Archive for outubro 7th, 2011

Livros para Ler

sexta-feira, outubro 7th, 2011

End of Science [Paperback]
John Horgan
John Horgan (Author)

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Book Description
Publication Date: March 5, 1998
As a writer for SCIENTIFIC AMERICAN, John Horgan has an unsurpassed window on contemporary science, routinely interviewing the scientific geniuses of our times, scientists such as Richard Dawkins, Murray Gell-Mann, Stephen Hawking, Karl Popper and Noam Chomsky. In THE END OF SCIENCE, Horgan displays his genius for getting these larger-than-life figures to be human, whilst also encouraging them to confront the very limits of knowledge. Have the big questions all been answered? Has all the knowledge worth pursuing become known? Will there be a final ‘theory of everything’ that signals the end? Horgan extracts surprisingly candid answers to these and other delicate questions as he discusses God, Star Trek, superstrings, quarks, consciousness and numerous other topics. In a time where scientific rationality is under fire from every quarter, THE END OF SCIENCE is a witty, thoughtful, profound and entertaining narrative which serves as both a critique of and a homage to modern science.

Editorial Reviews
Amazon.com Review

John Horgan makes the powerful case that the best and most exciting scientific discoveries are behind us. He states that many scientists today, particularly those he interviewed for the book, are “gripped by a profound unease,” due partially to dwindling financial resources and vicious competition, but increasingly due to the sense that “the great era of scientific discovery is over.” In other words, he argues, the big problems that can be solved have been, and the big ones that haven’t been solved can’t be. Among the celebrated thinkers quoted in this ambitious book are Stephen Jay Gould, Roger Penrose, and John Archibald Wheeler. A concise history of the last 20 years of scientific study introduces his thesis and covers such topics as superstring theory, mathematical topology, and how to distinguish chaos from complexity. –This text refers to an out of print or unavailable edition of this title.

From Publishers Weekly

Scientific American columnist Horgan here interviews an impressive array of scientists and philosophers, who seem sharply divided over the prospects and possibilities of science. Among the pessimists, molecular biologist Gunther Stent suggests that science is reaching a point of incremental, diminishing returns as it comes up against the limits of knowledge; philosopher Thomas Kuhn sees science as a nonrational process that does not converge with truth; Vienna-born thinker Paul Feyerabend objects to science’s pretensions to certainty and its potential to stamp out the diversity of human thought and culture. More optimistic are particle physicist Edward Witten, pioneer of superstring theory (which posits a universe of 10 dimensions); robotics engineer Hans Moravec, who envisions superintelligent creative robots; and physicist Roger Penrose, who theorizes that quantum effects percolating through the brain underlie consciousness. Other interviewees are Francis Crick, Noam Chomsky, David Bohm, Karl Popper, Murray Gell-Mann, Sheldon Glashow, Ilya Prigogine and Clifford Geertz. Despite the dominant doomsaying tone, this colloquium leaves much room for optimism.

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Flow: The Psychology of Optimal Experience [Paperback]

Mihaly Csikszentmihalyi’s

Amazon

http://www.amazon.com/Flow-Psychology-Experience-Mihaly-Csikszentmihalyi/dp/0061339202

Book Description
Series: P.S. | Publication Date: July 1, 2008
Psychologist Mihaly Csikszentmihalyi’s famous investigations of “optimal experience” have revealed that what makes an experience genuinely satisfying is a state of consciousness called flow. During flow, people typically experience deep enjoyment, creativity, and a total involvement with life. In this new edition of his groundbreaking classic work, Csikszentmihalyi demonstrates the ways this positive state can be controlled, not just left to chance. Flow: The Psychology of Optimal Experience teaches how, by ordering the information that enters our consciousness, we can discover true happiness and greatly improve the quality of our lives.

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Diálogos Publicos da Matrix/DNA

sexta-feira, outubro 7th, 2011

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Debate no blog Astropt, seguindo o seguinte artigo:

Parecencas
http://astropt.org/blog/2011/10/31/parecencas/

Cérebro e Universo

Cérebro e Universo

Pela nossa percepção humana, o muito grande e o muito pequeno são muito parecidos, pelo menos até aos limites que conseguimos perceber.

