A Mudança do Paradigma da Atual Visão do Mundo, pela Segunda Revolução Cientifica

Preste Atenção Nisto: Trata-se de algo invisível e desconhecido por ti mas que tem grande fôrça atuando sobre sua vida, de seus familiares, seus filhos, e está forçando o mundo ao seu redor a tornar suas condições de vida de forma infeliz. Mas tudo depende de sua reação, agindo contra esta fôrça, ou reação nenhuma, deixando-a crescer dia a dia e se tornando um monstro contra o qual nossos herdeiros e futuras gerações não terão mais a oportunidade de reagirem e se defenderem.

Poucas e acadêmicas informações que descrevem esta fôrça  invisível estão num texto do professor de Ciência da Computação da Udesc, Lucas Negri, no seu artigo “Síntese – Teoria Geral dos Sistemas”, no link: http://www.infoescola.com/filosofia/sintese-teoria-geral-dos-sistemas/  . Mas aqui vamos tentar complementar estas informações num linguajar para leigos tambem entenderem. 

Agora tenha paciência para um assunto chato, mas que precisa ser mencionado para entenderes sôbre essa fôrça invisível. A visão de mundo ensinada aos jovens ingênuos através dos bancos escolares veio a calhar para preencher uma necessidade psíquica dos ricos que controlam o mundo hoje, empregando a chamada “mão invizível da economia”. Vamos explicar. O ser humano se diferencia dos animais porque nele emergiu uma novidade natural a que denominamos “auto-consciência”. Mas seja esta novidade vinda de algo não-materializado que já existiria antes, ou seja apenas mais uma mera produção da longa cadeia natural de causas e efeitos a que denominamos “evolução” –  o que importa é ter-se a consciência que a auto-consciência do ser humano é algo novo no Universo, ao menos aqui e agora nestas regiões do Cosmos, onde existimos. E devemos tentar ver algumas coisas pelos olhos do Universo e não pelos olhos humanos, e nesse caso da auto-consciência constatamos que a humana surgiu a apenas alguns minutos atrás, em relação ao tempo do Universo. Enfim,é bom e importante nunca se esquecer que nossa auto-consciência, como todo sistema natural, que nasce, cresce, adquire maturidade, está ainda, ou na sua fase de gestação embrionaria, ou na fase de recém-nascida, pois o fato é que ela nem mesmo ainda abriu seus olhos para saber como é seu próprio corpo, ou de que substancia é feita, se é que realmente contem alguma substancia na nossa forma de entendimento.

Esta auto-consciência, por certo, surgiu num corpo herdado dos animais, mesmo que estes animais tenham vindo de uma suposta primeira célula viva, o primeiro ser vivo, ou que tenha se originado de um sopro contendo um plano inteligente ou não sobre uma sôpa terrestre primordial composta de barro. Sendo a auto-consciência humana, um embrião ou um bebê recém-nascido, certamente está ainda dominada pelos instintos e tendencias do corpo animal a que ela está prêsa por um cordão umbilical, ou totalmente dependente para sobreviver. E os animais existiram numa biosfera caótica, selvagem, cujas regras impõem a competição mecânica, fria e selvagem, se o ser quiser sobreviver, e as leis da selva dividem assim os animais entre predadores e prêsas. Ora, é óbvio que o novo personagem habitando este corpo venha a encontrar este estado de instintos e tendencias dominando-o, mesmo que lhe seja desagradável, repugnante. Mas são os desejos deste corpo que ainda determinam o tipo de sistema social em que vivemos, que organiza as interações, as relações entre estes corpos. Assim, todos os tipos de sistemas sociais feitos até agora são mera projeção, uma réplica, uma reprodução mirando-se no exemplo das regras nas selvas. Seja o sistema social um feudalismo, uma monarquia,um capitalismo ou um comunismo, ele tem imitado a divisão entre predadores e presas, e competição animalesca, dentro da própria espécie.

