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Porque Combatem a Cosmovisão da Matriz/DNA

quinta-feira, maio 26th, 2011

O Universo é um fenômeno mecânico. Esta é a base da cosmovisão reinante no século XX e foi erigida pela líder das Ciências no mesmo século, a Física.

O Mundo Material é um fenômemo vivo. Esta é a base da cosmovisão da Matriz/DNA e foi erigida pelo mais antigo e primordial método da Ciência madre que foi a medicina, o método da  Anatomia Comparada.

Pelas precárias condições que esta teoria surgiu na selva e devido à total falta de sustentação material e laboral, esta hipótese de que existimos dentro de algo vivo e com um propósito permanece sufocada e desconhecida.

Mas se ela fôr mais correta do que a outra, isto significa que a cada dia,  cada nova criança que senta no banco escolar, a cada nova informação da Ciência Acadêmica, a cada nova tecnologia, a Humanidade está se desviando mais do caminho correto e caindo numa armadilha cuja correção poderá ser uma dolorosa cirurgia.

O principal obstáculo para uma tentativa de tornar esta teoria conhecida vem dos defensores das teorias reinantes. Isto porque êles pensam que a Teoria da Matriz/DNA nega ou tenta anular as teorias do Big Bang, da Abiogênesis e da Evolução. Ledo engano. Esta teoria, ao contrário, conserva e se estrutura em cima daquelas teorias, porém, acrescenta mais detalhes e amplia os horizontes ambientais relacionados a elas. Basta lembrar que a Teoria da Grande Síntese da Evolução, essencialmente darwiniana,  está baseada em 3 variáveis, enquanto a Teoria da Matriz/DNA conserva aquelas três, porem enriquece-a e complexifica-a, acrescentando mais quatro variáveis.

A primeira reação da mente treinada cientificamente é aplicar a Navalha de Occam e rejeitar a Teoria da Matriz/DNA. Máquinas são mais simples que seres vivos. Se o mais simples explica satisfatóriamente, para que complicar? O problema é que, se o Universo não é uma máquina simplesmente, a Ciência e principalmente seu veículo filosófico/ideológico que é a Matemática, terá cada vez que se desdobrar mais e mais para imaginar acessórios nesta máquina para poder explicar cada nova descoberta. Por exemplo, a mecânica das galáxias não está correspondendo à máquina imaginada newtoniana, então é preciso buscar a resposta. Surge daí um novo acessório, a matéria escura, preenchendo 95% do espaço do universo. Agora a grande empreitada científica é conhecer e manipular a matéria escura. Porem, a teoria de um mundo vivo sob desenvolvimento genético já previa que teria de haver tal elemento como uma espécie de oceano de fundo, afinal, no quadro que temos aqui e nos serve de parâmetro na anatomia comparada, existe o líquido amniótico. Então na verdade, dizer que a cosmovisão da Matriz/DNA é mais complexa e sujeita à navalha de Occan é um êrro, é apenas uma questão de tempo, pois o amnion é muito mais simples do que será a descrição cientifica imaginada de um oceano hábil para fazer funcionar uma máquina. Enfim, no final será mais fácil entender um organismo vivo que entender a máquina de infinitas imaginações que resultará desta tentativa de nos convencer que o universo seja uma máquina.       

Nunca é demais lembrar que o ser humano é auto-protetor e emotivo antes de ser naturalmente lógico. Mesmo porque ninguém ainda sabe qual é a lógica da Natureza. Tôda visão de mundo, tôda teoria, nasce dirigida por uma vontade ideólogica e quando se completa, afirma essa ideologia. Confesso que não foi diferente com a Teoria da Matriz/DNA, por isso a mantenho sob suspeita. Nenhum professor aceitará a idéia de que ensinou errado aos seus alunos, nenhum acadêmico que mantem uma posição profissional dentro da ideologia cientifica do século irá admitir que o saber cientifico mude de patrão/autoridade.

Portanto, mesmo que a fórmula da Matriz/DNA esteja inscrita na memória subconsciente das pessoas e que ao vê-la no papel, ocorra um processo subliminar de auto-identificação (como parece estar ocorrendo com o software dos computadores do Google, que está elegendo minhas imagens aos primeiros lugares nos ranks de buscas, fundadas nêste tipo de software), a sensação inicial irá logo esvanecer-se porque a pessoa irá ser bombardeada pelos argumentos negativos das atuais autoridades cientificas.

O Universo tornou-se uma espécie de máquina fria e sem propósito pela ação das sete fôrças físicas da Natureza… ou, o que vemos lá fora e denominamos “universo” nada mais é que os corpos ou fósseis de espécies semi-vivas, nossas ancestrais, tudo concorrendo para um extra-universal processo de reprodução genética de algo vivo?

A fundamental importância desta questão é que cada uma delas produz um diferente e especifico tipo de homem, portanto um especifico destino. Um produz uma Humanidade cujo comportamento geral é a do homem de negócios, enquanto a outra produz uma Humanidade cujo comportamento prevalescente é o do papel da  “mãe”. Imagine duas nações separadas por extensos oceanos, onde uma é dirigida por homens de negócios e a outra por mães. Imagine o destino do ambiente. Da espécie.

A primeira será fria, calculista, depredadora, ou seja, indesejada. A segunda não precisa muita imaginação pois já temos exemplos conhecidos: as sociedades das formigas e das abelhas sob o govêrno da rainha-mãe. Tambem indesejada.

