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O Sono e a Melatonina: Porque a Natureza Inventou Esse Negócio de “Dormir”

terça-feira, outubro 14th, 2014

À 10 bilhões de anos atrás, nossos ancestrais celestes tinham seus corpos como sistemas fechados e como tais obedeciam a um ciclo em que morriam e renasciam se auto-reciclando. Quando a Evolução trouxe estes ancestrais para a Terra, aqui surgiram como sistemas abertos, por isso, quando morrem, não podem renascerem, se auto-reciclando. Mas tanto nossos ancestrais celestes como nós somos sistemas naturais e feitos pela mesma fórmula para sistemas naturais, não tem como parar o ciclo diário do relógio biológico, porque se a energia sobe, ela tem que descer, e assim nós “morremos” todos os dias. Mas a natureza é sabia! Ela conseguiu contornar este problema colocando o sistema em estado de vida latente,por um complexo mecanismo que envolve principalmente um hormônio: a melatonina!

O New York Times publicou o artigo com link a seguir mostrando como os cientistas estão ardentemente curiosos para desvendar onde, como, e quando, a Vida na Terra começou a apresentar este fenômeno de por corpos a dormir todos os dias à mesma hora! A gente geralmente aceita as coisas da vida como elas são e passamos nossas vidas sem nunca parar para pensar e fazer perguntas como essa. “Raios… porque eu durmo? Parece que todas as noites uma nuvem negra entra no meu corpo e amortece meu cérebro com uma fôrça irresistível que acabo apagando no meio de uma festa!… Por causa do sono nunca consegui, quando era criança e ainda ganhava presentes do Papai Noel, ficar acordado ao lado da chaminé para pegar o Papai Noel no flagrante! Como é que aquelas células chamadas neurônios, fechadas dentro de uma caixa de osso, sabem quando o Sol se põe ou nasce depois?!” Por isso quando crianças curiosas crescem, viram cientistas e investem pesado na busca de respostas para estas perguntas.

Mas… coitados! Para encontrar a resposta precisa-se fazer um sacrifício. Enquanto eles não fizerem o que o Darwin, o Mendel, e até mesmo um mero escravo que fugiu da senzala para o meio da selva e viver com os bichos fez: ajoelhar-se na terra por dezenas de anos cruzando ervilhas e observando os resultados para saber como raios o tipo de nariz do pai do Mendel foi imitado no corpo dele, e não um nariz de chimpanzé; deixar o conforto de Londres e enfrentar o inferno nas terras virgens, na flor da idade, procurando a explicação do porque tem tantas formas de vida diferentes, a ponto de um pássaro de uma ilha ter o bico mais torto que o outro da ilha vizinha…?! Até que uma grande idéia pintou no cocuruto e Darwin gritou aos quatro ventos: “Evolução! Heureka!” Ou levar para a fuga na selva um microscópio marreta do tempo de jota cristo para ficar ajoelhado na beira de rios e pântanos procurando qual daqueles bichinhos saberia como o primeiro deles apareceu ali, e levar uma luneta do tempo de Galileo para olhar para o céu quando a luz do Sol me cozinhava os miolos, perguntando o que o céu mandou para a Terra naquela sopa primordial de onde nosso ratatá-tataravô saiu rastejando no meio da lama… para terminar numa história em que nossos netos estarão voando no meio das galaxias! Dormir ou estar acordado representa para o corpo humano o mesmo que faz esta fantastica e perfeita maquina que funciona como um relógio quando nos mostra ou esconde o Sol, assim como todo dia o ponteiro das horas de um relógio fica um tempo em cima e outro tempo em baixo. A resposta está lá fora, no ar, e não dentro de um laboratório com ar condicionado e luz artificial.

