ORIGEM E EVOLUÇÃO DAS CÉLULAS; TEORIA OFICIAL E COMPARAÇÃO COM A MATRIX/DNA
( Artigo em construção)
Meu passa tempo preferido para livrar a mente das preocupações mundanas é montar quebra-cabeças, como tem na Internet muitos ”jigsaw”, em Inglês. Na nossa vida prática me parece que essa ocupação de montar quebra-cabeças foi a maldição sôbre Adão, pois o que determina se a Humanidade vive bem ou mal é sua capacidade de fazer mais rápido e montar o mais certo possível o quebra-cabeças que o mundo representa. Os pobres não tem tanta dessa liberdade de livre-arbitrio de observar o mundo, analizar e escolher o que fazer, mas os ricos para investirem e manterem seus patrimonios sabem muito bem o que estou dizendo. Um quebra-cabeças negligenciado ou mal montado – como por exemplo o quadro geral do planeta Terra no sistema solar – foi a causa do êrro nas influências humanas no aquecimento global agora.
Nascemos destinados a montar quebra-cabeças desde que as questões mais fundamentais em nossa mente nos leva a fazer isso: O que somos, quem somos, para que estamos aqui, de onde viemos, o que é a Vida, como a Vida apareceu no planeta Terra? É nesta ultima pergunta que entra êste tema da origem e evolução das células – constante na apostila escolar – por que na verdade a primeira célula foi o primeiro ser vivo completo que apareceu, portanto é a questão da origem da Vida, o primeiro ato e instante que começou a construção do corpo que temos.
Mas nêste quebra-cabeças da Vida o homem tem ainda muitas poucas peças, nenhuma idéia do que será o quadro final. Pois êste quadro tem que ser a figura do estado do mundo, ao menos do sistema solar, a 4 bilhões de anos atrás. Como era o mundo naquela época? Quem ou o que estava aqui?! Quais os elementos e substâncias existiam, quais os ingredientes continha a superficie da Terra? Quais as forças físicas atuavam sôbre estes ingredientes, além das descargas elétricas dos raios nas tempestades, da energia solar? Alguma coisa, alguma semente, veio de outra parte, trazida por alguém?
Hoje qualquer pessoa que sai do ginásio pode montar seu quebra-cabeças a seu modo, fazer sua teoria, pois na escola se aprende que os ingredientes que compoem os corpos vivos e deviam existir naquela época são poucos, assim como as forças fisicas, mas tem aqueles que não querem nem pensar nisso e se apegam a uma solução cômoda: foi Deus. Mas aí está a armadilha como tem mostrado as experiencias da vida, como aquelas mulheres e crianças cristãs que preferiram a comoda alternativa de acreditaram no seu Deus criador e salvador e foram comidos por leões na arena de Nero, o que evidenciou que seu mundo e sua crença estava tôda errada. Porem tambem tem aqueles que se recusam a raciocinar e deixam a solução para outros que empregam maior parte de seu tempo neste quebra-cabeças, como os filósofos e cientistas, mesmo que estejam ultrapassados pelas evidencias atuais: estes tambem caem nas armadilhas da Natureza como o aquecimento global, a epidemia da Aids, etc.,para só então descobrirem que seus mestres estavam errados. Êste tema é crucial, fundamental, para determinar seu destino, êle não pode ser deixado para outros resolverem, pois ninguem sabe quase nada, as peças que temos são poucas, e talvez você é justamente a pessoa que nasceu com o cérebro hard-wired mais adequadamente para elaborar o melhor quadro possivel nas condições atuais. O processo criador da Vida e o processo de sua evolução contem as forças e os mecanismos que faltam para nossas tecnologias nos libertarem do trabalho escravizante, para combater-mos nossos terroristas-virus inimigos mortais, para saber-mos namorar nosso planeta e o mundo cortejando-o para que êle nos aceite, nos permita continuar vivendo e nos trate melhor. Não neglicencie sua meditação neste quebra-cabeças, não deixe essa tarefa para outros que em nada são superiores a você e nada mais viram do que você tem visto, não confie em quem contou a milhares de anos atrás fábulas de deuses mágicos na Terra assim como hoje tem alguem escrevendo livros sôbre as fábulas de Harry Potter, e claro, não se deixe influenciar pela teoria dêste autor tambem, apenas analize se não tenho razão quando peço para fazeres uma pausa na corrida da vida materialista e pensar comigo neste assunto que está atuando sôbre nós hoje e sempre estará.
