Archive for outubro 12th, 2018

Cells Information networks: para entender celulas o mais importante e conhecer o fluxo de informacoes – Video

sexta-feira, outubro 12th, 2018

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https://embed.theguardian.com/embed/video/science/video/2010/nov/05/paul-nurse-life-information-networks

Sir Paul Nurse

Organisms are Informations Networks

Inicio da Pesquisa

 

Consciencia: o que e’.

sexta-feira, outubro 12th, 2018

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O psiquiatra Giulio Tononi disse:

“Todo mundo sabe o que é consciência: é aquilo que nos abandona toda noite quando dormimos sem sonhar e retorna na manhã seguinte quando acordamos.”

Existe outro fenomeno similar na Natureza. Todo anoitecer o Sol se esconde de nos e retorna na manha seguinte. Nao seriam os dois personagens – o Sol e a consciencia – tao diferentes, compartilhando o mesmo significado de existencia?

O Sol se poe toda a noite, mas ele não desaparece, não deixa de continuar existindo, no seu lugar. Nao seria a consciencia algo que existe em seu lugar, fora de nos ?

O Sol sai da nossa realidade visual e tátil durante a noite. Mas durante o dia ele volta a entrar na nossa bolha de existencia. Nao haveria atrelada ao nosso cerebro uma bolha na qual a consciencia entra quando acordamos e sai quando dormimos?

Mas ai somos levado a um pensamento exdruxulo, mas alentador: isso quer dizer que a consciencia entra em nos quando nascemos e sai quando morremos. Ela não morre quando morremos.

Se houver um inconsciente coletivo tal como Teilhard di Chardin imaginou, uma especie de camada atmosférica consciente do planeta formada por fragmentos dentro de cada cerebro humano, nos estaríamos inconscientemente vendo o SOL de todos os cantos da Terra onde e’ dia. Pois os 8 bilhoes de olhos – para o inconsciente coletivo seria apenas um so’. Entao no inconsciente coletivo deveria haver apenas uma visao do Sol, mesmo que nos individualmente vemos um fragmento dessa visao. Assim, talvez essa consciencia que vai e volta na verdade e’ uma so, pairando sobre todos nos… O que nos atrapalha e’ que somos uns “bolhas”, e isto acontece por causa do ego egoista individualista.

E la vem alguem querendo mais carona nessa carruagem de opiniões. Ele vem dizendo que a Humanidade e’ um individuo que tapa o olho esquerdo com uma mão e ve o SOL com apenas o outro olho que fica aberto na outra metade do planeta. Depois ela troca os olhos e ve o Sol na metade de ca. E assim vive sucessivamente trocando os olhos… Ele arremata que nunca consegue entender estes comportamentos esquisitos dessa Humanidade.

Eu ando por ai com aquelas arapucas de rede para pegar borboletas, tentando achar e pegar a minha consciencia. Ou a de outro que por acaso esteja perdida por ai. Um dia ainda agarro ela…

Cerebro: Duas consciencias diferentes nos dois hemisferios?

sexta-feira, outubro 12th, 2018

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O PARADOXO DO CÉREBRO DIVIDIDO ( Uma nova perspectiva no entendimento dos hemisférios)

Uma diferença entre a imagem baseada na hierarquia corporativa de uma empresa – e a verdadeira estrutura do cérebro, pode ser observada no caso curioso de pacientes com cérebro dividido. Um traço incomum do cérebro é que ele tem duas metades, ou hemisférios, o direito e o esquerdo, praticamente idênticos. Durante muito tempo os cientistas se perguntaram por que o cérebro tem essa redundância desnecessária, pois consegue funcionar mesmo quando um hemisfério é totalmente removido. Nenhuma hierarquia corporativa apresenta essa estranha característica. Além disso, se cada hemisfério tem consciência, isso significa que temos dois centros de consciência dentro do mesmo crânio?

O dr. Roger W. Sperry, do California Institute of Technology, ganhou o Prêmio Nobel em 1981 ao mostrar que os dois hemisférios cerebrais não são cópias exatas um do outro, e de fato desempenham funções diferentes. Essa descoberta causou furor na neurologia (e gerou uma indústria duvidosa de livros de autoajuda que pregam a aplicação da dicotomia cérebro-esquerdo/cérebro direito na vida diária.) O dr. Sperry estava tratando de epiléticos, que às vezes sofrem de convulsões do tipo “grande mal” provocadas pelo descontrole do processo contínuo de realimentação (ou ciclos de feedback) entre os dois hemisférios do cérebro. Tais convulsões – causadas pelo mesmo processo que gera o som estridente da microfonia – podem até matar. O dr. Sperry começou por cortar o corpo caloso, que liga os dois hemisférios do cérebro, de modo que não mais se comunicassem, e assim não compartilhassem informações entre os lados direito e esquerdo do corpo. Isso geralmente fazia parar o processo de realimentação e as convulsões. A princípio, os pacientes com cérebro dividido pareciam perfeitamente normais. Continuavam alertas e mantinham uma conversa naturalmente, como se nada tivesse acontecido. Porém, uma análise mais minuciosa desses indivíduos mostrou que havia algo muito diferente neles.

