agosto | 23 | 2010
Um comentário no site abaixo suscita uma nova e importante questão:
TED Ideas Worth Spreading
no enderêço:
http://www.ted.com/talks/richard_dawkins_on_militant_atheism.html
Nathan Zimmerman (0) -2
May 1 2007: “If the teleological argument implies god, denial of the teleological argument does NOT imply denial of god. Dawkins very much annoys me on this point, whenever he takes up philosophy he just seems to become illogical and mean-spirited.
Furthermore, evolution shows HOW not WHAT. What I mean when I say this is basically the old Cartesian point that “gravity” is merely the measured speed at which things drop–we don’t know if/what causes such an action. The same is totally possible about evolution and Dawkins simply fails on this point.
I’m tired of simple minds simply accepting what Dawkins has to say and thinking him the arbiter of rationality–there’s a reason why philosophers by and large do not respect his work. It isn’t rigorous.”
Comentário da Matriz:
Realmente não sabemos o que é essa fôrça alcunhada de Gravitação Universal, ou Fôrça Gravitacional. Basta ler o capítulo “Gravidade” na Wikipédia para se notar que tôdas as teorias a respeito apresentam problemas e não existe consenso. Mas quando o autor do post acima sugere que gravidade é apenas um método de medição e Evolução também, êle traz uma inquietante novidade ao pensamento. Claro, não tenho o gabarito dos especialistas para tratar dêsse problema, mas surge-me algumas idéias aqui. Evolução seria a medida da complexidade? Mas evolução é um processo, o qual apresenta regras (variação, seleção, hereditariedade, na Teoria Darwinista e na Teoria da Matriz são estas três mais as quatro variáveis acrescidas pelos modêlos). Seria a Gravitação tambem um processo?! Quais as regras?
O assunto me caiu pesado e sonante porque a idéia de que Evolução não é uma fôrça real, que seria apenas um conceito humano para denominar uma sequência de fatos observados, agita a Teoria da Matriz. Foi ela, a única no mundo até êste momento, que disse que evolução não existe de “per se”, que ela é apenas um processo contido dentro de outro processo maior: reprodução. E os modêlos argumentam: hipotéticos micróbios vivendo dentro da barriga de uma gravida e assistindo o desenvolvimento gestacional de um novo ser, mas sem saber que trata-se de um ser e julgando que o mundo, o universo é apenas o interior da barriga, juraria de pés juntos que existe evolução e que estão assistindo a evolução em marcha. Mas nós que estamos fora e além do universo dêles sabemos que não se trata de evolução e sim, reprodução. Para completar, os modêlos sugerem que êste nosso universo é um processo genético onde está sendo reproduzido o sistema que o gerou.
Tanbém muito se usa a palavra entropia como se fôsse muma fôrça real. Na verdade entropia é o nome da medida do processo da degeneração. Vamos ser chatos e analizar isto. O metro também é o nome de um sistema de medidas. Se dizemos que algo está evoluindo, deveríamos dizer que algo está “metrando”? Ou entropizando? Ou gravitacionando? Não faz sentido. Existe algum problema com a palavra “evoluindo”. Devemos dizer que algo está aumentando de tamanho e não metrando. Então deveríamos dizer que algo está aumentando em complexidade, nunca dizer “evoluindo”? Como também devemos dizer que algo está acelerando a degeneração, nunca “entropizando”.
Este tema parece ser um beco sem saída, inútil pois não prodiziria nada prático. Para que discutir semântica? Ocupação para filósofos desocupados? Talvez não. A Teoria da Matriz fêz questão de desbancar a palavra “origem”. Origem dá a idéia de que algo surge onde antes nada havia ali ou não havia nada parecido com o que surgiu. Então diz-se “origem do universo”, “origem da vida”. Mas não existem ocorrências fora da longa sucessão de causas e efeitos naturais. Se existisse seria algo sobrenatural. E aqui está o veneno contido na palavra: daqui nascem e aqui se apoiam as religiões, as místicas, as fantasias.
Devemos então começar a pensar melhor nessa palavra “evolução”? Qual o final efeito dela na mente humana? A princípio eu responderia correndo: só pode ser benéfico pois ensina que existe progresso e desperta o homem para ser progressista. Mas todo criacionista também respode correndo que a palavra origem só pode ser benéfica porque desperta o homem para a existência do sobrenatural, de Deus. Se o criacionista está errado, se a palavra origem desmotiva o homem a procurar a causa natural e a se esforçar para fazer progredir o mundo material, quem pode me garantir que eu também não esteja errado? Que a palavra evolução, por exemplo, me levaria a outro caminho religioso, mais estritamente falando, ao caminho religioso da religião negada ou negativa ou ainda não-religião? Duas faces de uma mesma falsa moeda? É quase consenso geral que o conceito de evolução produziu muitos novos ateus. Já sabemos dos vários efeitos negativos que religiões positivas trazem para a humanidade, mas isso porque vimos a religião positiva no poder. Ainda não sabemos quais efeitos o seu simétrico, as religiões negativas, ou ateísmo, trazem para a humanidade porque ainda não vimos essa religião negativa auto-declarada e no poder.
Hoje temos um meio de acabar de uma vez por tôdas com a palavra “origem” se provar-mos que os modêlos da Teoria da Matriz estão corretos. Não existe essa separação entre Vida e inanimados, o que existe é transformação e aumento da complexidade de sistemas naturais, todos animados. Portanto nunca existiu “origens da Vida”. Nunca ninguém viu origem de coisa alguma. Mas se for necessário, existirá um meio de acabar com a palavra “evolução”? Novamente sim, se forem provados corretos os modêlos da Matriz. Mas se para acabar com “origem” basta provar a correção de modelos referentes a planetas, para acabar com “evolução” necessita provar a correção de modêlos referentes ao universo. Provar que está havendo aqui uma reprodução. Isto só será possível se sairmos fora do universo. Então… acho que essa palavra, certa ou errada, vai ficar por aqui entre nós por muito tempo ainda.
Nós sempre tivemos a mania de repetir ad infinitum criações de nossa imaginação a ponto delas sedimentarem-se em nossa mente como coisas reais. Assim acontece com as criações imaginativas e insensatas como “eternidade”, “infinito”, “tempo”, “mão direita ou esquerda”, etc. É como a criança acredita no Papai Noel sem nunca refletir realmente sôbre o que está se referindo. Estará com os evolucionistas (como eu) ocorrendo o mesmo com o nome da medida da complexidade a que demos o nome de “evolução”?
Tags: Fôrça Gravitacional, Gravidade, Gravitação Universal Postado em Evolucao | Sem Comentários »
agosto | 22 | 2010
Preciso registrar rapidamente esta nota como excelente argumento para The Matrix/DNA Theory obtida no website:
TED Ideas Worth Spreading
no enderêço:
http://www.ted.com/talks/richard_dawkins_on_militant_atheism.html
E na seção comentários, vê-se esta jóia racional:
Rafael Jr Gaid (-4) -2
“In what way does evolution disprove the existence of God? If I can show you scientifically that the monalisa painting is made up of thousands of brush strokes with different chemicals all following some complex math does it mean Da Vinci does not exist? To me Genesis is not a story of our origin. It is a story about our purpose of existence and that someone is always interested in our lives no matter how “lowly” we appear to be to other people. That’s it. Period. It is not a document on how life started and therefore there shouldn’t be an “evolution vs creation” debate in the first place.”
Comentário da Matriz:
O segrêdo da Natureza é justamente êste: matéria adquirindo um sem número de formas, sendo misturadas com diferentes métodos (químicamente, biológicamente, eletro-magnéticamente) resulta em surpreendente complexas arquiteturas, tais como o corpo humano. Se temos um resultado final aparentemente ordenado e acreditamos que tudo começou do caos não ordenado, é sensato suspeitar que existe algum oculto propósito. Caso contrário teria continuado tudo desordenado. Desde que surgimos no mundo temos visto o deserto na sua simplicidade onde os grãos de areia são movidos por tempestades, misturados aleatóriamente e podemos jurar que se o planeta inteiro não mudar aquilo vai continuar assim eternamente. O mesmo podemos dizer da superfície de Marte, Jupiter, etc. Então, não suspeitar de algum propósito oculto presente na época do Big Bang é não ter o cérebro “hard-wired” racionalmente, lógicamente. Aqui na Terra, os ventos, as marés e contra-marés parecem terem funcionado como as pinceladas de Da Vinci no meio material. Os pincéis foram produzidos e manipulados por seres humanos logo pela lógica os ventos e as marés podem terem sido produzidos e manipulados por algo.
Quando os modêlos da Matriz apontaram que êste Universo é uma genética reprodução, desvelou-se um propósito, simplesmente natural.
Mas existe uma flagrante diferença entre a Monalisa e as arquiteturas naturais.
A obra final de Da Vinci é harmonica, transmite ordem e paz final, parece realmente matemáticamente executada. Isto nos conduz a concluir que existiu uma mente inteligente dirigindo todo o processo de criação. Porém a obra final da Natureza, ao menos nêstes tempos e nesta região do Universo – a mente humana, ou antes, o corpo humano – é evidentemente um “bad design”. Tão frágil que pode ser vencido, derrotado, aniquilado, por simples vírus. Tão mal projetado que basta pensar nas dores de dente. Ou então na mente humana conduzindo o corpo de um assassino a matar e esquartejar o corpo de outro ser humano. Finalmente, se existe um propósito, com ou sem um autor portador de um aparato produtor de inteligência, esta inteligência não é a mesma que conhecemos nos seres humanos. Pode até ser uma inteligência, porém não produzida e ligada a um cérebro carnal como o nosso, talvez seja um cérebro eletro-magnético ou confeccionado com ferro e aço, resultando daí uma espécie de inteligência fria, maquinal, alheia ao complexo sensorial e emotivo humano. Portanto, se existe um “Deus” com um propósito dirigindo a evolução, êle não pensa como Da Vinci pensava. Um irresponsável teria sido Da Vinci se tivesse alardeado que sabia o que Deus pensa, o que fêz, como fêz, o que disse ou não disse, como alardearam os imaginativos autores da Bíblia.
Alguém poderia argumentar que a comparação do Rafael não é válida porque a Monalisa é uma obra acabada, por isso, harmoniosa, enquanto a obra de Deus através da natureza ainda está sob evolução, inacabada, portanto ainda imperfeita. Tal argumento não faz sentido: o método de Da Vinci era inteligente, harmonioso, enquanto o método da Evolução inclui eventos onde crianças são devoradas horrivelmente por leões. Um método porco!
O Rafael no post acima foi de uma felicidade brilhante. Mas logo a seguir êle cai na mesma situação de tôdos nós, seres humanos, ou seja, sem informações das sequências posteriores dos fatos êle conjectura errado. Ao menos é o que sugere os modêlos da Matriz.
“To me Genesis is not a story of our origin. It is a story about our purpose of existence and that someone is always interested in our lives no matter how “lowly” we appear to be to other people. That’s it. Period. It is not a document on how life started and therefore there shouldn’t be an “evolution vs creation” debate in the first place.” – diz êle.
Pois para mim, Gêneses retrata fielmente um evento termodinâmico no passado de nossa ancestralidade, quando as fôrças da matéria/hardwire dos corpos de nossos ancestrais buscando o eterno equilíbrio termodinâmico para o qual necessita que o vórtice spin right esteja conectado e amalgamado com o spin left numa troca com fricção vibrante de energia, se tornaram dominantes em detrimento das fôrças do software-intelecto. O propósito da existência escolhido pelos nossos ancestrais da época não foi o propósito para nossa existência permitido pela Natureza, esteja algo inteligente por trás dela ou não. Isto precisa ser esclarecido para que não cair-mos novamente no mesmo êrro construindo o paraíso falso aqui, o Admirável Mundo Novo de Huxley, onde perderíamos nossa liberdade mental.
Mas o problema que Rafael deveria juntar-se a nós, ou nós juntar-mo-nos a êle, para tentar esclarecer com a grande massa da população é que os crentes religiosos não pensam como Rafael. Êles acreditam piamente no sentido literal deturpado da fábula nas suas escrituras ditas sagradas. Por isso é necessário sim o debate “evolução x criação” (porém que os evolucionistas se equipem melhor com as extensões proporcionadas pelos modêlos da Matrix/DNA Theory.)
(tema under correction and construction)
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agosto | 18 | 2010
Um texto do famoso autor de ficção científica Isaac Asimov, é sempre uma jóia de sensatez do racionalismo, mas mesmo assim, a atual cosmovisão da Teoria da Matriz/DNA tem muito a mudar e a acrescentar sobre as crenças de Asimov, evidenciando que também o racional é mutante e está sob evolução.