Ao lado da corrente dos pensamentos misticos dos religiosos tem existido as correntes dos naturalistas, racionalistas, os quais acabaram por conquistar o dominio das escolas e produzir este texto da apostila escolar. Mas êles começaram com os filósofos gregos que no inicio montaram seu quebra-cabeças cujo quadro final sugeria a geração espontanea da Vida: bastaria deixar lixo ou uma camisa suada num canto qualquer e os micróbios começariam a aparecer daqueles ingredientes. Porem o tempo foi passando e a cada intervalo se descobriam mais dados sobre a Vida, surgiu as lentes e o microscópio, o quebra-cabeças têve que ser refeito. Hoje – a julgar pelo texto desta apostila – a idéia de geração espontanea praticamente continua, apenas o “espontaneo” foi ampliado para alguns bilhões de anos e os processos foram mais detalhados. Será mesmo? Não existirá nêste mundo dimensões mais profundas de fenomenos que nossos pobres sentidos e mecanicos instrumentos cientificos não estão captando, os quais estariam por trás da criação da Vida e, portanto, faria essa idéia de “espontaneo” desaparecer ou virar de cabeça para baixo? Veja como apenas recentemente descobrimos a dimensão dos fenomenos quanticos e quanto ela está mudando os quebra-cabeças formulados antes.
Bem…, a partir de agora vamos ler e analizar o texto acadêmico e nas entrelinhas as interrupções que fiz para incluir os comentários da cosmovisão da Matriz/DNA. É quando você se depara com dois ou mais pontos de vista diferentes e tem que ser o juiz, dois ou mais quadros montados teóricamente por métodos diferentes, que você percebe a sua potencialidade para atuar, participar, e até elaborar seu próprio quadro, o qual poderá te ajudar a tomar as decisões mais acertadas nos problemas da sua vida. Lembre-se que o Universo é demasiadamente gigantesco, que sempre estamos descobrindo novas dimensões antes não imaginadas, que não sabemos ainda calcular a evolução de frentepara trás para saber o que era e como estava o mundo na época que a Vida surgiu, que temos talvez não mais que 10% das peças dêste quebra-cabeças, portanto, qualquer quadro que te apresentem pode ter 90% de êrros e superstições.
Origem e Evolução das Células
http://www.4shared.com/document/aUarhHvk/Orgem_e_evoluo_das_clulas.html
Admite-se que o processo evolutivo que originou as primeiras células começou na Terra a aproximadamente 4 bilhões de anos. Naquela época, a atmosfera provavelmente continha vapor d’água, amônia, metano, hidrogênio, sulfeto de hidrogênio e gás carbônico. O oxigênio livre só apareceu muito depois, graças à atividade fotossintética das células autotróficas.
Há 4 bilhões de anos, a superfície da Terra estaria coberta por grande quantidade de água, disposta em grandes “oceanos” e “lagoas”. Essa massa líquida, chamada de caldo primordial, era rica em moléculas inorgânicas e continha em solução os gases que constituíam a atmosfera daquela época. Sob a ação do calor e da radiação ultravioleta, vindos do Sol, e de descargas elétricas, oriundas das tempestades que eram muito freqüentes, as moléculas dissolvidas no caldo primordial combinaram-se quimicamente para constituírem os primeiros compostos contendo carbono. Substâncias relativamente complexas como proteínas e ácidos nucléicos, que, nas condições terrestres a mais, só se formam pela ação das células ou por síntese nos laboratórios químicos, teriam aparecido espontaneamente, ao acaso. Esse tipo de síntese, realizada sem a participação de seres vivos, é denominada prebiótica, e já foi demonstrado experimentalmente que ela é possível. O acúmulo gradual dos compostos de carbono foi favorecido por três circunstâncias: (1) a enorme extensão da Terra, com grande variedade de nichos, onde provavelmente ocorreu a formação de moléculas que foram mantidas próximas umas das outras e, certamente, diferentes das existentes em outros locais; (2) o longo tempo, cerca de 2 bilhões de anos, período em que ocorreu a síntese prebiótica no caldo primordial; e (3) a ausência de oxigênio na atmosfera, já mencionada, e importante porque assim as moléculas neoformadas não foram logo destruídas por oxidação. Na atmosfera amai da Terra, a síntese do tipo prebiótico é impossível.
