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No céu também as fêmeas devoram os machos?

quarta-feira, março 17th, 2010

Baseado no New York Times – Science Times – de 11/03/2008, artigo:

Kissing the Earth Goodbye in About 7,59 Billion Years

por Dennis Overbye

Tradução: Diga Adeus à cena do Papa beijando a Terra…he…he… dentro de 7,59 bilhões de anos. 

Modéstia à parte, fui o primeiro ser humano a explicar “cientificamente mas nem tanto” porque o zangão macho das abelhas sobe seis metros acima do solo onde o espera pairando no ar a rainha para copular se sabe que vai cair morto. Os mapas da Matriz revelam a mesma cena acontecendo nos sistemas astronômicos, portanto o zangão age inconsciente, automáticamente, dominado pelas fôrças físicas dos átomos que constituem seu corpo e que compõem sua carga genética herdada da Terra, um astro que tem em si gravada (genéticamente!) a experiência do seu ancestral Pulsar, que também desapareceu ao “copular” com um Buraco Negro.

Mas eu não tinha explicado ainda o caso de certas criaturas, como algumas aranhas, que matam e devoram o macho após a cópula. Foi uma falha minha por não ter frequentado o Oráculo da Matriz/DNA com a devida assiduidade, pois nos mapas também está explicado a psicologia da aranha. (Só eu com meus mapas entendo essa psicologia por isso estou pensando em montar uma clinica psicológica para aranhas de estimação ao lado da clinica psicológica para cachorros: se seu cãosinho está rosnando torto, como gato, ou apresentando outro desvio comportamental, traga-o à minha clinica que boto-o deitado no divã, hipnotizo-o e deixo-o falar latindo sôbre suas experiências na infancia onde procuro localizar algum trauma, coitadinho…).

Matei a charada das aranhas ao ler o artigo do NYT acima. Descobriram um planeta gigante orbitando o cadáver em decomposição de uma falecida estrêla em Pegasus (será esta constelação um necrotério cósmico?!), Não conseguiram ver se o planeta está vestindo luto, chorando com um lencinho enxugando as lágrimas, mas a noticia é surpreendente! E aterrorizante para mim: por um momento sentí um calafrio descendo pela espinha até a ponta do dedão do pé. “Estão ameaçando a Teoria da Matriz?” Chegou o momento de bota-la no lixo e despedir-me do mundo, pois sem ela a vida não me faria mais sentido?

Segundo o que entendí (aliás, o que entendeu o unico neuronio que ainda continua trabalhando aqui nessa cabeça), no lugar da falecida resta apenas uma névoa de detritos, e girando em volta dela, um gigante planeta!!! Raios! Nos mapas da Matriz nunca vi tal coisa e na minha lógica portuguesa com certeza isso é ilógico. Pois uma nuvem de detritos não deveria ter a força de atração gravitacional para segurar um gigante planeta, muitos pêlos ao contrário: os detritos deveriam estar girando em torno do planeta, não é? Mas… fazer o que? Se os caras estão dizendo que viram a cena e provavelmente devem ter fotografado?

Para piorar a minha situação de “caidinho pela Matriz”, no mesmo artigo um par de astronômos – Klaus-Peter Schroeder da Universidade de Guanajuato do México e Robert Connon Smith da University of Sussex da Inglaterra – publicaram os resultados de seus calculos indicando que “se a Natureza for deixada por conta de suas próprias crias, daqui a 7,59 bilhões de anos a Terra será sugada por um fogoso Sol vermelho e cairá numa espiral rumo a uma morte vaporenta e rápida”. Então estes astronômos estão matando em um monte de gente as esperanças surgidas com a visão do gigante planeta, a qual sugere que a Terra também poderia sobreviver à morte do Sol. Agora existe a outra alternativa, a de que o Sol possa não querer morrer sózinho e levar a Terra junto. Ai… ai…