Quando projetei num gráfico cartesiano tendo como coordenadas o tempo e o espaço as pegadas deixadas pela História da Evolução desde o Big Bang e lancei à frente a previsão futura do que o resultado no gráfico sugeria, observei surpreso que a minha linha senoidal retornava ao Big Bang. Então tempo e espaço não influem, é como se não existissem, por isso retirei o gráfico e sobrou um desenho, uma figura. A História não tinha sido inútil, improdutiva, pois o que partiu do Big Bang foi matéria sob as simples regras da Física e o que retornou não foi mais a mesma matéria, esta ficou no meio do caminho descartada como a placenta é descartada na gestação de um novo ser. O que retornou ao Big Bang e daí se projetou para retornar ao antes da existência e da criação foi produzido com a matéria, porem transformada em uma substância abstracta, a qual denominamos mente ou auto-consciência.
Por isso, concluí que a História Universal teve inicio num Big Bang e vai terminar num Big Birth. Mas ao observar a figura resultante, de repente quase caí da cadeira! Era exatamente a figura de uma secção do DNA! Meu mundo intelectual desmoronou, peguei-o no flagrante em sua farsa. Pois quem fez todo aquele exercício buscando o significado da existência foi um cérebro humano composto de neuronios, estes tem como essência nos seus núcleos o DNA, portanto era o DNA quem buscava. Sabendo-se do egotismo centrista pelo qual o mundo deve girar em torno do nosso umbigo - bem evidenciado na frase “Deus à nossa imagem e semelhança” – não foi difícil perceber que o DNA projetou-se ao ponto central da História, a ponto de resumir o significado da existência à sua imagem e semelhança. Jôgo com cartas viciadas: o DNA havia conduzido a senóide no meu gráfico para embevecido mostrar-se projetado num espelho reinando soberano no mundo.
Seguindo suas preferências particulares que produziam curvaturas em coisas inexistentes de fato como o espaço e o tempo, ora vendo aqui alguns buracos negros, ora vendo ali alguns buracos de minhoca, Einstein morreu acreditando que havia encontrado uma forma final do Universo, a forma cilíndrica. Ele também foi traído por alguma armadilha preparada para nossas mentes, tornou-se tão cego por ela que não notou o óbvio: se tudo é relativo, tudo depende do ponto evolutivo no espaço-tempo onde se situa um observador, o Universo inteiro teria que ser um fenomeno relativo. Como resultado ele apresentaria uma face ilusória diferente para cada diferente observador, cada uma bem talhada para satisfazer o gôsto de cada freguês. Foi o que aconteceu com os hebreus e a face de Deus, foi o que aconteceu com o DNA no centro do meu cocuruto e a face do Universo como um enorme DNA, botando tudo o mais prostrados e adorando-o.
Mas no final suspeitei que existe um sentido lógico nesse comportamento do Universo. Além dele ir assim quebrando um espírito arrogante, depurando-o da sua arrogância de tombo em tombo, ele impõe uma ordem sequencial bem sólida ao caminhar do conhecimento, onde cada conclusão é auto-testavel.
Vejamos a jóia seguinte lapidada por Isaac Asimov:
A Relatividade do Errado
Isaac Asimov
Outro dia eu recebi uma carta. Estava escrita à mão em uma letra ruim, tornando a leitura muito difícil. Não obstante, eu tentei devido à possibilidade de que fosse alguma coisa importante. Na primeira frase, o escritor me disse que estava se formando em literatura Inglesa, mas que sentia que precisava me ensinar ciência. (Eu suspirei levemente, pois conhecia muito poucos bacharéis em literatura inglesa equipados para me ensinar ciência, mas sou perfeitamente ciente do meu estado de vasta ignorância e estou preparado para aprender tanto quanto possa de qualquer um, então continuei lendo.)
Parece que em um de meus inúmeros ensaios, eu expressei certa felicidade em viver em um século em que finalmente entendemos o básico sobre o universo.
Eu não entrei em detalhes, mas o que eu queria dizer era que agora nós sabemos as regras básicas que governam o universo, assim como as inter-relações gravitacionais de seus grandes componentes, como mostrado na teoria da relatividade elaborada entre 1905 e 1916. Também conhecemos as regras básicas que governam as partículas subatômicas e suas inter-relações, pois elas foram descritas muito ordenadamente pela teoria quântica elaborada entre 1900 e 1930. E mais, nós descobrimos que as galáxias e os aglomerados de galáxias são as unidades básicas do universo físico, como descoberto entre 1920 e 1930.
Veja, essas são todas descobertas do século vinte.
(Comentário da Matriz: “Note-se como o mundo está cheio de ciladas, armadilhas, para pegar os arrogantes que acreditam que conhecem. Afirmar que conhece-se as regras básicas que governam o Universo porque descobriu-se que as galáxias são as unidades básicas do universo físico é uma tremenda heresia contra o racionalismo e a Ciência. Primeiro porque esta hipótese não é testável nem demonstrável cientificamente. Não se pode por o Universo numa banqueta de experiências. Segundo porque as unidades básicas de um corpo qualquer apresentam regras básicas que nunca coincidem com as regras básicas da totalidade do corpo. As unidades básicas do corpo humano são os átomos, mas as regras básicas que governam o corpo humano não são as regras básicas que governam os átomos. Por exemplo, corpos humanos surgem pelo processo genético e átomos não.
O que se almeja transmitir nesta informação é que já conhecemos o Universo porque estaria provado que o Universo foi originado e está sendo transformado, regido pelas Leis da Física.
Tempos atrás acreditou-se que as unidades básicas do corpo humano físico sejam os átomos. Desde os gregos todos os corpos seriam formados de átomos. Mas o corpo humano não é limitado à ordem de fenomenos abarcados pela Física. Num nível superior de organização, os aglomerados de átomos formam as células, as quais foram consideradas depois as unidades básicas. Porque devido à nossa capacidade de ver um corpo humano por inteiro sabemos que as células pertencem ao nível biológico da organização da matéria, o qual desce sobre os átomos do organismo impondo-lhes comportamentos, funções, diferentes daqueles que apresentam quando compõem um elemento simplesmente físico como rochas e gazes. Assim como a religião muçulmana desce sobre o homem árabe impondo-lhe comportamentos e funções sociais diferentes da que o cristianismo faz do homem ocidental. É o mesmo homem, são os mesmos átomos. Mas não podemos ainda nos situar fora do Universo e vê-lo por inteiro. Para não citar o teorema de Godel firmando que ninguém pode conhecer um sistema estando apenas dentro dele. Então, quem nos garante que as galáxias não sejam influenciadas por um nível superior de organização? De maneira que elas sejam as unidades básicas de um Universo, por exemplo, biológico, ou ainda, auto-consciente? Vivo ou semi-vivo? Tal como estão sugerindo os modelos da Teoria da Matriz? Asimov seria mais feliz se tivesse dito: “agora sabemos que as galáxias são as unidades básicas da Física no Universo, porém, não se precipite em concluir que o Universo tenha a ordem dos fenomenos e processos da Física como o ultimo nível de organização.”
E se não tiver, as teorias do Big Bang, da Abiogênese, da Evolução, e a Teoria Nebular Astronomica, estarão todas incompletas de maneira que desviam o homem do entendimento do verdadeiro significado do Universo. Pois a possível existência de um nível superior de organização do Universo, ou ainda além deste Universo, desceria sobre toda a matéria e eventos dirigindo-os por fôrças que certamente ainda desconhecemos. Assim como a teoria da Matriz, ao concluir que o Universo é uma produção genética, está sugerindo a existência de mecanismos e processos naturais jamais imaginados antes mas que teriam atuado sobre os elementos e eventos abordados por aquelas teorias aumentando em muito a complexidade calculada por elas.”
Mas voltando ao texto de Isaac Asimov, vamos ver como ele próprio fornece as evidências que retornam contra sua afirmação acima, corrigindo-a:
O jovem especialista em literatura inglesa, depois de me citar, continuou me dando uma severa bronca a respeito do fato de que em todos os séculos as pessoas pensaram que finalmente haviam compreendido o universo, e em todos os séculos se provou que elas estavam erradas. Segue que a única coisa que nós podemos dizer sobre nosso “conhecimento” moderno é que está errado. O jovem citou então com aprovação o que Sócrates disse ao saber que o oráculo de Delfos o tinha proclamado o homem o mais sábio da Grécia: “se eu sou o homem o mais sábio”, disse Sócrates, “é porque só eu sei que nada sei”. A consequência era que eu era muito tolo porque tinha a impressão de saber bastante.
Minha resposta a ele foi esta: “John, quando as pessoas pensavam que a Terra era plana, elas estavam erradas. Quando pensaram que a Terra era esférica, elas estavam erradas. Mas se você acha que pensar que a Terra é esférica é tão errado quanto pensar que a Terra é plana, então sua visão é mais errada do que as duas juntas”.
O problema básico é que as pessoas pensam que “certo” e “errado” são absolutos; que tudo que não é perfeitamente e completamente certo é totalmente e igualmente errado.
Entretanto, eu penso que não é assim. Parece-me que certo e errado são conceitos nebulosos, e eu devotarei este ensaio a explicar por que eu penso assim.
(Comentário da Matriz: O caso em que cada nova teoria sobre um determinado objeto contem êrros, porem um grau de êrro menor que a anterior e dois graus de êrro menor que a ante-penultima será melhor entendido lendo-se o relativismo do universo de mil faces no fim deste artigo)
… Quando meu amigo, o perito em literatura inglesa, me disse que em todos os séculos os cientistas pensaram ter entendido o universo e estavam sempre errados, o que eu quero saber é quão errados estavam eles? Todos estão errados no mesmo grau? Vamos dar um exemplo.
Nos primeiros dias da civilização, a sensação geral era que a Terra era plana. Não porque as pessoas eram estúpidas, ou porque queriam acreditar em coisas estúpidas. Achavam que era plana por evidências sólidas.
(Comentário da Matriz: “Mas… dear Asimov! Como você salta do Universo para a Terra assim num piscar de olhos?! O literato inglês estava falando sobre “universo” e você vem apresentar como exemplo um planetinha perdido na imensidão cósmica dentro deste universo? Para manter-mos a saúde mental, combater dentro de nós a arrogância própria do selfish gene, evitar-mos os fanatismos religiosos e ideológicos, temos que sempre ter em mente os nossos limites, os limites do nossa atual capacidade de conhecimento. Tal como nos esforçamos em fazer dentro da cosmovisão da Matriz: nos esticamos o máximo possível para alcançar os limites da matéria ou seja, da Natureza material, porém daí não queremos dar um passo além por ora, pois desde aqueles limites temos que voltar ao aqui e agora onde ficou muita coisa para trás oculta ou precisando ser consertada. Será que o literato inglês engoliu sua indevida elocubração mental neste caso?!)
Não era só uma questão de “parece que é”, porque a Terra não parece plana. Ela é caóticamente irregular, com montes, vales, ravinas, penhascos, e assim por diante.
Naturalmente há planícies onde, em áreas limitadas, a superfície da Terra parece relativamente plana. Uma dessas planícies está na área do Tigre/Eufrates, onde a primeira civilização histórica (com escrita) se desenvolveu, a dos Sumérios.
Talvez tenha sido a aparência da planície que convenceu os Sumérios inteligentes a aceitar a generalização de que a Terra era plana; que se você nivelasse de algum modo todas as elevações e depressões, sobraria uma superfície plana. Talvez tenha contribuído com essa noção o fato que as superfícies d’água (reservatórios e lagos) parecem bem planas em dias calmos.
Uma outra maneira de olhar é perguntar qual é a “curvatura” da superfície da terra ao longo de uma distância considerável, quanto a superfície se desvia (em média) do plano perfeito. A teoria da Terra plana diria que a superfície não se desvia em nada de uma forma chata, ou seja, que a curvatura é 0 (zero) por milha.
É claro que hoje em dia aprendemos que a teoria da Terra plana está errada; que está tudo errado, enormemente errado, certamente. Mas não está. A curvatura da terra é quase 0 (zero) por milha, de modo que embora a teoria da Terra plana esteja errada, está quase certa. É por isso que a teoria durou tanto tempo.
Havia razões, com certeza, para julgar insatisfatória a teoria da Terra plana e, por volta de 350 A.C., o filósofo grego Aristóteles as resumiu. Primeiro, algumas estrelas desapareciam para o hemisfério do sul quando se viajava para o norte, e desapareciam para o hemisfério norte quando se viajava para o sul. Segundo, a sombra da Terra na Lua durante um eclipse lunar era sempre o arco de um círculo. Em terceiro lugar, aqui na própria Terra, é sempre o casco dos navios que desaparece primeiro no horizonte, em quaisquer direções que viajem.
Todas as três observações não poderiam ser razoavelmente explicadas se a superfície da Terra fosse plana, mas poderiam ser explicadas supondo que a Terra fosse uma esfera.
E mais, Aristóteles acreditava que toda matéria sólida tendia a se mover para o centro comum, e se a matéria sólida fizesse isso, acabaria como uma esfera. Qualquer volume dado de matéria está, em média, mais perto de um centro comum se for uma esfera do que se for qualquer outra forma.