Mas o bebê não tem essa natureza, ou melhor, ele parece não ter vindo composto apenas pelos elementos do estado do mundo que encontrou aqui, prova disso é que ele trás novidades nunca vistas nos reinos anteriores dos sistemas inanimados, e mesmo sistemas animalescos.  Empatia, a capacidade de um corpo se projetar em outro corpo vizinho e sentir o corpo vizinho, pensar os seus pensamentos, estender ao corpo vizinho os desejos de existência melhor que se desejam a si mesmo  – é um dos principais exemplos, nunca visto antes. Que um novo sistema natural contenha elementos que não se conhece existentes na cadeia natural conhecida de causas e efeitos, é algo perfeitamente aceitável, quando sabemos que a natureza é composta pela hierarquia de sistemas naturais, o que faz que sistemas maiores, ou mais complexos, ou mesmo menores, influenciem os sistemas menores que os compõem, ou os sistemas maiores que constituem como pares e sub-sistemas. Como pouco ou quase nada percebemos e conhecemos dos sistemas naturais, podem existir muitos sistemas à nossa volta, até mesmo nos envolvendo, que são invisíveis a nós, ignorados por nós, mas fôrças emanadas por eles podem estarem atuando aqui, como pode ser o caso deste sistema galáctico que nos envolve e nos bombardeia continuamente com as suas chamadas “radiações cósmicas”. Então podem mesmo existirem sistemas naturais do tamanho do Universo, o próprio desconhecido Universo, ou ainda, sistemas alem do Universo, talvez que já escapam das leis naturais, mas que estejam fornecendo informações para esta região, e que podem constituir sistemas complexos como o caso da nova “auto-consciência”. Isto pode, racionalmente, explicar a emergência de novos fenômenos, como a empatia, e a maioria das emoções humanas, consistindo em seus sentimentos. Que não existiam nos ancestrais animais.

Você deve conhecer o fenômeno da dominância e recessividade na genética. Pois o estado atual desta dualidade humana entre corpo e consciência está expressando o corpo como dominante enquanto a consciência ainda é recessiva, apesar de estar esperneando e brigando por seu lugar no espaço, pela direção deste corpo. E aqui então retornamos lá atrás onde disse que “os ricos tem uma necessidade psíquica”. Trata-se deste bebê de auto-consciência perturbando o corpo animal, querendo expressar e impor suas propriedades especificas, como a compaixão, o altruísmo, a empatia, coisas que ainda nem sabemos definir. Todo rico nasceu plenamente dominado pelo instinto predador animal, ou foi culturalmente condicionado a expressar seu lado de besta-fera, ao mesmo tempo que tenta suprimir seu lado de anjo empático.  Ele é diferente dos pobres porque se de repente se ver na situação de pobre ele se suicida ou declara guerra aos outros ricos, o fato é que ele não suporta a condição de pobre que a maioria dos outros humanos tem suportado. Mas então como sobreviver com este anjo interno chamado consciência?

Ora, todos sabem que nada melhor que drogas fazem escapar de uma realidade insuportável num estado depressivo, então os ricos precisavam desesperadamente da droga eficaz neste caso. E ela foi descoberta, produzida e fornecida pelo chamado método cientifico analista reducionista das ciências, denominadas ciências exatas. Trata-se de uma droga ao nível tão abstrato quanto é para nós ainda abstrata essa auto-consciência, pois é uma droga que atua sobre a auto-consciência, paralisando, aquietando aquele bebe incomodo. Essa droga é uma especifica visão do mundo, uma interpretação distinta dos fenômenos que compõem a totalidade da natureza perceptível pelos ainda poucos e limitados sensores do cérebro humano.  E ela está livremente sendo administrada através dos bancos escolares, surtindo efeito tanto em tendentes a predadores quanto tendentes a prêsas, porque ela conforta os primeiros e condiciona  como um paralisante, mentalmente, aos outros.  Esta visão de mundo é a crença que se precisava para se acomodar num estilo confortável de vida, que vampiriza seus semelhantes, atitude que entra em choque com a propriedade de empatia trazida junto com o novo constituinte do corpo humano. Segundo os valores morais que emanam desta visão de mundo, é perfeitamente racional, lógico, e um imperativo da existência, que existam predadores e prêsas, pois a natureza é quem faz assim, em primeiro lugar. Ela seleciona naturalmente os mais fortes, os melhores adaptados, porque são mais “espertos”, mais ágeis, como são os felinos nas selvas.

