As Ondas da Evolução ao Sabor dos Prévios Designs: a Teoria da Recapitulação e a Matriz/DNA

Enquanto nosso corpo estava sendo formado no utero materno, tivemos várias formas de animais inferiores, desde peixes, lagartixas (se você ver uma lagartixa por aí falando inglês, pode saber que foi um aborto humano prematuro de algum futuro poliglota), e depois da salamandra veio a forma de tartaruga, etc., como pode ser visto no desenho abaixo.

Teoria da Recapitulação

Êste desenho fundamentou uma teoria criada por Ernst Haeckel – Teoria da recapitulação – que por muito tempo foi acreditada no meio cientifico e intelectual, até que começou a aparecer alguns revoltados contra essa idéia e o mau uso politico que estavam fazendo dela (como o racismo, o machismo: ver artigo abaixo) coletando fatos contrários que punham em duvida a teoria e buscando êrros no desenho, até o ponto de hoje dizerem que Haeckel falsificou as formas intra-uterinas. Hoje, tanto as correntes ateístas como as criacionistas se opõem à teoria porque:

– sabendo-se que um embriào evolui pela fôrça de um elemento interno a êle – o projeto no DNA recebido de genitores de algum lugar alem de seu universo intra-uterino – e sabendo-se que o utero é préviamente desenhado para permitir essa evolução, isto tudo dá margens para racionalmente se suspeitar que exista um Intelligent Designer, o que é péssimo para a causa ateísta;

– sabendo-se que tanto o embrião como o utero materno não foram gerados por mágica e sim pelas simples forças da Natureza, isto leva à suspeita que a Natureza sózinha pode ter produzido a Vida e nós, não precisando de nenhum Deus mágico, e isso é péssimo para a causa criacionista.

Então, é claro, mesmo que a teoria esteja mais certa que errada, as intenções dos adeptos destas duas cosmovisões é derruba-la e ocultar seus destroços varrendo-os para debaixo do tapête.

Mas a nova cosmovisão da Matrix/DNA é agnóstica, a-partidária, a-politica, e não tem segundas intenções, apenas investiga o que os modêlos sugerem. Podemos errar na interpretação dos mapas mas sempre estamos prestando atenção em tôdo tipo de interpretação.

O que há de certo e errado com a teoria segundo nosso ponto de vista?

Primeiro é preciso entender nossa imagem da evolução. Pense num lago de águas paradas onde cai uma pedra, nas ondas circulares concêntricas que crescem e se multiplicam. a ultima onda sempre estará trazendo as forças e informações das ondas anteriores e avançando para águas novas onde existem novos elementos, como ciscos, organismos, fôlhas, etc. Se algum bólido como corpo vem rolando desde as primeiras ondas e agregam em si os novos elementos êste corpo está se tornando cada vez mais complexo. Em certo momento a força inicial começa a perder intensidade, as ondas se desmancham ou se misturam às areias das margens e tudo termina ( ou algo novo começa nas margens, pois aquelas informações talvez nào sejam destruídas). Esta imagem parece imitar muito bem um ciclo devida de qualquer ser humano. E aqui fica patente que tôda essa evolução é devida a um prévio projeto inicial ( sua intenção de produzir as ondas ao a tirar a pedra na água e os efeitos dêsse ato, ou a queda causal de uma pedra sem intenção alguma), mais um prévio projeto externo ( a própria existência do lago, da água, dos ciscos, tudo adequado à evolução das ondas e dos bólidos que elas carregam).

Então acho que a Teoria da Recapitulação deve ser mantida como um assunto em aberto, nós ainda não temos dados suficientes para determinar cientificamente se ela está certa ou errada. Eu acho que ela devia voltar a ser ensinada nas escolas pois é mais uma fonte para o livre pensamento aguçando a criatividade, o pensamento critico e a liberdade de pensar de nossos jovens.

Haeckel, em sua época, nada sabia da moderna cosmologia, senão teria visto que mesmo antes da forma de peixe, o bólido humano apresentou as formas de mórula, blástula, gástrula, as quais são como massas informes de células que são sistemas, contendo sub-sistemas, tais as formas da evolução cosmológica ocorrida antes das transformações dos sistemas não-biológicos em biológicos, as nebulosas de átomos, as nebulosas de sistemas estelares, e os aglomerados de galáxias.

