Analogia Entre o Processo do Pensamento Com o Processo Geográfico dos Rios e Oceanos

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Uma imagem interessante sobre o mistério dos pensamentos e da mente me surgiu na “mente” agora:

Como, porque, e para que? – este planeta produziu este fenômeno de neurônios emitindo sinapses que funcionam como pensamentos? Qual o estado anterior deste planeta – ou do sistema astronomico ao qual ele pertence – forneceu a forma e os mecanismos para o fenômeno tal como ele se apresenta dentro de nossas cabeças, aqui e agora?

A imagem que pintou no meu cérebro apos me fazer estas perguntas foi a seguinte:

Imagine um pequeno rio cujas águas correm serpenteando no meio de vales. Em certo local existe uma queda abrupta do terreno , o que faz as águas caírem abruptamente, formando uma cascata. Ao bater nas pedras la’ embaixo as águas encontram um mais amplo espaço nos vales portanto se abre num largo, com até 800 metros de largura, como os grandes rios do Amazonas.

Como o continente continua a declinar e diminuir sua altura `a medida que se aproxima do nível do mar, esse grande rio termina por desembocar no imenso oceano, o qual circunda o continente.

Pois bem, voltemos aos pensamentos, `a mente.

Pensamentos – ate’ que a neurologia elabore uma teoria melhor – são produzidos quando neurônios disparam substancias químicas eletricamente carregadas na direcao de outros neurônios `a sua volta. Observando com o MRI uma certa região do cérebro em atividade, veríamos estas sinapses semelhante a imagem de uma região do Amazonas cheia de pequenos fios de rios correndo nos vales. Em dada região do cérebro – como possivelmente o hipocampo – estas sinapses caem abruptamente formando como uma nuvem clara devido a luminosidade cargas elétricas na substancia química. Essa imagem se assemelha a imagem dos grandes rios vistos na Terra.

Não podendo ser destruído nos limites do cérebro onde o imenso rio das pequenas sinapses ocorre – pois energia não se destrói – estas especies de nuvens abstratas e invisíveis ( que foi amplamente mencionadas por Pietro Ubaldi com o nome de “neuras”, em seus grossos volumes descrevendo o que ele dizia ver por clarividência), emergem dos cérebros de 8 bilhões de humanos e desembocam num imenso anel circular localizado a dois metros da altura do solo circundando o planeta, no que Teilhard du Chardin denominou em sua teoria de ” camada mental do inconsciente coletivo do super-organismo Gaia”. Ai esta’ o oceano visto na imagem da Terra. E então – como sabemos que essas imagens de rios, cachoeiras e oceanos existiam neste planeta antes das origens da vida – encontramos o estado do mundo e os mecanismos que mais tarde a Natureza foi aprimorando até obter hoje tudo isso que ocorre dentro de nossas cabeças…

Quando eu era adolescente e sem teto – sem família, e dormia escondido no porão da biblioteca municipal e como rato noturno devorava todos aqueles livros com muito prazer, eu roubei um grande livro ilustrado – o Atlas – e durante o dia ficava no banco da praça com um lápis vendo os mapas e redesenhando-os em folhas de papel de embrulhar pão que eu roubava da padaria. Eram meus cadernos. E me lembro que um dia um dois adultos me observando, enquanto passavam um comentou: ” Esse moleque quer botar o mundo dentro da cabeça…” Mas ao mesmo tempo no porão da biblioteca tinha livros de biologia/anatomia com as figuras dos órgãos do corpo humano e também os desenhava, pensando neles. Tal era minha concentração naquelas figuras que acabei notando uma interessante semelhança: a figura de uma placenta cheia de pequenas veias, e estas se juntando na extremidade da placenta formando uma grande veia que la’ ia pelo cordão umbilical e se esparramava no corpo da mãe…( esta coisa adorada que me fazia falta todas as noites pois perdera a minha quando tinha 3 anos), era exatamente igual ao mapa da America do Sul, vendo-se os pequenos afluentes da Amazônia se juntando, formando o grande Rio Amazonas, que depois saia do continente-placenta e se esparramava no oceano.

Curioso corri a ver novamente os mapas dos outros continentes e todos tinha mais ou menos a mesma imagem, todos tinha um grande rio (o Nilo na Africa, o Vouga, Reno, na Europa, o Mississípi-Missouri na America do Norte). Todos os continentes formavam o que se denomina “bacias”, a imagem e semelhança de como a placenta forma a grande veia com seus pequenos vasos serpenteantes!  Inclusive a bacia da placenta esta’ dentro da bacia dos quadris…! Nesta idade comecei a perceber que o berço embrionário de cada individuo humano imita exatamente o berço geográfico da Humanidade, ou seja, do conjunto de todos estes indivíduos. Era o estado do mundo antes da origem da vida se repetindo em imagem e semelhança num estagio avançado da evolução da vida, quando esta mesma espetacular artista, a Natureza, aplicava o mesmo método, os mesmos mecanismos, para criar suas obras de arte. Mas na época não tinha muito tempo para ficar embevecido admirando as figuras e pensando nisso, pois tinha que arrumar algumas moedas para comprar bananas e pão e aproveitar roubando mais umas folhas na padaria para meu caderno.