Na imagem da esquerda, temos 3 neurónios (células do sistema nervoso, no cérebro) de rato, mais precisamente 2 a vermelho e 1 a amarelo, e as ligações entre eles. A imagem tem alguns micrómetros.
Na imagem da direita, temos uma simulação em computador que nos mostra o Universo em grande escala, em que vemos um enorme grupo de milhares de galáxias (amarelo) rodeado e interligado a milhares de outras galáxias e biliões de estrelas. Esta imagem tem alguns milhares de milhões de anos-luz (=100.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000 micrómetros).

Esta é uma versão holística do Universo que nos é dada pela ciência.

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Comentários:

Ana Guerreiro Pereira disse:

31/10/2011 em 00:39 (UTC 1)

O verdadeiro holismo. E não o holismo deturpado que os new age e deepak chopras tentam vender…

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Louis C. Morelli disse:

02/11/2011 em 12:45 (UTC 1)

Ana, eu sou holista (não da new age e nem Choprista). Mas não entendo o que a palavra “holismo” está a fazer nêste artigo. A semelhança entre macro e micro nada tem a ver com holismo. O princípio geral do holismo foi resumido por Aristóteles na sua “Metafísica” quando afirmou: O todo é maior do que a simples soma das suas partes. O holismo é o estudo da Natureza pelo método cientifico sistêmico, que se complementa e não se contrapòe ao método cientifico reducionista. Qual a referência a sistemas na semelhança entre as duas imagens?

Foi justamente esta confusão que expulsou da pesquisa moderna o método sistêmico que tanto esforço custara a pioneiros como o físico Fritjof Capra, Margullis e sua teoria simbiôntica, e principalmente Bertallanfy que iniciou A Teoria Geral dos Sistemas. Winner desviou o método sistemico dos estudos naturais para a cibernética artificial. Como resultado, e como disse uma das antenas intelectuais da espécie humana que foi o presidente da Checo, Vavlav Havel: “hoje conhecemos tudo sôbre as mais minusculas partes do corpo humano como seus átomos, viramo-lo e reviramo-lo aos avêssos com o método reducionista, mas a ainda presença das doenças tradicionais que continuam nos matando são um sinal que algo mais profundo está nos escapando: estas doenças podem ter suas causas no corpo como sistema cuja fôrça emergente retorna sobre as partes modificando seus comportamentos.”

Penso que não é sensato combater o holismo original que surgiu das fontes mais materialistas da mente humana, em cujo primitivismo chegou a acreditar que a vida seria gerada espontaneamente pela matéria. O holismo genuíno é racionalista.

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Ana GP disse:

02/11/2011 em 15:37 (UTC 1)

Louis, respondeu à sua própria pergunta: o holismo remete para holos que remete para o facto de o todo não ser a mera soma das partes, certo? Ora, na natureza, na matéria e na vida, existem diversos niveis de organização de complexidade crescente. Começando no átomo (ou melhor, começando nas particulas sub-atómicas) e terminando no universo. Um conjunto de átomos é uma molécula, moléculas formam macromoléculas, estas formas estruturas celulares (organelos e outros), que formam a célula, que formam os tecidos, que formam os orgãos, que formam sistemas, que formam o organismo, que formam populações, que formam comunidades, que formam ecossistemas, que formam a bioesfera, que faz parte do sistema solar, que faz parte de uma galáxia entre milhões, que faz parte do universo. Portanto, tudo está interligado desta forma e tudo é um todo formado por partes mais pequenas, em que esse todo não é a mera soma das partes. Isto é holismo. Mas um holismo baseado nos fenómenos da natureza, não naquilo que não existe.

POr outro lado, eqto estudo, se nos debruçarmos sobre as partes em si, estamos a adoptar uma perspectiva reducionista. É necessária, para compreender como é que cada parte, cada nivel de organização, funciona. No entanto, tb é necessário saber integrar essas partes com outras partes, relacioná-las, correlacioná-las, etc. Ou seja, adoptar uma perspectiva mais abrangente – holistica, no verdadeiro sentido do termo. Ver o panorama inteiro com as partes incluidas – o holos, portanto.

