Cooperativas do povo: Nos USA, bancos dos correntistas, cooperativas de produção, consumo e comercio

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( continuar este artigo e assunto com links)

The Economy: Under New Ownership

How cooperatives are leading the way to empowered workers and healthy communities.

https://www.yesmagazine.org/issues/how-cooperatives-are-driving-the-new-economy/the-economy-under-new-ownership

Equal Exchange— an employee-owned cooperative. Its main business remains the fair trade coffee and chocolate the company started with in 1986. Since then, the company has flourished, and its mission remains supporting small farmer co-ops in developing countries and giving power to employees through ownership. I count myself lucky to be one of its few investors who are not worker-owners. Over more than 20 years, it has paid investors a steady and impressive average of 5 percent annually (these days, a coveted return).

Matrix/DNA: Ok, vamos estudar isso. Suponhamos que 200 trabalhadores e outros, de um mesmo bairro, decida montar uma cooperativa de consumo prevendo tambem producao. Tem que ver a papelada legal, alugar um barracao e ja ter garantido pelo menos seis meses de aluguel, comprar o primeiro caminhao de mercadorias (arroz, feijao, oleos, etc. e lavanderia produtos de higiene que agregam mais lucro). Entao: Aluguel (1.500,00 – mais internet=100,00, mais telefone=50,00, mais luz=150,00, mais agua=50,00. Total do aluguel = 1.850,00), vezes 6 meses (9.000,00, ou 11.100,00). Note-se que apenas o aluguel seria obrigatorio no inicio, o resto seria opcional. A papelada (Ong?… 2.000,00) mercadoria no caminhao (100.000,00). O comercio vai colocr no minimo 30% de lucro nos 100.000,00, o que sobretaxa 30.000,00. Entao custo inicial = 111.000,00. Dividido entre 200 socios: sao 555,00 para cada um.

Nao creio ser possivel, no Brasil. Nao vao aparecer 200 pessoas num bairro dispostas a investir este dinheiro. Talvez seria possivel se usassemos um arumento o qual vai exposto abaixo como primeira alternativa. Vamos agora ver uma segunda alternativa:

Vi dias atras num website de uma ONG que fizeram uma especie de caderneta ou lista que a dona de casa prende na parede e vai preenchendo dia a dia com os valores do que ela produz na horta, ou lavando roupa para fora, etc., e os valores que ela gasta em cada coisa domestica durante o dia. segundo o site a ciusa esta fazendo sucesso em comunidades pobres e preciso procurar o site para ver o modelo da lista. Porque vamos supor que eu pudesse fazer filantropia e tentasse montar estas cooperativas. A primeira providencia seria tentar convencer todas as familias de uma quadra, depois varias quadras vizinhas, depois o bairro inteiro, a por estas lists na parede e calcular quanto gastam mensalmente com cada produto, de arros a creme dental. Qual argumento usaria para incentivar a fazerem a lista?

” Vamos tentar ajudar voces montando aqui uma cooperativa de consumo que vai baratear seus gastos e fabricas pequenas que vao lhe render dinheiro, arrumar emprego para as pessoas do bairro e ate seus filhos. Se tudo der certo todos voces vao poder mandar esse emprego para as cucuias, serem donos de seu próprio trabalho, seu supermercado, suas fabricas, suas fazendas, etc.”

Entao suponha que ama familia apresentou a seguinte lista:

arroz = 50,00 por mes / feijao = 60,00, oleo = 12,00, sabao = 8,00, etc. isto seria considerado como “basico”, o resto, como mistura, carnes e verduras, cosmeticos, telefone, etc, nao vai ser considerado inicialmente. Suponha-se que  soma do basico resulte em 300,00/mes.