Cerca de um século após Aristóteles, o filósofo grego Eratóstenes notou que o Sol lançava sombras de comprimentos diferentes em latitudes diferentes (todas as sombras teriam o mesmo comprimento se a superfície da Terra fosse plana). Pela diferença no comprimento da sombra, calculou o tamanho da esfera terrestre, que teria 25.000 milhas (cerca de 40.000 km) de circunferência.
Tal esfera se encurva aproximadamente 0,000126 milhas por milha, uma quantidade muito perto de 0, como você pode ver, e que não seria facilmente mensurável pelas técnicas à disposição dos antigos. A minúscula diferença entre 0 e 0,000126 responde pelo fato de que passou tanto tempo para passar da Terra plana à Terra esférica.
Note que mesmo uma diferença minúscula, como aquela entre 0 e 0,000126, pode ser extremamente importante. Essa diferença vai se acumulando. A Terra não pode ser mapeada em grandes extensões com nenhuma exatidão se a diferença não for levada em conta e se a Terra não for considerada uma esfera e não uma superfície plana. Viagens longas pelo mar não podem ser empreendidas com alguma maneira razoável de encontrar sua própria posição no oceano a menos que a Terra seja considerada esférica e não plana.
Além disso, a Terra plana pressupõe a possibilidade de uma terra infinita, ou da existência de um “fim” da superfície. A Terra esférica, entretanto, postula que a Terra seja tanto sem fim como no entanto finita, e é este postulado que é consistente com todas as últimas descobertas.
Assim, embora a teoria da Terra plana esteja somente ligeiramente errada e seja um crédito a seus inventores, uma vez que se considere o quadro todo, é errada o suficiente para ser rejeitada em favor da teoria da Terra esférica.
Mas a Terra é uma esfera?
Não, ela não é uma esfera; não no sentido matemático estrito. Uma esfera tem determinadas propriedades matemáticas — por exemplo, todos os diâmetros (isto é, todas as linhas retas que passam de um ponto em sua superfície, através do centro, a um outro ponto em sua superfície) têm o mesmo comprimento.
Entretanto, isso não é verdadeiro na Terra. Diferentes diâmetros da Terra possuem comprimentos diferentes.
O que forneceu a ideia de que a Terra não era uma esfera verdadeira? Para começar, o Sol e a Lua têm formas que são círculos perfeitos dentro dos limites de medida nos primeiros dias do telescópio. Isso é consistente com a suposição de que o Sol e a Lua são perfeitamente esféricos.
Entretanto, quando Júpiter e Saturno foram observados por telescópio pela primeira vez, logo ficou claro que as formas daqueles planetas não eram círculos, mas claras elipses. Isso significava que Júpiter e Saturno não eram esferas de fato.
Isaac Newton, no fim do século dezessete, mostrou que um corpo de grande massa formaria uma esfera sob atração de forças gravitacionais (exatamente como Aristóteles tinha proposto), mas somente se não estivesse girando. Se girasse, aconteceria um efeito centrífugo que ergueria a massa do corpo contra a gravidade, e esse efeito seria tão maior quanto mais perto do equador. O efeito seria tão maior quanto mais rapidamente o objeto esférico girasse, e Júpiter e Saturno certamente giravam bem rapidamente.
A Terra gira muito mais lentamente do que Júpiter ou Saturno, portanto o efeito deveria ser menor, mas deveria estar lá. Medidas de fato da curvatura da Terra foram realizadas no século dezoito e provaram que Newton estava correto.
Em outras palavras, a Terra tem uma protuberância equatorial. É achatada nos pólos. É um “esferoide oblato” e não uma esfera. Isto significa que os vários diâmetros da terra diferem em comprimento. Os diâmetros mais longos são os que vão de um ponto no equador a outro ponto oposto no equador. Esse “diâmetro equatorial” é de 12.755 quilômetros (7.927 milhas). O diâmetro mais curto é do pólo norte ao pólo sul e este “diâmetro polar” é de 12.711 quilômetros (7.900 milhas).
A diferença entre o maior e o menor diâmetro é de 44 quilômetros (27 milhas), e isso significa que a “oblacidade” da Terra (sua diferença em relação à esfericidade verdadeira) é 44/12755, ou 0,0034. Isto dá 1/3 de 1%.
Em outras palavras, em uma superfície plana, a curvatura é 0 em todos os lugares. Na superfície esférica da Terra, a curvatura é de 0,000126 milhas por milha todos os lugares [ou 8 polegadas por milha (12,63cm/km)]. Na superfície esferoide oblata da Terra, a curvatura varia de 7,973 polegadas por milha (12,59cm/km) a 8,027 polegadas por milha (12,67cm/km).
A correção de esférico a esferoide oblato é muito menor do que de plano a esférico. Consequentemente, embora a noção da Terra como uma esfera seja errada, estritamente falando, não é tão errada quanto a noção da Terra plana.
Mesmo a noção esferoide oblata da Terra é errada, estritamente falando. Em 1958, quando o satélite Vanguard I foi posto em órbita sobre a Terra, ele mediu a força gravitacional local da Terra — e consequentemente sua forma — com precisão sem precedentes. No fim das contas, descobriu-se que a protuberância equatorial ao sul do equador era ligeiramente mais protuberante do que a protuberância ao norte do equador, e que o nível do mar do pólo sul estava ligeiramente mais próximo o centro da terra do que o nível do mar do pólo norte.
Não parecia haver nenhuma outra maneira de descrever isso senão que dizendo a Terra tinha o formato de uma pêra, e muitas pessoas decidiram que a Terra não se parecia em nada com uma esfera mas tinha a forma de uma pêra Bartlett dançando no espaço. Na verdade, o desvio do formato de pêra em relação ao esferoide oblato perfeito era uma questão de jardas e não de milhas, e o ajuste da curvatura estava na casa dos milionésimos de polegada por milha.
Em suma, meu amigo literado em inglês, viver em um mundo mental de certos e errados absolutos pode significar imaginar que uma vez que todas as teorias são erradas, podemos pensar que a Terra seja esférica hoje, cúbica no século seguinte, um icosaedro oco no seguinte e com formato de rosquinha no seguinte.
(Comentário da Matriz: Comece a entender o que vou dizer com “o Universo é um fenomeno relativista, é uma cilada à arrogância porque ele apresenta mil faces diferentes, e deve apresentar uma ultima, a verdadeira, a qual será a composição final feita por todas as mil faces ilusórias. Aqui ele já revelou algumas de suas faces cosmovisionarias que dominaram os povos e a mentalidade de suas épocas: uma super-crença numa falsa verdade ultima levou toda uma civilização a ver uma face a qual troçava com essa civilização como a serpente enganou Eva, convencendo-a de que a Terra fosse plana; essa civilização construiu-se a si mesma, ao seu homem, a sua ideologia, a sua religião, o seu sistema social, o estilo de construção de suas cidades e sei nível de tecnologia, e determinou o tipo de relações entre seus indivíduos, tudo baseado na face que viam do mundo. Como a face era tremendamente ilusória, a civilização ruiu sobre seus alicerces. Assim tivemos os impérios ou civilizações babilonico, assírio, egípcio, romano, e agora… a qual vai ruir também se depressa não aprender-mos a lição vinda dos nossos antepassados. Quando uma face torna-se insuportável e desvela sua máscara, uma “verdade ” inculcada na mente do povo desfaz-se em fragmentos, a sua obra material acompanha este colapso e tudo torna-se abaixo. Mas então começa a levantar-se uma nova face das cinzas da anterior, uma nova civilização emerge. Portanto, sejamos como Socrates, sempre com um pé atrás e combatendo os que alardam conhecer o que não é visível e palpável aos nossos sentidos, assim podemos evitar as quedas abruptas dolorosas e nós mesmos promover-mos transições suaves. Estás entendendo o porque, apesar de 30 anos sendo bombardeado por evidências sugerindo que a Teoria da Matriz está correta e teria desvendado os limites ultimos da natureza material, mesmo assim continuo sempre avisando para não acreditarem nela, que eu suspeito dela, pois quando ela, faceira e cheia de argumentos, me sussurra aos ouvidos atraindo-me aos seus encantos vem-me à mente a imagem da serpente enrolada na árvore oferecendo a maçã e enganando Eva. Cuidado!)
O que acontece na verdade é que uma vez os cientistas tomam um bom conceito, eles o refinam gradualmente e o estendem com sutileza crescente à medida que seus instrumentos de medida melhoram. As teorias não são tão erradas quanto incompletas.
Isto pode ser dito em muitos casos além da forma da Terra. Mesmo quando uma nova teoria parece representar uma revolução, ela geralmente surge de pequenos refinamentos. Se algo mais do que um pequeno refinamento fosse necessário, então a teoria anterior não teria resistido.
Copérnico mudou de um sistema planetário centrado na Terra para um centrado no Sol. Ao fazer isso, mudou de algo que era óbvio para algo que era aparentemente ridículo. Entretanto, era uma questão de encontrar melhores maneiras de calcular o movimento dos planetas no céu, e a teoria geocêntrica acabou sendo deixada para trás. Foi exatamente porque a teoria antiga dava resultados razoavelmente bons pelos padrões de medida da época que ela se manteve por tanto tempo.
Novamente, foi porque as formações geológicas da Terra mudam tão lentamente e as coisas vivas sobre ela evoluem tão lentamente que parecia razoável no início supor que não havia nenhuma mudança e que a Terra e a vida sempre existiram como hoje. Se isso fosse assim, não faria nenhuma diferença se a Terra e a vida tinham bilhões ou milhares de anos. Milhares eram mais fáceis de se entender.
Mas quando cuidadosas observações mostraram que a Terra e a vida estavam mudando a uma taxa que era minúscula mas não nula, a seguir tornou-se claro que a Terra e a vida tinham que ser muito antigas. A geologia moderna surgiu, e também a noção de evolução biológica.
Se a taxa de mudança fosse maior, a geologia e a evolução alcançariam seu estado moderno na Antiguidade. É somente porque a diferença entre as taxas de mudança em um universo estático e em um evolutivo estão entre zero e quase zero que os criacionistas continuam propagando suas loucuras.
Uma vez que os refinamentos na teoria ficam cada vez menores, mesmo teorias bem antigas devem ter estado suficientemente certas para permitir que avanços fossem feitos; avanços que não foram anulados por refinamentos subsequentes.
Os Gregos introduziram a noção de latitude e longitude, por exemplo, e fizeram mapas razoáveis da bacia mediterrânea mesmo sem levar em conta a esfericidade, e nós usamos ainda hoje latitude e longitude.
Os Sumérios provavelmente foram os primeiros a estabelecer o princípio de que os movimentos planetários no céu são regulares e podem ser previstos, e tentaram achar maneiras de fazê-lo mesmo assumindo a Terra como o centro do universo. Suas medidas foram enormemente refinadas mas o princípio permanece.
Naturalmente, as teorias que temos hoje podem ser consideradas erradas no sentido simplista do meu correspondente bacharel em literatura inglesa, mas em um sentido muito mais verdadeiro e mais sutil, elas precisam somente ser consideradas incompletas.
Comentários da Matriz:
Azimov diz
“… vivemos em um século em que finalmente entendemos o básico sobre o universo.”
Será mesmo?
Vamos pensar numa situação análoga à que nos encontramos agora nêste Universo: Micróbios do tamanho de poucos átomos vivendo dentro de uma célula. Mas vamos forçar um pouco mais a analogia e supor que estamos na mesma situação de micróbios que estão dentro de uma célula que faz parte de um feto em gestação.
Qual seria o entendimento básico dos micróbios sôbre seu universo total, cujos limites longínquos seria a membrana celular?
Assim como vemos as ondas do mar indo e voltando, os ventos movendo e misturando as coisas da Natureza, os gazes formando vapores e se transformando em água, as águas dos rios nas margens formando pantânos, a energia solar numa febril atividade transformadora, assim também os micróbios veriam apenas fenomenos estritamente físicos: nuvens escuras de cloreto de sódio vindas do sul rugindo com trovões e emitindo relampagos que ionizam camadas de calcio nos grandes vales das vesículas, citoplasma movendo-se como oceanos e objetos como o RNA transportador sendo movidos, etc. Nem mesmo a segunda ordem de fenomenos depois da Física, que é a Química, seria para êles perceptível. Quanto menos ainda perceptível seria a mais elevada ordem de fenomenos que é a Biologia, onde o seu universo, se mostraria não mais eterno porém finito sujeito a morte e nascimentos, e ainda, seu universo, celular, não seria mais que um simples tijolinho de uma fantástica organização em desenvolvimento que é o corpo de um ser vivo. De cuja existência nossos micróbios jamais poderiam sequer imaginar!