Todo um mundo desconhecido de energias e campos magnéticos está acontecendo aqui dentro da casa, em todo o ar, com ondas atravessando nossos corpos, como quando o Joaquim na casa ao lado esquerdo está falando no celular com a Maria na casa do lado direito. Assim até objetos tão longínquos como o Sol e Lua estão emitindo forças que chegam lá dentro dos nossos cérebros, de maneira que quando um deles resolve descansar do outro lado da Terra ordena que você caia de sono aqui também, para ficares quietinho. Ou você pensa que vai ficar livre para fazer traquinagens enquanto o Sol se ausenta da sua casa? Por isso temos que nos dedicar a pesquisar ao máximo esse mundo de energias, ondas, campos magnéticos, a nós invisíveis, se queremos ter mais poder para dirigir nossas próprias vidas, eliminar as doenças mortais tradicionais, etc.

O cilo da Terra entre dia e noite comanda nossas vidas, por mais que tentemos negar isso. Quando o Sol se põe, a invasora escuridão da noite inicia uma cadeia de reações moleculares que vão dos nossos olhos à glândula pineal, um carocinho escondido lá dentro e no meio do cérebro. Dizem que essa glândula foi um dia as antenas dos insetos que regrediu. Pois essa glândula, ao receber a visita da dona escuridão, começa a fazer o cafezinho… quer dizer… começa a produzir uma substancia, que é o hormônio chamado melatonina. Quando a melatonina alcança os neurônios, ela altera a batida do coraçãozinho deles… quer dizer… altera seus ritmos elétricos, tornando-os cada vez mais devagar, até que o cérebro inteiro pega no sono. Ao amanhecer, o Sol volta para o nosso céu e sua luz põe a melatonina para fora do cérebro, desmanchando-a, ordenando que o cérebro da Jennifer Lopez volte a despertar para que ela vá desfilar na passarela e ele fique assistindo lá de cima… Então… as energias invisíveis comandam ou não as nossas vidas?

Acho que tem sabedoria natural nisso. Uma vez na selva conheci um pessoal estranho que se reuniam no alto de uma montanha nua, a Serra Pelada – com a ponta careca porque a camada de ferro no solo não deixou crescer a cabeleira verde de vegetação – para fazer um Sabbath, um ritual para espíritos! E um dia falei com o xamã possuído perguntando porque, se ele era um deus poderoso, não dava um pouco desse poder para nós combater-mos os sofrimentos que nos torturam aqui… A sua resposta me “deixoooouuu” boquiaberto…, eu nunca vou esquecê-la: “Se dermos poder ao homem, ele vai parar o Sol ao meio-dia para ter mais tempo de ganhar dinheiro…” De fato a Natureza precisava tirar o Sol lá de cima e por o homem a dormir todos os dias… quer dizer… todas as noites.

Nós lutamos contra este ciclo cada vez que ficamos acordados até mais tarde pondo palitinhos entre as pálpebras para elas não se encontrarem e trazerem a escuridão. Seja lendo nossos smartphones, jogando no computador, pulando na discoteca, mas assim suprimimos nossa dose noturna de melatonina e por isso acordamos bêbados no dia seguinte. Nós voamos através de continentes e pensamos que podemos instantaneamente acertar nossos relógios biológicos enganando a Natureza. Mas o nosso ciclo de melatonina permanece latente lá dentro do cérebro, levando nós a desejar parar e tirar uma soneca em plenas duas da tarde!

Os cientistas vem à muito tempo curiosos e maravilhados questionando como este poderoso ciclo começou. Um novo estudo sobre a melatonina sugere que ele apareceu a 700 milhões de anos atrás. ( Eu devia estar dormindo porque não vi isso aparecer). Os autores do estudo propõem que nossas noitadas dorminhocas evoluiu das subidas e descidas de nossos pequeninos ancestrais dos oceanos, à medida que eles nadam para cima procurando a superfície da água quando tem luz solar e depois mergulham numa queda sonolenta para passar a noite. O que você acha disso? Você concorda e assina o paper cientifico deles ou você manda eles para o manicômio botarem suas idéias no lugar?

