Uma grande vantagem da Matrix/DNA sobre a evolução universal

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Vamos supor um filme documentário de uma hora sobre a historia do Universo.

Agora vamos dividir a fita deste filme em 60 pedaços, cada um correspondendo a um minuto do filme. Vamos chamar cada pedaço de “variável” ( no método científico, uma variável é um fato que pode mudar de acordo com os ambientes, circunstancias, etc. Por exemplo, cada uma das based do DNA é chamada de variável).

Então a fita está dividida em 60 variáveis. Agora vamos supor que você nunca viu o filme e eu lhe dou apenas 4 pedaços, 4 variáveis e peço para você montar o quebra-cabeças, ou seja, monte um filme igual ao original. Claro que você não vai conseguir, pois tendo apenas 4 minutos sendo cada um aleatório de diferentes partes, não pode dar ideia sobre o que é o filme inteiro. Depois de muito pensar você pode montar um filme em que se encaixe os 4 pedaços, e esta será sua “teoria” sobre o que deve ser o filme.

Quando fiz esta experiência, pensei que um pedaço mostrando uma supernova explodindo era um ovo sendo quebrado, que o campo gravitacional de uma estrela era a asa de uma galinha, e meu filme final ficou sendo a história da galinha e  o ovo. Nada tinha a ver com o filme original.

Assim é a teoria do Big Bang. Tendo apenas 4 variáveis ( a cosmic wave background, a curvatura da luz, a expansão do Universo, e… não me lembro agora a quarta ), tentaram montar o filme dinâmico da História do Universo. Estas 4 variáveis levaram-nos a uma hipotética origem começando com uma grande explosão, a história toda se desenrolando ao sabor do acaso, etc.

Sera que montaram algo parecido com a real Historia do Universo ou algo como a historia da galinha e  o ovo, que nada tem a ver?

Eu tentei montar este filme com um método diferente. Partindo do pressuposto que tudo o que o Universo produziu e que podemos conhecer de fato hoje, foi por uma longa cadeia de causas e efeitos de 13,8 bilhões de anos, sem nenhuma interferência sobrenatural, eu desenhei tudo isso que pude em pedaços de papel e espalhei-os sobre o terreiro de cimento onde meu avô secava e rastelava os grãos de café ao sol, aproveitando um periodo entre safras. Lá estava o desenho de uma mitocôndria, de um chifre de cavalo… quero dizer… de uma vaca, a folha da jabuticabeira, o rabo do esquilo perto do rabo do macaco, a segunda lei da termodinamica, o átomo de tungstênio, o coitado do rebaixado Plutão, a tal cosmic wave background, etc., e etc. Por cima contei uns 1.500 papeis. Continuei por semanas fazendo mais papeis, pois sempre lembrava de novos fatos, eventos, fenomenos naturais que eram importantes, influenciaram na historia, nao podiam ser esquecidos. La ia pelos 3.000 papeis…

Então andava no meio deste terreiro olhando para os papéis no piso. Aí peguei o rastelo do meu avô mais uma pá e carreguei todos estes papéis pondo na caixa de cimento vazia que estava ao lado do terreiro. Fiz uns cálculos, cheguei ao número seis, peguei giz e rabisquei o chão separando o terreiro em seis retângulos. Pequei tábuas velhas da casa que meu avô havia desmanchado e as fixei acima das linhas de giz fazendo seis caixas separadas. Eu não queria que o vento levasse os papéis de um retângulo para outro.

Então pegava da caixa de cimento um punhado de papéis e olhava um por um, se era átomo ou organela de célula, ou órgão de organismo, etc., e colocava em caixas específicas. Assim separei a evolução universal em seis quadros, seis momentos históricos. Aí chegou a vez das varinhas. Se na casa das organelas tinha a mitocôndria, com certeza ela veio da evolução de algum principio que tinha de estar em algum daqueles papeis que estavam na casa do estado do mundo antes de surgir as mitocôndrias. Obviamente este estado do mundo era composto por astros, galaxias. O que mais funcionava como uma mitocôndria no espaço sideral? O que tinha ali com cara de mitocôndria? E ribossomos… E achava o pulsar, funcionando igual mitocôndria, produzindo igual mitocôndria, então deve ser este o danado ancestral. Para fixar aquela conexão eu cortava uma varinha no tamanho da distância entre o pulsar numa casa e a mitocôndria na outra casa e deitava ali entre os dois a varinha. Acabei tendo uma rede, uma network complicada dos diabos, quase acabei com a mata do meu avô para conseguir as varinhas, enquanto depois do trabalho ele ia no terreiro ficava olhando aquilo curioso, mas ainda me incentivava.