Pois o conhecimento mais ultra-moderno do universo-aglomerado de galáxias dos humanos restringe-se ainda apenas à ordem dos fenomenos da Física. E vemos que os processos físicos se perdem e se anulam dentro de algo maior, os químicos, mas êstes se perdem dentro dos processos biológicos, e inclusive existem corpos biológicos cujo mínimo movimento dependem da autoridade de uma ordem de fenomeno acima de todos conhecidos, que é a mente humana. Pura hierarquia entre os sistemas naturais. Curioso é que a evolução destes sistemas materiais – desde os átomos às células aos orgãos aos corpos têve um final que não é material, pois foram todos transformados em conceitos na mente humana. Isso significa que entender o Universo seria conhecê-lo o suficiente para reduzi-lo a um conceito na mente humana. Como vemos células e corpos na sua totalidade e em ação desde fora e de cima temos um idéia dconceitual do que são, porque existem, qual seus significados. Mas estamos muito longe ainda de conseguir o mesmo com o nosso Universo. E vegetando no meio da ordem de fenomenos abrangidos pela Física jamais vamos entender o básico do Universo porque êste pode ser um fenomeno biológico, assim como os micróbios são incapazes de alcançar o conceito de “célula viva e biológica”. Enquanto apenas a Física com sua linguagem Matemática estiver no dominio da Cosmologia, não teremos a menor idéia do que está governando os fenomenos físicos e para que fim. Aliás, as poucas tentativas de formulação de um conceito pelos físicos se esborracham contra a realidade observada, como por exemplo, o átomo primordial que teria se desdobrado hoje em girafas e bicicletas, o universo em eterno repouso ou do eterno retorno. Nunca foi observado tal átomo e nada em repouso ou retorno, como absolutos.
Apenas a Teoria da Matriz/DNA foi conduzida por seus modelos a vislumbrar uma camada superior de fenomenos no Universo contendo os fenômenos físicos. Trata-se da camada de fenomenos onde o Universo apresenta processos genéticos, como se fôsse uma produção genética. Biológica. Porém, aqui, o entendimento básico do Universo de Asimov e dos ultra modernistas torna-se tão minusculo como o entendimento básico dos micróbios dentro de seu universo celular.
Asimov desconhecia outro incrível resultado dos modelos da Matriz: a do Universo Relativo de Mil Faces. Tal como Einstein se equivocou perdendo-se dentro da magnitude de sua própria teoria, Asimov ainda está aplicando a relatividade geral sobre fenomenos isolados no puro estilo reducionista. Agora por exemplo êle submeteu o fenomeno do êrro humano ao relativismo. A Matriz foi mais longe, percebeu que a relatividade se aplica ao Universo como um tôdo. O que significa isso? Que o Universo tem mil faces diferentes para mil diferentes espécies de micróbios, mas cada face é um milionésimo da realidade, da Face Final. Os outros 999% são ilusões, mentiras, ignorância. Mas à medida que duplica o tamanho dos micróbios duplica também a parcela da realidade que dominam. Assim vai de 1% para 2%, para 4%… o que siginifica 996% de ilusões ainda. Quando um ultimo ser atingisse o ultimo posto evolutivo possivel, só então as mil faces se tornariam uma nova, total, diferente e serpreendente face, contendo tôdas as outras. Seria como os micróbios intra-celulares vissem de repente o ser humano e adulto dentro do qual existem.
A ordem dos fenomenos físicos e os corpos que resultam dessa ordem de organização da matéria deve estar numa escala bem inferior do conhecimento, se considerar-mos um corpo de ser vivo onde acima dela vemos a ordem química, depois ainda sobre elas, a ordem biológica, e ainda acima desta, a ordem dos pensamentos, da auto-consciência. A qual parece tratar-se de uma abstração conceitual, um retorno, um encontro com o conceito inicial. Tlavez no final de tudo reste apenas isso: um conceito que na sua essência é uma auto-consciência.
No modêlo do gráfico cartesiano onde a Matriz descobre o Universo Relativo de Mil Faces ( cujo grafico ainda não me lembro se já trouxe ou não para o web-site), a nossa evolução se dá exatamente como ASIMOV entendeu o processo dos refinamentos das teorias. Cada refinamento realizado é exatamente isto: a duplicação do entendimento produzida pela evoluçao gradativa do observador. O Universo tem uma face ilusória para cada tipo de freguês observador, ilusória no sentido que todo observador acredita que viu a face final. Ela é uma face real, assim como a idéia de que a Terra seria plana tinha algo de correto nela. Depois a idéia de que a Terra seria esférica parecia incontestavel, mas apesar de errada, tinha muito mais de verdadeiro nela. Eu penso que munir-se da cosmovisão da Matriz é o observador situar-se num ponto do tempo e do espaço superior evolutivamente onde existem muitos êrros ilusórios ainda, com certeza, porém menos um pouco do que os êrros do “conhecimento” ultra-modernista.
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agosto | 17 | 2010
| Muito se fala da questão das origens da Vida nas o artigo abaixo merece ser copiado aqui por ser bem conciso e completo e realçar excatamente como se encontra o conhecimento atual. Porem compare-se esse conhecimento com a Teoria da Matriz e note-se que esta deveria ser melhor conceituada ( se de alguma maneira fôsse divulgada além dêste obscuro website).
Artigo publicado em: Com Ciência
no site: http://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&edicao=58&id=731 |
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Por Alessandra Pancetti |
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| Em maio deste ano, o cientista e empresário Craig Venter anunciou a criação da primeira célula coordenada a partir de um cromossomo sintético já feita pelo homem. O anúncio de Venter, e a publicação do trabalho na prestigiosa revista científica Science, causaram bastante alvoroço na mídia. Os criadores argumentam que, em pouco tempo, células poderão ser programadas para “trabalhar” em atividades específicas, como a produção de biocombustíveis, a retirada de poluentes da atmosfera ou ainda a produção de vacinas. Segundo o press-release do Craig Venter Institute, a nova célula “é a prova de que os genomas podem ser desenhados em computador, feitos quimicamente no laboratório e transplantados para uma célula recipiente para produzir uma nova célula auto-replicante controlada unicamente pelo genoma sintético”.
Dentro da comunidade científica, as opiniões a respeito do experimento se dividiram. Enquanto alguns pesquisadores criticaram o projeto por ser apenas uma montagem de vários pedaços de DNA e não apresentar nenhuma nova informação científica, outros se mostram entusiasmados pelas possíveis implicações para os estudos de genética e para o desenvolvimento das técnicas em biologia molecular. Entretanto, Venter alega que as implicações do seu trabalho são mais de ordem filosófica do que científica: a geração e produção de vida a partir de informações contidas em um computador e sintetizadores contendo elementos químicos colocaria em questionamento a natureza da própria vida.
Questionamentos filosóficos que se seguem às grandes descobertas científicas não são novidade na história. Há aproximadamente 150 anos, a biologia esteve no cerne de uma grande revolução das ideias e da sociedade. Na metade do século XIX, a teoria de Charles Darwin sobre a origem das espécies causou um grande abalo na sociedade da época, e o seu impacto continuou reverberando conforme as implicações da teoria da evolução foram sendo absorvidas pela sociedade vitoriana. Fábio de Melo Sene, pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto, explica que a ideia da evolução darwiniana é considerada uma das três ideias que mais afetaram filosoficamente a humanidade, sendo a teoria de Copérnico, do universo heliocêntrico, e de Freud, sobre o inconsciente, as outras duas. “Os impactos foram enormes, especialmente após 1871, quando ele (Darwin) publicou o livro A descendência do homem e a seleção em relação ao sexo e estendeu à espécie humana os conceitos expressos em A origem das espécies, publicado doze anos antes, em 1859”, diz.
Segundo Sene, do ponto de vista científico, a questão da origem das espécies estava em grande discussão desde o final do século XVIII, porque para muitos pesquisadores da época, as evidências apontavam contra o fixismo das espécies – que era a ideia, até então vigente, de que as espécies surgiram e sempre permaneceram da mesma forma, sem nenhuma mutação. Os pesquisadores perceberam que o fixismo não conseguia explicar a variação geográfica detectada nas diversas populações das espécies ao longo da sua distribuição territorial. O professor da USP explica que a proposta inovadora de Charles Darwin foi sugerir um mecanismo para a mudança nas populações, o da seleção. A ideia de seleção não era desconhecida, pois os cultivadores de plantas e animais, já naquela época, selecionavam os indivíduos com características desejadas para cruzamento ou propagação. Em comparação a essa seleção feita pelo homem – portanto, artificial –, Darwin chamou o processo que ocorre na natureza de seleção natural.
As implicações de uma evolução da vida segundo a qual a origem do homem se equipara à dos demais seres vivos, ao invés de ter sido especialmente criado, foi um golpe que Freud, mais tarde, compararia à descida – ou destruição – de um dos pedestais em que o homem havia, ingenuamente, se colocado. Para Sene, da USP, na época de Darwin, apoiar sua teoria era politicamente perigoso, o que gerou certo radicalismo. “Havia os que se posicionavam a favor de forma irrestrita (poucos) e os que se posicionavam contra (a maioria) de forma até fanática, tentando achar eventuais pontos falhos para tentar derrubá-la”, conta. Grande parte dos detratores criticava o fato de ser desconhecida a forma como a variação era gerada nas populações e como essa variação era transferida de uma geração para a outra. “O não esclarecimento dessa questão fez com que a teoria ficasse no ‘esquecimento’ por 50 anos, de 1880 a 1930”, explica Sene, pois ela só foi sendo resolvida ao longo dos anos, com o desenvolvimento da genética.
A genética, um ramo ciência com aproximadamente 100 anos, pode ser considerada relativamente jovem quando comparada com outras disciplinas da biologia, como a botânica ou a fisiologia. Gregor Mendel, monge e cientista austríaco considerado o “pai da genética”, publicou seu famoso artigo contendo as bases matemáticas da hereditariedade em 1866. Mendel é famoso atualmente, mas permaneceu obscuro no período após essa publicação, pois seu trabalho não teve muita repercussão na comunidade científica da época. Assim, embora contemporâneo de Darwin, as conexões entre os seus trabalhos não foram esclarecidas por muitos anos. O artigo de Mendel sobre a hereditariedade foi redescoberto em 1900, mas apenas em meados de 1930 ele foi correlacionado com a teoria da evolução de Darwin. Isso porque, por um tempo, os cientistas acreditaram que a mutação gênica (teoria mutacionista), e não a seleção natural (teoria selecionista), fosse responsável pela variação genética. “A junção da teoria mutacionista com a teoria selecionista, ao redor de 1930, foi denominada teoria sintética ou síntese moderna ou ainda neodarwinismo, e só ocorreu quando foram postulados os princípios matemáticos que estenderam as ideias de Mendel para as populações de organismos de reprodução sexuada, dando origem a uma área da genética chamada genética de populações”, explica Sene.
As descobertas e os experimentos de toda uma geração de cientistas foram adicionando dados e tornando basilares os trabalhos pioneiros de Mendel e Darwin, além de incorporar a contribuição de vários cientistas contemporâneos a eles. Uma série de outros estudos que se sucederam, como, por exemplo, os que determinaram a existência de células somáticas e germinativas, ou a descrição dos cromossomos, foram de importância fundamental para o entendimento dos mecanismos de herança genética. Embora todos os estudos científicos tenham sempre corroborado de forma irrefutável a teoria da evolução, ela ainda enfrenta resistência em algumas instâncias – e aí, talvez precisemos retornar a Freud, novamente, para tentar compreender o quão profundo foi o abalo que tais ideias surtiram na psique humana.
Em seu ensaio “Podemos completar a revolução de Darwin?”, o famoso paleontólogo e escritor Stephen Jay Gould diz que, conhecida e ensinada por tantos anos, a teoria evolucionista é, entretanto, pouco compreendida por uma grande parcela das pessoas. Para Gould, a necessidade de preservar um lugar privilegiado na criação e, acima de tudo, de atribuir um “propósito” para esta, proporcionaram a proliferação de ideias que maquiam a teoria evolucionista e prejudicam seu entendimento. Gould acredita que todos os mal entendidos que foram surgindo em relação ao evolucionismo refletem a angústia que suas implicações parecem gerar. “Os humanos não são o resultado final de um progresso evolucionário previsível, mas sim uma reminiscência cósmica fortuita, um pequenino galho na enorme árvore da vida, o qual, se replantado da semente, muito provavelmente não cresceria novamente, e talvez não cresceria galho nenhum com qualquer propriedade que nós pudéssemos chamar de consciência”, sentencia.
A criação da vida
Ainda que revolucionária em sua essência, a teoria de Darwin se ocupou da evolução da vida, nunca de sua criação. Mas, desde a Antiguidade, a questão da criação da vida na Terra tem intrigado um grande número de filósofos e cientistas. As primeiras ideias apontavam para a criação espontânea a partir da matéria inanimada, ou abiogênese, e um dos seus proponentes foi Aristóteles, ainda na Grécia antiga. A hipótese da geração espontânea ganhou força e se enfraqueceu algumas vezes ao longo do tempo, conforme os cientistas conseguiam ou não explicar o “aparecimento” de vida.
