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Eliminar todas as doenças que torturam humanos: Método Acadêmico e Método da Matrix/DNA

quinta-feira, novembro 28th, 2013

Tema baseado no seguinte artigo:

BBC. Com Future

Preventative genetics: The ultimate way to halt disease

http://www.bbc.com/future/story/20131107-predict-illness-before-it-strikes – (clique na figura do artigo e veja interessante video)

Se você entendesse o que estou querendo dizer aqui, certamente se juntaria comigo nesta luta. O mundo cientifico acadêmico, vem, desde Hipócrates a 2,000 anos atras, gastando o tempo de milhões de cientistas e profissionais e bilhões de dólares na tentativa de eliminar doenças mortais, como câncer, diabetes, Alzheimer, etc., mas ainda não conseguiram, as doenças continuam ai e podem pegar qualquer um de nos desprevenido… A pergunta que faço é: porque não conseguem? Doenças não são algo sobrenatural, elas são produtos dos movimentos na Natureza, portanto, isto significa que não entendemos ainda o que é e como funciona a Natureza. Ninguem esta autorizado a afirmar que estas doenças mortíferas tradicionais são produtos de disfunções dentro dos corpos humanos ou afirmar que doenças são produzidas por forcas e elementos naturais externos aos corpos, vindos do meio-ambiente. Se tivessem certeza… porque ainda não as eliminaram?

No presente artigo com link acima, um cientista que sabemos estar honestamente empenhado nessa luta, sugere que se invista mais no método aplicado pelas ciências acadêmicas, a qual, nas ultimas desadas passou a acreditar que todas as causas estão nos genes. Assim ele resume sua sugestão: “A grande ideia é genética preventiva: observando nosso genoma desde a infância de maneira que possamos evitar que a doença se instale, ao vez de atuar sobre a doença depois que ela se instalou no corpo”.

Mas as doenças continuam aparecendo, isto significa que ainda não aplicaram o método correto, e se não o aplicaram, não se pode saber de antemão se este realmente é o método correto. E se não for? Entes queridos nossos, familiares ou não, e talvez nos mesmos, continuaremos a ser torturados e morrer porque o método correto não foi aplicado…

Então faço outra pergunta: “Se tiver algum ser humano sugerindo que se experimente outro diferente método, que ele esta convencido que vai funcionar, que não vai custar tao caro, que pode ser feito,… porque não tentar?” Existe outro tema mais importante hoje para os seres humanos? Va ao hospital e pergunte para os que la estão.

O pensamento acadêmico sobre as doenças esta cegamente centrado nos genes. De repente passaram a acreditar que aqueles amontoados de átomos formando diferentes moléculas atuam por conta própria, parecem ter personalidade própria, força autônoma própria. Gastaram bilhões de dol ares na busca de mapear o genoma porque acreditavam piamente no celebre axioma que emergiu deste tipo de crença: “Cada gene, cada doença!” Ao fim do projeto, tendo o mapa total em mãos, o Craig Venter e seus correlegionários caíram sentados em suas cadeiras desanimados: não era assim, são muitos e vários genes envolvidos em cada doença. Praticamente voltamos a estaca zero. Mas a obsessão em cima da genética não foi curada tambem. Prova disso é a própria sugestão do cientista neste artigo.

O método diferente que estou sugerindo resulta da minha pessoal leitura e interpretação dos modelos, formulas e mapas da Matrix/DNA Theory. Pois ali se deduz que tudo o que existe no corpo humano pertence a sistemas, os quais, as centenas ou milhares, se juntam formando um ultimo sistema final: o corpo humano. Acontece que temos a formula para um sistema natural perfeito, funcionando perfeitamente, sem qualquer disfunção, como são os casos das doenças. E esta formula é aplicada pela Natureza para organizar a matéria em sistemas, funcionais. Ora… então basta identificar-mos todos os sub-sistemas do corpo humano e compara-los com a formula para detectar onde esta o ponto diferente no sistema doente. Assim como fiz com o caso do ciclo do colesterol cuja figura esta na primeira pagina deste website.

