Archive for dezembro 3rd, 2011

Minha Cidade Natal, Vista do Pouso do Avião, Para Ser Lembrada Em New York !

sábado, dezembro 3rd, 2011

O “sempre-surpreendente” João Vidotti filmou de cima de Londrina a chegada do avião e foi feliz escolhendo uma musica que fala de saudades. E fala em saudades para quem vive no exílio longe da terra natal e do povo que viu crescer, e sonha com o dia que poderá voltar. Fica aqui registrado o vídeo para eu sempre ver quando a saudade apertar:

A Matrix/DNA Causa Pânico no Journal “The State Column”

sábado, dezembro 3rd, 2011

xxxx

A Matrix não resistiu de tanto rir e baixou sôbre a redação do jornal. Acontece que ontem publicaram um artigo… ” O Espião Kepler, da NASA, Continua a Descobrir Atordoantes e Estranhos Planetas! ”

( Veja: “NASA’s Kepler continues to discover astounding and strange planets” –
Read more: http://www.thestatecolumn.com/science/nasa-kepler-new-planets-strange/#ixzz1fVqA13Yh )

Ok, a noticia não foi o motivo das gargalhadas celestiais da Matrix, mas sim os comentários dos leitores postados no artigo. Por exemplo:

– – “Achem um planeta para mandar o Israel inteiro para lá!” – esta acho que foi escrita por algum palestino…

– Eu acabei de descobrir a descoberta da NASA de novos descobertos planetas… ( I just discovered NASA’s discovery of newly discovered planets.)

– “Occupy Uranius, Jupiter…” – essa é de algum dos anônimos do Occupy Wall Street moviment…

– Se a noticia veio da NASA, não acredite nela… (If it is from NASA, you can’t Trust it.)

E a coisa continua…

Aí uma voz poderosa vinda dos céus soou na redação do jornal, exclamando:

” I can’t believe I laughed at this til i couldn’t breathe. I’m pathetic !”

Em seguida a Matrix como sempre me usou como seu cavalo médium e dirigiu minhas mãos para postar um comentário que já foi visto pela comunidade astronomica mundial e que gerou, inclusive da NASA, um bombardeio de telefonemas:

From: Louis Morelli

The Matrix at The State Column Journal

Humorists, Occupy The State Column!

Here is the place for write weird things?
Let’s go on… I will register here what said an abducted friend of mine:

There are no two earthlike planets as there
are no two human beings equals. Planets were created like human beings, by
reproductive mechanical Newtonian process (black holes is the female, pulsar is
the male and comets are spermatozoons emitted by pulsars which fecundates black
holes). So, there are infinite forms of astronomical bodies. There was no
origin of life because biological systems (aka life) are merely evolutionary
continuation of astronomical systems, which has already all life’s properties
(metabolism, vital cycle, reproduction, etc.). Then, life ( in the shape of biological
systems) is everywhere where the physical conditions permit it to flourishes,
because the galaxy emits from itself the seeds of biological systems.

The first original galaxy(ies) was produced
like the first cell system: by symbioses. Nature got from the cloud of
primordial light atoms a solid body and applied the mechanisms of vital cycles:
the body got seven different shapes. These shapes aligned naturally building a
circuit, which became a system. Like in the first cell formation a first common
ancestral developed under vital cycle the shapes of nucleus, centriolos, ribosomes,
mitochondria and by symbioses became a cell system. But, like later cells
systems learned how to reproduce itself, later stellar system learned how to recycle itself: a new
stellar system is born from the death of an old one.

Astronomical systems had DNA. The
configuration of the original galaxy is the same configuration of a base-pair
of nucleotides. Each nitrogenous base performs a specific function like each
astronomical body performs in an original galaxy. By entropy causing nanotechnology,
the photons emitted by stars radiation has the bias to organize themselves like
the system where they came from… these are the seeds of life.