Como tudo é feito de diferentes niveis de organização, em que uns formam os outros, há propriedades das partes que se mantêm no todo. Há padrões. MAS, isso não significa que as partes se comportem da mesma forma. O DNA não é o universo. É uma molécula com propriedades mto próprias, derivadas dos átomos e da disposição de átomos que o constituem – tb não é meramente a soma das propriedades daqueles átomos. Tem propriedades novas.

Como tal, não se pode associar o DNA ao Universo, assim. O DNA e o Universo estão em patamares de complexidade totalmente distintos. Cada patamar funciona da sua forma, com as suas propriedades, umas semelhantes, com padrões, outras muito distintas. Uma coisa é parecer igual, outra coisa é ser igual. Não pode transportar para o mundo dos organismos as propriedades do mundo quântico – é um mundo que se rege por regras diferentes, mto próprias, q não funcionam a nivel macroscopico – como afirmam os espiritualistas new age e o deepak chopra. Erradamente.

Como tal, tb não se pode falar em Matriz de DNA no universo. Nâo existe tal coisa. Primeiro porque o DNA é uma molécula que se desenvolveu na Terra para transportar informação genética de uma forma mto peculiar. Mas isto foi na Terra. ONde a vida se desenvolveu em torno do carbono. Noutros planetas onde existam outros elementos disponiveis, com propriedades semelhantes, capazes de ser utilizados, a vida pode-se gerar em torno de outro elemento .- aí já não vai ter o DNA como na Terra, vai ter outra molécula. E no passado da Terra, a certa altura, houve moléculas que não o DNA a transportar informação. Mas não vingaram na Terra nem na evolução. Mas isso não significa que noutros planetas não houvesse condições para que vingassem.

Portanto, o DNA não é universal. É, até ver, da Terra. Provavelmente de outros locais tb. Mas há outras hipóteses noutras condições. O DNA não é universal.

Estudar o holos, o todo, é mto importante, sem dúvida. No entanto, se não soubermos como funciona cada parte desse todo, tb não podemos compreender como esse todo se vai encaixar…. é isso q estas imagens evocam – que é preciso conhecer as partes e é preciso saber como se encaixam.

O problema nas teorias da matrix dna universal é precisamente o facto de não ter em conta as meras propriedades de uma molécula de DNA.

Por outro lado, não se esqueça das datas em que tais cientistas proferiram tais afirmações. NO ultimos meros dez anos o conhecimento cientifico deu um salto enorme. Sabe-se muito mais hoje, tanto sobre as partes como sobre o todo – embora, claro, o todo seja o que ainda escapa na sua totalidade, dada a sua enorme complexidade – do que se sabia há uns meros dez anos. O suficiente para ter a certeza de que há coisas que a natureza não permite.

Por fim, aquilo que descreveu aqui como holismo é exactamente aquilo que eu refiro como o verdadeiro holismo, o holismo que a ciência aplica. Note que ciencia é uma ferramenta, não uma pessoa – quem comete erros são as pessoas, não a ciencia. A ciencia é um método quase perfeito e o único q nos traz conhecimento e tecnologia. E cada dia nos permite aumentar a nossa compreensão das partes e da forma como se encaixam no todo.

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Louis Morelli disse:

03/11/2011 em 06:33 (UTC 1)

Ana, você escreveu: “Ora, na natureza, na matéria e na vida, existem diversos niveis de organização de complexidade crescente. Começando no átomo (ou melhor, começando nas particulas sub-atómicas) e terminando no universo.”

Entendo que na pressa de escrever não se pode descer muito a detalhes, e pode-se cometer equivocos. Eu agradeço às pessoas quando apontam contradições ou equívocos em minha cosmovisão.

Será mesmo que a complexidade termina no Universo? Ou seja, que ela alcança o seu maximo atual na arquitetura que denominamos Universo? Acho que a complexidade maior é a que emerge dos sistemas, naquela forma do excesso de informações que suplanta a soma das informações das partes. Mas qual a evidência que temos que o Universo é um sistema? E não uma massa de sub-sistemas, como os galácticos? Se o Universo é um sistema, qual o nucleo dêste sistema, quais são suas partes ou peças, quais as funções sistêmicas destas partes, e como elas se interagem?

