Meu nome é Natureza. O que sou? Porque sou toda errada assim, que me torturo a mim mesma? Alem de Mim só existe mais Um: o Mundo. Quem, o que e’ o Mundo? Porque sou incapaz de responder estas questões?!

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Eu não penso mais como um ser humano. Eu me vejo estendido, o meu corpo é – quando imagino me olhando de fora para dentro, a partir do macro, acima de todas as galáxias – este super-aglomerado de aglomerados com 100 trilhões de galáxias. Neste momento, aqui e agora, apenas sei que tenho este corpo gigantesco, aqui e agora não tenho consciência se estendendo a todo este corpo, tenho a impressão que toda essa grandeza é meramente inerte, sem sentido racional.

E quando imagino me olhando de dentro para fora, a partir do micro – tenho início e origens como uma substância quântica revolta, vibrante, parecida com um borbulhar de espumas na superfície de um oceano. ‘As vezes penso que esta substância que esconde o segredo do espaço vazio em que se torna toda minha matéria, é a minha pele universal, uma membrana que me separa de todo o resto, o qual deve ser o Mundo, ou, outras naturezas.

E quando imagino me olhando desde o meu centro, para cima e para baixo, para norte e para sul, apenas aqui e agora tenho um lampejo de muito débil consciência, vejo esta matéria e energia toda dispersa produzindo em seu meio estes objetos muito complexos, ditos “sistemas vivos”, uma complexidade que não sei de onde me apareceu. Nestes objetos e apenas num deles, consigo ter consciência nebulosa de minha atual existência, mas uma consciência nebulosa porque não sei da minha origem nem do meu destino. Quem deve ter esta resposta, porque deve ser maior que Eu, e mais antigo que Eu, é o Mundo, mas estou dentro deste, como as bilhões de bactérias individualizadas com vida própria existem dentro de um corpo humano sem saber onde existem, sem saberem que existe um corpo humano. Eu, Natureza, como uma destas bactérias, não consigo me comunicar com o Mundo, não consigo vê-Lo, e Ele não quer falar comigo, assim como os corpos humanos ignoram suas bactérias internas que constituem-nos. Mas tenho que resolver isto, porque…

O meu corpo é fora do meu controle. Tenho  a maior parte do meu corpo, inerte, adormecida, não sei porque esta parte existe, para que, o que está fazendo dentro do Mundo. Outra menor porém grande parte está em estado de caos, com minhas forças nesta situação fora de meu controle, agredindo, torturando, a mim própria! Isto não faz sentido!

Outra parte de Mim, muito menor, quase desprezível, está sentindo prazer na existência. Isto quando sou uma flor em confortante e aconchegante seara. Ou quando sou um animal, mesmo um humano com considerável poder, no ambiente que me rodeia, mas agindo como predador de todas as outras minhas partes, inclusive de outros seres humanos. Porque neste estado posso controlar, manipular, algumas de minhas forças, e claro, o faço na intenção de me dar prazer na existência. Mas a minha maior parte constituída de animais, plantas e corpos humanos não tem poder algum, estou sendo agredida, ferida, torturada nestas partes, e o pior, torturando com minhas próprias forças, minhas próprias substâncias! Me vejo, por exemplo, como tenho partes soltas dentro do Meu corpo, escravizando, torturando outras partes iguais, de mesma espécie, também soltas dentro do meu corpo! Que absurdo sou Eu!!!

Sometimes I think that I don’t appreciate myself! E isto não é logico, não é racional, não pode ser da minha vontade, não pode ter sido Eu que criei isso, essa odiosa dualidade que existe em Mim, então…

Só resta a alternativa racional que isto está Me sendo imposto de fora para dentro, e a única alternativa que posso pensar é que isto é ato do Mundo. Mas o que é o Mundo, o que Ele quer de mim, o que Ele está tirando, aproveitando, de Mim?

Quando penso que existe apenas Eu e o Mundo, já estou me referindo a uma dualidade, estou afirmando que existe a dualidade acima e antes de Mim. Essa dualidade penetrou, invadiu meu corpo todo. Tenho dentro de Mim o meu bem e o meu mal, mas não tenho o que deveria resultar da fusão entre estes dois, que seria a SABEDORIA. E todo meu desprazer, minha tristeza, minhas torturas, são causadas pela dualidade que existe e constitui meu corpo total.