Mas humanos não são animais. Eles contem novas propriedades que nunca existem ou existiram em qualquer animal. As informações que vieram para produzir estas propriedades nunca agiram antes na história desde a primeira célula viva até os macacos na selva. Será possível a alguém, em pleno poder de suas faculdades mentais, aplicando a Razão como produto desenvolvido pela longa cadeia de causas e efeitos que vem ocorrendo desde o Big Bang, negar, contestar, provar realmente, que estas informações nunca estiveram atuando no  fluxo dessa rede de informações que compôs esta historia natural universal?! Onde está antes do homem o fenômeno da empatia? Das emoções? Dos sentimentos? Qual fera animal saiu de cima do cadáver de sua vitima com um pedaço de carne na boca e foi leva-lo a outra fera de sua espécie, como fazem humanos ricos hoje que de repente, voluntariamente, pegam um naco de suas posses e preenche um cheque enviando-o outros de sua espécie flagelados por um furacão nas Filipinas? Onde estavam, na totalidade do mundo animal, os princípios naturais, as forças naturais, os elementos materiais, deste fenômeno que emergiu aqui e agora, observado por todos? É certo que uma razão rebelde vá vasculhar aquele mundo, encontre e traga alguns princípios como sua prova vitoriosa, por exemplo, a cena de um pássaro trazendo no bico uma larva para alimentar filhotes. É fácil, a partir desta cena, elaborar uma teoria evolucionista sugerindo que aquilo chamado de instinto materno evoluiu para o moderno altruísmo e empatia, assim como demais emoções. Mas a mesma teoria evolucionista só sobrevive enquanto alicerçada na teoria da seleção natural, e por mais que forcem a sua lógica, jamais vão resolver o problema de que esta teórica seleção natural jamais teria selecionado o individuo ou a espécie que suprime seu instinto alimentar voluntariamente, a titulo de alimentar um outro corpo separado.  Mesmo antes disso, esta teórica seleção natural jamais poderá explicar como um animal de sangue frio, uma maquina voraz de consumo e destruição, que para sobreviver, para sua caça e defesa, precisa da maior agilidade física possível, como de repente este animal-maquina, se resolveu condoer de amores e sentimentos, se sujeitou a dores intensas, morreu de fome ou nas mandíbulas de um predador, quando fez o heroico esforço de tentar manter os ovos dentro do corpo ao invés de simplesmente obedecer o que a natureza sempre fez até então, em que todas as especies botavam os ovos fora, abandonaram suas proles à própria sorte, e até mesmo devoravam seus filhotes se com eles se encontravam. De repente este monstro maquina resolveu ser mãe! Inventou o mamífero com toda sua parafernália incomoda e dolorosa da gravidez! Inventou o instinto materno. Ora… me enganem que eu gosto! Existe sim uma seleção natural mas não como a entendida nesta teoria da evolução, pois por ela, jamais teria existido o mamifero.  Nos modêlos teóricos da Matrix/DNA, ao menos se explica de onde veio a informação como fôrça que nenhuma outra fôrça da Terra pôde conter: a galaxia, a bilhões de anos atras, em sua funcionalidade mecânica, já mantinha os ovos de novos astros dentro, deste sistema escondido veio a informação, ele estava por trás da seleção natural. As estrelas já acalentavam seus rebentos planetinhas e os alimentavam com seu néctar energético antes de se transformarem em novas estrêlas. Mas estrêlas não possuem instinto maternal. Se a auto-consciência já vinha inserida na longa universal cadeia de causas e efeitos, ela dormia ou sonhava nas galaxias, começou a despertar nos animais aqui, mas só se levantou no homem.

O que isto ensina  a quem ainda mantem pleno poder das suas faculdades mentais é que tenha vindo junto com o fluxo evolutivo  e não atuado até o réptil, ou tenha caído do céu de algum sistema hierarquicamente superior, existem informações que. ou correm paralelas ao fluxo natural e apenas engrossam este fluxo e m certo estagio da evolução, como é o caso dos genes retrógrados que só entram em ação depois do corpo nascido, ou são inseridas de fora, no mesmo estagio da evolução. Aqueles que vem acenando vitoriosamente com tais princípios, como se surgidos por acaso no reino animal. para explicarem uma interpretação da evolução,  e se assentam na vida confortavelmente em cima de tal visão do mundo, o fazem cegamente por uma necessidade imperiosa de se auto-justificarem num estilo de vida que seu bebê interno está rejeitando e reagindo contra.