A formula da Matrix/DNA esta sugerindo que doenças não tem como causa fundamental os genes. Não! Estes são apenas marionetes manipulados ao sabor de uma força muito maior que eles. Esta força é gerada nos atritos entre dois poderosos elementos: o sistema planetário dentro do solar em que tudo funciona como um relógio, um sistema perfeito, fechado em si mesmo, e suas crias, sistemas biológicos que funcionam diferente, são sistemas abertos e,  se movimentam por direções contrarias entrando em choque com os eflúvios do sistema estrutural. É este atrito que atua no genoma causando erros nas operações do DNA e defeitos nos genes que eram “saudáveis”. Vou tentar explicar isso pois pé muito fácil de entender. Não tem nada de astrologia, superstição, metafisica, aqui, tudo é muito simples resultado do trabalho de um filosofo naturalista cuja missão é buscar conhecimento das informações obtidas pelas Ciências Oficiais com seu método reducionista e ficar tentando conectar todas estas informações para tentar obter um grande quadro, e assim entender o significado, o motivo, da existência dos fenômenos que compõem a totalidade da Natureza, o Universo.

Porque é que de repente um sistema natural atrela a si mesmo, bombas, vai a uma praça publica e se explode?! Ora, a principio, a meta suprema de todo sistema natural, de átomos a galaxias a lagartixas a células, é conseguir o estado confortável e eterno do equilíbrio termodinâmico. O sistema corpo humano, assim como formigas e abelhas, dedica a vida a luta para conseguir um palácio, depois o mais vasto território em volta deste palácio, onde tudo funcione como num paraíso e ele é o senhor ou a rainha absoluta.  Bilhões de anos de evolução desde a primordial nebulosa de átomos não mudaram essa meta suprema, ela continua no ultimo sistema ápice desta evolução aqui nestas regiões do Universo, que é o ser humano. Então porque de repente um sistema sai totalmente fora desta longa cadeia de causas e efeitos que vem desde o Big Bang e faz algo totalmente sem sentido? A resposta esta na existência de um sistema, invisível, denominado sistema religioso cultural. Ele manipula seus sub-sistemas como marionetes. Assim como os genes são manipulados. O terrorista não atua mais por si mesmo, independente, ele é conduzido, pois caso contrario todas suas atividades visariam sobreviver e enriquecer.

Ate os 30 anos eu tive varias perigosas doenças. Aos sete anos peguei uma que não sei o nome ouvido na infância (tufo, tifo?), que fecha a garganta e se não correr ao hospital morre em 24 horas. Depois tive ulcera gástrica com cirurgia aos 28 anos. Depois duas malarias na selva aos 30 anos. Mas na selva elaborei as formulas da Matrix/DNA, resultou uma visão diferente de um quadro geral diferente, conclui que a vida surgiu aqui pela aca o de fótons-genes formando um software emitido pela galaxia, estas loucuras todas, que sugeriam que com meu cérebro apenas eu poderia captar certas parti culas de fótons-energia voando no espaço a minha volta, e que podia conduzir mentalmente estes fótons por canais de um complicado desenho do corpo humano… e passei a experimentar isso, sessões de 15 ou 60 minutos diários. Nunca mais, nos outros 30 anos precisei tomar nenhum comprimido para nada. Uma saúde e energia de ferro! Voltei a selva temendo pegar a terceira malaria que poderia ser fatal, mas que nada, gozei na cara dos mosquitos transmissores. Mera coincidência? Tambem as vezes penso que sim, mas… por via das duvidas, continuo de vez em quando praticando o método, pois em time que esta ganhando, não se mexe, por mais estupido e desmiolado que pareça ser o técnico do time. Eu estou com a mente cegamente centrada em “SISTEMAS”, uma grande diferença do meio acadêmico centrado cegamente em genes, nos estamos abordando este assunto das doenças vindos por caminhos diferentes.

O corpo humano é um sistema natural, produto de uma evolução que começou com o primeiro sistema celular, a qual foi produzida num longo processo de embriogênese e não abiogeneses, pelo sistema astronômico que nos envolve. Ou se encaixa nele… e tenha uma vida saudável,… ou não se encaixe nele, que sistemas equivocados pairando no ar te agarram, te inocula suas errôneas tendencias, e te leva a se explodir em praça publica, ou melhor, levam seus genes a aniquilar seu corpo inteiro.

