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Entenda como a Face Negra da Matrix O Dirige, Enquanto Diriges Teu Carro

quarta-feira, janeiro 4th, 2012

Analisemos o conjunto “seu corpo mais o seu eu mental”, considerando que sentes existir como algo abstrato aprisionado dentro de uma cabeça. O seu corpo é como uma máquina que quase nada tem a ver com o que você é e necessita. Podemos comparar seu corpo como um carro fechado e com vidros prêtos, escuro por dentro, rodando nas ruas entre outros carros, e você não pode ver os outros motoristas, êles não o vêm tambem. Você está sentado no volante do carro, você é o motorista dentro dêsse carro, porem o carro adquiriu autonomia própria e aprisionou você. Isto porque, segundo descobriu a neurologia, das 100% de informações do mundo externo mais as informações da sua própria máquina, o cérebro só permite que 16% chegue à mente. Você pode ver lá fora apenas o que os faróis do carro iluminam, e você o dirige comandado por êle, para satisfazer os gôstos e necessidades dêle. “A Revolta dos Carros”, ou “O Planeta dos Carros”, seria um filme interessante e retrataria a exata realidade da conexão entre mente e corpo.

Às vêzes o carro comanda você para leva-lo na discoteca da sua espécie. Carros de todos os tipos, uns louros, outros morenos, uns magros e pequenos, outros grandes… e a maior algazarra de motores, carros beijando carros, carros dançando, você enfadonho dentro de um dêles, obrigado a estar ali. Para suportar aquilo, para anestesiar sua dor mental, escapas bebendo.

A sua grande necessidade agora seria uma luz dentro do carro e um espelho para você ver o que você é, como é seu corpo. Assim, através dos faróis do carro, você poderia tentar identicar outro alguem como você, de mesmo corpo, mesma forma, e tentar se comunicar diretamente com êle. Mas permanece o escuro, você não tem olhos próprios para ver, só vês o que o que os faróis do carro lhe permite ver.

Seu sonho era ver você mesmo. Assim poderia começar a entender o que és. Pois sentes a existência, o mundo, apenas através da máquina do carro, o que êle permite que sintas e vejas. Estás totalmente isolado, incomunicável com os da sua espécie. Sabes que existem dentro de outros carros, mas não pode falar com sua linguagem a êles, não podes ouvir a voz própria dêles.

Se pudesses acender uma luz dentro dêsse crâneo – quero dizer, dentro da cabina dêsse carro – verias seu corpo e provavelmente encontrarias uma maneira de achar um buraco e escapar. Se pudesses te ver por inteiro num espelho, sairias pelo mundo procurando outros da sua espécie, imediatamente. Se pudesses te mover como uma sombra pela matéria, irias para longe, outros mundos, procurando em todo lugar outras formas iguais a ti. No fundo mesmo estarias procurando seus irmãos, e principalmente seus pais. E quando encontrasse um irmão, e êle o visse, viria correndo sorrindo e te abraçando, perguntando o que aconteceu e por onde andavas, e pegando-o pelas mãpos e dizendo: “Vamos, vamos para casa. Papai e Mamãe vai morrer de alegria ao te ver de volta. Vamos correndo!”

Caímos escravos dessas máquinas como carros autonomos. Agora por exemplo, o carro exige que eu dê a partida, mova-o, leve-o ao Pôsto de gazolina para êle comer. E depois leve-o daqui para ali, tudo apenas satisfazendo o que êle quer. Sua unica distração na sua vida é comer tambem. Seu unico alimento é “informação”. Isso o carro deixa-o fazendo enquanto êle descansa e dorme, quando podes ligar os faróis e focar os jornais, revistas, tvs, que existem nos drive-ins. Mas como não tens pés, asas, mãos próprias, e não podes sair da máquina… muitas vêzes os alimentos são de péssimo sabor.

Eu queria ficar eternamente dormindo nesta cama. Para que vou obedecer o comando agora de ligar o carro? Vai ser mais um dia de trabalho, enfadonho, mesmo talvez até com algumas passagens engraçadas, mas isto não me vai levar a nada. Alem disso o carro vai ficando velho, vai começar a apodrecer, vai parar, micróbios vão surgir como ferrugem e consumi-lo lentamente, êste destino é fatal. Provavelmente os micróbios vão comer o que está dentro da máquina tambem, quer dizer, eu. Então para que sair dessa cama ligando o carro agora, se sei no que isso vai dar? Bem, faço isso todos os dias, obedeço o comando, porque sei que se não o fizer, o carro fica parado e aí vem os tratores para leva-lo ao lixo onde os micróbios virão mais depressa. Portanto, se levanto a cada dia, é movido pela pressão e ameaça dos micróbios. Mas tambem tem outro motivo. Se ligar o carro, se sair às ruas, posso talvez ver uma informação que me conduza à minha liberdade. Acho que nêstes meus dias, é apenas esta esperança que me faz eu existir passando nas ruas como um zumbí, um autômato, indiferente a tudo, mas concentrado nessa busca dessa informação.

Eu tenho uma teoria do que seria essa informação libertadora. É uma fórmula e dei-lhe o nome de Matrix/DNA. Ela tem duas faces, a negra e a branca, ou a negativa e a positiva. Jà sei que a negra está como dominante e a branca como recessiva, meu objetivo é inverter isso. Vivo para busca-la, ligo o carro ainda apenas perseguindo êste supremo objetivo. Não entendo o que fazem outros motoristas invisiveis dentro de outros carros, senão buscam uma informação salvadora. Para que existem?!

Mas… espera aí! Por que estou escrevendo isso? Porque estas palavras escritas podem alcançar outros motoristas dentro dos outros carros! Então, de alguma forma, os prisioneiros estão se comunicando! À distância, sempre à distancia mesmo que seus carros possam se tocarem, cada qual dentro da sua cela escura, mas temos uma maneira de nos comunicar. Nunca confio na comunicação verbal. porque ela é transmitida através das bocas dos carros, e nisso 6eles se metem deturpando nossos reais interêsses. É melhor a Internet, os livros, as cartas, etc. Vamos nos vcomunicar assim, a união faz a fôrça, e nossa união é o esfôrço em conjunto para buscar a informação salvadora.