Tenho um calculo efetuado num grafico cartesiano cujo resultado sugere que a macro-evolução, a nivel universal, é curva, e não linear. Quando a evolução constrói um novo sistema, êle atinge um limite de possibilidades como hardware e se torna um beco sem saída, então se colapsa sôbre si mesmo sendo seu corpo usado como ambiente complexo para sustentar a emergencia e evolução do novo sistema a ser construido pela evolução. Este retorno/avanço encurva a linha formada pelas pegadas do caminhar da evolução ao longo da História Universal. A evolução dos nossos computadores é uma analogia; ela começou com a pequena maquina de calcular, chegou ao gigantesco ENIAC, o qual se colapsou no mais complexo laptop. E numa destas curvas, dêstes retornos, a evolução descartou o tôpo da evolução astronomica, que eram os sistemas galácticos e passou a fluir microscópicamente construindo os sistemas biológicos.

Isso indicaria que enquanto a complexidade iniciou com as particulas, passou pelo nivel astronomico, hoje tem seu ponto mais alto no sistema biológico, e não num “sistema Universo”. Uma analogia util é lembrar que os mamiferos evoluiram não a partir da forma mais evoluida dos répteis, que foram os dinossauros, mas sim a partir de um réptil menor, o cyanodonte. O que pensas?

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Louis Morelli disse:

03/11/2011 em 06:01 (UTC 1)

Ana, obrigado pela resposta crítica que me ajuda a pensar, buscar mais e consertar alguns problemas de comunicação de idéias/informações. Estamos então de acôrdo sôbre holismo.

Nosso desacôrdo agora está nesta sua frase: “Como tal, tb não se pode falar em Matriz de DNA no universo. “ Penso que sua conclusão é equivocada porque, claro, você não poderia entender numa rápida visão um fenômeno natural que venho estudando por 30 anos com métodos que desconheces. Talvez outra maneira de sintetizar rápidamente o fenômeno possa ser útil:
Creio que as leis naturais estão tambem sob o processo da evolução. Assim como as leis sociais humanas emergiram do caos do mundo selvagem animal, passaram para usos e costumes nas tribos primitivas e chegaram às modernas constituições das nações, assim as leis naturais emergem de um mundo caótico a nível quãntico, passam a ser fôrças naturais estabelecidas como as nuclear fraca ou forte nos sistemas atômicos, e chegam na forma de propriedades vitais nos sistemas biológicos. Pode-se comparar o quadro geral a uma familia caminhando na rua: as crianças sôltas se mexem inquietas correndo, etc, sem lógica nos movimentos; os pais de mãos dadas caminham ordenadamente. As crianças representam o nivel quantico e microscópico, os pais representam um nível mais evoluído e macroscópico.

E dessa forma temos nova noção sob complexidade: uma constituição federal é muito mais complexa que os dez mandamentos. Mas se lei natural é uma propriedade intrinseca da Natureza em seu aspecto de “estado de ordem”, em contraposição dicotomica com o “estado de caos”, de cujas interações entre estes estados deveria emergir um terceiro estado, a lei natural é uma fôrça com tendência a ordenar a matéria, a organizar a massa/energia em sistemas funcionais. Essa fôrça deve ter sido bruta em extrema simplicidade nas origens do Universo, como eram brutas as relações entre animais. Ela se tornou mais complexa a ponto de construir galáxias e corpos ou sistemas humanos. Essa fôrça é o que denomino Matrix. Ela não é o DNA do Universo, apenas o DNA é a forma da Matrix, a sua ferramenta material nos sistemas biológicos, como a policia é a ferramenta material da abstração contida na constituição federal.

Nossos pensamentos como produtos de sinapses formam uma identidade à parte das synapses porque o pensamento pode dirigir e produzir novas sinapses. Mas não conhecemos a substância material do pensamento, apenas temos certeza que é uma fôrça capaz de influir e dirigir a matéria. Essa fôrça, no entanto, para atuar na matéria precisa de um hardware próprio, assim como um plano na mente do Bill Gates ao qual damos o nome de “software” necessita de um hardware próprio ( o computador) para produzir resultados materiais. Assim penso ser a Matrix: por enquanto ela é um software que emite uma fôrça natural que precisa de um hardware (neuronios formando o cérebro) para se traduzir em fôrça material. A substância da Matrix é desconhecida, mas ultimamente descobrí que o diagrama/software que represento como Matrix casou-se muito bem com as propriedades do espectro da luz natural, na qual penso ter detectado a fôrma que gera a dinamica do ciclo vital na matéria.