Comentário da Matriz/DNA:
Vemos aqui o famoso “salto inicial sôbre o abismo do principio”. Como o vemos em qualquer religião e isto é inevitável pois o homem não sabe o que existiu e aconteceu remoto. Note que o texto diz claramente que “o processo evolutivo … começou na Terra…” Mas o que é “evolução”? Porque e para que ela existe e porque não existia antes na matéria? Não existe nenhum dado atestando esta afirmação, então porque o pensamento racionalista teria que admitir isto que não passa de uma hipótese? Você pode mesmo acreditar que essa coisa abstrata, conceptual, mas que é uma força atuante na história dos seres vivos, denominada “evolução”, teria sido inventada pela matéria estúpida de um planetinha que não passa de um ponto perdido no espaço sideral?! Esta questão é crucial pois ela tem impedido que o raciocinio humano dos jovens educados nos bancos escolares, quando se tornam adultos pesquisadores, procurem o processo da evolução tal como está elaborado Darwiniamente (com seleção natural, adaptação, etc.), no mundo daquela época e nos tempos anteriores. De onde veio essa a evolução, ela seria a mesma que Darwin pensou, ou ela não foi inventada aqui e veio contendo algo mais que ainda não descobrimos?
( continuará êste comentário )
Texto Escolar:
É provável que no caldo primordial tenham surgido polímeros de aminoácidos e de nucleotídeos, formando-se assim as primeiras moléculas de proteínas e de ácidos nucléicos. Todavia, somente ácidos nucléicos são capazes de autoduplicação, e a demonstração experimental recente de que, em laboratório, moléculas de RNA simples são capazes de evoluir para moléculas mais complexas, sem auxílio de proteínas enzimáticas, faz supor que a evolução começou com moléculas de RNA. Como será visto adiante, no Cap. 3, o RNA pode ter atividade enzimática, propriedade que já se pensou ser exclusiva das proteínas. Aparecidas as primeiras moléculas de RNA com capacidade de se multiplicarem e de evoluir, estava iniciado o caminho para as primeiras células. Porém, era necessário que o sistema autocatalítico ficasse isolado, para que as moléculas não se dispersassem no líquido prebiótico. Provavelmente ao acaso, formaram-se moléculas de fosfolipídios que, espontaneamente, constituíram as primeiras bicamadas fosfolipídicas, e estas podem ter envolto conjuntos de moléculas de ácidos ribonucléicos, nucleotídeos, proteínas e outras moléculas. Estava, assim, constituída a primeira célula, com sua membrana fosfolipídica. Os fosfolipídios são moléculas alongadas, com uma cabeça hidrofílica e duas cadeias hidrofóbicas. Quando estão dissolvidas em água, as moléculas de fosfolipídios se prendem por interação hidrofóbica de suas cadeias e constituem bicamadas espontaneamente, sem necessidade de energia.
Os dados hoje disponíveis permitem supor que, em seguida ao ácido ribonucléico (RNA), deve ter surgido o ácido desoxirribonucléico (DNA), formado pela polimerização de nucleotídeos sobre um molde (template) de RNA, e os dois tipos de ácidos nucléicos passaram a determinar os tipos de proteínas a serem sintetizada.
Aparelho criado por Stanley L. Miller para demonstrar a síntese de moléculas orgânicas, sem a participação de seres vivos (síntese prebiótica), nas condições da atmosfera terrestre há cerca de 4 bilhões de anos. O aparelho continha vapor d’água, proveniente do aquecimento do balão inferior. Pela torneira superior esquerda introduziam-se, na coluna, metano, amônia, hidrogênio e gás carbô-nico. Ao passar pelo balão superior direito, a mistura era submetida a centelhas elétricas. A mistura tornava-se líquida no condensador e era recolhida pela torneira inferior. Observou-se que esse líquido continha diversas moléculas de compostos de carbono (orgânicas), inclusive aminoácidos.
Considerando a enorme variedade de proteínas celulares, formadas por 20 monômeros diferentes (os 20 aminoácidos), é pouco provável que todas as proteínas se tenham formado por acaso. A síntese das proteínas deve ter sido dirigida pelos ácidos nucléicos, com eliminação das proteínas inúteis, pelo próprio processo evolutivo.
É razoável supor que a primeira célula que surgiu era estruturalmente simples, certamente uma procarionte heterotrófica, e, também, que essa célula foi precedida por agregados de RNA, DNA e proteínas, envoltos por bicamada de fosfolipídios. Esses agregados continuaram o processo evolutivo iniciado pelas moléculas de RNA, e deram origem às primeiras células, que devem ter sido procariontes estruturalmente simples.