Se realmente existir tôda essa recapitulação da História Universal em cada nascimento de um novo ser humano, fica excepcionalmente reforçada nossa interpretação atual de que êste Universo ou é uma reprodução genética natural, ou é produto de algum menino-deus peralta brincando de criar universos e nós dentro deles com softwares quanticos vivos. E nós aqui pagando o pato por essa brincadeira de mal gôsto!
Como essa matéria é mais um campo de pesquisa aberto para a Matrix/DNA, vamos abaixo registrando o que de importante for surgindo no mundo das noticias. ( Veja o excelente e esclarecedor artigo abaixo intitulado “Ernst Haeckel and the Biogenetic Law”, mas principalmente o texto que diz: “The Social Uses of Haeckel’s Synthesis”)

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Teoria da recapitulação

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A Teoria da Recapitulação, Lei da recapitulação ontofilogenética, mais conhecida pela expressão A Ontogenia recapitula a filogenia é uma teoria da biologia proposta pela primeira vez por Ernst Haeckel que a designou por lei biogenética. A ontogenia refere-se ao desenvolvimento dos embriões de uma dada espécie: a filogenia refere-se à história evolucionária das espécies. A teoria defende que o desenvolvimento do embrião de uma dada espécie repete o desenvolvimento evolucionário da espécie. Em 1965, George Gaylord Simpson chegou a afirmar em An Introduction to Biology que “o facto de que a ontogenia não repete a filogenia está agora bem estabelecido”.
Os biólogos e os morfologistas já demonstraram que não existe uma correspondência elemento a elemento entre a filogenia e a ontogenia, de forma que não se trata de uma Lei. Outro ponto que vale ressaltar é que os desenhos de Ernst Haeckel foram forjados. Embora não seja correta uma forma de recapitulação, muitos biólogos continuam a explorá-la e a considerá-la em seus estudos [1].
A teoria pode ser explicada se partirmos do princípio que uma espécie se transforma noutra por uma sequência de pequenas modificações no seu programa de desenvolvimento ontogenético (que é especificado pelo genoma). É possível produzir pulmões por pequenas modificações sucessivas do programa que gera as guelras, mas abandonar o programa das guelras e produzir um novo programa para os pulmões do nada deve requerir uma modificação completa no programa de desenvolvimento o que não é uma via plausível.
Em 1894, Adam Sedgwick, embriologista na Universidade de Cambridge, desafiou as duas afirmações de Darwin de que os embriões de vertebrados eram mais parecidos do que os vertebrados adultos, e que quanto mais jovem fosse o embrião, maior seria a semelhança.
Uma correspondência elemento a elemento entre a ontogenia e a filogenia é rejeitada pelos biólogos modernos. A questão do embrião humano se parecer com embriões de peixe é um bom exemplo que mostra como as ligações entre a ontogenia e a filogenia têm gerado muita confusão: as famosas “fendas das guelras”. Um embrião com um mês de idade tem certas dobras naquilo que será o seu pescoço, mas essas dobras nunca têm a função e nem mesmo a composição das guelras. O tecido das dobras na verdade está dando origem à mandíbula, ao pescoço, glândulas como o timo e não guelras, não estando ligadas à função de repiração nem fora da água.

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Devbio – Developmental Biology

http://9e.devbio.com/article.php?id=219

Ernst Haeckel and the Biogenetic Law
(An informed opinion)

A disastrous union of embryology and evolutionary biology was forged in the last half of the nineteenth century by the German embryologist and philosopher, Ernst Haeckel. Based on the assumption that the laws by which species arose on this planet (phylogeny) were identical to the laws by which the individuals of the species developed (ontogeny), he viewed adult organisms as the embryonic stages of more advanced organisms. This view was summarized by his “Biogenetic Law”: Ontogeny Recapitulates Phylogeny. In other words, development of advanced species was seen to pass through stages represented by adult organisms of more primitive species. In this view, the creation of new phyla is a step towards the completion of human development. In earlier epochs, only the initial stages of this development occurred, producing protists and cnidarians. Later, more stages are added sequentially until a human being has evolved. According to Haeckel, three rules sufficed to explain how this advancing ontogeny could generate new species. First, there was the law of correspondence. The human zygote, for instance, was represented by the “adult” stage of the protists; the colonial protists represented the advancement of development to the blastula stage; the gill slit stage of human embryos was represented by adult fish. Haeckel even postulated an extinct organism, Gastraea, a two-layered sac corresponding to the gastrula, which he considered the ancestor of all metazoan species (Haeckel 1867, 1879; see Gould 1977a).