As modernas constituições estão compiladas na forma de um código humano, aos olhos de alienigenas. Da mesma forma, o conjunto das leis naturais nos sistemas complexos estão compilados num código natural, aos olhos humanos. O DNA é a versão biológica dêsse código e no atual nível evolucionario dos sistemas biológicos. Calculei o diagrama geral dêsse código na forma de software, e encontrei evid6encias sugerindo que a substância da Matrix, ou seja, a substância abstrata das leis naturais (como parece ser abstrata ou holográfica, a substância da mente) é a luz original natural. Mas não sei qual a substancia da “fôrça” da luz, do código da Matrix, assim como em neurologia ainda não sabemos como os pensamentos interagem ou se conectam com os neuronios.

Não sei se com essa explicação ajudei ou compliquei mais a comunicar e fazer entender as imagens que tenho em mente mas que são dificeis de transmitir por sinais como a linguagem escrita humana. E agora, o que pensas da Matrix/DNA?

Maiz uma questão. Você disse: “ Primeiro porque o DNA é uma molécula que se desenvolveu na Terra”…

Isto me faz “sentir” que o DNA é uma identidade própria e à parte que surgiu na Terra por sua própria conta e risco. Aliás essa é a tendência dominante no pensamento da comunidade cientifica evidenciada em como estão impregnando os genes de personalidade própria, como tendo propósitos, tais como a necessidade de se reproduzir, etc. Mas… como podemos ter certeza que “o DNA se desenvolveu na Terra” e não que “a Terra desenvolveu o DNA”? Mais exatamente: “que o sistema solar, ou ainda o sistema galáctico, desenvolveram o DNA?” Quando teriam projetado, transmitido, pelo processo genético e com partículas-informação em fótons, naquela sôpa primordial terrestre, a fôrma sôbre a qual se assenta seus sistemas? Perceba que esta alternativa pode ser testada cientificamente.

Essa questão é fundamental para a controvérsia entre nossas cosmovisões, porque enquanto a teoria da Matrix/DNA sugere que a mesma lei evolucionaria dirigiu a evolução cosmológica e rege a evolução biológica e aponta o elo entre as duas, tenho entendido que a cosmologia acadêmica aponta leis diferentes para as duas evoluções de maneira que as duas histórias evolutivas estào separadas entre si, não existindo um elo evolucionario entre as duas e por isso essa cosmovisão leva á conclusão racional mas hipotética de que o DNA não tem ancestralidade no passado e surgiu por si mesmo à sua própria conta e risco. O que pensas?

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Carlos Oliveira disse:

03/11/2011 em 21:13 (UTC 1)

“você não poderia entender numa rápida visão um fenômeno natural que venho estudando por 30 anos com métodos que desconheces.”

Só existe um método eficaz, que é o método científico.
Se são métodos que a Ana, como cientista, desconhece, então serão métodos não-científicos… pseudos.

“(…) chegam na forma de propriedades vitais nos sistemas biológicos.”

Parece-me pura especulação baseada no argumento falacioso da analogia.

“(…) venho estudando por 30 anos (…) Perceba que esta alternativa pode ser testada cientificamente.”

Não percebo porque não testou isso em 30 anos então
E se testou, onde está o artigo científico com os resultados?

“O que pensas?”

Penso que é uma especulação impregnada de princípios antrópicos… e que peca por sofrer de geocentrismo psicológico em relação à vida ou à molécula de ADN se preferir.
abraços

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Ana Guerreiro Pereira disse:

03/11/2011 em 21:20 (UTC 1)

Louis, eu tb estudo ciência há 30 anos. Ficaria espantado com o que eu sei. E conheço esses métodos – simplesmente não lhes reconheço valor, pelas razões que já expuz.

Sou bioquímica. Conheço o DNA.

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Louis Morelli disse:

“Sou bioquímica. Conheço o DNA.”