No século XVII, o cientista Francisco Redi fez um experimento para provar que o crescimento de moscas e larvas de insetos a partir de carne em putrefação não se dava de forma espontânea, reforçando a ideia de que toda vida provem de uma vida já existente. Mas a discussão foi retomada novamente no século XVIII, com a invenção do microscópio e a descoberta da vida invisível a olho nu. Somente após uma série de famosos experimentos realizados por Louis Pasteur em 1862, provando que o crescimento microbiano acontecia apenas quando o meio de cultura previamente esterilizado entrava em contato com o ar, a noção de geração espontânea foi definitivamente abandonada.
Com a descoberta de Pasteur e com a posterior aceitação da teoria da evolução das espécies de Darwin, a comunidade científica passou a elaborar novas hipóteses para explicar a criação da vida na Terra. Mas foi apenas em 1924 que o russo Aleksandr Oparin publicou a primeira teoria moderna para resolver essa questão, contida em seu livro A origem da vida. Para Oparin, o ambiente existente na Terra nos primórdios da vida era diferente daquele que encontramos hoje. Isso é condizente com a teoria de Darwin, uma vez que a evolução dos seres vivos é um reflexo da seleção natural, exercida na interação dos organismos com o meio ambiente, e diferentes formas de vida surgiram e desapareceram do planeta até chegarmos às espécies existentes hoje – uma prova disso são os registros fósseis.
Em 1953, os pesquisadores Stanley Miller e Harold Urey realizaram em laboratório experimentos baseados na teoria de Oparin, em que uma mistura de elementos químicos básicos foi submetida a raios ultravioleta e descargas elétricas – condições que procuravam a simular o ambiente da Terra primitiva. Após certo tempo, os pesquisadores detectaram a presença de alguns aminoácidos naquela “sopa primordial”. Posteriormente, outros pesquisadores conseguiram comprovar em laboratório a formação de bases nitrogenadas, essenciais para a formação dos ácidos nucléicos (DNA e RNA), e a formação de polímeros, essenciais na produção de proteínas.
Apesar de sugerir a formação de moléculas essenciais para a vida no ambiente terrestre primitivo, a teoria de Oparin deixa ainda alguns aspectos sem explicação. As proteínas e os ácidos nucléicos, componentes do material genético, são indispensáveis para a vida dos organismos. Mas sua produção inicial, ao acaso, a partir de uma mistura de elementos químicos, não explica sua manutenção e perpetuação. Afinal, proteínas são perpetuadas quando sua informação está preservada no material genético, e este, por sua vez, é produzido pela ação de proteínas. “A primeira forma de vida ‘envelopou’ e organizou minimamente uma molécula com características de material herdável (provavelmente RNA) e com características catalíticas, para realizar reações metabólicas muito simples”, acredita o pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) Carlos Frederico Martins Menck. As atividades catalíticas são importantes para algumas reações indispensáveis para a manutenção da vida. No caso de uma molécula primordial, as reações metabólicas simples deveriam gerar a replicação do material herdável e garantir o suprimento necessário para essa replicação.
Embora essas ideias estejam de acordo com a proposta de Oparin, Menck acredita que essa evolução inicial pode não ter acontecido aqui no nosso planeta. Para o professor da USP, do período em que a vida se iniciou, com o surgimento e evolução da célula de RNA, até o aparecimento das complexas células de DNA, onde o RNA existe em funções intermediárias, o tempo é muito curto, em termos de evolução. Como os seres vivos são muito semelhantes, uma vez que todos carregam o material genético no DNA, utilizando RNA e proteínas para o metabolismo, sabemos que somos descendentes de um mesmo processo – temos uma origem comum. Ou seja, nesse caso, as células de RNA devem ter sido extintas pela competição com as células de DNA, nossas ancestrais. Mas o tempo curto em que esse processo teria ocorrido faz com que isso seja improvável, e não parecem existir descendentes das células de RNA. Também é improvável que as primeiras células já tivessem surgido diretamente na complexidade e organização atual. Assim, alguns cientistas acreditam que as primeiras células de DNA tenham sido trazidas por meteoros que colidiram com a Terra. Ou seja, as células de RNA, ou “o Mundo de RNA”, como é conhecida essa hipótese, teria existido apenas em outro planeta, assim como essa primeira fase na evolução da vida.
A ideia de que o surgimento da vida na Terra se deu através da chegada de microrganismos em meteoros, vindos de outras partes do Universo, não é recente. Essa teoria, denominada Panspermia Cósmica, é datada da Antiguidade e foi retomada no século XIX por uma série de cientistas e, no início do século XX, pelo famoso físico e químico Svante Arrhenius. As maiores objeções a essa noção estão relacionadas à difícil sobrevivência desses organismos no ambiente inóspito do espaço, em especial à radiação e ao aquecimento. Entretanto, a descoberta de microrganismos em meteoritos, como os provindos de Marte, sugere que talvez tenha sido possível. Atualmente, uma disciplina da ciência denominada astrobiologia promove estudos em laboratório em que se procura replicar as condições ambientais de diversas regiões do espaço, assim como as da Terra primitiva, na tentativa de responder, entre outras coisas, como se deu a criação da vida.
A nova criação
No cenário atual, embora muitas das questões envolvendo a criação da vida se encontrem ainda em aberto, as provas da evolução são incontestáveis. E é dentro dessa perspectiva que o experimento do DNA sintético proposto pelo grupo de Craig Venter busca encontrar seu lugar na história das ciências biológicas. Como observa o correspondente Ian Sample, do jornal britânico The Guardian, “cientistas criaram a primeira forma de vida sintética do mundo, em experimento que é o marco que pavimenta o caminho para o design de organismos que são construídos, ao invés de evoluir”.
Carlos Menck, da USP, explica que a ideia da criação da célula sintética existe há pelo menos 15 anos, e foi concebida pelo próprio Craig Venter. Menck diz que os objetivos iniciais eram desenhar em computador a sequência genômica básica e mínima para sustentar a vida e, utilizando-se uma série de tecnologias químicas e biológicas, fazer a molécula final. “Ele fez algo muito parecido com uma bactéria atual, que tem as características mínimas e básicas que ele queria no início”, diz. Existe o risco de as pessoas acreditarem que a equipe de Venter criou vida em laboratório, o que não foi feito. Na verdade, o grupo montou in vitro o DNA de uma bactéria e substituiu o DNA de outra. Dessa forma, quando o DNA da célula hospedeira foi retirado, ela passou a obedecer aos comandos do DNA novo, sintético.
Como o caso gerou grande repercussão na mídia, alguns pesquisadores ficaram temerosos que especulações infundadas sobre a criação de vida no laboratório gerassem um efeito negativo. Entretanto, para Menck, a perspectiva para a vida sintética é “evoluir” a bactéria na tentativa de ampliar as características do organismo. Mas a produção de organismos que possam ter atividades benéficas para o homem ainda não é assim tão simples. O professor da USP cita, por exemplo, a capacidade de sequestro de gás carbônico (CO2) da atmosfera, que é uma das metas do grupo de Venter. “Eu não vejo ainda vantagens nesse sistema em relação à biologia molecular já realizada. Pode ser mais rápido, mas como ainda não conhecemos as interações entre todas as vias metabólicas, ele deverá ter problemas”, completa.
Quaisquer que sejam os próximos passos no campo do DNA sintético, após 15 anos, essa área está apenas começando. Ela trabalha a partir da imagem e semelhança de alguma forma de vida que começou a existir há alguns bilhões de anos neste planeta. Os passos dessa evolução são impossíveis de se prever. Mas a expectativa é que o projeto de Venter continue a produzir resultados importantes para o desenvolvimento da engenharia genética e para a compreensão de vias metabólicas importantes, ainda desconhecidas. A partir da descoberta do material genético e do avanço da biologia molecular, importantes ferramentas foram e continuam sendo geradas, as quais ampliaram as investigações nas mais diversas áreas da biologia, dos estudos da variabilidade de populações às pesquisas com células-tronco. Agora, nos resta aguardar o desenrolar dessa história. |
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agosto | 17 | 2010
A questão da origem das espécies estava em grande discussão desde o final do século XVIII, porque para muitos pesquisadores da época, as evidências apontavam contra o fixismo das espécies – que era a ideia, até então vigente, de que as espécies surgiram e sempre permaneceram da mesma forma, sem nenhuma mutação. Na época atual a questão da origem da vida encontra-se em grande discussão e apenas nos meios acadêmicos ainda não foi solucionada porque os pesquisadores ainda acreditam no fixismo dos astros – e portanto da Terra onde a vida surgiu – ou seja, acreditam que os astros surjam e permaneçam da mesma forma, sem nenhuma mutação.
Como uma das consequências nefastas da crença no fixismo dos astros, a reduzida atmosfera aplicada na produção de aminoácidos oculta variáveis que não permitem a tais aminoácidos sua manutenção, perpetuação e desenvolvimento da complexidade.
Os aminoácidos são como os tijolos de barro e cimento para a construção de uma casa. Mas os aminoácidos de Miller e Urey não conseguem sair da pilha da fábrica em que foram feitos. Quanto mais se auto-organizarem de maneira que resultem nas divisões de uma casa, como salas, banheiros, cozinha, quartos, corredores. Ainda mais: a evolução fêz dos aminoácidos os tijolos não apenas de uma casa mas sim de um edifício de muitos andares, com o agravante que os primeiros andares contem coisas simples porque destinados aos empregados, mas à medida que se vai subindo os andares vão sendo dotados de coisas cada vez mais complexas. A ponto de, quando mse chega nos andares superiores, onde habitam os senhores, a complexidade é estonteante, contendo desde microondas a computadores e campos de pouso para helicópteros.
Porque os tijolos feitos pela estratégia de Oparin não se movem da fábrica?
O fixismo das espécies foi uma crença que dominou por três a quatro mil anos mas finalmente derrubada pela descoberta da evolução e da genética, graças principalmente a Darwin e Mendel. Eu penso mesmo que o que Miller e Urey fizeram não foi provar que a vida pode vir da não vida, mas sim justamente o contrário; tal como Pasteur fêz, provando a impossibilidade da geração espontânea, aquela experiencia provou a impossibilidade do inanimado criar o animado. Os aminoácidos não saem da fábrica porque são inanimados, ainda.
Na minha cabeça de leigo e subdesenvolvido semi-macaco da selva, mas muito curioso ladrão de livros na cidade, não conseguia compreender esse idéia dos civilizados de que existem coisas inanimadas na base de um processo de evolução. Pois a natureza selvagem transpira vida, tudo ali tem vida, o céu é mutante, ora límpido, calmo e tranquilo com apenas algumas nuvens sonolentas movendo-se ao longe, ora raivoso emitindo trovoadas. Coisas inanimadas apenas existem quando se apartam dos sistemas a que pertencem, como as folhas sêcas, os galhos quebrados no solo, os ossos esparramados pelas campinas, as pedras sôltas no caminho. Portanto o planeta não pode ser algo inanimado, fixo, que surgiu pronto e que permanece sempre com a mesma forma.
Os aminoácidos de Miller não são os aminoácidos que foram usados pela vida para se construir a si própria. E a atmosfera de Oparin baseada num mundo fixo não pode produzir os aminoácidos que são movidos da fábrica por uma organizador que planeja os ambientes do edificio. Mas tudo se resolve sem se apelar a deuses e acasos mágicos se imaginarmos talvez a idéia mais símia e maluca de todos os tempos: os astros como a Terra estão sujeitos a mudança de formas ao longo de suas existências e as formas produzidas nestas mudanças, se combinadas e organizadas, fazem os tijolos se auto-organizarem na forma de edificio com andares cada vez mais complexos. Basta transformar o planeta morto em planeta semi-vivo: sujeito a um ciclo vital.
Parece petulância quando digo que Darwin e eu resolvemos o problema. Para começar, que alguem se coloque ao lado do gigante Darwin, já seria muita pretensão. Por isso fiquei calado 30 anos aguentando esta batata quente sózinho, aliás, como também fêz Darwin com mêdo de publicar sua idéia maluca. Mas o qie posso fazer? As evidências demasiadamente acumuladas se tornam uma fôrça incontrolável. Afinal foi Darwin que sugeriu que vocês civilizados vieram dos selvagens, iguaisinhos ao que me tornei em sete anos na selva. A questão da evolução das espécies era uma questão no patamar superior, enquanto a questão das origens da vida ficara lá atrás nos patamares inferiores da História. Sómente alguem de lá – ou alguem daqui regredindo até lá – poderia ter a inspiração correta para resolvê-la.
