Super-Organismo e a Aureola Mental em Volta da Terra

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Uma das dificuldades que nos afasta da hipótese do super-organismo e’ a nossa tendencia e necessidade de localizar os objetos no tempo e no espaço. Alguns podem imaginar a camada mental primeiro sugerida por Teilhard du Chardin como um anel a 100 metros acima do solo , como uma nuvem para onde estariam indo todas as metades direitas das mentes dos humanos, e depois para onde vão as outras metades esquerdas quando os humanos morrem.

Outros – lembrando-se da descrição da Dra. Jill Boltes sugerindo que estamos todos conectados por canais de energia – tendem a imaginar que esta aureola esteja na altura das cabeças humanas, ou seja, mais ou menos a um metro e meio do solo.

Não e’ destas maneiras que se deve pensar a hipótese do possível anel invisível. Temos que pensar em termos de realidades paralelas, onde mundos de objetos densos se relacionam superpostos a mundos de objetos menos densos que tambem se relacionam.

Lembrem-nos por exemplo da incrível e poderosa força gravitacional ou magnética que mantem a Terra ligada ao Sol. Não e’ possível a nos imaginar o tamanho desta força, no entanto, ela esta’ atravessando nossos corpos e em muitos sentidos nossos corpos são mais fortes que ela, pois eles conseguem realizar movimentos livres dentro do campo dessa força.

Para entender isto, imagine uma prancha inclinada, como um escorregador de brinquedo para crianças, nas areias da praia. Podem ter grãos de areia na prancha sendo sustentados por um minimo de força qualquer, de atracão entre a matéria da areia e da prancha. Quando um humano emprega sua força para empurrar a prancha, para o grão de areia isto seria uma força descomunal. Mas a força, apesar de estar vindo de um agente a frente do grão e atingindo um objeto atras do grão – estando portanto o grão de areia no meio da força – não atinge o grão, tanto que ele consegue se mover caindo para baixo. A prancha vai, mas o grão fica.

Não vemos e não sentimos a enorme força de atracão entre um planeta e uma estrela porque somos como grãos de areia no meio desta força. Mas sabemos que esta força, sua substancia, que preenche seu campo de força, existe. Apenas esta’ numa realidade paralela de uma dimensão astronômica, diferente da nossa pequena dimensão. Ora, se houver a camada mental do inconsciente coletivo como um anel em volta da Terra, torna-se insensato querermos pensar num local de situação para esta camada. Ela e’ astronômica, nos movemos entre ela como grãos de areia. São camadas superpostas de dimensões, realidades, que escapam aos nossos sensores cerebrais. Com isso, diminui-se um pouco nossa dificuldade em aceitar e investigar a hipótese dessa camada mental do que sera’ um super-organismo inconsciente mas portando consciência, como queiramos seja Gaia. E’ possível que esta camada sutil esteja aqui mesmo `a nossa altura, como viu a Dra Jill em seu derrame cerebral.

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