As Causas Antes das Origens da Vida, do ID, da Libido,do Ego, e da Consciência

Freud, o pai da psicanalise, foi quem melhor identificou os efeitos de certas fôrças naturais que vem desde o Big Bang entrando na formação e evolução dos sistemas biológicos, ou seja, seres vivos. Descobriu ele que uma criança recém nascida não tem ainda uma psique, e nesse estado ele a chamou de ID. Ela é apenas uma energia, que tem como único objetivo, o prazer, à qual ele chamou de “libido” . Mas os demais indivíduos existentes não podem absorver um individuo assim, então eles impõem limitações à criança. O conjunto destes indivíduos, Freud disse, chama-se “a civilização”. Assim está criado um ponto de tensão entre a energia do prazer e a civilização. Ora, a civilização é mais forte que o individuo, então ele terá que se imiscuir no meio da civilização auto-controlando-se na sua pratica de prazer toda vez que pressentir que haverá contra-reação, punição. Assim o que não tinha psique, cria internamente um conjunto de medições, comparações, balanceamentos, avanços e regressos, etc. , o qual será sua psique, que Freud chamou de “Ego”. O Ego é força centrípeta ou seja, redutora do amplo a um ponto ( um ponto de poder sobre o externo a este ponto para usar o externo ao seu prazer) , e tambem centrifuga, ou seja, parte de um ponto para ampliar-se no espaço ( para conquistar mais prazer). O Ego é sua inteligencia, seu conhecimento, sua opinião, suas preferencias, ou seja, é tudo o que você pensa.

Não sei ou não me lembro quando lia algo de Freud, como ele tratou a questão da consciência, qual o nome que lhe deu. Então o que vou dizer da consciência aqui é minha opinião. Repare que o Ego não possui a propriedade da empatia, ou seja, ele é incapaz de se colocar no lugar do outro e sentir o que o outro sente, pois isso não lhe trás prazer algum. Então a consciência começou a surgir quando sobre o Ego começou a aparecer a empatia. Consciência é aquela energia que não precisa da civilização limitadora, pois ela própria entende a necessidade de limites e se impõe seus limites.

Sabendo-se que a matéria, o Universo inteiro é composto de massa e energia, pergunto: “Porque esta energia que é a criança recém-nascida não é a energia do Universo?” A pergunta não faz muito sentido, parece óbvio que a criança recém nascida é ainda a mesma energia que compõe o Universo. Então, se é assim, pergunto: “O que fez essa energia sedenta de prazer e que tem como único objetivo o prazer, antes das origens da Vida?”

A resposta sensata só pode ser uma: avançou sempre buscando mais e mais prazer.

Mas sabemos que a anergia mais a massa do Universo construíram os chamados sistemas naturais. Primeiro as partículas ( que já são sistemas em si), depois os átomos, as galaxias… Mas sabemos tambem que a energia é o elemento movente, ativo, enquanto a massa é o elemento inerte, passivo. Ora se a energia é o elemento movente, ela sozinha tinha a tendencia que viria a construir sistemas. A energia, sozinha, sem a massa, foi quem inventou a Evolução, a qual nada mais é que sucessivas transformações de um sistema inicial em sistemas cada vez mais complexos ( para obter cada vez mais prazer). Tanto que não existe sistema que não tenha dinâmica interna, um fluxo ou circuito de energia. Partes sem energia as conectando são coisas separadas, não são sistemas.

Porque a energia então construiu sistemas? A resposta só pode ser uma: porque usa os sistemas para obter mais e maior prazer.

Mas sabemos tambem que a tendencia da massa é se eternizar no estado de repouso absoluto. E quanto aos sistemas naturais – segundo a Teoria da Termodinâmica – o objetivo supremo é alcançar o estado de equilíbrio termodinâmico, onde massa e energia cedem 50% cada e recebem 50% cada, numa espécie de contrato social.

Ora, nós descobrimos a fórmula para sistema fechado em si mesmo, o qual é o sistema mais perfeito possível. E depois descobrimos que todos os sistemas naturais tem essa fórmula como template, considerando que a própria fórmula veio evoluindo junto com a evolução do sistema inicial. Mas quando fomos ver como seria a contraparte materializada desta fórmula no seu estado de perfeição ultima, descobrimos que o resultado é exatamente o modelo das galaxias originais. Simples: quando a energia e a massa encontraram o jeito de realizar seu contrato social, quando entraram em equilíbrio termodinâmico que estaria destino a permanecer assim por toda a eternidade, massa e energia estava dentro de uma galaxia, elas se modelaram como uma galaxia.

