Posts Tagged ‘A Matriz e as Religiões’

The Matrix as the Watchmaker

quarta-feira, maio 13th, 2009

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     Richard Dawkins, Willian Paley, e este autor explicando “Evolucao segundo a Matriz” numa escola rural da Amazonia

A controversia entre Willian Paley (The Watchmaker Analogy) e Richard Dawkins (The Blind Watchmaker) ganha, com a nova cosmovisao da Matriz, um terceiro combatente (The Natural Watchmaker).  Esta historia comecou em 1802 quando Paley publicou o livro “Natural Theology”, argumentando que a complexidade de organismos vivos era evidencia da existencia de um “Divino Criador” por meio de uma analogia com o modo pelo qual a existencia de um relogio de bolso conduz `a fe’ na existencia de um inventor inteligente de relogios. Se um relogio desses for achado no meio da grama, sera’ mais razoavel assumir que alguem deixou-o cair e que ele foi feito por um fabricante de relogios e nao pelas forcas naturais. O texto abaixo sintetiza o pensamento de Paley: …………………………………………………………………………………………………………………………………………………..      “In crossing a heath, suppose I pitched my foot against a stone, and were asked how the stone came to be (Traducao: Caminhando por um campo, suponha que eu tenha tropecado numa pedra, e perguntado como a pedra foi parar ali;eu possivelmente responderia que, pelo que sei, ela tinha estado ali desde sempre; nao seria muito facil talvez demonstrar o absurdo desta ideia. Mas suponha que eu tivesse achado um relogio sobre o solo, e fosse perguntado como o relogio foi parar naquele lugar; eu dificilmente pensaria na mesma resposta que eu dei antes, de que, pelo que eu sei,  o relogio estaria la desde sempre. Continuar…) there; I might possibly answer, that, for anything I knew to the contrary, it had lain there forever: nor would it perhaps be very easy to show the absurdity of this answer. But suppose I had found a watch upon the ground, and it should be inquired how the watch happened to be in that place; I should hardly think of the answer I had before given, that for anything I knew, the watch might have always been there. (…) There must have existed, at some time, and at some place or other, an artificer or artificers, who formed [the watch] for the purpose which we find it actually to answer; who comprehended its construction, and designed its use. (…) Every indication of contrivance, every manifestation of design, which existed in the watch, exists in the works of nature; with the difference, on the side of nature, of being greater or more, and that in a degree which exceeds all computation.”  – William Paley, Natural Theology (1802) ………………………………………………………………………………………………………………………………………………………       . Por outro lado, o notavel autor de muitos best-seelers (The Selfish Gene, The God Delusion, etc.), Richard Dawkins escreveu “The Blind Watchmaker”, no qual ele apresenta um argumento em favor da Teoria da Evolucao segundo sua crenca ateista, atraves da selecao natural. Na escolha do titulo de seu livro, Dawkins faz referencias `a “analogia do fabricante de relogios”, expondo os contrastes das diferencas entre design humano e seu potencial de planejamento com os produtos sem quaisquer propositos e planejamentos da selecao natural, portanto comparando os processos evolucionarios com um fabricante cego de relogios.Enquanto e’ clara e compreendida a “crenca criacionista” de Paley, a “crenca ateista” de Dawkins e’ menos compreendida. Para Dawkins, o assunto “origins” esta’ encerrado, nao existe, deve ser cortado fora de qualquer tipo de pesquisa cientifica. Se voce perguntar a ele, “Porque o Universo, ou tudo o mais, incluindo a Vida, existe?”, ele rspondera’ simplesmente que “ As coisas justamente existem, e isto e’ tudo!” Para ele, o Universo, a existencia, simplesmente “e’”, e ele e’ o que e’, e que este e’ o modo dele ser, por causas que nao podem serem conhecidas ou inteligivel razao. Ele justamente, simplesmente aconteceu, isto e’ tudo. Universos “pop up”, brotam, para a existencia”.…………………………………………………………………………………………………………………………………………………….       . A cosmovisao da Matriz nao se simpatiza nem com a crenca de Paley, nem com a de Dawkins, muito pelo contrario. E o que sugerem os modelos da Matriz sobre as origens da Vida, do Universo, e sobre as causas que produziram ou criaram essas “origens”? Desde o Big Bang, a cerca de 13,7 bilhoes de anos atras, neste ponto do espaco e neste lapso de tempo ate’ hoje, tem havido aqui um processo de embriogeneses, semelhante ao processo de embriogenese pelo qual e’ gerado um corpo humano. O proprio Big Bang nada mais foi que a explosao de um envolucro contendo informacoes sobre um “sistema” existente antes do Big Bang, no meio de um substancia que pode ser chamada “dark matter” que fez a funcao do liquido amniotico contido num ovulo… `a imagem e semelhanca de como ‘e a primeira origem de um corpo