A INTERESSANTE VISÃO DA TEORIA DA SAGRADA GEOMETRIA – Nassim Haramein

(Êste artigo está com problema, com textos repetidos e diferenças nas cópias: clique no titulo em azul no final do artigo para ver o problema)

  • O Físico Nassim Haramein –  Teoria da Sagrada Geometria

INTERESTING VIEW OF THE SACREDY GEOMETRY THEORY

Para meu tipo de gôsto, foi melhor gastar uma hora de meu tempo assistindo um vídeo com um palestra de um físico excêntrico e meio maluco chamado Nassim Haramein, intitulada “Sacred Geometry & Unified Fields”, do que as muitas horas que gastei assistindo certos filmes que no final nada tinham de alimento para o cérebro. 

 Aqui descrevo e relato minha opinião mas quem quiser ver os vídeos (são seis partes e em inglês) vá no Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=F71qWfxgIu4 

O  “cara” é uma figura, um “desajustado” no atual esquema da comunidade oficial dos físicos e na sua forma de pensar o Universo. Com uma mente brilhante. Pena que meio desviada da Natureza devido se basear muito na Física e na Matemática, áreas onde os cientistas não o aceitam muito bem, desacomodados que ficam com suas idéias exóticas. 

Para se ter uma idéia (apesar de que isto é apenas minha opinião), de como a Física e a Matemática levadas ao extremo intelectual podem conduzir o buscador para fora da realidade, basta ver a conclusão de um “scientific paper” registrado por Nassim e intitulado “The Schwarzschild Proton”. O qual conclui: “ The Schwarzschild proton fortemente sugere que a matéria em tôdas as escalas pode ser organizada por buracos negros, um átomo apresenta fenômenos similares aos dos buraco-negros, e portanto levando à unificação escalar das fundamentais fôrças da matéria.” (The Schwarzschild proton strongly suggests that matter at many scales may be organized by black-holes and black hole-like phenomena and thereby lead to a scale unification of the fundamental forces and matter.)

Para defender essa teoria êle tem registrado um “scientific paper”, intitulado  “The Schwarzschild Proton” que pode ser visto em “pdf” no site:

http://www.theresonanceproject.org/pdf/schwarzschild_proton_a4.pdf 

Ora, nos modêlos da minha Teoria da Matriz/DNA,  (que contem o modelo ideal perfeito da Matriz para organizar a matéria), também tem um buraco negro, na Função 1, e êle é, de fato, o inicio do processo da organização da matéria em qualquer tipo de sistema natural, mas a história não termina aí, isto é apenas o começo de um processo, apenas 18% do processo total da criação, sendo que depois da atuação do buraco negro vem as atuações de F2, F3, até F7. A Física não pôde até agora enxergar o quadro todo porque ela lida com o aspecto alectro-magnético e mecânico da realidade sem ver que cobrindo todos estes aspectos e até mesmo como fundação preliminar de todos eles existe uma cobertura vital, biológica. Essa cobertura biológica cósmica não pode ser descrita pela linguagem matemática e assim a Física fica sem o elo entre as Evoluções Cosmológica e a Biológica. E apesar de Nassim ser um dissidente e mais exigente que os físicos da Academia, êle  é um gênio, muitas vêzes êle tem insights espetaculares que o aproximam demasiado da Matriz, sem no entanto ter tocado-a até agora. Vale a pena ouvi-lo. 

Nassim começa de forma bem humorada e agradável a contar o começo de sua vida escolar, como era um sujeito desligado com os pensamentos cheios de visões esotéricas e portanto com dificuldade para se concentrar em qualquer coisa material aqui e agora. Portanto era um aluno difícil. Mas muitos gênios o foram, basta lembrar de Einstein. 

Seu primeiro gôsto numa matéria escolar surgiu no dia que o professor iniciou uma disciplina nova, a geometria. E o professor escreveu no quadro negro “Dimensão Zero” e desenhou um ponto dizendo: “Essa coisa chama-se ponto, isso é dimensão zero  e isso não existe!”. Em seguida escreveu “Dimensão 1” e desenhou vários pontos alinhados e disse: “Essa coisa chama-se “linha”, mas isso não existe também.” Nassim diz que pensou naquêle momento: “É… parece que vou ter péssimos tempos com essa matéria. Se estou vendo o ponto e a linha como é que isso não existe?!” Em seguida o professor aumentou os pontos de maneira perpendicular dezenhando mais três linhas reultando na figura de um quadrado e escreveu “Dimensão 2”, explicando: “Isso é um plano e tambem… não existe!”

Nêsse ponto os alunos estavam demasiado encolhidos em suas cadeiras e quase pedindo para sair da classe, achando que o professor estava biruta. Mas a tortura ia terminar logo. Pois o professor desenhou mais alguns planos iguais aquêle, conectando-os e resultou na figura de uma caixa, um cubo, e escreveu “Dimensão 3”, explicando: “Isto é chamado de cubo e isto sim, existe!” 

Em seguida Nassim põe um ponto de interrogação dentro do cubo significando “não-existente”. Parece-me que êle quer insinuar que o mundo existe apenas como um container, e o que está dentro não existe (se alguém souber explicar isto, agradeço, aqui não entendí bem seu inglês). Mas o que Nassim diz a seguir é interessante: “Aqui está a base do conhecimento de tudo e isto é uma incógnita que nunca foi solucionada, mas se pensar-mos na solução errada aqui ou se saímos daqui de maneira errada tôdas as nossas teorias, como a String, etc., e todos nossos conceitos firmados estarão errados, porque a nossa base estaria errada.” Só por isso, Nassim já justificou sua existência. E ele não faz como muitos casos da Física oficial imitam o avestruz, escondendo a cabeça na areia  ou varrendo os problemas para debaixo do tapête. Não, ele não esquece dêstes mistérios não solucionados que estão lá no principio, como fundação  de todo o castelo cientifico-matemático, mistérios êstes que pode revelar no final ter sido nosso castelo teórico construído sôbre areia movediça. 

Depois daquela aula Nassim entrou no ônibus a caminho de casa, dormiu e têve um sonho revelador. Porque será que muitas das mais importantes descobertas aconteceram quando o gênio estava viajando e têve um sonho?! Lembram-se de Kekulée? Resolveu um dos maiores mistérios químicos da época que era a questão de como se arranjam os átomos do benzeno e ele viajando numa carruagem sonhou com atomos dançando em forma de… ” ciranda, cirandinha, vamos todos cirandar…”, e acordou gritando ao mundo: “Os átomos também dançam, a ciranda, a fórmula do benzeno é em forma de ring, de anel! ”  

Mas Nassim têve assim sua experiência meditativa que todos devemos praticar, se queremos desvendar os segrêdos da existência. Imagine que sua mente está saindo de seu corpo e subindo, sua casa vai se distanciando lá embaixo parecendo um ponto na cidade, a cidade vai parecendo um ponto no continente, o continente um ponto no planeta, o seu corpo um ponto entre seis bilhões de outros pontos, o planeta um ponto no sistema solar e você continua subindo, o sol parece um ponto na galaxia, a galaxia é apenas um ponto entre bilhões de galaxias e quando fora do Universo êste é apenas um ponto ao longe talvez entre uma infinidade de outros pontos… Aí você  começa a retornar e entra no ponto que é o Universo e vê uma infinidade de pontos dentro que sào as galaxias e entra na Milk Way e vê uma infinidade de pontos que são as estrêlas, procura a nossa e enfim, de ponto dentro de ponto você retorna a um ponto dentre 6 bilhões de outros que é o seu corpo. Mas não pare aí: olhe a palma de sua mão e vê que ela é formada de bilhões de pontos que parecem galaxias mas são células e olhe dentro das células e vê milhões de pontos que são os átomos e olhe dentro dos átomos e vês particulas, então continue olhando dentro de particulas e mais pontos e … isso parece que nunca vai terminar. 

