Mensagem da Matrix/DNA: A psicologia da Terra, transferida a suas criaturas humanas

Todos os dias, a Terra madruga e  se apresenta perante o Sol, e repete eternamente seus movimentos de cada dia. Ela esta livre no espaço, tem todas as direções possíveis, mas não, ela sempre escolhe a rota de sua escravidão. Hoje sabemos que existem muitos planetas viajando livres no Cosmos, sem estarem atrelados a um sistema. Esta certo que enfrentam perigos mil, como a possibilidade de serem apanhados por um monstro buraco negro canibal, enfrentam as agruras de espaços interestelares frios, mas também podem conhecerem mundos de extremo conforto. Seus destinos estão abertos a todas as possibilidades.

A psicologia da mãe Terra passou para suas criaturas, a grande massa de humanos. Todos os dias madrugam e se apresentam a um patrão, um marido, um comandante. Mas a Terra não vai a lugar nenhum, não tem futuro, seu destino esta inexoravelmente determinado: vai desaparecer um dia. Todos os dias ela esta se transformando, o sistema solar inteiro está mudando, chegará um momento que a Terra não mais suportará a Vida em sua superfície, sera o fim dos pássaros, das baleias, dos pinguins… e a Humanidade? Tudo aqui sera reduzido ao pó nas imagens de superfícies planetárias arenosas, como vemos em Marte hoje. Tudo desaparecerá:  nossas construções, os viadutos, as linhas de ferro, as pontes, as mansões, os computadores, os automóveis… As ultimas gerações de humanos, nossos ta-ta-tataranetos, se estes continuarem com a mesma psicologia da Terra, enfrentarão sob tortura estes fins dos tempos.

Para que então a Terra e a Humanidade existem, porque se submeteram, se inscreveram como escravas voluntaria de uma causa que não era sua causa e sim a causa do Sol, da Galaxia, do Universo, ou de um Deus, que prova assim que nunca as amou?

Não! Não e não! Que venha o inferno na minha frente, mas este destino certo jamais aceitarei inerte e acomodado. Sou um planeta errante na busca de uma esperança de ter um futuro, um destino diferente. Serei Prometeu e não Sísifo!

A proposito nunca me canso de lembrar a incrível lenda grega de Sísifo e Prometeu. Naquela época reinava no Monte Olimpo o Deus Zeus. E não me lembro porque cargas d’águas, Zeus condenou dois irmãos, a rolarem uma enorme pedra  acima num morro. No dia que conseguissem levar a pedra ao pico da montanha, seriam libertados da maldição. Mas todos os dias os dois irmãos madrugavam, começavam a rolar a pedra montanha acima, porem quando começava o entardecer estavam ainda no meio do caminho e tao exaustos que, de repente, não mais suportavam o peso e deixavam – na rolar para baixo. No dia seguinte a mesma labuta. Porem Prometeu começou a se revoltar com aquilo tudo. Dizia ao irmão que estavam sendo enganados por Zeus, pois nunca, jamais, conseguiriam colocar a pedra no pico da montanha. Sísifo era um homem obedecedor das leis, dócil, calmo, trabalhador com os braços e não com a inteligencia, e respondia que Zeus não poderia engana-los, que um dia algum milagre aconteceria, e deviam se resignar a repetir aquilo enquanto o milagre não vem. Num belo dia, Prometeu, ainda de manhã quando tinham todas as forcas, deixou o irma o sozinho suportando a pedra e subiu de mãos vazias a montanha. Quase arrebentou-se todo nas lascas dos penhascos, mas assim todo ferido logrou alcançar o pico da montanha e então olhou o que la existia. Lá estava o majestoso Zeus, sentado num trono de ouro, e ao seus pés, candelabros com fogos ardendo iluminando aquela imagem surpreendente. Sorrateiramente e sem que Zeus o percebesse, prometeu agarrou um candelabro de fogo e desceu a montanha. Com o fogo descobriu que podia alterar a matéria, descobriu o metal, fez armas e ferramentas… e assim iniciou o mundo tecnológico que temos hoje. Se tivesse continuado como o dócil irmão queria, estariam ate hoje rolando a pedra, levantando-se todos os dias na madrugada, retornando ao entardecer sem terem sequer percebido a luz do Sol. Eu penso que o segredo da lenda foi omitido: Zeus não era um Deus coisa nenhuma, mas sim uma estatua de pedra, um ídolo de barro, feito pelo imperador e a casta dominante para iludir  o povo e os manterem como escravos doceis.