Claro que este valor vai variar de familia para familia, inclusive tem as pessoas vivendo so, etc. Mas entao somamos todos os valores de 200 familias vizinhas, e supomos que temos um valor de 300,00 x 200 = 60.000,00/mes. E pouco, nao da para comecar uma cooperativa de consumo, considerando-se os valores a pagar de aluguel, etc. Este valor de 60.000,00 inclui o lucro dos comerciantes, que no geral vamos calcular de 30%. Isto da 18.000,00 que retirados dos 60.000,00 fica 42.000,00, que e o que seria pago ao atacadista. Dividido os 18.000,00 por 200 daria 90,00 para cada socio de ecomomia mensal, mas deste valor teria que tirar no minimo uns 2.000,00 mensal que seria o custo minimo do armazem alugado com luz, telefone, agua, ( e mais para a frente vamos ver instalacoes, computador, internet, etc.).

Para montar este esquema os socios ou um filantropico teriam que desembolsar inicialmente: 42.000,00 para o atacadista,  + 6 meses de aluguel a 1.500,00, + algumas instalacoes como prateleiras, estrados, mesa, cadeiras, telefone fixo ou celular, mais agua/luz, + a papelada para legalizar a cooperativa ou ONG ( ou nao legaliza nada inicialmente?) o que daria aproximadamente uns 55 a 60.000,00. isto dividido entre os socios daria 300,00/mes para cada um, justo a quantia que gastariam sem cooperativa. Qual a vantagem? Do meu ponto de vista a vantagem seria total pois estaria se iniciando o maior empreendimento da vida destas pessoas, alem do que teriam um armazem para usar em outras atividades, como reunuoes buscando outras formas de parcerias, aniversarios, etc. mas nao se pode contar com essa visao num povo que vem a 500 anos sendo doutrinado para ser separado, individualista, egoista e sem calculos/planejamentos financeiros nem para o proximo mes. Mas vamos continuar nessa linha se suposicao. Tem outras coisas a serem consideradas:

  • como seriam feitos os pagamentos cada vez que um socio fizesse sua compra? Nao haveria pagamento, apenas anotacao numa caderneta da casa e na caderneta do socio.
  • Quem ficaria 10 horas por dia, 30 dias por mes, na casa? Ou os socios concordariam com certos horarios de abertura atendendidos voluntariamente por cada um? Ou um empregado a 2.000,00/mes, 40 horas semanais, o que daria 20,00/ mes para cada socio?  O empregado seria eleito como alguem desempregado das 200 familias? E quem ficaria a noite, nos sabados e domingos? Dois empregados em rodizio?
  • xxxxx ( Parei aqui) xxxxxx  

 

 

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Mas,…vamos voltar a explorar a primeira alternativa acima, onde 200 moradores de um bairro se associam com seu proprio capital e por si mesmos: Poderiamos usar o seguinte argumento:

“Você vai desembolsar agora 555,00 mas você tem como garantia 650,00 em mercadoria que pode sacar a medida que precisar, talvez serão 2 meses. Já tem um lucro de 95,00. Se por os 555,00 na poupança, a 0,4% ao mês, vais receber 2,00 por mês, então em 2 meses, seriam 4,00. Assim você ganha 95,00 – 4,00 = 91,00. Ainda ganha 91,00 reais. Por cima, tens o barracão pago por seis meses, para fazerem algum coisa nele. O importante de tudo e’ a experiencia, a tentativa de – se o projeto crescer – sair da pobreza, pois não tem limites para o crescimento. Amanha poderemos ter nossas fazendas e nossas fabricas produzindo estes produtos numa sociedade da cidade inteira, do Estado inteiro, do Brasil inteiro, ou ate’ do mundo inteiro. “

Mas vamos supor outros elementos que podem se agregarem aqui, para melhor, nunca se esquecendo que também podem ocorrer elementos para pior, como ratos no barracão, perda de arroz nas pesagens, etc.

