. Era tudo o que precisávamos saber. Sabendo como foi um passo, sabemos como foram todos os outros, porque são todos iguais.

A solução do supremo mistério estava num conceito: sistemas. Um novo sistema natural se forma quando vários diferentes sistemas formados anteriormente se juntam por atração simbiótica e tornam-se partes de um único novo sistema. Ora haviam seis tipos de sistemas anteriores naquela nebulosa, seis tipos de átomos, era tudo o que precisava para da nebulosa surgir não um novo átomo, um sétimo átomo, mas sim um novo tipo de sistema nunca surgido antes. Assim a nebulosa tornou-se uma massa composta de fragmentos, todos idênticos. O novo sistema chamava-se “astro”.

 Mas teria piorado a situação para cavalos e homens? Pois para êles aparecerem no mundo 10 bilhões de anos depois, seria muito mais conveniente uma sôpa primordial rica com variedade de ingredientes que uma massa homogênea que nem sôpa conseguia ser. Ledo engano. O novo sistema continha um segrêdo poderoso: Ciclo Vital! E isto criou da simplicidade singular daquêle princípio, da nebulosa de um unico ingrediente, uma nova nebulosa portadora de grande diversidade de novos sistemas. A História que iria no futuro produzir cavalos, estava salva e continuava sua marcha.

O flagrante em que descobrimos a Natureza trabalhando na surdina e na escuridão da noite aconteceu justamente quando pegamos um astro imóvel, parado no espaço, sideral. Mas movendo-se em relação ao tempo. Como isso é possível? E em que isso cria do nada um novo grau de  complexidade?

Sistema é um conjunto de partes diferentes conectadas num circuíto simbiótico. As partes não ficam imóveis num sistema. Quando menos moventes, elas vibram. E assim emitem radiações pelas quais perdem fragmentos de si mesmas. Os fragmentos podem ter dois destinos. Primeiro: partes que não são vizinhas num circuíto se misturam e formam novas menores arquiteturas, as quais são diferentes de tôdas as partes. Um exemplo disso é como surgem os tumores no corpo humano. São novas arquiteturas diferentes de tudo que existia antes no corpo e de todas as partes que constituem o corpo. Segundo: os fragmentos se misturam mas não se conectam, arquitetura não é constituída, perfazem uma substância radioativa etérea, abstrata, como um campo magnético.

Acontece que estas novas arquiteturas e/ou substâncias se constituem em novas informações que não existem em nenhuma das partes. Por isso dizemos que um sistema é formado pela soma de tôdas as informações de tôdas as partes, mais uma pequena quantidade de informações que excede a soma de tôdas as partes.

Existem tumores malignos, tumores neutros, mas também existem os benignos. E justamente um novo sistema possuidor de um tumor benigno pode salvar o sistema de um ambiente em colapso em que contra-informações eliminam tôdas as suas simétricas informações, menos aquelas que não existem no ambiente. Um exemplo? Quando um meteórito imenso caiu na Terra e levou a biosfera ao seu colapso, dinossauros desapareceram porque dinossauros possuíam em seu corpo as mesmas informações que constituem a biosfera. Mas havia um réptil menor, denominado cynodonte, cujo corpo, por uma anomalia, havia desenvolvido uma espécie de tumor: os ovos que todos os seres vivos antes dêle e até os maiores que ele, como os dinossauros, botavam fora, ficaram entalados em seu corpo e fêz crescer uma nova protuberância, que mais tarde se tornaria o sistema reprodutor mamífero. O cynodonte salvou-se.

Restam ainda três proposições feitas aqui anteriormente, a serem esclarecidas. Como o astro primordial apresentava um ciclo vital? Como pode um corpo parado num ponto do espaço estar se movendo em relação ao tempo? Como uma unica espécie de sistema natural, um unico cêpo primitivo comum, pode reproduzir-se numa imensa variedade de novas espécies?

Vamos ver um exempo conhecido por todos de como um unico sistema forma um novo diferente sistema. O sistema unico que vamos usar como exemplo é… você. Isso mesmo: “vósmicê”, em pessoa! Você é um corpo formado de partes conectadas entre si cada qual executando uma função diferenciada e todas ligadas a um nucleo central, denominado “cérebro”. Logo você é um genuino sistema. Mas seu corpo apresenta uma particularidade interessante: êle muda de forma a cada segundo, pois a cada segundo morre ao menos uma célula a qual é reposta, porém, óbviamente a repositora será diferente em algum minimo detalhe da ancestral, já que não existem duas células exatamente iguais. Quando ao invés de observar-mos seu corpo em termos de segundos, expandir-mos o tempo dos intervalos das observações para anos, veremos como as pequeninas mudanças invisiveis acumuladas produzem grandes mudanças visíveis. Assim seu corpo é, numa observação, uma massa informe chamada “mórula”, noutra observação uma blastula, depois um feto, um embrião, um bebê recem-nascido, uma criança, um adolescente, um adulto, um idoso, e… desculpe-me… um cadáver. Que enorme diferença existe entre um bebê chorão e um adulto campeão da maratona olimpica… claro, daquela realizada em casa, apenas entre a familia. A diferença entre as fotos de um bebê e de um adulto humano é tanta que um hipotético extra-terrestre feito de ferro e aço e uma unica forma fixa, jamais acreditaria que as duas fotos são de um mesmo unico individuo. 

Mas os seres humanos criaram um novo sistema, natural, ao qual denominamos, sistema familiar. Um sistema familiar exemplar, perfeitamente funcional como sistema, completo, teria que ter no minimo sete formas de corpos humanos: a mulher gravida (garantindo a re-criação), o bebê ( garantindo a perpetuação), a criança ( garantindo o crescimento), o adolescente (garantindo a maturação) o homem adulto (garantindo a manutenção), o idoso (garantindo o armazenamento das informações), e o cadáver (garantindo a mutação). Isto é um sistema-matriz, elo entre sistemas, elemento chave da evolucão.

Porem, um unico individuo não poderia ser transformado e tornado-se o novo sistema, familiar, porque estas sete formas não podem ser fixadas no espaço, separadamente. Então para resolver êste problema são criadas várias cópias da mesma espécie, porem em tempos diferentes, de maneira que inevitavelmente estarão combinadas num mesmo ponto do espaço, sob um mesmo teto, as sete diferentes formas. Assim aconteceu que aquela unica espécie de criatura existente numa nebulosa a 8 bilhões de anos atras, que poderia estar imóvel no espaço vazio sideral, estava movendo-se em relação ao tempo. Mudando de forma. Mas falamos em espécie. Uma espécie compreende um sem numero de iguais individuos. Iguais entre aspas, porque eles contem um segrêdo: mudam de forma. De maneira que num dado momento, num dado ponto do espaço, existam sete diferentes formas. Fixadas.

Em relação àquêle astro, a natureza aplicou mais um truque magistral. É claro que um unico individuo humano não poderia ter gerado as sete partes do sistema familiar, unicamente porque êle ou ela apresenta as sete formas de um unico genêro sexual, e vimos que o sistema familiar completo é composto dos dois sexos. Como a Natureza resolveu êsse problema? Os modêlos da Matriz encontraram a resposta: o “danado” era hermafrodita!  

Ora, existe uma força de conexão natural entre as diferentes formas de um mesmo individuo. Na criança está programado o adolescente. No  adolescente jaz a criança. Existe uma ponte invisivel entre a criança e o adolescente que ela será no futuro. Uma ponte invisivel porque constituida de tempo, o qual ninguem vê. Mas quando uma criança que veio do bebê X é colocada perto de um adolescente que veio do bebê Y, da mesma espécie, a ponte invisivel pode tornar-se num fenômeno sistêmico: simbiose. Aquêle velho fenômeno que Margullis suspeitou ser responsável por ter juntado diferentes micro-organismos, denominados organelas, num unico sistema, o celular.

Foram esclarecidas as proposições referentes ao ciclo vital, ao aumento de um grau de complexidade, ao corpo movente parado no espaço? Se sim, está explicado como a Natureza tirou da simples nebulosa de atomos gazozos do principio as figuras de cavalos, macacos e homens. Tal como o mágico tira coelhos da cartola. Que de magico, bem o sabemos, não tem nada: tudo não passou de um engenhoso truque. A Natureza foi pêga em flagrante executando seu maior truque universal, o pseudo mágico foi desmascarado, graças aos modêlos da Teoria da Matriz Universal/DNA.

Mas a mesma Matriz está apontando para alem daquela nebulosa de átomos do principio, para um ponto antes mesmo de acontecer o Big Bang. E sugerindo que todo êste Universo é uma genética reprodução de um sistema que existia antes, ou existe ainda, e talvez exista aos milhões. Se for verdade, cavalos, macacos, homens, auto-consciência, tôdas estas maravilhosas arquiteturas complexas que vemos hoje, estavam programadas muito tempo antes, naquêle sistema. Sinal de que vai começar um novo tipo de pesadelo para os pobres pensadores.

Evolução e Gravidade não são algo real, apenas métodos humanos de medição?!

segunda-feira, agosto 23rd, 2010

Um comentário no site abaixo suscita uma nova e importante questão:

TED Ideas Worth Spreading

no enderêço:

http://www.ted.com/talks/richard_dawkins_on_militant_atheism.html

Nathan Zimmerman (0) -2

May 1 2007: “If the teleological argument implies god, denial of the teleological argument does NOT imply denial of god. Dawkins very much annoys me on this point, whenever he takes up philosophy he just seems to become illogical and mean-spirited.

Furthermore, evolution shows HOW not WHAT. What I mean when I say this is basically the old Cartesian point that “gravity” is merely the measured speed at which things drop–we don’t know if/what causes such an action. The same is totally possible about evolution and Dawkins simply fails on this point.

I’m tired of simple minds simply accepting what Dawkins has to say and thinking him the arbiter of rationality–there’s a reason why philosophers by and large do not respect his work. It isn’t rigorous.”

Comentário da Matriz:

Realmente não sabemos o que é essa fôrça alcunhada de Gravitação Universal, ou Fôrça Gravitacional. Basta ler o capítulo “Gravidade” na Wikipédia para se notar que tôdas as teorias a respeito apresentam problemas e não existe consenso. Mas quando o autor do post acima sugere que gravidade é apenas um método de medição e Evolução também, êle traz uma inquietante novidade ao pensamento. Claro, não tenho o gabarito dos especialistas para tratar dêsse problema, mas surge-me algumas idéias aqui. Evolução seria a medida da complexidade? Mas evolução é um processo, o qual apresenta regras (variação, seleção, hereditariedade, na Teoria Darwinista e na Teoria da Matriz são estas três mais as quatro variáveis acrescidas pelos modêlos). Seria a Gravitação tambem um processo?! Quais as regras?