Não se conhece nenhum objeto no mundo sem conhecer a hierarquia de sistemas naturais que o produziram e ainda atuam sôbre êle através do ambiente externo. E não sabemos sequer como funciona o menor sistema imediato, o planeta Terra.

Esta arrogância dos doutores e menestréis das Côrtes Imperiais foi observada em tôdas as épocas, em tôdas as gerações passadas. Todos sempre acreditaram que conheciam… E hoje sabemos como todos estavam iludidos. Não são os imperadores da época que fornecem o dinheiro e determinam o que a Ciência da época faz e como faz que sabem a verdade e sim o tempo que sempre os corrigiu.

Pois bem: reuna os ingredientes do estado do mundo a 3,5 bilhões de anos atrás que produziu as unidades fundamentais orgânicas e produza os 20 aminoácidos usados pela vida (os de Urey não são). Faça com que êstes aminoacidos, por si só, dêem o próximo passo evolutivo, que é se ordenarem como proteínas. Faça as proteínas por si só se ordenarem como RNA e depois DNA. E lembre-se: para reproduzir aquêle estado do mundo e prova-lo é necessário reproduzir o estado anterior que o produziu, enfim, o Universo. Mas como determina o teorema de Godel, que ninguem conhece a verdade de um sistema estando dentro dele, não creio que podes fazê-lo.

Sem esta prova cientifica continuo na certeza que não, a bioquimica não conhece o DNA. Bem, estão aí o cancer, a Aids, as doenças que se arrastam por milênios e as muitas deficiencias fisiológicas do corpo humano aguardando o dominio do DNA para realizar um real desenho inteligente.

Mas vou me permitir desta vez agir como um humano normal impregnando meu conhecimento com arrogancia:

A bioquimica não sabe sequer que o base-par de nucleotídeo é a cópia de uma unidade fundamental astronomica, porque o modêlo cosmológico moderno está todo errado. Quando o atual método cientifico surgiu haviam 500 milhões de miseráveis torturados no mundo. Hoje, depois de três séculos, existem seis bilhões. Contra numeros não há argumentos. Grande Progresso! Abraços.

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Louis C. Morelli disse:

02/11/2011 em 12:11 (UTC 1)

Carlos, parabéns pela informação benemérita e desculpe-me a intrusão em seu blog. Os céticos do Skeptical Guide to the Universe me chamaram de pseudo e holista no sentido pejorativo místico quando debateram minha teoria em seu fórum, mas ao invés de me aborrecer com êles, me aborrecí com um militante estrondoso pastor evangélico de uma igreja aqui nos USA que copiou meu website dizendo que foi descoberta a prova da atuação divina na evolução, mas que os religiosos não devem permitir que os ateus façam como fizeram com a teoria da evolução, e devem assumir a posse da Teoria da Matrix/DNA antes que os ateus o façam ( se interessar veja: Alexander Cornswalled: Introduction to the Divine Universal Matrix, http://www.cornswalled.com/2010/11/introduction-to-divine-universal-matrix.html ) Como explicitei no website, meus direitos autorais me autorizam a coibir o uso da teoria para fins religiosos, politicos ou financeiros.

Entro com êste comentário porque, se por um lado sou grato como sedento buscador das informações e dados reais proporcionados pelo método reducionista, por outro lado êste material foi usado em meu website como mais um argumento em favor dos modêlos da teoria. E como você disse “A imagem representa ciência, conhecimento, e não deve ser abusada e manipulada pelos pseudos (que não têm sequer conhecimento para fazerem estas imagens)”, desconfio que não irás apreciar o que fiz. Mas existe um problema na sua frase. Os neurônios foram produzidos pela Natureza e não pela Ciência Humana. As galáxias foram produzidas pela Natureza tambem, mas a imagem foi feita pelo computador e não pela Ciência Humana. O computador é uma espécie de cérebro eletro-mecânico dotado de complexo sensorial próprio tambem mecânico, o qual é o unico agente que tem coletado dados do Cosmos, portanto, podem ser dados apenas captados e selecionados segundo sua “personalidade” eletro-mecânica. O cérebro biológico com seu complexo sensorial biológico nunca foi ao Cosmos , e quando for, pode ser que capte e selecione mais as possíveis informações do Cosmos inerentes à sua personalidade. Se isso acontecer, o modêlo cosmológico acadêmico moderno se tornará irreconhecível numa nova revolução tipo copernicana .

