O Grande Êrro da Escola Cientifica: É Preciso Religião para Acreditar na Cosmologia Moderna

(artigo em construção)

Tese inspirada no artigo:

Stephen e o Senhor

http://darwinedeus.blogfolha.uol.com.br/2015/01/30/stephen-e-o-senhor/

Jane (Felicity Jones) e Stephen (Eddie Redmayne): xaveco científico fofo (Crédito: Divulgação)

O então jovem físico, ainda sem sinais da doença que acabaria com quase todos os seus movimentos, conta para a moça que está estudando cosmologia. “O que é isso?”, pergunta Jane. “Uma espécie de religião para ateus inteligentes”, responde Stephen. Cosmologia é isso mesmo, afinal? E, aliás, será que o grande objetivo de Hawking com suas pesquisas foi desprovar a existência de Deus, como o filme dá a entender em vários momentos?

Em primeiro lugar, a frase de Hawking é inegavelmente engraçadinha e talvez tivesse um fundo mais claro de verdade nos anos 1960, quando muitos físicos ainda tinham dificuldade de aceitar a expansão do Universo e preferiam um Cosmos belamente estático e imutável por motivos filosóficos. Mas a cosmologia moderna é uma ciência observacional das mais sólidas.

Conhecemos com precisão absurda, por exemplo, a radiação cósmica de fundo, o “eco” do Big Bang, a violenta expansão cósmica primordial, uma “sopa” de energia extremamente fria que permeia o tecido do espaço em todas as direções com minúsculas diferenças de um lugar para outro das galáxias. Conhecemos em detalhe o funcionamento de supernovas, buracos negros, galáxias e aglomerados galácticos. Até quando o conhecimento atual ainda é muito incompleto – falo, por exemplo da natureza da matéria escura que parece “dar um gás” na gravidade das galáxias, ou da energia escura que, ao que tudo indica, está levando à expansão acelerada do Cosmos –, as hipóteses sobre o que são esses trecos estão baseadas em observações rigorosas.

Então não, ninguém precisa de fé para “acreditar” na cosmologia moderna. Nesse ponto, ela não se parece com religião alguma.

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As bases do “conhecimento escolar moderno” sobre o Cosmos:

1) Conhecemos com precisão absurda, por exemplo, a radiação cósmica de fundo, o “eco” do Big Bang, a violenta expansão cósmica primordial, uma “sopa” de energia extremamente fria que permeia o tecido do espaço em todas as direções com minúsculas diferenças de um lugar para outro das galáxias.

2) Conhecemos em detalhe o funcionamento de supernovas, buracos negros, galáxias e aglomerados galácticos.

3) Até quando o conhecimento atual ainda é muito incompleto – falo, por exemplo da natureza da matéria escura que parece “dar um gás” na gravidade das galáxias, ou da energia escura que, ao que tudo indica, está levando à expansão acelerada do Cosmos –, as hipóteses sobre o que são esses trecos estão baseadas em observações rigorosas.

4) Este Universo estava programado para produzir a vida, mas o programa surgiu por acaso. Uma das principais hipóteses para explicar algumas das propriedades do Universo, em especial o que ocorreu logo após o Big Bang – a do chamado Universo inflacionário – tem sido cada vez mais corroborada pelas observações. e muita gente acha que o Universo inflacionário exige a existência de outros Cosmos. O porquê disso é meio complicado – mas, resumindo, a ideia é que a expansão desenfreada original do Universo, a tal inflação, precisaria ter sido tão violenta em seus micromomentos iniciais que inevitavelmente algumas regiões do Cosmos-bebê se distanciaram demais umas das outras – tanto que, para todos os efeitos, viraram Universos separados. E esses locais tão distantes de nós poderiam ter outras leis da física, nada amigáveis à vida, enquanto por aqui tivemos a sorte de contar com uma “Constituição” cósmica pró-vida. Tentar mostrar que foi isso mesmo que ocorreu exige medições cada vez mais minuciosas da estrutura cósmica e dos efeitos da gravidade nas maiores escalas do Universo, mas dá pra buscar esse objetivo, em tese.

 

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