O assunto me caiu pesado e sonante porque a idéia de que Evolução não é uma fôrça real, que seria apenas um conceito humano para denominar uma sequência de fatos observados, agita a Teoria da Matriz. Foi ela, a única no mundo até êste momento, que disse que evolução não existe de “per se”, que ela é apenas um processo contido dentro de outro processo maior: reprodução. E os modêlos argumentam: hipotéticos micróbios vivendo dentro da barriga de uma gravida e assistindo o desenvolvimento gestacional de um novo ser, mas sem saber que trata-se de um ser e julgando que o mundo, o universo é apenas o interior da barriga, juraria de pés juntos que existe evolução e que estão assistindo a evolução em marcha. Mas nós que estamos fora e além do universo dêles sabemos que não se trata de evolução e sim, reprodução. Para completar, os modêlos sugerem que êste nosso universo é um processo genético onde está sendo reproduzido o sistema que o gerou.

Tanbém muito se usa a palavra entropia como se fôsse muma fôrça real. Na verdade entropia é o nome da medida do processo da degeneração. Vamos ser chatos e analizar isto. O metro também é o nome de um sistema de medidas. Se dizemos que algo está evoluindo, deveríamos dizer que algo está “metrando”? Ou entropizando? Ou gravitacionando? Não faz sentido. Existe algum problema com a palavra “evoluindo”. Devemos dizer que algo está aumentando de tamanho e não metrando. Então deveríamos dizer que algo está aumentando em complexidade, nunca dizer “evoluindo”? Como também devemos dizer que algo está acelerando a degeneração, nunca “entropizando”.

Este tema parece ser um beco sem saída, inútil pois não prodiziria nada prático. Para que discutir semântica? Ocupação para filósofos desocupados? Talvez não. A Teoria da Matriz fêz questão de desbancar a palavra “origem”. Origem dá a idéia de que algo surge onde antes nada havia ali ou não havia nada parecido com o que surgiu. Então diz-se “origem do universo”, “origem da vida”.  Mas não existem ocorrências fora da longa sucessão de causas e efeitos naturais. Se existisse seria algo sobrenatural. E aqui está o veneno contido na palavra: daqui nascem e aqui se apoiam as religiões, as místicas, as fantasias.

Devemos então começar a pensar melhor nessa palavra “evolução”? Qual o final efeito dela na mente humana? A princípio eu responderia correndo: só pode ser benéfico pois ensina que existe progresso e desperta o homem para ser progressista. Mas todo criacionista também respode correndo que a palavra origem só pode ser benéfica porque desperta o homem para a existência do sobrenatural, de Deus. Se o criacionista está errado, se a palavra origem desmotiva o homem a procurar a causa natural e a se esforçar para fazer progredir o mundo material, quem pode me garantir que eu também não esteja errado? Que a palavra evolução, por exemplo, me levaria a outro caminho religioso, mais estritamente falando, ao caminho religioso da religião negada ou negativa ou ainda não-religião? Duas faces de uma mesma falsa moeda? É quase consenso geral que o conceito de evolução produziu muitos novos ateus. Já sabemos dos vários efeitos negativos que religiões positivas trazem para a humanidade, mas isso porque vimos a religião positiva no poder. Ainda não sabemos quais efeitos o seu simétrico, as religiões negativas, ou ateísmo, trazem para a humanidade porque ainda não vimos essa religião negativa auto-declarada e no poder.

Hoje temos um meio de acabar de uma vez por tôdas com a palavra “origem” se provar-mos que os modêlos da Teoria da Matriz estão corretos. Não existe essa separação entre Vida e inanimados, o que existe é transformação e aumento da complexidade de sistemas naturais, todos animados. Portanto nunca existiu “origens da Vida”. Nunca ninguém viu origem de coisa alguma. Mas se for necessário, existirá um meio de acabar com a palavra “evolução”? Novamente sim, se forem provados corretos os modêlos da Matriz. Mas se para acabar com “origem”  basta provar a correção de modelos referentes a planetas, para acabar com “evolução” necessita provar a correção de modêlos referentes ao universo. Provar que está havendo aqui uma reprodução. Isto só será possível se sairmos fora do universo. Então… acho que essa palavra, certa ou errada, vai ficar por aqui entre nós por muito tempo ainda.

Nós sempre tivemos a mania de repetir ad infinitum criações de nossa imaginação a ponto delas sedimentarem-se em nossa mente como coisas reais.  Assim acontece com as criações imaginativas e insensatas como “eternidade”, “infinito”, “tempo”, “mão direita ou esquerda”, etc. É como a criança acredita no Papai Noel sem nunca refletir realmente sôbre o que está se referindo. Estará com os evolucionistas (como eu) ocorrendo o mesmo com o nome da medida da complexidade a que demos o nome de “evolução”?

O que Da Vinci e Deus tiveram em comum

domingo, agosto 22nd, 2010

Preciso registrar rapidamente esta nota como excelente argumento para The Matrix/DNA Theory obtida no website:

TED Ideas Worth Spreading

no enderêço:

http://www.ted.com/talks/richard_dawkins_on_militant_atheism.html

E na seção comentários, vê-se esta jóia racional:

Rafael Jr Gaid (-4) -2

“In what way does evolution disprove the existence of God? If I can show you scientifically that the monalisa painting is made up of thousands of brush strokes with different chemicals all following some complex math does it mean Da Vinci does not exist? To me Genesis is not a story of our origin. It is a story about our purpose of existence and that someone is always interested in our lives no matter how “lowly” we appear to be to other people. That’s it. Period. It is not a document on how life started and therefore there shouldn’t be an “evolution vs creation” debate in the first place.”

Comentário da Matriz:

O segrêdo da Natureza é justamente êste: matéria adquirindo um sem número de formas, sendo misturadas com diferentes métodos (químicamente, biológicamente, eletro-magnéticamente) resulta em surpreendente complexas arquiteturas, tais como o corpo humano. Se temos um resultado final aparentemente ordenado e acreditamos que tudo começou do caos não ordenado, é sensato suspeitar que existe algum oculto propósito. Caso contrário teria continuado tudo desordenado. Desde que surgimos no mundo temos visto o deserto na sua simplicidade onde os grãos de areia são movidos por tempestades, misturados aleatóriamente e podemos jurar que se o planeta inteiro não mudar aquilo vai continuar assim eternamente. O mesmo podemos dizer da superfície de Marte, Jupiter, etc. Então, não suspeitar de algum propósito oculto presente na época do Big Bang é não ter o cérebro “hard-wired” racionalmente, lógicamente. Aqui na Terra, os ventos, as marés  e contra-marés parecem terem funcionado como as pinceladas de Da Vinci no meio material. Os pincéis foram produzidos e manipulados por seres humanos logo pela lógica os ventos e as marés podem terem sido produzidos e manipulados por algo.

Quando os modêlos da Matriz apontaram que êste Universo é uma genética reprodução, desvelou-se um propósito, simplesmente natural.

 Mas existe uma flagrante diferença entre a Monalisa e as arquiteturas naturais.

A obra final de Da Vinci é harmonica, transmite ordem e paz final, parece realmente matemáticamente executada. Isto nos conduz a  concluir que existiu uma mente inteligente dirigindo todo o processo de criação. Porém a obra final da Natureza, ao menos nêstes tempos e nesta região do Universo – a mente humana, ou antes, o corpo humano – é evidentemente um “bad design”. Tão frágil que pode ser vencido, derrotado, aniquilado, por simples vírus. Tão mal projetado que basta pensar nas dores de dente. Ou então na mente humana conduzindo o corpo de um assassino a matar e esquartejar o corpo de outro ser humano. Finalmente, se existe um propósito, com ou sem um autor portador de um aparato produtor de inteligência, esta inteligência não é a mesma que conhecemos nos seres humanos. Pode até ser uma inteligência, porém não produzida e ligada a um cérebro carnal como o nosso, talvez seja um cérebro eletro-magnético ou confeccionado com ferro e aço, resultando daí uma espécie de inteligência fria, maquinal, alheia ao complexo sensorial e emotivo humano. Portanto, se existe um “Deus” com um propósito dirigindo a evolução, êle não pensa como Da Vinci pensava. Um irresponsável teria sido Da Vinci se tivesse alardeado que sabia o que Deus pensa, o que fêz, como fêz, o que disse ou não disse, como alardearam os imaginativos autores da Bíblia.

Alguém poderia argumentar que a comparação do Rafael não é válida porque a Monalisa é uma obra acabada, por isso, harmoniosa, enquanto a obra de Deus através da natureza ainda está sob evolução, inacabada, portanto ainda imperfeita. Tal argumento não faz sentido: o método de Da Vinci era inteligente, harmonioso, enquanto o método da Evolução inclui eventos onde crianças são devoradas horrivelmente por leões. Um método porco!

O Rafael no post acima foi de uma felicidade  brilhante. Mas logo a seguir êle cai na mesma situação de tôdos nós, seres humanos, ou seja, sem informações das sequências posteriores dos fatos êle conjectura errado. Ao menos é o que sugere os modêlos da Matriz.

“To me Genesis is not a story of our origin. It is a story about our purpose of existence and that someone is always interested in our lives no matter how “lowly” we appear to be to other people. That’s it. Period. It is not a document on how life started and therefore there shouldn’t be an “evolution vs creation” debate in the first place.” – diz êle.

 Pois para mim, Gêneses retrata fielmente um evento termodinâmico no passado de nossa ancestralidade, quando as fôrças da matéria/hardwire dos corpos de nossos ancestrais buscando o eterno equilíbrio termodinâmico para o qual necessita que o vórtice spin right esteja conectado e amalgamado com o spin left numa troca com fricção vibrante de energia, se tornaram dominantes em detrimento das fôrças do software-intelecto. O propósito da existência escolhido pelos nossos ancestrais da época não foi o propósito para nossa existência permitido pela Natureza, esteja algo inteligente por trás dela ou não. Isto precisa ser esclarecido para que não cair-mos novamente no mesmo êrro construindo o paraíso falso aqui, o Admirável Mundo Novo de Huxley, onde perderíamos nossa liberdade mental.