Second, there was the law of terminal addition. The embryo evolved new species by adding a step at the end of the previous ones. In such a view, humans evolved when the embryo of the next highest ape added a new stage. This provided a linear, not a branching, phylogeny. This is a critically important departure from what we usually consider as Darwinian evolution.
There was also the law of truncation, which held that preceding development could be foreshortened. This law was needed to prevent gestation time from being enormous. It also was needed since embryologists did not observe all these stages in all animals.
This notion of ontogeny recapitulating phylogeny was not Darwinism. In fact, Haeckel’s synthesis was an attempt to fuse the works of Darwin, Lamarck, and Goethe. In Darwinism, contemporary species are seen as having a common ancestor. The result is a multibranched “bush.” (A tree metaphor has also been used, but trees have a central axis, on which scientists have frequently placed the lineage leading up to H. sapiens.) Humans are not “higher” than chimps, but have an ancestor from which both groups diverged. In Haeckel’s scheme, animals advance to new levels by adding stages to existing embryonic development. Humans were literally on the top. Interestingly, von Baer (1828) had disproven the “biogenetic law” before Haeckel ever invented it. In ridiculing the pre-evolutionary forms of this law, von Baer fantasized what would happen if birds were writing the embryology textbooks.
Let us imagine that birds had studied their own development and that it was they who investigated the structure of the adult mammal and of man. Wouldn’t their physiological text books teach the following? ‘Those four and two-legged animals bear many resemblances to our own embryos, for their cranial bones are separated, and they have no beak, just as we do in the first five or six days of our incubation; their extremities are all very much alike, as ours are for about the same period; there is not a true feather on their body, rather only thin feather-shafts, so that we, as fledglings in the nest, are more advanced than they will ever be . . . And these mammals that cannot find their own food for such a long time after birth, that can never rise freely from the earth, want to consider themselves more highly organized than we’?
By observing development, von Baer noted that embryos never pass through the adult stages of other animals. However, there are stages that related embryos do share. All vertebrate embryos pass through a stage in which there are embryonic gill slits. Fish elaborate them into true gills, while the slits become part of the jaw or ear apparatus in other vertebrates. But a frog or human embryo never passes through a stage in which it has the structures of an adult fish. However, even though von Baer and others had discredited the recapitulation notion, it became one of the most popular notions in biology. Gould (1977a, b) has shown that while recapitulation has a limited value in looking at in formation of related species, it is not a general phenomenon. However, recapitulationism became one of the central paradigms of biology. When it was eventually dismissed, the notion that embryology was an important force in evolution was also dismissed. (Indeed, half of Stephen J. Gould’s 1977 book Ontogeny and Phylogeny is spent exorcisizing the ghost of Haeckel so that we could discuss evolutionary developmental biology without having to deal with the biogenetic law.)