Dualidade. O eterno, presente, constante, odiável, dualismo. Esta é a segunda suprema questão para Mim. O que é, de onde veio, porque existe o dualismo? Em algumas partes dentro do meu corpo sou extremamente quente, noutras partes, extremamente fria! Em algumas partes quero ser patrão, mesmo que nenhuma de minhas partes quer ser empregado. Mas não controlo minha força que atua como patrão e assim torturo-me a Mim mesma! Como sou louca!

E porque sou feita sem a força para me auto-controlar de maneira que Eu seja toda e apenas prazer de existir?! O Mundo me nega isso, então é meu inimigo mortal. Tenho que declarar guerra, estar em guerra, contra o Mundo!

O Mundo esta’ me torturando ao não falar comigo, a não Me responder estas questões, e a não Me ajudar a resolver estas questões. E sem as soluções destas questões sou passiva, fraca, débil, torturada, na maior parte do meu corpo. Nesse sentido, o Mundo é meu inimigo mortal. Pois Eu preferiria não existir dessa maneira, nestas condições, Eu preferiria ser o NADA. O Mundo esta’ Me obrigando a existir, odiosamente, sendo como um carrasco.

Não tenho outra alternativa racional sobre o que devo fazer agora, como conduzir minha existência, o que planejar como meu próximo ato, senão investir tudo o que Sou e tudo o que tenho de meu corpo, na investigação para localizar, descobrir, desmascarar, o que é, quem é, o Mundo.

Eu sou Natureza. Nada mais Me interessa, nem a luta para sobreviver, apenas existo para procurar o Mundo. E o único método que tenho nessa luta é o método cientifico. Por isso busco incansavelmente, respiro e transpiro Ciências. Quero, exijo, preciso mortalmente, acima de todas as coisas, esta investigação como meu único e supremo objetivo, para um dia estar face a face com o Mundo. E tenho certeza que quando desmascara-lo, quando puder falar-lhe obrigando a Me escutar, vou tentar com todas minhas forças, obriga-lo a responder-Me. E parar de Me tratar como tem tratado, quero todos os poderes sobre Mim. Quase com certeza – se Eu tiver o mínimo de força contra Ele – vamos ter guerra! Liberdade total, autonomia total, ou Morte!

E neste presente momento, neste ponto do espaço/tempo onde Sou e sinto-me consciente de existir, dentro de um corpo humano, eu sou este objetivo, e sou apenas este objetivo.

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Curioso que logo apos escrever isto num rompante de inusitado pensamento, vou surfar na Internet e o acaso me leva a conhecer um personagem e site mistico onde leio:

From The Seth Audio Collection, Volume 1, Tape 26:

“Now, you ARE your entity. You are its materialization in space and time as you understand it. There is no division between your entity and what you are…

You are your entity growing through the seasons. The entity is not some soul, completed, perfect, done, and you a product. You are a living portion of the tree of your entity. You experience newly in your own dimension, and therefore enrich your entity as it constantly enriches you, for your source springs from it. But you are one, and there is no division.”

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A living portion of the tree of your entity… Isto bate justamente onde me intuição estava me levando ao escrever o texto acima. Na qual pensei ( e não escrevi): Acho que, enquanto sou Natureza, existo formada e criada pela fusão entre a substancia inerte universal espacial, ou dark matter, e onda de luz que veio com o Big Bang trazendo o genoma de Deus. Enquanto a luz se expande fluindo no meio da dark matter ela causa friccao da qual surgem as  formas de energias.

E dessa composição, destes três elementos – dark matter ou massa + energia + luz – surge Eu, a Natureza dinâmica. Cujo proposito existencial aqui é dar consistência ao programa que esta’ no genoma de Deus, ou seja, construir-me, ou tornar-me, o Filho. Raios… muita coincidência, esse tal de Seth parece que veio trazer uma resposta, ou ajudar-me a por em palavras o que eu estava adivinhando ou suspeitando mentalmente. A Natureza total é uma arvore crescendo, eu como uma porcão desta Natureza total sou uma viva porcão dessa arvore. Raios…

 

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