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agosto | 11 | 2010
Veja a notícia no website
http://bigthink.com/ideas/21691
Stephen Hawking says we must flee Earth
Bem,… lendo rapidamente o artigo note-se que nos comentários que se seguem completam os prós e contras com enorme quantidade de idéias boas e más e muita informação certa ou errada . Mas o que teria a Matriz a dizer a respeito?
Surpreende-me êste anúncio de Hawking haja visto a opinião que tenho sôbre êle: por estar conectado à máquinas, por sentir o mundo através de sensores mecânicos, e por usar excessivamente a simbologia mecanicista da Matemática, êle se torna o ideal porta-voz para LUCA e sua meta de dirigir a Humanidade a ser mera peça na engrenagem da Grande Máquina no estilo do Admirável New World. Mas essa minha opinião me levaria a esperar que Hawking sugerisse o contrário: invistam tudo para cuidar do planeta e transforma-lo num paraíso ajardinado. Portanto devo repensar minha opinião, mas considerar também que – como diz um dos comentaristas – Hawking pode estar apenas defendendo uma agenda politica em seu próprio interêsse, enviando um recado para Obama que cortou os investimentos na exploração espacial, a qual é a vida para Hawking.
Mas notei um detalhe que emerge dos comentários que sómente alguem versado na Matriz poderia notar: pouquíssimas mulheres opinaram (temas sôbre amplos horizontes não são do metiê delas), mas ambas emitem a mesma idéia de fundo: odeiam a idéia de se aventurar fora do planeta e abandona-lo, opinam que o que devemos fazer construir o que falta para nêle viver bem. Como a Dona Maria pede ao marido para construir mais um quarto ou um banheiro na casa.
Ora, isto é bem mais uma prova de que a Teoria da Matriz está certa. Diz ela que, por hertança genética desde LUCA, o genêro masculino é dispersivo, extrovertido, tende a extrapolar-se, a sair-se de seu ego, a venturar-se cada vez mais no desconhecido, e por isso é péssimo mantedor de lares domésticos e contra a idéia do casamento e do atual sistema familiar. Êle descende da Função Sistêmica Universal n.4, a qual em LUCA é o pulsar ejectando-se dentro de cometas para tentar abrir o sistema e alcançar mundos externos. Enquanto isso o genêro feminino é introvertido, tende a colapsar-se sôbre si mesmo, a aprofundar-se no seu ego, a construir um palácio com todos os confortos e prazeres e nêle se intrincheirar eternamente. A favor do sistema familiar fechado e portanto do casamento usa seu atributo sexual como chantagem para usar o homem e manter estas instituições. Por isso é anti-protressista, é péssimo agente para a Evolução e exteriorização espacial.
Aconselha a Matriz que os dois tem 50% de êrros e 50% de acêrtos. Que a alternativa sábia seria encontrada justamente no meio entre os dois extremos.
E qual seria então o meio-termo entre a afirmação machista de Hawking e a feminista das comentaristas? Investir na busca da tecnologia para viver em outro planeta ou gastar este dinheiro no atual bem estar dos seres humanos deixando idéias catastróficas de lado? Pois note que as mulheres não sugerem investir na busca da tecnologia para limpar, recuperar e manter o planeta a salvo das mudanças na energia solar. Elas não sugerem busca nenhuma de novidades tecnológicas, nunca fizeram nada nêste sentido, não é do metiê delas. Nem mesmo desenvolveram as tecnologias para contra-concepção e não fazem nada para parar as outras mulheres de procriarem animalescamente.
Bem, sem tempo para demorar-me mais cuidadosamente analizando isto, interrompo dizendo o seguinte: a Matriz sugere que, de um certo calculado excedente da poupança dos povos seja investido 50% na busca de conhecimento sôbre o que é realmente o planeta e o sistema solar, como limpar o planeta da atual poluição, buscar energias alternativas, como parar o crescimento populacional e reduzir o número de habitantes ao menos pela metade, como contornar o problema do aquecimento global; e os outros 50% investir na continuidade da pesquisa espacial.
De resto nada mais temos a fazer: é rezar para que esta estratégia nos dê certo confôrto à vida dos que existem agora e que ao mesmo tempo proporcione os meios técnicos para possibilitar a vida das próximas gerações, e não serem pegas de surpresa por alguma catastrófica novidade que não fôra prevista.
O Lula está investindo na pesquisa espacial o mesmo tanto que está investindo nas melhorias atuais da crescente grande massa brasileira? Não? Então nossos descendentes irão chorar nossos fracassos e enfrentarem a extinção enquanto assistem outros povos mais precavidos embarcando nas estações espaciais?
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agosto | 1 | 2010
Como gostar de ciências?
“Como gostar de ciencias? Eu queria gostar de ciencias..principalmente o corpo humano, acho diificil e não sei a forma de estudar ou/e gravar..Eu gostaria de saber sobre o corpo humano mas não consigo aprender e dessa forma naum gosto. Alguem me ajuda aí se for possível..”
A pergunta acima foi postada por alguém no Yahoo-Respostas e veja uma resposta inspirada na mensagem da Matriz:
by TheUnive…
- Hummm… quem sabe se você entender porque gosto tanto de Ciências você passe a gostar também?
Você vê sentido na vida das pessoas que nascem, crescem, casam, geram filhos e morrem? Aí os filhos nascem, crescem, geram filhos e morrem. Novamente os filhos nascem, crescem… Mas com esta rotina esta espécie humana tem qual destino? Será totalmente eliminada da face da Terra. Porque? Porque não existe aí os adendos: nascem, crescem, aprendem tudo o que os ancestrais aprenderam sobre a natureza e os fatos reais do mundo, conhecem um pouco daquilo que é invisível a olho nu como coisas do micro e do macro cosmos, além de conhecerem coisas do passado e do futuro, e depois que conheceram tudo o que se sabe, tentam, procuram, descobrir algo mais para aumentar o patrimônio do conhecimento do mundo real da humanidade. Se existisse este adendo qual seria o destino desta espécie? Espalhar-se pelo espaço sideral na grande aventura cósmica e contemplar o desenrolar disto, sabe-se lá para onde!
Veja bem: a maioria do povo é anti-científico ou despreza a ciência, se alinham naquela primeira espécie. O que aconteceu com todos os ancestrais que assim se portaram? Por exemplo, cadê os índios nativos da América? Acontece que o mundo não é estático, o planeta muda, o Sol muda, a Natureza na Terra muda, e tudo muda no sentido do simples para o mais complexo, ou seja, no sentido da evolução. Acontece que aquilo que porventura esteja no meio da natureza e não evolua, será fatalmente surpreendido por uma mudança para o qual estará despreparado, e aí, é tarde demais.
Os índios foram extintos porque se acomodaram sem evoluir suas ciências enquanto os europeus evoluíram suas ciências e quando os dois povos se confrontaram, o desprezador das Cências Naturais desapareceu. Mas não precisariam serem os europeus. Alguma outra força da Natureza teria um dia acabado com aquela rotina, pois a Natureza não para e não admite que ninguém vivendo nela pare.
Ou então faça como os criacionistas religiosos, acomode-se com uma resposta imaginada (Deus) para todas as questões. Como os fanáticos muçulmanos, os talibas, etc.. Enquanto isso, no outro lado do mundo os americanos estão dia e noite respirando Ciências… e o que aconteceu na guerra entre os dois? Quem valeu na hora do pega para capar? Deus ou a Ciência?
Ciências Naturais é observar os fatos e eventos da Natureza, refletir sobre eles, tentar entende-los, tentar reproduzi-los experimentalmente em laboratório, e este esforço faz com que conheçamos os mecanismos e processos naturais. Com estes criamos a tecnologia e com esta, o poder, a força, e talvez, a única alternativa para evitar a extinção inevitável que o Universo reservaria para nós.
Aos cristãos eu costumo lembrar uma frase: “Se queres conhecer a mim, procure conhecer antes a minha obra. Pois Eu me revelo através dela” . Ora, qual a obra de Deus, senão a sua natureza? E como conhece-la, senão pelo método científico e participando da sociedade científica que transmite seus conhecimentos de geração a geração? Então quem se aproxima mais do conhecimento de Deus? O religioso que despreza a Natureza em nome de um reino sobrenatural ou o homem simples e humilde que se admira e se concentra tanto na Natureza a ponto de se ajoelhar na lama e estudar seus detalhes?
Se te interessa, veja o resultado de meu envolvimento com a ciência nas horas de folga (porque ler e tentar praticar Ciência sempre foi para mim o melhor hobby), uma Teoria intitulada “A Matriz Universal dos Sistemas Naturais e Ciclos Vitais”, no website abaixo. E depois desta, esperamos de braços abertos que venha participar de nossa causa.
Fonte(s):
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julho | 24 | 2010
(obs: artigo ainda em construção)
Baseado no artigo:
Buckyballs Found in Space
The discovery of these carbon structures in space could have a profound impact on our understanding of chemistry in the cosmos.
( Buckyballs encontradas no espaço. A descoberta destas estruturas de carbon no espaço poderá ter profundo impacto em nosso entendimento da química no Cosmos)
No site:
http://news.discovery.com/space/buckyballs-carbon-chemistry.html
Para entender êste tema precisamos antes fazer uma excursão imaginária pelo reino das analogias.
Desafiando a vontade de Deus (ao menos se der-mos o nome de Deus ao sistema natural mentalizado que provocou o Big Bang), o espírito primitivo da matéria teima em construir seu modêlo de Paraíso Eterno e viver nêle eternamente. O imaginário humano deu o nome de Lúcifer para o espirito na matéria e criou tôda aquela fábula do Anjo Rebelde para explicar as razões do porque Deus permite que vivamos sofrendo nêste ambiente caótico.
Mas em linguagem da Filosofia Naturalista se explica a mesma história da seguinte maneira:
A matéria interage e é conduzida por uma espécie de software dividido em dois principios fundamentais, que ora se conflitam produzindo o caos no ambiente, ora se amalgamam transformando o caos em estado de ordem, e a partir dêste, gerando um terceiro principio que é filho dos dois e aimda mais evoluído que os dois. Êstes dois principios são responsaveis pela dualidade universal que começou – em relação à dimensão-espaço – com dois vórtices girando um oposto ao outro (spin right e spin left) e hoje na espécie humana estão encarnados nos gêneros masculino e feminino. Em relação à dimensão tempo temos o exemplo da oposição entre nossa auto-consciência e nossos instintos carnais. Os dois são morfológicamente e fenótipicamente simétricos entre si (são iguais na forma e auto-complementares, como os lados direito e esquerdo da face humana), e são tendencialmente assimétricos entre si (se um tende fanaticamente para a esquerda, o outro tende fanaticamente para a direita, como as cargas positiva e negativa, ou no siistema social, o capitalista e o comunista).
Uma das faces dêsse software – na espécie humana representada pelo homem – é aquela em que a fôrça existe dentro do elemento e se expande incontrolavelmente (vide nêste site o artigo sôbre Hideki Yukawa e a Cola Nuclear) , tende a ser extremamente extrovertido, de maneira que se nada a segurar ela se desmaterializa e morre dispersada em fragmentos no espaço. Por isso o homem tendia na antiguidade a ser o caçador vagante, o guerreiro em terras distantes, ou mais modernamente, o freguês de balcão de bar após a jornada de trabalho adiando o retorno para o casulo doméstico. Por isso êle tende a espalhar seu sêmen para qualquer lado na direção de qualquer rabo de saia que passe na sua frente. É o principio que abre os sistemas.
A outra face – na espécie humana representada pela mulher – é aquela em que a fôrça existe inicialmente em sua plenitude e tendendo a se colapsar até tornar-se um unico ponto, tende a ser extremamente introvertida, de maneira que se nada a segurar, ela constrói seu paraiso doméstico, eterniza-o e corta relações com o resto do mundo. Por isso a mulher tende a construir a maior mansão e mais luxuosa possível, dominar um macho em seu leito para reproduzir o seu corpo sujeito à morte na forma de filhos, e assim jamais perder seu paraíso. Os melhores exemplos que temos quando êsse principio feminino torna-se dominante e o masculino recessivo são as colmeias da abelha rainha, as colonias de formigas e… LUCA. Onde Eva dominava e por isso estamos aqui agora pagando o pato. É o principio que tende a fechar os sistemas.
Ora, a matéria quando dirigida pelo software no seu aspecto de spin left ou feminino, tem como objetivo supremo a busca do equilibrio termodinâmico eterno, mas numa situação de intensa vibração, o que significa segurança e acomodação mais o estado de orgasmo, eternamente. Por isso quando um átomo tem apenas um elétron na ultima camada – na qual, para ser estável, sempre precisaria ter um par de elétrons – fica instável, adoidado ( é quando o átomo sai tôdas as noites para as discotecas à busca de parceiros), procurando outro na mesma situação para unirem seus elétrons solitários e formarem um par estável. E nós estamos aqui dentro de LUCA, num mundo dominado por este lado da face do software. Portanto, no Universo nestes tempos e nesta sua fase de sua evolução tôda a matéria tende a se constituir em sistemas fechados em si mesmos.