humano no momento em que se da’ uma fecundacao. A seguir, o caos do principio e’ a faze em que genes se chocam e tentam identificar seus pares para suas missoes especificas, a fase das nebulosas de atomos leves e galaxias correspondem as fases de morula e blastula, e assim o feto humano vai repetindo as formas de repteis, peixe, mamifero quadrupede, etc, ou seja, todas as formas de seus sistemas ancestrais. A ultima forma neste momento e’ a do novo sistema denominado “auto-consciencia”, alojado sobre um sistema biologico, e talvez – se nao existe nenhuma outra forma ainda mais evoluida por vir – esta sera’ a forma final de toda esta historia de embriogeneses. O embriao humano so nasce quando alcanca a ultima forma no estado daquela especie que o gerou, e assim deve ser com o “filho” que esta’ sendo gerado neste ponto do espaco universal.…………………………………………………………………………………………………………………………………………………….. Portanto, o “Watchmaker” deve ser um “ser natural”, tao natural quanto e’ o Universo todo (assim como quer Dawkins). Mas o Universo e a Vida nao brotaram do nada, e sim, foram previamente desenhados (como queria Paley), mas desenhados sem que o desenhista interfira ou crie o desenho, tal como nossos pais nao tiveram controle sobre os genes transmitidos, portanto naom puderam planejar o tipo e qualidade do organismo vivo que geraram. Mas sabiam o que ia ser gerado. O Universo e a Vida sao producoes geneticas, tem como causa inicial um ser inteligente ( considrrando-se a forma da auto-consciencia), mas este nao foi o desenhista inteligente da nossa vida, assim como a mamae galinha nao foi uma desenhista inteligente da sua franguinha. Um frango parece sim, ser obra nao de forcas naturais ao acaso, mas de uma causa ordenada, organizada, complexa. E de fato, a mamae galinha e’ uma causa criadora organizada, ordenada, complexa, mas a galinha nao ‘e magica nem e’ Deus.……………………………………………………………………………………………………………………………………………………..      . Entao, acho que a primeira e fundamental questao que rompe na cabeca de qualquer um que ouca a cosmovisao da Matriz deve ser: “ Qual a relacao que temos com esse “gerador” tao distante?” Ora, qual a relacao que existe entre uma mae gravida, os genes, e o feto que esta’ sendo gerado dentro de sua barriga?………………………………………………………………………………………………………………………………………………………… E’ certo que os modelos da Matriz complicam esse quadro embriogenetico quando acrescenta as leis da macro-evolucao sobre as leis da micro-evolucao, para explicar as diferencas dimensionais entre a embriogenese do Universo e a embriogenese humana. E’ certo que nos modelos da Matriz o processo embriogenetico e’ composto de duas fases – a dos ovos fora e a dos ovos dentro – para explicar porque a auto-consciencia, ainda na primeira fase dos ovos-fora, esta’ passando por estas terriveis dificuldades como a solidao aprisionada numa cela ovular, etc., enquanto a embriogenese humana, so’ apresenta a segunda fase, dos ovos dentro.………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..       . Se Paley quer chamar esse gerador de Deus, tudo bem, porem, nos estamos carecas de saber e ver no mundo que, o tipo de relacionamento que ele acredita existir entre nos e “Deus”, nao existe.  Se Dawkins quer chamar esse gerador de “causa inexistente” tudo bem, porem, nos estamos carecas de saber e ver no mundo que nao existe efeito sem causa, e que o tipo de relacionamento que ele acredita existir entre nossa existencia  e causas inexistentes, nao existem. Agora, esta’ com a palavra aqueles que nao se simpatizarem com o “gerador” segundo nossa cosmovisao, e devem mostrar porque o tipo de relacionamento entre nos e o nosso “Deus Natural” – tao natural que gera seus ovos e os poe fora deixando a prole ao sabor da propria sorte, porem, que tambem a seguir mantem e nutre esta prole assim como LUCA faz – e’ diferente do tipo de relacionamento entre uma borboleta recem nascida ainda na fase de larva e as borboletas que sao sua mae e pai. Certo?…………………………………………………………………………………………………………………………………………………….Se alguem me provar que tem um relacionamento ativo com um Deus Magico e Onipotente, ou se alguem me levar a ceu aberto e mostrar algo que brota do nada para a existencia e ainda consegue ter um relacionamento ativo com essa coisa, e ainda se alguem provar que nossa relacao com seja la’ o que for que existia antes deste Universo e existe alem dele e’ diferente do relacionamente entre a sardinha-filha e  a sardinha-mae no meio do oceano, eu juro que arranco a roupa, injeto os virus da malaria no meu corpo para sofrer a febre da falata de memoria sobre toda a cultura civilizada que aprendi, e volto na Amazonia comendo apenas bananas e grunhindo com as narinas abertas e todos os sentidos alertas para reaprender os sinais da natureza e refazer minha cosmovisao. Prometo que nao vou nem voltar `a escolinha que fiz em Serra Pelada e ensinei a teoria da Evolucao… 