Vendo o mundo assim, desta forma racional e real, qual o sentido da existência? Do mundo, de nós mesmos? Mas eu não tentei obter minha visão do mundo através dêste método porque o “infinito” é por enquanto uma criação da mente humana que não foi provada cientificamente e porque não acredito no calculo infinitesimal onde a dízima periódica, 0,333333…. ao infinito não teria fim. Eu nunca ví nada infinito mas sim vejo que tudo tem um limite e quando alcançado êste tudo se transforma: se começamos a dividir matéria, a certo ponto não estaremos mais dividindo massa e sim energia apenas e depois não mais energia ordinária e sim vórtices quãnticos… e depois… Como já disse alguém: ‘Para provar que existe infinito alguem teria que ir lá e avançar um pouco alem…”.

Como tambem para provar que o mundo é finito alguem teria que ir no fim e continuar infinitamente alem, para provar que não existe nada depois… nossa visào de mundo deve ser por isso sempre uma questão aberta, e isso evita fundamentalismos, radicalismos e desvios da realidade.

E permita-me mais um parentêsis na palestra do Nassim. Êste exercício mental do observador ver tudo como pontos dentro de pontos pode ser deprimente para nós, pois percebemos que somos meramente um ponto dentre uma infinidade dêles. Mas êste desagradavel pressentimento não tem razão de ser. Pois todos os pontos possuem algo em comum ( a evolução que os conecta, a constituição primordial, um padrão de organização, etc.). Mas existe um ponto que tem uma diferença em relação a tudo o mais. Uma propriedade que é apenas e exclusivamente sua. O corpo humano é o unico ponto conhecido que tem inteligência, auto-consciência. Já nos tiraram do centro do Universo, do centro da criação, querem agora nos tirar a alma… mas o fato de que ainda somos “especiais”, ninguém pode nos tirar. 

Mas então, voltando a Nassim, é como se estivéssemos no meio, fôssemos uma grandeza de nivel médio, e se vamos para o maior, acima de nós,  chegamos a um ponto, e se vamos para o menor, abaixo de nós, chegamos a outro ponto. Nassim chama nossa atenção para êste assunto. Quando êle chegou em casa disse para a mãe que tinha aprendido uma coisa sensacional na escola, sôbre dimensões. – “O professor  – disse êle – estêve ensinando dimensões mas ( para desespero de sua mãe, completou…) o professor está errado!” 

E nota que existe um paradoxo. Espiritualistas e povo religioso em geral costumam acreditar que o mundo acima se abre num infinito interminável enquanto a comunidade cientifica levada pelo método reducionista costuma observar o mundo de fora para dentro como se tudo estivesse num sistema fechado. Interessante: os dois estão equivocados. 

Nassim observou na época que o finito e o infinito se revelam como pontos fora ou dentro e concluiu que tinha de arrumar uma solução para conectar estes dois disparates. E ele foi pelo caminho da geometria, inicialmente desenhando uma circunferencia, em seguida um triangulo dentro da circunferencia que suscitava uma quantidade de iguais menores circunferencias dentro da maiores e cujas menores poderiam com triangulos se multiplicarem em outras menores ainda e assim ao infinito, chegando bem perto da teoria dos fractais. Assim ele acredita que demonstrou que o finito e o infinito estão relacionados tornando-se a mesma coisa.

(Obs: parei correção ortográfica aqui) 

Mas porque geometria? E porque por um triangulo dentro de uma esfera? Só ele poderia explicar. Êste é o mal destas palestras e por isso não gosto delas. Se o expoente adota uma postura ou dá uma explicação que você não entende ou não concorda – e se voc6e não interromper imediatamente para esclarecer aquilo antes de avançar… todo o resto ficará obtuso para tí. Eu por exemplo quando estava pensando o mundo resolví pensar a partir da vida e pus um DNA dentro da incógnita esfera do mundo, quer dizer, um caminho totalmente diferente do caminho de Nassim. 

Mas foi válido o que Nassim fêz, num certo sentido. No fim sua figura tem milhares de iguais pontos esféricos dentro de pontos exatamente iguais, mas surge uma diferença marcante no todo. Cada esfera tem um centro, o qual está numa posição dentro da esfera maior que não é a mesma posição de todos os outros centros de todas as outras esferas. É o que diverge dentro de um mundo formado por uma infinidade do mesmo fractal: cada qual tem seu centro unico, especifico, dioferente de tudo o mais. Estaria por aí a causa de que nem um ser humano é igual ao outro? O seu centro, o seu super-ego? Portanto, deixei Nassim continuar a partir de uma premissa que não concordei porque de certa maneira ela tem algum valor, ela retorna de vez em quando tocando a realidade de maneira interessante. 

Qual o aspecto interessante em notar que dentro de uma esfera que parece um ponto e que representa o Universo inteiro e onde existe dentro um a infinidade de esferas iguais em diferente dimensões de grandeza, porem o que diverge entre todos é os centros de cada esfera? Que o mundo é dividido em dimensòes escalas. existe a dimensão dos átomos, para nós intocável e invisivel. Existe a dimensão das estr6elas, novamente intocável e mal visivel. e existe a nossa dimensão. Em cada dimensão repartida por seus centros, estes podem se conectarem, interagirem entre si. Uma conexão do tipo horizontal, espacial. Já quando olhamos o todo e vemos todos os diferentes tamanhos ao mesmo tempo uns dentro dos outros, as conexões se tornam dificeis ou não parecem não existirem. Conexão do tipo vertical,temporal, onde as diferenças de dimensões decorreram devido à evolução e a história. É o mesmo problema da minha fórmula da Matriz no seu aspecto de ciclo vital: pode existir uma conexão visivel e sensivel entre uma estrela e um planeta no plano horizontal, espacial, onde ambos existema ao mesmo tempo, mas fica dificel ver o canal de comunicação entre a forma de uma criança e a forma de adulto de uma mesma pessoa, pois as duas não existem ao mesmo tempo, mas a conexão existe, ou existiu. Enfim, a figura de Nassim nos leva a uma visão mais esclarecida de como o mundo parece formado por diferentes camadas de networks. estas diferentes camadas recebe em sua Física o nome de escalas, e Nassim se concentra muito nesse aspecto de escala, como se pode notar em seus “scientific papers”. 

Miostrando que dentro de uma unica esfera representando a totalidade do espaço podemos deixar um programa de computador rodando infinitamente criando esferas menores dentro das esferas existentes e que isso nunca teria um limite, Nassim salta para uma conclusão interessante: dentro daquela esfera maior que não se pode escapar, asssim como dentro das menores esferas invisiveis, pode-se inserir a mesma quantidade de informações. Na verdade, dentro do menor ponto possivel, pode-se, em teoria, inserir uma infinidade de informações. Coisa de louco… mas assim é a realidade. 

Se nós, como corpos, somos igualmente como um ponto, em nós podemos estocar uma infinidade de informações. Desta forma, através da geometria, da Física, da Matemática, voc6e tem uma noção não apenas espiritual, mas mec6anica, matemática, do potencial de infinitude que é a sua exist6encia.  Quer dizer: o que sempre foi pensado apenas em termos de dogma, doutrinas, pensamentos misticos, agora chega a ser pensado dentro da Física. Racionalismo e teologia vem de caminhos opostos convergindo ao mesmo ponto de chegada? Interessante; nêste ponto estou curioso para saber onde êle quer chegar com isso. 