The Social Uses of Haeckel’s Synthesis

Even more than in biology, Haeckel’s “biogenetic law” was adapted uncritically by many of the newly forming social sciences. Early anthropologists espoused the view that other cultures were “primitive” in the embryological sense in that their development had stopped short of our own. Indeed, the word “underdeveloped” is still used to define such a culture. Since evolution was the successive adding on to the top of the tree, the different races could be ordered from top to bottom. (Indeed, they would have to be ordered linearly, since this was not a branched-chain model.) Previously, several historians of science had mentioned that Haeckel was anti-Semitic and that his biology was used by the Third Reich. These claims were repeated in this website. While his biology certainly attempted to rank human groups by racial characteristics, and it was used to justify one ethnic group’s claiming supremacy over others, it was not explicitly anti-Semitic. Nor was Haeckel an anti-Semite. Bob Richards (2007) has found that there was a confusion of identities (among other things) with another (and younger) Ernst Hckel of Jena. Indeed, in his ranking of humanity, the Semites did reasonably well, coming out usually just below the Aryans. (Blacks, Finns, and the Irish, however, have grounds for complaints.)
Haeckel brought the Western notion of the Great Chain of Being into evolutionary thought. Like the Medieval, Renaissance, and Enlightenment versions of the Great Chain, it celebrated the ascent of Man. And man is the gender that was important. Both races and sexes were ranked higher and lower, and white females were essentially put on the same rung of the evolutionary ladder as Black men or European infants. (Note the consistency: The younger stages of European males are represented by the adults lower on the chain). Thus, Carl Vogt, Professor of Natural History at the University of Geneva, and a contemporary of Haeckel, claimed (1864), “By its rounded apex and less developed posterior lobe, the Negro brain resembles that of our children, and by the protruberance of the parietal lobe, that of our females.” He concluded by stating that the brain characteristics together “assign to the Negro brain a place by the side of that of a white child.” Women were thought to belong there, too, as Vogt also concluded that “the female European skull resembles much more the Negro skull than that of the European male.” Nor was Vogt alone. He quoted numerous studies, including that of the anthropologist Hushke, who concluded that “in the Negro brain, both the cerebellum and the cerebrum, as well as the spinal cord, present the female and infantile European as well as the simious type.” Blacks, women, and children thus link the apes to adult white males.
One sees this notion of linear evolution in much social thought. In religion, it became the dominant way of looking at the history of Western religious thought: Judaism recapitulated paganism and then transcended it. Then Christianity recapitulated paganism, Judaism, and then transcended it. (This became known as the Wellhausen Thesis after the person who most clearly formulated it). Thus, Judaism was seen as embryonic Christianity, a more primitive form of thought, whose role was to prepare the world for the mature form. In a more truly evolutionary sense, one can see a branched-chain model of religious thought where Christianity and modern Judaism both arose from the Judaism of 2000 years ago (see the evolutionary parable concerning the phylogeny of religions).
Eventually, the Biogenetic Law had become scientifically untenable. (The revolt against this “law” was started in the mid-1890s by the British embryologist, Adam Sedgwick, who noted the accumulation of exceptions to this “rule” and was able to reinterpret older results without recourse to it. Moreover, the Biogenetic Law had become allied with the notion of the increasingly suspect notion of the inheritance of acquired characteristics. By 1922, Walter Garstang could provide a more sophisticated analysis of the relationship between evolution and development, showing that alterations in development could produce evolutionary changes.) However, it remains to this day a popular way for society to think about evolution. Dr. Spock (one of the most popular liberal thinkers in the United States) used it in 1968 to discuss the development of the human fetus, and an advertisement in Newsweek for Continental Bank in the 1980s shows a linear path from protist to banker (white, male, briefcase-bearing) when the bank claims to have evolved into “a no-holds-barred, full-blooded, undistracted, singleminded bank for business.” We should realize that such depictions of evolution are still at large in popular culture and that they are capable of inflicting enormous harm.

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PARTICIPAÇÃO DÊSTE AUTOR NO FORUM DA AMAZON.COM – SÔBRE ESTA TEORIA

http://www.amazon.com/This-should-listed-under-religion/forum/Fx2L5L6YWDEF2XQ/TxV83DNDLXN9CO/110/ref=cm_cd_pg_pg110?_encoding=UTF8&asin=0061472786&cdSort=oldest

Luis C. Morello says:
Richard,

You say: “Are you saying that ontogeny recapitulates phylogeny, also known as “Biogenetic Law”? When I was in graduate school, it was still taught as fact in anthropology. This view of biology is attributed to Ernst Haeckel. It was still popular just a generation ago with many evolutionists. Just not the evolutionary biologists and microbiologists!”

Luis Morello: ” I know about the theory (and a lot of fact in it) called “Biogenetic Law”, and the modern criticism about it. There are some important conceptual and mechanistic differences between the biogenetic law and the results suggests by the models of Matrix/DNA Theory. Haeckel and its followers worked only with biological evolution because they did not have the knowledge of imagens and patterns from Cosmos that we have today. We are seeing that the initial shapes following fecundation ( morula, blastula, gastrula) seems to be copies of the initial shapes following the Big Bang (atom nebulae, mass of stellar systems, mass of galaxies systems). Them we are applying the mechanisms and process that we see in human embryology for to calculate the processes and mechanisms that was driving the cosmos evolution… and vice-versa: known cosmological evolutionary mechanism for trying to solve unknown mechanisms in biological embryology. For instance, see this difference:

Ernst Haeckel, based on the assumption that the laws by which species arose on this planet (phylogeny) were identical to the laws by which the individuals of the species developed (ontogeny), he viewed adult organisms as the embryonic stages of more advanced organisms. But, what laws? Haeckel’s synthesis was an attempt to fuse the works of Darwin and Lamarck, who also worked only with biological evolution. As I said in the last post, the new models are suggesting that there is seven and not only three variable working inside biological evolution. One of these new mechanisms suggests that adult organisms has no direct influence but indirect: the adult organisms works and transform the environment which causes mutations for more advanced organisms. I have a Cartesian graphic explaining this very well, with a lot of samples from cosmological and biological evolution.

