Quântica e Picaretagem Quântica: Um Conselho para a Matrix/DNA

Interessante vídeo de debates com link e titulo abaixo, nos lembra e informa que do ponto de vista da Física, todas as teorias esotéricas, como estas de auto-ajuda, se querem serem consideras Ciência, que não usem a quântica, pois a Física quântica mostra que ela trata do nível abaixo dos átomos apenas, nada vê em relação a consciência, medicina, etc.

O vídeo suscitou a postagem do nosso seguinte comentário:

PSEUDOCIÊNCIAS E PICARETAGEM QUANTICA

http://universoracionalista.org/2-hangout-do-universo-racionalista-pseudociencias-picaretagem-quantica/#comments

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Para começar, a Natureza não é propriedade nem dos picaretas mencionados e nem das atuais Ciências Humanas, como a Fisica e a Matematica. A palavra “quantica” é meramente um nome dado por humanos quando se referem a uma dimensão ou ordem de fenômenos naturais, ou seja, essa parte da Natureza é “quantica” para os humanos, não para a Natureza. Ocorre que os sensores do cérebro humano, limitados, não conseguiram captar esta dimensão, e a tecnologia produziu instrumentos que são extensões tecnológicas destes sensores, os quais não estão disponiveis a todas as pessoas, foram entregues pelos governos e corporações aos Fisicos, e não aos biólogos, neurologistas, etc. Por isso esta dimensão ainda está sendo estudada apenas pela perspectiva dos Fisicos e sua linguagem, a Matematica. É preciso democratizar o uso destes instrumentos de observação e medições, para que maior numero de diferentes perspectivas enriqueçam o conhecimento. E assim dê-os aos tais picaretas quanticos para que eles mesmos se destruam se constatarem que suas teorias não tem fundamento. O certo é que vão tentar experiencias e abordagens que os Fisicos não admitem.

Pela perspectiva da Matrix/DNA Theory, a Fisica faz um necessario trabalho de desvendar o “esqueleto” do Universo, formado de átomos, galáxias e forças, mas quem prova que este Universo que produziu o corpo humano, começa e termina nesse esqueleto? Não existirá na dimensão macrocósmica niveis de organização da matéria mais complexos, como o corpo humano possui alem do esqueleto, a parte carnal, mental? Se existir nunca será o método cientifico usado pelos Fisicos que os descobrirá, e nem a lógica matematica que se aplicará. Nem os atuais instrumentos que amplificam os sensores humanos, pois eles são compostos e desenhados mecanicamente.

A dimensão dos fenômenos abaixo dos átomos certamente toca os limites materiais deste Universo para baixo e os limites do seu passado nas suas origens. Assim como o estudo da embriogênese chega ao limite espacial microscópico do DNA e ao limite temporal no momento da fecundação de um óvulo. Mas de onde veio o DNA daquele embrião e de onde veio a causa da origem daquele embrião? Estão fora do “universo” estudado. Se na embriogênese ultrapassamos estes limites, ao invés de chegar-mos ao NADA ou a Deus, vamos chegar a pais humanos, ver que o mundo se abre numa complexidade muito maior do que a embriogênese, pois vamos ver os pais, e o mundo alem deles. Vamos ver que a consciência no embrião já existia antes das origens do embrião. Assim são os limites do Universo quando estudados pelos métodos da Física e da Matemática.

Por estas coisas que defendo as tentativas de se aproveitar do conhecimento destes limites – que se convêm chamar “quânticos” por biologistas, neurologistas, psicólogos, etc. Uma complexidade maior e ainda desconhecida é uma possibilidade racional, o mais baixo nível microscópico da Natureza pode ser uma janela aberta para se ver esta complexidade, mas esta janela tem um vidro muito escuro que só permite se ver sombras do outro lado, ou não ver nada, e tem pessoas que estão fazendo teorias sobre o outro lado, inclusive algumas acreditam tanto em suas teorias, como o Chopra, que as afirmam como se fossem verdades comprovadas… e incautos compram teorias. Como é teoria a afirmação que da dimensão quântica não se aufere um conhecimento que possa explicar algo da consciência. Se a Natureza é um corpo só, o seu “pé” não pode estar separado de sua “cabeça”.

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