Como resultado existem as “buckyballs”. E agora saíremos do mundo analógico para entrar na realidade cientifica pura.
Em 1985, pesquisadores estavam conduzindo experiências em laboratórrio tentando entender como as longas cadeias de moléculas de carbono poderiam serem sintetizadas. Porque? Ora havia uma série de possiveis aplicações praticas para elas. Êles finalmente descobriram e construíram uma terceira forma de carbono sólido, perfeitas e simétricas esferas geodésicas ( veja figuras ao lado), às quais deram o nome bonitinho e fácil de falar: buckminsterfullerene! Uma honenagem á profética visão do arquiteto americano Buckminster Fuller que vivia obcecado na tentativa de construir monumentos de forma geodésica cada vez mais perfeitos. E assim nascia esta grandiosa maravilha tecnológica conhecida como “nanotecnologia”, a qual pode nos facilitar muito a vida e salvar nosso planeta da morte à poluição.
O “fullerene” mais conhecido é uma buckyball de 60 átomos de carbonos arranjados na forma de pentágonos e hexagonos, uma sagrada molecular caverna de apenas um bilionésimo de um metro.
Porem depois descobriram que as buckballs se formam naturalmente na Terra e no espaço sideral. Mas é claro que isto deveria ocorrer para confirmar a previsão da teoria da Matriz. Porque? Ora, a buckyball é uma perfeita demonstração dentre a materia inorganica da tendência da matéria dentro de LUCA tornar-se um sistema fechado em si mesmo. Observe as figuras e sinta como os átomos se fecham herméticamente como querendo dizer: “Não vem que aqui não tem para mais ninguem!”
E como os fragmentos-genes de LUCA conseguem se auto-organizarem nesta estrutura?
Vinte e cinco anos depois da descoberta das buckyballs, estas moléculas com 60 empacotados átomos de carbono foram encontradas novamente, desta vez no espaço sideral! E nas profundezas dos detritos de uma estrêla do tipo de nosso Sol, mas que se encontra moribunda, quase morrendo. Ora mais uma vez se confirma os processos da Teoria da Matriz: quando a entropia ataca LUCA, seus fragmentos genes saem fora do circuito sustêmico, colapsam na direção de seu centro, ali se encontram inicialmente se conflitando e gerando o caos ambiente, para em seguida se auto interagirem pacificamente e formarem estruturas que tentem reproduzir o estado de sistema fechado de LUCA. Nada mais lógico que fôssem encontrar isso lá, onde se vê nitidamente um corpo atacado pela entropia.
Observe como o artigo é capcioso. Êle diz:
“Quando a luz bombardeia moléculas e átomos, êstes irão vibrar numa especifica, mesurável medida – um campo da ciencia conhecido como espectroscopia. Os pesquisadores, que estavam estudando a nébula de detritos, acharam ali algumas incomuns impressões digitais de luz infravermelha. Êles reconheceram então as moléculas com a configuração de 60 átomos de carbonos e mais suas favorecidas associadas, as moléculas de 70 átomos de carbono.
O que significa isto na linguagem da Matriz? Os fragmentos-genes de LUCA tendem a reproduzi-lo como sistema fechado com suas sete funções universais definitivamente expressadas. Para tanto precisam de sete peças materiais para expressarem as sete funções universais. O método para isto é transformar as unidades de informação do corpo de LUCA em bits-informação como sinais de fótons emitidos por radiação que pode ser infravermelha para atacar os átomos por dentro, dominar sua maquinaria como fazem os vírus dentro de uma célula e conduzi-los a se combinarem no modêlo de LUCA, Ora, quando chegam ao ponto de reunirem seis funções num composto, já está delineado o protótipo do sistema perfeito, mas ainda é um sistema aberto porque falta a ultima peça representando a ultima função. É o mesmo caso que aconteceu aqui entre as células animal e vegetal. Como resultado, quando estes fragmentos conseguem completarem seu objetivo formam compostos com sete átomos cada qual representando uma das funções e a partir daí, com o intuito de capturar e agregar-se tôda a matéria colapsada de LUCA, vai formando compostos multiplos decimais de sete, ou seja, 70, 700, 7.000, etc. Até que um dia – assim era a esperança de LUCA – tôda a matéria inorgânica estivesse configurada na forma de um sistema fechado perfeito. Mas do alto do Universo desceu a Lei de Clausius – o segundo principio da termodinamica – com sua clava forte chamada entropia e impediu LUCA de seu intento, o qual teria fechado o Universo na forma provisória inorganica e nunca permitido à Vida existir.
O artigo diz ainda:
“Uma vez formada a molécula fullerene, será dificil destruí-la. Ela sobrevive às altas energias, à cruel radiação, até mesmo aos raios cósmicos que atingem-na.”
Mas tinha que ser assim: quando a matéria se torna um sistema fechado em si mesmo e o gene egoísta se expressa em sua plenitude, dominando soberana e ditatorialmente, nada dentro dêste Universo pode desfazê-lo. É preciso então entrar em ação um recurso do software-Alma do Universo, que foi ali implantado antes mesmo do Big Bang, pelo sistema mentalizado que fecundou êste Ovo Cósmico ou então por algum Deus-Criança que se compraz criando softwares vivos geradores de universos, botando nós dentro do mesmo saco! Que saco! Arrrrgghhhh… No dia que eu subir lá em cima vou dar um bom puxão de orelhas nesse moleque travêsso, responsável por exemplo, pelas minhas dôres de dente!
FIM
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julho | 20 | 2010
Um Motor na Célula Explica o Motor Rotacional das Galáxias?
Expressando sua admiração pela engenharia apresentada pela Natureza no processo da ATP sintase o bioquímico e Prêmio Nobel Paul Delos Boyer exclamou: “Tôdas as enzimas são de uma engenharia maravilhosa, mas ATP sintase é uma das mais belas, como é também das mais importantes.”
Conhecer o complexo motor sintetizador de energia química que existe dentro da mitocondria na célula vital e assistir um filme com ele funcionando (veja-o em http://vcell.ndsu.nodak.edu/animations/atpgradient/index.htm ) nos deixam boquiabertos! É um verdadeiro micro-motor, construído dentro da célula!
Construído por quem?! Como?! De onde a matéria burra da Terra tirou a idéia para desenvolver tecnologia de motores? Se homens com inteligência existiram durante 10.000 anos fazendo fôrça como cavalos sem se despertarem para essa idéia? Estas questões nos atormentavam em nossa infância e bem antes de descobrir-mos a Matriz olhávamos para todo o Universo e seu passado antes da origem da Vida e não víamos em nenhum lugar nada existente parecido com as coisas que víamos na superficie terrestre, nem mesmo que fosse na forma de protótipos muito simples. Teria a matéria da Terra inventado isto sózinha? Ou haveria alguma fôrça paranormal inteligente atuando na matéria terrestre?! Hoje descobrimos que as duas alternativas são meio erradas e meio certas: a Terra produziu isto porem a Terra é muito mais complexa do que pensávamos e, sim, existe uma fôrça de procedência mentalizada atuando no meio da matéria terrestre, porém, não é uma entidade paranormal, mas sim tão natural como nós somos.
Observe a ilustração abaixo, um desenho artístico do Complexo Motor:
 ATP Sintase
Claro que o instinto natural não pode construir arquiteturas tão polidas e perfeitas assim, pois a Natureza trabalha com matéria rebelde cujo intento é alcançar o eterno equilíbrio termodinamico e não ficar trabalhando como escrava produzindo energia para crocodilos e humanos existirem. Portanto a Natureza tem que forçar esta matéria a se especializar numa profissão, trabalhar, e assim permanecer acessível ao desenrolar da Evolução que desenvolve um processo universal de reprodução genética. Veja como é na realidade, montado com moléculas rebeldes, o tal motor:
 Estrutura do Complexo do ATP Sintase
Compare as duas figuras e perceba como a Natureza faz algo e o homem artista aplica sua estética ao representa-la num quadro ou num computador. A ATP sintase é o nome genérico dado a proteínas que sintetizam ATP (adenosina trifosfato) a partir de ADP (adenosina bifostato) e de Pi (fosfato inorgânico), utilizando para isso alguma forma de energia. A sequência da reacção, coordenada pela presença do íon magnésio, é a seguinte:
ADP + Pi → ATP
Mas acho que Paul Boyer subiria nas paredes de tanta emoção se tivesse descoberto que no passado, a bilhões de anos antes das origens da Vida e do ATP, ainda nos tempos da Evolução Cosmológica, nos céus ocorria o protótipo do mecanismo que viria a evoluir e construir essa engenharia! De fato ficamos estupefatos com a sugestão da Matriz de que êsse processo é uma cópia feita na matéria terrestre de processos astronômicos ocorrendo no espaço sideral!
A Teoria da Matriz faturou mais esta. Nos seus modelos da anatomia de LUCA – The Last Universal Common Ancestral – surge um motor (ver aqui artigo sôbre motor a vapor), e agora descobrimos, igualzinho ao motor da célula! Desde que LUCA é um ser astronômico e existente muito antes da “Vida” aparecer na Terra, agora respondemos a pergunta acima: “A matéria burra da Terra – como não poderia deixar de ser – não inventou coisa alguma, e a Natureza tambem não criou nada que ela não tinha antes informação para fazê-lo. O motor molecular é simplesmente mais um normal e natural passo evolutivo que acontece dentro dêste enorme processo de reprodução genética que está ocorrendo desde que o Big Bang deflagrou a origem dêste Universo. Reprodução genética de um sistema natural, vivo e auto-consciente, extra-universal, é o que a Matriz está sugerindo.
Pois a forma e a funcionalidade do motor celular é a mesma forma e funcionalidade de um aparato que bombeia e perpetua os building blocks dos sistemas astronomicos. Mas se a matéria da Terra da superfície terrestre não cria nada do nada, ela presta um grande serviço à evolução porque ela aprimora as arquiteturas ancestrais! A Terra se parece com o japonês que diz: “Garantido japonês imita tudo que outros fazem mas japonês faz ainda melhor né? Sayonara!” Seus pais também fizeram o mesmo quando fizeram você e nossa geração também vai imitar o que fizeram, porém tentando fazer nossos filhos melhores do que fomos.
Na dimensão astronômica, a energia que sustenta o crescimento e maturação de um astro fornecendo a fôrça para a dinâmica que resulta no ciclo vital dos astros, é elaborada, numa primeira fase e na infância dos astros, pela Função Sistêmica Universal N.1, através das ferramentas que ela construiu e constituem o nucleo (um quasar envolvendo um buraco negro), e numa segunda fase, na adolêscencia dos astros, pela Função 4, através de sua ferramenta naquela posição a qual é um pulsar emissor de corpos energéticos: os cometas. Quando LUCA – o proto-sistema astronômico – tentou se reproduzir com a matéria da Terra houve um amalgama das duas funções, resultando na mitocondria para a célula animal. E como na célula vegetal êle têve maior sucesso reprodutivo, ligou às duas funções anteriores mais algumas propriedades da Função N. 6, através de sua ferramenta ali, que é o cloroplasto. De maneira que a produção de energia quimica ATP na célula nada mais é que uma reprodução das reações nucleares que ocorrem dentro de uma estrêla e de um pulsar, as quais produzem a energia estelar tal como a dadivosa energia do Sol que alimenta nossas vidas neste planeta.
Vejamos primeiro o modêlo teórico do que acontece e acontecia já antes das origens da vida no nucleo do proto-sistema astronômico:
 ATP Sintase no Corpo de LUCA
Na primeira figura do lado esquerdo acima temos a região do corpo de LUCA construída e operada pela Função Sistêmica Universal N.1 que é a responsável pelo nascimento dos sistemas naturais (para ver melhor, por favor, clique na imagem. Prometo que assim que tiver tempo farei uma figura melhor). A poeira e o material degradado de uma estrêla morta sob a rotação da galáxia torna-se um vórtice espiral que denominamos “buraco negro”, circundado pelo material que sobra e que é iluminado pela fornalha nuclear, o qual denominamos “horizonte de eventos” ou “quasar”. Dêste complexo são emitidos os bebês astronômicos, os quais em linguagem literal são corpos energizados na forma de esferas incandecentes. Da segunda figura em diante tentamos dar uma idéia de como o motor que produz ATP dentro da mitocondria já tinha sua forma anatômica projetada na Era Astronômica. Impressionante, não? Como uma Função Universal é um artista que dá sempre o mesmo toque e apresenta o mesmo estilo em qualquer obra que cria, seja na Terra, no céu, ou dentro de uma pequenina célula! Assim como um chinês irá sempre construir sua casa com aquêles estilos de teto curvo piramidal, seja na Terra, na Lua, ou nalgum lugar além do Universo.
