Uma Cientista que Gosta de Uma Minhoca Aprende a Pensar Como Minhoca e a Falar Com…

… leigos como eu, que só entende a Ciência quando explicada assim, com humor e de maneira fácil. A Dra Bargmann passou 24 anos de sua vida estudando os neuronios de uma espécie minuscula de minhoca, menor que um milimetro, a C. Elegans. Publicada no New York Times a notícia fomentou interessante debate entre os prós e os contras. Vale a pena patrocinar tais pesquisas? Mas como vamos um dia entender o cérebro humano se não começarmos pelo estudo dos neuronios de minhocas? O debate continua na seção comentários do artigo online, e eu, representando a cosmovisão da Matriz/DNA que sugere explicações surpreendentes estou participando sob o pseudônimo de Austriak727. (Veja o artigo em


In Tiny Worm, Unlocking Secrets of the Brain

Mas a doutora parece que exagerou na sua heróica missão pois ela mesmo diz: “ O Dr. Horvitz me disse que a minha melhor qualidade como cientista é que eu consigo pensar como uma minhoca.”
Isto é o que eu chamo de método cientifico reducionista na sua extrema expressão. Mas o Dr. Horvitz, chefe do laboratório, explica: “Cori Bargmann é talentosa além de conseguir pensar como uma minhoca. Ela pode pensar como poucas pessoas de uma maneira rigorosamente criativa, e assim ela tem repetidamente desenvolvido novas maneiras de abordagens aos problemas.”

A C. Elegans tem sido cada vez mais apreciada nos estudos de laboratório devido ela conter os principios do que os animais superiores e o homem contem nas suas formas mais simples. Por exemplo, enquanto o cérebro humano tem bilhões de neuronios e trilhões de conexões entre eles, a minhoca tem apenas 302 neuronios e cerca de 8 mil conexões. Ela se alimenta de bactérias que consomem principalmente plantas e corpos putrefatos. A doutora descobriu uma série de novidades que interessam a cientistas de muitas outras áreas. Por exemplo, a C. Elegans é cega e seu mundo é guiado pelos cheiros. Se ela é cega como ela detecta onde está uma bactéria, sua comida? Ora ela se especializou em identificar o cheiro da comida das bactérias, os aromas da putrefação. Claro, se você quizer encontrar macacos vá onde estão as bananas.

Foi quando o artigo mencionou esta novidade que a Matriz/DNA se remexeu nas galáxias e cutucou meu cocuruto mandando mais uma inspiração e não resistí à tentação de entrar no debate… graças à complacência do pessoal do New York Times que a tempos tolera a minha luta pela Matriz.

A Matriz/DNA se despertou devido ao seguinte texto do artigo (não meta o pau na minha tradução, eu fiz o possível… e aproveite para exercitar seu Inglês corrigindo meus êrros) :

“She found that worms with a mutation in a gene called odr-10 could not smell diacetyl,
“Ela descobriu que minhocas que têm uma mutação num gene chamado odr-10 perdem a capacidade de sentir o cheiro de diacetyl,

a chemical that gives butter its odor and is produced by a bacterium that is a favorite worm food.
uma molécula química que dá à manteiga o seu odor e é tambem produzida por uma bactéria que é a comida preferida da mandioca… digo… da minhoca.

The odr-10 gene, which makes the odor receptor protein that detects diacetyl, is active in neurons that guide the worm toward a scent.
O gene odr-10, o qual produz a proteina receptora do odor que detecta diacetyl, é ativo em neuronios que guiam a mandioca… raios,… a minhoca, na direção do cheiro.

Dr. Bargmann switched things around so that odr-10 was expressed only in a neuron that detected scents repulsive to the worm.
A Dra. Batman… quer dizer, Bargmann, misturou as coisas de maneira que sómente o odr-10 era expressado num neuronio que detecta aromas repulsivos à minhoca.

These worms backed away from the buttery odor, showing that it is not the odor receptors but the wiring of the nervous system itself that determines whether the worm deems an odor delicious or detestable.
Estas minhocas fugiram longe do cheiro do Ministro Manteiga,… glup… da manteiga, mostrando que não são os receptores de odor mas sim a rêde de fiação de conexões do sistema nervoso que determina que a minhoca julgue se um aroma é delicioso ou detestável (é assim que vai se aprendendo a pensar como minhoca. Conheço um cara que não pensa nada mais do que em sexo, não sei porque. A unica informação que tenho é que o unico neuronio bom que lhe restava desceu para a cabeça de sua minhoca de estimação…).