O grande intelectual que foi uma antena da nossa especie, o ex-presidente da Checoslováquia, Vaclav Havel, uma vez disse: “Hoje entendemos os fundamentos da matéria em nosso corpo, nos mais microscópicos níveis. Sabemos tudo sobre nossos a tomos, nossas moléculas, nossas células. O método reducionista realizou um heroico e brilhante trabalho. Mas no entanto alguma coisa esta nos escapando. prova disso são as doenças milenares, cujas causas primeiras e suas curas continuam desconhecidas. Penso que esta coisa desconhecida esta numa outra dimensão, mais difícil de enxergar: a dimensão dos sistemas, mais exatamente, do corpo humano como sistema”. Na selva eu acho que entendi melhor o que ele quis dizer. Mas o problema é que o meio cientifico acadêmico, nossa cultura geral, esta se esquecendo, ignorando, a existência dos sistemas naturais. Tivemos a décadas atras algumas iniciativas tímidas, com Fritjof Capra tateando os sistemas na escuridão sem conseguir vê-los direito, no seu “O Tao da Física”. Tivemos a Margullis sondando as origens da célula sob uma tentativa de perspectiva sistêmica, em sua teoria simbiôntica. Depois um longo período de recesso ate que Bertalanffy surgiu com uma gigante obra, “A Teoria Geral dos Sistemas”. Uma grande quantidade de argumentos e evidencias, porem sem ainda explicar ou mostrar o que realmente é um sistema natural. Então alguns físicos e matemáticos como Rosemberg, Wiener, descobriram a cibernética, e desviaram a teoria dos sistemas naturais para a teoria dos sistemas artificiais. E neste ponto estão parados ate hoje. Se as doenças forem realmente produzidas pelo contexto das operações de sistemas, não esperem ajuda nos hospitais para doenças mortais por muito tempo ainda. A unica tímida tentativa que conheço estar militando no momento com uma proposta nova mostrando o que realmente é e como funcionam os sistemas naturais, esta vindo com um semi-macaco do meio da selva amazônica, num calhamaço de papeis sujos para embrulhar pão…  O macaco esta sozinho gritando nas ruas de New York e tentando mostrar os papeis para os transeuntes, mas ninguém para e ouve. Mas… é pegar ou largar… e aceitar a convivência com estes terroristas malignos dentre nos, porque o método da academia oficial não vai funcionar. Raios! Genes são punhados de átomos! O Richard Dawkins e sua turma ficaram malucos, perderam o controle de suas faculdades mentais, acreditando em coisas como “o objetivo supremo dos genes é se reproduzirem”. Átomos, moléculas, não podem possuir objetivos a serem alcançados no futuro por acoes deles aplicadas aqui e agora. Estão loucos?!!! E nos vamos ficar passivos, pagando caríssimo o preço desta loucura?! Por favor, de uma oportunidade ao macaco, ele não quer e não precisa de palácios, o que ele sonha é ver que as futuras gerações cantarão o nosso sucesso ao invés de chorarem o nosso fracasso! mexam-se comigo! Agora! Ja! Cada voz ecoando um pequeno murmurio inicial faz o murmurio se tornar conhecido! tens duvidas? Claro, eu tenho mais ainda! não acredito na Matrix/DNA, sou um filosofo, como Sao Tome, quero ver, apalpar, para acreditar. mas a coisa faz sentido. basta tentar conhece-la e entende-la.

Temos muito trabalho a fazer em equipe, mas a base de tudo é colocar os mapas da Matrix/DNA sobre a mesa e do lado os mapas de todos os sub-sistemas do corpo humano. Dentre os mapas da Matrix esta a formula da infra-estrutura de tudo isso que aqui esta, que é esta galaxia, por inteiro. A qual é a formula de um sistema perfeito fechado em si mesmo. E podemos consertar qualquer defeito em qualquer sub-sistema defeituosos tendo ao lado o desenho para um sistema funcionar perfeitamente. vamos assim identificar os pontos das disfunções, vamos rastrear os elementos externos que chegam aqueles pontos, vamos chegar a causa primeira, a raiz de tudo, e mandar para o inferno de uma vez por todas estes inimigos terroristas que tanto tem flagelado nossos irmãos de especie, aos quais damos os nomes de câncer, Alzheimer, diabetes, etc. Porque não participar desta causa, lutar por ela, convencer os que estão no controle dos instrumentos científicos, a apontarem-nos nesta outra direção? Se o método der certo, prometo que pago cerveja pra todo mundo!