Mas o problema que Rafael deveria juntar-se a nós, ou nós juntar-mo-nos a êle, para tentar esclarecer com a grande massa da população é que os crentes religiosos não pensam como Rafael. Êles acreditam piamente no sentido literal deturpado da fábula nas suas escrituras ditas sagradas. Por isso é necessário sim o debate “evolução x criação” (porém que os evolucionistas se equipem melhor com as extensões proporcionadas pelos modêlos da Matrix/DNA Theory.)

(tema under correction and construction)

O Universo Relativo das Mil Faces:Cada uma adequada ao sabor de cada fregues

quarta-feira, agosto 18th, 2010

Um texto do famoso autor de ficção científica Isaac Asimov, é sempre uma jóia de sensatez do racionalismo,  mas mesmo  assim, a atual cosmovisão da Teoria da Matriz/DNA tem muito a mudar e a acrescentar sobre as crenças de Asimov, evidenciando que também o racional é mutante e está sob evolução.

Quando projetei num gráfico cartesiano tendo como coordenadas o tempo e o espaço as pegadas deixadas pela História da Evolução desde o Big Bang e lancei à frente a previsão futura do que o resultado no  gráfico sugeria,  observei surpreso que a minha linha senoidal retornava ao Big Bang. Então tempo e espaço não influem, é como se não existissem, por isso retirei o gráfico e sobrou um desenho, uma figura. A História não tinha sido inútil, improdutiva, pois o que partiu do Big Bang foi matéria sob as simples regras da Física e o que retornou não foi mais a mesma matéria, esta ficou no meio do caminho descartada como a placenta é descartada na gestação de um novo ser. O que retornou ao Big Bang e daí se projetou para retornar ao antes da existência e da criação  foi produzido com a matéria, porem transformada em uma substância abstracta, a qual denominamos mente ou auto-consciência.

Por isso, concluí que a História Universal teve inicio num Big Bang e vai terminar num Big Birth. Mas ao observar a figura resultante, de repente quase caí da cadeira! Era exatamente a figura de uma secção do DNA! Meu mundo intelectual desmoronou, peguei-o no flagrante em sua farsa. Pois quem fez todo aquele exercício buscando o significado da existência foi um cérebro humano composto de neuronios, estes tem como essência nos seus núcleos o DNA, portanto era o DNA quem buscava. Sabendo-se do egotismo centrista pelo qual o mundo deve girar em torno do nosso  umbigo – bem evidenciado na frase “Deus à nossa imagem e semelhança” – não foi difícil perceber que o DNA projetou-se ao ponto central da História, a ponto de resumir o significado da existência à sua imagem e semelhança. Jôgo com cartas viciadas: o DNA havia conduzido a senóide no meu gráfico para embevecido mostrar-se projetado num espelho reinando soberano no mundo.

Seguindo suas preferências particulares que produziam curvaturas em coisas inexistentes de fato como o espaço e o tempo, ora vendo aqui alguns buracos negros, ora vendo ali alguns buracos de minhoca, Einstein morreu acreditando que havia encontrado uma forma final do Universo, a forma cilíndrica. Ele também foi traído por alguma armadilha preparada para nossas mentes, tornou-se tão cego por ela que não notou o óbvio: se tudo é relativo, tudo depende do ponto evolutivo no espaço-tempo onde se situa um observador, o Universo inteiro teria que ser um fenomeno relativo. Como resultado ele apresentaria uma face ilusória diferente para cada diferente observador, cada uma bem talhada para satisfazer o gôsto de cada freguês. Foi o que aconteceu com os hebreus e a face de Deus, foi o que aconteceu com o DNA no centro do meu cocuruto e a face do Universo como um enorme DNA, botando tudo o mais prostrados e adorando-o.

Mas no final suspeitei que existe um sentido lógico nesse comportamento do Universo. Além dele ir assim quebrando um espírito arrogante, depurando-o da sua arrogância de tombo em tombo, ele impõe uma ordem sequencial bem sólida ao caminhar do conhecimento, onde cada conclusão é auto-testavel.

Vejamos a jóia seguinte lapidada por Isaac Asimov

 A Relatividade do Errado

Isaac Asimov

Outro dia eu recebi uma carta. Estava escrita à mão em uma letra ruim, tornando a leitura muito difícil. Não obstante, eu tentei devido à possibilidade de que fosse alguma coisa importante. Na primeira frase, o escritor me disse que estava se formando em literatura Inglesa, mas que sentia que precisava me ensinar ciência. (Eu suspirei levemente, pois conhecia muito poucos bacharéis em literatura inglesa equipados para me ensinar ciência, mas sou perfeitamente ciente do meu estado de vasta ignorância e estou preparado para aprender tanto quanto possa de qualquer um, então continuei lendo.)

Parece que em um de meus inúmeros ensaios, eu expressei certa felicidade em viver em um século em que finalmente entendemos o básico sobre o universo.

Eu não entrei em detalhes, mas o que eu queria dizer era que agora nós sabemos as regras básicas que governam o universo, assim como as inter-relações gravitacionais de seus grandes componentes, como mostrado na teoria da relatividade elaborada entre 1905 e 1916. Também conhecemos as regras básicas que governam as partículas subatômicas e suas inter-relações, pois elas foram descritas muito ordenadamente pela teoria quântica elaborada entre 1900 e 1930. E mais, nós descobrimos que as galáxias e os aglomerados de galáxias são as unidades básicas do universo físico, como descoberto entre 1920 e 1930.

Veja, essas são todas descobertas do século vinte.

(Comentário da Matriz: “Note-se como o mundo está cheio de ciladas, armadilhas, para pegar os arrogantes que acreditam que conhecem. Afirmar que conhece-se as regras básicas que governam o Universo porque descobriu-se que as galáxias são as unidades básicas do universo físico é uma tremenda heresia contra o racionalismo e a Ciência.  Primeiro porque esta hipótese não é testável nem demonstrável cientificamente. Não se pode por o Universo numa banqueta de experiências. Segundo porque as unidades básicas de um corpo qualquer apresentam regras básicas que nunca coincidem com as regras básicas da totalidade do corpo. As unidades básicas do corpo humano são os átomos, mas as regras básicas que governam o corpo humano não são as regras básicas que governam os átomos. Por exemplo, corpos humanos surgem pelo processo genético e átomos não.   

O que se almeja transmitir nesta informação é que já conhecemos o Universo porque estaria provado que o Universo foi originado e está sendo transformado, regido pelas Leis da Física.  

Tempos atrás acreditou-se que as unidades básicas do corpo humano físico sejam os átomos. Desde os gregos todos os corpos seriam formados de átomos. Mas o corpo humano não é limitado à ordem de fenomenos abarcados pela Física. Num nível superior de organização, os aglomerados de átomos formam as células, as quais foram consideradas depois as unidades básicas. Porque devido à nossa capacidade de ver um corpo humano por inteiro sabemos que as células pertencem ao nível biológico da organização da matéria, o qual desce sobre os átomos do organismo impondo-lhes comportamentos, funções, diferentes daqueles que apresentam quando compõem um elemento simplesmente físico como rochas e gazes. Assim como a religião muçulmana desce sobre o homem árabe impondo-lhe comportamentos e funções sociais diferentes da que o cristianismo faz do homem ocidental. É o mesmo homem, são os mesmos átomos. Mas não podemos ainda nos situar fora do Universo e vê-lo por inteiro. Para não citar o teorema de Godel firmando que ninguém pode conhecer um sistema estando apenas dentro dele. Então, quem nos garante que as galáxias não sejam influenciadas por um nível superior de organização? De maneira que elas sejam as unidades básicas de um Universo, por exemplo, biológico, ou ainda, auto-consciente? Vivo ou semi-vivo? Tal como estão sugerindo os modelos da Teoria da Matriz? Asimov seria mais feliz se tivesse dito: “agora sabemos que as galáxias são as unidades básicas da Física no Universo, porém, não se precipite em concluir que o Universo tenha a ordem dos fenomenos e processos da Física como o ultimo nível de organização.”    

E se não tiver, as teorias do Big Bang, da Abiogênese, da Evolução, e a Teoria Nebular Astronomica, estarão todas incompletas de maneira que desviam o homem do entendimento do verdadeiro significado do Universo. Pois a possível existência de um nível superior de organização do Universo, ou ainda além deste Universo, desceria sobre toda a matéria e eventos dirigindo-os por fôrças que certamente ainda desconhecemos. Assim como a teoria da Matriz, ao concluir que o Universo é uma produção genética, está sugerindo a existência de mecanismos e processos naturais jamais imaginados antes mas que teriam atuado sobre os elementos e eventos abordados por aquelas teorias aumentando em muito a complexidade calculada por elas.” 

Mas voltando ao texto de Isaac Asimov, vamos ver como ele próprio fornece as evidências que retornam contra sua afirmação acima, corrigindo-a:  

 O jovem especialista em literatura inglesa, depois de me citar, continuou me dando uma severa bronca a respeito do fato de que em todos os séculos as pessoas pensaram que finalmente haviam compreendido o universo, e em todos os séculos se provou que elas estavam erradas. Segue que a única coisa que nós podemos dizer sobre nosso “conhecimento” moderno é que está errado. O jovem citou então com aprovação o que Sócrates disse ao saber que o oráculo de Delfos o tinha proclamado o homem o mais sábio da Grécia: “se eu sou o homem o mais sábio”, disse Sócrates, “é porque só eu sei que nada sei”. A consequência era que eu era muito tolo porque tinha a impressão de saber bastante.

Minha resposta a ele foi esta: “John, quando as pessoas pensavam que a Terra era plana, elas estavam erradas. Quando pensaram que a Terra era esférica, elas estavam erradas. Mas se você acha que pensar que a Terra é esférica é tão errado quanto pensar que a Terra é plana, então sua visão é mais errada do que as duas juntas”.

O problema básico é que as pessoas pensam que “certo” e “errado” são absolutos; que tudo que não é perfeitamente e completamente certo é totalmente e igualmente errado.

Entretanto, eu penso que não é assim. Parece-me que certo e errado são conceitos nebulosos, e eu devotarei este ensaio a explicar por que eu penso assim.