Nenhuma das duas cosmovisões é a ideal, nenhuma pode ser a definitivamente correta, mesmo porque o cérebro humano ainda é incapaz de acertar com a Verdade Ultima do mundo.

Mas justamente por isso, por ambas serem obras brutas a serem lapidadas,é que se necessita permitir que as duas existam no mercado. A ideal certamente estará acima delas, mas é preciso a participação do macho e da  fêmea para gerar uma nova produção.

Para ilustrar como a interpretação de uma Natureza ainda em sua maior parte desconhecida a nós, dentro dos subterrâneos da Ciência é tratada mais com a emoção que com a Razão, mais para satisfazer uma realpolitik que para autenticar o conhecimento, transcrevemos o texto abaixo sôbre o que aconteceu quando Einstein elaborou a teoria revolucionária da relatividade geral.                   

 Peter Hayes, The Ideology of Relativity: The Case of the Clock Paradox, Social Epistemology, Volume 23, Issue 1 January 2009, pages 57-78
Peter Hayes: “In the interwar period there was a significant school of thought that repudiated Einstein’s theory of relativity on the grounds that it contained elementary inconsistencies. Some of these critics held extreme right-wing and anti-Semitic views, and this has tended to discredit their technical objections to relativity as being scientifically shallow. This paper investigates an alternative possibility: that the critics were right and that the success of Einstein’s theory in overcoming them was due to its strengths as an ideology rather than as a science. The clock paradox illustrates how relativity theory does indeed contain inconsistencies that make it scientifically problematic. These same inconsistencies, however, make the theory ideologically powerful. The implications of this argument are examined with respect to Thomas Kuhn and Karl Popper’s accounts of the philosophy of science. (…) The prediction that clocks will move at different rates is particularly well known, and the problem of explaining how this can be so without violating the principle of relativity is particularly obvious. The clock paradox, however, is only one of a number of simple objections that have been raised to different aspects of Einstein’s theory of relativity. (Much of this criticism is quite apart from and often predates the apparent contradiction between relativity theory and quantum mechanics.) It is rare to find any attempt at a detailed rebuttal of these criticisms by professional physicists. However, physicists do sometimes give a general response to criticisms that relativity theory is syncretic by asserting that Einstein is logically consistent, but that to explain why is so difficult that critics lack the capacity to understand the argument. In this way, the handy claim that there are unspecified, highly complex resolutions of simple apparent inconsistencies in the theory can be linked to the charge that antirelativists have only a shallow understanding of the matter, probably gleaned from misleading popular accounts of the theory. (…) The argument for complexity reverses the scientific preference for simplicity. Faced with obvious inconsistencies, the simple response is to conclude that Einstein’s claims for the explanatory scope of the special and general theory are overstated. To conclude instead that that relativity theory is right for reasons that are highly complex is to replace Occam’s razor with a potato masher. (…) The defence of complexity implies that the novice wishing to enter the profession of theoretical physics must accept relativity on faith. It implicitly concedes that, without an understanding of relativity theory’s higher complexities, it appears illogical, which means that popular “explanations” of relativity are necessarily misleading. But given Einstein’s fame, physicists do not approach the theory for the first time once they have developed their expertise. Rather, they are exposed to and probably examined on popular explanations of relativity in their early training. How are youngsters new to the discipline meant to respond to these accounts? Are they misled by false explanations and only later inculcated with true ones? What happens to those who are not misled? Are they supposed to accept relativity merely on the grounds of authority? The argument of complexity suggests that to pass the first steps necessary to join the physics profession, students must either be willing to suspend disbelief and go along with a theory that appears illogical; or fail to notice the apparent inconsistencies in the theory; or notice the inconsistencies and maintain a guilty silence in the belief that this merely shows that they are unable to understand the theory. The gatekeepers of professional physics in the universities and research institutes are disinclined to support or employ anyone who raises problems over the elementary inconsistencies of relativity. A winnowing out process has made it very difficult for critics of Einstein to achieve or maintain professional status. Relativists are then able to use the argument of authority to discredit these critics. Were relativists to admit that Einstein may have made a series of elementary logical errors, they would be faced with the embarrassing question of why this had not been noticed earlier. Under these circumstances the marginalisation of antirelativists, unjustified on scientific grounds, is eminently justifiable on grounds of realpolitik. Supporters of relativity theory have protected both the theory and their own reputations by shutting their opponents out of professional discourse. (…) The argument that Einstein fomented an ideological rather than a scientific revolution helps to explain of one of the features of this revolution that puzzled Kuhn: despite the apparent scope of the general theory, very little has come out of it. Viewing relativity theory as an ideology also helps to account for Poppers doubts over whether special theory can be retained, given experimental results in quantum mechanics and Einsteins questionable approach to defining simultaneity. Both Kuhn and Popper have looked to the other branch of the theory – Popper to the general and Kuhn to the special – to try and retain their view of Einstein as a revolutionary scientist. According to the view proposed here, this only indicates how special and general theories function together as an ideology, as when one side of the theory is called into question, the other can be called upon to rescue it. The triumph of relativity theory represents the triumph of ideology not only in the profession of physics bur also in the philosophy of science. These conclusions are of considerable interest to both theoretical physics and to social epistemology. It would, however, be naïve to think that theoretical physicists will take the slightest notice of them.”

Pentcho Valev
pvalev@yahoo.com