Por essa busca do infinitamente grande ou pequeno foi que os físicos começaram a construir os aceleradores de partículas. Pensou-se a um século atrás que os átomos seriam a menor coisa que pode existir, a partícula de Deus. mas depois notou-se que dentro haviam protons, neutrons e dentro destes leptons e mesons e dentro d6estes… sempre a cada nova descoberta se pensou ter chegado finalmente á partícula de Deus. Agora chegamos ao ponto de construir um “colider” com 17 milhas de dist6ancia e custando cêrca de 10 bilhões de dolares para o qual contribuiram cinco nações e tudo isso porque acredita-se que chegaremos dessa vez à particula de Deus: o boson Higgs. Claro que nós, meros comuns mortais já sabemos de antemão qual será o final desse filme: vão pedir dinheiro para construir um de 30 milhas, porque agora têm certeza que vão chegar lá. Claro que eles nào devem acreditar nisso tambem e nós nào negaremos o dinheiro porque queremos que continuem. alem do fato de que a espécie humana é uma errante incorrigivel, nós estamos sempre aprendendo mais algo a cada nova particula que descobrem. 

Nassim é um fisico dissidente que discorda dos físicos. Êle acha que ao invés de estar-mos buscando a partícula fundamental deveríamos estar observando os padrões dentre as divisões, principalmente os padrões de conexões entre as diferentes escalas. Porque, diz êle – se entender-mos os padrões das divisões nós vamos entender tôdas as divisões no espaço tempo e assim entender como o Universo funciona e como ele faz suas criações. Nós vamos ter a chave da criação. E isto sim, ao invés de fundamentais de fundamentais de particulas, seria realmente util. 

E então Nassim aclama a fundamental questão: “Se você quizer achar a coisa que conecta tôdas as coisas, como ela seria?” 

 É aqui que todos os espiritualistas pararam, quando alguns povos antigos acreditaram que tudo é o “um”, ou outros como os deístas quando pensaram e acreditaram que encontraram essa coisa e a denominaram de “Deus”. Mas mostre-me Deus e explique como êle faz isso. Sem essa demonstração, racionalmente sua solução não é a solução, é um dogma. 

E Nassim encontrou uma coisa que conecta tudo, aliás a unica coisa existente que realmente conecta tudo: “Espaço”. 

O espaço está em todo lugar. Entre galaxias, entre estrêlas, entre nós, entre átomos… mesmo o assim chamado  “mundo material vivo” é constituído 99,999…% de espaço. dentro de um átomo, tôda sua realidade consiste em 99,999…% espaço! Nós mesmos somos um conjunto vazio! 

O que é que faz com que, por exemplo, um diamante que parece tão denso e duro, mas que na verdade cada um de seus átomos está distante dois campos de futebol do mais próximo, parecer denso e duro? Vibrações. O espaço é plemamente preenchido por vibrações, o espaço é vibração. Assim Nassim foi por um caminho diferente dos físicos modernos. Eles estão concentrando suas atenções na 0,00001…% porção da realidade e se esquecendo dos 99,9999… %. Estão coando a agulha e deixando passar os camelos. Não deve ser essa insignificante quantia de matéria que define espaço, mas sim que o espaço é quem define a matéria. Interessante! Decididamente, Nassim vale a pena. É um gênio. 

A disciplina da Física chegou, nas décadas de setenta, oitenta, a um ponto crucial chamado “gravitação”. Os maiores gigantes da Física escreveram sôbre gravitação, ela está no cerne da Física relativística, é a Bíblia da Física. 

É então que a palestra de Nassim chega ao seu clímax do paradoxal. Êle narra que sempre viveu isolado da comunidade dos físicos pensando em seu mundo particular e conversando apenas com seus botões  e de vez em quando mandando algum artigo para publicação. Até que o convidaram, senão intimaram, a que ele comparecesse a uma conferência de Física. Mas nestas conferências discute-se Física avançada, os ultimos assuntos de vanguarda, e entende-se que todo mundo sabe e estão de acordo com as premissas básicas estabelecidas tempos atrás, por isso não se admite perguntas sôbre os fundamentos, as questões basicas que já estão resolvidas. Mas os problemas de Nassim estão realcionados justamente com estas premissas que para êle não estão resolvidas. Sem saber como contornar este problema para expor suas conclusões, Nassim projetou na parede uma figura bem conhecida dos fisicos para explicar gravitação: um homem soprando um balão transparente dentro do qual existem algumas moedas e assim se explicando como o universo se expande e as galaxias se distanciam umas das outras Ver figura abaixo).

E Nassim pede desculpas por retornar ao primitivismo da Fisica para resolver um problema seu e diz que aquele quadro serve para explicar a expansão, não é mesmo? E todo mundo acena a cabeça compassivamente como se faz com um aluno principiante respondendo: sim isto está correto. Quando está todo mundo olhando o balão em expansão, sem mais interêsse, Nassim vai dizendo. “Bem, o que eu queria realmente saber aqui porque eu tenho passado minha vida perguntando isso desde quando ví esse quadro na escola a primeira vez e olha que eu tenho estudado e pensado um bocado, tenho virado e revirado tôdas as equações que levam a esse quadro, mas sempre me faltou uma coisa para entender esse quadro, e eu queria saber porque nunca fiquei sabendo é o seguinte… ( e  ele fêz uma pergunta que  derrubou a platéia): “Who is this guy? “

– “Quem é êsse homem?!”

– “Quais equações explicam quem é êle?”

Só então que todo mundo foi perceber que existe um homem soprando o balão. Que sem a fôrça emitida pelo homem o balão não expande. Mas eu pensei que ele ia ser linchado ali, pela comunidade dos físicos…

Bem, o salão da conferencia inicialmente caiu num silêncio profundo, alguns estudantes começaram a tossir, alguns não conseguiram segurar e quase morrem na cadeira de tanto rir, os anciões a pigarrear, e o diretor da conferência começou a suar chamando êle para um lado e soprando em seu ouvido: “Escuta, isso aqui é o departamento de Física, você não vai falar a palavra “Deus” aqui, para nossos estudantes e para o publico, pois não”…? E Nassim dirigindo-se à platéia continuou:

– “Uma lei fundamental em Física é a de que a cada ação corresponde uma reação. Então se está havendo expansão por um lado tem que estar havendo contração em outro…  O que eu queria mostrar é que esse guy que está soprando o balão tem pulmão, o qual está contraindo. Como fica o caso do Universo?!”

A visão moderna da Física é uma visão machista do Universo, tudo cresce, expande, explode… o Big Bang em seu modêlo sugere que tudo começou com um pequeno átomo onde tôda a energia estava comprimida, mas se estava, alguem pôs ela, prensou, comprimiu-a ali dentro do átomo…

Temos que pensar mais no espaço, no qual acontece a vibração e o qual conecta cada coisa, desde o infinitamente grande ao infinitamente pequeno portanto o espaço deve ser  infinitamente denso…

 Hoje a Física age como a faxineira que varre a sujeira para debaixo do tapête. Por exemplo a teoria da quãntica funciona porque… hoje, a teoria do campo quantico consegue se safar por um processo que denominaram de “renormalização” de uma densidade da energia que no vacuo tenderia ao infinito se não fôsse removida por essa “renormalização”. Isto porque se notou que no espaço dentro de um átomo existem vibrações tendendo à elevada velocidade, que o vacuo dentro do átomo é infinitamente denso, o que vai bater com a conclusão que Nassim havia chegado sôbre o espaço total apenas por meio do raciocínio. É uma incongruência que o homem hoje esteja espremendo a cabeça com o problema de que não existe energia para todo mundo, que a energia esteja exaurindo, quando dentro de qualquer simples átomo existe um infinita energia comprimida.