Naquela infância eu me perguntava se existiria um Deus como os adultos diziam e se ele seria a mente inteligente por trás desa natureza artista.mas imediatamente me lembrava que a metade da obra desta natureza ‘e uma obra porca, cheia de dor, gemidos, e ranger de dentes, de ovelhas sendo devoradas vivas por leões, bebes humanos sendo comidos vivos por anacondas na Africa, e afastava esta ideia de deus como mente dessa natureza. Mais parecia que o dabo estava ou trás dela. Ou então Deus criou essa natureza artista e foi embora, deixando-a a seu livre sabor por aqui. Porem, todo artista tem que fazer um borrão no quadro onde vai assentar o desenho final, sua obra terminada. Então este estagio da natureza mostra que tudo esta sob o reino do caos, como nos encontramos na Terra, seria o borrão do artista. Uma artista desastrada, diga-se de passagem, pois ela não esta’ notando que no seu borrão aqui tem seres vivos que sentem dor e sofrem e estão pagando o pato em seus borrões.

Claro, hoje, e depois da selva amazônica, minha visão de mundo tem outra interpretação desta realidade. Aprendi por exemplo que toda vez que esta Natureza criou uma nova forma do sistema natural universal, ela aplicou o mesmo processo: primeiro tem uma fase dos ovos botado fora e abandoados a própria sorte; e depois vem a segunda fase mostrando que minha interpretação da primeira fase foi uma ilusão de ótica, pois na verdade os ovos sempre ficaram protegidos dentro do sistema maior e então começa a fase dos ovos mantidos dentro, nutridos e protegidos ate sua maturidade. A fase dos ovos botados fora explica porque este nova forma de sistema natural denominada auto-consciência esta passando e sujeita a predadores e tantas tragedias ao sabor do acaso. E também na selva aprendi que este Universo e’ como uma placenta formada de galaxias dentro da qual esta sendo reproduzido a ” coisa desconhecida” que gerou este Universo através de um Big Bang assim como o pequeno big bang que acontece dentro do ovulo quando rompe bruscamente a membrana do espermatozoide e tem inicio a construção de uma nova vida. Então neste Universo esta ocorrendo um mero processo natural de reprodução genética onde nos e mais os trilhões de outros seres semi-conscientes como nos espalhados por este Universo afora estamos construindo um embrião auto-consciente que sera nosso próprio corpo unico futuro, e como este embrião agora, aos 13,8 bilhões de anos desta placenta-universo esta’ apresentando o fenômeno da autoconsciência assim como todo embrião humano aos sete meses começa a apresentar sinais de auto-consciência, e isto porque fora do nosso saco embrionário existem pais autoconscientes que passaram geneticamente esta autoconsciência para o embrião, assim tambem a coisa desconhecida alem deste Universo deve sr um sistema natural autoconsciente. mas assim como a menina quando descobre no primeiro mês que esta gravida e a unica coisa que ela sabe e’ que dentro dela tem genes trabalhando e formando um caroco, assim deve ser este ser ex-machine fora do Universo, a forma como ele deve saber que estamos existindo,porem, ainda como genes quase invisíveis para ele. A natureza traquinas aproveita esta invisibilidade e taca tinta nos seus borrões, e nos pagamos o pato aqui.

Espetacular? Fantástico? Porem, seria fantastica a habilidade artística quase inteligente da Natureza quando cria suas coisas complexas e funcionais, ou esta minha imagem mental seria apenas produto da imaginação de uma humanidade ainda infantil que ainda ontem acreditava em fantasmas e amigos invisíveis supernaturais e inclusive falava para eles, no que denominamos de “orações”? Esqueça a filosofia agora e retorne no texto acima e aprecie a analogia das duas imagens… Se a minha imagem for semelhante a realidade, você estará dando um valioso passo na sua evolução mental, pois sua mente que ainda nao abriu seu “terceiro olho” para ver seu próprio corpo e o ambiente que a rodeia, ou seja, a cela escura dentro do cranio – estará’ tendo uma pista de como sera sua substancia corpórea e o ambiente em que ela esta, a nivel astronomico.

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Pesquisa: Preciso retornar `a biblioteca de Londrina, ou da Universidade de Londrina, onde estavam, a 30 anos atras, os livros de Pietro Ubaldi e reler aquilo. Agora me despertei e me interessei pelas suas “correntes de neuras fluindo na atmosfera terrestre”… pois naquela época quando li, e cético como era, apenas fiquei me perguntando como o cérebro humano poderia produzir tanta imaginação de fantasias inexistentes. E talvez – se toda essa hipótese acima estiver errada – eu esteja no mesmo caminho do Ubaldi… ou talvez ele realmente estava “vendo” fatos reais!

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