Como essas primeiras células procariontes eram heterotróficas e, portanto, incapazes de sintetizar compostos ricos em energia (alimentos), o processo evolutivo teria sido interrompido pelo esgotamento dos compostos de carbono formados pelo processo prebiótico, nos nichos onde surgiram as células primordiais. Essas primeiras células, além de procariontes e heterotróficas, eram também anaeróbias, pois não existia oxigênio na atmosfera. Teria sido difícil sustentar o processo evolutivo das células primitivas, se elas tivessem permanecido dependentes, para sua nutrição, das moléculas energéticas formadas por síntese prebiótica no caldo primordial.
A manutenção da vida na Terra dependeu, então, do aparecimento das primeiras células autotróficas, ou seja, capazes de sintetizar moléculas complexas a partir de substâncias muito simples e da energia solar. Admite-se que tenha surgido, em células procariontes, um sistema capaz de utilizar a energia do Sol e armazená-la em ligações químicas, sintetizando assim alimentos e liberando oxigênio. Esse novo tipo celular seria provavelmente muito semelhante às “algas azuis” ou cianofíceas, que são bactérias ainda hoje existentes. Iniciou-se, assim, a fotossíntese, que ocorreu graças ao aparecimento, nas células, de certos pigmentos, como a clorofila (pigmento de cor verde), que capta as radiações azul e vermelha da luz do Sol, utilizando sua energia para ativar processos sintéticos.
O oxigênio liberado pela fotossíntese realizada pelas bactérias autotróficas foi-se acumulando na atmosfera. Isso veio a produzir grandes alterações na atmosfera, pois as moléculas do gás oxigênio (02) se difundiram para as alturas mais elevadas da atmosfera, onde se romperam sob ação da radiação ultravioleta, originando átomos de oxigênio, muitos dos quais se recombinaram para formar ozônio (03), que tem grande capacidade de absorver o ultravioleta. Desse modo, formou-se, pouco a pouco, uma camada de ozônio que protege a superfície da Terra contra a radiação ultravioleta, mas que é transparente aos comprimentos de onda visíveis.
O início da fotossíntese e as modificações da atmosfera foram de grande importância para a evolução das células e das formas de vida hoje existentes na Terra. Graças à fotossíntese, surgiu o oxigênio na atmosfera, e isso permitiu o aparecimento de células aeróbias, ao mesmo tempo que criou uma cobertura protetora de ozônio nas camadas superiores da atmosfera. As bactérias anaeróbias ficaram restritas a nichos especiais, onde não existe oxigênio.
Supõe-se que o passo seguinte no processo evolutivo, depois das células procariontes autotróficas, foi o aparecimento das células eucariontes. Tudo indica que as células eucariontes, ca-racterizadas por seu elaborado sistema de membranas, se tenham originado a partir de procariontes, por invaginações da membrana plasmática, que foi puxada por proteínas contrateis previamente aparecidas no citoplasma – Hipótese Autogênica. Essa hipótese é apoiada pela observação de que as membranas intracelulares mantêm, aproximadamente, a mesma assimetria que existe na membrana plasmática.
A face das membranas internas que está em contato com o citossol (matriz citoplasmática) assemelha-se à sua equivalente na membrana plasmática, e o mesmo acontece com a face voltada para o interior dos compartimentos intracelulares, que tem semelhança com a face externa da membrana plasmática.
A interiorização da membrana foi fundamental para a evolução das células eucariontes, pois formaram diversos compartimentos intracelulares, como o retículo endoplasmático, endossomos, lisossomos e aparelho de Golgi, que são microrregiões, cada uma com sua composição enzimática típica e atividades funcionais específicas. Esta separação molecular e funcional aumenta muito a eficiência dos processos celulares.
Essa hipótese é apoiada pela observação de que as membranas intracelulares têm constituição molecular muito semelhante à da membrana plasmática.
Há evidências sugestivas de que as organelas envolvidas nas transformações energéticas, cloroplastos e mitocôndrias, se originaram de bactérias que foram fagocitadas, escaparam dos mecanismos de digestão intracelular e se estabeleceram como simbiontes (endossimbiontes) nas células eucariontes hospedeiras, criando um relacionamento mutuamente benéfico e que se tornou irreversível com o passar dos anos, devido a mutações ocorridas no endossimbionte (chama-se endossimbionte a um simbionte intracelular) – Hipótese Endossimbiótica. As principais evidências a favor dessa hipótese são:
Mitocôndrias e cloroplastos possuem um genoma de DNA circular, como o das bactérias. Essas organelas têm duas membranas, sendo a membrana interna semelhante, em sua composição, às membranas bacterianas, enquanto a membrana externa, que seria a parede do vacúolo fagocitário, assemelha-se à membrana das células eucariontes hospedeiras.