A lot of surprising revelations like this is
at the website about “The Matrix/DNA Theory” and I am the team of one alone
testing these affirmations… thousands of evidences registered in the site are
telling us that the whole thing makes sense. Now, you excuse-me but I need go
out for pick up more photons coming from the sun because I am building a new
living being in my lab…

Read more: http://www.thestatecolumn.com/science/nasa-kepler-new-planets-strange/#ixzz1fVvSczOH

Agora, vamos esperar o bombardeio de ovos chocos sôbre a minha cacunda, porque a Matrix apronta as dela e eu fico aqui pagando o pato…

Vivendo e Aprendendo: O que minha Vida me Ensinou Pode Servir para Você Evitar Tais Êrros

sábado, dezembro 3rd, 2011

Se eu tivesse aprendido isso quando era jovem, teria vivido um pouco feliz, com mais sabedoria. Acho que perdí a vida levando-a muito a sério e não existe nada comprovado, que eu conheça, indicando que a existência tenha algum propósito alem do sobreviver o melhor possivel. Assim desde criança até a meia-idade não me divertí, não sorrí, sempre escolhí os métodos “masoquistas” porque eram “honestos” e “morais”.

Quando meus estudos me levaram a supor que existe o mundo da Matrix/DNA, o meu estado de espirito balançou em suas estruturas. Pois a Matrix/DNA sugere que existem dois caminhos disponiveis ao ser humano e talvez um terceiro, o da sabedoria, que depende de se dispor a auto-evoluir-se. Um dos caminhos é no estilo do “sistema fechado em si mesmo”, onde um corpo, um ser, um individuo, seja um átomo ou um ser humano, existe apenas procurando o máximo bem-estar para sí. Em têrmos de Física se define isto como “busca do equilibrio termo-dinamico com máxima intensidade vibratória”. Em têrmos humanos se define como “busca de total poder em seu reino”. O outro caminho, “o sistema aberto para o mundo”, começa a complicar pois o individuo tende a se esquecer, a sofrer, em nome de uma idéia, uma causa, uma fôrça, que transcende sua individualidade. O meu problema é que não sei qual o certo. Pelo que tenho assistido na minha experiencia de vida, viveram melhor os que escolheram serem sistemas fechados. Mas parece-me que não lhes foi permitido a escolha: tudo dependeu de fatores anteriores que determinaram o tipo de seus nascimentos. Se nasceram pobres, feios, doentes, como eu mesmo, não tiveram muito que escolher, a não ser os radicais que escolheram o banditismo e se deram bem. Mas mesmos dentre os desafortunados no nascimento, que de alguma maneira se ajustam ao sistema social em que vivem, há os que conseguem muitos momentos de sorrisos. E aqui acho que foi o meu êrro durante mais da metade da minha vida: nunca me esquecer da minha sub-condição de existência, nunca soltar os freios, sempre com a energia prêsa nêste estado, sempre com o cenho franzido, emburrado, anti-social no estilo que as pessoas ao redor requeriam, buscando um outro estilo social nas pessoas que me ajudariam a resolver os obstáculos da vida mas nunca os encontrado em ninguem… Sorrir, para mim e para os outros, na minha opinião, era ridiculo, alienação. Mas mesmo que tivesse ficado rico, saudável, bonito, jamais teria um momento de prazer, pois nunca esqueceria os outros menores abandonados aos bilhões que se encontram n6este momento na rua da amargura. Êsse meu tipo de auto-consciência sempre seria uma “chata, estraga-prazeres”.