Me lembro de Openhauer dizendo que quando o presidente dos e3stados Unidos lhe perguntou se realmente há energia dentro de um átomo para fazer uma bomba, Oppenhauer pensando na bomba at6omica que estava construindo respondeu: “Sim… tem muita, mas muita mesmo, energia…”

Precisávamos achar um finito número para calcular o menor comprimento de onda dessa energia e o achamos com a chamada constante de Plank: 1,666 x 10 (33)cm (leia-se 10 elevado à 33 potências negativas ou seja, 33 zeros!) . Demasiado pequeno. Ainda assim este numero não representa a menor coisa que o Universo pode fazer mas sim apenas o limite ultimo, a menor coisa que nós podemos perceber em nossa relação com o Universo. Mas então quanto dessa menor coisa ou vibração poderíamos conseguir dentro de um cubo, digamos, de um centimetro cubico? 10 (93) gramas/cm3 (leia-se 10 elevado a 93 potências). Em outras palavras isto significa que o vacuo possui uma densidade de energia da ordem de 10(93) gramas por centimetro cubico. Você sabe o que significa esse numero de gramas, 10 seguido de noventa e três zeros?  Significa todo o pêso de todas as galaxias juntas, o pêso do Universo! Isto quer dizer que se pegarmos todos os planetas, todas as estrelas, todas as galaxias e prensar-mos isto tudo,  conseguiremos por tudo dentro de um cm3 do vacuo! Coisa de louco… mas isto é física e matemática,e… corretas.

Caberia dentro mas ainda nào encheria o cm3 de vacuo. Porque o Universo inteiro é calculado ter 10(55) gramas de massa mais energia. Isto significa que um cm3 de massa e energia do vacuo excede a total masssa do Universo observavel por 33 ordens de magnitude! Quer dizer, dentro de uma pequena fração do vacuo, dentro de um ponto, cabe o Universo e 33 coisas mais do tamanho dele… Coisa de louco.

Tanto que quando os fisicos chegaram a estes numeros quase enlouqueceram. Como vamos tratar a Fisica e torna-la crível e aceitável aos estudantes com esta visão da realidade? Simples: varreram estes numeros para debaixo do tap6ete. O que mais se pode fazer?

A conclusão é que nossa razão não é a mesma razão da natureza, nós não temos capacidade mental para entender a realidade. Ponto final. O que podemos fazer é continuar com nossa física de muletas enquanto ela ainda está produzindo alguns produtos úteis, e outros nem tanto simpaticos, como a bomba atômica ou o aquecimento global.

Uma maneira de salvar a dignidade de nossa razão foi a encontrada nos idos de 1930, quando concluíram que não se pode provar que tôda essa energia está dentro de um minimo ponto do vacuo, que esse numero deveria ser resultado de erros nas equações, e por fim que essa energia não teria em Fisica a menor importancia. Mas como, não tem a menor importancia, se isso teria que ser a coisa mais importante, a base de tôda a fisica natural subsequente?

Por fim, em 1947, um professor de Fisica mostrou por experimentos, aplicando energia em duas placas e tentando unila-las totalmente, que as equações estavam corretas, no que ficou conhecido como o “Casimir Effect”. E é aqui, do Efeito Casimir, que Nassim extrai a mensagem moral, espiritual que êle queria transmitir desde o começo, penso eu. O Efeito Casimir é causado pelo fato do espaço vazio ter “flutuações do vácuo”, pares de  “partículas virtuais – antiparticlas virtuais”, que continuamente se formam do vácuo e retornam ao vácuo um instante depois. Tudo no universo é assim, inclusive nós, surgimos repentinamente no mundo, expandimos e essa expansão significa que estamos transmitindo nossa informação ao mundo e depois começamos a retornar de onde viemos, e nesse retorno absorvemos as informações do mundo. Algo mais ou menos assim, salientando a importancia que é nossa responsabilidade quando atuamos no mundo porque – mesmo que não sejamos apenas nós mas uma infinidade de outras coisas interconexas – da maneira como modelamos o mundo ele o será quando voltar-mos. Acho que isso tem algo a ver com a idéia de re-encarnação, ou algo similar, ele não esclarece isso, como não cairia bem para um físico.

Mas as surpresas de Nassim ainda não terminaram. Se considerar-mos aquele numero do Universo, 10 (55), o Universo preenche todos os requisitos para ser um… black hole. Um buraco negro! Uma das evidências? Aponte um facho de lazer para o céu imaginando que ele vai ao infinito. Não vai. No seu caminho haverá uma estrêla e considerando a curvatura do espaço pela teoria de Einstein, o raio deveria se curvar um pouco. Mais adiante outra estrela no caminho do raio e ele se encurva mais. E assim vai, se encurvando até que… o raio retorna por aqui mesmo. Quer dizer, a luz não pode escapar do Universo, como acontece dentro de um buraco negro. E como o Universo é apenas um ponto contendo pontos menores que contem pontos menores ainda infinitamente, então tudo, qualquer átomo no mundo, é um buraco negro.

Tudo está conectado através das diferentes escalas de grandezas portanto deveríamos ter noção do infinito dentro de nós já que a ele estamos conectados. Mas torna-se dificil, senão impossivel tentar-mos ver nossas conexões com o extremamente grande, ao qual não podemos ver. Mas como o infinitamente grande é exatamente o infinitamente pequeno, o grande está projetado dentro do pequeno, significa que o todo está dentro de um átomo, ou dentro de nós. Por isso os mestres orientais como Confucio, Buda, etc., sempre disseram, para conhecer o todo olhe-se para dentro de ti mesmo. Agora a Física com sua Matematica está chegando à mesma conclusão.

Com o resultados de seus calculos sôbre o Schwarzschild Proton, um simples proton  apresentando o numero 10 (55), o qual é o mesmo numero da massa do Universo, Nassim pretende ter provado que cada atomo não apenas é um buraco negro, como cada um contem o inteiro Universo. Não é mais simples e metafisical dogma, não é mais mera fantasia de misticos, mas sim provado matematicamente que o todo é um e o um é o todo.

Nassim continua revelando os enganos da Física. Notando que atomos se juntam dentro de um nucleo, mas que isso vai contra o conhecimento geral de que duas cargas iguais se repelem, para explicar isso inventaram uma nova fôrça que não existe: a fôrça forte. Nassim apresenta graficos e modêlos explicando que se explica a atração entre dois protons se eles forem, na verdade, mini-buracos negros. Mas a continuidade dos calculos indicam que dois protons nessa situação devem estarem girando em em torno do outro à velocidade da luz! O que significa que se um buraco negro isolado é escuro, dois juntos é pura luz. Daqui Nassim vai para o corpo humano levando esta noção de que nossos atomos é pura luz para terminar: “You are…light!”

Mas Nassim não é apenas uma mente voltada para as maiores elocubrações do mundo da Fícisca. Enquanto ele calcula e calcula avançando sempre em suas equações matematicas ele tem em paralelo um hobby: estudar as civilizações antigas. E algo que mais lhe chama atenção naquelas civilizações são sua construções, desde as piramides do Egito às pedras na  Stonehenge da Escócia  ás praças dos rituais mágicos dos maias. E de repente ele descobriu algo: que a complexa matematica da Fisica de hoje já estava lá nas bases dos calculos e nas mensagens finais transmitidas por aqueles templos. Na geometria das construções. Por isso ele acredita que todo o conhecimento do Universo estava presente naquela época na forma de um código. E como jamais o homem simples daquela época poderia ter chegado a esse conhecimento, só existe uma explicação: o código foi deixado por alguma civilização muito supeior que estêve circulando por aqui.

Justo nêste ponto Nassim e a Matriz se encontram brevemente. Pois um dos momentos de maior surprêsa na minha vida foi quando descobri que o estado astronomico do mundo momentos antes da origem da vida –  que o modêlo que eu tinha em mãos obtido depois de dezenas de anos de independente calculo – já haviam sido revelados nas bases de tôdas as religiões, desde o Genesis quando descreve o Paraiso,  desde o filósofo chinês quando descreve a simbologia do I Ching, até à Doutrina Secreta esotérica quando apresenta sua cosmologia. Como isto foi possivel? A tese de Nassim é uma das possibilidades, e até racional, apesar de que não encontro explicação do porque uma civilização mais inteligente iria transmitir tais conhecimentos a um povo cujo nivel tecnológico não os permitiria usar nada daquilo. A Matriz se saiu com outra hipótese: o código revelado através da cultura antiga é o código humano recebido do Cosmos na forma de DNA e o passado cósmico do homem diz respeito à sua ancestralidade ainda na forma de sistemas simples como atomos e galaxias, cujas existências estão registradas nas regiões que chamamos de DNA-Lixo. Elas transpareceram nas contruçõesantigas  porque os antigos eram mais puros e fiéis a nossa ancestralidade natural do que somos hoje e portanto estas lembranças lhes vinham á memória, apesar de vir em rápidos flashes e de forma confusa, o que gerou o misticismo e a enorme confusão fantasiosa das religiões.  Mas tambem esta é uma hipótese valida. O que finalmente me interessa é que o quadro sugerido por Nassim – de que o todo está codificado no um e o um codifica o todo  – é exatamente o que dizem os modêlos da Matriz/DNA. 

