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Do Caos para a Ordem: Mecanismos de Auto-organização

terça-feira, setembro 13th, 2011

Nós somos filhos do Caos, porem netos da Ordem, mas bisnetos do Caos, emquanto somos tataranetos da Ordem…

Em ultima instância somo produtos da biosfera terrestre. E basta ver essa biosfera no seu estado inicial, ainda crua, na selva amazônica, para concordar que isso é uma produção caótica. Mas nossa biosfera foi produzida e está dentro de um sistema tão ordenado que funciona precisamente como um relógio: o Sistema Solar. Mas basta dar uma olhada numa noite estrelada, para alem do sistema solar e ver a caótica profusão de estrêlas, constituindo a galáxia. A História de nossos ancestrais, das partículas às galáxias aos trogloditas, é uma História dos Ciclos Alternados Entre Ordem e Caos.

Porque é assim? Porque tivemos que existir assim, dentro de um ciclo que parece interminável e vai de um extremo ao outro extremo no tocante ao estado termodinâmico do equilibrio de sistemas?

A explicação vinda dos modêlos da Matrix/DNA é meio mística, entra nos reinos da metafísica. Ela explica com um exemplo:

Se eu fôsse um professor com uma ideologia que tivesse como supremo objetivo manter o livre-arbitrio dos alunos, eu deixaria êles planejarem a sala de aula, o curfriculum, etc. Mas suponha que êsses alunos fôssem muito rebeldes, ou seja, olharam para a sala de aula que nossos pais construíram, esboçariam um olhar de desdem e concluissem que não queriam estudar daquela maneira, diriam que existiria outros modêlos melhores para escolas, e que êles seriam capazes de elaborar tais novas escolas. Bem… desde que eu tenho que respeitar-lhes o livre-arbitrio, só me resta disponibilizar o material e permitir que façam como quiserem. Enquanto fico assistindo confortavelmente sentado no meu camarote

Os alunos constróem o primeiro modêlo, me chamam para dar as aulas, vão nêle estudar, mas por um monte de razões não o aprovam, desmancham-no e partem para o segundo modêlo. Depois de um tempo nêle estudando concluem que não é mais possivel suporta-lo, destroem-no e partem para um terceiro modêlo…

Isto evidencía muito bem o que é um filme apresentando o ciclo entre caos e ordem: um modelo construido é uma nova ordem que se levantou de um caos que foi o desmanche do modelo anterior.

Um nosso ancestral, LUCA, construiu um meio-ambiente e um corpo que era um extremo perfeito paraíso – o building block dos sistemas astronomicos, e nêle viveu como Adão e Eva. Mas a entropia atacou este sistema, degradou-o nas suas menores peças-informação, dirigiu-as a lugares como a Terra, e aqui, inicialmente se conflitando e gerando o caos, estas particulas-genes se levantam num estado de ordem, processo êste que nós, os ultimos herdeiros atuais, ainda estamos levando para a frente.

Será que Deus está agindo conosco como êsse professor?… pergunta a Matrix/DNA.

Eu particularmente não concordo com essa idéia de Deus sentado no camarote assistindo impassível enquanto me esburracho todo aqui. Pô, se erramos, errar é humano, dê-nos uma chance né? Uma mãozinha aí para amenizar êste caos…

Mas o mundo não é como eu quero que seja, êle é como é… e essa história dos ciclos existe e é fato.

Seja como fôr, o processo da Natureza em qualquer lugar e época estar se levantando do caos e partindo para a ordem, é interessante e precisa ser conhecido. Aqui vai um dos mais importantes, porque o autor está defendendo a idéia de que simples fôrças brutas físicas na geologia terrestre teria iniciado o fenômeno da auto-organização de sistemas e chegado assim a produzir a vida. Na Matrix/DNA a teoria é outra, defendendo a idéia do Universo como hardware e software que organiza a matéria em sistemas. Mas o processo abaixo apresentado está sutilmente sugerindo algo, enquanto sabemos que a solução super-saturada onde surgem e crescem os cristais, é o habitat preferido dos genes de LUCA quando aqui chegam. Não serão êles em ação nas origens da vida? Êste exemplo de auto-organização foi descoberto no seguinte link:

http://originoflife.net/error_correction/

Origin of Life – da teoria de Cairn 9?) Smith, da qual já tem um outro artigo nêste website.

A grosso modo as figuras dizem o seguinte. Primeiro existe um cristal grande já formado, numa solução saturada, que pode ser a àgua quente de um oceano. Ao seu lado vai se formando uma nova unidade de cristal, de alguma maneira na solução ela é aproximada do cristal grande, e forças de atração fazem com que ela seja agregada. Mas ela tem o livre-arbitrio de escolher entre seis direções possiveis, inclusive de sair fora do cristal maior. Se ela se fixar numa posição do cristal que não bata com sua geometria, o cristal vai dar um jeito de expulsa-la. Isto é usado pelo autor para defender a idéia de que o formidavel fenômeno da auto-correção de êrro na duplicação genética teria vindo deste processo dos cristais. Pois aqui realmente o cristal corrige êrros em sua geometria inicial. Mas na Teoria da Matrix/DNA acho que estábem explicitado que auto-correção de êrro só existe quando executada pela identidade de um sistema, as partes não tem como fazer uma correção de sistema, apenas de partes. Por isso suspeitamos que o sistema da fórmula da Matrix está infiltrado nas soluções saturadas e influenciam na modelação dos cristais. Em todo caso…

Vamos lá:

Cristal em Crescimento - Fase 1 - 6 graus de Liberdade

Cristal em Crescimento - Fase 2 - 2 graus de Liberdade

Cristal em Crescimento - Fase 3 - 1 grau de Liberdade

Cristal em Crescimento - Fase 4 - 0 grau de Liberdade

Eu preciso de mais tempo para estudar melhor isso aqui, que não está me agradando. O que penso ver aqui é a ação de uma energia magnética maior do cristal grande atuando, sem liberdade de escolha pela unidade menor. Me lembro do modêlo da Matrix/DNA quando mostra um planeta errante caindo na área gravitacional de uma estrêla. Não acho que é o planeta que vai escolher o tipo de órbita nem o local onde vai ficar, e sim a estrêla.
A unidade recem-nascida nasceu de uma solução onde os ingredientes não formam sistema ordeiro algum, estão em estado caótico. Ela é empurrada para existir agregada a um estado de ordem. Significa que as unidades do sistema não possuem livre-arbitrio. De fato, desde que eu nascí, dentro de um sistema social que só me f… eu nunca vi meu livre-arbitrio. Mas acontece que essa unidade recem-nascida veio como software de outro lugar: onde ela era um sistema e justamente o sistema que foi degradado e gerou o estado em que ela se encontra agora. Eu fui o LUCA que um dia construiu aquêle paraiso apenas bom para macacos para eu viver nêle. Como sistema anterior ela tinha livre-arbitrio, agora como unidade ela não tem, mas quando se tornar o sistema total ela recuperará o livre-arbitrio… e assim vamos descobrindo um novo ciclo: o livre-arbitrio tambem é ciclico?! Ou seja: temo-lo quando somos o sistema, e não temo-lo quando somos apenas individuos de um sistema?!

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