A forma de sistema fechado em si mesmo é a suprema manifestação do egoísmo – o que imediatamente nos lembra o nome “ego” de Freud. Então a pergunta agora é: “Sabendo-se que a forma de sistema biológico foi criada dentro da galaxia e pela galaxia, ( pois se alguém souber de algum elemento ou força que constitui um ser vivo que tenha vindo de fora da galaxia, traga-o e ganhará o Premio Nobel) , porque um sistema que chegou ao máximo da perfeição e tinha a pretensão de se eternizar nessa forma, criou ou se transformou, num novo sistema?! E ainda mais complexo que ele mesmo? A energia traiu a massa e rompeu o contrato social? Ou vice-versa…

E porque o ego da galaxia reapareceu na forma do sistema chamado “humano”?

Bem… esta pergunta me deixou na selva muitas noites sem dormir, tinha que partir atrás da resposta. O mesmo modelo do building block das galaxias é o meno modelo do building block do DNA – um par lateral de nucleotídeos. Mas antes ainda do DNA, o modelo da face esquerda do building block da galaxia é o mesmo modelo do nucleotídeo solteiro que faz a pilha do RNA. E depois o mesmo modelo emerge em seu resplendor como template, fôrma, do primeiro sistema celular funcional e completo, ou seja, o primeiro de fato ser vivo. Esta constatação indica obviamente que houve novamente a presença do processo da evolução, ou seja, uma continuidade evolutiva entre evolução cosmológica e evolução biológica. E quem gosta da evolução é a energia, não a massa.

Por isso passei a observar inquiridoramente a energia do sol batendo nos átomos inertes da lama dos pântanos na superfície da Terra. Afinal de contas é uma energia que vem de um sistema astronômico sem a qual a Vida não existiria, não daria um passo sequer. Assim cheguei aos fótons, e destes, à “Luz”, para descobrir que, antes das galaxias, antes dos átomos e das partículas, uma onda de luz original emitida por um Big bang já continha em si, a fórmula para sistemas naturais.

Os fótons do Sol, da radiação cósmica e dos que vem do núcleo da Terra, são bits-informação do sistema galáctico original, e como tal, trabalham como genes. A maior diferença com os genes biológicos é apenas uma causa no processo evolutivo: enquanto os genes biológicos são transmitidos do criador para a cria encerrados dentro de um envelope cromossômico, e assim produzem apenas uma forma de sistema, à imagem e semelhança do criador – os genes astronômicos são dispersos livres no tempo e no espaço, e juntam-se aos pedaços, em múltiplas diferentes combinações, o que produz a enorme diversidade de formas das crias.

Ora, estes genes astronômicos estão aqui com o propósito ultimo de reproduzir o sistema celeste de onde vieram. E aquele sistema celeste foi a máxima expressão do… Ego.  O ego da energia somado ao ego da massa que pode ser resumido no Ego Material.

Mas o Ego que reinou um dia dentro do Universo, foi atacado por uma força externa, não se sabe vinda de onde. Uma força que se mede pela entropia e que é o principio da degeneração, que leva à morte dos sistemas. Por isso o sistema perfeito celeste que se auto-prometeu eternidade, de repente caiu, e foi obrigado a produzir mais um novo sistema, o biológico, o qual, tinha que emergir como sistema aberto, para reencetar a evolução. Não houve traição entre eles, não houve quebra do contrato social. O que me parece é que houve uma traição da energia em relação à luz original. Pois nela a fórmula não admite uma interrupção da evolução enquanto… a própria luz não se auto-reproduzir, ou reproduzir quem a emitiu, … na forma de auto-consciência. Daqui veio aquela fôrça da entropia, que acabou com a festa orgíaca nos céus. O Ego humano é tão autentico filho do ego celeste que chega a ter lapsos de memória vendo imagens do passado naquela espécie de paraíso celeste, e devido a estas miragens escreve metáforas como a Queda do Paraíso, Adão ( energia) e Eva ( massa), e etc. Estás entendendo agora o que é essa auto-consciência ainda embrionaria que está gestando em sua cabeça-ovo?

Mil aplausos para o Freud… ele foi realmente genial. E ele me ajudou a montar este quebra-cabeças que é maior que o Universo!

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