Do Big Bang ao Universo Eterno?

Existia um óvulo, cheio de líquido amniótico e nadando no meio estava o genôma feminino. De repente penetrou neste óvulo algo que parecia uma pequenina nave, dirigiu-se ao centro, parou por algum momento. Micróbios que andavam por ali fora do óvulo e a tudo observavam se agarraram uns aos outros com mêdo: a nave vai abrir as portas, vão sair os alienígenas e o que vão fazer conosco? De repente, no centro daquêle óvulo que parecia um imenso Universo, ouviu-se uma grande explosão. Pedaços da fuselagem da nave se espalharam por todos os lados, o líquido revôlto e volupteando encobria o ponto onde a nave estivera. Passado o susto, abriram os olhos e o que viram: os alienígenas tinham a mesma forma do genôma, porem eram todos machos.

 O primeiro instante da aparição de seu corpo nêste mundo foi uma cena de Big Bang.

Inclusive um micróbio brasileiro gozando no seu amigo português disse: 

– “Êstes caras só podem ser portugueses! Quem mais construiria uma nave sem portas que para saírem tem que explodi-la?”

Ao que o português replicou: ” Não, pois, pois! Devem ser brasileiros que fazem tudo sem plano confiando que depois dão um jeitinho…”

Claro que não era nave e sim um simples espermatozóide. Êle consiste de um invólucro cerrado e é aberto exatamente assim, rompendo-se bruscamente.

Pois desde 1970 estêve na moda a Humanidade acreditar que o Universo também surgiu através de um big bang. Mas como a Física domina ainda o pensamento cosmológico humano ela veio na frente com a explicação. Ora, nascida e criada aqui na superfície da Terra, onde a biosfera é um estado caótico da Natureza, onde os eventos físicos são mecânicos, violentos, a Fisica modelou o pensamento humano para crer que assim também seria a Natureza ainda desconhecida além da Terra, e projetou seus valores na ideação do Cosmos e intrepretação do momento inicial do Universo. A Biologia e as Humanidades parece que sumiram, se encolheram, pois não viram o óbvio e não levantaram a voz em protesto! Origens através de Big Bangs existem aqui na Terra a cada momento que nasce um novo picuá, ou melhor, que um óvulo é fecundado, mas vemos que é um evento relacionado ao mundo vivo antes de ser relativo a meros eventos físicos, dos quais nunca se viu nenhuma explosão dando origem a algo mais complexo, todo acidente piora a situação do que existia antes, então a Vida deve ser o parâmetro mais racional para explicar o Universo. Onde estavam os religiosos naqueles anos, se na Bíblia está escrito: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança!” para darem seu costumeiro jeitinho na coisa e remendar as palavras de Deus depois que perceberam que o corpo humano não pode ser à imagem de Deus? Ora, Deus estava se referindo ao modo de fazer, ao método de criar, quer dizer, “façamos o homem á imagem e semelhança do método como fizemos o Universo”. Podiam ter aproveitado a oportunidade e dormiram no ponto. A unica voz que sussurrou algo nêsse sentido mas não foi ouvida por ninguém porque estava isolada na selva amazônica fui eu quando enviei os manuscritos para registro dos direitos autorais de um livro para a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. No livro, em síntese dizia: ” o modêlo do ultimo ancestral comum nos obrigou a rever a História Cosmológica até os instantes iniciais do Universo, onde chegamos a um evento inicial que lembra o instante da fecundação de um óvulo e os calculos sôbre a formação das primeiras particulas materiais sugerem que êste Universo é uma produção genético/computacional.”

Assim como o óvulo da minha mãe estava desde o principio “tunelado, programado”, para produzir um ser vivo e com uma mente, a existência do Homem Mental nêste mundo depois de uma história de 13,7 bilhões de anos de tantas “coincidências” e eventos estatísticamente improváveis, encontra explicação mais racional se o Universo tambem estivera todo este tempo tunelado para produzir a vida inteligente, e pelo processo genético.

Mas a inteligência humana ainda nesta fase de embrião é lenta e comete muitos equívocos, muitos esquecimentos, como o absurdo de se esquecer que a Natureza apresenta duas faces – a do estado de caos e a do estado de ordem – e que basta qualquer índio do Amazonas levantar os olhos para o céu numa noite límpida e estrelada para perceber que lá reina o estado de ordem,  e com êsse esquecimento foi calculando tudo por lá como se as coisas acontecem como aqui. Se aqui existem leões carniceiros, os novos fantasmas que descobrimos e que denominamos buracos negros devem ser canibais do espaço, devoradores de mundos. Se a radiação cósmica e a expansão do Universo indica que tudo começou num ponto central é porque êsse ponto explodiu como uma dinamite… e assim vai.

Mas não era só um maluco filósofo correndo atras de macacos na selva para observar o movimento dos rabos e assim calcular os movimentos da cauda e trajetória de cometas, ou cutucava por trás um jacaré para desenhar no papel o arco do raio da lambada do rabo do jacaré e assim calcular o raio de curvatura do vôo do urubu malandro, que  balançava a cabeça negativamente discordando dessa cosmovisão. Também na cidade um grupo de cientistas desconfiaram da autoridade da Física para assenhorear-se do evento do Big Bang e procuravam outras alternativas. Foi então que surgiu o livro com o título acima, do brasileiro Mário Novello, doutor em Física pela Universidade de Genebra e pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), cuja resenha está na Fôlha Online no site abaixo: 

http://www1.folha.uol.com.br/folha/livrariadafolha/ult10082u725002.shtml

Mas o filósofo ainda prefere a interpretação da teoria da Matriz/DNA. Trazer conceitos metafisicos – como eternidade, infinito – para interpretar êste mundo material, quando ninguem viu nada que seja eterno, nada que seja infinito, e nem existem parâmetros factuais palpaveis para embasar tais conceitos, elaborando uma teoria que jamais será testavel cientificamente, parece-me outro escorregão inconsequente da inteligência. E para que apelar para o que não é concreto no nosso dia a dia se a interpretação naturalista e simples da Matriz/DNA inclusive expõe os mecanismos e o método natural aplicados nas origens apontando na direção de um gerador natural? Não está no momento de se aplicar a navalha de Ockham? 

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