Normalmente, os hemisférios se complementam, com os pensamentos indo e vindo de um a outro. O cérebro esquerdo é mais analítico e lógico. É onde se encontram as habilidades verbais, ao passo que o direito é mais holístico e artístico. Mas o cérebro esquerdo é dominante, é o que toma as decisões finais. Os comandos passam do cérebro esquerdo para o direito por meio do corpo caloso. Se essa conexão é cortada, o cérebro direito fica livre da ditadura do esquerdo. Talvez o cérebro direito tenha vontade própria, contrariando os desejos do esquerdo dominante. Resumindo, pode haver duas vontades agindo dentro do mesmo crânio, às vezes brigando pelo controle do corpo. Isso cria a estranha situação em que a mão esquerda (controlada pelo hemisfério direito) começa a agir de forma independente de nossos desejos, como se fosse um apêndice externo. Há um caso documentado de um homem que estava a ponto de abraçar sua esposa com uma das mãos, quando descobriu que a outra mão tinha uma intenção diferente: dar um soco no rosto dela. Uma mulher relatou que estava pegando um vestido com uma das mãos enquanto a outra mão pegava uma roupa totalmente diferente. E um homem não conseguia dormir à noite com medo de que a mão rebelde fosse estrangulá-lo. Às vezes, pessoas com cérebro dividido pensam que estão vivendo em um desenho animado, com uma das mãos tentando controlar a outra. Alguns médicos chamam isso de “síndrome do dr. Fantástico” [dr. Strangelove], por causa da cena do filme em que uma das mãos do doutor luta contra a outra.

Após estudos detalhados de pacientes com cérebro dividido, o dr. Sperry concluiu que poderia haver duas mentes distintas operando num único cérebro. Ele escreveu que cada hemisfério é “de fato um sistema consciente em si mesmo, capaz de perceber, pensar, lembrar, raciocinar, querer, se emocionar, tudo isso num nível caracteristicamente humano, e (…) os dois hemisférios podem estar passando por experiências mentais diferentes, e até conflitantes, ao mesmo tempo”. Quando entrevistei o dr. Michael Gazzaniga, da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, uma autoridade em pacientes de cérebro dividido, perguntei como podem ser feitos experimentos para testar essa teoria. Há várias formas de comunicação com cada hemisfério sem o conhecimento do outro. Pode-se, por exemplo, colocar no sujeito óculos especiais em que aparecem perguntas diferentes diante de cada olho, de modo que é fácil direcionar perguntas a cada hemisfério separadamente. O difícil é tentar obter uma resposta de cada hemisfério. Como o cérebro direito não consegue falar (os centros da fala estão situados no lado esquerdo) é difícil obter suas respostas. Dr. Gazzaniga me disse que, para descobrir o que o cérebro direito estava pensando, ele criou um experimento em que esse hemisfério (mudo) conseguia “falar” usando peças com letras, como num jogo de palavras cruzadas. Ele começou perguntando ao cérebro esquerdo do paciente o que ele iria fazer depois que se formasse. O paciente respondeu que queria ser projetista. Tudo ficou mais interessante quando a mesma pergunta foi feita ao cérebro direito (mudo), que soletrou as palavras “piloto de carro de corrida”. Sem o conhecimento do cérebro esquerdo dominante, o cérebro direito tinha planos totalmente diferentes para o futuro. O cérebro direito tinha, literalmente, uma mente própria. Rita Carter escreve: “As implicações possíveis nos deixam aturdidos. Sugerem que todos nós podemos estar carregando por aí um prisioneiro mudo dentro do crânio, com uma personalidade, ambições e consciência de si muito diferentes das que acreditamos ter no cotidiano.” Talvez haja verdade na afirmação de que “dentro dele existe alguém ansiando por ser livre”. Isso significa que os dois hemisférios podem ter crenças diferentes. Por exemplo: o neurologista V. S. Ramanchandran descreve um paciente de cérebro dividido que, ao ser perguntado se era religioso, disse que era ateu, mas o cérebro direito declarou o contrário. Pelo visto, é possível ter duas posições religiosas opostas residindo no mesmo cérebro. Ramanchandran prossegue: “O que acontece quando essa pessoa morre? Um hemisfério vai para o céu e o outro vai para o inferno? Não sei a resposta.” É concebível, portanto, que uma pessoa de cérebro dividido possa ser republicana e democrata ao mesmo tempo. Se perguntarmos em quem ela vai votar, ela dirá o candidato do cérebro esquerdo, pois o direito não consegue falar. Mas dá para imaginar o caos na cabine de votação quando essa pessoa tem que usar só uma das mãos.