Surpreendente Possibilidade: Apenas os filhos do Sol foram amaldiçoados. Das outras estrêlas, não!

Recente artigo no magazine “Scientific American” nos conduz a uma inquietante conjectura. O artigo trata da solidão do Sol, o qual é diferente da maioria das estrêlas da Via Láctea porque, enquanto elas estão próximas entre si em grandes aglomerados, o Sol é a mais distante e solitária. Baseado nos modelos da Teoria da Matriz/DNA, sou levado a supor que existe para os astros celestes uma opção de escolha, entre tornarem-se sistemas abertos ou sistemas fechados em si mesmos. Se escolhem a primeira opção cercam-se de vizinhos e as formas de vida neles originadas não terão o “gene egoísta”. Mas se optarem pela segunda, como os modelos sugerem que é o caso do Sol, são separadas, isoladas do convivio com vizinhos e suas descendências serão “amaldiçoadas”, pois expressarão o gene egoísta e terão que pagarem o sacrificio de extirpa-lo.

Incrível. A idéia é insólita, mas tem uma lógica imaculada. Para entender isto é preciso conhecer o tópico nesta teoria que encontra um formidável paralelo entre a anatomia de LUCA – o ultimo celestial ancestral dos seres vivos na Terra, o qual é ou contem a própria Terra – o que aconteceu com LUCA, e a fábula da Gênese na Bíblia. O corpo de LUCA é um verdadeiro paraíso, visto de lado tem a forma de uma serpente, mas de cima tem a forma de uma maçã, porem é espirado com ramais na forma de uma árvore, é hermafrodita e portanto possui os ancestrais do homem e da mulher, reciclando a própria massa e energia degradada ele recebe o alimento gratuitamente, mas por se tratar de sistema fechado que é a extrema expressão do egoísmo foi atacado pela entropia que siginifica a morte, houve a queda na direção da superficie deste planeta e aqui se levanta como ser vivo mas condenado a obter o alimento pelo próprio suor. Enfim, só mesmo lendo o tópico e vendo os modelos se entende o que encontramos. Mas o fato surpreendente é que em nossa cosmologia, nosso ancestral não-vivo é um sistema termodinâmico que poderia ser muito bem descrito pela analogia que consta em Genêse.

E agora mais essa! O astronomo autor do artigo chega a insinuar que nossa estrêla foi afastada, banida, sem que se conheça a causa.  Ora, segundo os modelos da Matriz, isso explicaria muita coisa. Sabemos que a nossa Natureza imediata – aqui na superficie deste planeta – é um ambiente em estado de caos, e que produziu uma biosfera caótica. Quem tiver alguma duvida sobre isso, que vá à selva virgem e observe a verdadeira biosfera natural, como os elementos ali se conflitam, se chocam e como são torturados pela existência. Sempre pensei que isto vai contra totalmente a crença de que a Vida seria produto de um Intelligent Designer. Mas… e se realmente existe a opção para os astros escolherem entre sistemas abertos e fechados? Ora isto quer dizer que é respeitado o livre arbitrio – já que existe a possibilidade de escolha – que quem escolhe aquele caminho que deixa aberta a porta da Evolução gera em seu ambiente uma biosfera em estado ordeira onde seus herdeiros possuem uma existência feliz – e quem escolhe fechar aquela porta gera uma biosfera caótica e esse caos será o fator reparador do caráter equivocado. Então… retorna ao rol dos possiveis a possibilidade do Intelligent Designer?!

Questão profundíssima, tanto que nosso cérebro não será capaz de abarca-la e soluciona-la. Ora, sabemos que esse negócio de LUCA como sistema fechado em si mesmo é uma meia-abstração, pois na realidade o que existe é qualquer astro sujeito a um ciclo vital o qual possivelmente pode ressuscitar ou reciclar-se, ou ainda, replicar-se. Se ele estiver isolado, a massa e energia degradada proveniente dele como cadáver vai gerar um buraco branco ou negro como queiram e essa mesma massa e energia será a composição de novo astro, o que na realidade significa que é o mesmo astro anterior. LUCA não é um sistema concretizado materialmente no espaço, portanto não pode ser denominado de sistema fechado. Mas seu estilo de existência, quando isolado, é o próprio de um sistema fechado. Porém, como seria o mesmo LUCA se tivesse optado por ser um sistema aberto? Aqui a coisa se complica para mim. Se ele se abrisse para uma relação de troca com o exterior, digamos, na fase de jovem planeta, iria ele se transformar para a forma de pulsar? Ou do pulsar, aberto, iria para a supernova? Ou formaria outros tipos de astros meio parecidos com pulsar e supernovas? Neste caso quais seriam, onde estariam?

Ou então, a abertura que a evolução ( ou o Intelligent Designer?) espera de um astro, deve acontecer apenas na hora da sua morte? A massa e energia degradada, de um cadaver estelar que convive com vizinhos numa comunidade, Nào é canalizada diretamente para a reprodução do mesmo astro, mas sim vai para uma região onde chegam a mesma matéria de muitas outros cadaveres estelares, ali são misturados, e só então reinicia a reprodução… a qual neste caso nunca iria reproduzir um dos mortos.

Material para pensar, e muito. Será mesmo que um dia, quando houver contacto entre nós e outras formas de vida extra-terrestres, vamos descobrir que eles apenas conhecem a felicidade e nada conhecem das mazelas que nos torturam? Porque não descendem de ancestrais planetários ou estelares amaldiçoados?

Lembro-me de uma analogia. Quando Portugal quis colonizar o Brazil e sabia das agruras da selva tropical, encheu seus navios de bandidos das prisões. Muitos bons cidadãos brasileiros descendem daqueles pioneiros. Será que conosco – falemos da vida tôda na Terra, de todas as espécies – aconteceu o mesmo? Nosso ancestral teria sido banido por uma falta e nós, seus herdeiros, fomos considerados bandidos e por isso isolados e enviados para um inóspito novo mundo? 

Seja como for, note-se que se isto realmente ocorreu, não existiu nada de livre-arbitrio, de excomungação de estrelas, de maldição de descendencias. Tôdas estas palavras, estes nomes, são meras alegorias, pois o que aconteceu na realidade foi o livre fluir das forças naturais, da correnteza inabalavel de causas e efeitos. É possivel que a conjuntura em que se encontrava a nossa galáxia em seus primórdios produziu forças que dispersaram aglomerados de estrelas e aconteceu até mesmo destas forças terem incidindo com maior intensidade em algumas poucas estrelas, etc. Isolada uma estrêla, é possivel que ela se desfaça como as outras , mas diferentemente das outras ela seja refeita fielmente com a mesma matéria, como não poderia deixar de acontecer estando isolada. E que dentro da evolução cosmológica umna estrêla solitária, em suas diversas exist6encias, vá-se distanciando do formato das outras que evoluem em conjunto. Ora, evoluir em conjunto significa maior aquisição de complexidade e portanto maior riqueza de recursos. Se vida surgirem nestas, estas vidas serão mais bem providas. Tudo mecanicamente, natural, causas e efeitos. Mas que, surpreendentemente podem ser descritas por seres humanos na forma de alegorias imaginarias de romances, pecados, maldições, etc., como pode ser o caso da Genêse na Bíblia.

Raios, isto é fantástico. Precisamos destrinchar esta questão.   

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