Muito distante dos cientistas poderosos dessa era moderna um semi-macaco metade humano ficava trepado no topo de arvores olhando a escuridão, a Lua, e perguntando a elas porque querem que os bichos durmam. Eu nunca tive a idéia de perguntar qual bicho dentre os ancestrais inventou o sono porque isso nunca passaria na minha cabeça dominada por uma naturalista porem antiquada, selvagem, visão do mundo. Na minha experiencia de vida eu nunca vi nenhum bicho inventando nada. Tem graça agora! O Universo não é mágico, ele não pode criar novas informações do nada! E o Universo teria ficado 13,7 bilhões de anos esperando para apenas inventar o sono aqui e alguns aninhos atrás?! Não, o sono veio junto com o Universo no dia em que ele nasceu, de alguma maneira coisas na galáxia e nos átomos dormem tambem, e eu vou colocar os palitinhos nas pálpebras, ficar acordado na calada da noite e descobrir aí quem sempre esteve dormindo tambem, muito antes dos tais 700 milhões de anos. Se eu tiver errado, pago o premio aos cientistas, um cacho de bananas. Afinal, nem sei se quando o Universo nasceu era dia ou era noite…

Para investigar a evolução do sono, cientistas do European Molecular Biology Laboratory na Alemanha estudaram a atividade de genes envolvidos na produção de melatonina e outras moléculas envolvidas em assuntos relacionados ao sono. Nos ultimos anos eles tem comparado as atividades destes genes em vertebrados como nós com as atividades dos genes de um distante ancestral invertebrado, uma minhoca marinha chamada”Platynereis dumerilli”, o que traduzo ao “portugueis” como “prátievoceis durmiri”.

Botaram na cabeça que a tal minhoca passa  a metade do dia mole e a noite fica dura dormindo. Tô achando meio esquisito isso aí, mas se eles estão dizendo…

Mas os cientistas sempre pensam inteligentemente, mesmo que às vezes saiam fora do foco, porque, claro, ainda ninguem conhece todas as verdades do mundo. Então eles estudaram a minhoca num primeiro estagio de vida, na fase de larvas, com apenas dois dias de vida. Os oceanos estão cheios de jovenzitos animalinhos como estas larvinhas. Muitas delas passam suas noites dentro d’água porem perto da superfície, se alimentando de algas e outros nacos de comida. E depois passam os seus dias em águas mais profundas, onde elas podem se esconderem dos predadores e dos raios solares ultra-violeta.

Em outro artigo escrito anos atras eu disse que o fato de esponjas fazerem o mesmo movimento de descida e subida na água tem como causa uma série de forças nos átomos de seus corpos que já faziam isso quando pertenciam aos building blocks de sistemas astronômicos como o solar e a Via Láctea. Podemos ver na fórmula da Matrix/DNA no meu website que astros tambem tem seus ciclos devido subirem ou descerem na dinâmica de seus sistemas e isso veio para a superfície da Terra com esses átomos. Mas deixa pra lá, por enquanto… Se os cientistas querem acreditar que microscópicas minhocas de 700 milhões de anos atras entendiam de raios ultra-violeta, e até mesmo sabiam onde é encima ou embaixo no meio da água, não sou eu que vai contesta-los. Ao contrário, vou trabalhar pra burro para achar mais banana na selva, mandar para eles ficarem comendo e assim tenham mais tempo para ficarem fazendo estes estudos e me passando estas valiosíssimas informações, sem as quais eu nunca conseguiria desenvolver minha maneira de conhecer mais do mundo.

Maria Antonieta Toches e seus colegas de equipe examinaram como os diferentes genes se tornam ativos nas larvas da minhoquinha. Eles descobriram que algumas células no topo das larvas fazem proteínas capturadoras de luz – as mesmas proteínas que fazem nossos olhos regularem a produção de melatonina, ligando a fabrica ou desligando-a. E no momento desta descoberta, a senhorita Toches bradou no meio do laboratório: “Touché!”

Os cientistas questionaram se as minhocas estariam usando a mesma network de genes da melatonina que nós usamos ( esse estudo foi pago pela companhia alemã que patenteou a descoberta da network pois querem acusar as minhocas de plagio e cobrarem delas os royalties). Para responder a questão, a Dra. Toches e seus camaradas perseguiram os genes durante 24 horas espionando suas atividades. Eles perceberam que as minhoquinhas não produziram melatonina durante todas as 24 horas. Ao invés disso, elas produziram apenas à noite, como nós fazemos.