Para meu tipo de gôsto, foi melhor gastar uma hora de meu tempo assistindo um vídeo com um palestra por um físico excentrico e meio maluco chamado Nassim Haramein, intitulada “Sacred Geometry & Unified Fields”, do que as muitas horas que gastei assistindo certos filmes que no final nada tinham de alimento para o cérebro. 

 Aqui descrevo e relato minha opinião mas quem quiser ver os vídeos (são seis partes e em inglês) vá no Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=F71qWfxgIu4 

O  “cara” é uma figura (já dá para notar logo de entrada pelo tamanho de seu cabelo), um “desajeitado “ no atual esquema da sociedade, com tendência a anarquista e certo egocentrismo porém, inofensivo e razoavelmente intencionado. Com uma mente brilhante. Pena que meio desviada da Natureza devido se basear muito na Física e na Matemática, áreas onde os cientistas não o aceitam muito desacomodados que ficam com suas idéias exóticas. 

Para se ter uma idéia (apesar de que isto é apenas minha opinião), de como a Física e a Matemática levadas ao extremo intelectual podem conduzir o buscador para fora da realidade, basta ver a conclusão de um “scientific paper” registrado por Nassim e intitulado “The Schwarzschild Proton”. O qual conclui: “ The Schwarzschild proton fortemente sugere que a matéria em tôdas as escalas pode ser organizada por buracos negros e apresenta fenômenos similares aos dos buraco-negros, e portanto levando à unificação escalar das fundamentais fôrças da matéria.” (The Schwarzschild proton strongly suggests that matter at many scales may be organized by black-holes and black hole-like phenomena and thereby lead to a scale unification of the fundamental forces and matter.) 

Ora os modêlos da minha Teoria da Matriz/DNA (que contem o modelo ideal perfeito da Matriz para organizar a matéria) contem um buraco negro, na Função 1, êle é, de fato, o inicio do processo da organização da matéria em qualquer tipo de sistema natural,mas a história nào termina aí, isto é apenas o começo de um processo, apenas 18% do processo total da criação, sendo que depois da atuação do buraco negro vem as atuações de F2, F3, até F7. A Física não pôde até agora enxergar o quadro todo porque ela lida com o aspecto alectro-magnético e mecânico da realidade sem ver que cobrindo todos estes aspectos e até mesmo como undação preliminar de todos eles existe uma cobertuea vital, biológica. Cuja linguagem de expressão não é a Matemática.  Mas Nassim é um gênio, muitas vêzes êle tem insights espetaculares que o aproximam demasiado da Matriz, sem no entanto ter tocado-a até agora. Vale a pena ouvi-lo. 

Nassim começa de forma bem humorada e agradável a contar o começo de sua vida escolar, como era um sujeito desligado com os pensamentos cheios de visòes esotéricas e portanto com dificuldade para se concentrar em qualquer coisa material aqui e agora. Portanto era um aluno dificil. mas muitos gênios o foram, basta lembrar de Einstein. 

Seu primeiro gôsto numa matéria escolar surgiu no dia que o professor iniciou uma disciplina nova, geometria. E o professor escreveu no quadro negro “Dimensão 0” e desenhou um ponto e disse: “Essa coisa chama-se ponto, isso é dimensão zero  e isso não existe!”. Em seguida escreveu “Dimensão 1” e desenhou vários pontos alinhados e disse: “Essa coisa chama-se “linha”, mas isso não existe também. nassim diz que pensou naqu6ele momento: “É… parece que vou ter péssimos tempos com essa matéria. Se estou vendo o ponto e a linha como é que isso não existe?!” Em seguida o profssor aumentou os pontos de maneira perpendicular dezenhando mais tr6es linhas reultando na figura de um quadrado e escreveu “Dimensão 2”, explicando que isso é um plano e tambem… não existe! Nêsse ponto os alunos estavam demasiado encolhidos em suas cadeiras e quase pedindo para sair da classe, achando que o professor ficou louco. Mas a tortura ia terminar logo. Pois o professor desenhou mais alguns planos iguais aqu6ele e resultou na figura de uma caixa, um cubo, e escreveu “Dimensão 3”, explicando: “isto é chamado de cubo e isto sim, existe!” 

Em seguida Nassim fala algo que não entendo bem devido ao inglês e aí prejudica o entendimento da matéria mas êle põe um ponto de interrogação dentro do cubo significando “não-existente”. parece-me que 6ele quer insinuar que o mundo existe apenas como um container, e o que está dentro não existe (se alguém souber explicar isto, agradeço). mas o que nassim diz a seguir é interessante: “Aqui está a base do conhecimento de tudo e isto é uma incógnita que nunca foi solucionada, mas se pensar-mos na solução errada aqui ou se saímos daqui de maneira errada tôdas as nossas teorias, como a String, etc., e todos nossos conceitos firmados estão todos errados, porque a nossa base estaria errada.” Só por isso, Nassim já justificou sua existência. E ele não faz como a maioria dos pensadores e cientistas que fazem como o avestruz, escondendo a cabeça na areia e tocando o barco para a frente do jeito que a maré manda. Não, ele não esquece desse mistério nào solucionado que está lá no principio, como fundação  de todo o castelo cientifico-matemático, mistério 6este que pode revelar no final ter sido noos castelo construído sôbre areia movediça. 

Depois daquela aula Nassim entrou no ônibus a caminho de casa, dormiu e t6eve um sonho revelador. porque será que muitas das mais importantes descobertas aconteceram quando o g6enio estava viajando e t6eve um sonho?! lembram-se de Kekulée? Resolveu um dos maiores mistérios quimicos da época que era a questào de como se arranjam os átomos do benzeno e ele viajando numa carruagem sonhou com atomos dqançando em cirando e acordou gritando ao mindo: “é em forma de ring, de anel… o benzeno!” 

Mas Nassim têve assim sua experiência meditativa que todos devemos fazer um dia, se queremos pensar o mundo. Imagine que sua mente está saindo de seu corpo e subindo, sua casa vai se distanciando lá embaixo parecendo um ponto na cidade, a cidade vai parecendo um ponto no continente, o continente um ponto no planeta, o seu corpo um ponto entre seis bilhões de outros pontos, o planeta um ponto no sistema solar e voc6e continua subindo, o sol parece um ponto na galaxia, a galaxia é apenas um ponto entre bilhões de galaxias e quando fora do universo 6este é apenas um ponto ao longe talvez entre uma infinidade de outros pontos… aí você  começa a retornar e entra no ponto que é o Universo e vê uma infinidade de pontos dentro que sào as galaxias e entra na Milk Way e v6e uma infinidade de pontos que são as estrêlas, procura a nossa e enfim, de ponto dentro de ponto voc6e retorna a um ponto dentre 6 bilhões de outros que é o se4u corpo. mas nào pare aí: olhe a palma de sua mão e v6e que ela é formada de bilhões de pontos que parecem galaxias mas sào células e olhe dentro das células e vê milhões de pontos que sào os átomos e olhe dentro de átomos e v6es particulas então plhando dentro de particulas e mais pontos e … isso parece que nunca vai terminar. 