Se os humanos são diferentes dos animais, as leis das selvas não servem como base para os humanos construírem seus modelos de sistemas sociais. Se insistirem nisso, vão acabar como acabaram todos os animais que se tornaram reis em seus habitats, se adaptaram a um modo de vida, se acomodaram, se super-especializaram, dominaram todos ao redor, e foram descartados pela evolução natural. Onde estão os dinossauros que reinaram nos continentes? Onde estão a águia e o gavião real que reinaram nos ares? Onde estão as baleias que reinaram nos mares? Ondes estão os leões e os gorilas que reinaram nas selvas? Todos extintos ou em rápida via de extinção. Os poucos que restam estão enjaulados nos zoológicos ou aquários. Se querem continuar mirando-se no exemplo das selvas, se querem debilmente deixarem o animal no corpo dominando esta fantastica dadiva de incrível complexidade e poder que ainda se encontra na forma indefesa de uma pequena criança, por certo, farão com que, algum dia no futuro, um não-humano perguntará: ” Onde estão os humanos que reinaram nos continentes, nos ares e nos mares?! E por certo, daqui para a frente, se continuar dominando esta tendencia, se os ricos das mãos invisíveis que controlam a organização social, a politica, a economia, do sistema social vigente seja aqui ou na China, continuarem cegados e paralisados por esta droga entorpecente, tudo nas nossas vidas vão piorar, cada vez mais, simplesmente porque este é um processo degenerativo.

A salvação estaria em destruir a fonte produtora desta droga. Tarefa difícil, pois mesmo conhecendo outras drogas palpáveis e visíveis que estão infernizando a vida humana, mesmo sabendo onde estão suas fontes, não as destruímos. Mas não o fizemos porque a maioria não se decide, não atua, não põe sua energia, para consumar o ato necessário final. Essa maioria deixa livremente uma minoria que está lucrando com isso, deitar e rolar a seu bel prazer.  É difícil, mas realizável, possível. E existe um simples recurso, que se acionado, pode fazer ruir como um castelo de areia, a fonte desta droga invisível. Basta inserir no método analógico reducionista usado nas Ciências da Natureza, a segunda fase na evolução do conhecimento, que é o método da visão de totalidades integradas por sub-sistemas naturais, o pensamento sistêmico, uma nova forma de interpretar o mundo. Própria do intimo que vem nesse bebê inquieto que floresce em nossas cabeças, pois ele vem com informações alem desta natureza, acima deste Universo, ele tem a tendencia e capacidade de ver as coisas em totalidades, vendo de cima, estando fora deles. Trata-se de dar chance a que a auto-consciência se afirme, abra seus próprios olhos, se expresse, e assuma as rédeas dos nossos corpos.

Temos pela primeira vez na história da Humanidade a gravura do que é um sistema natural completo, perfeito, funcional. Todos que tentaram antes lutar contra a mentalidade dominante reducionista acenando com a realidade sistêmica nada conseguiram porque nunca tiveram em mãos esta gravura. Nada tinham de convincente para respaldar seus argumentos. Mas agora temos! O conhecimento das coisas naturais formando arquiteturas sistêmicas elimina aquela visão de mundo substituindo-a por outra, atendendo as necessidades maiores do ser auto-consciente. A mão invisível que sustenta este sistema social animalesco cai, porque a fôrça que a produziu e ainda a sustenta, cai. Nosso destino está em nossas mãos. Está em nosso poder de decisão produzir no futuro um descendente nosso que imediatamente responda àquele ser que no futuro fez aquela pergunta sarcástica: – “Onde estão os humanos? Ora, o planeta mudou, e as necessidades deles evoluíram, portanto o planeta não mais oferecia as condições de vida que precisavam. Estão agora muito distantes, na sua longa aventura de conquista do Cosmos!”