– “Oooops…! Sem querer descobrimos a origem do sono!” – disse um atônito cientista. “Essa foi a primeira criatura na Terra que faz exatamente o que fazem nossos neurônios quando caímos no sono! E como isso é bom, descansa o corpo, dá uma sensação agradável, isso foi selecionado naturalmente e passado de evolução em evolução até chegar a nós!” Eu pensei, neste ponto: “Mas isso significa que nossos neurônios são tambem minhoquinhas…!?” E tentei olhar para dentro de minha cabeça ver se ela está cheia de minhocas. Às vezes penso que sim…

Eu sou teimoso apostando que tudo o que existe na superfície da Terra foi criado apenas pela Terra e o corpo maior a que ela  pertence. A Terra é como um átomo, as estrelas e seus planetas são como células, do corpo desta galaxia. Perseguindo esta idéia por 30 anos fui torcendo e contorcendo o modelo teórico de galaxia fornecido pela academia universitária até conseguir o modelo onde vejo os princípios que geraram tudo o que existe na superfície da Terra. Neste modelo de unidade fundamental de informação para a natureza construir galaxias, um astro celeste tem que estar sob as forças do ciclo vital, assim como nossos corpos estão. Assim como nossos corpos nascem, crescem, ficam maduros e morrem, assim são porque os astros jé eram assim. Então botei um astro qualquer a rolar sob este processo, tendo suas formas transformadas em novas formas assim como meu corpo teve sua forma de pequena bolota inicial transformada tantas vezes até chegar a forma desse pangaré galopante barbudo, e vi o germe de um novo astro nascendo de um quasar contendo um buraco negro, vi o germe crescendo, tornando-se Lua como uma criança e planeta como um jovem peralta cheio de vontade de criar todas estas coisinhas que se arrastam na sua superfície, vi o planeta amadurecer tornando-se um pulsar, vi o pulsar emitindo cometas para fecundar a quasar e gerar mais estrelinhas, vi o pulsar romper-se como supernova, vi a estrela brilhante diminuir seu brilho e ficando velhinha, e vi seu cadáver se desfazendo e retornando para dentro do buraco negro. Ali o corpo do astro fragmentado passa alguns milhões de anos até se levantar novamente como novo baby a girar no céu. Isso acontece nas galaxias a 13 bilhões de anos e provavelmente acontecia nas nebulosas de átomos vindas do Big Bang. Todos, de átomos a galaxias, são espécies de um único sistema, que chegou agora na forma de corpo humano, mas continua evoluindo, já entrando na forma de sistema auto-consciente. Mas quando chegou à espécie de galaxias, essa nossa ancestral se tornou como um dinossauro, desviada por caminhos evolutivos errados, e teve que sofrer uma mutação. Assim o que é a morte inevitável a cada ciclo do fluir de informações num circuito do sistema universal, aquele tempo de milhões de anos que o astro fica no escuro buraco negro com seu corpo fragmentado, não podia ser evitado nos seres vivos, mas a natureza dá seu jeitinho sem desobedecer as grandes leis maiores, e assim preencheu aquele tempo intermitente com esta propriedade do nosso sono intermitente. Eu vou me agarrar nos calcanhares da dona melatonina, quero vê-la nua na sua mais intima fórmula química, quero ver ali quais são os átomos, suas posições, etc., e estudar esse negócio direitinho, quero saber mais como foi essa transformação de mortes diárias em sonos diários, pois assim nasceu e caminha essa tresloucada visão do mundo chamada de Matrix/DNA. Se eu tivesse poder realmente eu pararia o Sol ao meio-dia, enganaria a dona melatonina e ficaria sem dormir, para ter mais tempo nessa pesquisa. Agora, vocês me dão licença, que essa escrevinhação toda aqui cansou minhas minhoquinhas que a senhorita Touché chamou  “prátievoceis durmiri”,  dentro da cabeça e vou dormir!

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Pesquisa da Matrix/DNA

– Melatonina

 

– Platynereis dumerilli