Vendo o mundo assim, desta forma racional e real, qual o sentido da existência? Do mundo, de nós mesmos? Mas eu não tento tirar minha visão do mundo dessa visào porque não acredito no calculo infinitesimal onde a dízima periódica, 0,333333…. ao infinito não teria fim. Eu nunca ví nada infinito mas sim vejo que tudo tem um limite quando alcançado 6este a coisa se transforma: se começamos a dividir matéria, a certo ponto não estaremos mais dividindo massa e sim energia apenas e depois nào mais energia ordinária e sim vórtices quãnticos… e depois… Como já disse alguém: ‘Para provar que existe infinito alguem teria que ir lá e avançar um pouco alem…”. Como tambem para provar que o mundo é finito alguem teria que ir no fim e continuar infinitamente alem para provar que não existe nada depois…  

Mas então, é como estivéssemos no meio, fôssemos uma grandeza de nivel médio, e se vamos para o maior, acima de nós,  chegamos a um ponto e se vamos para o menor, abaixo de nós, chegamos ao mesmo um ponto. Nassim chama nossa atenção para êste assunto. Quando 6ele chegou em casa disse para a mãe que tinha aprendido uma coisa sensacional na escola, sôbre dimensões. – “O professor  – disse êle – estêve ensinando que um ponto não existe, mas tudo no mundo é um ponto, e portanto ( para desespero de sua mãe, completou…) o professor está errado! 

E nota que existe um paradoxo. Espiritualistas e o povo religioso costuma acreditar que o mundo acima se abre num infinito interminável enquanto a comunidade cientifica levada pelo método reducionista costuma observar o mundo de fora para dentro como se tudo estivesse num sistema fechado. Interessante: os dois estão equivocados. 

Nassim observou na época que o finito e o infinito se revelam como pontos fora ou dentro e concluiu que tinha de arrumar uma solução para conectar estes dois disparates. E ele foi pelo caminho da geometria, inicalmente desenhando uma circunferencia, em seguida um triangulo dentro da circunferencia que suscitava uma quantidade de iguais menores circunferencias dentro da maior e cujas menores poderiam com trianfgulos se multiplicarem em outras menores ainda e sassim ao infinito, chegando bem perto da teoria dos fractais. Assim ele acredita que demonstou que o finito e o infinito estão relacionados tornando-se a mesma coisa. 

Mas porque geometria? E porque por um triangulo dentro de uma esfera? Só ele poderia explicar. Ê#ste é o mal destas palestras e por isso não gosto delas. Se o expoente adota uma postura ou dá uma explicação que voc6e não entende ou não concorda – e se voc6e não interromper imediatamente para esclarecer aquilo antes de avançar… todo o resto ficará obtuso para tí. Eu por exemplo quando estava pensando o mundo resolví pensar a partir da vida e pus um DNA dentro da incógnita esfera do mundo, quer dizer, um caminho totalmente diferente do caminho de Nassim.  

Mas foi válido o que Nassim fêz, numcerto sentido. No fim sua figura tem milhares de iguais pontos esféricos dentro de pontos exatamente iguais, mas surge uma diferença marcante no todo. Cada esfera tem um centro, o qual está numa posição dentro da esfera maior que não é a mesma posição de todos os outros centros de todas as outras esferas. É o que diverge dentro de um mundo formado por uma infinidade do mesmo fractal: cada qual tem seu centro unico, especifico, dioferente de tudo o mais. Estaria por aí a causa de que nem um ser humano é igual ao outro? O seu centro, o seu super-ego? Portanto, deixei Nassim continuar a partir de uma premissa que não concordei porque de certa maneira ela tem algum valor, ela retorna de vez em quando tocando a realidade de maneira interessante. 

Qual o aspecto interessante em notar que dentro de uma esfera que parece um ponto e que representa o Universo inteiro e onde existe dentro um a infinidade de esferas iguais em diferente dimensões de grandeza, porem o que diverge entre todos é os centros de cada esfera? Que o mundo é dividido em dimensòes escalas. existe a dimensão dos átomos, para nós intocável e invisivel. Existe a dimensão das estr6elas, novamente intocável e mal visivel. e existe a nossa dimensão. Em cada dimensão repartida por seus centros, estes podem se conectarem, interagirem entre si. Uma conexão do tipo horizontal, espacial. Já quando olhamos o todo e vemos todos os diferentes tamanhos ao mesmo tempo uns dentro dos outros, as conexões se tornam dificeis ou não parecem não existirem. Conexão do tipo vertical,temporal, onde as diferenças de dimensões decorreram devido à evolução e a história. É o mesmo problema da minha fórmula da Matriz no seu aspecto de ciclo vital: pode existir uma conexão visivel e sensivel entre uma estrela e um planeta no plano horizontal, espacial, onde ambos existema ao mesmo tempo, mas fica dificel ver o canal de comunicação entre a forma de uma criança e a forma de adulto de uma mesma pessoa, pois as duas não existem ao mesmo tempo, mas a conexão existe, ou existiu. Enfim, a figura de Nassim nos leva a uma visão mais esclarecida de como o mundo parece formado por diferentes camadas de networks. estas diferentes camadas recebe em sua Física o nome de escalas, e Nassim se concentra muito nesse aspecto de escala, como se pode notar em seus “scientific papers”.  

Miostrando que dentro de uma unica esfera representando a totalidade do espaço podemos deixar um programa de computador rodando infinitamente criando esferas menores dentro das esferas existentes e que isso nunca teria um limite, Nassim salta para uma conclusão interessante: dentro daquela esfera maior que não se pode escapar, asssim como dentro das menores esferas invisiveis, pode-se inserir a mesma quantidade de informações. Na verdade, dentro do menor ponto possivel, pode-se, em teoria, inserir uma infinidade de informações. Coisa de louco… mas assim é a realidade. 

Se nós, como corpos, somos igualmente como um ponto, em nós podemos estocar uma infinidade de informações. Desta forma, através da geometria, da Física, da Matemática, voc6e tem uma noção não apenas espiritual, mas mec6anica, matemática, do potencial de infinitude que é a sua exist6encia.  Quer dizer: o que sempre foi pensado apenas em termos de dogma, doutrinas, pensamentos misticos, agora chega a ser pensado dentro da Física. Racionalismo e teologia vem de caminhos opostos convergindo ao mesmo ponto de chegada? Interessante; nêste ponto estou curioso para saber onde êle quer chegar com isso. 

Por essa busca do infinitamente grande ou pequeno foi que os físicos começaram a construir os aceleradores de partículas. Pensou-se a um século atrás que os átomos seriam a menor coisa que pode existir, a partícula de Deus. mas depois notou-se que dentro haviam protons, neutrons e dentro destes leptons e mesons e dentro d6estes… sempre a cada nova descoberta se pensou ter chegado finalmente á partícula de Deus. Agora chegamos ao ponto de construir um “colider” com 17 milhas de dist6ancia e custando cêrca de 10 bilhões de dolares para o qual contribuiram cinco nações e tudo isso porque acredita-se que chegaremos dessa vez à particula de Deus: o boson Higgs. Claro que nós, meros comuns mortais já sabemos de antemão qual será o final desse filme: vão pedir dinheiro para construir um de 30 milhas, porque agora têm certeza que vão chegar lá. Claro que eles nào devem acreditar nisso tambem e nós nào negaremos o dinheiro porque queremos que continuem. alem do fato de que a espécie humana é uma errante incorrigivel, nós estamos sempre aprendendo mais algo a cada nova particula que descobrem.  

Nassim é um fisico dissidente que discorda dos físicos. Êle acha que ao invés de estar-mos buscando a partícula fundamental deveríamos estar observando os padrões dentre as divisões, principalmente os padrões de conexões entre as diferentes escalas. Porque, diz êle – se entender-mos os padrões das divisões nós vamos entender tôdas as divisões no espaço tempo e assim entender como o Universo funciona e como ele faz suas criações. Nós vamos ter a chave da criação. E isto sim, ao invés de fundamentais de fundamentais de particulas, seria realmente util. 

