Archive for agosto 2nd, 2018

O sol muda de tamanho a cada 11 anos e nós não sabemos por quê

quinta-feira, agosto 2nd, 2018

xxxx

Obs: Este artigo fornece informações para calcularmos como foi a mudança do primeiro processo para o segundo processo na formação dos sistemas astronômicos. Nos artigos tem vários links para papers, etc.

The Sun Is Changing Shape And We’re Not Sure Why

http://www.iflscience.com/space/the-sun-is-changing-shape-and-were-not-sure-why/all/

De pulsar a estrela?

De acordo com um novo estudo do Instituto de Tecnologia de Nova Jersey (EUA) e da Universidade de Côte d’Azur (França), o sol se expande e encolhe em um a dois quilômetros a cada 11 anos.

Esses movimentos são como “inalações” e “exalações” muito fracas, com esses quilômetros extras aumentando o raio do sol em apenas 0,00029%, no máximo.

A mudança

A mudança é tão pequena que é incrível que a equipe tenha sequer conseguido detectá-la. Para isso, os pesquisadores se concentraram nos fluxos de plasma que escapam e retornam à superfície solar – fios de gás ionizado altamente energéticos.

Essas ondas de plasma são semelhantes às ondas sonoras emitidas por um instrumento musical. O sol é um pouco como um saxofone: do mesmo jeito que você pode fazer sons diferentes dependendo das chaves que pressiona e do quando expande a tubulação do instrumento, as frequências das ondas de plasma mudam dependendo de quão grande é o sol.

Embora seja uma tarefa complicada, essa alteração pode ser medida com bastante precisão. Foram necessários 21 anos de observações usando dois telescópios espaciais da NASA para alcançar a descoberta.

Essa “respiração” que altera a forma da nossa estrela, como você pode já ter imaginado, tem a ver com o ciclo solar.

Ciclo solar

A cada 11 anos, o sol se move de um máximo para um mínimo solar.

No máximo, jatos solares de intensa atividade magnética ocorrem com mais frequência e se agrupam no equador da estrela. Tais “manchas solares” aumentam as chances de tempestades solares, o que pode significar qualquer coisa, desde auroras mais potentes em nossos céus até problemas nas nossas infraestruturas elétricas. Durante o mínimo solar, manchas solares se tornam mais raras.

Este fenômeno é impulsionado pela atividade magnética no interior do sol. De fato, as ondas de plasma que a equipe do novo estudo rastreou ficam abaixo da superfície da estrela, na ordem de vários milhões de metros.

Os cientistas concluíram que o sol se expande um pouco durante o mínimo e se contrai um pouco durante o máximo solar.

Por quê?

A equipe não sabe porque essa mudança de tamanho ocorre. Os cientistas não têm atualmente uma “teoria” que ligue os deslocamentos às atividades magnéticas internas do sol, mas eles acreditam que haja uma associação. No caso, a “respiração” pode estar relacionada à mudança na orientação dos campos magnéticos que ocorrem durante o ciclo.

A alteração incrivelmente pequena nas dimensões solares não afeta o clima na Terra. Nosso maior problema continua sendo a mudança climática que nós mesmos estamos causando.

As descobertas foram publicadas em um artigo na revista científica The Astrophysical Journal. [IFLS]

Centro da Via Láctea: mais recente imagem artística obtida. Buraco Negro ou Olho do Turbilhão?

quinta-feira, agosto 2nd, 2018

xxxx

Estonteante imagem mostra a visão mais clara já feita do centro da Via Láctea

“A imagem incrível foi criada a partir das observações do novo rádiotelescópio MeerKAT, na África do Sul. Seus 64 pratos coletam ondas de rádio de todo o universo, usadas neste caso para construir um retrato… Não podemos observar Sagitário A* em luz visível, porque ele está envolto em espessas nuvens de poeira e gás. Com a tecnologia um radiotelescópio deste porte, no entanto, os cientistas conseguem espiar através da poeira… “O centro da galáxia era um alvo óbvio: único, visualmente impressionante e cheio de fenômenos inexplicáveis – mas também notoriamente difícil de fotografar usando radiotelescópios”…

Essa imagem inclui filamentos perto do próprio buraco negro, que não aparecem em nenhum outro lugar da nossa galáxia. Esses filamentos são longos, estreitos e magnetizados. Sua origem é um mistério…”

xxxx

Pesquisa: Radiotelescopio

Wikipedia: Contrastando com um telescópio óptico, que produz imagens a partir da luz visível, um radiotelescópio observa as ondas de rádio emitidas por fontes de rádio, normalmente através de uma ou um conjunto de antenas parabólicas de grandes dimensões.

… Muitos dos corpos celestes, como os pulsares ou galáxias ativas (como os quasares), produzem radiação em radiofrequência e são, portanto, observáveis na região rádio do espectro electromagnético.

… Radio telescopes are the main observing instrument used in radio astronomy, which studies the radio frequency portion of the electromagnetic spectrum emitted by astronomical objects, just as optical telescopes are the main observing instrument used in traditional optical astronomy which studies the light wave portion of the spectrum coming from astronomical objects.

… Since astronomical radio sources such as planets, stars, nebulas and galaxies are very far away, the radio waves coming from them are extremely weak, so radio telescopes require very large antennas to collect enough radio energy to study them, and extremely sensitive receiving equipment. Radio observatories are preferentially located far from major centers of population to avoid electromagnetic interference (EMI) from radio, television, radar, motor vehicles, and other manmade electronic devices.