Mas nada existe que eu conheça indicando que o certo é ser sistema aberto, sofrido. A resposta para isso jaz alem do Universo, da matéria, da Natureza, está na causa que produziu êste Universo. É nesta causa que está oculto o significado das existências aqui, e aqui dentro tem sido impossivel até agora descobrir com certeza qual é êsse significado, mesmo que a fórmula da Matrix/DNA tenha indicado como foi a História Natural dêste mundo desde o momento de seu nascimento, de seu Big Bang. Tôda a matéria do Universo quer sua felicidade suprema e ví que esta poderia ser alcançada por um corpo sob o estado de sistema fechado perfeito. Mas parece que o Universo não permite isso, pois sempre que algo ou alguem o alcançou, ruiu, ou no minimo, morreu. Porem, sabendo-se que as quedas acontecem, pode-se fazer voluntariamente algum sacrificio da felicidade tomando certas precauções. Todos sabem que a morte é fatal, mas se ela é, então porque não procurar tôda e qualquer oportunidade de conforto e prazer, na qual não exista a sentença de que será inevitavelmente punida? Tendo escolhido ser radicalmente um sistema aberto, foi aqui meu êrro: minhas crenças imaginadas, sem fundamentos sólidos na realidade da experiencia da vida, me conduziram a não parar de chorar quando pude sorrir. Estúpido! Nada não-natural nunca se me revelou narrando que algum prazer seria punido naturalmente. Masoquismo. E muita gente sofre dessa doença, criada por um hábito errado na operação de sua inteligência. Muitas vêzes a doença é hereditaria, ou um virus que se propaga, através de predadores humanos que se utilizam de ideologias, religiões, etc. Eu sempre existí com essa doença, antes de perceber que pode existir a possibilidade de que exista o mundo da Matrix/DNA. Sacrificar um momento possivel de prazer agora em nome de algo no futuro, se o futuro já está previamente determinado contra minhas influências, ou não está determinado mas minha existência em nada fará diferença nêste futuro? É ilógico, naturalmente irracional. Se eu pudesse voltar a roda do tempo, não teria passado as noites de sábado enfurnado e sózinho num quartinho de pensão lendo um livro chato e pesado de filosofia existencialista de algum filósofo desajustado ao invés de ter me juntado aos outros que fumavam maconha, bebiam tôdo alcool disponível e se entregavam às orgias dos embalos dos sábados à noite. Êles sobreviviam no dia seguinte e sorriam, enquanto eu continuava chorando como antes. Quem ganhou? O que conta é o presente, a realidade visivel. O dia seguinte respondia: “Claro, êles ganharam. Pois agora você os ouve sorrindo e fazendo algazarras ainda, e você chora ainda”. Geralmente no dia seguinte eu ouvia alguns dêles chorando tambem porque exageraram na orgia. Então no final eu concluo: o certo não é viver sem as orgias, mas sim evitar os êrros dos exagêros nas orgias.

Mas o meu êrro na juventude talvez tenha sido meu acêrto para a idade madura e velhice, pois acho que estou melhor que os amigos de infancia quando os vejo hoje. Tenho intensa vida intelectual que é o resultado da seriedade anterior que me f6ez exercitar o cérebro a tal ponto da continuidade dêsse exercicio não pode mais parar e se tornou uma espécie de prazer, o que faço com prazer, sem expectativas. E vivo numa paz de consciência porque minha produção visa convencer pessoas jovens a instalar para si um novo sistema social que não tenha os obstaculos que prejudicaram minha vida. Não espero que o mundo seja racional e benéfico para mim, mas me sinto bem em ser ativo e acreditando que sou racional e benéfico para o mundo.

Então daqui aprendí uma lição e seria egoísta se não a passasse para outros, para que não reinventem a roda que já foi inventada. Procurar o maximo da auto-felicidade sempre, em todos os momentos, mas saber fazer quando precisa aplicar os freios, fazendo algum voluntário sacrificio da felicidade, para não ser levado em queda. Nem egoista ao maximo, nem altruista ao maximo. O altruismo muitas vêzes é uma forma de egoismo disfarçada: tôda peça pertencente a um sistema perfeito atua com eficacia para o bom funcionamento do sistema porque assim o sistema garante sua felicidade. Então ela é altruista em relação a seu sistema, mas o seu sistema pode ser uma expressào do egoísmo. No final, então, o altruísmo é mais um dos tipos de egoismos. E escolher ser egoísta através do estado de tristeza e chôro, é burrice. Eu fui burro nêste sentido.

Trazendo isto para a pratica do dia a dia. Por exemplo: “É inteligente sacrificar-se no presente acreditando que isto se tornará em mehor bem-estar para a familia, os filhos? ” Ninguem ousa atrair para sí a furia da sociedade dizendo que não. Eu ouço. Qual o futuro de sua familia? Se lhes der todo o conforto, se apegarão a unhas e dentes a êsse conforto, tentarão manter seu sistema fechado a todo custo, mas o mundo lá gfora está sempre mudando, vão ruir, um dia desaparecerão. E quando estiverem desaparecidos, nào restará nem as pegadas de suas existências, então de que adiantou seu supremo sacrificio? Não teria sido melhor teres vivido um pouco para si mesmo, e deixado problemas, obstaculos, para sua familia continuar a luta, e assim prosseguirem no mesmo ritmo e em sintonia com as mudanças? Se conseguirem essa sintonia, seu nome, seu sangue, seu DNA, nunca desaparecerá.