(Comentário da Matriz: O caso em que cada nova teoria sobre um determinado objeto contem êrros, porem um grau de êrro menor que a anterior e dois graus de êrro menor que a ante-penultima será melhor entendido lendo-se o relativismo do universo de mil faces no fim deste artigo)

… Quando meu amigo, o perito em literatura inglesa, me disse que em todos os séculos os cientistas pensaram ter entendido o universo e estavam sempre errados, o que eu quero saber é quão errados estavam eles? Todos estão errados no mesmo grau? Vamos dar um exemplo.

Nos primeiros dias da civilização, a sensação geral era que a Terra era plana. Não porque as pessoas eram estúpidas, ou porque queriam acreditar em coisas estúpidas. Achavam que era plana por evidências sólidas.

(Comentário da Matriz: “Mas… dear Asimov! Como você salta do Universo para a Terra assim num piscar de olhos?! O literato inglês estava falando sobre “universo” e você vem apresentar como exemplo um planetinha perdido na imensidão cósmica dentro deste universo? Para manter-mos a saúde mental, combater dentro de nós a arrogância própria do selfish gene, evitar-mos os fanatismos religiosos e ideológicos, temos que sempre ter em mente os nossos limites, os limites do nossa atual capacidade de conhecimento. Tal como nos esforçamos em fazer dentro da cosmovisão da Matriz: nos esticamos o máximo possível para alcançar os limites da matéria ou seja, da Natureza material, porém daí não queremos dar um passo além por ora, pois desde aqueles limites temos que voltar ao aqui e agora onde ficou muita coisa para trás oculta ou precisando ser consertada. Será que o literato inglês engoliu sua indevida elocubração mental neste caso?!)

Não era só uma questão de “parece que é”, porque a Terra não parece plana. Ela é caóticamente irregular, com montes, vales, ravinas, penhascos, e assim por diante.

Naturalmente há planícies onde, em áreas limitadas, a superfície da Terra parece relativamente plana. Uma dessas planícies está na área do Tigre/Eufrates, onde a primeira civilização histórica (com escrita) se desenvolveu, a dos Sumérios.

Talvez tenha sido a aparência da planície que convenceu os Sumérios inteligentes a aceitar a generalização de que a Terra era plana; que se você nivelasse de algum modo todas as elevações e depressões, sobraria uma superfície plana. Talvez tenha contribuído com essa noção o fato que as superfícies d’água (reservatórios e lagos) parecem bem planas em dias calmos.

Uma outra maneira de olhar é perguntar qual é a “curvatura” da superfície da terra ao longo de uma distância considerável, quanto a superfície se desvia (em média) do plano perfeito. A teoria da Terra plana diria que a superfície não se desvia em nada de uma forma chata, ou seja, que a curvatura é 0 (zero) por milha.

É claro que hoje em dia aprendemos que a teoria da Terra plana está errada; que está tudo errado, enormemente errado, certamente. Mas não está. A curvatura da terra é quase 0 (zero) por milha, de modo que embora a teoria da Terra plana esteja errada, está quase certa. É por isso que a teoria durou tanto tempo.

Havia razões, com certeza, para julgar insatisfatória a teoria da Terra plana e, por volta de 350 A.C., o filósofo grego Aristóteles as resumiu. Primeiro, algumas estrelas desapareciam para o hemisfério do sul quando se viajava para o norte, e desapareciam para o hemisfério norte quando se viajava para o sul. Segundo, a sombra da Terra na Lua durante um eclipse lunar era sempre o arco de um círculo. Em terceiro lugar, aqui na própria Terra, é sempre o casco dos navios que desaparece primeiro no horizonte, em quaisquer direções que viajem.

Todas as três observações não poderiam ser razoavelmente explicadas se a superfície da Terra fosse plana, mas poderiam ser explicadas supondo que a Terra fosse uma esfera.

E mais, Aristóteles acreditava que toda matéria sólida tendia a se mover para o centro comum, e se a matéria sólida fizesse isso, acabaria como uma esfera. Qualquer volume dado de matéria está, em média, mais perto de um centro comum se for uma esfera do que se for qualquer outra forma.

Cerca de um século após Aristóteles, o filósofo grego Eratóstenes notou que o Sol lançava sombras de comprimentos diferentes em latitudes diferentes (todas as sombras teriam o mesmo comprimento se a superfície da Terra fosse plana). Pela diferença no comprimento da sombra, calculou o tamanho da esfera terrestre, que teria 25.000 milhas (cerca de 40.000 km) de circunferência.

Tal esfera se encurva aproximadamente 0,000126 milhas por milha, uma quantidade muito perto de 0, como você pode ver, e que não seria facilmente mensurável pelas técnicas à disposição dos antigos. A minúscula diferença entre 0 e 0,000126 responde pelo fato de que passou tanto tempo para passar da Terra plana à Terra esférica.

Note que mesmo uma diferença minúscula, como aquela entre 0 e 0,000126, pode ser extremamente importante. Essa diferença vai se acumulando. A Terra não pode ser mapeada em grandes extensões com nenhuma exatidão se a diferença não for levada em conta e se a Terra não for considerada uma esfera e não uma superfície plana. Viagens longas pelo mar não podem ser empreendidas com alguma maneira razoável de encontrar sua própria posição no oceano a menos que a Terra seja considerada esférica e não plana.

Além disso, a Terra plana pressupõe a possibilidade de uma terra infinita, ou da existência de um “fim” da superfície. A Terra esférica, entretanto, postula que a Terra seja tanto sem fim como no entanto finita, e é este postulado que é consistente com todas as últimas descobertas.

Assim, embora a teoria da Terra plana esteja somente ligeiramente errada e seja um crédito a seus inventores, uma vez que se considere o quadro todo, é errada o suficiente para ser rejeitada em favor da teoria da Terra esférica.

Mas a Terra é uma esfera?

Não, ela não é uma esfera; não no sentido matemático estrito. Uma esfera tem determinadas propriedades matemáticas — por exemplo, todos os diâmetros (isto é, todas as linhas retas que passam de um ponto em sua superfície, através do centro, a um outro ponto em sua superfície) têm o mesmo comprimento.

Entretanto, isso não é verdadeiro na Terra. Diferentes diâmetros da Terra possuem comprimentos diferentes.

O que forneceu a ideia de que a Terra não era uma esfera verdadeira? Para começar, o Sol e a Lua têm formas que são círculos perfeitos dentro dos limites de medida nos primeiros dias do telescópio. Isso é consistente com a suposição de que o Sol e a Lua são perfeitamente esféricos.

Entretanto, quando Júpiter e Saturno foram observados por telescópio pela primeira vez, logo ficou claro que as formas daqueles planetas não eram círculos, mas claras elipses. Isso significava que Júpiter e Saturno não eram esferas de fato.

Isaac Newton, no fim do século dezessete, mostrou que um corpo de grande massa formaria uma esfera sob atração de forças gravitacionais (exatamente como Aristóteles tinha proposto), mas somente se não estivesse girando. Se girasse, aconteceria um efeito centrífugo que ergueria a massa do corpo contra a gravidade, e esse efeito seria tão maior quanto mais perto do equador. O efeito seria tão maior quanto mais rapidamente o objeto esférico girasse, e Júpiter e Saturno certamente giravam bem rapidamente.

A Terra gira muito mais lentamente do que Júpiter ou Saturno, portanto o efeito deveria ser menor, mas deveria estar lá. Medidas de fato da curvatura da Terra foram realizadas no século dezoito e provaram que Newton estava correto.

Em outras palavras, a Terra tem uma protuberância equatorial. É achatada nos pólos. É um “esferoide oblato” e não uma esfera. Isto significa que os vários diâmetros da terra diferem em comprimento. Os diâmetros mais longos são os que vão de um ponto no equador a outro ponto oposto no equador. Esse “diâmetro equatorial” é de 12.755 quilômetros (7.927 milhas). O diâmetro mais curto é do pólo norte ao pólo sul e este “diâmetro polar” é de 12.711 quilômetros (7.900 milhas).

A diferença entre o maior e o menor diâmetro é de 44 quilômetros (27 milhas), e isso significa que a “oblacidade” da Terra (sua diferença em relação à esfericidade verdadeira) é 44/12755, ou 0,0034. Isto dá 1/3 de 1%.

Em outras palavras, em uma superfície plana, a curvatura é 0 em todos os lugares. Na superfície esférica da Terra, a curvatura é de 0,000126 milhas por milha todos os lugares [ou 8 polegadas por milha (12,63cm/km)]. Na superfície esferoide oblata da Terra, a curvatura varia de 7,973 polegadas por milha (12,59cm/km) a 8,027 polegadas por milha (12,67cm/km).

A correção de esférico a esferoide oblato é muito menor do que de plano a esférico. Consequentemente, embora a noção da Terra como uma esfera seja errada, estritamente falando, não é tão errada quanto a noção da Terra plana.

Mesmo a noção esferoide oblata da Terra é errada, estritamente falando. Em 1958, quando o satélite Vanguard I foi posto em órbita sobre a Terra, ele mediu a força gravitacional local da Terra — e consequentemente sua forma — com precisão sem precedentes. No fim das contas, descobriu-se que a protuberância equatorial ao sul do equador era ligeiramente mais protuberante do que a protuberância ao norte do equador, e que o nível do mar do pólo sul estava ligeiramente mais próximo o centro da terra do que o nível do mar do pólo norte.

Não parecia haver nenhuma outra maneira de descrever isso senão que dizendo a Terra tinha o formato de uma pêra, e muitas pessoas decidiram que a Terra não se parecia em nada com uma esfera mas tinha a forma de uma pêra Bartlett dançando no espaço. Na verdade, o desvio do formato de pêra em relação ao esferoide oblato perfeito era uma questão de jardas e não de milhas, e o ajuste da curvatura estava na casa dos milionésimos de polegada por milha.

Em suma, meu amigo literado em inglês, viver em um mundo mental de certos e errados absolutos pode significar imaginar que uma vez que todas as teorias são erradas, podemos pensar que a Terra seja esférica hoje, cúbica no século seguinte, um icosaedro oco no seguinte e com formato de rosquinha no seguinte.