E então Nassim aclama a fundamental questão: “Se você quizer achar a coisa que conecta tôdas as coisas, como ela seria?” 

 É aqui que todos os espiritualistas pararam, quando alguns povos antigos acreditaram que tudo é o “um”, ou outros como os deístas quando pensaram e acreditaram que encontraram essa coisa e a denominaram de “Deus”. Mas mostre-me Deus e explique como êle faz isso. Sem essa demonstração, racionalmente sua solução não é a solução, é um dogma. 

E Nassim encontrou uma coisa que conecta tudo, aliás a unica coisa existente que realmente conecta tudo: “Espaço”. 

O espaço está em todo lugar. Entre galaxias, entre estrêlas, entre nós, entre átomos… mesmo o assim chamado  “mundo material vivo” é constituído 99,999…% de espaço. dentro de um átomo, tôda sua realidade consiste em 99,999…% espaço! Nós mesmos somos um conjunto vazio! 

O que é que faz com que, por exemplo, um diamante que parece tão denso e duro, mas que na verdade cada um de seus átomos está distante dois campos de futebol do mais próximo, parecer denso e duro? Vibrações. O espaço é plemamente preenchido por vibrações, o espaço é vibração. Assim Nassim foi por um caminho diferente dos físicos modernos. Eles estão concentrando suas atenções na 0,00001…% porção da realidade e se esquecendo dos 99,9999… %. Estão coando a agulha e deixando passar os camelos. Não deve ser essa insignificante quantia de matéria que define espaço, mas sim que o espaço é quem define a matéria. Interessante! Decididamente, Nassim vale a pena. É um gênio. 

A disciplina da Física chegou, nas décadas de setenta, oitenta, a um ponto crucial chamado “gravitação”. Os maiores gigantes da Física escreveram sôbre gravitação, ela está no cerne da Física relativística, é a Bíblia da Física. 

É então que a palestra de Nassim chega ao seu clímax do paradoxal. Êle narra que sempre viveu isolado da comunidade dos físicos pensando em seu mundo particular e conversando apenas com seus botões  e de vez em quando mandando algum artigo para publicação. Até que o convidaram, senão intimaram, a que ele comparecesse a uma conferência de Física. Mas nestas conferências discute-se Física avançada, os ultimos assuntos de vanguarda, e entende-se que todo mundo sabe e estão de acordo com as premissas básicas estabelecidas tempos atrás, por isso não se admite perguntas sôbre os fundamentos, as questões basicas que já estão resolvidas. Mas os problemas de Nassim estão realcionados justamente com estas premissas que para êle não estão resolvidas. Sem saber como contornar este problema para expor suas conclusões, Nassim projetou na parede uma figura bem conhecida dos fisicos para explicar gravitação: um homem soprando um balão transparente dentro do qual existem algumas moedas e assim se explicando como o universo se expande e as galaxias se distanciam umas das outras Ver figura abaixo). 

   

E Nassim pede desculpas por retornar ao primitivismo da Fisica para resolver um problema seu e diz que aquele quadro serve para explicar a expansão, não é mesmo? E todo mundo acena a cabeça compassivamente como se faz com um aluno principiante respondendo: sim isto está correto. Quando está todo mundo olhando o balão em expansão, sem mais interêsse, Nassim vai dizendo. “Bem, o que eu queria realmente saber aqui porque eu tenho passado minha vida perguntando isso desde quando ví esse quadro na escola a primeira vez e olha que eu tenho estudado e pensado um bocado, tenho virado e revirado tôdas as equações que levam a esse quadro, mas sempre me faltou uma coisa para entender esse quadro, e eu queria saber porque nunca fiquei sabendo é o seguinte… ( e  ele fêz uma pergunta que  derrubou a platéia): “Who is this guy? “

– “Quem é êsse homem?!”

– “Quais equações explicam quem é êle?”

Só então que todo mundo foi perceber que existe um homem soprando o balão. Que sem a fôrça emitida pelo homem o balão não expande. Mas eu pensei que ele ia ser linchado ali, pela comunidade dos físicos…

Bem, o salão da conferencia inicialmente caiu num silêncio profundo, alguns estudantes começaram a tossir, alguns não conseguiram segurar e quase morrem na cadeira de tanto rir, os anciões a pigarrear, e o diretor da conferência começou a suar chamando êle para um lado e soprando em seu ouvido: “Escuta, isso aqui é o departamento de Física, você não vai falar a palavra “Deus” aqui, para nossos estudantes e para o publico, pois não”…? E Nassim dirigindo-se à platéia continuou:

– “Uma lei fundamental em Física é a de que a cada ação corresponde uma reação. Então se está havendo expansão por um lado tem que estar havendo contração em outro…  O que eu queria mostrar é que esse guy que está soprando o balão tem pulmão, o qual está contraindo. Como fica o caso do Universo?!”

A visão moderna da Física é uma visão machista do Universo, tudo cresce, expande, explode… o Big Bang em seu modêlo sugere que tudo começou com um pequeno átomo onde tôda a energia estava comprimida, mas se estava, alguem pôs ela, prensou, comprimiu-a ali dentro do átomo…

Temos que pensar mais no espaço, no qual acontece a vibração e o qual conecta cada coisa, desde o infinitamente grande ao infinitamente pequeno portanto o espaço deve ser  infinitamente denso…

 Hoje a Física age como a faxineira que varre a sujeira para debaixo do tapête. Por exemplo a teoria da quãntica funciona porque… hoje, a teoria do campo quantico consegue se safar por um processo que denominaram de “renormalização” de uma densidade da energia que no vacuo tenderia ao infinito se não fôsse removida por essa “renormalização”. Isto porque se notou que no espaço dentro de um átomo existem vibrações tendendo à elevada velocidade, que o vacuo dentro do átomo é infinitamente denso, o que vai bater com a conclusão que Nassim havia chegado sôbre o espaço total apenas por meio do raciocínio. É uma incongruência que o homem hoje esteja espremendo a cabeça com o problema de que não existe energia para todo mundo, que a energia esteja exaurindo, quando dentro de qualquer simples átomo existe um infinita energia comprimida.

Me lembro de Openhauer dizendo que quando o presidente dos e3stados Unidos lhe perguntou se realmente há energia dentro de um átomo para fazer uma bomba, Oppenhauer pensando na bomba at6omica que estava construindo respondeu: “Sim… tem muita, mas muita mesmo, energia…”

Precisávamos achar um finito número para calcular o menor comprimento de onda dessa energia e o achamos com a chamada constante de Plank: 1,666 x 10 (33)cm (leia-se 10 elevado à 33 potências negativas ou seja, 33 zeros!) . Demasiado pequeno. Ainda assim este numero não representa a menor coisa que o Universo pode fazer mas sim apenas o limite ultimo, a menor coisa que nós podemos perceber em nossa relação com o Universo. Mas então quanto dessa menor coisa ou vibração poderíamos conseguir dentro de um cubo, digamos, de um centimetro cubico? 10 (93) gramas/cm3 (leia-se 10 elevado a 93 potências). Em outras palavras isto significa que o vacuo possui uma densidade de energia da ordem de 10(93) gramas por centimetro cubico. Você sabe o que significa esse numero de gramas, 10 seguido de noventa e três zeros?  Significa todo o pêso de todas as galaxias juntas, o pêso do Universo! Isto quer dizer que se pegarmos todos os planetas, todas as estrelas, todas as galaxias e prensar-mos isto tudo,  conseguiremos por tudo dentro de um cm3 do vacuo! Coisa de louco… mas isto é física e matemática,e… corretas.

Caberia dentro mas ainda nào encheria o cm3 de vacuo. Porque o Universo inteiro é calculado ter 10(55) gramas de massa mais energia. Isto significa que um cm3 de massa e energia do vacuo excede a total masssa do Universo observavel por 33 ordens de magnitude! Quer dizer, dentro de uma pequena fração do vacuo, dentro de um ponto, cabe o Universo e 33 coisas mais do tamanho dele… Coisa de louco.