As diferencas entre teismo, deismo, ateismo, panteismo e meu agnosticismo

quarta-feira, abril 15th, 2009

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No livro “The God Delusion”, Richard Dawkins nos brinda com um valioso esclarecimento que normalmente nos causa confusoes. Trata-se do testo abaixo:

Let’s remind ourselves of the terminology. A theist believes in a supernatural intelligence who, in addition to his main work of creating the universe in the first place, is still around to oversee and influence the subsequent fate of his initial creation. In many theistic belief systems, the deity is intimately involved in human affairs. He answers prayers; forgives or punishes sins; intervenes in the world by performing miracles; frets about good and bad deeds, and knows when we do them (or even think of doing them). A deist, too, believes in a supernatural intelligence, but one whose activities were confined to setting up the laws that govern the universe in the first place. The deist God never intervenes thereafter, and certainly has no specific interest in human affairs. Pantheists don’t believe in a supernatural God at all, but use the word God as a nonsupernatural synonym for Nature, or for the Universe, or for the lawfulness that governs its workings. Deists differ from theists in that their God does not answer prayers, is not interested in sins or confessions, does not read our thoughts and does not intervene with capricious miracles. Deists differ from pantheists in that the deist God is some kind of cosmic intelligence, rather than the pantheist’s metaphoric or poetic synonym for the laws of the universe. Pantheism is sexed-up atheism. Deism is watered-down theism.

There is every reason to think that famous Einsteinisms like ‘God is subtle but he is not malicious’ or ‘He does not play dice’ or ‘Did God have a choice in creating the Universe?’ are pantheistic, not deistic, and certainly not theistic. ‘God does not play dice’ should be translated as ‘Randomness does not lie at the heart of all things.’ ‘Did God have a choice in creating the Universe?’ means ‘Could the universe have begun in any other way?’ Einstein was using ‘God’ in a purely metaphorical, poetic sense. So is Stephen Hawking, and so are most of those physicists who occasionally slip into the language of religious metaphor. Paul Davies’s The Mind of God seems to hover somewhere between Einsteinian pantheism and an obscure form of deism – for which he was rewarded with the Templeton Prize (a very large sum of money given annually by the Templeton Foundation, usually to a scientist who is prepared to say something nice about religion). . . .