( Obs: Devo continuar isto comentando cada item do artigo da BBC)

 

 

VANDANA SHIVA: Inserida na grande Causa da Humanidade

quinta-feira, novembro 28th, 2013

VANDANA SHIVA (mudar da agroindustria para a agroecologia)

Corporações promovem uma ditadura do alimento

DO BLOG DE ROBERTO ROMANO

IHU/Unisinos

Considerada a inimiga número um da indústria de transgênicos, a física e ativista indiana Vandana Shiva afirma que há uma ditadura do alimento, onde poucas e grandes corporações controlam toda a cadeia produtiva. E dá nome aos bois: NestléCargilMonsantoPepsico e Walmart.
“Essas empresas querem se apropriar da alimentação humana e da evolução das sementes, que são um patrimônio da humanidade e resultado de milhões de anos de evolução das espécies”, diz.
Crítica feroz à biopirataria, Shiva ressalta que a única maneira de combater o controle sobre a alimentação é o ativismo individual na hora de consumir produtos mais saudáveis e de melhor qualidade.
A entrevista é de Tatiane Ribeiro e Toni Sciarretta e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 24-08-2013.
Eis a entrevista.
É possível alimentar o planeta sem usar transgênicos?
O único modo de alimentar o mundo é livrando-se das sementes transgênicas. Essas sementes não produzem alimentos, mas produtos industrializados. Como isso poderia ser a solução para fome? Só estão criando mais controle sobre as sementes. Desde 1995, quando as corporações obtiveram o direito de controlar as sementes, 284 mil fazendeiros cometeram suicídio na Índia. Nós perdemos 15 milhões de agricultores por causa de um design de produção agrária criado para acabar com a agricultura familiar.
Como mudar a alimentação do modelo agroindustrial para outro baseado na produção familiar e na distribuição local?
As pequenas fazendas produzem 80% dos alimentos comidos no mundo. As indústrias produzem commodities. Apenas 10% dos grãos de milho e soja são comidos por pessoas; o resto é ‘comido’ pelos carros, como biocombustíveis, e por animais. É possível elevar esses 80% para 100% protegendo a biodiversidade, a terra, os fazendeiros e a saúde pública. É apenas por meio da agroecologia que a produtividade agrícola pode aumentar.
Como as grandes corporações dominam a cadeia mundial de alimentos?
Se você olha para as quatro faces que determinam nossa comida, são todas controladas por grandes corporações. As sementes são controladas pela Monsanto por meio dos transgênicos; o comércio internacional é controlado por cinco empresas gigantes; o processamento é controlado por outras cinco, como a Nestlé e a PepsiCo; e o varejo está nas mãos de gigantes como o Walmart, que gosta de tirar o varejo dos pequenos comércios comunitários e com conexões muito diretas entre os produtores de comida e os consumidores. São correntes longas e invisíveis, onde 50% dos alimentos são perdidos.
Temos sim uma ditadura do alimento. A razão que eu viajei todo esse caminho até o Brasil é porque eu sou totalmente a favor da liberdade alimentícia, porque uma ditadura do alimento não é só uma ditadura. É o fim da vida.
Como as corporações chegaram a esse domínio?
Infelizmente, o chamado livre comércio trouxe a liberdade para as corporações, mas não para as pessoas. As corporações estão escrevendo as regras e se tornando os governantes.
Os direitos intelectuais acordados entre as organizações mundiais foram escritos pela Monsanto. Para eles, o problema era que os fazendeiros estavam guardando as sementes. E a solução que ofereceram foi dizer que guardar as sementes agora é um crime de propriedade intelectual. É isso o que dizem as regras da OMC. A Índia, o Brasil, a América Latina e a África deveriam dizer: ‘Você não pode patentear a vida porque a vida não foi inventada. Pare com a biopirataria’.
Até agora, a revisão dessas regras não foi permitida, o que mostra que essas corporações ditam as regras. E não é apenas na OMC. A Monsanto escreveu o ato de proteção para o orçamento nos EUA.
O vice-presidente da Cargill foi designado para escrever a lei de comércio e agricultura dos EUA.
É possível modificar esse cenário?
