A Aparência Humana é Falsa: Temos a Forma de Polvo, ou Neurônio

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Neuronio

Teoria da Matrix/DNA – Série: Pensando a Existência.

A caixa óssea do crãneo existe pelo mesmo motivo que as muralhas em volta de uma cidade, as paredes de uma casa. Nosso cérebro começou a fazê-la quando ainda era uma simples célula que foi adicionando material sólido como o cálcio, à sua membrana, e na longa história de nossa evolução a membrana se tornou no que é nossa cabeça hoje.

Somos na verdade, e em essência ultima, uma forma de polvo: uma bola meio deformada de massa mole e cinzenta a que chamamos de cérebro e suas ramificações que chamamos de medula e nervos. Igual a um neuronio com suas dendrites. Todos os preenchimentos de carne, gordura, ossos, são acessórios, como o são o monitor, o teclado, o mouse, a caixa desk, de um computador. É assim que o mundo aparece aos olhos de um filósofo naturalista que o observa penetrando-o em profundidade.

Na verdade, êsse nosso ser fisico, em sua forma e função final é apenas uma maior imagem projetada de uma imagem menor, o neuronio, que é sua unidade fundamental, seu building block. Nosso corpo maior, como polvo, e nosso corpo essencial menor, como neuronio, é no fundo, o mesmo fractal. Gostamos de acreditar que nosso “eu polvo” tem uma coisa invisivel e com conotações com o “divino” e a imortalidade, à qual demos o nome de “mente”. Se isso for verdade, imagino a mente como sendo o operador que fica sentado na cabine de uma retro-escavadeira, dirigindo-a e movendo seus tentáculos. Portanto, atendendo ao pedido do meu amigo e satisfazendo sua imaginação fiz um desenho do seu verdadeiro corpo contendo sua “mente” confortavelmente instalada:

A nossa forma de Polvo com a poltrona da Mente Invisivel

A diferença entre um cérebro e suas ramificações com uma célula e seus cílios é apenas evolucionária. Portanto, cérebro e célula são derivações de um mesmo fractal universal, ao qual denomino de Matrix/DNA. Cada glandula deve corresponder a uma organela, em têrmos de função. E se existe esta coisa de “mente”, “consciência”, ela reside nas sinapses, nas conexões.

O Ser Humano Oculto Pelos Seus Acessórios

O Ser Humano Oculto Pelos Seus Acessórios

Cada individuo tem seu estado particular e unico de existência aqui e agora, o qual foi construído e continua sendo determinado pelas suas experiências na existência. Por isso nossas crenças advindas das nossas interpretações do mundo, e nossos objetivos individuais diferem entre si. A minha experiência de vida foi péssima, uma tortura do começo ao fim, e tudo isto por um unico detalhe: nascí sob o equilibrio da miséria e nunca conseguí me desvencilhar dêle. Não me eliminei antes porque sempre fui débil mental alimentando uma esperança não racional de que aconteceria um milagre e eu seria liberto dêsse fenômeno nojento. Mas agora finalmente caí na razão e sei que não vai acontecer milagres. Portanto, o que vou dizer a seguir, nem é para ninguem ler, pois só poderia ser aplicado em quem foi construído nessa experiencia de vida e tivesse o cérebro hard-wired por uma genética igual a minha. Existem bilhões de pessoas existindo sob o ciclo da miséria, mas dentre êstes, são raros os que apresentam semelhante tipo intelectual.

Hoje e agora, o meu maior desejo é eliminar o polvo que sou. Terminar com essa existência absurda sem sentido que não dá lucro nenhum no final. Mas não suporto a violência necessária a um suicídio, derramamento de sangue, e a incerteza do que vai acontecer, por exemplo, na água, se eu me atirar da ponte. Por isso, enquanto o absurdo da existência vai sendo suportável, enquanto uma pressão maior que será a gôta dágua não acontecer, continuo sendo mais nada que isso, um objeto levado pelas fôrças da Natureza. Eu teria que ter o poder de desligar minhas ramificações que me trazem o mundo ao nucleo cérebral, para deixar de ser incomodado pelas percepções dêste mundo absurdo. Depois, teria que ser capaz de desligar as conexões entre neuronios, cortando fora as dendrites. O que ia restar do que sou? Um monte de bolinhas de massa mole e sôltas dentro de uma caixa de ôsso. Estas bolinhas iam se desintegrar em átomos e tudo o que sou hoje vai ser mais um montículo de terra.

Raios! Essa idéia das bolinhas me faz concluir que a diferença entre o meu “eu” que percebe o mundo e pensa que existe, e o meu corpo quando estiver morto, reside apenas nas conexões, nas sinapses entre neuronios. Estas sinapses é que fazem existir – e nelas residem – êste abstrato “eu”, a quem tenho que eliminar. Mas enquanto não me elimino, tenho agora mais material para enganar a realidade, superar as fôrças de percepção do mundo, e passar melhor o tempo que ainda tenho que enfrentar. Eu vou estar ocupado tentando ver e entender o que sou na mais intima essência: sinapses. Ou alguem poderia me apontar algo concreto provando que minhas conclusões e afirmações acima estão erradas?

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  • WJunior

    Se o eu são sinapses? Pense em uma cidade estrangeira…concluiu? me diz agora como você fez a escolha? que mecanismo moveu as sinapses até sua consciência?
    Me parece que as sinapses são anterior a consciência e tem algo anterior as sinapses que as influenciam…
    Se a resposta for apenas eletricidade, pelas leis da física a energia se transforma…