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Porque Não Acredito na Minha Visão do Mundo e nesta Teoria

quarta-feira, fevereiro 10th, 2010

Os modelos da Matriz têm sido tão eficientes nestes 25 anos desde sua descoberta que já me peguei no flagrante tomando decisões em rotinas diárias da vida me baseando nas suas mensagens, assim como Hitler se baseou no evolucionismo para se crer o “selecionador natural” das raças humanas, ou assim como um crente perdoou o ladrão pêgo na sua casa baseado na sua crença na teoria cristã. E isto é mal, muito mal, por isso, tento estar sempre me policiando e quando alguém me faz lembrar este detalhe faço questão de nota-lo para que isto reinforce meu auto-policiamento, como é o caso de uma frase lida que reescrevo a seguir:Willian Dembsky: “Qualquer pessoa que tenha estudado a história da Ciência conhece a “indução pessimista”. A indução pessimista diz que tôdas as teorias científicas do passado demonstraram estar erradas a determinado nível e precisaram ser modificadas (algumas estavam tão erradas que tiveram que ser abandonadas por completo).Nenhuma teoria científica está escrita em pedra. Nenhuma teoria científica deve ser venerada. Tôda teoria científica deveria de vez em quando ser submetida a um escrutínio rigoroso. Isso é saudável para a Ciência.”Se alguém quiser saber mais sôbre a indução pessimista menciono abaixo o que diz a Wikipedia (pena que nada tem em português).É simples entender isto. O Universo é tão grande, mas tão grande ( pense no tamanho do planeta que é uma bolinha dentro de um imenso sistema solar que é um pontinho dentro de uma galaxia com 100 milhões de sistemas, cuja galaxia é um nada dentro de um aglomerado de galaxias que é quase nada dentro do superagglomerado de galaxias… e provavelmente este inteiro universo seja apenas um pontinho dentro de um multi-verso), e o meu cérebro tão pequeno que não passa de um pontinho dentro deste pontinho que é a Terra, e acreditar que meu cérebro possa conhecer mais que 1% das informações deste mundo e ainda resolver seu mistério… seria coisa do louco mais arrogante que pudesse existir.E quanto ao tempo? Apenas o Universo se julga ter 13,5 bilhões de anos enquanto o primeiro cérebro humano surgiu a poucos segundos nesta escala cósmica, então como poderia este absorver a história real da existência daquele? Ter a Teoria do Big Bang como a preferida que deve estar mais próxima da Verdade ( talvez ela esteja apenas 98% errada, com 1% de avanço sôbre a que estava mais certa a 200 anos atrás) acho que não é um pecado racionalista, mas sentir-se confiante em sua visão de mundo baseado nela, é loucura.A coisa é simples. O que são teorias, cientificas ou apenas empiricas? Por exemplo, sôbre as origens da vida, a 2.500 anos atrás alguns filósofos viram vermes surgindo dos cadaveres putrefatos de animais que jaziam nas ruas de Atenas e concluíram: “A vida surge por geração espontanea. Pois estes vermes não estavam aí e não vieram de nenhum outro lugar.” Foi um pensamento límpido, claro, honesto, racional, para o conhecimento da época. Eu teria pensado a mesma coisa. Mas passaram-se alguns séculos, milênios, e o acêrvo de dados coletados e registrados neste período contradiziam claramente a solução da geração espontanea. Então novamente entraram os filósofos cujo trabalho é reunir o maximo possivel de dados conhecidos e coletados pelo método reducionista e  tentar conecta-los para montar o quebra-cabeças. Surgiram as teorias do principio vital de Pasteur, ou do determinismo quimico de Pauling, etc.,  e finalmente formulou-se a atual teoria da abiogenesis. Mas o que é esta teoria senão a mesma da geração espontanea, apenas transformando o “espontaneo de algumas horas” dos gregos, no “espontâneo de 3,5 bilhões de anos”,  dos pensadores modernos? O significado final continua o mesmo, quer dizer, a vida surgiu onde e quando houve condições físicas para tal ocorrer, sem intervenção de nada sobrenatural. Portanto a teoria dos gregos não foi derrubada, apenas foi ampliada, ela continua como fundação basica da teoria atual. É isso o que ocorre com as teorias honestas e pensadas, pois elas nascem pela nossa razão, nossa razão é uma produção natural, e uma produção natural expressa a verdade natural, mesmo que seja incompleta porque o campo visual e táctil ao redor dessa produção seja muito limitado. É por isso que não consigo ser tão duro com os religiosos como são os ateus. A idéia de Deus surgiu num cérebro humano primeiramente e por isso essa idéia deve ter algo de naturalmente explicável nela. Talvez aquele cérebro estivesse alterado por algum sofrimento ou mesmo por alguma substância natural. Com os modelos da Matriz sugerindo que o Universo é uma produçao genética, o que sugere que o Universo ou um sistema que existe dentro deste universo e evolui seja uma espécie de filho e gerado por um sistema natural, e a recente aparição da mente ou intelig6encia sugerindo que o sistema criador deve ser tambem inteligente… pode facilmente nos levar a dar o nome a esse sistema de Deus. Porém, transformar um sistema natural inteligente, por maior que seja, em um ser infinito, eterno, onipresente, onisciente, todo poderoso… aí não pode ser produto de um pensamento natural saudavel e e honesto, pois em nenhum momento e ponto do limitado espaço que rodeia o cérebro humano a Natureza nos mostrou algo com essas qualidades.Enfim, nunca, jamais, devemos deixar que o imaginado sôbre o além das fronteiras dos espaços e tempos que rodeiam nossos cérebros nos suba à cabeça e nos crie uma espécie de fé que venha a influenciar nosso comportamento. As lições da História aí estão e isto serve igualmente para a Teoria da Evolução, da abiogeneses, do Design Inteligente, da Matriz/DNA, etc. Sempre foi assim antes: as teorias da moda sempre estão longe de serem a verdade final, por mais completa, eficiente, e lógica que possa nos parecer. Nosso cérebro ainda não tem informações suficientes e não está estruturado para abranger o Universo. O que não significa que as nossas teorias honestas não tenham valor, pois elas são sempre uma pausa feita na correria pela sobrevivência para pensar e meditar no que se sabe e como esse conhecimento pode ser conectado de modo que nos leve direto à obtenção de mais conhecimento.Pessimistic induction (Wikipedia)In the philosophy of science, the pessimistic induction, also known as the pessimistic meta-induction, is an argument which seeks to rebut scientific realism, particularly the scientific realist’s notion of epistemic optimism.Scientific realists argue that we have good reasons to believe that our presently successful scientific theories are true or approximately true, where approximate truth means that the central terms of such theories genuinely refer. The pessimistic meta-induction undermines the realist’s warrant for his epistemic optimism via historical counterexample. Larry Laudan argues that the history of science is a “graveyard” of once empirically successful theories whose central terms have been found not to refer. For example, 18th century optical aether theory and the humoral theory of medicine were incredibly successful, and yet we no longer believe in the existence of aether, nor would we want to label such theories as having been approximately true. Using meta-induction, Laudan then argues that if past scientific theories which were successful were found to be false, we have no reason to believe the realist’s claim that our currently successful theories are approximately true. The pessimistic meta-induction argument was first fully postulated by Laudan in 1981 and survives to this day as one of the strongest arguments against scientific realism.