Tanto que quando os fisicos chegaram a estes numeros quase enlouqueceram. Como vamos tratar a Fisica e torna-la crível e aceitável aos estudantes com esta visão da realidade? Simples: varreram estes numeros para debaixo do tap6ete. O que mais se pode fazer?

A conclusão é que nossa razão não é a mesma razão da natureza, nós não temos capacidade mental para entender a realidade. Ponto final. O que podemos fazer é continuar com nossa física de muletas enquanto ela ainda está produzindo alguns produtos úteis, e outros nem tanto simpaticos, como a bomba atômica ou o aquecimento global.

Uma maneira de salvar a dignidade de nossa razão foi a encontrada nos idos de 1930, quando concluíram que não se pode provar que tôda essa energia está dentro de um minimo ponto do vacuo, que esse numero deveria ser resultado de erros nas equações, e por fim que essa energia não teria em Fisica a menor importancia. Mas como, não tem a menor importancia, se isso teria que ser a coisa mais importante, a base de tôda a fisica natural subsequente?

Por fim, em 1947, um professor de Fisica mostrou por experimentos, aplicando energia em duas placas e tentando unila-las totalmente, que as equações estavam corretas, no que ficou conhecido como o “Casimir Effect”. E é aqui, do Efeito Casimir, que Nassim extrai a mensagem moral, espiritual que êle queria transmitir desde o começo, penso eu. O Efeito Casimir é causado pelo fato do espaço vazio ter “flutuações do vácuo”, pares de  “partículas virtuais – antiparticlas virtuais”, que continuamente se formam do vácuo e retornam ao vácuo um instante depois. Tudo no universo é assim, inclusive nós, surgimos repentinamente no mundo, expandimos e essa expansão significa que estamos transmitindo nossa informação ao mundo e depois começamos a retornar de onde viemos, e nesse retorno absorvemos as informações do mundo. Algo mais ou menos assim, salientando a importancia que é nossa responsabilidade quando atuamos no mundo porque – mesmo que não sejamos apenas nós mas uma infinidade de outras coisas interconexas – da maneira como modelamos o mundo ele o será quando voltar-mos. Acho que isso tem algo a ver com a idéia de re-encarnação, ou algo similar, ele não esclarece isso, como não cairia bem para um físico.

Mas as surpresas de Nassim ainda não terminaram. Se considerar-mos aquele numero do Universo, 10 (55), o Universo preenche todos os requisitos para ser um… black hole. Um buraco negro! Uma das evidências? Aponte um facho de lazer para o céu imaginando que ele vai ao infinito. Não vai. No seu caminho haverá uma estrêla e considerando a curvatura do espaço pela teoria de Einstein, o raio deveria se curvar um pouco. Mais adiante outra estrela no caminho do raio e ele se encurva mais. E assim vai, se encurvando até que… o raio retorna por aqui mesmo. Quer dizer, a luz não pode escapar do Universo, como acontece dentro de um buraco negro. E como o Universo é apenas um ponto contendo pontos menores que contem pontos menores ainda infinitamente, então tudo, qualquer átomo no mundo, é um buraco negro.

Tudo está conectado através das diferentes escalas de grandezas portanto deveríamos ter noção do infinito dentro de nós já que a ele estamos conectados. Mas torna-se dificil, senão impossivel tentar-mos ver nossas conexões com o extremamente grande, ao qual não podemos ver. Mas como o infinitamente grande é exatamente o infinitamente pequeno, o grande está projetado dentro do pequeno, significa que o todo está dentro de um átomo, ou dentro de nós. Por isso os mestres orientais como Confucio, Buda, etc., sempre disseram, para conhecer o todo olhe-se para dentro de ti mesmo. Agora a Física com sua Matematica está chegando à mesma conclusão.

Com o resultados de seus calculos sôbre o Schwarzschild Proton, um simples proton  apresentando o numero 10 (55), o qual é o mesmo numero da massa do Universo, Nassim pretende ter provado que cada atomo não apenas é um buraco negro, como cada um contem o inteiro Universo. Não é mais simples e metafisical dogma, não é mais mera fantasia de misticos, mas sim provado matematicamente que o todo é um e o um é o todo.

Nassim continua revelando os enganos da Física. Notando que atomos se juntam dentro de um nucleo, mas que isso vai contra o conhecimento geral de que duas cargas iguais se repelem, para explicar isso inventaram uma nova fôrça que não existe: a fôrça forte. Nassim apresenta graficos e modêlos explicando que se explica a atração entre dois protons se eles forem, na verdade, mini-buracos negros. Mas a continuidade dos calculos indicam que dois protons nessa situação devem estarem girando em em torno do outro à velocidade da luz! O que significa que se um buraco negro isolado é escuro, dois juntos é pura luz. Daqui Nassim vai para o corpo humano levando esta noção de que nossos atomos é pura luz para terminar: “You are…light!”

Mas Nassim não é apenas uma mente voltada para as maiores elocubrações do mundo da Fícisca. Enquanto ele calcula e calcula avançando sempre em suas equações matematicas ele tem em paralelo um hobby: estudar as civilizações antigas. E algo que mais lhe chama atenção naquelas civilizações são sua construções, desde as piramides do Egito às pedras na  Stonehenge da Escócia  ás praças dos rituais mágicos dos maias. E de repente ele descobriu algo: que a complexa matematica da Fisica de hoje já estava lá nas bases dos calculos e nas mensagens finais transmitidas por aqueles templos. Na geometria das construções. Por isso ele acredita que todo o conhecimento do Universo estava presente naquela época na forma de um código. E como jamais o homem simples daquela época poderia ter chegado a esse conhecimento, só existe uma explicação: o código foi deixado por alguma civilização muito supeior que estêve circulando por aqui.

Justo nêste ponto Nassim e a Matriz se encontram brevemente. Pois um dos momentos de maior surprêsa na minha vida foi quando descobri que o estado astronomico do mundo momentos antes da origem da vida –  que o modêlo que eu tinha em mãos obtido depois de dezenas de anos de independente calculo – já haviam sido revelados nas bases de tôdas as religiões, desde o Genesis quando descreve o Paraiso,  desde o filósofo chinês quando descreve a simbologia do I Ching, até à Doutrina Secreta esotérica quando apresenta sua cosmologia. Como isto foi possivel? A tese de Nassim é uma das possibilidades, e até racional, apesar de que não encontro explicação do porque uma civilização mais inteligente iria transmitir tais conhecimentos a um povo cujo nivel tecnológico não os permitiria usar nada daquilo. A Matriz se saiu com outra hipótese: o código revelado através da cultura antiga é o código humano recebido do Cosmos na forma de DNA e o passado cósmico do homem diz respeito à sua ancestralidade ainda na forma de sistemas simples como atomos e galaxias, cujas existências estão registradas nas regiões que chamamos de DNA-Lixo. Elas transpareceram nas contruçõesantigas  porque os antigos eram mais puros e fiéis a nossa ancestralidade natural do que somos hoje e portanto estas lembranças lhes vinham á memória, apesar de vir em rápidos flashes e de forma confusa, o que gerou o misticismo e a enorme confusão fantasiosa das religiões.  Mas tambem esta é uma hipótese valida. O que finalmente me interessa é que o quadro sugerido por Nassim – de que o todo está codificado no um e o um codifica o todo  – é exatamente o que dizem os modêlos da Matriz/DNA.

Infelizmente o tempo da palestra terminou quando Nassim ia apresentar figuras como evidências de sua tese sôbre a sabedoria dos antigos, mas êle deixa um nome e enderêço eletronico para quem quiser continuar, como eu farei assim que o tempo permitir:

http://www.theresonanceproject.org/research.html

Um belo e interessante website que merece nossa visita. 

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