Além disso, simbiose entre bactérias e células eucariontes continua acontecendo, sendo inúmeros os casos atualmente existentes.
Ao longo da evolução, tanto as mitocôndrias como os cloroplastos foram perdendo seu genoma para o núcleo da célula hospedeira, tornando-se dependentes do DNA dos cromossomos das células hospedeiras. A maior parte das proteínas das mitocôndrias e dos cloroplastos é codificada por RNA mensageiro proveniente do núcleo celular, sintetizadas nos polirribossomos da matriz citoplasmática e, depois, transferidas para dentro das mitocôndrias e cloroplastos.
Como teriam surgido as células eucariontes?
O aparecimento das células eucariontes, durante o lento processo evolutivo, é um aspecto de difícil elucidação, principalmente porque não existem hoje células intermediárias entre procariontes e eucariontes, o que facilitaria a elucidação dessa modificação evolutiva.
Parece claro que, embora as mitocôndrias e os cloroplastos sejam derivados de células procariontes, é difícil imaginar a formação de uma célula eucarionte pela simples união entre duas células procariontes típicas. Uma delas deve ter sofrido modificações evolutivas que não foram conservadas nas células procariontes atuais. E possível que as células eucariontes tenham evoluído gradualmente, na seqüência exposta a seguir (Fig. 1.12).
Uma célula procarionte heterotrófica e anaeróbia, já com o sistema DNA-^RNA-»Proteína funcionando, teria perdido a parede celular e, aos poucos, aumentado de tamanho e formado invaginações na membrana plasmática. Admite-se que, nessas reentrâncias, acumularam-se enzimas digestivas que permitiram uma melhor digestão das partículas de alimentos.
Desenho esquemático mostrando a teoria da origem bacteriana das mitocôndrias, por endossimbiose. Células eucariontes anaeróbias, primitivas, teriam fagocitado bactérias aeróbias. Estas, de algum modo, escaparam à digestão intracelular e estabeleceram inter-relações mutuamente úteis com as células hospedeiras, que assim se tornaram aeróbias. Ao mesmo tempo, as bactérias, entre outras vantagens, receberam proteção e alimentação em sua nova localização no citoplasma da célula hospedeira.
Então, algumas invaginações se desprenderam da membrana, formando vesículas membranosas que deram origem ao sistema lisossômico, às vesículas precursoras do retículo endoplasmático, e levaram para a parte profunda da célula o DNA que estava preso à membrana plasmática. Com o aparecimento de oxigênio na atmosfera, devido às bactérias fotossintéticas, devem ter surgido os peroxissomos defendendo as células contra a ação deletéria de radicais livres contendo oxigênio. Houve um aumento de DNA, paralelo à crescente complexidade celular, e esse DNA, constituído de longas fitas, foi concentrado em cromossomos, que foram segregados dentro do núcleo delimitado pelo envoltório nuclear que se formou a partir do material membranoso vindo da superfície celular. Houve também um desenvolvimento do citoesqueleto, com o aparecimento de microtúbulos e aumento na quantidade de microfílamentos. A medida que a concentração de oxigênio foi lentamente aumentando na atmosfera, as células que incorporaram procariontes aeróbios predominaram por seleção natural, por duas razões: a respiração aeróbia é muito mais eficiente e, além disso, gasta oxigênio, diminuindo a formação intracelular de radicais livres (radicais de oxigênio). Estes radicais oxidantes danificam muitas macromoléculas, podendo prejudicar o funcionamento das células. A endossimbiose (simbiose intracelular) de procariontes aeróbios deu origem às mitocôndrias, organelas com duas membranas, sendo a interna da bactéria precursora e a externa da célula eucarionte que estava em formação. Provavelmente, os cloroplastos se originaram de maneira semelhante, também por endossimbiose, porém de bactérias fotossintéticas. Ao longo da evolução, houve transferência da parte do genoma dos cloroplastos e mitocôndrias, para os núcleos celulares. Mas os cloroplastos transferiram menos DNA, em comparação com as mitocôndrias. É possível que a endossimbiose das mitocôndrias tenha ocorrido antes da endossimbiose que originou os cloroplastos.
Fonte:
http://www.anossaescola.com/cr/webquest_id.asp?questID=1413
www.scolaary.com.br