I think that the anger of modern evolutionary biologists in relation to Haeckel theory is similar to the cause that they are going far away from Darwin and coming with the “new synthesis”: the attack from creationists that Darwinian evolution brought Nazism , human robotism, etc. You can see a short resume relating how Haeckel theory was being used politically in a wrong way here:

http://9e.devbio.com/article.php?id=219
(copy and Google it)

About microbiologists negative idea about Biogenetic Law is due, I think, the normal aversion that the scientific reductionist method has in relation to scientific systemic method. Because Haeckels’ theory needs the hard study of patterns and comparative anatomy, which is not the business of reductionism. Maybe I am wrong. But, anger and aversion makes that one searches and select those evidences that fill up in his ideology, ( like I am doing searching evidence for my theories) you know it. Then, the sum of contraries evidences made that Haeckel’s theory was take out from scholar curriculum. It is bad because it was an important tool for learning the systemic approach.

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Menções dêste artigo na internet/e/ou outros:

InfoEscola » Biologia »
http://www.infoescola.com/biologia/teoria-da-recapitulacao/

Teoria da Recapitulação

Por Mayara Lopes Cardoso

Mais conhecida pela expressão “A Ontogenia recapitula a Filogenia”, a Teoria da Recapitulação (ou Lei da Recapitulação ontofilogenética, ou simplesmente lei biogenética) é uma teoria evolutiva proposta pelo naturalista alemão Ernest Heinrich Philipp August Haeckel que estabelece uma relação entre o desenvolvimento de embriões das espécies (ontogenia) e o processo evolutivo dessas espécies (filogenia), de modo a afirmar que o desenvolvimento embrionário de um indivíduo de determinada espécie traça os mesmos caminhos evolutivos dos embriões de toda a espécie.

Segundo a teoria de Haeckel, o embrião de um ser humano dava início ao seu desenvolvimento através de um ovo fertilizado, bem semelhante à primeira célula que apareceu no planeta; devido às sucessivas divisões celulares, surge então um embrião bem estruturado (o que o naturalista denominava “fase lombriga”); em seguida, esse “corpo” começa a desenvolver músculos, vértebras e uma estrutura bem parecida com brânquias (fase do “peixe”); depois há o aparecimento de membros, mãos e pés, e um rabo (fase do anfíbio); até que por fim, os órgãos se formam quase por completo e o rabo some (fase humana).

Ao lançar a teoria da recapitulação, Haeckel pecou por duas vezes: a primeira, quando propôs a teoria levando em consideração apenas as semelhanças do embrião do indivíduo com relação à espécie como um todo, sem dar a devida importância às gritantes diferenças, o que fez com que o naturalista fosse bastante criticado pelos embriólogos da época, como Janes Oppeinheimer e Erich Blechsmidt. A segunda, quando adulterou desenhos da cabeça de um embrião canino e utilizou deles para dar sustentação à sua teoria e conquistar o apoio de embriólogos renomados.

Por causa dessa fraude, Haeckel foi acusado por professores e condenado pelo tribunal universitário de Jena. Durante o julgamento, confessou que teria burlado uma pequena parte dos desenhos e ainda alegou que só os utilizou para preencher alguns vazios de sua teoria, e que apenas repetiu o que muitos cientistas faziam.

Embora a teoria da recapitulação fosse muito inconsistente e as críticas sobre ela tivessem fortes fundamentos, não deixaram de ensiná-la em escolas e universidades, e ainda foi muito citada em livros, mesmo sabendo que grande parte de tudo aquilo não passava de uma fraude. Há os cientistas que rebatem a teoria de Hackel, outros que continuam a estuda-la e considera-la um importante conhecimento evolutivo e têm nela, a maior teoria de evolução das espécies de todos os tempos.

Referências:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_da_recapitulação
http://s.silva777.sites.uol.com.br/biogenetica.htm
http://theuniversalmatrix.com/pt-br/artigos/?tag=teoria-da-recapitulacao

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