O conhecimento sobre sistemas naturais ainda é quase nulo, está engatinhando como o está a auto-consciência. Vemos no texto do professor Negri, que houve uma tímida tentativa de se elaborar uma teoria geral dos sistemas para iniciar-se a organizar sua Ciência, como Sir Bacon fez com o método reducionista. Mas o pioneiro autor da teoria, Bertalanffy, que a colocou num livro de grosso volume, rodeou o tema sem nada apresentar de substancial, porque ele não conhecia na verdade o que é um sistema natural. Sem substancia, o que deveria tratar de sistemas naturais foi oportunisticamente sequestrado pela Física e Matemática, que sempre dominaram e pretendem dominar o conhecimento, e com isso a transformaram em estudos dos sistemas cibernéticos, automatizados, mecanicistas, computacionais. Assim diz o professor: ” Uma consequência do conhecimento sobre sistemas é que o “novo mundo” não se refere mais a pessoas, mas sim a “sistemas”. O ser humano, “o objeto falível”, se torna um item de consumo que pode ser facilmente substituído, e deve ser eliminado e substituído por máquinas que ele mesmo criou ou se tornar um ser idiota treinado para uma única coisa (um ser “super especializado”). O indivíduo não passar a ser nada mais do que uma “roda dentada” do grande sistema, regido por alguns “líderes” que só se preocupam com o próprio sistema.” Está certo o professor, mas a culpa não é da visão sistêmica naturalista e sim do sequestro dela pela visão mecanicista. Ponha-se a Física e a Matemática para descrever e interpretar o corpo humano, que ela vai dizer tudo da composição e movimentos do esqueleto, muito pouco da parte carnal e nada da psique. Por isso nossas ciências ainda não foi capaz de perceber a camada de cobertura biológica desta galaxia. A qual também deve estar presente no Universo como totalidade. Este tipo de conhecimento que o professor descreve está limitado ao que a Fisica mal percebe, que é a meia face dos sistemas naturais, a face de sistema perfeito e mecânico, fechado em si mesmo. Este sistema cria uma identidade própria que o dirige, esta identidade estaria na cabeça dos lideres. As partes do sistema, que seriam os humanos e todos os bens e maquinaria, seriam mentalmente condicionados a acreditarem que são altruístas, sustentando e defendendo um sistema egoísta. Mas isso é utopia irrealizável porque tal sistema tem vida curta, a natureza não o aceita. Apenas uma vez na História Natural Universal a matéria conseguiu se organizar neste tipo de sistema, aproveitando que a consciência ainda estava sonhando, ainda nas formas de mórula e blástula. Foi quando se formaram as galaxias originais. Mas logo a evolução a condenou e descartou, a entropia a atacou, ela se desfaz em fragmentos, cai nas superfícies de planetas, como a Terra, de onde ela se levanta para percorrer novo e diferente caminho, na forma de vida terrestre. Desconhecedores da História Natural querem repetir aquele pecado original de nosso ancestral, querem se conduzirem e levar-nos juntos ao Admirável Mundo Novo de Huxley governado pelo Grande Irmão. As abelhas e formigas já realizaram também essa façanha com seus sistemas sociais. Mas nas galáxias, nas abelhas e nas formigas a consciência ainda não havia despertado. Ela ainda não abriu seus olhos nos humanos. Mas ela vem de cima, seu poder é tal que ela já está conhecendo sua história na sua fase intra-uterina. Eu tenho esperança nela. Ela não permitirá que o êrro se repita onde ela está se despertando. O conhecimento sobre sistemas tem que se referir sim, a pessoas, pois as pessoas são o ápice da evolução dos sistemas. Que conhecimento de sistemas é esse que ignora o mais complexo e evoluído sistema existente? Como disse o grande Vaclav Havel, ex-presidente da Checoslováquia: “Hoje avançamos nossas ciências ao ponto de termos reduzido todas as partes do corpo humano a suas mais elementares partículas. Sabemos tudo dos átomos que constituem as células, muito das células que constituem os órgãos. No entanto as doenças mortais tradicionais continua incólumes, matando-nos. Isto é porque não conhecemos como é o corpo humano enquanto sistema.”

Na visão de mundo sistêmica da Matrix/DNA, se podem ver vários capítulos intitulados: ” Hipocampo: Montando o Cérebro pela Fórmula Matricial dos Sistemas Naturais”. Ou,  “Pituitária: Montando o Cérebro pela Fórmula Matricial dos Sistemas Naturais”.  E assim tem um capitulo para cada elemento constituinte do cérebro. Primeiro estamos levantando tudo o que o método reducionista num árduo trabalho conseguiu conhecer das partes. Em seguida, estaremos conectando estas partes e então teremos o cérebro como sistema. E o corpo inteiro.  O professor Negri desconhece nosso trabalho. Se ele tem se interessado pelo conhecimento de sistemas, basta ver sua formação para entender o motivo: Ciência da Computação. Saiu fora da realidade dos sistemas naturais, inconscientemente. Desde a aprendizagem nas escolas primárias. Porque o embrião de auto-consciência que trago comigo foi por outro caminho, mantendo o interesse nos sistemas naturais aponto de desenhar mesmo que teóricamente, a sua anatomia? Uma diferença entre eu e o professor é que minha universidade de sete anos foi a selva, a natureza bruta, ainda virgem, intocada. Essa natureza já antes descartou as mais poderosas espécies de alguns gêneros, para retornar a evolução em espécie menores, ainda dóceis às suas fôrças. Tambem não me admirarei se ela descartar os humanos e retornar aos macacos da selva. Você decide enquanto há tempo.   