Finalmente as varinhas deram a dinâmica ao filme, as figuras se tornaram ativas personagens e mudando de formas ao longo de toda a historia, entao montei o filme final, uma nova versão do filme da história do universo.

Se esta versão estiver mais correta que a versão do Big Bang deve-se ao fato que,  enquanto os teoristas do Big Bang começaram e fizeram o filme todo com apenas 4 variáveis, eu comecei com milhares de variáveis.

Apenas para citar um exemplo, hoje ainda a Teoria da Evolução ( mesmo depois de milhares de remendos feitos na teoria do Darwin) esta apresentando muitos buracos. Estes buracos não existem na minha teoria da evolução, eles foram preenchidos e explicados. isto porque Darwin montou a teoria com apenas três variáveis – Variação, Seleção e,  Hereditariedade – enquanto eu encontrei na evolução cosmológica mais 4 variáveis. Então montei a teoria com sete variáveis, em situação mais favorecida que Darwin.

Quanto menos variáveis você tiver, mais difícil será calcular o filme inteiro. Uma variável apenas a mais, já ajuda muito. Imagina milhares de variáveis a mais…

Agora, cá entre nos… quando nos conscientizamos da inimaginável imensidão deste Universo, com um trilhão de galáxias cada uma com 100 bilhões de estrelas, e tudo isso rodando durante 13,8 bilhões de anos, um tempo que cérebro nenhum consegue processar, eu pergunto: Quantas variáveis, quantas evidencias, serão necessárias para montar a real Historia deste Universo?

Eu chutaria umas cem bilhões de variáveis, apenas para calcular algo próximo da historia real. Por isso não posso acreditar na minha versão desta história, feita com apenas miseras 3,000 variáveis. O que não me entra na pchuluca da minha ideia e como estes caras, com apenas 4 variáveis, criaram tanta fé na sua versão desta história!

  • ” Mas… mas se não se pode acreditar em nenhuma versão da Historia do Universo, porque você botou tanto trabalho para fazer uma?”
  • ” Well… por dois motivos principais: Primeiro, justamente para me vacinar contra a fé, que fecha as mentes ‘a busca de mais conhecimentos, a criatividade, etc. Se fosse educado num ambiente acadêmico certamente esta teria entrado e dominado minha mente como uma doutrina, e tendo uma outra diferente versão, eu fico suspeitando sem ser doutrinado; Segundo porque as teorias tem ajudado muito no desenvolvimento do nosso conhecimento. Teorias sugerem, nos iluminam a fazer experiencias que sem elas nunca sequer imaginaríamos. Por exemplo, o Einstein teorizou que a luz distante de uma estrela deveria se curvar ao passar perto de um astro. Então alguns pesquisadores por causa dessa teoria montaram uma aparelhagem de observação numa eclipse solar e constaram a tal luz se encurvando. isto pode ter muitas aplicações em tecnologias, mas se não houvesse uma teoria, jamais teria sido descoberto. Outro caso foi a teoria de que deveria existir uma ressonância de fundo como uma especie de eco do Big Bang. Tipo de teoria que geralmente entra por um ouvido e sai pelo outro, não teria qualquer aplicação prática, mas é curiosa e isto fica memorizado na mente do leitor. Vai daí que certo dia engenheiros da telefônica estavam pesquisando as origens de ruídos nas linhas, detectaram um ruido vindo de longe… Se não tivessem lido a teoria, este ruido seria esquecido, como algo inevitável da natureza sem explicação, mas a teoria levantou e deu realce ao ruído, e aplicou-se a várias outras pesquisas e mais teorias, etc. Eu acho que não perdi meu tempo. Minha teoria geral esta falando de milhares de coisas que nunca se pensou e um dia uma destas coisas pode ajudar em mais um pequeno passo na grande senda conhecimento humano.

E se alguém tem curiosidade sobre como esta fé acadêmica esta funcionando, veja o vídeo no outro artigo seguinte.

 

 

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