Na busca por Deus

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Como um embrião que ainda se encontra no ambiente intrauterino começa a pensar, se não sabe nenhuma linguagem, nenhum idioma? Pois pensar e’ falar com o cérebro, só conhecemos pensamentos que se compõem de palavras. Tente pensar evitando palavras… eu tentei e não consegui. Tambem tem as imagens. Pensar depende de imagens que estão na memoria porque foram vistas antes. E um embrião nunca abriu seus olhos, nunca viu nenhuma imagem.

Então, como devem ser os primeiros momentos, dias, nas origens dos pensamentos em um novo cérebro?

Aos 6 ou 8 meses da embriogênese a auto-consciência começa a existir. Usamos esta palavra, este nome “auto-consciência” para um fenômeno que não vemos e quase nada sabemos, assim como usamos o nome ” força gravitacional”, ou “energia”, para coisas que não temos a menor ideia do que sejam na realidade. Mas nos sabemos que ela existe porque a sentimos e vemo-la movendo a matéria, ao menos a matéria do nosso corpo, então vemos os efeitos nas redondezas da auto-consciência, mas a fonte destes efeitos, não temos a menor ideia do que seja.

Mas nos podemos apostar que sabemos qual a causa da existência da nossa auto-consciência, individual, como e porque foi suas origens, apesar de que nada sabermos da causa e das origens da auto-consciência coletiva. A nossa auto-consciência individual não tem como causa a invenção dela pelo nosso cérebro individual, e sim porque ela já existia no mundo e foi inserida no genoma do embrião pelos genitores. Ela ficou escondida, hibernando, como potencial latente, durante 6 ou 8 meses e apenas despertou, apenas começou a engatinhar, quando o cérebro sendo formado alcançou um certo nível de complexidade.

Se sabemos que nosso cérebro individual não “criou” nossa auto-consciência, sera’ um desvio da Razão a crença daqueles renomados cientistas na vanguarda hoje da pesquisa neurobiológica de que o cérebro coletivo “criou” a auto-consciência. O que temos de fato conhecido aqui e agora é que nenhum dos cérebros existentes criou auto-consciência. Perante o fato que temos aqui e agora, consciência é transmitida e não criada. Então crer que cérebros antepassados e mais primitivos criaram consciência, é deixar a realidade conhecida da Natureza e dar ares `a imaginação.

Mesmo assim os materialistas vão insistir sempre repetindo uma palavra: evolução. mas vão proceder assim porque foram condicionados a pensar redutivamente, pelo meto reducionista. São incapazes de abrir a mente para o amplo horizonte. Evolução não começou na Terra e nem com sistemas biológicos, ditos “vivos”. Evolução começou com o Big Bang. E quando inserimos o fato também conhecido da evolução cosmológica no conceito geral de evolução, visualizamos rapidamente que ela deve ter sido transmitida.

Esta bem. Eu sei da atual teoria evolucionista de que não são indivíduos que fazem a evolução e transformação de uma especie em outra mas sim um grupo deles, a população. Então estes cientistas me responderiam (penso eu), que uma população de cérebros – o coletivo – pode criar auto-consciência, como uma nova novidade evolucionaria. Mas ainda assim me sinto inconfortável com essa possibilidade, pois não vejo como a matéria poderia dar este universal salto de ser uma mistura de rocha+água+gazes, antes, e hoje e essa simples mistura ter-se transformado em algo que tem consciência da própria existência. Vem a meu favor o fato de que ninguém provou que auto-consciência e’ composta de algum ou todos os estados da matéria conhecidos – solida, liquida, gasosa – ou ainda de um novo estado teórico – plasma. Eu posso entender que peixes acabem transformando barbatanas em asas e virando pássaros, pois o esforço de sobrevivência e adaptação poderia fazer isso. Mas não vejo nenhum motivo do porque o cérebro de macacos se esforçaram para inventar a auto-consciência. Por outro lado, sei que formas anteriores do cérebro humano de um baby eu de uma população de “beibies” não criaram a auto-consciência, apesar dela já estar previamente desenhada dentro deles, ela já existia em algum lugar fora deles. Então por isso vou apostar por enquanto que a auto-consciência não existia no sistema nervoso das bactérias e nem no cérebro do macaco – as formas anteriores do cérebro humano – mas já existia em algum lugar fora deles e estava escondida, existindo como potencial latente, dentro da genética das bactérias e dos macacos. Ela só não aflorou `a superfície porque o cérebro deles não tinha os equipamentos necessários para isso acontecer.

Então essa “teoria” inédita sobre auto-consciência, me poe a campo em busca dela. Ela deve estar permeando toda a matéria do Universo, como oceano em volta de uma ilha, `as vezes com suas águas invadindo a ilha. A teoria diz que ela existia antes do universo e existe ao menos alem dele. Se eu a encontrar, terei encontrado o que os religiosos procuram sob o nome de Deus, apesar que não posso usar este nome porque penso que vou encontrar um ser natural, apesar de supernatural pela sua grandeza.

Mas para chegar ao Supremo, tenho antes que ir resolvendo estas questões que apenas surgem na minha cabeça porque esta teoria me faz pensar diferente. Questões como a que surgiu aqui agora: como os embriões começam a pensar, se não tem linguagem nem imagens?! E também devido apenas eu fazer estes tipos de perguntas, apenas eu penso em fazer certas experiencias cientificas. Como a tentar inserir um celular na bolsa onde esta’ um embrião para ver se ele atende o telefone e me conta esse segredo…

E se Deus ler isto aqui, nessa hora Ele poe as mãos na cabeça e exclama: ” E eu vou deixar um louco destes me encontrar? Nunca!”