A Formação Embrionária do Cérebro é Como Uma Sinfonia Em Três Movimentos… Que já Estava Escrita nas Estrêlas!

Imagine as origens de uma cidade como São Paulo. Ali chegam imigrantes de todas as partes, desde o Ceará, Bahia, Paraná, e também do Japão, da Itália, de Portugal, etc. No inicio todos estes povos fazem o mesmo modelo de casas já existentes no Brasil, a mesma cultura, a mesma alimentação, porque é pouca a variedade de materiais. Sómente depois, mais tarde, estas diferentes comunidades começam a trocar as casas por modelos de seus locais de origem, assim fazendo com alimentação, costumes, etc. Pois bem: é assim que se desenvolve o órgão mais importante do cérebro humano, o córtex central, centro do conhecimento, que define comportamentos, capacidades de percepção, assimilação, etc.  Pensávamos que – como acontece com o resto do corpo e mesmo com as outras áreas do cérebro – o neocortex estaria formado, finalizado, já no nascimento. Mas não! Cientistas descobriram que o neocortex tem uma segunda fase de formação que tem inicio na adolescência do individuo, quando entra em ação genes que praticamente separam o todo em regiões e ajudam a especialização de cada região para execução de diferentes tarefas, um processo que continua na fase adulta. 

É muito importante aos pais conhecerem esta informação para entenderem o que acontece na cabeça de seus filhos e assim saberem qual a época certa para ensinar isto ou aquilo. E muito curioso. Observe, por exemplo, como o desenvolvimento embrionário de um único cérebro humano imita fielmente a história da formação e desenvolvimento do cérebro biológico da espécie humana. No inicio desta História, e segundo a moderna teoria evolucionista, existia apenas um grupo de humanos primitivos na Africa. Começaram a emigrar para outros continentes, como Asia, Europa. Suspeito que quando chegavam nestes lugares, fossem quais fossem, procuravam fazer suas habitações no mesmo modêlo que faziam na Africa, considerando-se as diferenças e escassez de materiais, procuravam a mesma ou mais parecida alimentação, mantinham sua cultura, obviamente, já que não existia outra. Mas cada ambiente tem suas particulares especificas, a Europa é fria, a Asia tinha elefantes, etc. Estes detalhes dos ambientes foram modelando seus habitantes, transformando seus hábitos, até mesmo seus corpos, e por fim surgiu essa diversidade de povos que vemos hoje, diferenciados por suas regiões.

Pois é: Na Natureza, o que é verdade para a grande História Geral, é também verdade para cada pequena história individual. O processo da macro-evolução do cérebro da espécie humana é o mesmo processo do desenvolvimento a nível genético de um único cérebro individual. Aqui na teoria da Matrix/DNA tenho observado religiosamente este principio. Tenho repetido que não acredito que a Natureza jogue dados com suas criaturas, aprontando armadilhas para seus filhos caírem nelas; está fácil aprender qual o sentido da nossa existência, pois a maneira como a Natureza atua aqui, foi a maneira como ela formou este Universo e nós dentro dele. Ela não nos mostraria uma história falsa aqui, nos enganando. Tanto assim que vou projetando os pequenos conhecimentos que vou obtendo sôbre o aqui e agora para calcular como funciona o Cosmos e o que ocorreu no tempo passado para inferir como deve ter sido a História Natural Universal. E nesse trabalho descobri por exemplo que esta pequena história de um cérebro individual não apenas imita a Média História da Humanidade, mas vai mais fundo, imitando a História do desenvolvimento da Vida a nível universal. Pois se encontramos uma tribo original na Africa se espalhando e mantendo seus princípios nas novas terras, encontramos também uma arquitetura natural original no espaço celeste e formada pelos astros e estrêlas, se espalhando e mantendo seus princípios em cada planeta que alcançou.

Esta é nossa versão revelada no artigo contando a história de Luca, o “Last Universal Common Ancestor”. De certa forma, esta noticia sobre o cérebro humano é mais uma previsão acertada por minha teoria há 30 anos atras lá no meio da selva amazônica! Boa informativa leitura…   

Human brain development is a symphony in three movements

http://news.yale.edu/2013/12/26/human-brain-development-symphony-three-movements

By Bill Hathaway – December 26, 2013
O cérebro humano se forma e desenvolve com uma impressionante coreografia calibrada e marcada por distintos padrões de atividade dos genes em diferentes estágios desde o útero até a idade adulta – informaram pesquisadores da University of  Yale, no jornal Neuron.

A equipe da Yale conduziu uma analise de larga escala da atividade dos genes no neocortex cerebral – uma área do cérebro que governa a percepção, comportamentos e conhecimento – em diferentes estágios do desenvolvimento. A analise mostra a arquitetura geral das regiões do cérebro, que é formada nos primeiros seis meses depois da concepção por uma aceleração da atividade genética diferente para cada região do neocortex. Este rush é seguido por uma variedade de intermissões começando no terceiro semestre da gravidez. Durante este período, a maioria dos genes que estão ativos em especificas regiões do cérebro são paralisados – exceto os genes que desenvolvem conexões entre todas as regiões do neocortex. Então, no inicio da adolescência, a orquestra genética começa novamente e ajuda sutilmente a organizar e formar as regiões do neocortex que progressivamente executam tarefas mais especializadas, um processo que continua na fase adulta.

Esta analise é a primeira a mostrar este esquema tipo “ampulheta do tempo” do desenvolvimento do cérebro humano, com intervalos de calmaria na atividade genética entre elevados padrões de complexidade na expressão genética. “Intrigante – dizem os cientistas – é que alguns destes padrões de atividade genética que definem o esquema de ampulheta do tempo não foram observados no desenvolvimento de macacos, indicando que estes padrões executam uma regra na modelação das características especificas do desenvolvimento dos cérebros humanos. A descoberta enfatiza a importância da interação entre genes e meio-ambiente na fase infantil logo após o nascimento, quando a formação das conexões de sinapses entre as células do cérebro se tornam sincronizadas, e esta interação determina como as estruturas do cérebro serão usadas mais tarde na vida, disse Nenad Sestan, professor de neurobiologia do Instituto de Neurociências Yale’s Kavli  e autor supervisor da pesquisa. Por exemplo, disrupções de sincronização das conexões sinápticas durante os primeiros anos da infância tem sido implicadas no autismo.

Sestan disse que o cérebro humano é mais como uma vizinhança, a qual é melhor definida pela comunidade vivendo nela do que seus edificios. “O zoneamento do local pode ser construído rapidamente mas então tudo passa a ser mais lento,  o neocortex focaliza sómente no desenvolvimento de conexões, quase como uma rede elétrica”, disse Sestan. mais tarde quando estas regiões estão sincronizadas, as vizinhanças começam a definir distintas identidades funcionais, como o bairro dos italianos e o bairro dos chineses.”

( Mihovil Pletikos, Andre ́ M.M. Sousa, and Goran Sedmak of Yale are co-lead authors of the study. Other Yale authors are Kyle A. Meyer, Ying Zhu, Feng Cheng, Mingfeng Li and Yuka Imamura Kawasawa. The work was funded by the National Institute of Mental Health, the James S. McDonnell Foundation, and the Kavli Foundation.)

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