Como os sócios vão embalar o que compram? Tem que levar sacolas, sacos de casa. Ja contribui para menas poluição do planeta. Quem vai ficar na cooperativa o dia todo, as vezes os sócios só podem ir comprar `a noite…? Em 200 familias sempre vai ter pessoas desocupadas, como aposentados, deficientes fisicos,  comunidade teria que levantar isso e fazer um horario de rodizio. Tambem pode se usar o recurso de as chaves ficarem com quem mora perto, e o comprador telefona antes avisando que vai. Hummm… duas ideias surgem aqui:

  • Vai ser preciso comprar algumas instalacoes, como duas balancas, uma grande e outra pequena, talvez prateleiras e estrados, mesa, cadeiras… Tambem seria necessario ter um telefone com numero da casa, o que implica no aumento do aluguel em 50,00. Nao incluimos isso no capital acima.
  • Como sera feito os pagamentos? Nao paga com dinheiro. Fica uma caderneta na cooperativa anotando todas as retiradas de todos os socios e cada socio tem sua caderneta.
  • Muito importante: comprar um computador e instalar internet. O que implicaria no aumento do aluguel em 100,00. A maioria dos pobres nao tem computador, internet apenas no celular. Entao a cooperativa ja comecaria a funcionar tambem como uma lan house. Os jovens e criancas seriam os maiores candidatos a usarem. Mas eles dificilmente tem o dinheiro para pagar as horas. Entao a casa faria um plano de tantas horas gratuitas para cada associado. Seria calculado das 8h da manha as 18h, 10 horas por dia ( supondo que mais alguem estaria na casa durante todas estas horas), 300 horas por mes, entao cada socio ( ou membros de sua familia) teria 1 hora e meia de graca por mes. Numa lista na parede – que seria copiada no cumputador – cada socio escreveria sua data e hora de uso. Nota: observe que mais a frente, no item internet, vamos deparar com problemas que vai mudar este calculo. Em que horas alguem da casa vai usar o computador para registrar a contabilidade da cooperativa? Isto seria preferencial e diminuiria as horas gratuitas para cada socio. Tambem teria que comprar uma impressora e papeis para imiprimir os balancos e pendurar na parede e depois para mandar uma copia para cada socio.
  • Mas aqui comecam a surgir um monte de ideias derivadas. Cada computador custa, digamos, 3.000,00. Dividido por 200 socios, da 15,00 cada um. A casa colocaria o segundo computador pra aluguel, a 2,00 por hora. Tanto para socios como nao-socios. O jovem que quer usar mais e tem 2,00 no bolso vai la’. Se alugar as 300 horas mensais vai dar 600,00 no primeiro mes, digamos 31 de abril. No segundo mes os socios poe mais 2.400,00 do bolso ( 12,00 cada um), que com os 600,00, compra outro terceiro computador. Este vai render mais 600,00 que no final do mes 31/maio, os dois computadores de aluguel rendem 1.200,00. Entao poe mais 1.800,00 ( 9,00 cada um) e compram outro computador. Agora a casa tem 4 computadores, um fixo gratuito para os socios e 3 para aluguel. 3 x 600,00 = 1.800,00, no terceiro mes, ou 31/junho. Alguns senões: os computadores nao vao estarem alugados todo o tempo, entao os 600,00/mes nao sao garantidos. Para cada novo computador tem que comprar uma mesa e uma cadeira. Mas… entao em 31 junho os socios poe mais 1.200,00 (6,00 cada um) que com 1.800,00… vem o quarto computador para aluguel. Bem, esse ramo da lan house seria algo paralelo, a renda nao seria muito previsivel, os computadores iriam ocupar espaco que talvez faltasse as mercadorias, etc. Mas temos que considerar que em 4 meses os socios vao ter 5 computadores pagos num valor de 15.000,00 quando de seus bolsos sairam apenas (15 + 12 + 9 + 6) = 42,00. Sao 5 computadores novos que se venderem por 2.000,00 cada fazem 10.000,00 que dividido da 50,00 cada um… mais as 6 horas ( 4 meses a 1,5 h = 6,00 h) de uso gratuito mais o uso do computador pela cooperativa. E aqui surge outro problema que nos obriga a voltar no inicio e recalcular uso do computador fixo e gastos com mais instalacoes (impressora) e papel.
  • Mas de tudo isso, vimos que da ideia inicial de um armazem apenas com mercadorias, já surgiu uma atividade anexa beneficiando os socios: a internet em computadores partilhados, uma lan house.
  • Um bar num barracão anexo ao armazém?

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