Como e porque os Humanos inventaram o fantasma ” Deus Magico e Perfeito”

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O Deus desse nosso Universo perceptivel nao e’ um “ser perfeito”, e “magico todo-poderoso”, como o definem os crentes apelando ao argumento ontologico (explicado abaixo). O gerador ( e nao criador, pois a palavra criacao nao cabe aqui) deste Universo perceptivel e’ um ser extra-universal, com uma auto-conciencia madura, enquanto a nossa e’ ainda embrionaria. Porem ele e’ totalmente natural, um Sistema auto-consciente natural, que gera universos e vida pelo processo natural genetico, assim como nos geramos ovos e neles os nossos filhos. Deus gera universos para se reproduzir, como nos nos reproduzimos. Sem magicas e sem total poder sobre suas geracoes, como os pais nao tem poder total sobre o que fazem os genes que constroem seus filhos.

Bem, isso ‘e o que estao sugerindo os modelos teoricos da Matrix/DNSA Theory. E isso entra em conflito com a crenca deista supernatural. Entao devo procurer explicar onde esta o erro nos adversaries.

Acontece que – representando a vida na Terra – somos herdeiros diretos desta galaxia que nos cerca, ela foi nossa ancestral e hoje o fossil desse ancestral. E quando estavamos na forma deste nosso ancestral cometemos um erro imperdoavel para as leis naturais. Decidimos ser Sistema fechado em si mesmo. Fizemos de nosso corpo a maquina mais perfeita possivel de existir, um complet0 eden paradisiaco, e nele nos fechamos cortando relacoes com todo o resto do mundo, esperando viver assim em gozo por toda eternidade. Interrompemos nossa evolucao. E nos demos o nome de “Via Lactea”.

Mas galaxias nao sao as maiores estruturas do mundo. Acima delas tem os universos, que, inclusive, as contem. E o Universo possui um recurso contra esta rebeliao, chamada de “Lei de Clausius” a qual provoca a degeneracao e morte de tudo que entrar por este caminho errado. esta lei esta descrita no Segundo principio da termodinamica e seu processso e’ medido pela entropia.

Com isso, nos, na pele do nosso ancestral, caimos, fragmentados em milhares, bilhoes, como sistemas abertos a evolucao, tendo que recomecar tudo de novo. Mas enquanto ainda estamos nessa fase inicial, somos mais reproduzidos como filhos da galaxia que filhos do deus extra-universal e com isso herdamos e ainda mantemos a tendencia aquele erro colossal, de ser perfeito na forma de eden paradiasiaco mecanizado. Devido a esta tendencia oculta, claro, ao imaginar-mos um deus, o imaginamos 1`a imagem do nosso sonho supremos, ou seja, a de um ser perfeito, unico, todo-poderoso, etc.

Deus nao e’ assim ( e apenas isso explica estes 50% de pessimo desenho desta natureza, da existencia de caos, carnificina, torturas, etc.). Deus e’ um ser superior a nos como os pais sao superiors ao feto do filho que a mae traz na barriga, mas nao e’ magico capaz de fazer aparecer um aviao do nada.

Argumento ontológico ( Wikipedia)

Um argumento ontológico é qualquer argumento que defende a existência de Deus através da ideia de que Ele é obrigatoriamente um ser perfeito e, portanto, deve existir. Os critérios para a classificação de argumentos ontológicos não são exatos e amplamente aceitos, mas eles geralmente partem da definição de Deus e chegam à conclusão de que a sua existência é necessária e certa. Esse tipo de argumento é unicamente um raciocínio a priori e faz pouca ou nenhuma referência a posteriori, de cunho empírico.

Acredita-se que o primeiro argumento ontológico foi proposto pelo teólogo Anselmo de Cantuária. Anselmo definiu Deus como sendo a maior coisa que a mente humana pode conceber e defendeu que, se o maior ser possível existe na imaginação, ele também deve existir na realidade. Ele colocou em seu argumento que uma das características de tal ser, o maior e melhor que se pode imaginar, é a existência. No século XVII, o filósofo René Descartes propôs argumento similar. Descartes publicou diversas variações de seu argumento, cada uma centrada na ideia de que a existência de Deus é imediatamente deduzida de uma ideia “clara e nítida” de um ser supremo e perfeito. No início do século XVIII, o matemático Gottfried Leibniz retoma as ideias de Descartes para tentar provar que uma “supremacia perfeita” é um conceito coerente. ( cont. a ler)

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