Da mesma forma que a Terra, a Humanidade esta destinada, a desaparecer com o desaparecimento da sua morada. Qual o sentido inteligente na sua vida? Qual a recompensa pelo seu escravagismo voluntario? O ser humano poderia se tornar inteligente, despertar e ser diferente, lutar para impor ao mundo o seu destino escolhido, diferente. Tem que se rebelar contra todos seus algozes. Tem que madrugar, sim, mas para empregar sua energia na sua causa. A qual tem que ser a busca de superar-se a si, a sua criadora, empreender sua aventura cósmica ate colocar-se na posição de controle de tudo, acima do Sol.

Esta é a unica causa que me tem mantido vivo e evitado de já ter se suicidado a muito tempo. Ainda jovem tentei imitar Prometeu. Tornei-me um profissional exemplar, fui promovido pelo sistema a chefe, chefe dos chefes, cheguei a liderar mil operários, cheguei a ter bons carros e a morar num apartamento central. Porem da sacada eu via o centro de São Paulo, todos os dias de manhã uma massa de humanos caminhando la embaixo: os que moravam na zona sul iam trabalhar na zona norte e os que moravam na noete iam para o sul, leste ou oeste. Ao anoitecer, a mesma cena, porem agora os da zona sul retornavam a suas casas vindo do norte, enquanto os do norte… E aquilo não fazia sentido, principalmente me lembrando que eu também todos os dias ia engrossar aquela multidão de zumbis. Larguei tudo, os confortos, a civilização, arrumei minha mochila e escapei da senzala rumo a selva desconhecida. Fui ao amago dela, cheguei aos farrapos carregando malarias e venenos de mil bichos, e então descobri a formula da Matrix/DNA. Como Prometeu retornou com a tocha de fogo para iniciar a gigantesca maratona da Ciência e da Tecnologia, retornei à civilização carregando a formula.  E agora estou na fase dos experimentos, porem são muito mais complicados que os de Prometeu, se meus irmãos como Sísifo não me ajudarem, a tocha se apagará, a formula cairá no esquecimento, um dia uma das minhas futuras gerações chorarão o meu fracasso. Apenas me move a esperança de que a Historia se repita.  Ao descobrir no coração da selva amazônica a arma e a formula do Sol, da Galaxia, do Universo usada para criar os sistemas naturais, também me alertei para outra lição da lenda dos irmãos gregos. A luz do Sol é sempre a mesma para todo mundo, mas que diferença na mente dos que a recebem! Uns a tornam seu martírio, como Sísifo suando gotas mil no Sol escaldante rolando sua pedra. Outros a tornam seu eterno alento, seu instrumento de satisfação e prazer, seja semeando a Terra para ver seus efeitos milagrosos, seja espairecendo sob seu calor e observando suas plantas crescerem. A mesma energia, a mesma luz, pode ser nociva como a chama do inferno, ou pode ser benéfica como o néctar dos deuses. Quem determina o que ela será é a mente que a recebe.

Descobri isso porque a formula aplicada pela Natureza para imprimir a dinâmica da Vida na matéria inerte, para transformar as massas em sistemas funcionais, também, apresenta seu lado como face negativa, indesejável, torturante, quando o recipiente tem a tendencia de usa-la para ser um sistema fechado em si mesmo, a extrema expressão do auto-egoismo; mas também apresenta o outro lado de sua face, o lado positivo, o qual exige sambem sacrifícios daquele que decide recebe-la porque tem a tendencia a ser um sistema aberto ao infinito, extrema expressão do altruísmo. Nos escolhemos um dos dois efeitos da sagrada Matrix.

 

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