(Comentário da Matriz: Comece a entender o que vou dizer com “o Universo é um fenomeno relativista, é uma cilada à arrogância porque ele apresenta mil faces diferentes, e deve apresentar uma ultima, a verdadeira, a qual será a composição final feita por todas as mil faces ilusórias. Aqui ele já revelou algumas de suas faces cosmovisionarias que dominaram os povos e a mentalidade de suas épocas: uma super-crença numa falsa verdade ultima levou toda uma civilização a ver uma face a qual troçava com essa civilização como a serpente enganou Eva, convencendo-a de que a Terra fosse plana; essa civilização construiu-se a si mesma, ao seu homem, a sua ideologia, a sua religião, o seu sistema social, o estilo de construção de suas cidades e sei nível de tecnologia, e determinou o tipo de relações entre seus indivíduos, tudo baseado na face que viam do mundo. Como a face era tremendamente ilusória, a civilização ruiu sobre seus alicerces. Assim tivemos os impérios ou civilizações babilonico, assírio, egípcio, romano, e agora… a qual vai ruir também se depressa não aprender-mos a lição vinda dos nossos antepassados. Quando uma face torna-se insuportável e desvela sua máscara, uma “verdade ” inculcada na mente do povo desfaz-se em fragmentos, a sua obra material acompanha este colapso e tudo torna-se abaixo. Mas então começa a levantar-se uma nova face das cinzas da anterior, uma nova civilização emerge. Portanto, sejamos como Socrates, sempre com um pé atrás e combatendo os que alardam conhecer o que não é visível e palpável aos nossos sentidos, assim podemos evitar as quedas abruptas dolorosas e nós mesmos promover-mos transições suaves. Estás entendendo o porque, apesar de 30 anos sendo bombardeado por evidências sugerindo que a Teoria da Matriz está correta e teria desvendado os limites ultimos da natureza material, mesmo assim continuo sempre avisando para não acreditarem nela, que eu suspeito dela, pois quando ela, faceira e cheia de argumentos, me sussurra aos ouvidos atraindo-me aos seus encantos vem-me à mente a imagem da serpente enrolada na árvore oferecendo a maçã e enganando Eva. Cuidado!) 

O que acontece na verdade é que uma vez os cientistas tomam um bom conceito, eles o refinam gradualmente e o estendem com sutileza crescente à medida que seus instrumentos de medida melhoram. As teorias não são tão erradas quanto incompletas.

Isto pode ser dito em muitos casos além da forma da Terra. Mesmo quando uma nova teoria parece representar uma revolução, ela geralmente surge de pequenos refinamentos. Se algo mais do que um pequeno refinamento fosse necessário, então a teoria anterior não teria resistido.

Copérnico mudou de um sistema planetário centrado na Terra para um centrado no Sol. Ao fazer isso, mudou de algo que era óbvio para algo que era aparentemente ridículo. Entretanto, era uma questão de encontrar melhores maneiras de calcular o movimento dos planetas no céu, e a teoria geocêntrica acabou sendo deixada para trás. Foi exatamente porque a teoria antiga dava resultados razoavelmente bons pelos padrões de medida da época que ela se manteve por tanto tempo.

Novamente, foi porque as formações geológicas da Terra mudam tão lentamente e as coisas vivas sobre ela evoluem tão lentamente que parecia razoável no início supor que não havia nenhuma mudança e que a Terra e a vida sempre existiram como hoje. Se isso fosse assim, não faria nenhuma diferença se a Terra e a vida tinham bilhões ou milhares de anos. Milhares eram mais fáceis de se entender.

Mas quando cuidadosas observações mostraram que a Terra e a vida estavam mudando a uma taxa que era minúscula mas não nula, a seguir tornou-se claro que a Terra e a vida tinham que ser muito antigas. A geologia moderna surgiu, e também a noção de evolução biológica.

Se a taxa de mudança fosse maior, a geologia e a evolução alcançariam seu estado moderno na Antiguidade. É somente porque a diferença entre as taxas de mudança em um universo estático e em um evolutivo estão entre zero e quase zero que os criacionistas continuam propagando suas loucuras.

Uma vez que os refinamentos na teoria ficam cada vez menores, mesmo teorias bem antigas devem ter estado suficientemente certas para permitir que avanços fossem feitos; avanços que não foram anulados por refinamentos subsequentes.

Os Gregos introduziram a noção de latitude e longitude, por exemplo, e fizeram mapas razoáveis da bacia mediterrânea mesmo sem levar em conta a esfericidade, e nós usamos ainda hoje latitude e longitude.

Os Sumérios provavelmente foram os primeiros a estabelecer o princípio de que os movimentos planetários no céu são regulares e podem ser previstos, e tentaram achar maneiras de fazê-lo mesmo assumindo a Terra como o centro do universo. Suas medidas foram enormemente refinadas mas o princípio permanece.

Naturalmente, as teorias que temos hoje podem ser consideradas erradas no sentido simplista do meu correspondente bacharel em literatura inglesa, mas em um sentido muito mais verdadeiro e mais sutil, elas precisam somente ser consideradas incompletas.

Comentários da Matriz:

Azimov diz

“… vivemos em um século em que finalmente entendemos o básico sobre o universo.”

Será mesmo?

 Vamos pensar numa situação análoga à que nos encontramos agora nêste Universo: Micróbios do tamanho de poucos átomos vivendo dentro de uma célula. Mas vamos forçar um pouco mais a analogia e supor que estamos na mesma situação de micróbios que estão dentro de uma célula que faz parte de um feto em gestação.

Qual seria o entendimento básico dos micróbios sôbre seu universo total,  cujos limites longínquos seria a membrana celular?

Assim como vemos as ondas do mar indo e voltando, os ventos movendo e misturando as coisas da Natureza, os gazes formando vapores e se transformando em água, as águas dos rios nas margens formando pantânos,  a energia solar numa febril atividade transformadora, assim também os micróbios veriam apenas fenomenos estritamente físicos: nuvens escuras de cloreto de sódio vindas do sul rugindo com trovões e emitindo relampagos que ionizam camadas de calcio nos grandes vales  das vesículas, citoplasma movendo-se como oceanos e objetos como o RNA transportador sendo movidos, etc. Nem mesmo a segunda ordem de fenomenos depois da Física, que é a Química, seria para êles perceptível. Quanto menos ainda perceptível seria a mais elevada ordem de fenomenos que é a Biologia, onde o seu universo, se mostraria não mais eterno porém finito sujeito a morte e nascimentos, e ainda,  seu universo, celular, não seria mais que um simples tijolinho de uma fantástica organização em desenvolvimento que é o corpo de um ser vivo. De cuja existência nossos micróbios jamais poderiam sequer imaginar!

Pois o conhecimento mais ultra-moderno do universo-aglomerado de galáxias dos humanos restringe-se ainda apenas à ordem dos fenomenos da Física.  E vemos que os processos físicos se perdem e se anulam dentro de algo maior, os químicos, mas êstes se perdem dentro dos processos biológicos, e inclusive existem corpos biológicos cujo mínimo movimento dependem da autoridade de uma ordem de fenomeno acima de todos conhecidos, que é a mente humana. Pura hierarquia entre os sistemas naturais. Curioso é que a evolução destes sistemas materiais – desde os átomos às células aos orgãos aos corpos têve um final que não é material, pois foram todos transformados em conceitos na mente humana. Isso significa que entender o Universo seria conhecê-lo o suficiente para reduzi-lo a um conceito na mente humana. Como vemos células e corpos na sua totalidade e em ação desde fora e de cima temos um idéia dconceitual do que são, porque existem, qual seus significados. Mas estamos muito longe ainda de conseguir o mesmo com o nosso Universo.  E vegetando no meio da ordem de fenomenos abrangidos pela Física jamais vamos entender o básico do Universo porque êste pode ser um fenomeno biológico, assim como os micróbios são incapazes de alcançar o conceito de “célula viva e  biológica”. Enquanto apenas a Física com sua linguagem Matemática estiver no dominio da Cosmologia, não teremos a menor idéia do que está governando os fenomenos físicos e para que fim.  Aliás, as poucas tentativas de formulação de um conceito pelos físicos se esborracham contra a realidade observada, como por exemplo, o átomo primordial que teria se desdobrado hoje em girafas e bicicletas, o universo em eterno repouso ou do eterno retorno. Nunca foi observado tal átomo e nada em repouso ou retorno, como absolutos.

Apenas a Teoria da Matriz/DNA foi conduzida por seus modelos a vislumbrar uma camada superior de fenomenos no Universo contendo os fenômenos físicos. Trata-se da camada de fenomenos onde o Universo apresenta processos genéticos, como se fôsse uma produção genética. Biológica. Porém, aqui, o entendimento básico do Universo de Asimov e dos ultra modernistas torna-se tão minusculo como o entendimento básico dos micróbios dentro de seu universo celular.

Asimov desconhecia outro incrível resultado dos modelos da Matriz: a do Universo Relativo de Mil Faces. Tal como Einstein se equivocou perdendo-se dentro da magnitude de sua própria teoria, Asimov ainda está aplicando a relatividade geral sobre fenomenos isolados no puro estilo reducionista. Agora por exemplo êle submeteu o fenomeno do êrro humano  ao relativismo. A Matriz foi mais longe, percebeu que a relatividade se aplica ao Universo como um tôdo. O que significa isso? Que o Universo tem mil faces diferentes para mil diferentes espécies de micróbios, mas cada face é um milionésimo da realidade, da Face Final. Os outros 999% são ilusões, mentiras, ignorância. Mas à medida que duplica o tamanho dos micróbios duplica também a parcela da realidade que dominam. Assim vai de 1% para 2%, para 4%… o que siginifica 996% de ilusões ainda. Quando um ultimo ser atingisse o ultimo posto evolutivo possivel, só então as mil faces se tornariam uma nova, total, diferente e serpreendente face, contendo tôdas as outras. Seria como os micróbios intra-celulares vissem de repente o ser humano e adulto dentro do qual existem.

A ordem dos fenomenos físicos e os corpos que resultam dessa ordem de organização da matéria deve estar numa escala bem inferior do conhecimento, se considerar-mos um corpo de ser vivo onde acima dela vemos a ordem química, depois ainda sobre elas, a ordem biológica, e ainda acima desta, a ordem dos pensamentos, da auto-consciência. A qual parece tratar-se de uma abstração conceitual, um retorno, um encontro com o conceito inicial. Tlavez no final de tudo reste apenas isso: um conceito que na sua essência é uma auto-consciência.