This was a surprising result because most people thought that sensory information was perceived as neutral, with the brain deciding
Êste foi umresultadosurprfeendente porque a maioria dos cientistas pensavam que a informação sensórea fôsse percebida como neutra, como cérebro decidindo

later from the context whether it was good or bad.
mais tarde desde o contexto se ela é boa ou ruim.

Some scientists said that only worms behave this way,
Alguns cientistas disseram que sómente minhocas se comportam dessa maneira (e daí?! Temos que respeitar as culturas dos outros, não é? Se esse comportamento é aceito pelo consenso geral e tornado legal pela constituição suprema na civilização das minhocas, nada temos que meter o bedelho no meio…),

but the same result was later obtained in mice.
mas o mesmo comportamento foi mais tarde descoberto nos ratos.

Mas é aqui que reside uma beleza incomensurável na Natureza que só os loucos pela Natureza sabem ver e apreciar. Esta palavra, diacetyl, iluminou de repente uns neuronios na minha cabeça. Acontece que tempos atrás na pesquisa quando desenvolvia os modelos da Teoria da Matriz/DNA trombei com esta molécula e tive que estuda-la mais a fundo. Procurava resolver o mistério de como a Natureza inventou, onde ela foi achar a idéia, de fazer com que o primitivo RNA construísse uma cópia de si mesmo mas com rotação oposta e pondo-a em paralelo saindo-se com o genial DNA. Foi quando descobrí que o RNA é o representante biológico apenas da meia-face esquerda da Matriz, mas como no circuito o fluxo de informação vai de baixo para cima no lado esquerdo, basta continua-lo no espaço de átomos ao caos que ele os organiza e constrói uma cópia e a coloca ao lado direito, quando o fluxo vem de cima para baixo. Isto resolvia um dos maiores mistérios da Ciência: o problema que os quimicos conhecem bem e é chamado quiralidade. Você põe sua mão aberta e com a palma virada para um espelho e verás a imagem refletida no espelho. Assim, as mãos humanas são talvez o mais universalmente reconhecido exemplo da quiralidade. A mão esquerda nunca se produz no espelho como a imagem superposta da mão direita; não interessa como as duas mãos são orientadas, é impossível fazer com que as maiores caracteristicas das duas mãos coincidam. Eu girei de todo jeito na frente do espelho, fiquei de cabeça para baixo plantando bananeira, fiquei de quatro e passei a mão pelo meio das pernas para ver se enganava o espelho, perdí o equilibrio e quebrei quatro espelhos – tudo em nome da Ciência – mas nunca o conseguí. Assimetria é o nome disso.

E o que tem a ver o tal diacetil, a substância que dá aquêle gôsto na manteiga, com a quiralidade e a minhoca? Tudo. Acontece que a Natureza antes da origem da Vida produzia todos seus sistemas contendo moléculas com sentidos de rotação direito e esquerdo. A matéria inanimada é formada pelos dois opostos sem problema. Mas quando chegou na hora de começar a fazer os seres vivos… ela só pegou as moléculas esquerdistas. Todas as moléculas em nosso corpo são “left-handed”, como dizem os inglêses. Enquanto isso, tôdas as moléculas direitistas são tóxicas, venenosas para nós. E o grande mistério que tira o sono dos cientistas ainda hoje é: “Porque? Não faz sentido!”

A Teoria da Matriz/DNA matou a charada: representando o lado esquerdo da fórmula da Matriz, as moléculas à esquerda representam o fluxo de energia/informação no seu estado de crescimento, construção. No lado esquerdo da Matriz está a metade do período da vida em que o corpo cresce e se desenvolve. Vai do Buraco Negro na Função 1 ao Pulsar na Função 4. A partir daí a energia começa a decair em qualidade, tem inicio a entropia, que é a degeneração do corpo. Ora, a Vida foi iniciada para evoluir e não parar no primeiro ser vivo, na primeira célula completa. Se os sistemas vivos possuissem as duas metades, a primeira célula teria ficado patinando sem sair do lugar, jamais evoluiria para coisa alguma. Estaria repetindo o circuito de sistema fechado do nosso ancestral LUCA, que é um fim em si mesmo, como a Matriz foi no estado das galáxias. Por isso as moléculas direitistas representam a morte para nós. Tu tá pensando que a Natureza é burra?

Mas agora vamos ver como matei a charada da minhoca no New York Times. O diacetil é uma molécula “aquiral”. Apresento em algum lugar aqui sua figura, dê uma olhada.

