O que é o fenômeno natural que denominamos “evolução” e qual sua diferença com a Teoria Darwinista da Evolução

Sistemas naturais se auto-reciclam ( como os astronômicos) ou se reproduzem, como os biológicos. Enfim, podemos dizer que nos dois casos, se reproduzem. Nos eventos de reproduções podem ocorrer mutações, por erros, ou pela inserção de partículas estranhas, etc. Algumas destas mutações tornam o reproduzido mais fraco que o reprodutor, o que vai ameaçar sua capacidade de deixar descendentes, e sua linhagem pode desaparecer. Outras mutações ( principalmente com a intromissão de elementos estranhos, que podem inclusive vir de outros sistemas e talvez, mais complexos) podem tornar o reproduzido mais adaptável ou mais forte que o reprodutor, e portanto que toda a geração anterior de sua especie, e este pode deixar mais descendentes robustos. Nesse segundo caso vemos surgir de dentro da linhagem evolutiva do sistema, um novo grau de complexidade, que nunca existiu antes. Isto vai de acordo com uma suspeita bem elaborada de que no Universo, os sistemas tem se transformado desde o mais simples ao cada vez mais complexo. E este processo do simples tornar-se mais complexo é o que denominamos de “evolução”.

Podemos então definitivamente inserir nos cânones científicos que a evolução, de acordo com a definição acima, é um fato real, comprovado, portanto cientifico?

Acho que ainda não. Na verdade não temos captado os tais elementos estranhos se inserindo durante a transcrição genética ou mesmo durante a embriogênese. Penso que somos tendenciosos a fortalecer esta hipótese porque apenas ela encontramos para explicar a segunda hipótese – a de que no Universo as coisas simples estavam no inicio e vem se tornando cada vez mais complexas. Pois esta segunda hipótese também é apenas isso, uma hipótese, já que não podemos por o Universo sobre a bancada do laboratorio e ver essas origens na simplicidade.

Mas existe um argumento que coloca essa hipótese na porta de entrada dos postulados científicos. Trata-se de um fato real, observado e comprovado onde vemos esse aumento de simplicidade para complexidade ocorrendo: a própria embriogênese. Então isso demonstra que a não só a Natureza é capaz de fazer acontecer este processo do simples ao complexo como demonstra que ela realmente o faz. Ja não se trata da necessidade de por o Universo sobre a bancada, podemos observar a embriogênese, a hipótese pode aqui ser comprovada, existe o processo do simples para o complexo, a este processo damos o nome de “evolução” e então, neste tratamento puramente humano dos conceitos e da natureza, a evolução de fato existe.

Quanto ao trabalho de Darwin e seus prosseguimentos posteriores, como a moderna Nova Síntese ou neo-Darwinismo, trata-se de uma teoria, mas não de uma teoria sobre a existência da evolução, nos não precisamos dela para ver que a evolução existe. Trata-se de uma teoria sobre como ocorre o processo da evolução biológica, este sim, é um processo de 3 bilhões de anos que portanto não podemos observar, e portanto não podemos ainda afirmar como ele ocorre, cientificamente. Na embriogênese existe um elemento invisível a olho nu – o código genético, ou DNA – que esta produzindo a passagem do simples ao complexo, porem no evento da história biológica não podemos ver um elemento produzindo-a. Darwin sugere que esse elemento é composto de três variáveis naturais ( VSI = Variação,selecao natural e hereditariedade), o qual substituiria a nível da vida em geral o que o código genético faz na embriogênese individual) Nesse sentido o darwinismo é uma teoria. Não a evolução.

A Matrix/DNA sugere outra teoria, ou seja, ela mantem as três variáveis de Darwin porem acrescenta mais 4 variáveis, e por fim, a formula teórica de um sistema natural no qual existem as sete variáveis compiladas num só elemento. Como o Darwinismo, ela também ainda é uma teoria sobre o fenômeno natural definido por nos como “evolução”.

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