A única maneira de reverter essa situação é cada pessoa fazer seu papel de recuperar a liberdade e a democracia do alimento. Afinal, cada um de nós come duas ou três vezes ao dia. E o que nós comemos decide quem somos, se nosso cérebro está funcionando corretamente, ou nosso metabolismo está saudável ou, se por conta de micronutrientes, estamos nos tornando obesos. Isso afeta todo mundo: os mais pobres porque lhes foi negado o direito à comida; mas até os que podem comer porque não estão comendo comida. Chamo isso de anticomida, porque a comida deveria nos nutrir. A comida mortal que as corporações estão trazendo para nós destrói a capacidade da comida de nos nutrir e no lugar disso está nos causando doenças.
Cada um de nós deve se tornar um forte ativista da liberdade da comida e das sementes no nosso dia a dia. O que significa que temos que apoiar mais os fazendeiros e a agroecologia. Devemos ser comprometidos com a alimentação saudável.
Qual a importância do Brasil nesse jogo?
O Brasil tem um papel muito importante. De um lado, está uma agricultura altamente destrutiva e irresponsável, mantida pelas corporações, levando transgênicos, produtos químicos e piorando a fome. Do outro lado, está o modelo agroecológico, caracterizado pela diversidade, conhecimento popular, o melhor da ciência, e levando efetivamente comida às pessoas. Essa disputa está ocorrendo justamente aqui, no Brasil.
Provavelmente, o Brasil tem a maior proporção de diversidade de alimentos em sua agricultura. No entanto, a maior parte não é usada para a alimentação humana. Por exemplo, as plantações de cana-de-açúcar e soja vão para a alimentação de animais e para fabricação de combustíveis.
O Brasil é parte do que eles chamam de Brics. Eu não gosto de ‘tijolos’. Eu prefiro plantas. Mas é um forte jogador na cena global, e os jogadores vão decidir como os outros jogam.
Qual o papel da sociedade urbana em relação à agricultura familiar?
É muito feliz. Não porque eu acredito que as áreas urbanas têm mais riqueza e mais poder, mas porque, por terem mais riqueza, têm mais responsabilidade. E porque eles controlam a tomada de decisões, tanto em termos de governamentais como a sua própria atitude em termos de consumo. Se eles mudassem sua postura de consumo para longe das corporações, comprando, sim, alimentos dos pequenos produtores, eles ajudariam não apenas o agricultor familiar, mas também ajudariam a Terra e seus próprios corpos.
Recentemente o presidente da Nestlé afirmou que é necessário privatizar o fornecimento da água. Quais as consequências desse processo?
Tudo que é essencial à vida desde o começo da história, em todas as culturas, tem sido reconhecido como pertencente à sociedade. E isso inclui a semente, porque a semente é a base da comida, inclui a água porque água é vida. E são esses recursos que essas corporações gigantes querem enclausurar. Essas são as novas inclusões comerciais. Assim como na Inglaterra, eles enclausuraram a terra, e a tiraram dos camponeses para terem a revolução industrial.
Hoje, as corporações gigantes estão assumindo os bens comuns que são as sementes, a biodiversidade, a água. Quando a Nestlé diz que é necessário privatizar a água, eles estão, obviamente, pensando na necessidade de aumentar os lucros deles. Eles não estão pensando na necessidade dos aquíferos de serem sustentados e recarregados, porque corporações somente podem construir uma economia extrativa. Se eles privatizam a água, eles vão somente tirar a água para eles, o que significa que as comunidades locais são deixadas sem água. Então é um assalto.
As Nações Unidas têm de reconhecer que o direito à água é um direito humano. A Coca-Cola agora quer entrar no meu vale, um vale lindo no Himalaia, chamado Dune Valey. Em maio nós iniciamos uma campanha porque a privatização da água por essas empresas de engarrafamento significa, primeiro, que o direito universal à água é destruído. O aquífero, que pertence a todos, está agora engarrafado numa garrafa de 10 rupis que pode é acessível só aos ricos. Os pobres bebem apenas água contaminada.
A segunda coisa é que ela destrói água, e eu não sei por quanto tempo essa mineração poderá aguentar. A terceira é que ela polui. Sobram poucas fontes de águas puras, e, se eles realmente se importassem, deveriam limpar o pouco que sobra, ao invés de roubar o que resta limpo. Isto é roubo de água e, portanto, um crime contra a humanidade.