Entendeu a mensagem? Concordas?

Porem… vá por ti e não por mim, mais um burro no mundo… Cada qual deve escolher por si mesmo(a).

Importar/Exportar Produtos Para Pesquisa Cientifica: Posso Ajudar Desde New York?

sábado, dezembro 3rd, 2011

Êste artigo fica registrado porque vou buscar informações: pode-se montar uma agência entre New York/Brasilia para fazer/facilitar isso? Quais são os produtos que o Brazil precisa? Tem outros meios de transporte? Etc.

Presidente da FeSBE defende criação de novos fundos setoriais para alavancar pesquisas científicas
http://www.fesbe.org.br/v8/mais_info0.php?id=1&area=area1

A falta de recursos para fomentar em níveis internacionais pesquisas na área de biologia
experimental, a falta de inovação e a morosidade na importação de insumos utilizados nos estudos
são considerados os principais gargalos de pesquisadores da área de biologia experimental. A
opinião é do presidente da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), Walter Araújo Zin, em entrevista ao Jornal da Ciência.

Para estimular a ciência e a inovação no País, ele defende a criação de novos fundos setoriais, o
aporte de mais recursos para os fundos e o desbloqueio de valores no orçamento do Ministério
de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCT&I), por exemplo, que este ano teve R$ 1,7 bilhão
contingenciados. Dessa forma, Zin acredita ser possível competir em pé de igualdade no mercado
exterior.

Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Zin é mestre em Ciências
Biológicas (Biofísica), doutor em Ciências Biológicas (Biofísica), pela mesma instituição, onde é
professor e pós-doutor na McGill University, Montreal, Canadá. Membro titular da Academia
Brasileira de Ciências (ABC), ele já orientou 32 mestres e 22 doutores.

Jornal da Ciência (JC): Quais os principais
gargalos enfrentados pelos pesquisadores da área
de
biologia experimental no Brasil?
Walter Araújo Zin (WAZ): Nosso grande gargalo é a
demora para importar produtos ligados à pesquisa
científica, em razão da burocracia da máquina
pública. Nada facilita a importação de insumos
para a
pesquisa científica que leva seis meses em média
para chegar ao Brasil, entre a encomenda e sua
chegada. É o mesmo tempo para importar uma máquina
agrícola, por exemplo. O ideal seria dar um
tratamento especial às importações de produtos
ligados aos assuntos científicos, pois elas são
realizadas para o bem do ensino, da pesquisa e da
população nacional. Deveria haver um órgão
integrador para facilitar o desembarque desses
insumos, facilitando o tramite pelas agências
federais envolvidas.

As aquisições no exterior de produtos perecíveis
utilizados na pesquisa científica precisam passar
pela aprovação de diversos órgãos e liberação pela
alfândega no aeroporto. O processo todo pode ser
muito moroso. Por serem transportados sob gelo
seco muitas vezes esses insumos se perdem no
aeroporto, gerando prejuízos elevados para o
contribuinte brasileiro, que, na verdade, é quem
paga a
conta.

JC: Daria para mensurar os prejuízos causados na
logística?
WAZ: Não tenho como mensurar isso.

JC: Essa morosidade compromete o desenvolvimento
das pesquisas na área de biologia experimental?
WAZ: Competimos na linha de frente com os países
desenvolvidos, onde é só telefonar para uma
empresa e fazer o pedido. Do outro lado da linha,
os fornecedores só perguntam qual é o número da
ordem de pagamento, por exemplo. E pronto. No dia
seguinte, o insumo chega por correio expresso. É
difícil competir com países que têm uma estrutura
eficiente. Além disso, temos poucos recursos para
fomentar a pesquisa científica.

