Porque, de repente, surge esta onda de descobertas da matriz universal por diferentes pessoas?

Não foram sómente os dois irmãos filósofos que foram a menos de uma década inspirados a imaginar o mundo humano controlado pela “Matrix”. Basta digitar essa palavra na busca do Google e surpreender-se com a avalancha de websites anunciando descobertas de uma matriz universal, tôdas com abordagens diferentes, quer dizer, os autores vieram ao mesmo ponto de chegada por caminhos diferentes e experiencias diferentes. É certo que houve na Antiguidade algumas seitas e filosofias já intuindo a existência de uma matriz universal como fórmula para a criação de tôdas as coisas, notadamente nas religiões orientais. Diferentes filósofos também a intuíram e lhes deram nome diferente, como Platão falou nos ‘arquétipos universais”, Leibniz imaginou as “Mônadas”, e até Plank, um dos fundadores da Toeria Quântica, mencionou sua crença na existência da matriz. Mas estas intuições foram isoladas e muito distantes entre si no tempo, por isso talvez a idéia não tinha ainda se tornada tão publica. Mas agora houve um surto da mesma intuição nos quatro cantos do planeta! Qual seria a explicação? Estaria isto relacionado com o outro grande surto nos dias atuais que tambem consiste na avalanche de websites de pessoas dizendo que estão recebendo mensagens, vozes, de seres espirituais de outros planetas, todos relacionados com a profecia Maia e 2012? Basta digitar no Google os nomes “Metraton”, ou “Povo de Pleiâdes”, ou “Archanjo Gabriel”e surpreenda-se. A maioria diz que estaria havendo uma mutação do DNA e da mente a nível coletivo. Estaria o tema “Matrix” relacionado com estas mutações?

Eu particularmente estou surprêso pois quando elaborei os modêlos da Teoria da Matriz/DNA não tinha conhecimento de ninguém falando em “matriz”. Quando assistí o filme quase caí de costas e de certa forma fiquei desapontado, não apenas porque alguem, 20 anos depois de eu ter registrado os direitos autorais, com maior poder financeiro correu na frente divulgando publicamente o que eu só tinha feito através de um obscuro website, porem mais preocupado fiquei porque usaram justamente aquêle nome e portanto iriam prejudicar minha divulgação, mas tambem porque a “Matrix” dêles não era a verdadeira matrix. A matriz universal ainda pode nos levar a um sistema onde seremos escravos virtuais, ela realmente é um código genético que pode ser transcrito como mostraram na tela do cinema, mas ela não está no nosso futuro e não será produzida pelo desvio em nossa evolução tecnológica: ela veio do nosso passado, desde nossos ancestrais astronômicos, e ela só será maligna no contexto sugerido pelo filme se ela reproduzir-se em nossa mente na sua forma de sistema fechado em si mesmo.

E muitos dos movimentos em tôrno da matriz sugerem sua forma benéfica, conectando-a com Deus, o sagrado, etc. Mas a onda atual seria indicação de que a matriz universal realmente exista? ( Embora nenhum dos atuais proponentes, nem eu, teria captado-a na sua inteira significância). E se sim, estaria se confirmando a teoria do consciente coletivo, tambem elaborada de várias maneiras, seja por Teilhard de Chardin, ou por Gustave Jung, ou ainda na forma das “nourées” de Pietro Ubaldi? Existe uma história que dizem ter sido um real experimento que bem elucidaria como funciona o pensamento coletivo quando uma nova face da natureza está-se revelando para o seu adequado e requerido nivel mental de evolução. Trata-se do relato denominado…

O centésimo macaco

Numa das inúmeras ilhas do Japão, na qual jogava-se batatas na praia para alimentar macacos, observou-se que um determinado indivíduo da comunidade de macacos, de uma das ilhas, começou a lavar as batatas antes de come-las. Sendo o macaco um animal sociável, pouco a pouco foi ensinando aos seus semelhantes como lavar as batatas para se livrar da areia e da sujeira.

Em várias das ilhas próximas havia outras comunidades de macacos, porém, sem a mínima possibilidade de contato ou troca de indivíduos entre as ilhas por causa da distância e da água. Curiosamente foi descoberto que, quando aproximadamente cem indivíduos da comunidade original do experimento já tinham aprendido a lavar batatas, membros de várias outras ilhas quase sincronicamente iniciaram o mesmo procedimento de lavagem das batatas. Havia algo, uma quantidade mínima ou crítica de indivíduos, responsável pelo processo de generalização desse aprendizado numa dimensão coletiva, partindo-se do aprendizado local de um grupo de indivíduos.

Isto é, como se houvesse uma memória pertencente a uma possível mente coletiva (inconsciente) dessa espécie de animais que passaria a servir de referência para os seus indivíduos. De forma semelhante isto parece ocorrer entre os seres humanos: o conhecimento dos símbolos e arquétipos (memórias coletivas inconscientes) pode nos conduzir para a construção de um modelo de compreensão da mente humana que não depende do tempo ou do local (o chamado inconsciente coletivo) – um depósito de conhecimentos e informações de nossa espécie, disponível para todos, especialmente evidente na linguagem dos sonhos, da arte ou da cultura (valores e comportamentos coletivos dos indivíduos).

Vamos acompanhar isso de perto e esperar para ver no que vai dar… Afinal, 2012 está perto…

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