Essa dependência da Coca-Cola é um dos vícios da vida moderna. Nós temos muito mais bebidas saudáveis.
Na Índia, começamos uma campanha para as avós ensinassem aos seus netos as bebidas geladas que elas costumavam fazer. Somos um país tropical, sabemos como transformar qualquer fruta em uma bebida saborosa: um suco de manga crua, que é ótimo para prevenir insolação, uma mistura maravilhosa de sete grãos, que é como uma refeição completa e, se tomada no café da manhã, você não precisa de mais nada. As bebidas venenosas que são vendidas pela Nestlé e pela Coca-Colaroubam o nosso dinheiro, a nossa água e a nossa cultura.
Qual é a forma alternativa à globalização?
Originalmente, o livre comércio deveria reconhecer a liberdade de todas as espécies e por isso não destruiria nenhuma espécie nem ecossistema. Originalmente, o livre comércio reconheceria os direitos dos camponeses e dos povos indígenas e, por isso, não iria cortar as raízes. Reconheceria também os direitos dos pequenos agricultores familiares e iria cuidar para que existam preços justos, ao invés de tentar debilitar o preço por meio de dumping e jogando fora os produtos.
Um verdadeiro livre comércio seria a liberdade para as pessoas e não a liberdade para as corporações. O que nós temos agora é uma corporatização global com uma negligência total, uma destruição negligente e desatenta. O que precisamos é uma consciência livre que esteja profundamente ciente de nossa interconexão com outras espécies, outras culturas e com toda a humanidade. Temos que ser conscientes do dano que fazemos aos outros. Dessa forma, não vamos incrementar o tamanho de nossa pisada ecológica, mas vamos a reduzi-la.
E, na alimentação, a única forma em que você pode reduzir sua pisada é de mudar de agroindústria para agroecologia, mudar da distribuição global para distribuição local, mudar de um sistema violento, que depende do governo corporativo, para um sistema pacífico, que depende da comunidade e da solidariedade. No momento em que mudamos para isso, a pisada se reduz. Podemos ir do industrial e global para ecológico e local.
Como acelerar o processo de alinhamento entre os vários movimentos para um estilo de vida mais sustentável?
Agroecologistas, camponeses e agricultores familiares são, na minha opinião, os maiores, protetores do planeta. É o momento de os movimentos ecológicos perceberem que os verdadeiros ambientalistas são os agricultores, que realmente reconstroem o solo, que fazem o cultivo de uma forma que os besouros não sejam mortos, que protegem a água.
E o movimento pela saúde tem que perceber que os agricultores são os médicos, que fazer crescer comida saudável é a melhor contribuição que podemos fazer. No momento em que fazemos essas conexões, existe uma nova vida, porque a vida cresce por meio de inter-relações.
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Pesquisa:
Wikipedia:

Vandana Shiva (Hindi: वंदना शिवा: born 5 November 1952) is an Indian environmental activist and anti-globalization author.[1] Shiva, currently based in Delhi, has authored more than 20 books.[2] She was trained as a physicist and received her Doctor of Philosophy (PhD) in physics from the University of Western Ontario, Canada, in 1978 with the doctoral dissertation “Hidden variables and locality in quantum theory.”[3][4]

She is one of the leaders and board members of the International Forum on Globalization, (along with Jerry ManderEdward GoldsmithRalph NaderJeremy Rifkin, et al.), and a figure of the global solidarity movement known as the alter-globalization movement. She has argued for the wisdom of many traditional practices, as is evident from her interview in the book Vedic Ecology (by Ranchor Prime) that draws upon India’s Vedic heritage. She is a member of the scientific committee of the Fundacion IDEAS, Spain’s Socialist Party’s think tank. She is also a member of the International Organization for a Participatory Society.[5] She received the Right Livelihood Award in 1993, and numerous other prizes. (continuar a ler)