JC: Como alavancar recursos para fomentar a
pesquisa científica nessa área?
WAZ: Uma idéia seria aumentar o aporte de recursos
para os fundos setoriais, descontigenciar os
valores retidos a cada ano e criar outros fundos
setoriais. A criação de fundos setoriais (no fim
da
década de 1990) trouxe considerável quantidade de
recursos para a pesquisa científica nos últimos
anos, que foi se tornando progressivamente mais
significante, refletindo a semente plantada no
passado. O ideal seria expandir a idéia original.

JC: Qual a sua avaliação sobre a dependência
externa brasileira na área de fármacos, ao
acumular
déficit anual de cerca de U$S 12 bilhões na
balança comercial do setor?
WAZ: O Brasil poderia produzir substâncias novas
na área da química, produzir novos compostos
(medicamentos novos, não genéricos). Mas isso
requer muita aplicação de recursos financeiros. O
desenvolvimento de fármacos no Brasil é realizado
basicamente nas universidades, que têm poucos
recursos para investir. Elas dependem de
financiamentos do governo (fundos setoriais,
recursos
ministério da Agricultura, Ministério de Ciência e
Tecnologia, dentre outros).

A nossa indústria aplica poucos recursos em
desenvolvimento, em inovação. Aqui o investimento
é
realizado principalmente na produção de genéricos
(cópia de remédios produzidos no exterior).
Investe poucos recursos próprios em pesquisa, e
contrata número insuficiente de profissionais com
doutorado para desenvolver fármacos em seus
laboratórios. Geralmente, no momento em que um
fármaco é
desenvolvido com sucesso pelas universidades essa
patente vai para a indústria, que passa a produzí-
lo internamente. Com isso, ela economiza o
dinheiro que seria utilizado para desenvolver o
produto.
Ou seja, a inovação é feita na universidade,
quando deveria ocorrer na indústria.

Em países desenvolvidos é tudo diferente. A
indústria farmacêutica investe pesado nessa área,
em
pesquisa de novos fármacos. As multinacionais
fazem todo o desenvolvimento de um fármaco,
podendo
subsidiar uma universidade para desenvolver um
composto para ela. As multinacionais investem
pensando em longo prazo, aplicam hoje para terem
retorno financeiro em 10 a 15 anos.

JC: A indústria farmacêutica nacional não investe
em pesquisa científica por que não gosta de correr
riscos ou por que isso faz parte de uma cultura?
WAZ: Na realidade é uma combinação de fatores. As
pesquisas envolvem uma soma elevada. Por exemplo,
para se chegar a um novo fármaco uma pesquisa se
inicia com 200 compostos que precisam ser
testados.
No final só um vira medicamento. Às vezes nenhum.
É um risco grande e que requer muito dinheiro
aplicado.

JC: Quais os estímulos públicos para estimular a
inovação no setor de fármacos? E quais as
propostas
para o tratamento das chamadas doenças
negligenciadas (leishmaniose, dengue, doença de
Chagas,
hanseníase, malária, esquistossomose e
tuberculose)?
WAZ: Frequentemente aparecem propostas de editais,
do governo federal, para estimular o
desenvolvimento de tratamentos para as doenças
negligenciadas. Pois não interessa aos grandes
laboratórios (estrangeiros) produzirem remédios
baratos, nem aqueles que têm pouco uso nos países
desenvolvidos. Um remédio baratinho que custa R$
3,00 para combater uma doença tropical, por
exemplo, não interessa aos laboratórios grandes.
Com isso, no final das contas a população fica mal
servida. Os editais são para incentivar
universidades a produzirem conhecimento nessas
áreas. A
vacina da dengue, por exemplo, está em estágio
avançado de desenvolvimento.

JC: Diante de todas essas dificuldades, o Brasil
está preparado para enfrentar as doenças do
século,
como problemas de respiração, provocados pelo
aquecimento global, estresse, câncer e AIDS, por
exemplo?
WAZ: Ainda que muitos fármacos venham de fora, o
Ministério da Saúde tem implementado políticas
importantes na área. Mas entre fazer a política de
saúde e ela ser aplicada na ponta (no
ambulatório, ao paciente) é um caminho muito
longo. Às vezes a idéia do gestor, que é muito
boa, se
dilui no decorrer da execução e chega ao final sem
cumprir plenamente o previsto. Outro obstáculo é
o tempo para ser criado um modelo de gestão, que
comece a funcionar, pois o governo pode mudar e,
em
decorrência, trocam-se os gestores da saúde.