Pelo dito acima parece-me que ele se esqueceu apenas do agnosticismo, o qual e’ justamente meu caso. Talvez Dawkins entende agnosticismo como panteismo, sera’? Em todo caso, a visao de mundo da Matriz nao tem hard-wired meu cerebro como um panteista na definicao de Dawkins: eu desconfio que o mundo todo e’ um ser dividido em hardware e software, que o software pode ser um campo holografico banhando o corpo inteiro, tem que ser inteligente e consciente de sua existencia, como tambem pode ate’ ter consciencia sobre os microbios(como nos, humanos) existentes em seu corpo (cujos microbios sao tambem seu corpo e em alguns casos, tambem sua mente), que pode ate’ ter tomado providencias para que todos os microbios de seu corpo tenham um final feliz ou um nao-final sempre voltado para a sua melhoria, mas… esse ser nao pode ser chamado Deus, porque existe a forte possibilidade de que este ser e este mundo nao ser tudo o que ha’, existindo ainda a possibilidade dos dois mundos auto-excludentes, auto-retroalimentadores, anbos finitos mas formando o infinito, que a Matriz esta’ sugerindo. Portanto, este ser que pode existir e ser este mundo, sera’ apenas a metade do mundo, apesar de que a outra metade nunca exista quando este existe e vice-versa, mas que na outra metade exista outro ser que tambem e’ o outro mundo, e em tudo excludente em relacao a este… e’meio confuso mas eu entendo isto perfeitamente… e a chave para entender e aceitar a possibilidade dos dois mundos esta’ naquela analogia que faco da agua que vai para o Polo Norte e o gelo que vai para o Sul, que escrevo aqui em outro artigo nao me lembro onde…

ERROS DO ATEISMO (1)

quarta-feira, abril 15th, 2009

r-dawkins.jpgRichard Dawkins, no primeiro capitulo de ” The God Delusion”, escreve:  

“Human thoughts and emotions emerge from exceedingly complex interconnections of physical entities within the brain. An atheist in this sense of philosophical naturalist is somebody who believes there is nothing beyond the natural, physical world, no supernatural creative intelligence lurking behind the observable universe, no soul that outlasts the body and no miracles – except in the sense of natural phenomena that we don’t yet understand. If there is something that appears to lie beyond the natural world as it is now imperfectly understood, we hope eventually to understand it and embrace it within the natural. As ever when we unweave a rainbow, it will not become less wonderful.”

Entao a visao de mundo construida pela Matriz nao fez de mim um ateu. Existem dois problemas com o ateismo, se de fato Dawkins fala em nome do ateismo. Primeiro, quando diz ” ateu acredita que nao existe supernatural inteligencia alem do Universo observavel”. Segundo, quando acredita que nao existe alma ligada ao corpo”; terceiro, quando alimentam a esperanca de que vao entender qualquer coisa que jaz alem do mundo natural. A Matriz esta’ sugerindo outras diferentes conclusoes.

A Historia de 13,7 bilhoes de anos e os elementos materiais existentes nesta Historia indicam que existem duas possiveis realidades alem deste Universo e antes do Big Bang: um ser na forma de sistema natural gerando Universos pelo processo genetico e/ou uma inteligencia ex-machine elaborando softwares vivos que evoluem criando hardwares e se retro-alimentando deles; porem como as duas coisas – genetica e programas computacionais – podem no fundo serem resumidos a um so processo, e sabendo-se que um rato qualquer tem o poder de gerar sistemas por este processo, apenas saber que este Universo e’ uma producao genetica e sempre houve uma formula organizando a materia em sistemas que se parece com o diagrama de um software, nao e’ evidencia suficiente para se acreditar que o tal ser natural ex-machine continha ( ou contem), inteligencia. Mas o fato incontestavel de que nesta Historia, dentre as varias formas adquiridas pela cria que esta’ sendo geneticamente reproduzida, surgiu o que denominamos auto-consciencia, inteligente, e nao acreditando que isto seja produto de acidental mutacao, a nossa suspeita obvia e’ de que o tal ser ex-machine era, ou e’, dotado de inteligencia. Porem, esta inteligencia deve ser natural, o que indica que ela nao tem o poder de fazer milagres, no sentido de fazer coisas aparecerem do nada. 