Se te interessa, observe a versão da Teoria da Matrix/DNA sôbre o fenômeno das duas imagens:

Porque as duas imagens são semelhantes? Mera coincidência, fruto do acaso – que seria a conclusão de quem não vê o sistema galáctico como ancestral direto do sistema celular? Ou – como sugeriu alguem num comentário: “Seria o universo neurônios de algum ser?”

Em primeiro êsse superaglomerado de aglomerados de galáxias que denominam “Universo” é uma espécie de sistema natural regido pelas mesmas regras da evolução aplicada aos sistemas biológicos. O Universo é uma espécie muito primitiva que se super-especializou num modo de existência bloqueando sua evolução e tornando-se um beco sem saída, e que existirá enquanto não incomodar ou atrapalhar a evolução da Natureza. Portanto o Universo está mais para um quasi-fóssil ancestral que um macro-cérebro dotado de consciência. A semelhança entre as duas imagens é devida a um postulado evolucionário: “descendente de peixe ( no caso o Universo), peixinho parecerá ( no caso, o cérebro)”.

O Universo não é mágico, ou seja, êle foi gerado contendo uma quantidade de informações (genéticas ou bits-computacionais, não o sabemos) e só pode criar o que lhe permite estas informações. Portanto, êle só pode produzir algo pelo mesmo processo que êle foi produzido ( ou por um processo inferior, se nào usar tôdas as informações sôbre processos). E quando se aplica o mesmo processo na produção de duas arquiteturas, mesmo que em diferentes escalas de grandezas espaço/temporais, elas se assemelham na forma e função final.

Finalmente, o homem não foi produzido á imagem e semelhança de seu criador direto, o Universo: o “processo” de criação do homem é que é à imagem e semelhança do “processo” de criação do Universo. Genética… ou algum menino-Deus irresponsável que exista num reino ex-machine que passa o tempo brincando de construir softwares com bits-informações-vivas na forma de vórtices imateriais… e nós aqui pagando o pato por essas brincadeiras! Quando eu subir lá em cima vou acabar com êsse negócio!

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Carlos Oliveira disse:

02/11/2011 em 12:25 (UTC 1)

Responder

“Os neurônios foram produzidos pela Natureza e não pela Ciência Humana.”

Sem ciência, não os conseguiria ver. Por isso, para si, é como se não existissem. Só existem para si, porque existe ciência que os mostra.

“As galáxias foram produzidas pela Natureza tambem, mas a imagem foi feita pelo computador e não pela Ciência Humana. ”

Os computadores foram feitos através do conhecimento científico. Sem ciência, eles não existiriam, e o Louis não poderia ver esta ou outra qualquer imagem.

Sendo assim, as imagens representam o poder da ciência.

Aliás, a internet é a mesma coisa. Representa o poder da ciência e do conhecimento científico.
abraços

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Louis Morelli disse:

03/11/2011 em 06:56 (UTC 1)

É… eu ainda tenho êste problema de confundir ou não saber a diferença entre Ciência e Tecnologia. Acho que um produto da Ciência é aquêle produzido por experimentação para testar/reproduzir uma observação de um fenômeno/mecanismo natural ou por uma teoria cientifica, e um produto tecnológico é aquêle produzido por acidente ou por manuseio empirico. Por exemplo, creio que a lente, a luneta, foi um produto meramente tecnológico, enquanto as observações e teorias de Galileo foram produtos da Ciência. Se estiver correto, a imagem dos neuronios é obtida por produtos tecnológicos e não pela Ciência, mas a cura e a manipulação dentro do cérebro é um produto cientifico, enquanto o computador começou meramente pelo ábaco, passou pela maquina de tear, tudo produto tecnológico, o que faria com que a imagem simuladora das galáxias é um produto tecnológico. Mas… não vejo muita utilidade em queimar neuronios dentro desta galáxia nêste assunto, a não ser que você conheça as fronteiras entre tecnologia e Ciência para me informar. Abraços…

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Carlos Oliveira disse:

03/11/2011 em 21:16 (UTC 1)

A tecnologia não se faz sem conhecimento científico…

Já o conhecimento científico pode existir sem tecnologia… basta um cérebro pensante

abraços

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Louis Morelli disse:

07/11/2011 em 13:07 (UTC 1)
Carlos disse:
“Só existe um método eficaz, que é o método científico.
Se são métodos que a Ana, como cientista, desconhece, então serão métodos não-científicos… pseudos.”