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Síntese – Teoria Geral dos Sistemas

http://www.infoescola.com/filosofia/sintese-teoria-geral-dos-sistemas/

Lucas Hermann Negri – Ciência da Computação – Udesc

Conceitos extraídos da obra, relacionados a este tema:

Organismos vivos são tomados como sistemas abertos, pois interagem com o ambiente, enquanto a física e outros campos exatos tratam de sistemas fechados.

O método clássico era adequado para resolução de problemas que podiam ser isolados e calculados separadamente, porém não serve para processos que incluem interações, exigindo um novo pensamento matemático.

O homem não é somente um pequeno “animal político”, mas sim um indivíduo que merece sua importância.

Uma consequência do conhecimento sobre sistemas é que o “novo mundo” não se refere mais a pessoas, mas sim a “sistemas”. O ser humano, “o objeto falível”, se torna um item de consumo que pode ser facilmente substituído, e deve ser eliminado e substituído por máquinas que ele mesmo criou ou se tornar um ser idiota treinado para uma única coisa (um ser “super especializado”). O indivíduo não passar a ser nada mais do que uma “roda dentada” do grande sistema, regido por alguns “líderes” que só se preocupam com o próprio sistema.

A concepção mecanicista, mesmo tomada na forma moderna e generalizada de um autômato de Turing, falha ao tratar de regulações subsequentes a perturbações arbitrárias, como também ao tratar de números imensos.

Na concepção organimística da biologia, é necessário estudar todo o sistema, e não somente as partes isoladas, sistema esse resultante da interação dinâmica das partes. Se as partes fossem estudadas separadamente, iam se obter outros resultados.

A formulação de uma teoria geral dos sistemas poderia fornecer modelos a serem usados em vários campos, economizando tempo e trabalho, aumentando o progresso nos campos.

Não se deve pensar que, por exemplo, pela teoria geral dos sistemas os países são organismos superiores, e as pessoas são apenas células insignificantes. Esse pensamento está errado e leva a analogias sem significação.

Existem áreas, como a genética e a economia, que são de alta complexidade, e formular uma teoria completa é uma tarefa muito difícil, e devemos nos contentar com uma “explicação em princípio”.

Propósitos da teoria geral dos sistemas

Pontos de vistas semelhantes surgiram em várias disciplinas da ciência, como também problemas que não são entendíveis se analisar apenas as partes isoladas. Essa correspondência é muito importante e indica uma mudança na atitude da física, que passa a tentar achar uma teoria geral que sirva para todas as áreas da ciência, tentando encontrar uma teoria exata nos campos não físicos da ciência.
Estas considerações levam ao postulado de uma nova disciplina, chamada de “Teoria Geral dos Sistemas”, que deixa menos vago o conceito de “totalidade”.

Sistemas fechados e abertos: limitações da física convencional

A física convencional só trata de sistemas fechados, que são aqueles que estão isolados do seu ambiente. Porém, normalmente esses sistemas que só são estudados em casos isolados nunca aparecem separados do meio, mas sim interagindo com outros sistemas. Somente nos últimos anos que a física passou a englobar alguns casos de sistemas abertos.
Existe um grande contraste entre a natureza animada e a natureza inanimada, no ponto de vista da física convencional. O próprio metabolismo humano é um grande paradoxo, como também o princípio da eqüifinalidade. Ao pegar o ponto de vista dos sistemas generalizados, muitas das supostas violações, paradoxos e contradições da física convencional desaparecem, e o conceito de sistema aberto pode ser aplicado à níveis não físicos.

A teoria geral dos sistemas e a unidade da ciência

A teoria geral dos sistemas tem como função integrar a ciência. Essa integração não tem como objetivo de reduzir tudo ao nível da física, mas sim na elaboração de leis que sirvam para todas as áreas.
A concepção humana de “desenvolvimento” está muito ligada ao desenvolvimento de novas tecnologias e inventos, que inclusive levaram a grandes catástrofes do nosso tempo. É possível que se tratarmos o mundo como uma grande organização, daremos mais importância aos seres vivos. Importância esta que quase perdemos nas últimas décadas.

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