Do lado esquerdo temos o H3 vindo primeiro como na mão esquerda está o dedo mindinho. O C vem depois como o dedo polegar. Mas no lado direito, apesar dos mesmos elementos se repetirem, o C vem primeiro e o H3 vem depois. É a alma de ums sistema fechado que contem sua morte préviamente estabelecida em si mesmo. Mas para piorar as coisas, ao invés da costumeira ponte de hidrogênio ligando moléculas, aqui vemos uma ponte com dois oxigênios. Ora, o oxigênio, com sua configuração de 12 átomos, já foi identificado pela Matriz como o agente na nossa biosféra que representa o circuíto total e duplicado de sistema fechado. Por isso êle oxida tudo. Então, o fator entrópico, ou seja, a meia-parte do circuito que leva os corpos à degeneração é expressado duas vêzes no diacetil, e assim a parte esquerda é dominada, recessiva. Sendo um agente da morte, o diacetil não admira ser um veneno potente para nós. Sei de casos nos USA onde trabalhadores na industria de manteiga adoeceram por inalar demasiado diacetil e demandaram as empresas na justiça. E tambem, se a Matriz estiver correta, o diacetil deve ter como habitat natural todo lugar onde exista predominancia do processo degenerativo. A Dra. Bargmann confirmou as previsões da Matriz ao revelar que uma bactéria que se alimenta de matéria putrefata produz o diacetil. Pronto!

Porque a minhoca corre na direção de onde ela sente o cheiro de diacetil se êle faz mal aos seres vivos? Se é um aroma da putrefação? Ora, o cheiro da bôrra de vinho nos engenhos é quase insuportável. Mas o bom viciado em tomar vinho sempre corre na direção de onde êle sente o cheiro da bôrra… porque ali deve ter vinho. Nem bebado êle come a bôrra, assim como a minhoca, mesmo que a Dra. Bargman surrupie alguns de seus neuronios, não ingere o diacetil.

A minha segunda mensagem no debate foi devido a necessidade de ampliar o horizonte dos debatedores além do foco na minhoca e cérebro humano. Muitos oposicionistas acham que estamos desperdiçando dinheiro ao sustentar tais tipos de pesquisa. Ou seja, não vamos aprender sôbre o cérebro humano, que é o que nos interessa, estudando minhocas. Ledo engano.

A minhoca não possui um cérebro estruturado como o nosso, que reune todos os neuronios num só lugar. Ela possui os 302 neuronios espalhados pelo corpo todo formando apenas um sistema nervoso. Acontece que êstes micro-organismos foram nossos ancestrais. A evolução do nosso cérebro passou por êles.

A evolução no sentido sistema nervoso/cérebro pode ser comparada à evolução da blastula no sentido do embrião. Primeiro, nos iniciais estágios da gestação as células se multiplicam praticamente iguais formando uma bolota, onde elas parecem estarem distribuidas caóticamente. Mas alguns meses depois verificamos que daquela bolota começou a diferenciação celular e a formação de órgãos até chegar ao feto, ao embrião. Pois o sistema nervoso dêstes animaizinhos estão para o cérebro humano como a blastula está para o embrião.

Sabemos que a força misteriosa que estava nas células e produziu tôda sua evolução foi um comando de instruções em código denominado DNA. Então é racional que procuremos no sistema nervoso da minhoca um comando de instruções em código orientando-o na direção da formação de um cérebro. Ora, é o mesmo DNA. Mas como?!

Na blastula tem o DNA com instruções para fazer o embrião porque o DNA veio de alguem que foi uma blastula um dia e evoluiu para embrião. Portanto êsse DNA tinha o processo registrado como numa memória. Como poderia o DNA da minhoca ter registrado em sua memória um tipo de cérebro que só apareceria nos animais superiores, milhões ou bilhões de anos depois?

O cérebro humano tem cêrca de seis ou sete regiões, seis ou sete tipos de órgãos ou glandulas: pituitária, o hipocampo, etc. Cada uma é uma ferramenta biológica representando uma das seis ou sete funções universais tal como está na fórmula da Matriz. O cérebro foi desenvolvido a partir de um sistema celular, cujas seis ou sete organelas já representam estas funções sistêmicas. Então o cérebro nada mais é que uma construção da Matriz, ou seja, o ápice aqui nestas regiões do Universo da Evolução Universal. Êle já estava programado na Matriz desde as origens desta. Ora, e a Matriz está na memória do DNA. Entendeu?

Mas a Matriz vem de algo ou alguem que existia antes e gerou êste Universo. Talvez o cérebro humano já estivesse programado no precário sistema nervoso da minhoca porque o sistema nervoso da minhoca imita a forma de blastula que existiu no passado do cérebro dêsse algo ou alguem. Queres chamá-lo “Deus”? E porque não?

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