No modêlo do gráfico cartesiano onde a Matriz descobre o Universo Relativo de Mil Faces ( cujo grafico ainda não me lembro se já trouxe ou não para o web-site), a nossa evolução se dá exatamente como ASIMOV entendeu o processo dos refinamentos das teorias. Cada refinamento realizado é exatamente isto: a duplicação do entendimento produzida pela evoluçao gradativa do observador. O Universo tem uma face ilusória para cada tipo de freguês observador, ilusória no sentido que todo observador acredita que viu a face final. Ela é uma face real, assim como a idéia de que a Terra seria plana tinha algo de correto nela. Depois a idéia de que a Terra seria esférica parecia incontestavel, mas apesar de errada, tinha muito mais de verdadeiro nela. Eu penso que munir-se da cosmovisão da Matriz é o observador situar-se num ponto do tempo e do espaço superior evolutivamente onde existem  muitos êrros ilusórios ainda, com certeza, porém menos um pouco do que os êrros do “conhecimento” ultra-modernista.

Do espaço para o tubo de ensaio: o desafio de Darwin e a criação da vida

terça-feira, agosto 17th, 2010
Muito se fala da questão das origens da Vida nas o artigo abaixo merece ser copiado aqui por ser bem conciso e completo e realçar excatamente como se encontra o conhecimento atual. Porem compare-se esse conhecimento com a Teoria da Matriz e note-se que esta deveria ser melhor conceituada ( se de alguma maneira fôsse divulgada além dêste obscuro website). 

Artigo publicado em: Com Ciência

no site: http://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&edicao=58&id=731   

 

Por Alessandra Pancetti

Em maio deste ano, o cientista e empresário Craig Venter anunciou a criação da primeira célula coordenada a partir de um cromossomo sintético já feita pelo homem. O anúncio de Venter, e a publicação do trabalho na prestigiosa revista científica Science, causaram bastante alvoroço na mídia. Os criadores argumentam que, em pouco tempo, células poderão ser programadas para “trabalhar” em atividades específicas, como a produção de biocombustíveis, a retirada de poluentes da atmosfera ou ainda a produção de vacinas. Segundo o press-release do Craig Venter Institute, a nova célula “é a prova de que os genomas podem ser desenhados em computador, feitos quimicamente no laboratório e transplantados para uma célula recipiente para produzir uma nova célula auto-replicante controlada unicamente pelo genoma sintético”.

Dentro da comunidade científica, as opiniões a respeito do experimento se dividiram. Enquanto alguns pesquisadores criticaram o projeto por ser apenas uma montagem de vários pedaços de DNA e não apresentar nenhuma nova informação científica, outros se mostram entusiasmados pelas possíveis implicações para os estudos de genética e para o desenvolvimento das técnicas em biologia molecular. Entretanto, Venter alega que as implicações do seu trabalho são mais de ordem filosófica do que científica: a geração e produção de vida a partir de informações contidas em um computador e sintetizadores contendo elementos químicos colocaria em questionamento a natureza da própria vida.

Questionamentos filosóficos que se seguem às grandes descobertas científicas não são novidade na história. Há aproximadamente 150 anos, a biologia esteve no cerne de uma grande revolução das ideias e da sociedade. Na metade do século XIX, a teoria de Charles Darwin sobre a origem das espécies causou um grande abalo na sociedade da época, e o seu impacto continuou reverberando conforme as implicações da teoria da evolução foram sendo absorvidas pela sociedade vitoriana. Fábio de Melo Sene, pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto, explica que a ideia da evolução darwiniana é considerada uma das três ideias que mais afetaram filosoficamente a humanidade, sendo a teoria de Copérnico, do universo heliocêntrico, e de Freud, sobre o inconsciente, as outras duas. “Os impactos foram enormes, especialmente após 1871, quando ele (Darwin) publicou o livro A descendência do homem e a seleção em relação ao sexo e estendeu à espécie humana os conceitos expressos em A origem das espécies, publicado doze anos antes, em 1859”, diz.

Segundo Sene, do ponto de vista científico, a questão da origem das espécies estava em grande discussão desde o final do século XVIII, porque para muitos pesquisadores da época, as evidências apontavam contra o fixismo das espécies – que era a ideia, até então vigente, de que as espécies surgiram e sempre permaneceram da mesma forma, sem nenhuma mutação. Os pesquisadores perceberam que o fixismo não conseguia explicar a variação geográfica detectada nas diversas populações das espécies ao longo da sua distribuição territorial. O professor da USP explica que a proposta inovadora de Charles Darwin foi sugerir um mecanismo para a mudança nas populações, o da seleção. A ideia de seleção não era desconhecida, pois os cultivadores de plantas e animais, já naquela época, selecionavam os indivíduos com características desejadas para cruzamento ou propagação. Em comparação a essa seleção feita pelo homem – portanto, artificial –, Darwin chamou o processo que ocorre na natureza de seleção natural.

As implicações de uma evolução da vida segundo a qual a origem do homem se equipara à dos demais seres vivos, ao invés de ter sido especialmente criado, foi um golpe que Freud, mais tarde, compararia à descida – ou destruição – de um dos pedestais em que o homem havia, ingenuamente, se colocado. Para Sene, da USP, na época de Darwin, apoiar sua teoria era politicamente perigoso, o que gerou certo radicalismo. “Havia os que se posicionavam a favor de forma irrestrita (poucos) e os que se posicionavam contra (a maioria) de forma até fanática, tentando achar eventuais pontos falhos para tentar derrubá-la”, conta. Grande parte dos detratores criticava o fato de ser desconhecida a forma como a variação era gerada nas populações e como essa variação era transferida de uma geração para a outra. “O não esclarecimento dessa questão fez com que a teoria ficasse no ‘esquecimento’ por 50 anos, de 1880 a 1930”, explica Sene, pois ela só foi sendo resolvida ao longo dos anos, com o desenvolvimento da genética.

A genética, um ramo ciência com aproximadamente 100 anos, pode ser considerada relativamente jovem quando comparada com outras disciplinas da biologia, como a botânica ou a fisiologia. Gregor Mendel, monge e cientista austríaco considerado o “pai da genética”, publicou seu famoso artigo contendo as bases matemáticas da hereditariedade em 1866. Mendel é famoso atualmente, mas permaneceu obscuro no período após essa publicação, pois seu trabalho não teve muita repercussão na comunidade científica da época. Assim, embora contemporâneo de Darwin, as conexões entre os seus trabalhos não foram esclarecidas por muitos anos. O artigo de Mendel sobre a hereditariedade foi redescoberto em 1900, mas apenas em meados de 1930 ele foi correlacionado com a teoria da evolução de Darwin. Isso porque, por um tempo, os cientistas acreditaram que a mutação gênica (teoria mutacionista), e não a seleção natural (teoria selecionista), fosse responsável pela variação genética. “A junção da teoria mutacionista com a teoria selecionista, ao redor de 1930, foi denominada teoria sintética ou síntese moderna ou ainda neodarwinismo, e só ocorreu quando foram postulados os princípios matemáticos que estenderam as ideias de Mendel para as populações de organismos de reprodução sexuada, dando origem a uma área da genética chamada genética de populações”, explica Sene.

As descobertas e os experimentos de toda uma geração de cientistas foram adicionando dados e tornando basilares os trabalhos pioneiros de Mendel e Darwin, além de incorporar a contribuição de vários cientistas contemporâneos a eles. Uma série de outros estudos que se sucederam, como, por exemplo, os que determinaram a existência de células somáticas e germinativas, ou a descrição dos cromossomos, foram de importância fundamental para o entendimento dos mecanismos de herança genética. Embora todos os estudos científicos tenham sempre corroborado de forma irrefutável a teoria da evolução, ela ainda enfrenta resistência em algumas instâncias – e aí, talvez precisemos retornar a Freud, novamente, para tentar compreender o quão profundo foi o abalo que tais ideias surtiram na psique humana.

Em seu ensaio “Podemos completar a revolução de Darwin?”, o famoso paleontólogo e escritor Stephen Jay Gould diz que, conhecida e ensinada por tantos anos, a teoria evolucionista é, entretanto, pouco compreendida por uma grande parcela das pessoas. Para Gould, a necessidade de preservar um lugar privilegiado na criação e, acima de tudo, de atribuir um “propósito” para esta, proporcionaram a proliferação de ideias que maquiam a teoria evolucionista e prejudicam seu entendimento. Gould acredita que todos os mal entendidos que foram surgindo em relação ao evolucionismo refletem a angústia que suas implicações parecem gerar. “Os humanos não são o resultado final de um progresso evolucionário previsível, mas sim uma reminiscência cósmica fortuita, um pequenino galho na enorme árvore da vida, o qual, se replantado da semente, muito provavelmente não cresceria novamente, e talvez não cresceria galho nenhum com qualquer propriedade que nós pudéssemos chamar de consciência”, sentencia.

A criação da vida

Ainda que revolucionária em sua essência, a teoria de Darwin se ocupou da evolução da vida, nunca de sua criação. Mas, desde a Antiguidade, a questão da criação da vida na Terra tem intrigado um grande número de filósofos e cientistas. As primeiras ideias apontavam para a criação espontânea a partir da matéria inanimada, ou abiogênese, e um dos seus proponentes foi Aristóteles, ainda na Grécia antiga. A hipótese da geração espontânea ganhou força e se enfraqueceu algumas vezes ao longo do tempo, conforme os cientistas conseguiam ou não explicar o “aparecimento” de vida.

No século XVII, o cientista Francisco Redi fez um experimento para provar que o crescimento de moscas e larvas de insetos a partir de carne em putrefação não se dava de forma espontânea, reforçando a ideia de que toda vida provem de uma vida já existente. Mas a discussão foi retomada novamente no século XVIII, com a invenção do microscópio e a descoberta da vida invisível a olho nu. Somente após uma série de famosos experimentos realizados por Louis Pasteur em 1862, provando que o crescimento microbiano acontecia apenas quando o meio de cultura previamente esterilizado entrava em contato com o ar, a noção de geração espontânea foi definitivamente abandonada.