JC: O principal problema de saúde do Brasil é a
falta de uma política de Estado?
WAZ: É a falta de pesquisa científica também. Se
hovesse mais recursos seria mais fácil abordar
esse
leque de agravos próprios de um país tropical,
como as doenças negligenciadas. Temos necessidade
de
contratação de pessoal especializado em
universidades, em institutos de pesquisas e na
indústria.
Existe um grupo (de pesquisadores) pequeno em
atuação e isso começa a preocupar. A cada ano a
mesma
pergunta vem à mente: quantos vão se aposentar no
próximo ano?

O Brasil tem pessoal qualificado. São pouquíssimas
as áreas hoje que exigem a realização de um
doutorado no exterior. O doutorado já pode ser
realizado aqui mesmo e complementado na chamada
modalidade sanduíche, em que parte do curso pode
ser realizada no exterior e outra parte aqui. Em
quase todas as áreas já temos capacidade de
realizar cursos de doutorado. Por exemplo, a
bioquímica
no Brasil é muito avançada. Entretanto, faltam
recursos e incorporação de pesquisadores em
unidades
de pesquisas. O Brasil é muito rico em cabeças, em
pessoas que pensam. Mas esbarramos sempre no
mesmo ponto: eu penso, mas tenho de alavancar
recursos de várias fontes para conseguir realizar
as
pesquisas.

JC: Se não há mercado de trabalho, para onde vão
os cientistas?
WAZ: Às vezes eles terminam fazendo algo
completamente diferente do curso de formação,
justamente
pelo motivo de não poderem atuar na área de
pesquisa. A expansão (da contratação) do quadro de
funcionários, que está relacionado com a área de
pesquisa é muito lenta. Na minha unidade, por
exemplo, pouco aumentou o número de pesquisadores
que existia há dez anos, cerca de 100
pesquisadores; o de funcionários técnico-
administrativos diminuiu. Precisamos de espaços
para
ampliar laboratórios, para contratar mais e
produzir mais resultados científicos. As pessoas
estão
sendo formadas, muitas vão embora trabalhar no
exterior.

JC: Como está a divulgação das pesquisas de
biologia experimental, especialmente as que têm
relação
direta com a sociedade brasileira? Qual a
importância delas para a população?
WAZ: A divulgação é muito grande, mas sempre
poderia ser melhor. Há anos o governo promove a
Semana
Nacional de Ciência & Tecnologia para a divulgação
de pesquisas, apresenta propagandas na televisão
e todas as universidades públicas têm uma Jornada
de Iniciação Cientifica. Mas falta, um pouco, na
população brasileira, a curiosidade sobre o tema,
de saber mais, de cobrar. A importância da
divulgação de pesquisas de biologia experimental é
fazer com que as pessoas busquem mais informação,
apóiem mais o processo. .

JC: Qual a sua avaliação sobre o desempenho da
Reunião Anual da FeSBE realizada em agosto, no Rio
de
Janeiro?
WAZ: O resultado foi positivo. O evento reuniu um
número recorde de participantes brasileiros, por
volta de 4 mil e congregou vários cientistas
estrangeiros, graças a um apoio significativo de
várias
agências financiadoras, em especial a Fundação de
Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro
(Faperj). Por ser realizado no Rio, o evento
chamou muito a atenção. Foi uma reunião diferente
das
outras já realizadas no Brasil e lotou o espaço.
Aliás, o Brasil precisa de centros de convenções
maiores, se quiser competir com o mundo. No
exterior vê-se centros de convenções capazes de
atender
a 20 mil, a 30 mil pessoas. Estamos engatinhando.
Precisamos de centros para atender 40 mil pessoas,
se quisermos atingir um patamar mundial.

(Viviane Monteiro – Jornal da Ciência)

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sábado, dezembro 3rd, 2011

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