Plano para conduzir pobres as associacoes: primeiro, maes e filhos. E o estado da atual desconfianca mutua

xxxx

Dois individuos tem entre si absoluta confiança mutua quando ambos sabem que “o outro sabe que para ele lhe é mais vantajoso me respeitando e sendo honesto comigo”. No seu ambiente comum ambos acreditam que ” ambos sabemos que ambos sabemos”. Pois a um individuo sera preciso saber, ter certeza que o outro tambem sabe disso. No terreno comum da sociedade brasileira a coisa funciona ao contrario. Pelo menos é o que revela a evidente autodesconfiança mutua quando se propõe que se unam como socios.

“Como vou confiar nele? Ele pode pegar toda a grana e sumir. Ou ele vai jogar todo o trabalho nas minhas costas.”

E’ quando alguem tem uma ideia que precisa ser feita entre socios e se sente inibido e nem tente convidar outros por causa deste problema.

“Ele vai logo ficar desconfiado que estou tentando arrumar uma maneira de tomar o dinheiro dele”

Entao aqui funciona o: ” ambos sabemos que ambos sabemos… que o outro pode ser um traidor”

Por causa disso tenho procurado saber qual o limite de socios por lei para se abrir uma conta bancaria, como todos os socios podem assinar todos os cheques, etc. Muitos casos de levantamento de fundos ou consórcios tem acontecido onde a conta bancaria foi aberta no nome de um individuo e ele sumiu com a grana. Aqui entra o artificio do capitalismo, que são as “sociedades anônimas” pelas quais um documento a parte afirma que muitos são os proprietários. Mas este documento a parte, não sei se é possivel para pequenos comércios, associacoes, propriedades, etc., portanto um caso a averiguar com advogados ou contadores.

Nao é entre radicais de uma mesma ideologia, entre irmaos, e nem mesmo entre pais e filhos que se apresenta o mais forte índice de confiança entre dois humanos. temos visto casos de guerras entre pais e filhos, violência, etc. Mas entre mães e filhos dificilmente vemos – a não ser no caso de doentes mentais.

Para iniciar as associacoes sugeridas pela Matrix/DNA, seja no consumo ou na unidade de trabalho, devemos entao pensar em algo factível com mães e filhos. Apenas depois de firmar um bloco de varias mães e seus filhos numa associação, pode-se experimentar incluir outros individuos esparsos.

Qual tipo de unidade de producao funciona bem estando trabalhando mulheres-mães e filhos, tanto homens como mulheres? Caso a pensar.

Precisa-se lembrar tambem que outro grupo onde surge forte sentimento de auto-confiança: é o caso dos soldados de um mesmo exercito. Mas ali este sentimento e alimentado e duradouro enquanto existir guerra ou derrota como dominados, ou ótimo estado financeiro do exercito no tempo de paz. Existe algum tipo de associação no consumo ou trabalho entre soldados?

Ao mesmo tempo notamos aqui uma das causas da atual mentalidade anti-associativa no Brasil. A mais forte confiança mutua entre dois humanos acontece quando dois individuos percebem e acreditam que em dois se conseguira melhor um objetivo do que estando sozinho. Mas ainda não sera suficiente se um desconfiar do outro. Se a desconfiança mutua antecede o momento da descoberta da – a uniao seria melhor – a desconfiança inicial vence e não havera uniao forte, mesmo porque, enquanto a energia maxima dos dois é necessária para o objetivo, ambos gastarão energia e tempo vigiando o outro ou pensando em preparar rotas de fuga caso o outro se torne traidor.

E isto é o que se observa nos brasileiros, e povos em geral. Onde esta a causa? No inicio das formações humanas, quando ainda vinham do ambiente selvagemente competitivo dos animais irracionais, deveria ser comum o estado de desconfiança mutua. Entao isso explica a causa da desconfiança mutual entre humanos vindos de sistemas sociais que foram implantados com os valores da mutua competição.

Temos entao que procurar na cultura brasileira implantada pelos colonizadores (e na Biblia, que incentiva humanos a separarem-se entre si para cada qual buscar sua uniao com Deus primeiro), estes slogans incentivando a mutua competição para fragmenta-los e desconstrui-los perante a luz de fatos naturais. E não se esquecer tambem que a existencia de frações do grande erro no próximo causa entre dois individuos uma certa rejeição, mas isto parece dificil de se consertar. Esta providencia deve vir mesmo antes da tentativa de se iniciar as associacoes.

Esta ideia nasceu lendo o seguinte trecho num artigo:

” The characteristics that shaped our genus and eventually our species were developed while those ancestors were living in little groups of about 15 to 25 individuals (na Africa, no principio do homo sapiens).  Success under these conditions became closely tied to functioning well in small groups, including for example, having a reputation for being trustworthy…

Over tens of thousands of generations being good at understanding each other in a sympathetic fashion provided a distinct advantage and the genetic makeup of our lineage changed accordingly: Gene-forms that made them better and better cooperators were favored.  Duke University psychologist, Michael Tomasello proposes that within these little communities a novel human-specific phenomenon which he calls joint intentionality emerged.  Here’s how he summarizes it:

A joint agent is created when two individuals each intend that “we” act together jointly toward a single end, and they both know together in common ground (they both know that they both know) that this is what they both intend

Link: On Peaceful Science.org – Darrel Falk

Tags: ,