Nos USA, a Prova de que o Deus dos Cristãos está Errado. Lição para Brasileiros

Albergue ainda não falido para a classe média falida

– “Nós costumávamos doar alimentos para os pobres aqui, agora nós viemos busca-los de volta, e para comer! Nem nos meus mais absurdos sonhos eu poderia imaginar que chegaria um dia a essa situação” – diz a senhora idosa para o repórter, uma das 50 milhões de pessoas que agora empobreceram repentinamente na Améria.

Veja o artigo “America’s new poor”, da CBS News, em http://www.cbsnews.com/8301-3445_162-57328305/americas-new-poor/

Ela e o marido foi o exemplar casal que heróicamente trabalharam 30 anos, às vêzes até 14 horas ao dia quando nos esforços de guerra, atendiam religiosamente a igreja local e seguiam os conselhos e ensinamentos nos mestres que empunham a Biblia, que compraram uma bela casa com garagem para vários carros, que tinham renda média da Georgia (cêrca de U$ 88.000,00 anuais ou R$ 150.000,00 !)e se aposentaram depois dos 50 anos. Agora, depois de alguns ruinosos investimentos em ações, custosas despesas médicas, um neto jovem e desempregado em casa, a casa requerida pelos bancos… êles conseguiram se qualificar para receber comida no albergue…

O Brasil está animado no seu “boom” economico, pessoas estão gastando e comprando todos os supérfluos com que sonhavam, aos domiingos vão à igreja, ouvem o padre e deixam uma quantia maior para ajudar os pobres…e pensam que assim estão de bem com o mundo e seu Deus. Será mesmo? Não será que Deus e Sua Natureza estão se irando com o comportamento dos brasileiros e Sua cirurgia dolorosa corretora de valores humanos errados cairá como os sete anos de vacas magras sôbre nossos filhos e ainda talvez sôbre nós mesmos, como evidentemente está caindo sôbre os que um dia fizeram exatamente o que estamos fazendo?

Cada um é livre e deve ser livre para ver o mundo à sua maneira e portanto, todos discordarão de mim ao menos em algum detalhe. Mas eu fui torturado 50 anos por estas visões do mundo diferentes da minha, então tambem tenho o direito e o dever de questiona-las e lutar contra elas, contra o que até você mesmo acredita, tentando modificar estas visões com as influencias da minha visão, a qual, óbviamente como todo mundo, acredito que é a correta. E o que digo que estava errado no comportamento geral dêstes que foram considerados “casais exemplares”, ou cidadãos normais bem ajustados? Pois certamente algo estava errado: o resultado final, a realidade de hoje, está provada e não há contra-argumentos aqui. Estava tudo errado e eles se enganaram a si próprios, mão não enganaram a realidade do mundo. Os padres, os governos, as celebridades – a quem sempre desprezei como “moleques irresponsaveis e alienados por auto-conveniencia” – os enganaram porque a psique corrompida dêstes cidadãos precisava de argumentos para se justificarem com seu estilo de vida e fecharem os olhos para o fato de que esta sociedade é carregada sôbre os ombros de escravos, como eu fui.

Eu acho que deve ser muito triste para um meio-rico se ver repentinamente na miséria, principalmente se já estiver em idade avançada. É um castigo terrível, muitos não o suportam e se suicidam. Mas de quem é a culpa? Veja bem:

O artigo diz que a queda começou quando êstes novos pobres foram atacados por uma crise economica, perderam seus emprêgos e tiveram suas contas de investimentos arruinadas. Mas o dinheiro que tinham sobrando na poupança foi enxergado pelos vampiros sociais de gravata sentados no ar condicionado – que nunca produziram o que consumiram com o suor de seus rostos e mangas arregaçadas no verdadeiro trabalho – de agências bancárias de propriedade de parasitas sociais – todos cumprimentados com admiração quando passam na rua, menos por mim, que quanddo vejo uma gravata, ou uma executiva empetecada de cosméticos, viro a cara para o outro lad da rua.

A seguir, a egoísta ambição dos bançarios botou olho gordo nêsse dinheiro d6eles e os convidou para conversar. Um cafézinho, sob ar condicionado… “Olha, dinheiro não é para ficar parado na poupança, êste dinheiro não se multiplica! Mas existe o mercado de ações, vocês podem serem sócios-proprietários de emprêsas que estão dando muito lucro e botarem sua mãos numa parte dêstes lucros. Todo mundo na América está fazendo isso!”

Eu já interromperia o bancário. “Espera aí. Dinheiro é um papel e não faz milagres, não se multiplica. Se você diz que no mercado de ações o papel se multiplica, ou estás mentindo, ou alguma fôrça maligna está por tras disso multiplicando-o na calada da noite. Você está mentindo para mim?”

– “Claro que não!” os senhores não entendem, é o jogo do mercado…”
– “Ei, um momento! Estamos tratando de um papel que apenas foi feito porque é o simbolo corrente de um produto que custou o suor de uma pessoa e foi contabilizado no Produto Interno Bruto. Você está dizendo que o sacrificio de seres humanos está sendo destinado a um jogo de azar, uma espécie de cassino?! E você admite isso, você está participando, você está traindo o ser humano que nêste momento está lá sendo torturado numa fábrica, ou carregando pedras numa construção ou se arrastando esfregando o chão de madames ?!”