Com a descoberta de Pasteur e com a posterior aceitação da teoria da evolução das espécies de Darwin, a comunidade científica passou a elaborar novas hipóteses para explicar a criação da vida na Terra. Mas foi apenas em 1924 que o russo Aleksandr Oparin publicou a primeira teoria moderna para resolver essa questão, contida em seu livro A origem da vida. Para Oparin, o ambiente existente na Terra nos primórdios da vida era diferente daquele que encontramos hoje. Isso é condizente com a teoria de Darwin, uma vez que a evolução dos seres vivos é um reflexo da seleção natural, exercida na interação dos organismos com o meio ambiente, e diferentes formas de vida surgiram e desapareceram do planeta até chegarmos às espécies existentes hoje – uma prova disso são os registros fósseis.

Em 1953, os pesquisadores Stanley Miller e Harold Urey realizaram em laboratório experimentos baseados na teoria de Oparin, em que uma mistura de elementos químicos básicos foi submetida a raios ultravioleta e descargas elétricas – condições que procuravam a simular o ambiente da Terra primitiva. Após certo tempo, os pesquisadores detectaram a presença de alguns aminoácidos naquela “sopa primordial”. Posteriormente, outros pesquisadores conseguiram comprovar em laboratório a formação de bases nitrogenadas, essenciais para a formação dos ácidos nucléicos (DNA e RNA), e a formação de polímeros, essenciais na produção de proteínas.

Apesar de sugerir a formação de moléculas essenciais para a vida no ambiente terrestre primitivo, a teoria de Oparin deixa ainda alguns aspectos sem explicação. As proteínas e os ácidos nucléicos, componentes do material genético, são indispensáveis para a vida dos organismos. Mas sua produção inicial, ao acaso, a partir de uma mistura de elementos químicos, não explica sua manutenção e perpetuação. Afinal, proteínas são perpetuadas quando sua informação está preservada no material genético, e este, por sua vez, é produzido pela ação de proteínas. “A primeira forma de vida ‘envelopou’ e organizou minimamente uma molécula com características de material herdável (provavelmente RNA) e com características catalíticas, para realizar reações metabólicas muito simples”, acredita o pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) Carlos Frederico Martins Menck. As atividades catalíticas são importantes para algumas reações indispensáveis para a manutenção da vida. No caso de uma molécula primordial, as reações metabólicas simples deveriam gerar a replicação do material herdável e garantir o suprimento necessário para essa replicação.

Embora essas ideias estejam de acordo com a proposta de Oparin, Menck acredita que essa evolução inicial pode não ter acontecido aqui no nosso planeta. Para o professor da USP, do período em que a vida se iniciou, com o surgimento e evolução da célula de RNA, até o aparecimento das complexas células de DNA, onde o RNA existe em funções intermediárias, o tempo é muito curto, em termos de evolução. Como os seres vivos são muito semelhantes, uma vez que todos carregam o material genético no DNA, utilizando RNA e proteínas para o metabolismo, sabemos que somos descendentes de um mesmo processo – temos uma origem comum. Ou seja, nesse caso, as células de RNA devem ter sido extintas pela competição com as células de DNA, nossas ancestrais. Mas o tempo curto em que esse processo teria ocorrido faz com que isso seja improvável, e não parecem existir descendentes das células de RNA. Também é improvável que as primeiras células já tivessem surgido diretamente na complexidade e organização atual. Assim, alguns cientistas acreditam que as primeiras células de DNA tenham sido trazidas por meteoros que colidiram com a Terra. Ou seja, as células de RNA, ou “o Mundo de RNA”, como é conhecida essa hipótese, teria existido apenas em outro planeta, assim como essa primeira fase na evolução da vida.

A ideia de que o surgimento da vida na Terra se deu através da chegada de microrganismos em meteoros, vindos de outras partes do Universo, não é recente. Essa teoria, denominada Panspermia Cósmica, é datada da Antiguidade e foi retomada no século XIX por uma série de cientistas e, no início do século XX, pelo famoso físico e químico Svante Arrhenius. As maiores objeções a essa noção estão relacionadas à difícil sobrevivência desses organismos no ambiente inóspito do espaço, em especial à radiação e ao aquecimento. Entretanto, a descoberta de microrganismos em meteoritos, como os provindos de Marte, sugere que talvez tenha sido possível. Atualmente, uma disciplina da ciência denominada astrobiologia promove estudos em laboratório em que se procura replicar as condições ambientais de diversas regiões do espaço, assim como as da Terra primitiva, na tentativa de responder, entre outras coisas, como se deu a criação da vida.

A nova criação

No cenário atual, embora muitas das questões envolvendo a criação da vida se encontrem ainda em aberto, as provas da evolução são incontestáveis. E é dentro dessa perspectiva que o experimento do DNA sintético proposto pelo grupo de Craig Venter busca encontrar seu lugar na história das ciências biológicas. Como observa o correspondente Ian Sample, do jornal britânico The Guardian, “cientistas criaram a primeira forma de vida sintética do mundo, em experimento que é o marco que pavimenta o caminho para o design de organismos que são construídos, ao invés de evoluir”.

Carlos Menck, da USP, explica que a ideia da criação da célula sintética existe há pelo menos 15 anos, e foi concebida pelo próprio Craig Venter. Menck diz que os objetivos iniciais eram desenhar em computador a sequência genômica básica e mínima para sustentar a vida e, utilizando-se uma série de tecnologias químicas e biológicas, fazer a molécula final. “Ele fez algo muito parecido com uma bactéria atual, que tem as características mínimas e básicas que ele queria no início”, diz. Existe o risco de as pessoas acreditarem que a equipe de Venter criou vida em laboratório, o que não foi feito. Na verdade, o grupo montou in vitro o DNA de uma bactéria e substituiu o DNA de outra. Dessa forma, quando o DNA da célula hospedeira foi retirado, ela passou a obedecer aos comandos do DNA novo, sintético.

Como o caso gerou grande repercussão na mídia, alguns pesquisadores ficaram temerosos que especulações infundadas sobre a criação de vida no laboratório gerassem um efeito negativo. Entretanto, para Menck, a perspectiva para a vida sintética é “evoluir” a bactéria na tentativa de ampliar as características do organismo. Mas a produção de organismos que possam ter atividades benéficas para o homem ainda não é assim tão simples. O professor da USP cita, por exemplo, a capacidade de sequestro de gás carbônico (CO2) da atmosfera, que é uma das metas do grupo de Venter. “Eu não vejo ainda vantagens nesse sistema em relação à biologia molecular já realizada. Pode ser mais rápido, mas como ainda não conhecemos as interações entre todas as vias metabólicas, ele deverá ter problemas”, completa.

Quaisquer que sejam os próximos passos no campo do DNA sintético, após 15 anos, essa área está apenas começando. Ela trabalha a partir da imagem e semelhança de alguma forma de vida que começou a existir há alguns bilhões de anos neste planeta. Os passos dessa evolução são impossíveis de se prever. Mas a expectativa é que o projeto de Venter continue a produzir resultados importantes para o desenvolvimento da engenharia genética e para a compreensão de vias metabólicas importantes, ainda desconhecidas. A partir da descoberta do material genético e do avanço da biologia molecular, importantes ferramentas foram e continuam sendo geradas, as quais ampliaram as investigações nas mais diversas áreas da biologia, dos estudos da variabilidade de populações às pesquisas com células-tronco. Agora, nos resta aguardar o desenrolar dessa história.

O Fixismo das Espécies e o dos Astros: os Dois Grandes Êrros Eliminados Por Mim e Por Darwin

terça-feira, agosto 17th, 2010

A questão da origem das espécies estava em grande discussão desde o final do século XVIII, porque para muitos pesquisadores da época, as evidências apontavam contra o fixismo das espécies – que era a ideia, até então vigente, de que as espécies surgiram e sempre permaneceram da mesma forma, sem nenhuma mutação. Na época atual a questão da origem da vida encontra-se em grande discussão e apenas nos meios acadêmicos ainda não foi solucionada porque os pesquisadores ainda acreditam no fixismo dos astros – e portanto da Terra onde a vida surgiu – ou seja, acreditam que os astros surjam e permaneçam da mesma forma, sem nenhuma mutação.

Como uma das consequências nefastas da crença no fixismo dos astros, a reduzida atmosfera aplicada na produção de aminoácidos oculta variáveis que não permitem a tais aminoácidos sua manutenção, perpetuação e desenvolvimento da complexidade.

Os aminoácidos são como os tijolos de barro e cimento para a construção de uma casa. Mas os aminoácidos de Miller e Urey não conseguem sair da pilha da fábrica em que foram feitos. Quanto mais se auto-organizarem de maneira que resultem nas divisões de uma casa, como salas, banheiros, cozinha, quartos, corredores. Ainda mais: a evolução fêz dos aminoácidos os tijolos não apenas de uma casa mas sim de um edifício de muitos andares, com o agravante que os primeiros andares contem coisas simples porque destinados aos empregados, mas à medida que se vai subindo os andares vão sendo dotados de coisas cada vez mais complexas. A ponto de, quando mse chega nos andares superiores, onde habitam os senhores, a complexidade é estonteante, contendo desde microondas a computadores e campos de pouso para helicópteros.

Porque os tijolos feitos pela estratégia de Oparin não se movem da fábrica?

O fixismo das espécies foi uma crença que dominou por três a quatro mil anos mas finalmente derrubada pela descoberta da evolução e da genética, graças principalmente a Darwin e Mendel. Eu penso mesmo que o que Miller e Urey fizeram não foi provar que a vida pode vir da não vida, mas sim justamente o contrário; tal como Pasteur fêz, provando a impossibilidade da geração espontânea, aquela experiencia provou a impossibilidade do inanimado criar o animado. Os aminoácidos não saem da fábrica porque são inanimados, ainda.

Na minha cabeça de leigo e subdesenvolvido semi-macaco da selva, mas muito curioso ladrão de livros na cidade, não conseguia compreender esse idéia dos civilizados de que existem coisas inanimadas na base de um processo de evolução. Pois a natureza selvagem transpira vida, tudo ali tem vida, o céu é mutante, ora límpido, calmo e tranquilo com apenas algumas nuvens sonolentas movendo-se ao longe,  ora raivoso emitindo trovoadas. Coisas inanimadas apenas existem quando se apartam dos sistemas a que pertencem, como as folhas sêcas, os galhos quebrados no solo,  os ossos esparramados pelas campinas, as pedras sôltas no caminho. Portanto o planeta não pode ser algo inanimado, fixo, que surgiu pronto e que permanece sempre com a mesma forma.