Ôpa! Alguem que julga um trabalho que não conhece é leviano, no minimo. E ainda chamar para uma guerra quem não se conhece e ainda sem motivos lógicos, ao ofender com a palavra “pseudo” é o cumulo do atraso intelectual.
Existem dois métodos naturalistas humanos na busca do conhecimento da Natureza que atuam por vias diferentes mas se complementam: o método reducionista e o método sistêmico. O ultimo vocês não aplicam e não estão informados.

Carlos disse:
“Parece-me pura especulação baseada no argumento falacioso da analogia.”

No conhecimento naturalista, opiniões pessoais não tem lugar, portanto a palavra “parece-me” não devia estar aqui. O argumento da analogia é a policia da lógica formal contra os desvios das teorias naturalistas. Nenhum novo passo teórico é dado sem que todos os postulados anteriores sejam fundamentados num factual e real comprovado parâmetro (analogia, no seu dizer). Isto evita por exemplo, equivocos como o produzido pela teoria cosmológica acadêmica do buraco negro, um fantasma imaginado sem nenhum correspondente natural conhecido. mas as teorias acad6emicas estào repletas dêstes exemplos. Já a Teoria da Matrix/Dna obedeceu êstes principios básicos: nenhuma de suas construções teóricas, nenhum de seus modêlos, são fantasmas criados pela imaginação ou masturbação matematica. Mas por que você recorre a analogias quando lhe convem, como êste seu artigo e as duas imagens acima?!

Carlos disse:
“Não percebo porque não testou isso em 30 anos então?”

Mas que estás dizendo? Qual autor de teorias universalistas testou completamente suas teorias enquanto vivo? Einstein e a Relatividade Geral? Plank e a Mecânica Quantica? Sabendo disso Einstein avisou: “Um autor não tem que comprovar que sua teoria está correta, apenas que ela é lógica.” E como eu disse, a 30 anos estou testando, algo que precisará de mais cem anos. Tambem outro trabalho que o autor realiza é se manter reunindo as previsões acertadas.

Carlos disse:
“Penso que é uma especulação impregnada de princípios antrópicos…”

Muito pelo contrário. Especulação impregnada de principios antrópicos é a sua teoria. A minha rebaixa o DNA ao papel de mero ramo da Matrix e a sua eleva o DNA (porque se relaciona com o antropos) como unica fórmula de organização na matéria.

Carlos disse:
“… e que peca por sofrer de geocentrismo psicológico em relação à vida ou à molécula de ADN se preferir.”

Mas como?! Geocentrismo psicológico em relação à vida eu vejo na sua teoria que limita a vida ao lugar onde o homem existe e termina a 3,5 bilhões de anos atrás, enquanto na minha teoria a vida extrapola esta época e vivifica os ancestrais não antropológicos, como átomos e galáxias.

Carlos disse:
“ A tecnologia não se faz sem conhecimento científico…Já o conhecimento científico pode existir sem tecnologia… basta um cérebro pensante”

Por favor, vá ao Wikipedia em Inglês, digite a palavra “technology”, e leia o longo texto. Você aprenderá que suas palavras acima não fazem sentido. Mas vá no Inglês, porque a pagina em Português é totalmente diferente, super-resumida e só contem absurdos. Leia principalmente o texto: Science, engineering and technology.

Mas como bem informado, você sabe que muitos ditos irracionais, como chimpanzés e golfinhos, empregam tecnologias. Me explique qual o conhecimento cientifico dêles que fêz essas tecnologias… O Ford Modêlo T foi um produto tecnológico final que veio da evolução inicial da roda e do arado puxado a cavalo. Me explique quantos e quais foram os cientistas envolvidos nesta história. Abraços

( Falta voltar ao blog Astropt, ver se publicaram meus dois ultimos comentarios, e se existem respostas novas)

xxxx FIM xxxx