– “Hã? Eu nunca vi a coisa dessa maneira…”
– “Mas existe apenas uma maneira honesta, moral, real, de ver a realidade. Quando e porque sua mente se desviou tanto da Razão Natural para se tornar um inimigo, um vampiro, dentro da própria Humanidade? Ou te tornastes um adulto sem amadurecer o intelecto e continuas a praticar os jogos maliciosos dos tempos de moleque?”

– “Olha, vocês não tem jeito, já estão me ofendendo, só digo uma coisa: todo mundo está fazendo isso e quem não o faz é “trouxa”! Agora, se me dão licença preciso continuar meu “trabalho”…”

Mas não era eu o convidado no covil e sim o casal exemplar, Raymond and Alexa Price. E a reação dêles foi a costumeira considerada normal por uma sociedade anormal:

– “Oh sim?! Realy? O dinheiro se multiplica? Deus é grande! E o senhor muito bondoso por ter-nos convidado e aconselhado… God bless you!”
– “Raymond, vamos encomendar ao pastor no domingo fazer uma oração para este bom homem? O senhor não quer jantar em casa dia dêstes?”
– “Alexa,… não convide pessoas em casa enquanto não limparmos o lixo do basement, das garagens e carpinar o mato no quintal… vamos passar vergonha…”
– “Meu bem, amanhã é dia daquêle desajustado e desempregado, o Louis Morelli, vir bater à porta perguntando se temos trabalho a trôco de comida… aproveitemos a oportunidade!”

Bem… o banco entregou o dinheiro dos Price a outros engravatados sob ar condicionado denominados “bem-suscedidos empresários”. Êstes, no seu estilo, se informaram que na Asia e América Latina existem semi-humanos rejeitados como pagãos por Deus que apenas agora estão sendo catequisados para entrarem como recursos no jôgo do mercado, e que trabalham como escravos a um preço muito menor que os catequizados americanos. Claro, na sua astucia felina transferiram as fabricas para a China. Aí os filhos e netos dos Prices ficaram desempregados. Não pagaram prestações e nem as custosas taxas prediais e os bancos vieram tomar suas casas.

Cadê o padre, o pastor de sua igreja agora? Mas como Deus pôde fazer isso com êles? E o santo homem perfumado e super capacitado gerente da agência bancária? Porque todos sumiram e agora nem os olham quando se cruzam na rua?

A maioria dos cidadãos de bem são super-alienados da realidade do mundo, de como funciona na verdade a Natureza e suas leis, as quais, são as verdadeiras autoridades que determinam seus destinos na vida. Nem sabem de onde vem o dinheiro, porque existe, ou como um judeu inventou o primeiro banco particular no mundo, no que isso resultou para sua camarilha. Jamais se dão conta que existem vivendo em dois sistemas, um, o real natural, e o outro, virtual, fantasmagórico, criado e alimentado pela ainda selvagem mas astutamente felina auto-consciência criança que surgiu no mundo apenas ontem ainda. No sistema natural e no circuito de interações entre seus elementos de biosfera corre a energia que vem do Sol, e no virtual humano, esta energia é trocada por um simbolo de papel, o dinheiro. No mundo natural e na superficie da Terra onde surgiu esta biosfera que produziu a espécie humana, reina a face caótica da Natureza em contraposição pelo que vemos quando levantamos os olhos da Terra para observar o estado de eterno equilibrio e ordem do Cosmos. Durante tôda a História da biosfera caótica observamos o mundo dos vivos dividido entre predadores e presas selvagens. Está em nossa mente memorizada a imagem onde quatro ou cinco leões dormem espreguiçadamente no alto da colina observando e esperando engordarem as prêsas que lá embaixo no vale trabalham dia e noite para transformar ervas em carnes suculentas, para os leões. Agora no sistema virtual humano, a energia do Sol tornoue-se papel, as prêsas se tornaram o casal Price, os leões se tornaram os engravatados sob ar condicionado, e roteiro da espera dos leões se tornou a espera do aumento das poupanças individuais, e o repasto é o mesmo.

Mas a televisão, os magazines da moda, não tem as informações que exigem as mentes humanas que se despertaram para o fato que a sabedoria humana pode e deve superar o selvagem em si do passado caótico e erigir um sistema social que catapulte a espécie humana rumo à ordem do Cosmos. Estas informações estão em pesados volumes que exigem sacrificio, principalmente o esforço intelectual, a fôrça de vontade de tirar o popó do sofá e resistir ao nipnotismo emitido pelos predadores através da telinha. O problema é que na rara ocasião quando o humano normal se presta a êste sacrificio, êle ainda cai na armadilha dos predadores, que colocam em suas mãos um pesado volume por certo, mas justo um que narra uma história virtual, irreal… Certamente, se existe Deus, êste não é o Deus dos Price. Contra resultados finais não há argumentos. Por meu lado, conseguí furar a barreira do ciclo da miséria e me tornar trabalhador autônomo. Continuo comprando minha comida com o dinheiro que vem dos produtos que fazem os calos em minhas mãos e pés. A minha vida ainda é absurda, o que significa que, se existe Deus, o meu Deus tambem não é o verdadeiro. Significa que não sou o dono da verdade, portanto, desconfie da minha opinião acima. Digo isso por que, se lutei com unhas e dentes para me livrar da condição de prêsa, tambem me recuso até no inferno a ser predador, ou me aliar aos predadores. Eu não serei mais um brandindo um pesado volume nas mãos, nem mostrando o placar nas telas das bolsas dos valores virtuais, como um cego astutamente felino, guiando outros cegos para cairem todos no próximo abismo. Despertai, ó brasileiros, enquanto é tempo!

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