Mas se tivessemos os recursos técnicos da NASA ou eu fôsse um perito em web designer nossa figura ficaria mais parecida com esta:
 Cosmos
- “Espera aí, não tente me enganar! Essa figura aí é sôbre o nascimento, as origens do Universo, não tem nada a ver com as origens de quasares e buracos negros…”
-“Amigo(a), aprenda a raciocinar com a Matriz. Essa figura tem tudo a ver, o denominador comum entre os dois eventos – seja do Universo ou de uma minhoca na Terra – é o significado sistêmico, ou seja, os dois representam “nascimento”: sempre quando vai haver um nascimento ou inicio de reciclagem de um sistema natural, a Função Universal N.1 entra em ação construindo seu corpo onde ela vai encarnar para operar naquêle ponto evolucionário do espaço tempo. Conhecer e entender a Matriz dos Sistemas Naturais e suas sete Funções Universais é a chave para entender tudo o que faz a Natureza, seja aqui na Terra ou nos tempos do Big Bang. Veja por exemplo como a Função N.1 constrói seu corpo numa outra situação, quando gera tornados na Terra:”
 Tornado - Diagrama
Bem, vamos ver algumas ilustrações da parafernália existente dentro de uma mitocondria e dos processos envolvidos na produção do ATP. Fonte dos desenhos: http://vcell.ndsu.nodak.edu/animations/home.htm
 Mitocondria
A ATP sintese acontece dentro de uma mitocondria, uma espécie de usina como as bilhões que você tem no seu corpo. (Uau! Você é usineiro e eu não sabia! Além disso você é muito rico sendo o dono de bilhões de usinas produzindo energia química! Quer vender um milhão delas a um dolar cada?)
 Complexo da ATP Sintase
Na figura 2 nós vemos o complexo da ATP sintase (aquela espécie de bomba ao lado direito) acompanhada de outros complexos, incutidos na membrana interna da mitocondria. Há mais um trabalho a fazer aqui: aquêles objetos à direita parecem representar o material degradado proveniente de uma estrêla morta (partes da Função N.7), por isso teremos que investigar o que são, como são formados, etc. (Quem se habilita a fazer isso?)
 Proton Gradiente
Na figura 3 observe o Gradiente de Proton formado pela elevada concentração de íons de hidrogênio acima da membrana interna da mitocondria e a baixa concentração abaixo da membrana. As partículas espalhadas em tôrno do motor não te lembram a massa de detritos formando o horizonte de eventos?
 ADP e Pi em tôrno do Complexo de ATP
Na figura 4 vemos os outros elementos, ou substratos, que vão compor o produto final: ADP e Pi. Justamente, estes elementos lembram a massa degradada que fica no fundo do buraco negro esperando os cometas carregados de energia nova para com eles comporem o astro-baby. É algo como os nutrientes que devem ter no líquido amniótico dentro de um óvulo esperando ser fecundado por um espermatozóide.
 Proton entrando no Complexo da ATP Síntase
Na figura 5 vemos os primeiros prótons entrando no complexo da ATP Síntase, iniciando a linha de montagem. Aqui temos outro bom exemplo para entender como a Natureza funciona. Os protons são partículas com carga de energia positiva. Êles vem do espaço exterior, passam pela membrana e entram no motor. Esta cena é idêntica à cena onde cometas contendo energia radiante na forma de magmas expelidos pelos super-vulcões do pulsar se aproximam do nucleo, passam pelo horizonte de eventos e entram no buraco negro. Mera coincidência de cenas? Mas tôdas as cenas observadas dentro de uma célula corresponde a cenas observadas no ciclo vital de qualquer astro. Portanto não pode ser mera coincidência. O mais racional é aceitar a lógica da evolução. Isto é importante por que, além dos modêlos teóricos astronômicos nos ajudar a descobrir e entender as causas e mecanismos dos fenômenos naturais aqui na Terra, podemos utilizar os fatos aqui conhecidos para deduzir como são os elementos e os mecanismos dos fenômenos naturais astronômicos que não temos como observar. Por exemplo, diz a Teoria Nebular Acadêmica que ”Os núcleos cometários são compostos de gelo, poeira e pequenos fragmentos rochosos.” (Wikipedia). Óbviamente esta afirmação está cientificamente errada, imprópria, pois a Ciência só pode afirmar fatos realmente constatados que podem ser demonstrados. E ninguém nunca viu ou ao menos fotografou o nucleo de um cometa. O texto devia dizer: “Segundo a teoria mais aceita hoje em dia, o nucleo cometário “deve ser”…”. Bem, a Teoria da Matriz já reuniu muitas evidências sugerindo que o nucleo de um cometa recém-formado, novinho em fôlha, é um bólido de magama energético. Acontece que cometas são os espermatozóides do espaço e dentre milhões de espermatozóides apenas alguns alcançam seu alvo final. A grande maioria que se perde no espaço sideral vai ficar vagando até se decompor. Ora, isto em têrmos astronômicos pode demorar milhões de anos. Nêsse meio tempo os cometas inférteis vagam no meio de poeira estelar congelada, a qual pode se agregar à sua superfície. O nucleo chamejante se apaga, magma torna-se rocha, provavelmente férrea, congelando quando se distancia de estrêlas e aquecendo-se quando se aproxima muito delas. Êstes cometas “mortos” batem com a descrição da teoria nebular, mas o desconhecimento da história tôda conduz a teoria tôda a erros crassos. E o pior: o ser humano está dias e noites, anos a fio, observando no microscópio o interior celular, vendo a cena da produção do ATP, mas chega ao absurdo de acreditar que tôda aquela engenharia fantástica é produto do acaso! Mas acho que quem está conduzindo-o ao êrro é a equivocada teoria astronômica, cuja descrição dos astros e suas funções equivocadas jamais vão permitir ao pesquisador descobrir o verdadeiro processo da evolução.

- ATP e o Inicio da Rotação
A parte de cima do Complexo Motor da ATP Síntase gira quando cada novo próton entra no complexo. Justamente como calculei qual seria o segrêdo de manter o vórtice buraco negro em rotação no espaço sideral. É visível que o campo eletro-magnético dentro de uma galáxia rotatória faça com que todos os corpos girem também, porém, isto produziria uma velocidade de giro muito lenta, insuficiente para acender a fornalha e misturar os elementos. Restava apenas a alternativa de que quando os cometas energizados adentrem o vórtice imprimam mais uma fôrça rotatória elevando a velocidade de giro do vórtice, pois cometas vem conduzidos pela espiral rotatória da galáxia e em alta velocidade. Assim vamos transplantando os detalhes que vemos aqui na Terra para entender os detalhes do que acontece no céu.
 ATP e a Combinação entre protons, ADP e Pi
O Complexo Motor gira como um liquidificador para misturar e combinar os ingredientes produzindo como que uma Vitamina!
Depois que a parte de cima do complexo girou três vêzes, os protons são combinados com ADP e Pi na parte de baixo do complexo para formar ATP. Exatamente como no espaço sideral nasce um novo astro!
É preciso entender que quando a Natureza faz um corpo completo dotado de energia e com autonomia de movimentos ela está inserindo um novo elemento energético pré-programado por ela para executar uma missão especifica num meio ambiente. Esta seria uma definição mecanicista para explicar a função por exemplo de cada novo bebê humano na biosfera terrestre. Mais tarde a Natureza vai precisar que êsse corpo receba mais uma carga de energia específica que é para se reproduzir e assim garantir a perpetuação de tôdo processo: por isso quando um bebê humano nasce ele já possui genes pré-programados para atuarem quando o corpo atinge a fase da adolescência e construírem todo o aparato da reprodução sexual. Assim devemos entender o significado da existência do ATP, uma molécula portadora de energia quimica para desempenhar uma missão no meio ambiente químico de uma célula animal.
Mas a Natureza não queria na Terra que essa molécula entrasse na segunda fase recebendo a segunda carga de energia, pois isto seria o mesmo que reproduzir o sistema fechado de LUCA, inibidor da Evolução. Ela conseguiu evitar essa eterna reciclagem na célula animal impedindo que os genes de LUCA relacionados com a segunda carga entrassem no DNA da célula animal. Mas não conseguiu isso com a célula vegetal onde os genes de LUCA construíram os cloroplastos, êstes fizeram a fotossíntese, que é a face química do processo reprodutor e assim fecharam às plantas as portas da Evolução.
A frase acima expressando a admiração de Boyer, se baseia nos fatos de que quase todas atividades celulares (como o metabolismo) que envolvem gasto de energia requerem ATP; a síntese de ATP é a reação química mais ocorrente no mundo biológico; ATP sintase é a mais abundante proteína na terra, tendo preservado mais de 60% de sua configuração da unidade ao longo da evolução; na escala molecular, sómente o flagelo bacteriano, além da ATP sintase, são conhecidos como motores rotatórios.
É incrível a capacidade de previsão da Teoria da Matriz. Juro que a 20 ou 30 anos atrás nada sabia do motor na célula, apenas sabia que na mitocondria era produzida energia ATP. Quem, não sendo bioquimico, se lembra daquelas aulas no primário? Naquela época no meio da selva sem ter consciência disso, sem jamais pensar em ATP, riscando papeis sobre joelhos na selva, a Matriz me conduziu a desenhar o motor, porém, flutuando no espaço sideral. Lá na selva a 30 anos atrás eu nem sonhava que existiria Internet, através da qual só vim a ver este motor celular pela primeira vez a 3 dias atrás naquele belíssimo filme que pode ser visto no link dado acima. Mas a teoria já havia pré-anunciado que existe uma arquitetura assim na Natureza!
(O tema ATP Sintase deve ser investigado em relação aos outros complexos para desenvolver este estudo)
FIM
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julho | 17 | 2010
Com a fantástica façanha do Venter Institute produzindo uma nova espécie da vida, a partir de agora, se você quiser ter um filho com alguém especial para você, digamos, com a Jennifer Lopes ou Tom Cruise, bastar dar uma gorjeta para o garçon que os servir no restaurante para que êle lhe dê o garfo que usaram. Junte ao garfo uma amostra de seu DNA, leve a um laboratório e em 9 mêses terás vosso filho.
Depois de milênios da tortura massacrante e enfadonha do velho método de fazer bebês, os humanos tanto reclamaram que foram atendidos. Acabou-se aquela ginástica forçada, cansativa, aquela huminhação animalesca, estamos na era dos filhos sintéticos. Mas vou explicar o método do laboratório:
Tendo um exemplar do DNA, os cientistas os põe numa substância que colore cada elemento, cada base ou aúcar da haste, com uma cor diferente. Depois passa um foco de raio laser na fita do DNA e as cores vão sendo registradas num computador. Desta maneira, no final o computador copiou o DNA, o qual é jogado no lixo. Agora o código da vida da Jennifer ou do Tom está na forma de software dentro de um computador. Basta trazer quatro garrafas contendo bases e açucares feitas sintéticamente e ir lendo o código no monitor, arranjando as bases como manda o computador e pronto: temos dois DNA’s sintéticos, artificiais.Em seguida cruza os dois, bota o resultado numa garrafinha de proveta e espera nove meses…
Semana passada o Presidente Obama pediu uma investigação urgente sôbre o feito do Venter Institute, houve uma reunião do Committee on Energy and Commerce, iniciando a operação chamada “Effects of Developments in Synthetic Genomics”, onde um membro do Comitê disse ao Dr Venter:
- “I kind of like the traditional way of making human beings. It is fun and it is recreational, therapeutic, and there are a lot of positives and you have these little babies that you get to let your wife raise. I mean, it is a fun thing. I am trying to understand the significance of what has transpired.”
Tradução: “Eu sou do tipo que ainda gosta do jeito tradicional de fazer seres humanos. É divertido, prazeiroso e é recreacional, terapêutico e há muitos fatôres positivos, além de você ter êstes pequenos bebês que deixam sua espôsa feliz. Quero dizer, esta é uma coisa boa. E eu estou tentando entender a significância do que tem sido noticiado.”
Outro político que é republicano perguntou:
- “Quer dizer que o senhor não apenas criou uma nova espécie de seres vivos, mas também excluiu os genes que faziam os bichinhos produzirem coisas ruins e inseriu outros programando-os para fazerem o que o senhor quis?! Isso quer dizer que podemos programar os novos bebês americanos que vão nascer para votarem no Partido Republicano?!”
Assistindo isso o LULA pulou da cadeira e ordenou: “Corram lá, comprem a fórmula, o computador dêsse homem, quero aqui todos os bebês votando no PT!”
Brincadeiras a parte, não tenha dúvidas que a vida humana mudou na semana passada e partiu para um destino jamais imaginado antes. O que vem ainda por aí… apenas agora os futurólogos estão acordando, se recuperando do choque e começando a digerir a coisa…Mas tenha certeza: nunca mais nossa vida será a mesma! A nova espécie é filha de um computador!
 Craig Venter
FIM
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