Mas, o que diz o Oráculo da Matriz? Eu não ouví direito porque hoje é quinta, portanto faz 5 dias que tomei banho no ultimo sábado e deve ter muita cêra no ouvido, mas resumindo é o seguinte: “Planetas gigantes são geralmente planetas velhos (com excessão daqueles que já nascem gordos) que estão sendo transformados em Pulsares, afastando-se da órbita de suas estrêlas para tornarem-se eles mesmos em novas estrêlas.” Portanto calculei que o Pulsar sempre se situe distante do cadáver estelar, o suficiente para não ser perturbado por êle. mas pode acontecer também outra alternativa: não apenas os cometas emitidos por um Pulsar iniciam a ignição da massa nebulosa estelar dentro do Buraco Branco para produzir o novo ninho de astros mas tambem o próprio Pulsar inteiro se emita ou é sugado na direção da nébula! E como o Pulsar é um astro de fogo novo, potente, concentrado, pode ignar a nébula, disso tudo resultando no nascimento de uma nova estrêla.

Bem… essa nova situação, se de fato for real, é depressiva para mim, mas tenho que estar preparado para possibilidades dêste tipo, pois talvez o espirito da selva que me soprou a Matriz seja demoníaco ou brincalhão como a serpente fêz com a Eva (se eu agarrasse aquela serpente pelo pescoço te juro que a transformava numa minhoca. Não sem antes usa-la como chicote para dar umas lambadas no forever da burra da Eva, que me botou nessa fria que é essa vida de ter que suar o rosto para comer o pão). 

Preciso agora ver se isso muda ou até mesmo desbanca esta belíssima obra de arte que é o diagrama de um sistema fechado como máquina perfeita da Matriz. Se o Pulsar mistura-se com a massa do cadáver estelar, é possível existir ainda o circuito auto-reciclavel? Acho que sim, apenas diminuem as Funções Sistêmicas Universais, desaparecendo a F7 (veja o software). Mas apenas isto já seria um duro golpe na Teoria da Matriz. Terremoto embaixo do Oráculo. Pode acontecer tambem que o sistema visto seja sistema degenerado e no fim a névoa de detritos termine por cincundar o planeta formando algo como os anéis de Saturno?

Voltando ao artigo do NYT, a maioria dêle fala de futurologia baseada na visão da Teoria Nebular, mas tem alguns insights interessantes. O Dr Smith definiu o resiltado de seus calculos como sendo um “toque depressivo” – e ainda bem para mim que a Teoria da Matriz sigere que os resultados estão equivocados porque as premissas para os calculos estão erradas. Mas continua o Dr. Smith: ” Visto por outro ângulo, isto é um novo incentivo para fazermos alguma coisa procurando novos caminhos para deixar nosso planeta e colonizar outras áreas da Galáxia”. E esta é a mesma preocupação da Matriz, eu diria que êsse é um dos motivos fundamentais do porque ela abaixou sôbre a Humanidade agora. Parem de perder tempo com supérfluos, desenvolvam a Ciência e tecnologia espacial, para escaparem daí antes que seja tarde. Portanto, “congratulations, Dr Smith and Klaus-Peter!”

Mas cá entre nós, noticias como estas parece que foram mandadas para nos encher mais ainda o saco. Não sei o que se passa na cabeça dos meus leitores (acho que deveria dizer: na não-cabeça dos meus inexistentes leitores), mas eu estou cada dia mais sentindo um desconforto aqui na barriga devido a uma nova doença que está me atacando e que chamo de “a insustentável leveza do ser”, cujo virus começou com o principio da incerteza de Heisenberg, foi identificado por Humberto Eco e e se multiplicou com os recentes terremotos, dando a impressão que estamos flutuando em cima de uma débil camada de solo que se apóia numa gigantesca fornalha nuclear que a qualquer momento, sem que ninguem no Cosmos chore por isso, possa vir a nos engolir com todos nossos guarda-roupas e gatinhos de estimação. Neste artigo estão dizendo que o Sol esquentou 40% a mais do que era quando nasceu, então me vem a pergunta: este esquentamento só acontece aos poucos lentamente ou pode acontecer por saltos tambem, à la moda dos saltos mutantes de Stephen Jay Gold? Se sim, a que momento será o próximo salto? Eu não tenho aptidão para se transformar num espeto de churrasquinho…