Os aminoácidos de Miller não são os aminoácidos que foram usados pela vida para se construir a si própria. E a atmosfera de Oparin baseada num mundo fixo não pode produzir os aminoácidos que são movidos da fábrica por uma organizador que planeja os ambientes do edificio. Mas tudo se resolve sem se apelar a deuses e acasos mágicos se imaginarmos talvez a idéia mais símia e maluca de todos os tempos: os astros como a Terra estão sujeitos a mudança de formas ao longo de suas existências e as formas produzidas nestas mudanças, se combinadas e organizadas, fazem os tijolos se auto-organizarem na forma de edificio com andares cada vez mais complexos. Basta transformar o planeta morto em planeta semi-vivo: sujeito a um ciclo vital.

Parece petulância quando digo que Darwin e eu resolvemos o problema. Para começar, que alguem se coloque ao lado do gigante Darwin, já seria muita pretensão. Por isso fiquei calado 30 anos aguentando esta batata quente sózinho, aliás, como também fêz Darwin com mêdo de publicar sua idéia maluca. Mas o qie posso fazer? As evidências demasiadamente acumuladas se tornam uma fôrça incontrolável. Afinal foi Darwin que sugeriu que vocês civilizados vieram dos selvagens, iguaisinhos ao que me tornei em sete anos na selva. A questão da evolução das espécies era uma questão no patamar superior, enquanto a questão das origens da vida ficara lá atrás nos patamares inferiores da História. Sómente alguem de lá – ou alguem daqui regredindo até lá – poderia ter a inspiração correta para resolvê-la.

Stephen Hawking: Abandonem a Terra, ou Enfrentem a Extinção

quarta-feira, agosto 11th, 2010

Veja a notícia no website

 http://bigthink.com/ideas/21691

Stephen Hawking says we must flee Earth

Bem,… lendo rapidamente o artigo note-se que nos comentários que se seguem completam os prós e contras com enorme quantidade de idéias boas e más e muita informação certa ou errada . Mas o que teria a Matriz a dizer a respeito?

Surpreende-me êste anúncio de Hawking haja visto a opinião que tenho sôbre êle: por estar conectado à máquinas, por sentir o mundo através de sensores mecânicos, e por usar excessivamente a simbologia mecanicista da Matemática, êle se torna o ideal porta-voz para LUCA e sua meta de dirigir a Humanidade a ser mera peça na engrenagem da Grande Máquina no estilo do Admirável New World.  Mas essa minha opinião me levaria a esperar que Hawking sugerisse o contrário: invistam tudo para cuidar do planeta e transforma-lo num paraíso ajardinado. Portanto devo repensar minha opinião, mas considerar também que – como diz um dos comentaristas – Hawking pode estar apenas defendendo uma agenda politica em seu próprio interêsse,  enviando um recado para Obama que cortou os investimentos na exploração espacial, a qual é a vida para Hawking.

Mas notei um detalhe que emerge dos comentários que sómente alguem versado na Matriz poderia notar: pouquíssimas mulheres opinaram (temas sôbre amplos horizontes não são do metiê delas), mas ambas emitem a mesma idéia de fundo: odeiam a idéia de se aventurar fora do planeta e abandona-lo, opinam que o que devemos fazer construir o que falta para  nêle viver bem. Como a Dona Maria pede ao marido para construir mais um quarto ou um banheiro na casa.

Ora, isto é bem mais uma prova de que a Teoria da Matriz está certa. Diz ela que, por hertança genética desde LUCA, o genêro masculino é dispersivo, extrovertido, tende a  extrapolar-se, a sair-se de seu ego, a venturar-se cada vez mais no desconhecido, e por isso é péssimo mantedor de lares domésticos e contra a idéia do casamento e do atual sistema familiar. Êle descende da Função Sistêmica Universal n.4, a qual em LUCA é o pulsar ejectando-se dentro de cometas para tentar abrir o sistema e alcançar mundos externos. Enquanto isso o genêro feminino é introvertido, tende a colapsar-se sôbre si mesmo, a aprofundar-se no seu ego, a construir um palácio com todos os confortos e prazeres e nêle se intrincheirar  eternamente. A favor do sistema familiar fechado e portanto do casamento usa seu atributo sexual como chantagem para usar o homem e manter estas instituições. Por isso é anti-protressista, é péssimo agente para a Evolução e exteriorização espacial.

Aconselha a Matriz que os dois tem 50% de êrros e 50% de acêrtos. Que a alternativa sábia seria encontrada justamente no meio entre os dois extremos.

E qual seria então o meio-termo entre a afirmação machista de Hawking e a feminista das comentaristas? Investir na busca da tecnologia para viver em outro planeta ou gastar este dinheiro no atual bem estar dos seres humanos deixando idéias catastróficas de lado? Pois note que as mulheres não sugerem investir na busca da tecnologia para limpar, recuperar e manter o planeta a salvo das mudanças na energia solar. Elas não sugerem busca nenhuma de novidades tecnológicas, nunca fizeram nada nêste sentido, não é do metiê delas. Nem mesmo desenvolveram as tecnologias para contra-concepção e não fazem nada para parar as outras mulheres de procriarem animalescamente.

Bem, sem tempo para demorar-me mais cuidadosamente analizando isto, interrompo dizendo o seguinte: a Matriz sugere que, de um certo calculado excedente da poupança dos povos seja investido 50% na busca de conhecimento sôbre o que é realmente o planeta e o sistema solar,  como limpar o planeta da atual poluição, buscar energias alternativas, como parar o crescimento populacional e reduzir o número de habitantes ao menos pela metade, como contornar o problema do aquecimento global; e os outros 50% investir na continuidade da pesquisa espacial.

De resto nada mais temos a fazer: é rezar para que esta estratégia nos dê certo confôrto à vida dos que existem agora e que ao mesmo tempo proporcione os meios técnicos para possibilitar a vida das próximas gerações, e não serem pegas de surpresa por alguma catastrófica novidade que não fôra prevista. 

O Lula está investindo na pesquisa espacial o mesmo tanto que está investindo nas melhorias atuais da crescente grande massa brasileira? Não? Então nossos descendentes irão chorar nossos fracassos e enfrentarem a extinção enquanto assistem outros povos mais precavidos embarcando nas estações espaciais?  

Motivando os Jovens a Gostarem de Ciências

domingo, agosto 1st, 2010
Como gostar de ciências?
“Como gostar de ciencias? Eu queria gostar de ciencias..principalmente o corpo humano, acho diificil e não sei a forma de estudar ou/e gravar..Eu gostaria de saber sobre o corpo humano mas não consigo aprender e dessa forma naum gosto. Alguem me ajuda aí se for possível..”
A pergunta acima foi postada por alguém no Yahoo-Respostas e veja uma resposta inspirada na mensagem da Matriz:
TheUniversalMatrix by TheUnive… 
Hummm… quem sabe se você entender porque gosto tanto de Ciências você passe a gostar também?

Você vê sentido na vida das pessoas que nascem, crescem, casam, geram filhos e morrem? Aí os filhos nascem, crescem, geram filhos e morrem. Novamente os filhos nascem, crescem… Mas com esta rotina esta espécie humana tem qual destino? Será totalmente eliminada da face da Terra. Porque? Porque não existe aí os adendos: nascem, crescem, aprendem tudo o que os ancestrais aprenderam sobre a natureza e os fatos reais do mundo, conhecem um pouco daquilo que é invisível a olho nu como coisas do micro e do macro cosmos, além de conhecerem coisas do passado e do futuro, e depois que conheceram tudo o que se sabe, tentam, procuram, descobrir algo mais para aumentar o patrimônio do conhecimento do mundo real da humanidade. Se existisse este adendo qual seria o destino desta espécie? Espalhar-se pelo espaço sideral na grande aventura cósmica e contemplar o desenrolar disto, sabe-se lá para onde!

Veja bem: a maioria do povo é anti-científico ou despreza a ciência, se alinham naquela primeira espécie. O que aconteceu com todos os ancestrais que assim se portaram? Por exemplo, cadê os índios nativos da América? Acontece que o mundo não é estático, o planeta muda, o Sol muda, a Natureza na Terra muda, e tudo muda no sentido do simples para o mais complexo, ou seja, no sentido da evolução. Acontece que aquilo que porventura esteja no meio da natureza e não evolua, será fatalmente surpreendido por uma mudança para o qual estará despreparado, e aí, é tarde demais.

Os índios foram extintos porque se acomodaram sem evoluir suas ciências enquanto os europeus evoluíram suas ciências e quando os dois povos se confrontaram, o desprezador das Cências Naturais desapareceu. Mas não precisariam serem os europeus. Alguma outra força da Natureza teria um dia acabado com aquela rotina, pois a Natureza não para e não admite que ninguém vivendo nela pare.

Ou então faça como os criacionistas religiosos, acomode-se com uma resposta imaginada (Deus) para todas as questões. Como os fanáticos muçulmanos, os talibas, etc.. Enquanto isso, no outro lado do mundo os americanos estão dia e noite respirando Ciências… e o que aconteceu na guerra entre os dois? Quem valeu na hora do pega para capar? Deus ou a Ciência?

Ciências Naturais é observar os fatos e eventos da Natureza, refletir sobre eles, tentar entende-los, tentar reproduzi-los experimentalmente em laboratório, e este esforço faz com que conheçamos os mecanismos e processos naturais. Com estes criamos a tecnologia e com esta, o poder, a força, e talvez, a única alternativa para evitar a extinção inevitável que o Universo reservaria para nós.

Aos cristãos eu costumo lembrar uma frase: “Se queres conhecer a mim, procure conhecer antes a minha obra. Pois Eu me revelo através dela” . Ora, qual a obra de Deus, senão a sua natureza? E como conhece-la, senão pelo método científico e participando da sociedade científica que transmite seus conhecimentos de geração a geração? Então quem se aproxima mais do conhecimento de Deus? O religioso que despreza a Natureza em nome de um reino sobrenatural ou o homem simples e humilde que se admira e se concentra tanto na Natureza a ponto de se ajoelhar na lama e estudar seus detalhes?

Se te interessa, veja o resultado de meu envolvimento com a ciência nas horas de folga (porque ler e tentar praticar Ciência sempre foi para mim o melhor hobby), uma Teoria intitulada “A Matriz Universal dos Sistemas Naturais e Ciclos Vitais”, no website abaixo. E depois desta, esperamos de braços abertos que venha participar de nossa causa.

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