Podemos, como os ateus, acreditar – quer dizer, afirmar – que nao existe alma ligada ao nosso corpo? A sugestao dos modelos da Matriz quando descreve o processo pelo qual LUCA se tornou um sistema biologico, indica que o circuito sistemico constituido do fluxo de informacoes de LUCA  como sistema natural, foi fragmentado em fotons e depois recompos-se aqui na superficie da Terra criando novo hardware que foi o primeiro sistema biologico. Portanto teria acontecido que a contraparte energetica da parte de massa do corpo de LUCA se constituiu numa especie de diagrama de software que se decompos para ser transmitido `a distancia tal como a voz ou imagem de televisao se transforma em sinal e depois se recompoe num hardware receptor. Neste longo processo de 13,7 bilhoes de anos de retro-alimentacao entre software e hardware e a existencia de especies que continuam existindo mesmo apos terem saido do tronco da arvore da Evolucao, indica que corpos sobrevivem `a fragmentacao da “alma” enquanto a “alma” sobrevive `a morte do corpo.  Esta “alma”, na teoria da Matriz adquire uma forma, uma face, a mesma de uma seccao do DNA, cuja forma e’ a mesma apontada intuicao oriental antiga da “aura” cpmposta de duas hastes chamadas de serpentes kundaline e sete sois centrais, a qual e’ a mesma forma do DNA, e do diagrama que sustentava o Cosmos antes da origem da Vida.  Claro que a nossa incapacidade de encontrar parametros que embasem aquele possivel evento e/ou de encontrar evidencias que desmintam aquele possivel evento nos conduz nao `a crenca na alma, mas a uma suspeita de que ela exista porque ela parece algo perfeitamente natural, logica e natural, tendo em vista que um so’ DNA que apareceu neste mundo terrestre a 3,5 bilhoes de anos atras continua vivo ate’ hoje. E nao vemos como explicar isto sem a ideia da retroalimentacao. Por isso, ao contrario do ateismo, eu nao tenho certeza da nao existencia da alma.

Terceiro, eu nao tenho a esperanca de que possamos vir a entender tudo, inclusive o que exista no mais distante espaco/tempo alem do mundo natural. Acho que isso e’ arrogancia e uma certa falta de nocao de grandezas, do verdadeiro tamanho do que pode existir alem deste mundo natural. Obviamente Dawkins pensa no Universo observavel quando usa as palavras “o mundo natural”, e desde que o nosso cerebro e’ feito por este mundo natural, deve ser limitado a ele, ou seja, as informacoes que ele pode captar, armazenar e operar estao limitadas a ele. Por exemplo, nem a ideia de eternidade/infinitude  e/ou “causa primeira e finitude” podem ser entendidas por este cerebro, jamais.  Os modelos da Matriz sugerem  que em ultima instancia exista a realidade de dois mundos contrarios entre si que se retro-alimentam, tornando cada mundo finito e infinito ao mesmo tempo, enquanto que as substancias de um mundo – como a consciencia humana – podem atravessar a barreira entre os dois, porem sao transformadas nesta passagem de maneira que tudo o que pertence ao mundo deixado la fica, inclusive a memoria de sua existencia. E com isso, jamais entenderiamos mais que a metade do verdadeiro mundo. 

Porem, como agnostico, e’ possivel que algum futuro dado factual destrua essa cosmovisao e me transforme num ateu… quem sabe?